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CIDADES 
RACIONALISTAS 
Andréia Moreira 
Camila Amaral 
Eduardo Zanesco 
Guilherme Fauth 
Julia Bazotti 
Rafaela Demichei 
Rafaela Picolotto 
Rafaella Stella
HAUSSMANN - A REMODELAÇÃO DE PARIS 
• Advogado; 
• Político; 
• Administrador; 
• (1809-1891)
PARIS ANTES DE HAUSSMANN 
Planta de Paris em 1853
1º PASSO: EDIFICAÇÕES A PRESERVAR
PARIS E OS NOVOS LIMITES DA CIDADE
A GRAND CROISÉE 
Norte - Sul 
Praça do 
Châtelet 
Nascente - Poente
AVENUE DE L’OPERA – NOVO TRAÇADO 
- Novo traçado da avenida 
- Desapropriações 
- Demolição de quarteirões
AV. L’OPERA – Imagens 1864/1876/1878
AV. L’OPERA - HOJE
DIVISÃO DA CIDADE EM 20 DISTRITOS
TRAÇADO DAS NOVAS RUAS E BAIRROS 
Novos bairros 
Novas ruas e 
avenidas
Arco de Triunfo e as 12 avenidas 
- Praça Charles de Gaulle ( A Place de L’Étoile) 
- Champs-Élysées
Cidades Racionalistas
Bois de 
Boulogne 
Bois de 
Vincennes 
GRANDES PARQUES PÚBLICOS
BOIS DE BOULOGNE
BOIS DE VINCENNES
EBENEZER HOWARD 
CIDADE JARDIM 
• A publicação resultou na fundação do movimento 
das cidades-jardins. As primeiras cidades-jardins 
foram construídas na terra natal de Howard, no início 
do século XX. 
•Ebenezer Howard nasceu em Londres dia 29 de 
janeiro de 1850. 
• Foi um pré-urbanista inglês. 
• Tornou-se conhecido por sua publicação Cidades-jardins 
de Amanhã, de 1898, na qual descreveu uma 
cidade utópica em que pessoas viviam 
harmonicamente juntas com a natureza.
Cidade 
Afastamento da natureza 
Oportunidades sociais 
Isolamento das multidões 
Locais de entretenimento 
Distancia do trabalho 
Altos salários monetários 
Alugueis e preços altos 
Oportunidades de emprego 
Jornada excessiva de trabalho 
Nevoeiros e seca 
Drenagem custosa 
Ar pestilentos e céu sombrio 
Ruas bem iluminadas 
Cortiços e bares 
Edifícios Palacianos 
Cidade-campo 
Beleza da natureza Oportunidades sociais 
Campos e parques de fácil acesso Alugueis baixos 
Muito o que fazer Preços baixos 
Nenhuma exploração Oportunidades para empreendimentos 
Afluxo de capital Ar e água puros 
Boa drenagem Residências e jardins esplendidos 
Ausência de fumaça e de cortiços Liberdade Cooperação 
Campo 
Falta de vida social 
Beleza da natureza 
Desemprego 
Terra ociosa 
Matas, bosques, florestas 
Jornada longa – salários baixos 
Ar fresco 
Alugueis baixos 
Falta de drenagem 
Abundancia de água 
Falta de entretenimento 
Sol brilhante 
Falta de espírito publico 
Carência de reformas 
Casas superlotadas 
Aldeias desertas
ESQUEMA DA CIDADE-JARDIM 
• Construída numa aérea 
que compreendia 2,4020 
hectares. Sendo 400 pra 
aérea urbana e o 
restante para aérea 
agrícola. 
• Divididas por seis 
bulevares arborizados. 
• Cinco avenidas 
arborizadas, a terceira 
delas é a grande avenida 
que possui 120 metros de 
largura por 4,8 km de 
extensão.
• O Palácio de Cristal, local 
onde se destinaria a abrigar as 
atividades de 
comércio, está localizado ao 
redor do 
Parque Central. Ele está a no 
máximo 
558 metros de qualquer 
morador. 
• No anel externo estariam os 
armazéns, mercados, 
carvoarias, serrarias, etc... 
Todos na frente da via férrea 
que rodeia a cidade.
LETCHWORTH 
• Plano de Letchworth. 
• Primeira Cidade-jardim proposta por 
Howard. 
• Ficava a 53 km de Londres. 
• Começou a ser construída em 1904.
• Vista aérea da cidade em 1949
TONY GARNIER- A CIDADE INDUSTRIAL 
• Filho de operários, nasceu 
em Lyon na segunda 
metade do século XIX. 
• É inegável que ele, mais do 
que qualquer um dos seus 
contemporâneos, se saiu 
brilhantemente de sua 
empreitada em busca de 
uma solução para os 
problemas da cidade 
industrial.
• Sua célebre concepção de uma cidade industrial examinada 
hoje parece impossível de ter sido projetada na época em 
que de fato o foi, no início do século XX. 
• É a ele que devemos atribuir a criação de quase todos os 
princípios básicos de um urbanismo que apenas na década de 
60 começou a ser reavaliado.
CIDADE INDUSTRIAL 
• Lyon, onde Tony nasceu, é 
uma das capitais industriais 
da França até hoje. 
• Era uma aglomeração urbana 
que tinha um passado e uma 
tradição eminentemente 
industrial. 
• Foi no século XVIII que 
começaram a se instalar 
várias das grandes indústrias 
têxteis da França.
PLANTA DA CIDADE INDUSTRIAL 
1- Cidade Antiga 
2- Estação Central 
3- Bairros residenciais 
4- Centro 
5- Escolas primárias 
6- Escola profissional 
7- Hospital 
8- Estação 
9- Zona industrial 
10- Estação industrial 
11- Cemitério 
12- Matadouro
• Quadras estreitas, dispostas no 
sentido leste-oeste — invocando 
a orientação dos ventos e a 
melhor incidência solar. 
• As partes verdes, entre as casas, 
devem relacionar-se formando 
uma espécie de parque com livre 
acesso aos pedestres. 
• Exige sol direto em todos os 
quartos de dormir, proíbe palcos 
internos, proíbe uma ocupação 
superior à metade do terreno e 
proíbe muros divisórios entre as 
casas. 
• O tráfego de veículos é vinculado 
a uma rede viária de fácil 
compreensão, com uma via 
principal no sentido leste-oeste 
partindo da estação da estrada 
de ferro. 
• Ruas com características 
distintas são arborizadas de 
forma distinta.
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
PORTO MARÍTIMO
CASA DE CULTURA
PLANOS URBANÍSTICOS- LE CORBUSIER 
• Le Corbusier é o pseudônimo do 
franco-suíço Charles-Edouard 
Jeanneret-Gris; 
• 06/10/1887, La Chaux-de-Fonds, 
Suíça; 
• 27/08/1965, Roquebrune-Cap- 
Martin, França, vítima de 
afogamento; 
• Edificações eram projetadas para 
serem usadas. 
• Oito anos antes de seu 
falecimento, Corbusier havia 
projetado seu próprio túmulo.
Projetos Urbanísticos de Le Corbusier 
• Origem Racionalista, causou grande influencia sobre o urbanismo; 
• Tinha a visão de que as cidades do futuro deveriam consistir em grandes 
blocos de apartamentos assentes em pilotis, deixando o terreno vago em 
baixo para parques de estacionamento; 
• Surgiu de Corbu a ideia dos bairros-jardins; 
• Defendia que o homem possuía as mesmas necessidades em qualquer 
cultura; 
• Abordava que as construções deviam ser todas brancas. 
Croqui urbano de Le Corbusier, 
Rio de Janeiro, 1929
CHANDIGARH 
• Cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab; 
• Projetada para 150.000, mas podendo chegar a 500.000; 
• Tem seu projeto urbano organizado através de um traçado viário ortogonal, 
com uma clara hierarquia de circulação; 
• Hoje em dia Chandigarh encontra se perfeitamente adequada às exigências 
de uma cidade moderna, usado nos dias de hoje como cidade-modelo; 
• Corbusier acreditava que a chave para a cidade ideal era eliminar o excesso 
populacional no centro das cidades.
CHANDIGARH 
• O sistema de tráfego foi elaborado com malhas de vias expressas, vias 
exclusivas para o trafego de bicicletas e a teoria das sete vias: 
 V1: Estradas Arteriais 
 V2 e V3: Vias que definem os principais setores 
 V4: Vias de comércio 
 V5: Ruas de bairros residenciais 
 V6: Pistas de acesso 
 V7: Vias para pedestres e ciclistas 
• Projeto executado.
V3 e V2: Vias 
que definem 
principais 
setores 
V1: Estradas 
Arteriais 
V4: Vias de 
comércio 
V6: Pistas de 
acesso. 
