Cnma utilização de adsorventes naturais na remoção de

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Cnma utilização de adsorventes naturais na remoção de

  1. 1. UTILIZAÇÃO DE ADSORVENTES NATURAIS NA REMOÇÃO DE  FARMACO POLUENTE DE ÁGUAS DE AB ASTECIMENTO.  Marciela Belisário* 1 , Patrícia Spinassé Borges 1 , Poliana Bastos Del Piero 2 , Rodrigo Moretto  2  Galazzi  , Araceli Verônica Flores Nardy Ribeiro 2 ,Joselito Nardy Ribeiro 1 .  1  Laboratório  Priestley,  Centro  de  Ciências  da  Saúde  da  Universidade  Federal  do  Espírito  Santo  –  UFES;  2  Coordenadoria de Ciências e Tecnologias Químicas do Centro de Educação Tecnológica do Espírito  Santo­CEFETES.  * E­mail: marcielabelisario@yahoo.com.br  INTRODUÇÃO:  A contaminação dos recursos hídricos com diversos poluentes químicos representa,  atualmente, enormes riscos para o meio ambiente e saúde pública. Dentre esses poluentes  destacam­se os  compostos farmacêuticos, que nos últimos anos foram  classificados  como  contaminantes  ambientais  emergentes.  O  Paracetamol  (acetoaminofeno)  é  um  antiinflamatório  não­esteroidal  e  um  analgésico  amplamente  utilizado  e  comumente  encontrado  em  recursos  hídricos  em  todo  o  mundo.  Em  doses  terapêuticas é  considerado  seguro, mas a superdosagem pode causar necrose hepática, nefrotoxicidade, complicações  gastrintestinais, hepatites e até a morte.  A presença de fármacos ativos no meio ambiente torna extremamente necessário o  desenvolvimento  de  metodologias  eficientes  para  o  tratamento  de  recursos  hídricos  contaminados. Dentre os processos de descontaminação o que mais se destaca, por ser um  método  eficiente  e  econômico  é  a  adsorção,  principalmente  utilizando  bioadsorventes.  Os  bioadsorventes  são  economicamente  viáveis,  uma  vez  que  há  o  reaproveitamento  de  resíduos e assim, diminuição dos impactos ambientais proporcionados por eles. O bagaço de  cana  é  um  dos  resíduos  agroindustriais  mais  produzidos  no  Brasil,  daí  a  necessidade  de  fornecê­lo um destino útil.  A esponja natural é produzida em larga escala, sendo o Brasil um grande produtor e  explorador deste material.  O presente trabalho propõe o emprego de adsorventes naturais, como o bagaço de  cana­de­açúcar  e  a  esponja  natural,  para  remoção  de  Paracetamol  em  águas  de  abastecimento. É um trabalho pioneiro no estado do Espírito Santo, no que se diz respeito à  remoção  de  Paracetamol  e  futuramente  de  outros  fármacos,  de  águas  de  abastecimento  municipal.
  2. 2. MATERIAIS E MÉTODOS:  Preparo do Material Adsortivo  Como materiais adsortivos foram utilizados o bagaço de cana­de­açúcar e a esponja natural.  Os mesmos passaram por processos de lavagem, secagem em  estufa a 70ºC, trituração e  peneiramento  em  tamiz  com  diâmetros  ≤  a  1,19  mm.  Posteriormente, foram  armazenados  em recipientes hermeticamente fechados.  Procedimento geral:  Foram  otimizados os seguintes parâmetros:  pH da  solução,  tempo  de agitação,  massa do  adsorvente  e  concentração  da  solução  de  paracetamol.  Para  isso,  utilizou­se  materiais  comuns  de  laboratório  e  reagentes  de  grau  analítico.  Após  cada  otimização,  as  misturas  foram  filtradas  e  os  sobrenadantes  analisados  no  comprimento  de  onda  250  nm  em  espectrofotômetro UV/Vis. Todos os experimentos foram realizados em triplicata.  Em  cada  otimização  variou­se  um  dos  parâmetros  de  acordo  com  os  experimentos,  enquanto os demais foram fixados. Pesou­se a massa do adsorvente limpo e triturado (0,5;  1,0;  1,5; 2 e 2,5 g) e transferiu­se para dois béqueres de 250  mL, sendo um o branco e o  outro a amostra de Paracetamol. A cada béquer foi adicionado 50 mL de água destilada no  pH  de  cada  experimento  (pH  4;  7  e  10),  deixou­se  em  repouso  por  60  min.  Após  esse  tempo, ao branco foi adicionado mais 50 mL de água destilada e à amostra, foi adicionado  50 mL de solução de Paracetamol na concentração do experimento (1, 5, 20, 40, 60, 80 e  100  µM), ambos no pH do experimento. Tanto o branco quanto a amostra, foram  agitados  por  tempos  determinados  em  cada  experimento  (1,  5,  10,  20,  30  e  40  minutos)  e  o  sobrenadante foi lido em espectrofotômetro UV/Vis a 250 nm.  RESULTADOS  Parâmetros  em  que  ocorreu  maior  remoção  do  Paracetamol  ­  Bagaço  de  Cana­de­  açúcar:  Concentração da  pH  Tempo de Agitação  4 e 7  20 min.  Massa do Adsorvente  Solução de Paracetamol  1,0 g  5 µM
  3. 3. Parâmetros em que ocorreu maior remoção do Paracetamol ­ Esponja Natural:  Concentração da  pH  Tempo de Agitação  7 e 10  5 min.  Massa do Adsorvente  Solução de Paracetamol  1,0 g  5 µM  Segundo o CONAMA 357/2005, em estações de tratamento o pH da água de abastecimento  deve estar entre 6­8. Devido a isso, optou­se por padronizar o pH 7 nos experimentos para os  dois adsorventes. Já em relação a otimização da massa do adsorvente, utilizou­se a de 1,0g ,  uma vez que em ambos os adsorventes em massa superiores a 1,0 g a remoção do Paracetamol  foi  praticamente  constante,  essa  escolha  foi  vantajosa  também pois  diminui  a quantidade de  resíduos gerados.  Considerando­se que a concentração do Paracetamol encontrada no meio ambiente está na  ordem de µg/L e que na etapa de otimização da concentração da solução de paracetamol,  tanto no bagaço de cana como na esponja natural, a maior adsorção desse fármaco ocorreu  em  concentrações  menores,  à  utilização  desses  bioadsorventes  torna­se  eficiente  na  remoção de paracetamol presentes em águas de abastecimento.  A fim de se obter a capacidade máxima adsortiva (CMA) de ambos os adsorventes, ou seja,  quantos miligramas de Paracetamol presente na solução  podem ser adsorvidos por grama  de  adsorvente,  empregou­se  o  tratamento  matemático  seguindo  o  modelo  de  isoterma  linearizada de Langmuir. Para ambos os adsorventes a CMA foi de 0,1 mg/g.  CONCLUSÃO  De  acordo  com  os  resultados  apresentados,  percebeu­se  que  a  utilização  dos  bioadsorventes  bagaço  de  cana­de­açúcar  e  esponja  natural  são  promissores  para  a  remoção de Paracetamol presente em águas de abastecimento. Isso motiva a continuidade  de  pesquisas  para  a utilização  destes adsorventes naturais  em  estações de  tratamento de  água tanto na remoção de fármacos como de diversos outros poluentes.

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