Fundamentação da Moral: Kant e o Imperativo Categórico

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Fundamentação da Moral e Imperativo Categórico de Immanuel Kant. Abordagem na Fórmula da Lei Universal, Fórmula do Fim em Si e objeções ao Imperativo Categórico.

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Fundamentação da Moral: Kant e o Imperativo Categórico

  1. 1. FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL KANT E O IMPERATIVO CATEGÓRICO RUBEN FONSECA 2014
  2. 2. IMMANUEL KANT (1724-1804) IMMANUEL KANT NASCEU EM KÖNIGSBERG, PRÚSSIA EM 1724, NUMA FAMÍLIA DE ARTESÃOS, E É ATUALMENTE CONSIDERADO COMO O ÚLTIMO GRANDE FILÓSOFO DOS PRINCIPIOS DA ERA MODERNA.
  3. 3. IMMANUEL KANT KANT ESTUDOU FILOSOFIA, FÍSICA E MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE DE KÖNIGSBERG, COMEÇANDOEM1755PORLECIONARCIÊNCIASNATURAIS. QUINZE ANOS MAIS TARDE, EM 1770, FOI NOMEADO PROFESSOR CATEDRÁTICO E NUNCA SAIU DA CIDADE DE KÖNIGSBERG ONDE SE DEDICOU AOS ESTUDOS FILOSÓFICOS, REALIZANDO INÚMEROS TRABALHOS.
  4. 4. IMMANUEL KANT INFLUENCIADO POR FILÓSOFOS COMO RENÉ DESCARTES E GEORGE BERKELEY, ENTRE OUTROS, AS SUAS IDEIAS MAIS NOTÁVEIS BASEIAM- SE SOBRETUDO NAS ÁREAS DO ANALÍTICO (VALOR DA VERDADE NUMA FRASE), DO IDEALISMO TRANSCENDENTAL (TERMINOLOGIA APLICADA À EPISTEMOLOGIA – TEORIA DO CONHECIMENTO), DO IMPERATIVO CATEGÓRICO E DO IMPERATIVO HIPOTÉTICO.
  5. 5. KANT E O IMPERATIVO CATEGÓRICO O IMPERATIVO CATEGÓRICO SERIA AQUELE QUE REPRESENTA UMA AÇÃO OBJETIVAMENTE NECESSÁRIA EM SI MESMA, SEM REFERÊNCIA A QUALQUEROUTRAFINALIDADE. “
  6. 6. KANT E O IMPERATIVO CATEGÓRICO DO PONTO DE VISTA DE KANT, UMA AÇÃO SÓ É MORALMENTE CORRETA SE FOR RESULTADO DA INTENÇÃO DE CUMPRIR O DEVER. A TEORIA DE KANT BASEIA-SE NA IDEIA DE QUE HÁ IMPERATIVOS CATEGÓRICOS, SENDO UMA AÇÃO CORRETA SE, E SÓ SE OS CUMPRIRMOS.
  7. 7. O IMPERATIVO CATEGÓRICO OS IMPERATIVOS CATEGÓRICOS SÃO ORDENS, NESTE CASO, ORDENS INTERNAS QUE O SER HUMANO IMPÕE A SI PRÓPRIO. ESTES IMPERATIVOS DISTINGUEM-SE DOS IMPERATIVOS HIPOTÉTICOS, UMA VEZ QUE OS PRIMEIROS SÃO ORDENS ABSOLUTAS E INCONDICIONAIS (EXEMPLO: “INDEPENDENTEMENTE DE TUDO O RESTO, NÃO MATES!”) E OS SEGUNDOS SÃO CONDICIONAIS (EXEMPLO: “SE QUERES TIRAR BOAS NOTAS, APLICA- TE; SE NÃO QUERES, ESTA REGRA NÃO SE APLICA A TI”).
  8. 8. O IMPERATIVO CATEGÓRICO SE NÃO CUMPRIRMOS COM ESTES IMPERATIVOS CATEGÓRICOS, A ESTAS ORDENS, NÃO ESTAMOS A AGIR CORRECTAMENTE POIS NÃO ESTAMOS A ACORDO COM AS OBRIGAÇÕES MORAIS.  POR EXEMPLO: PODEMOS SEMPRE DESOBEDECER AOS NOSSOS PAIS, NO ENTANTO, NÃO ESTAMOS A AGIR CORRETAMENTE.