V5: Ruas de 
bairros 
residenciais 
V7: Vias para 
pedestres e 
ciclistas
VILLE CONTEMPORAINE (1922) 
• Projetada para três milhões de habitantes; 
• Era uma cidade capitalista que seria o centro de administração e controle; 
• Possuía cidades-jardim para os trabalhados e um cinturão verde que 
envolvia a cidade; 
• Consistia em blocos residenciais de dez a doze andares cada, além de 
vinte e quatro escritórios centrais com sessenta andares; 
• Mantinha a separação de classe entre elite urbana e proletariado 
suburbano. 
• As próprias torres para os escritórios tinham a finalidade evidente de 
substituir as estruturas religiosas da cidade tradicional.
VILLE CONTEMPORAINE
VILLE RADIEUSE
PLAN VOISIN(1925) 
• Plano para uma cidade verde para 1,5 milhões de habitantes no centro de 
Paris; 
• Seria composto de grandes áreas livres, altas densidades, unidades de 
vizinhança e separação de vias para veículos e pedestres; 
• Esse plano possuiria apenas duas artérias de circulação que possibilitaria 
o trânsito de automóveis e as demais áreas do centro seriam de 
circulação exclusiva para pedestres; 
• Propõe a construção de um centro comercial com torres isoladas. As 
quais seriam dispostas em um plano ortogonal ocupando uma importante 
área do centro da capital francesa, a margem direita do Rio Sena além 
de áreas verdes e distinção de classes.
ESTRUTURAS DO PLAN VOISIN 
• Norte da rua de pedestre: O trafego de veículos e os de pedestres 
devem ser distintos. Ruas principais destinadas exclusivamente para 
carros; 
• Ângulo reto: é o principio gerador de sistema e define a articulação 
dos edifícios em linha para a residência. 
• Zoneamento: as diferentes áreas funcionais são dispostas em malha 
quadrada regulares. Existem três principais; 
Croqui Plan Voisin, Paris.
ZONEAMENTO PLAN VOISIN 
• Área para negócios e núcleos especial estudos da cidade e prédios do 
governo: localizados ao norte, perto da estação ferroviária e do 
aeroporto, com os hotéis e embaixadas; 
• Área industrial: dividido em indústria pesada, armazéns e indústria leve 
no sul; 
• Área residencial: situado entre os outros dois, protegido por um cinturão 
verde na direção da indústria.
ZONEAMENTO PLAN VOISIN
Plano Obus (1930-1933): 
• Plano para reurbanização de Argel, capital da Argélia; 
• Fazer uma cidade em um edifício; 
• O plano envolve 3 pontos principais: o viaduto habitado, o grande 
complexo residencial e os serviços administrativos, junto ao mar; 
• Mas obteve fracasso, segundo os críticos porque faltou relação do projeto 
com o ambiente existente.
“As necessidades do homem moderno 
estão aqui reduzidas a um mínimo. As 
soluções oferecidas vão desde a escala 
doméstica /residencial até a estrutura 
urbana.”
ILDELFONSO CERDÀ 
Plano de Expansão para 
Barcelona (Ensanche)
HISTÓRIA DA URBANIZAÇÃO DE 
BARCELONA 
• 1840 – Concurso literário. 
• 1854- Demolição dos Muros. 
• 1855- Conclusão do Projeto de Extensão e Reforma de Barcelona (Ensanche). 
• 1859 – Concurso Público. 
• 1860 – Dois Principais Planos: Antoni Rovira e Idelfonso Cerdá.
NÚCLEO INICIAL
ROMPIMENTO DA CONFIGURAÇÃO DAS 
ANTIGAS CIDADES MEDIEVAIS
“Teoria Geral da Urbanização: presença dos dois conceitos diretores, 
a “habitação” e a “circulação”, que hoje mais do que nunca
TEORIA GERAL DA URBANIZAÇÃO: ‘’HABITAÇÃO E 
‘’CIRCULAÇÃO’’ 
• INDIVIDUO NO LAR; 
• FLUCO INSTANTANEO DE PEDESTRES; 
• HIGIENISMO
PLANO GEOMETRICO
NOVA TIPOLOGIA NAS QUADRAS
Cidades Racionalistas
Cidades Racionalistas
IDEIA ORIGINAL
PLANO BRASÍLIA (comparação)
CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA 
MODERNA - CIAM 
Criado em 1928 no Castelo de La Sarraz na Suíça, por um grupo de 28 
arquitetos.
Fundadores do CIAM – Suiça 1927
• Responsáveis por discussões e pesquisas inéditas. 
• Residência mínima 
• Design de massas 
• Estilo Internacional 
• Introduziram uma arquitetura: 
-limpa 
-sintética 
-funcional 
-racional 
• Instrumento Político e econômico. 
• Progresso social
CONGRESSOS da CIAM 
• 1928 – 1º Congresso/Assembléia Suprema dos Membros e fundação dos CIAM – 
La Sarraz 
• 1929 – 2º Congresso – “Estudo da moradia mínima” – Frankfurt 
• 1930 – 3º Congresso – “Estudo de loteamento racional” – Bruxelas 
• 1933 – 4º Congresso – “Elaboração da Carta de Atenas” – Transatlântico Patris 
• 1937 – 5º Congresso – “Estudo do problema moradia e lazer” – París 
• 1947 – 6º Congresso – “Reafirmação dos objetivos da CIAM” – Estados Unidos 
• 1949 – 7º Congresso – “Problemas relativos ao desenvolvimento de novas 
cidades/ Execução da carta de Atenas” – Bérgamo 
• 1951 – 8º Congresso – “Estudo do centro, do coração das cidades” – Inglaterra 
• 1953 – 9º Congresso – “O habitat humano” – Aix-em-Provence 
• 1956 – 10º Congresso – “Habitat” – Dubrovnik
 Carta Patrimonial 
 A carta de Atenas 
A CARTA DE ATENAS 
 Estado Atual das Cidades (Críticas e Remédios); 
 Habitação, Lazer e Trabalho; 
 Circulação; 
 Patrimônio histórico das cidades
Cidades Racionalistas
RESUMO: HAUSSMANN - A REMODELAÇÃO DE PARIS 
Georges-Eugène Haussmann (1809-1891) foi um advogado, funcionário público, político e administrador francês. Nomeado prefeito de 
Paris por Luis Napoleão III, tendo o título de “Barão”, foi o grande remodelador de Paris, cuidando do planejamento da cidade, durante 
17 anos, contando com a colaboração de arquitetos e engenheiros renomados da Paris da época. 
Projeto Urbanístico para Paris 
Iniciado em 1857 e finalmente completado em 1927 
O principal objetivo da reforma urbana idealizada por Haussmann para Paris, era o de liberar o tecido urbano para facilitar manobras 
militares. A grande transformação da cidade ocorre em um terço do tecido da cidade seguindo a ideia da grande expansão. 
Outros motivos foram: Conter rebeliões e barricadas da classe operária; melhorar a circulação de sua tropa pelas ruas; arejar o 
centro, arborizar as vias; eliminar becos e vielas proliferadores de doenças; criar artérias para facilitar a circulação pela linha 
ferroviária; 
Um dos principais pontos da reforma de Haussmann é a reforma da Ìlle de la Cité enquanto área militar. Para atingir esse objetivo, a 
maior parte das edificações existentes foram demolidas. 
Segundo Haussmann, “a arquitetura é um problema administrativo” e só deveria visar aos interesses de Luis Napoleão III, interesses 
esses, de cunho estritamente militares. 
A partir deste ponto de vista é que foi produzido um urbanismo totalmente racionalista visando apenas à técnica e desconsiderando o 
aspecto histórico. 
A nova divisão de Paris 
Com a nova divisão, Paris apresentou 20 arrondissements (distritos administrativos) 
O plano criado para o centro da cidade previa a reformulação da área em um dos extremos dos Champs-Elysées (Campos Elíseos). 
Haussmann criou uma estrela com 12 avenidas amplas (pontas) ao redor do Arco do Triunfo, onde grandes mansões foram erguidas 
entre 1860 e 1868 sobre os escombros da antiga cidade.
RESUMO: Ebenezer Howard Cidade jardim 
No seu estudo, Howard apresentou um breve diagnóstico sobre a superpopulação das cidades e suas consequências. Segundo ele o superpovoamento era causado, 
sobretudo pela migração vinda do campo. Portanto era necessário ponderar a relação entre a cidade e o campo. 
Howard reuniu as vantagens e desvantagens de cada ambiente. Ambos atuariam como uma espécie de ímã, atraindo as pessoas para si. A cidade era o espaço da 
socialização, da cooperação e das oportunidades, especialmente de empregos, mas padecia de graves problemas relacionados ao excesso de população e à insalubridade 
do seu espaço. Por outro lado, o campo era o espaço da natureza, do sol e das águas, bem como da produção de alimentos, mas também sofria de problemas como a falta 
de empregos e de infraestrutura. 
