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INFERTILIDADE


Prof.ª Ana Larissa Marques Perissini
Psicóloga – Especialista em Psicologia da Saúde – Terapia
        Cognitivo-Comportamental e Sexualidade
             Mestre em Psicologia pela USP
É a incapacidade de engravidar após “um
  ano de relacionamento sexual sem uso
    de contracepção” (CORLETA; PASSOS, 2008).

• É uma incapacidade momentânea.

• Caracterizada     como      primária     ou
  secundária.

• Casal infértil.
• Infertilidade Primária: quando o casal nunca
  concebeu um feto.

• Infertilidade Secundária: como o fracasso da
  concepção após haver ocorrido, com ou sem
  sucesso, gestações anteriores.


   Mulheres submetidas ou não a esterilização cirúrgica.
                (laqueadura tubária).


                                     (FEBRASGO, 1997)
Em mulheres com idade acima de 35 anos e ou
   com incapacidade de levar uma gravidez a
    termo, o período de espera para iniciar a
  investigação sofre redução de um ano para
                    seis meses.
Aqueles casais que possuem algumas doenças
       com reconhecida correlação com a
   fertilidade, não necessitam aguardar para
            iniciar uma investigação.

                         (FREITAS; DZIK; CAVAGNA, 2007)
A luta contra o tempo, fator limitador e uma
    realidade para a mulher, é altamente
ansiogênico e dependendo da idade em que
 ocorre a procura pelo tratamento pode ser
                  agravada.



                                    (MELAMED, 2006)
Estima-se que, 10% da população brasileira (uma
  média de 18.640.500 pessoas) são afetadas pela
                      infertilidade.
Entretanto, é preciso dizer que, nos casais em idade
        fértil, essa incidência oscila entre os
   pesquisadores, podendo variar entre 10 e 20%.




                  (TOGNOTTI, 2000; IZZO; IZZO, 2000; OMS, 2005).
♀             Fatores Tubários.
              Obesidade.
              Distúrbios Ovulatórios – S.O.P.
              Endometriose.
              Causas de países em desenvolvimento.
              ISCA – Infertilidade Sem Causa Aparente.




Varicocele ( varizes no testículo)
Quimioterápicos
Esteróides anabolizantes
Drogas
                                                         ♂
Fatores ocupacionais (calor, radiação)
Tabagismo
É importante ter atenção para os problemas de
     sexualidade que podem interferir de maneira
         definitiva no processo de fertilidade.



A disfunção sexual e a impotência são situações que
      podem vir mascaradas em uma consulta de
                     infertilidade.
• Trajetória Clínica Saúde Pública:

  Mulheres        Postos de Saúde       Início da
  investigação clínica (exames básicos)
  Tratamentos básicos

   Baixo índice de sucesso com ou sem encaminhamento
   para instituições de referência.

    Insucesso e não encaminhamento para instituições
    de referência.
Instituições de referência:

    A estruturação de um protocolo em reprodução assistida
    consiste em:
    Consulta médica;
    Investigação clínica (exames específicos);
    Avaliação psicológica e social;
    Orientação e terapia sexual e psicoterapia de apoio, quando
    necessária).

         Deve contar com profissionais de diversas áreas do
    contexto da saúde devido ao processo de investigação e
    tratamento, envolver questões éticas, psicológicas e
    socioculturais.
                                      (QUAYLE, 2006; CAMBIAGHI, 2004).
É necessário que os membros envolvidos nessa
   equipe dominem o assunto para facilitar a
      comunicação entre eles e o paciente,
  podendo, assim, focar o objetivo do trabalho
            que está sendo realizado.
Para se constituir uma equipe é necessário que
  todos os membros estejam harmonizados no
      que diz respeito a objetivos comuns e
                 compartilhados.