  9. 9. O IMPERATIVO CATEGÓRICO SEGUNDO KANT, OS IMPERATIVOS CATEGÓRICOS SÃO ACESSÍVEIS A QUALQUER SER RACIONAL POIS SÃO IMPOSIÇÕES DA PRÓPRIA RAZÃO E NÃO IMPOSIÇÕES EXTERIORES A ELA. ISTO É, QUANDO AGIMOS CORRETAMENTE, ESTAMOS A AGIR RACIONALMENTE; QUANDO AGIMOS EM FUNÇÃO DAS NOSSAS INCLINAÇÕES, COMO POR EXEMPLO, POR PENA, RAIVA, COMPAIXÃO, ETC, AS NOSSAS AÇÕES NÃO SÃO CORRETAS, UMA VEZ QUE NÃO SÃO RACIONAIS.
  10. 10. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL BASEIA-SE EM TENTAR MAXIMIZAR A FELICIDADE NÃO SÓ PARA UM ÚNICO INDIVÍDUO, MAS TAMBÉM PARA OS OUTROS. SEGUNDO KANT, AS AÇÕES TÊM DE SER MORALMENTE CORRETAS, SEM QUE HAJA QUALQUER INTENÇÃO MORALMENTE INCORRETA POR TRÁS.
  11. 11. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL  POR EXEMPLO: O VÍTOR NÃO ESTUDOU PARA UM TESTE. PARA QUE O POSSA FAZER DIAS MAIS TARDE, E ASSIM, ESTUDAR MAIS, INVENTA PARA O PROFESSOR QUE ESTÁ DOENTE SERÁ MORALMENTE CORRETO MENTIR, NO CASO DELE?
  12. 12. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL A FORMULAÇÃO DA LEI UNIVERSAL RESPONDE A ISSO: “AGE APENAS SEGUNDO UMA MÁXIMA TAL QUE POSSAS AO MESMO TEMPO QUERER QUE ELA SE TORNE UNIVERSAL.
  13. 13. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL SERÁ QUE TODOS DEVERÍAMOS AGIR DESSA FORMA, CADA VEZ QUE, NESTE CASO, NÃO ESTUDÁSSEMOS SUFICIENTEMENTE PARA UM TESTE?
  14. 14. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL CERTAMENTE QUE NÃO É JUSTO PARA O VÍTOR QUE OS SEUS COLEGAS DIGAM AO PROFESSOR QUE NÃO PODEM FAZER O TESTE COM A DESCULPA DE ESTAREM DOENTES, APENAS PARA ESTUDAREM MAIS UNS DIAS.
  15. 15. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL ASSIM, A MÁXIMA (A REGRA OU O PRINCÍPIO DE ACORDO COM AQUILO QUE AGIMOS) DA SUA AÇÃO NÃO É UM IMPERATIVO CATEGÓRICO MAS SIM UM IMPERATIVO HIPOTÉTICO (“SE EU ESTUDAR MAIS UNS DIAS, TIRO MELHOR NOTA”).
  16. 16. A FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL DE ACORDO COM KANT, SÓ DEVEMOS AGIR SEGUNDO MÁXIMAS QUE QUEREMOS UNIVERSALIZAR, ALGO QUE O VÍTOR CERTAMENTE NÃO QUERERÁ. NESTE CASO, SE O VÍTOR NÃO DEVE MENTIR PARA CONSEGUIR ESTUDAR MAIS, E ASSIM, TIRAR MELHOR NOTA NO TESTE, ENTÃO NÓS TAMBÉM NÃO PODEMOS MENTIR PARA CONSEGUIRMOS ESTE OU OUTROS PROPÓSITOS.
  17. 17. A FÓRMULA DO FIM EM SI OUTRA FORMULAÇÃO DO IMPERATIVO CATEGÓRICO É A FÓRMULA DO FIM EM SI.