A solução dos problemas da cidade, segundo Howard, era instigar o homem para o campo, através da criação de atrativos, “imãs”, que pudessem contrabalançar as 
forças atratoras representadas pela cidade e pelo campo. Ele alegou que havia uma terceira alternativa, além da vida urbana e rural. Essa alternativa, seria a união da 
cidade e do campo, criando assim a cidade-campo. Que seria a junção do que há de melhor nos dois “imãs”. “Uma nova esperança, uma nova vida, uma nova 
civilização”(HOWARD, 1996, p. 110). 
A Cidade-jardim proposta por Howard, deveria ser construída numa área que compreendia um total de 2,420 hectares. Sendo 400 hectares para a área urbana, que iria 
abrigar cerca de 2 mil habitantes e o restante dos hectares seria para a parte agrícola. A cidade foi apresentada por meio de diagramas. Lembrando que Howard não era 
arquiteto ou urbanista. E não se tratavam de plantas definitivas. 
Os desenhos mostram uma cidade radial, dividida por seis bulevares arborizados com 36 metros de largura. Completando a estrutura viária da cidade contamos com mais 
cinco avenidas também arborizadas concêntricas ao parque central. A terceira delas é a grande avenida que possui 120 metros de largura por 4,8 km de extensão, ela é 
proposta como um grande parque, inclusive lembra a Avenue Foch de Paris. 
O Palácio de Cristal, local onde se destinaria a abrigar as atividades de comércio, está localizado ao redor do Parque Central. Ele está a no máximo 558 metros de 
qualquer morador. No local poderiam ser comercializadas mercadorias e também servia como um jardim de inverno, onde os habitantes poderiam passear ao abrigo da 
chuva e admirar a paisagem. 
No anel externo estariam os armazéns, mercados, carvoarias, serrarias, etc... Todos na frente da via férrea que rodeia a cidade. Desta maneira o recebimento de 
mercadorias e matéria-prima seria fácil, evitando também a circulação do tráfego pesado pelas ruas da cidade, diminuindo a necessidade de manutenção das próprias. 
Uma atenção em especial foi dada aos cuidados sanitários da cidade juntamente com a trama urbana. Um deles é a criação de um “cinturão” de jardins e pomares, para 
que de qualquer parte da cidade se possa atingir o ar perfeitamente fresco. A segunda preocupação seria mostrar que era possível se alojara baixo custo e com alta 
qualidade ambiental. 
Concretização de ideais: 
Em 1899 junto com vários adeptos de suas ideias Howard funda a “associação das Cidades Jardins”. 
Para viabilizar a compra do terreno destinado a implantação da primeira Cidade-jardim, Letchworth que ficaria a 53 km de Londres, foi fundada em 1902 a “The Garden 
City Pioneer Company”. 
Inicia se então a utopia de Howard. 1903 a “First Garden City” foi incorporada com capital autorizado de £300.000; Em 1904 somente o capital de £100.000 havia sido 
integralizado, passando se a trabalhar continuamente abaixo do montante previsto, o que ocasionou um ritmo lento de construção. A cidade alcançava em 1913, 8.500 dos 
30 mil habitantes programados; Atingindo somente em 1962 a população de 26 mil habitantes.
RESUMO: Tony Granier 
Filho de operários, nasceu em Lyon na segunda metade do século XIX. 
Lyon é uma das capitais industriais da França até hoje. 
Com grandes dificuldades financeiras cursou na Escola de Belas Artes de Paris e foi aluno de Paul Blondel. 
O nascimento de Garnier em Lyon explica provavelmente muita das características da sua obra. 
Lyon era uma aglomeração urbana que tinha um passado e uma tradição eminentemente industrial. 
No século XVIII começaram a se instalar várias das grandes indústrias têxteis da França. 
É inegável que ele, mais do que qualquer dos seus contemporâneos, se saiu brilhantemente de sua empreitada em busca de uma 
solução para os problemas da cidade industrial. 
É a ele que devemos atribuir a criação de quase todos os princípios básicos de um urbanismo que apenas na década de 60 começou a 
ser reavaliado. 
Sua célebre concepção de uma cidade industrial examinada hoje parece impossível de ter sido projetada na época em que de fato o 
foi, no início do século XX. 
É uma das mais espetaculares antevisões da cidade racionalizada e decididamente planejada da era industrial, tanto pelo conteúdo 
programático de suas duas proposições como formalmente pelo impacto que ainda hoje nos causa o seu inigualável desenho, expresso 
numa formidável série de pranchas com perspectivas, elevações e plantas. Tudo é esmiuçado até ao mínimo detalhe. 
A própria arquitetura da cidade é arrojada e inovadora. Diferentes tipos de edifícios foram por ele padronizados: casa com pátios, 
pavilhões escolares térreos ou de dois pavimentos. Certas soluções morfológicas destes projetos são extraordinariamente avançadas 
em relação à época em que foram concebidos. 
As construções são quase todas em concreto armado e vidro, com jardins elevados, pilotis, lajes cogumelos, etc... 
A primeira laje cogumelo construída na Europa foi executada por Maillart em 1910 em Zurique. 
Os jardins elevados (terraços jardins) e os pilotis foram, de certo modo, também inseridos por Garnier.
RESUMO: Planos Urbanísticos de Le Corbusier 
Le Corbusier 
Le Corbusier é o pseudônimo do franco-suiço Charles-Edouard Jeanneret-Gris (06 de outubro de 1887-27 de agosto de 1965) que foi um dos maiores e mais importantes 
arquitetos do século XX. Seu primeiro projeto foi uma casa na sua cidade natal La Chaux-de-Fonds, na Suíça, aos 18 anos de idade. Mudou-se para a França, aos 29 anos de 
idade para trabalhar com Auguste Parret, seu primo. Após isso, ocorreram-se muitas viagens de Le Corbusier a vários países onde estudava a arquitetura local. 
Preocupava-se muito com a funcionalidade da construção, as edificações eram projetadas para serem usadas. Um dos seus materiais construtivos mais utilizados era o 
concreto armado. Ajudou a fundar o purismo, um derivado do cubismo. 
Corbu faleceu aos 77 anos, afogado no mar mediterrâneo, seu corpo foi encontrado por banhistas na costa de sua amada casa no sul da França. Oito anos antes havia 
projetado o seu túmulo, que foi construído imediatamente após a sua morte. 
Projetos Urbanísticos 
Com grande interesse pelo planejamento urbano, através de suas viagens, Le Corbusier procurou por países em desenvolvimento para apresentar seus projetos. Teve 
grande influencia sobre o urbanismo, sendo um dos primeiros a compreender que o urbanismo precisava se adaptar ao modernismo. Tinha a visão de que as cidades do 
futuro deveriam consistir em grandes blocos de apartamentos assentes em pilotis, deixando o terreno vago em baixo para parques de estacionamento. Defendia que o 
homem possuía as mesmas necessidades em qualquer cultura. Surgiu dele a ideia das cidades-jardins para as classes ricas. Abordava bastante a ideia de que todas as 
construções deviam ser brancas. 
Planejamento urbano de Chandigarh: cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab. Chandi significa “deusa do poder” e garh significa “fortaleza. Acreditava 
que a chave para a cidade ideal era eliminar o excesso populacional no centro das cidades.”. Projetada para 150.000 habitantes, mas podendo chegar a 500.000 
habitantes. Corbu criou o plano diretor, enquanto o projeto dos setores individuais e da maioria das edificações foi feita por terceiros. Chandigarh seu projeto urbano 
organizado através de um traçado viário ortogonal, com uma clara hierarquia de circulação, com superquadras na escala da vida cotidiana e familiar dos cidadãos. Hoje 
em dia, Chandigarh encontra se perfeitamente adequada às exigências de uma cidade moderna, os dados estatísticos comprovam realmente que Chandigarh funciona, é 
das cidades mais ricas da Índia, com os menores índices de criminalidade. Corbusier projetou Chandigarh com vista para o futuro e hoje em dia é quase que uma cidade 
modelo. Projeto realizado.
Ville contemporaine: apresentado em 1922 no Salon d'Automne de Paris e concebido para abrigar uma população de três milhões de habitantes, era uma cidade 
capitalista que seria o centro de administração e controle, com cidades-jardim para os trabalhados e um cinturão verde que envolvia a cidade. Consistia em blocos 
residenciais de dez a doze andares cada, além de vinte e quatro escritórios centrais com sessenta andares, com o conjunto cercado por um parque pitoresco que mantinha 
a separação de classe entre elite urbana e proletariado suburbano. As próprias torres para os escritórios – os chamados arranha-céus – tinham a finalidade evidente de 
substituir, em sua condição de centros do poder secular, as estruturas religiosas da cidade tradicional. 