                         (WEINBERG; GOULD, 2001; KAPLAN et al., 1997).
Essa união tem possibilitado o aumento da demanda
       de especialistas nos hospitais e, com isso,
  proporcionado aos pacientes atendimento em uma
    única instituição por profissionais das áreas de
   psicologia, fonoaudiologia, serviço social, terapia
       ocupacional, fisioterapia, biologia, direito,
 pedagogia, farmácia, nutrição, enfermagem, terapia
                  sexual, entre outras.
• 1ª Consulta: Mulheres >
               Casais <


     Contato com a equipe: médico, assistente social e
     psicólogo.



            Atribui-se a problemática da infertilidade à
     mulher, porque elas assumem a responsabilidade na
   infertilidade conjugal, chegando sozinhas ao consultório
        médico, acreditando ter algum “defeito” que as
     impossibilitem de engravidar, sendo as protagonistas
    dessa história; seus maridos, apenas os coadjuvantes.
                                     Perissini e Pinto (2005)
É através da consulta conjunta – atendimento
médico e psicológico –, realizada no primeiro
contato do casal ou da paciente, que se inicia
   a formação do vínculo equipe-paciente.
Rotina de Equipe Multidisciplinar em Reprodução
Humana Assistida:

• Anamnese.

• Orientação da rotina estabelecida pela equipe.

• Adesão do casal.

• Solicitação de exames preliminares para o casal.

• Agendamento do grupo psicoeducacional – casal.
A reflexão sobre a atuação conjunta dos
     diversos profissionais nessa pequena
intercessão do contexto da saúde em prol da
 qualidade de vida do casal infértil durante a
    investigação clínica e o tratamento da
  infertilidade tem como objetivo mostrar a
   necessidade de cuidado especializado e
atenção não apenas no âmbito biológico, mas
 também no psicológico, social, nutricional,
        sexual e até mesmo espiritual.
• Propedêutica Ginecológica:
  # Anamnese
  Identificação
  Idade
  Cor
  Naturalidade e procedência
  Profissão
  Estado Civil
  Religião

  # Queixa principal

  #História da moléstia atual

  #Interrogatório sobre os diversos aparelhos
# Antecedentes familiares

# Antecedentes pessoais

# Hábitos

# Operações

# Antecedentes Ginecológicos

# Sintomas Pré-menstruais e Menstruais

# Antecedentes Sexuais.
# Exames Físicos

# Exames Laboratoriais




   Espermograma

   Histerossalpingografia

   Videolaparoscopia
Grupo Psicoeducacional:

Objetivo:

Orientar a importância do acompanhamento do casal;

Estimular o vínculo parental;

Desmitificar assuntos que envolvem o tema de sexualidade e
reprodução (prática sexual programada, ansiedade, adoção e limites
individuais do tratamento);

Orientar sobre as etapas do protocolo e seu tempo estimado de
investigação;

Tipos de tratamento existente em reprodução assistida;

Tratamentos oferecidos pela instituição, medicação e custo.
Essa organização, caracterizada como setting
grupal, é um conjunto de procedimentos que
organiza, normatiza e possibilita o processo grupal,
que ele deve ser delimitado pelo coordenador, que
deve ter conhecimentos científicos e saberes
disponíveis da população alvo.



                                       Santos et al (2005)
“dois casais não experimentam da mesma forma a
infertilidade”, mas ao entrarem no programa com o
    propósito de buscarem um tratamento para
engravidar, os casais se deparam com a realidade de
   não conseguirem engravidar por vias naturais,
  surgindo o sentimento de perda e a consequente
   necessidade de fazer um luto por algo que não
                     aconteceu.

                                         Spring (1991, p.16)
Os casais que participam de grupos terapêuticos
   “[...] se utilizam de uma mesma linguagem e
 partilham as mesmas vivências, proporcionando
melhor adaptação ao tratamento, possibilitando-os
aceitar e assumir o seu problema de fertilidade, de
      forma menos conflituosa e humilhante”.