  18. 18. A FÓRMULA DO FIM EM SI UM HOMEM SÁBIO FAZ DE UMA SÓ VEZ O QUE O TOLO FAZ NO FIM. “
  19. 19. A FÓRMULA DO FIM EM SI KANT AFIRMA QUE É SEMPRE INCORRETO INSTRUMENTALIZAR AS PESSOAS, OU SEJA, USÁ-LAS COMO MEIOS PARA ATINGIR OS NOSSOS FINS. SEGUNDO A FÓRMULA DO FIM EM SI, SE QUEREMOS RESPEITAR AS PESSOAS, DEVEMOS TRATÁ-LAS COMO SERES INDEPENDENTES, E NÃO COMO “INSTRUMENTOS” QUE ESTEJAM AO NOSSO SERVIÇO.
  20. 20. A FÓRMULA DO FIM EM SI  POR EXEMPLO: O GUILHERME APONTA UMA ARMA À NATACHA, PARA ROUBÁ-LA E OBTER DINHEIRO. ESTA AÇÃO VIOLA A AUTONOMIA DA PESSOA CUJA ARMA LHE ESTÁ A SER APONTADA, POIS ESTÁ A SER OBRIGADA A FAZER O QUE ELA NÃO QUER.
  21. 21. A FÓRMULA DO FIM EM SI  POR EXEMPLO: A ALEXANDRA PEDE AJUDA AO RODRIGO PARA FAZER UM TRABALHO. ESTE RECUSA, DIZENDO QUE NÃO ESTÁ DISPONÍVEL. A ALEXANDRA AGRADECE E ACEITA A SUA RECUSA. AQUI, A ALEXANDRA NÃO ESTÁ A VIOLAR A AUTONOMIA DO RODRIGO, POIS RESPEITOU A SUA DECISÃO.
  22. 22. OBJEÇÕES AO IMPERATIVO CATEGÓRICO DE ACORDO COM KANT, CADA SER HUMANO TEM O DEVER ABSOLUTO DE DIZER A VERDADE, INDEPENDENTEMENTE DAS CONSEQUÊNCIAS.
  23. 23. OBJEÇÕES AO IMPERATIVO CATEGÓRICO  POR EXEMPLO: ESTAMOS EM CASA COM UM AMIGO E UM HOMEM ARMADO BATE À PORTA À PROCURA DO NOSSO AMIGO, COM A INTENÇÃO DE O MATAR. PARA SALVARMOS A VIDA DO NOSSO AMIGO, O NOSSO DEVER SERIA MENTIR E DIZER QUE ELE, POR EXEMPLO, NÃO SE ENCONTRAVA EM CASA. NO ENTANTO, ISSO SERIA MORLAMENTE INACEITÁVEL, LOGO TERÍAMOS DE CONTAR A VERDADE AO HOMEM ARMADO.
  24. 24. OBJEÇÕES AO IMPERATIVO CATEGÓRICO SEGUNDO A ÉTICA DE KANT, EXISTEM TAMBÉM INÚMEROS CASOS EM QUE TEMOS DEVERES INCOMPATÍVEIS.
  25. 25. OBJEÇÕES AO IMPERATIVO CATEGÓRICO  POR EXEMPLO: A MARIA PROMETE EMPRESTAR DINHEIRO À JOANA, MAS SE A MARIA EMPRESTAR O DINHEIRO ELA NÃO PODERÁ PAGAR AS PRESTAÇÕES DO CARRO. EM AMBOS OS CASOS TRATAM-SE DE DEVERES ABSOLUTOS: O DEVER DE CUMPRIR A PROMESSA QUE FEZ À JOANA E O DEVER DE CUMPRIR A PROMESSA QUE FEZ AO BANCO.
  26. 26. OBJEÇÕES AO IMPERATIVO CATEGÓRICO POR VEZES, OS DEVERES ABSOLUTOS CONDUZEM-NOS A CONFLITOS QUE NÃO TÊM SITUAÇÃO. NESTE CASO, E SEGUNDO A ÉTICA DE KANT, A MARIA, FAÇA O QUE FIZER, PROCEDERÁ MAL.

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