Ville Radieuse: também conhecida como Cité Radieuse (1924), sofreu características da viagem de Corbu a América do Sul. Um projeto proposto como plano para uma 
reforma social, utópico, onde Corbusier fazia uma cidade linear baseada na forma abstrata do corpo humano, com cabeça, tronco e membros. Uma cidade setorizada, 
com grandes avenidas para o transporte rápido motorizado e o térreo como um grande jardim contínuo. O projeto manteve o conceito de blocos de habitação em 
altura, livre circulação ao nível do solo e espaços verdes abundantes já propostos nos seus trabalhos anteriores. Mas acabou não sendo executado. Mais tarde os seus 
princípios foram incorporados na Carta de Atenas, publicada em 1943. 
Plan Voisin: foi um plano apresentado por Le Corbusier para uma cidade de 1,5 milhões de habitantes no centro de Paris (1925), que tinha como objetivo uma cidade que 
representasse o “espírito da época” e respondesse aos anseios do homem da nova era que se iniciava. A cidade moderna seria composta de grandes áreas livres, altas 
densidades, unidades de vizinhança e separação entre veículos e pedestres. Para o autor, na cidade moderna deveria existir separação entre os usos, grandes áreas livres, 
unidades de vizinhança, separação entre veículos e pedestres, etc. E nessa perspectiva, ele propõe a construção de um centro comercial com torres isoladas. Essas torres 
seriam dispostas em um plano ortogonal ocupando uma importante área do centro da capital francesa, a margem direita do Rio Sena. Esse plano possuiria apenas duas 
artérias de circulação que possibilitaria o trânsito de automóveis. E as demais áreas do centro, seriam de circulação exclusiva para pedestres. Além da organização do 
centro administrativo, o plano também previa habitações com áreas verdes e distinção de classes. A estrutura do Plan Voisin era basicamente dividida nos seguintes 
princípios: 
- Norte da rua de pedestre: O trafego de veículos e os de pedestres devem ser distintos. Ruas principais destinadas exclusivamente para carros; 
- Ângulo reto: é o principio gerador de sistema e define a articulação dos edifícios em linha para a residência. 
- Zoneamento: as diferentes áreas funcionais são dispostas em malha quadrada regulares. Existem três principais; 
- Área para negócios e núcleos especial estudos da cidade e prédios do governo: localizados ao norte, perto da estação ferroviária e do aeroporto, com os hotéis e 
embaixadas; 
- Área industrial: dividido em indústria pesada, armazéns e indústria leve no sul; 
- Área residencial: situado entre os outros dois, protegido por um cinturão verde na direção da indústria. 
Além destes, o nome de Le Corbusier é citado em projetos urbanísticos esboçados para várias cidades, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo e Montevidéu. 
Plano Obus: reurbanização de Argel, capital da Argélia, onde o planejamento era fazer uma cidade em um edifício. Comum a todas as propostas do século XX, também 
o plano de Corbusier trata o tema da mobilidade, no entanto quebra com alguns dos princípios da Carta de Atenas. O plano envolve 3 ingredientes que procuram 
configurar a cidade: o viaduto habitado, o grande complexo residencial e os serviços administrativos, junto ao mar. Mas obteve fracasso, segundo os críticos porque 
faltou relação do projeto com o ambiente existente;
RESUMO: Plano de Cerdá 
Idelfonso Cerdá escreve em sua Teoria Geral da Urbanização: A cidade Linear, que apresenta dois conceitos diretores, a 
“habitação” e a “circulação”, que hoje são dois polos operacionais de extrema importância no urbanismo. Consiste 
basicamente em um pensamento racional do Urbanista em desenvolver um planejamento axial para a cidade. Oferecendo 
aos Habitantes uma homogeneidade, coerência espacial, circulação, convívio social. Em outras palavras, é de natureza 
racionalista a preocupação com os indivíduos que irão habitar a cidade. Como reforço, as habitações planejadas por Cerdà 
tinham como características: a privacidade do indivíduo no lar, com condições dignas de vida, o higienismo (sol, vento, ar, 
luz natural). 
Em Barcelona, Cerdá prevê o fluxo simultâneo de pedestres. Serviços como água, rede de esgoto, telégrafo, ferrovia 
e rede de energia elétrica são planejados de modo que não poluam ou interfiram na paisagem da cidade (cabos, fios, postes 
e etc.), estes devem ser subterrâneos. Cerdá pensa na cidade como um todo: o ato de ir e vir, seja qual for o meio de 
transporte, a ordenação dos serviços básicos, o enquadramento e as perspectivas do lugar. Com isso a cidade passa a ser 
mais funcional e menos estética. Rompendo assim, a antiga configuração das cidades medievais. Tanto de maneira 
conceitual quanto física, pois Recebe um traçado ortogonal sustentado por eixos viários, formando as grandes vias arteriais 
que se estendem por quase todo o perímetro da cidade. Oferecendo uma livre circulação e um fácil acesso em distintas 
zonas da cidade. 
Além disso, as quadras passam a ter um novo tratamento, o corte (chanfro) diagonal nas esquinas da quadra 
transforma o simples cruzamento de vias em lugar, gera também desta forma maior amplitude visual dos edifícios de 
esquina. O importante é enfatizar que neste momento a quadra passa de uma condição de residual para se tornar suporte 
de uma composição urbana que a tem como espaço da cidade.
RESUMO: Carta de Atenas 
A partir do século XIX um pensamento mais estruturado sobre a proteção do patrimônio cultural começa a ser organizado, mas somente no início do século XX que posturas, 
legislações e atitudes mais abrangentes e concretas são postas em práticas. 
No ano de 1928 aconteceu a fundação dos CIAM. Depois de ter examinado, a partir de um programa elaborado em Paris, o problema que colocava a arte de edificar, eles 
firmaram um ponto de vista sólido e decidiram reunir-se para colocar a arquitetura diante de suas verdadeiras tarefas. Assim foram fundados os Congressos Internacionais de 
Arquitetura Moderna. Aos Arquitetos que fariam parte dos Congressos, foi instituída uma declaração onde afirmaram sua unidade de pontos de vista sobre as concepções 
fundamentais da arquitetura e sobre suas obrigações profissionais. Insistiam no fato de que ‘’ construir’’ é uma atividade elementar do homem, ligada intimamente à 
evolução da vida e afirmavam ainda, que necessitavam de uma concepção nova da arquitetura que satisfizesse as exigências materiais, sentimentais e espirituais da vida 
presente. Se reuniriam com a intenção de pesquisar a harmonização dos elementos presentes no mundo moderno e de recolocar a arquitetura em seu verdadeiro plano, que 
é de ordem econômica e sociológica e inteiramente a serviço da pessoa humana. 
O Urbanismo, por sua essência, é de ordem funcional. As três funções fundamentais pela realização das quais o urbanismo deve velar são: 1) habitar; 2) trabalhar; 3) recrear-se. 
Seus objetivos são: a) ocupação do solo; b) organização da circulação; c) legislação. Com isso, os objetivos da CIAM vieram a ser: formular o problema arquitetônico 
contemporâneo; apresentar a ideia arquitetônica moderna; fazer essa ideia penetrar nos círculos técnicos, econômicos e sociais e zelar pela solução do problema da 
arquitetura. 
Existiram duas cartas que se destacaram, a de 1931 que tinha como objetivo principal trazer para pauta as principais preocupações encarnadas naquele período: os aspectos 
legais, os técnicos construtivos e os princípios norteadores da ação de conservação. Houve também, grande preocupação com a legislação de cada país e com a necessidade 
de se construir princípios habituais entre os signatários, mesmo que integrados ás condições locais, principalmente para assegurar o predomínio do direito coletivo sobre o 
individual. 
Já a carta de 1933, considerada a principal, obtinha uma preocupação em relação a arquitetura em um período de grande crescimento urbano. Seus principais aspectos 
debatidos foram a necessidade de planejamento regional e infra-urbano, a implantação de zoneamento, através da separação de usos em zonas distintas, de modo a evitar o 
conflito de usos incompatíveis, a submissão da propriedade privada do solo urbano aos interesses coletivos, a verticalização dos edifícios situados em amplas áreas verdes, a 
industrialização dos componentes e a padronização das construções. Com isso, dividiu-se em dois seguimentos distintos a serem levados em conta: os arquitetos voltados 
designadamente à ação de conservação do patrimônio arquitetônico e urbano (que o definiam como um testemunho do passado, devendo ser respeitado por seu valor 
histórico ou sentimental e por sua virtude plástica, desse modo, condenavam o emprego de estilos do passado, sob o pretexto estético, em construções novas erguias em 
zonas históricas, as quais se tornariam falsificadas, ocasionando descrédito aos testemunhos autênticos) e os domínios voltados as propostas de inovação do chamado 
Movimento Moderno (na arquitetura e também no urbanismo). 