                            Moreira, Maia e Tomaz (2002, p. 79)
O depoimento de 1♀ (34 anos, superior completo, casada há 11 anos e
tentando engravidar há dois anos), usuária desse serviço, mostra que as
próprias pacientes sentem a necessidade do suporte emocional e que o
trabalho em equipe já está sendo reconhecido pelos profissionais da área
de medicina:

(...) É engraçado que eu falei pra ele, que eu acho que vou precisar de uma
psicóloga, porque eu to assim com a mente meia embaralhada. Sabe? Foi
bom quando a médica me disse que eu tinha que passar aqui... que eu ia
passar por você, eu falei: Nossa, pra mim vai ser bom, porque eu tava
assim... depressiva, né? É... chateada. I... to contando né? Vamos, vamos a
luta. Vamos ver o que que vai virar (risos). O que vai acontecer. Eu to
gostando, né? E é assim, quando eu tiver mais reunião com você ou com
outra psicóloga, eu vou procurar vir porque é... um apoio. Vocês tão sendo
assim, como se diz... um apoio pra mim.
Durante o acompanhamento nos grupos
  psicoeducacionais, foi observada a tendência ao
   isolamento social e familiar do casal devido à
cobrança do outro e de si próprio. Daí a importância
   do contato entre os casais com dificuldade de
    engravidar por sua identificação com o outro
  (problemática), pela troca de experiências e por
    saberem que não estão sozinhos nessa luta.
É importante frisar que por se tratar de conceitos
    específicos da área de reprodução assistida e
   pessoas com diferentes níveis socioculturais, o
número de informações fornecidas para esses casais
  nem sempre é processado na mesma velocidade,
  sendo necessária a continuidade das orientações
 durante todo o processo por todos os profissionais
              envolvidos nessa rotina.

                                         (CAMBIAGHI, 2004)
Outro obstáculo, encontrado pela equipe, é a
   dificuldade que os casais apresentam para
compreender as alterações apresentadas pelo seu
               próprio organismo.

Isso acontece devido à falta de conhecimento do
     próprio corpo e do parceiro, ou seja, o não
  conhecimento do sistema reprodutor feminino e
                     masculino.


                                       (SANTOS et al., 2005),
PSICÓLOGO

Os serviços de Reprodução Humana estão cada vez
      mais convecidos sobre a necessidade do
  profissional da área de psicologia fazer parte da
                       equipe.
O papel do psicólogo da saúde, inserido nessa equipe, é
de cuidar do bem-estar do indivíduo que está comprometido
pelo que se “pensa, sente e faz”, desempenhando papel
importante de auxiliar os casais na elaboração dos conflitos
psicológicos, desencadeados ou agravados pela infertilidade.




                  (STRAUB, 2005, p. ; GERRITY, 2001; ERIKSEN, 2001).
Para melhor atender o casal infértil, o
 psicólogo inserido na equipe de reprodução
humana assitida deve possuir uma visão que
vá além do setting terapeutico, extrapolando
 o campo de atuação da psicologia da saúde.
A formação em sexualidade é outro requisito
que se faz necessário para melhor amparar o
 casal e trabalhar possíveis queixas sexuais
 que surgem durante o tratamento uma vez
que há uma confusão entre potência sexual e
                reprodução.
A equipe deve possuir objetivos
 psicológicos, levando o paciente aceitar sua
  disfunção ou incapacidade e estimulando a
 participação e a comunicação entre o casal,
assim como com os membros da equipe, para
 auxiliá-los a lidar com o estresse bem como
   para estabelecer pausas ou até mesmo o
 término ou descontinuidade do tratamento.

                                     Kusnetzoff (1997),
Para trabalhar nessa área é necessário que o
psicólogo seja devidamente treinado a fim de atuar
  como um recurso para os pacientes e a equipe.



 O profissional proporcionará aconselhamento
 psicológico, direcionando informações sobre as
   implicações; apoiará o casal nos períodos de
estresse; e terá postura terapêutica, auxiliando os
  pacientes a enfrentarem as consequências da
           infertilidade e do tratamento.