A carta de Atenas (1933) é o manifesto urbanístico resultante do IV CIAM, o evento teve como tema a ‘’cidade funcional’’; após a criação da carta, cidades europeias em 
desenvolvimento após a Segunda Guerra mundial e também a criação do Plano Piloto de Brasília foram influenciados pela própria. 
Assim, ao passar dos anos, foram realizados 10 Congressos Internacionais, três deles antes do desenvolvimento da Carta de Atenas: 1928 - 1º Congreso, La Sarraz (Fundação 
do CIAM), 1929 – 2º Congresso, Frankfurt (Estudo da moradia mínima), 1930/1931 - 3º Congresso, Bruxelas (Estudo do loteamento racional), 1933 4º Congresso, Atenas 
(Análise de 33 cidades, elaboração da carta do urbanismo), 1937 5º Congresso, Paris (Estudo do problema moradia e lazer), 1947 6º Congresso, Bridgwater (Reafirmação dos 
objetivos do CIAM), 1949 7º Congresso, Bérgamo (Execução da Carta de Atenas, nascimento da ‘’grille’’ CIAM do urbanismo), 1951 8º Congresso, Hoddesdon (Estudo do 
centro, do coração das cidades) 1953 9º Congresso, Aixen-Provence (Estudo do habitat humano), 1956 10º Congresso, Dubrovnik (Estudo do habitat humano).

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Cidades Racionalistas

  • 1. CIDADES RACIONALISTAS Andréia Moreira Camila Amaral Eduardo Zanesco Guilherme Fauth Julia Bazotti Rafaela Demichei Rafaela Picolotto Rafaella Stella
  • 2. HAUSSMANN - A REMODELAÇÃO DE PARIS • Advogado; • Político; • Administrador; • (1809-1891)
  • 3. PARIS ANTES DE HAUSSMANN Planta de Paris em 1853
  • 5. PARIS E OS NOVOS LIMITES DA CIDADE
  • 6. A GRAND CROISÉE Norte - Sul Praça do Châtelet Nascente - Poente
  • 7. AVENUE DE L’OPERA – NOVO TRAÇADO - Novo traçado da avenida - Desapropriações - Demolição de quarteirões
  • 8. AV. L’OPERA – Imagens 1864/1876/1878
  • 10. DIVISÃO DA CIDADE EM 20 DISTRITOS
  • 11. TRAÇADO DAS NOVAS RUAS E BAIRROS Novos bairros Novas ruas e avenidas
  • 12. Arco de Triunfo e as 12 avenidas - Praça Charles de Gaulle ( A Place de L’Étoile) - Champs-Élysées
  • 14. Bois de Boulogne Bois de Vincennes GRANDES PARQUES PÚBLICOS
  • 17. EBENEZER HOWARD CIDADE JARDIM • A publicação resultou na fundação do movimento das cidades-jardins. As primeiras cidades-jardins foram construídas na terra natal de Howard, no início do século XX. •Ebenezer Howard nasceu em Londres dia 29 de janeiro de 1850. • Foi um pré-urbanista inglês. • Tornou-se conhecido por sua publicação Cidades-jardins de Amanhã, de 1898, na qual descreveu uma cidade utópica em que pessoas viviam harmonicamente juntas com a natureza.
  • 18. Cidade Afastamento da natureza Oportunidades sociais Isolamento das multidões Locais de entretenimento Distancia do trabalho Altos salários monetários Alugueis e preços altos Oportunidades de emprego Jornada excessiva de trabalho Nevoeiros e seca Drenagem custosa Ar pestilentos e céu sombrio Ruas bem iluminadas Cortiços e bares Edifícios Palacianos Cidade-campo Beleza da natureza Oportunidades sociais Campos e parques de fácil acesso Alugueis baixos Muito o que fazer Preços baixos Nenhuma exploração Oportunidades para empreendimentos Afluxo de capital Ar e água puros Boa drenagem Residências e jardins esplendidos Ausência de fumaça e de cortiços Liberdade Cooperação Campo Falta de vida social Beleza da natureza Desemprego Terra ociosa Matas, bosques, florestas Jornada longa – salários baixos Ar fresco Alugueis baixos Falta de drenagem Abundancia de água Falta de entretenimento Sol brilhante Falta de espírito publico Carência de reformas Casas superlotadas Aldeias desertas
  • 19. ESQUEMA DA CIDADE-JARDIM • Construída numa aérea que compreendia 2,4020 hectares. Sendo 400 pra aérea urbana e o restante para aérea agrícola. • Divididas por seis bulevares arborizados. • Cinco avenidas arborizadas, a terceira delas é a grande avenida que possui 120 metros de largura por 4,8 km de extensão.
  • 20. • O Palácio de Cristal, local onde se destinaria a abrigar as atividades de comércio, está localizado ao redor do Parque Central. Ele está a no máximo 558 metros de qualquer morador. • No anel externo estariam os armazéns, mercados, carvoarias, serrarias, etc... Todos na frente da via férrea que rodeia a cidade.
  • 21. LETCHWORTH • Plano de Letchworth. • Primeira Cidade-jardim proposta por Howard. • Ficava a 53 km de Londres. • Começou a ser construída em 1904.
  • 22. • Vista aérea da cidade em 1949
  • 23. TONY GARNIER- A CIDADE INDUSTRIAL • Filho de operários, nasceu em Lyon na segunda metade do século XIX. • É inegável que ele, mais do que qualquer um dos seus contemporâneos, se saiu brilhantemente de sua empreitada em busca de uma solução para os problemas da cidade industrial.
  • 24. • Sua célebre concepção de uma cidade industrial examinada hoje parece impossível de ter sido projetada na época em que de fato o foi, no início do século XX. • É a ele que devemos atribuir a criação de quase todos os princípios básicos de um urbanismo que apenas na década de 60 começou a ser reavaliado.
  • 25. CIDADE INDUSTRIAL • Lyon, onde Tony nasceu, é uma das capitais industriais da França até hoje. • Era uma aglomeração urbana que tinha um passado e uma tradição eminentemente industrial. • Foi no século XVIII que começaram a se instalar várias das grandes indústrias têxteis da França.
  • 26. PLANTA DA CIDADE INDUSTRIAL 1- Cidade Antiga 2- Estação Central 3- Bairros residenciais 4- Centro 5- Escolas primárias 6- Escola profissional 7- Hospital 8- Estação 9- Zona industrial 10- Estação industrial 11- Cemitério 12- Matadouro
  • 27. • Quadras estreitas, dispostas no sentido leste-oeste — invocando a orientação dos ventos e a melhor incidência solar. • As partes verdes, entre as casas, devem relacionar-se formando uma espécie de parque com livre acesso aos pedestres. • Exige sol direto em todos os quartos de dormir, proíbe palcos internos, proíbe uma ocupação superior à metade do terreno e proíbe muros divisórios entre as casas. • O tráfego de veículos é vinculado a uma rede viária de fácil compreensão, com uma via principal no sentido leste-oeste partindo da estação da estrada de ferro. • Ruas com características distintas são arborizadas de forma distinta.
  • 31. PLANOS URBANÍSTICOS- LE CORBUSIER • Le Corbusier é o pseudônimo do franco-suíço Charles-Edouard Jeanneret-Gris; • 06/10/1887, La Chaux-de-Fonds, Suíça; • 27/08/1965, Roquebrune-Cap- Martin, França, vítima de afogamento; • Edificações eram projetadas para serem usadas. • Oito anos antes de seu falecimento, Corbusier havia projetado seu próprio túmulo.
  • 32. Projetos Urbanísticos de Le Corbusier • Origem Racionalista, causou grande influencia sobre o urbanismo; • Tinha a visão de que as cidades do futuro deveriam consistir em grandes blocos de apartamentos assentes em pilotis, deixando o terreno vago em baixo para parques de estacionamento; • Surgiu de Corbu a ideia dos bairros-jardins; • Defendia que o homem possuía as mesmas necessidades em qualquer cultura; • Abordava que as construções deviam ser todas brancas. Croqui urbano de Le Corbusier, Rio de Janeiro, 1929
  • 33. CHANDIGARH • Cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab; • Projetada para 150.000, mas podendo chegar a 500.000; • Tem seu projeto urbano organizado através de um traçado viário ortogonal, com uma clara hierarquia de circulação; • Hoje em dia Chandigarh encontra se perfeitamente adequada às exigências de uma cidade moderna, usado nos dias de hoje como cidade-modelo; • Corbusier acreditava que a chave para a cidade ideal era eliminar o excesso populacional no centro das cidades.
  • 34. CHANDIGARH • O sistema de tráfego foi elaborado com malhas de vias expressas, vias exclusivas para o trafego de bicicletas e a teoria das sete vias:  V1: Estradas Arteriais  V2 e V3: Vias que definem os principais setores  V4: Vias de comércio  V5: Ruas de bairros residenciais  V6: Pistas de acesso  V7: Vias para pedestres e ciclistas • Projeto executado.