                                          (CARVALHO, 2004).
• Avaliação Psicológica:

  Consiste em uma entrevista com o casal
  para avaliar a sua conduta, seu
  comportamento, suas angústias e fantasias
  sobre a gravidez; seu relacionamento; suas
  expectativas e as da família, seu trabalho e
  seu enfrentamento social e familiar.
Quando observada a necessidade de
acompanhamento psicológico (psicoterapia) de um
       dos parceiros ou do casal, é realizado o
  agendamento para este acompanhamento ou o
  encaminhamento para uma psicóloga na cidade
                 onde reside o casal.
Neste último caso, é necessário um relatório do
   profissional para comprovação do tratamento
 realizado fora da instituição bem como do estado
                    do paciente.
A psicoterapia indicada nos casos de infertilidade
  é a do método breve, que pode ser trabalhada
   individualmente, com o casal ou em grupo e
     adaptada para a realidade do contexto do
                    tratamento.

Psicoterapia breve – dinâmica que “se caracteria
   por um planejamento prévio do tratamento,
    visando alcançar objetivos propostos num
               tempo determinado”.

                                   (Moreira, Maia, e Tomaz, 2002)
Os casais com queixa de infertilidade que
  buscam o auxílio de um psicólogo devem
  procurar profissionais especializados não
   apenas na área clína ou da saúde, mas
também com o suficiente conhecimento em
RHA, o que possibilita facilitar o processo de
comunicação dos profissionais com o casal,
esclarecer e desmitificar dúvidas e tratar as
 questões emocionais desencadeadas pelo
                  processo.
• Quanto maior o nível de ansiedade, menor a chance
  de gravidez em mulheres submetidas à inseminação
  artificial.

• Outros transtornos mentais têm sido associados a
  alterações do ciclo menstrual e reprodutivo, tais
  como transtorno de estado de ânimo, transtornos
  adaptativos e transtornos de conduta alimentar.

                                         Moreira et al. (2005)
A incerteza do sucesso do tratamento e a
 espera por ele podem gerar frustrações e
    sentimentos de culpa no casal. Esse
   sofrimento quando prolongado pode
desencadear episódios depressivos leves e
     até mesmo uma depressão grave.