  • 35. V3 e V2: Vias que definem principais setores V1: Estradas Arteriais V4: Vias de comércio V6: Pistas de acesso. V5: Ruas de bairros residenciais V7: Vias para pedestres e ciclistas
  • 36. VILLE CONTEMPORAINE (1922) • Projetada para três milhões de habitantes; • Era uma cidade capitalista que seria o centro de administração e controle; • Possuía cidades-jardim para os trabalhados e um cinturão verde que envolvia a cidade; • Consistia em blocos residenciais de dez a doze andares cada, além de vinte e quatro escritórios centrais com sessenta andares; • Mantinha a separação de classe entre elite urbana e proletariado suburbano. • As próprias torres para os escritórios tinham a finalidade evidente de substituir as estruturas religiosas da cidade tradicional.
  • 39. PLAN VOISIN(1925) • Plano para uma cidade verde para 1,5 milhões de habitantes no centro de Paris; • Seria composto de grandes áreas livres, altas densidades, unidades de vizinhança e separação de vias para veículos e pedestres; • Esse plano possuiria apenas duas artérias de circulação que possibilitaria o trânsito de automóveis e as demais áreas do centro seriam de circulação exclusiva para pedestres; • Propõe a construção de um centro comercial com torres isoladas. As quais seriam dispostas em um plano ortogonal ocupando uma importante área do centro da capital francesa, a margem direita do Rio Sena além de áreas verdes e distinção de classes.
  • 40. ESTRUTURAS DO PLAN VOISIN • Norte da rua de pedestre: O trafego de veículos e os de pedestres devem ser distintos. Ruas principais destinadas exclusivamente para carros; • Ângulo reto: é o principio gerador de sistema e define a articulação dos edifícios em linha para a residência. • Zoneamento: as diferentes áreas funcionais são dispostas em malha quadrada regulares. Existem três principais; Croqui Plan Voisin, Paris.
  • 41. ZONEAMENTO PLAN VOISIN • Área para negócios e núcleos especial estudos da cidade e prédios do governo: localizados ao norte, perto da estação ferroviária e do aeroporto, com os hotéis e embaixadas; • Área industrial: dividido em indústria pesada, armazéns e indústria leve no sul; • Área residencial: situado entre os outros dois, protegido por um cinturão verde na direção da indústria.
  • 43. Plano Obus (1930-1933): • Plano para reurbanização de Argel, capital da Argélia; • Fazer uma cidade em um edifício; • O plano envolve 3 pontos principais: o viaduto habitado, o grande complexo residencial e os serviços administrativos, junto ao mar; • Mas obteve fracasso, segundo os críticos porque faltou relação do projeto com o ambiente existente.
  • 44. “As necessidades do homem moderno estão aqui reduzidas a um mínimo. As soluções oferecidas vão desde a escala doméstica /residencial até a estrutura urbana.”
  • 45. ILDELFONSO CERDÀ Plano de Expansão para Barcelona (Ensanche)
  • 46. HISTÓRIA DA URBANIZAÇÃO DE BARCELONA • 1840 – Concurso literário. • 1854- Demolição dos Muros. • 1855- Conclusão do Projeto de Extensão e Reforma de Barcelona (Ensanche). • 1859 – Concurso Público. • 1860 – Dois Principais Planos: Antoni Rovira e Idelfonso Cerdá.
  • 48. ROMPIMENTO DA CONFIGURAÇÃO DAS ANTIGAS CIDADES MEDIEVAIS
  • 49. “Teoria Geral da Urbanização: presença dos dois conceitos diretores, a “habitação” e a “circulação”, que hoje mais do que nunca
  • 50. TEORIA GERAL DA URBANIZAÇÃO: ‘’HABITAÇÃO E ‘’CIRCULAÇÃO’’ • INDIVIDUO NO LAR; • FLUCO INSTANTANEO DE PEDESTRES; • HIGIENISMO
  • 57. CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA MODERNA - CIAM Criado em 1928 no Castelo de La Sarraz na Suíça, por um grupo de 28 arquitetos.
  • 58. Fundadores do CIAM – Suiça 1927
  • 59. • Responsáveis por discussões e pesquisas inéditas. • Residência mínima • Design de massas • Estilo Internacional • Introduziram uma arquitetura: -limpa -sintética -funcional -racional • Instrumento Político e econômico. • Progresso social
  • 60. CONGRESSOS da CIAM • 1928 – 1º Congresso/Assembléia Suprema dos Membros e fundação dos CIAM – La Sarraz • 1929 – 2º Congresso – “Estudo da moradia mínima” – Frankfurt • 1930 – 3º Congresso – “Estudo de loteamento racional” – Bruxelas • 1933 – 4º Congresso – “Elaboração da Carta de Atenas” – Transatlântico Patris • 1937 – 5º Congresso – “Estudo do problema moradia e lazer” – París • 1947 – 6º Congresso – “Reafirmação dos objetivos da CIAM” – Estados Unidos • 1949 – 7º Congresso – “Problemas relativos ao desenvolvimento de novas cidades/ Execução da carta de Atenas” – Bérgamo • 1951 – 8º Congresso – “Estudo do centro, do coração das cidades” – Inglaterra • 1953 – 9º Congresso – “O habitat humano” – Aix-em-Provence • 1956 – 10º Congresso – “Habitat” – Dubrovnik
  • 61.  Carta Patrimonial  A carta de Atenas A CARTA DE ATENAS  Estado Atual das Cidades (Críticas e Remédios);  Habitação, Lazer e Trabalho;  Circulação;  Patrimônio histórico das cidades
  • 63. RESUMO: HAUSSMANN - A REMODELAÇÃO DE PARIS Georges-Eugène Haussmann (1809-1891) foi um advogado, funcionário público, político e administrador francês. Nomeado prefeito de Paris por Luis Napoleão III, tendo o título de “Barão”, foi o grande remodelador de Paris, cuidando do planejamento da cidade, durante 17 anos, contando com a colaboração de arquitetos e engenheiros renomados da Paris da época. Projeto Urbanístico para Paris Iniciado em 1857 e finalmente completado em 1927 O principal objetivo da reforma urbana idealizada por Haussmann para Paris, era o de liberar o tecido urbano para facilitar manobras militares. A grande transformação da cidade ocorre em um terço do tecido da cidade seguindo a ideia da grande expansão. Outros motivos foram: Conter rebeliões e barricadas da classe operária; melhorar a circulação de sua tropa pelas ruas; arejar o centro, arborizar as vias; eliminar becos e vielas proliferadores de doenças; criar artérias para facilitar a circulação pela linha ferroviária; Um dos principais pontos da reforma de Haussmann é a reforma da Ìlle de la Cité enquanto área militar. Para atingir esse objetivo, a maior parte das edificações existentes foram demolidas. Segundo Haussmann, “a arquitetura é um problema administrativo” e só deveria visar aos interesses de Luis Napoleão III, interesses esses, de cunho estritamente militares. A partir deste ponto de vista é que foi produzido um urbanismo totalmente racionalista visando apenas à técnica e desconsiderando o aspecto histórico. A nova divisão de Paris Com a nova divisão, Paris apresentou 20 arrondissements (distritos administrativos) O plano criado para o centro da cidade previa a reformulação da área em um dos extremos dos Champs-Elysées (Campos Elíseos). Haussmann criou uma estrela com 12 avenidas amplas (pontas) ao redor do Arco do Triunfo, onde grandes mansões foram erguidas entre 1860 e 1868 sobre os escombros da antiga cidade.