                                    (OLMOS, 2003)
Goiabeira (22 anos, ensino médio, casada há três anos e
tentando engravidar há três anos) conta sobre a sua
obsessão por um filho:
 Eu sou tão psicopata que eu falo que chega a ser maníaca
porque eu não consigo é... ver mulher grávida, me sinto mal,
eu não consigo visitar um recém nascido, que eu conheça, eu
me sinto mal. Sabe? Às vezes é... atrasa meio dia pra mim,
parece que eu já sinto a criança dentro de mim. Então eu sou
meio assim paranóica com essas coisas, nesses últimos dias
que eu venho tentando me libertar. Que eu falo que tenho que
me libertar. Porque não é normal. Engordo um pouco e parece
que é uma coisa, é só você engordar 5 gramas todo mundo
olha pra você e fala: você ta grávida? E não sei quê... e... aí
você já... fica fulo da vida porque você não engravida, você, e
eu quero muito aquilo, acho que minha ansiedade também
me atrapalha um pouco, mas a gente se dá bem. [...]Eu quero
muito ter um bebê e ele também, mas não tanto quanto eu.
• Goiabeira descreve como estressante a trajetória do casal a
  procura de um tratamento que os ajude a engravidar:
  De vez em quando a gente volta estressada daqui (hospital) porque
  chega aqui um médico fala pra você: ó, é possível. Aí você vem ver
  um outro exame já fala: ó, é mais complicado do que o outro
  médico imaginava, você volta baqueada por que... é um desejo
  grande, é um sonho. Então não é como se fosse fazer um
  supermercado e não tivesse leite. Você procura em outro lugar, é...
  uma coisa séria né? Você volta preocupada, volta triste, daí você
  fica nervoso, os outros não pode olhar pra você que você já briga.
  [...] Hoje eu falo assim que a gente ta muito sensível, muito...
  [...]Mas porque eu tinha a... agente ta um pouco sensível, ele com
  essa cirurgia, eu com esses exames complexos que eu tenho que
  fazer, que cada um fala uma coisa. Um fala que dói, só na hora de
  fazer que a gente vai sentir o que vai acontecer. Então fica com
  medo né?
O peso da cobrança social na construção da
  família, em especial na chegada do filho
  biológico, interfere na relação parental e
      desencadeia diversos problemas
emocionais como o estresse, a ansiedade, a
cobrança social e familiar, causando grande
 desorganização na vida desses casais, que
no limite das suas angústias buscam clínicas
  e centros especializados na tentativa de
encontrar a causa dos seus problemas e um
   tratamento eficaz para a realização do
       desejo de ter um filho biológico
Faz-se importante o casal
 compreender que para que
aconteça uma gestação e para
a chegada de uma criança no
lar, deve existir um equilíbrio
 no relacionamento do casal,
  estabilidade emocional e
          financeira.
Atendimento ao casal infértil deve ir além
do conhecimento e acompanhamento dos
 aspectos biológicos da infertilidade. Para
que isso aconteça os profissionais devem
 estar unidos, reforçando e valorizando o
papel de todos os integrantes inseridos na
                  equipe.
•   BADALOTTI, M; TELOKEN,C; PETRACCO, A. Fertilidade e Infertilidade Humana. São
    Paulo: MEDDS, 1997.
•   BRUNS, M.A.T; SANTOS, C. A Educação Sexual Pede Espaço: novos horizontes para
    a práxis pedagógica. São Paulo: Ômega Editora, 2000.
•   CAMBIAGHI, A.S. Fertilização: um ato de amor. 2. ed. São Paulo: EDICON, 2004.
•   CORLETA, H.V.E; PASSOS, E.P. Infertilidade. In: CORLETA, H.V.E; CAPP, E. (Org.).
    Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2008. 748 p. (série no consultório).
•   DÍAZ, M. Educação Sexual e Planejamento Familiar. In: RIBEIRO, M. O Prazer e o
    Pensar: orientação sexual para educadores e profissionais de saúde. São Paulo:
    Editora Gente, 1999. (Centro de Orientação e Educação Sexual). p. 227-249.
•   ERIKSEN, K. Infertility and the search for family. Family J. vol. 9, p. 55-61, 2001.
    Nº. 1.
•   FEDERAÇÃO BRASILEIRA DS SOCIEDADES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
    (FEBRASGO). Infertilidade conjugal: manual de orientação, 1997. 92p.
•   FONSECA, L.N; RASERA, E.F. A espontaneidade em Moreno: uma análise do filme
    “Em busca da Terra do Nunca”. Sociedade de Psicologia do Triângulo Mineiro.
    Uberlândia, v. 10, n. 2, p. 168-180, Dez. 2006.
•   GERRITY DA. A biopsychosocial theory of infertility. Family J. v. 9, p. 151 – 8, 2001.
    Nº. 1.
•   IZZO, V.M, IZZO, C.R. Reprodução humana: Propedêutica básica. In: HALBE, H.W.
    (Org.). Tratado de Ginecologia. 3 ed. São Paulo: Roca, 2000. Cap. 162, p. 1825 –
    1829, (v. 3).
•   JACOB, L.S. Interdisciplinariedade e ética na reprodução assistida. In: MELAMED, R.
    M.; QUAYLE, J. (Org.). Psicologia em Reprodução Assistida: Experiências
    Brasileiras. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006. p.35-48.
•   _____. Stress e Ansiedade em Casais Submetidos à Reprodução Assistida. 2000.
    180f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Psicologia da Universidade de
    São Paulo, São Paulo, 2001.
•   LOPES, G. Sexualidade Humana. 2 ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 1998.
•   MAKUCH, M. Y. Gênero e Reprodução Assistida: Novas fases e velhas questões. In:
    MELAMED, R. M.; QUAYLE, J. (Org.). Psicologia em Reprodução Assistida:
    Experiências Brasileiras. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006. p. 22-33.
•   MOREIRA, S.N.T; MAIA, E.M; TOMAZ, G. Aspectos Psicológicos no Tratamento da
    Infertilidade. Reprodução & Climatério, Rio Grande do Norte, n. 2, p. 77-80, jul.
    2002.
•   OLMOS, P. E. Quando a cegonha não vem: Os recursos da medicina moderna para
    vencer a infertilidade. São Paulo: Carrenho Editorial, 2003.
•   ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). Defining Sexual Health: Report of a
    technical consultation on sexual health 28-31 January 2002. Sexual Health
    Documents Series. Geneva, 2006. Disponível em: <
    http://www.who.int/reproductive-health/publications/sexualhealth/>. Acesso em:
    21 Jul. 2008.
•   QUAYLE, J. Uma nova família? Desafios para a psicologia em RA na
    contemporaneidade. In: MELAMED, R. M.; QUAYLE, J. (Org.). Psicologia em
    Reprodução Assistida: Experiências Brasileiras. São Paulo: Casa do Psicólogo,
    2006. p.11-19.
•   PERISSINI, A.L.M, PINTO, M.J.C. Sexualidade do Casal Infértil: Ansiedade e Auto-
    Estima. 49 f. Trabalho de Conclusão de Aprimoramento em Psicologia da Saúde.
    Faculdade de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto, São Paulo, 2005.
•   PORCU-BUISSON, G. Stérilité du couple: Conduite de la première consultation. LA
    REVUE DU PRATICIEN, Marseille, v. 57, p. 313-320, fev. 2007.
•   RIECHELMANN, J.C. A Educação Sexual no Sistema de Saúde. In: RIBEIRO,M (Org.).
    Educação Sexual: novas idéias, novas conquistas. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos,
    1993. p. 281-303.
•   SANTOS et al. Grupos de promoção à saúde no desenvolvimento da autonomia,
    condições de vida e saúde. Saúde Pública, v. 2, p. 346 – 352, 2006. 40.
•   STRAUB, R.O. Psicologia da Saúde. Trad. Ronaldo Cataldo Costa. Porto Alegre:
    Artmed, 2005.
•   TOGNOTTI, E. Inertilidade Conjugal: Conceito roteiro terapêutico. In: HALBE, H.W.
    Tratado de Ginecologia. 3 ed. São Paulo: ROCA, 2000. cap. 149, p. 1683-1693.
•   TRINDADE ZA, ENUMO SRF. Triste e incompleta: uma visão feminina da mulher
    infértil. Psicologia USP. v. 3, p. 1-18, 2002.
•   WORLD SEXOLOGY (WAS). Declaração dos Direitos Sexuais. 14th World Congress of
    Sexology. August, 1999. Disponível em:
    <http://www.worldsexology.org/about_sexualrights_portuguese.asp>. Acesso em:
    21 Jul. 2008.
•   FREITAS,GC.; DZIK, A.; CAVAGNA, M. Casal Infértil: uma visão geral. Boletim da
    Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, São Paulo, Ano 5, nº 1, p. I –
    II, 2007.