  • 64. RESUMO: Ebenezer Howard Cidade jardim No seu estudo, Howard apresentou um breve diagnóstico sobre a superpopulação das cidades e suas consequências. Segundo ele o superpovoamento era causado, sobretudo pela migração vinda do campo. Portanto era necessário ponderar a relação entre a cidade e o campo. Howard reuniu as vantagens e desvantagens de cada ambiente. Ambos atuariam como uma espécie de ímã, atraindo as pessoas para si. A cidade era o espaço da socialização, da cooperação e das oportunidades, especialmente de empregos, mas padecia de graves problemas relacionados ao excesso de população e à insalubridade do seu espaço. Por outro lado, o campo era o espaço da natureza, do sol e das águas, bem como da produção de alimentos, mas também sofria de problemas como a falta de empregos e de infraestrutura. A solução dos problemas da cidade, segundo Howard, era instigar o homem para o campo, através da criação de atrativos, “imãs”, que pudessem contrabalançar as forças atratoras representadas pela cidade e pelo campo. Ele alegou que havia uma terceira alternativa, além da vida urbana e rural. Essa alternativa, seria a união da cidade e do campo, criando assim a cidade-campo. Que seria a junção do que há de melhor nos dois “imãs”. “Uma nova esperança, uma nova vida, uma nova civilização”(HOWARD, 1996, p. 110). A Cidade-jardim proposta por Howard, deveria ser construída numa área que compreendia um total de 2,420 hectares. Sendo 400 hectares para a área urbana, que iria abrigar cerca de 2 mil habitantes e o restante dos hectares seria para a parte agrícola. A cidade foi apresentada por meio de diagramas. Lembrando que Howard não era arquiteto ou urbanista. E não se tratavam de plantas definitivas. Os desenhos mostram uma cidade radial, dividida por seis bulevares arborizados com 36 metros de largura. Completando a estrutura viária da cidade contamos com mais cinco avenidas também arborizadas concêntricas ao parque central. A terceira delas é a grande avenida que possui 120 metros de largura por 4,8 km de extensão, ela é proposta como um grande parque, inclusive lembra a Avenue Foch de Paris. O Palácio de Cristal, local onde se destinaria a abrigar as atividades de comércio, está localizado ao redor do Parque Central. Ele está a no máximo 558 metros de qualquer morador. No local poderiam ser comercializadas mercadorias e também servia como um jardim de inverno, onde os habitantes poderiam passear ao abrigo da chuva e admirar a paisagem. No anel externo estariam os armazéns, mercados, carvoarias, serrarias, etc... Todos na frente da via férrea que rodeia a cidade. Desta maneira o recebimento de mercadorias e matéria-prima seria fácil, evitando também a circulação do tráfego pesado pelas ruas da cidade, diminuindo a necessidade de manutenção das próprias. Uma atenção em especial foi dada aos cuidados sanitários da cidade juntamente com a trama urbana. Um deles é a criação de um “cinturão” de jardins e pomares, para que de qualquer parte da cidade se possa atingir o ar perfeitamente fresco. A segunda preocupação seria mostrar que era possível se alojara baixo custo e com alta qualidade ambiental. Concretização de ideais: Em 1899 junto com vários adeptos de suas ideias Howard funda a “associação das Cidades Jardins”. Para viabilizar a compra do terreno destinado a implantação da primeira Cidade-jardim, Letchworth que ficaria a 53 km de Londres, foi fundada em 1902 a “The Garden City Pioneer Company”. Inicia se então a utopia de Howard. 1903 a “First Garden City” foi incorporada com capital autorizado de £300.000; Em 1904 somente o capital de £100.000 havia sido integralizado, passando se a trabalhar continuamente abaixo do montante previsto, o que ocasionou um ritmo lento de construção. A cidade alcançava em 1913, 8.500 dos 30 mil habitantes programados; Atingindo somente em 1962 a população de 26 mil habitantes.
  • 65. RESUMO: Tony Granier Filho de operários, nasceu em Lyon na segunda metade do século XIX. Lyon é uma das capitais industriais da França até hoje. Com grandes dificuldades financeiras cursou na Escola de Belas Artes de Paris e foi aluno de Paul Blondel. O nascimento de Garnier em Lyon explica provavelmente muita das características da sua obra. Lyon era uma aglomeração urbana que tinha um passado e uma tradição eminentemente industrial. No século XVIII começaram a se instalar várias das grandes indústrias têxteis da França. É inegável que ele, mais do que qualquer dos seus contemporâneos, se saiu brilhantemente de sua empreitada em busca de uma solução para os problemas da cidade industrial. É a ele que devemos atribuir a criação de quase todos os princípios básicos de um urbanismo que apenas na década de 60 começou a ser reavaliado. Sua célebre concepção de uma cidade industrial examinada hoje parece impossível de ter sido projetada na época em que de fato o foi, no início do século XX. É uma das mais espetaculares antevisões da cidade racionalizada e decididamente planejada da era industrial, tanto pelo conteúdo programático de suas duas proposições como formalmente pelo impacto que ainda hoje nos causa o seu inigualável desenho, expresso numa formidável série de pranchas com perspectivas, elevações e plantas. Tudo é esmiuçado até ao mínimo detalhe. A própria arquitetura da cidade é arrojada e inovadora. Diferentes tipos de edifícios foram por ele padronizados: casa com pátios, pavilhões escolares térreos ou de dois pavimentos. Certas soluções morfológicas destes projetos são extraordinariamente avançadas em relação à época em que foram concebidos. As construções são quase todas em concreto armado e vidro, com jardins elevados, pilotis, lajes cogumelos, etc... A primeira laje cogumelo construída na Europa foi executada por Maillart em 1910 em Zurique. Os jardins elevados (terraços jardins) e os pilotis foram, de certo modo, também inseridos por Garnier.
  • 66. RESUMO: Planos Urbanísticos de Le Corbusier Le Corbusier Le Corbusier é o pseudônimo do franco-suiço Charles-Edouard Jeanneret-Gris (06 de outubro de 1887-27 de agosto de 1965) que foi um dos maiores e mais importantes arquitetos do século XX. Seu primeiro projeto foi uma casa na sua cidade natal La Chaux-de-Fonds, na Suíça, aos 18 anos de idade. Mudou-se para a França, aos 29 anos de idade para trabalhar com Auguste Parret, seu primo. Após isso, ocorreram-se muitas viagens de Le Corbusier a vários países onde estudava a arquitetura local. Preocupava-se muito com a funcionalidade da construção, as edificações eram projetadas para serem usadas. Um dos seus materiais construtivos mais utilizados era o concreto armado. Ajudou a fundar o purismo, um derivado do cubismo. Corbu faleceu aos 77 anos, afogado no mar mediterrâneo, seu corpo foi encontrado por banhistas na costa de sua amada casa no sul da França. Oito anos antes havia projetado o seu túmulo, que foi construído imediatamente após a sua morte. Projetos Urbanísticos Com grande interesse pelo planejamento urbano, através de suas viagens, Le Corbusier procurou por países em desenvolvimento para apresentar seus projetos. Teve grande influencia sobre o urbanismo, sendo um dos primeiros a compreender que o urbanismo precisava se adaptar ao modernismo. Tinha a visão de que as cidades do futuro deveriam consistir em grandes blocos de apartamentos assentes em pilotis, deixando o terreno vago em baixo para parques de estacionamento. Defendia que o homem possuía as mesmas necessidades em qualquer cultura. Surgiu dele a ideia das cidades-jardins para as classes ricas. Abordava bastante a ideia de que todas as construções deviam ser brancas. Planejamento urbano de Chandigarh: cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab. Chandi significa “deusa do poder” e garh significa “fortaleza. Acreditava que a chave para a cidade ideal era eliminar o excesso populacional no centro das cidades.”. Projetada para 150.000 habitantes, mas podendo chegar a 500.000 habitantes. Corbu criou o plano diretor, enquanto o projeto dos setores individuais e da maioria das edificações foi feita por terceiros. Chandigarh seu projeto urbano organizado através de um traçado viário ortogonal, com uma clara hierarquia de circulação, com superquadras na escala da vida cotidiana e familiar dos cidadãos. Hoje em dia, Chandigarh encontra se perfeitamente adequada às exigências de uma cidade moderna, os dados estatísticos comprovam realmente que Chandigarh funciona, é das cidades mais ricas da Índia, com os menores índices de criminalidade. Corbusier projetou Chandigarh com vista para o futuro e hoje em dia é quase que uma cidade modelo. Projeto realizado.
  • 67. Ville contemporaine: apresentado em 1922 no Salon d'Automne de Paris e concebido para abrigar uma população de três milhões de habitantes, era uma cidade capitalista que seria o centro de administração e controle, com cidades-jardim para os trabalhados e um cinturão verde que envolvia a cidade. Consistia em blocos residenciais de dez a doze andares cada, além de vinte e quatro escritórios centrais com sessenta andares, com o conjunto cercado por um parque pitoresco que mantinha a separação de classe entre elite urbana e proletariado suburbano. As próprias torres para os escritórios – os chamados arranha-céus – tinham a finalidade evidente de substituir, em sua condição de centros do poder secular, as estruturas religiosas da cidade tradicional. Ville Radieuse: também conhecida como Cité Radieuse (1924), sofreu características da viagem de Corbu a América do Sul. Um projeto proposto como plano para uma reforma social, utópico, onde Corbusier fazia uma cidade linear baseada na forma abstrata do corpo humano, com cabeça, tronco e membros. Uma cidade setorizada, com grandes avenidas para o transporte rápido motorizado e o térreo como um grande jardim contínuo. O projeto manteve o conceito de blocos de habitação em altura, livre circulação ao nível do solo e espaços verdes abundantes já propostos nos seus trabalhos anteriores. Mas acabou não sendo executado. Mais tarde os seus princípios foram incorporados na Carta de Atenas, publicada em 1943. Plan Voisin: foi um plano apresentado por Le Corbusier para uma cidade de 1,5 milhões de habitantes no centro de Paris (1925), que tinha como objetivo uma cidade que representasse o “espírito da época” e respondesse aos anseios do homem da nova era que se iniciava. A cidade moderna seria composta de grandes áreas livres, altas densidades, unidades de vizinhança e separação entre veículos e pedestres. Para o autor, na cidade moderna deveria existir separação entre os usos, grandes áreas livres, unidades de vizinhança, separação entre veículos e pedestres, etc. E nessa perspectiva, ele propõe a construção de um centro comercial com torres isoladas. Essas torres seriam dispostas em um plano ortogonal ocupando uma importante área do centro da capital francesa, a margem direita do Rio Sena. Esse plano possuiria apenas duas artérias de circulação que possibilitaria o trânsito de automóveis. E as demais áreas do centro, seriam de circulação exclusiva para pedestres. Além da organização do centro administrativo, o plano também previa habitações com áreas verdes e distinção de classes. A estrutura do Plan Voisin era basicamente dividida nos seguintes princípios: - Norte da rua de pedestre: O trafego de veículos e os de pedestres devem ser distintos. Ruas principais destinadas exclusivamente para carros; - Ângulo reto: é o principio gerador de sistema e define a articulação dos edifícios em linha para a residência. - Zoneamento: as diferentes áreas funcionais são dispostas em malha quadrada regulares. Existem três principais; - Área para negócios e núcleos especial estudos da cidade e prédios do governo: localizados ao norte, perto da estação ferroviária e do aeroporto, com os hotéis e embaixadas; - Área industrial: dividido em indústria pesada, armazéns e indústria leve no sul; - Área residencial: situado entre os outros dois, protegido por um cinturão verde na direção da indústria. Além destes, o nome de Le Corbusier é citado em projetos urbanísticos esboçados para várias cidades, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo e Montevidéu. Plano Obus: reurbanização de Argel, capital da Argélia, onde o planejamento era fazer uma cidade em um edifício. Comum a todas as propostas do século XX, também o plano de Corbusier trata o tema da mobilidade, no entanto quebra com alguns dos princípios da Carta de Atenas. O plano envolve 3 ingredientes que procuram configurar a cidade: o viaduto habitado, o grande complexo residencial e os serviços administrativos, junto ao mar. Mas obteve fracasso, segundo os críticos porque faltou relação do projeto com o ambiente existente;
  • 68. RESUMO: Plano de Cerdá Idelfonso Cerdá escreve em sua Teoria Geral da Urbanização: A cidade Linear, que apresenta dois conceitos diretores, a “habitação” e a “circulação”, que hoje são dois polos operacionais de extrema importância no urbanismo. Consiste basicamente em um pensamento racional do Urbanista em desenvolver um planejamento axial para a cidade. Oferecendo aos Habitantes uma homogeneidade, coerência espacial, circulação, convívio social. Em outras palavras, é de natureza racionalista a preocupação com os indivíduos que irão habitar a cidade. Como reforço, as habitações planejadas por Cerdà tinham como características: a privacidade do indivíduo no lar, com condições dignas de vida, o higienismo (sol, vento, ar, luz natural). Em Barcelona, Cerdá prevê o fluxo simultâneo de pedestres. Serviços como água, rede de esgoto, telégrafo, ferrovia e rede de energia elétrica são planejados de modo que não poluam ou interfiram na paisagem da cidade (cabos, fios, postes e etc.), estes devem ser subterrâneos. Cerdá pensa na cidade como um todo: o ato de ir e vir, seja qual for o meio de transporte, a ordenação dos serviços básicos, o enquadramento e as perspectivas do lugar. Com isso a cidade passa a ser mais funcional e menos estética. Rompendo assim, a antiga configuração das cidades medievais. Tanto de maneira conceitual quanto física, pois Recebe um traçado ortogonal sustentado por eixos viários, formando as grandes vias arteriais que se estendem por quase todo o perímetro da cidade. Oferecendo uma livre circulação e um fácil acesso em distintas zonas da cidade. Além disso, as quadras passam a ter um novo tratamento, o corte (chanfro) diagonal nas esquinas da quadra transforma o simples cruzamento de vias em lugar, gera também desta forma maior amplitude visual dos edifícios de esquina. O importante é enfatizar que neste momento a quadra passa de uma condição de residual para se tornar suporte de uma composição urbana que a tem como espaço da cidade.
  • 69. RESUMO: Carta de Atenas A partir do século XIX um pensamento mais estruturado sobre a proteção do patrimônio cultural começa a ser organizado, mas somente no início do século XX que posturas, legislações e atitudes mais abrangentes e concretas são postas em práticas. No ano de 1928 aconteceu a fundação dos CIAM. Depois de ter examinado, a partir de um programa elaborado em Paris, o problema que colocava a arte de edificar, eles firmaram um ponto de vista sólido e decidiram reunir-se para colocar a arquitetura diante de suas verdadeiras tarefas. Assim foram fundados os Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna. Aos Arquitetos que fariam parte dos Congressos, foi instituída uma declaração onde afirmaram sua unidade de pontos de vista sobre as concepções fundamentais da arquitetura e sobre suas obrigações profissionais. Insistiam no fato de que ‘’ construir’’ é uma atividade elementar do homem, ligada intimamente à evolução da vida e afirmavam ainda, que necessitavam de uma concepção nova da arquitetura que satisfizesse as exigências materiais, sentimentais e espirituais da vida presente. Se reuniriam com a intenção de pesquisar a harmonização dos elementos presentes no mundo moderno e de recolocar a arquitetura em seu verdadeiro plano, que é de ordem econômica e sociológica e inteiramente a serviço da pessoa humana. O Urbanismo, por sua essência, é de ordem funcional. As três funções fundamentais pela realização das quais o urbanismo deve velar são: 1) habitar; 2) trabalhar; 3) recrear-se. Seus objetivos são: a) ocupação do solo; b) organização da circulação; c) legislação. Com isso, os objetivos da CIAM vieram a ser: formular o problema arquitetônico contemporâneo; apresentar a ideia arquitetônica moderna; fazer essa ideia penetrar nos círculos técnicos, econômicos e sociais e zelar pela solução do problema da arquitetura. Existiram duas cartas que se destacaram, a de 1931 que tinha como objetivo principal trazer para pauta as principais preocupações encarnadas naquele período: os aspectos legais, os técnicos construtivos e os princípios norteadores da ação de conservação. Houve também, grande preocupação com a legislação de cada país e com a necessidade de se construir princípios habituais entre os signatários, mesmo que integrados ás condições locais, principalmente para assegurar o predomínio do direito coletivo sobre o individual. Já a carta de 1933, considerada a principal, obtinha uma preocupação em relação a arquitetura em um período de grande crescimento urbano. Seus principais aspectos debatidos foram a necessidade de planejamento regional e infra-urbano, a implantação de zoneamento, através da separação de usos em zonas distintas, de modo a evitar o conflito de usos incompatíveis, a submissão da propriedade privada do solo urbano aos interesses coletivos, a verticalização dos edifícios situados em amplas áreas verdes, a industrialização dos componentes e a padronização das construções. Com isso, dividiu-se em dois seguimentos distintos a serem levados em conta: os arquitetos voltados designadamente à ação de conservação do patrimônio arquitetônico e urbano (que o definiam como um testemunho do passado, devendo ser respeitado por seu valor histórico ou sentimental e por sua virtude plástica, desse modo, condenavam o emprego de estilos do passado, sob o pretexto estético, em construções novas erguias em zonas históricas, as quais se tornariam falsificadas, ocasionando descrédito aos testemunhos autênticos) e os domínios voltados as propostas de inovação do chamado Movimento Moderno (na arquitetura e também no urbanismo). A carta de Atenas (1933) é o manifesto urbanístico resultante do IV CIAM, o evento teve como tema a ‘’cidade funcional’’; após a criação da carta, cidades europeias em desenvolvimento após a Segunda Guerra mundial e também a criação do Plano Piloto de Brasília foram influenciados pela própria. Assim, ao passar dos anos, foram realizados 10 Congressos Internacionais, três deles antes do desenvolvimento da Carta de Atenas: 1928 - 1º Congreso, La Sarraz (Fundação do CIAM), 1929 – 2º Congresso, Frankfurt (Estudo da moradia mínima), 1930/1931 - 3º Congresso, Bruxelas (Estudo do loteamento racional), 1933 4º Congresso, Atenas (Análise de 33 cidades, elaboração da carta do urbanismo), 1937 5º Congresso, Paris (Estudo do problema moradia e lazer), 1947 6º Congresso, Bridgwater (Reafirmação dos objetivos do CIAM), 1949 7º Congresso, Bérgamo (Execução da Carta de Atenas, nascimento da ‘’grille’’ CIAM do urbanismo), 1951 8º Congresso, Hoddesdon (Estudo do centro, do coração das cidades) 1953 9º Congresso, Aixen-Provence (Estudo do habitat humano), 1956 10º Congresso, Dubrovnik (Estudo do habitat humano).