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Atuação do Psicólogo da Saúde em Reprodução Humana Assistida

  • 1. INFERTILIDADE Prof.ª Ana Larissa Marques Perissini Psicóloga – Especialista em Psicologia da Saúde – Terapia Cognitivo-Comportamental e Sexualidade Mestre em Psicologia pela USP
  • 2. É a incapacidade de engravidar após “um ano de relacionamento sexual sem uso de contracepção” (CORLETA; PASSOS, 2008). • É uma incapacidade momentânea. • Caracterizada como primária ou secundária. • Casal infértil.
  • 3. • Infertilidade Primária: quando o casal nunca concebeu um feto. • Infertilidade Secundária: como o fracasso da concepção após haver ocorrido, com ou sem sucesso, gestações anteriores. Mulheres submetidas ou não a esterilização cirúrgica. (laqueadura tubária). (FEBRASGO, 1997)
  • 4. Em mulheres com idade acima de 35 anos e ou com incapacidade de levar uma gravidez a termo, o período de espera para iniciar a investigação sofre redução de um ano para seis meses. Aqueles casais que possuem algumas doenças com reconhecida correlação com a fertilidade, não necessitam aguardar para iniciar uma investigação. (FREITAS; DZIK; CAVAGNA, 2007)
  • 5. A luta contra o tempo, fator limitador e uma realidade para a mulher, é altamente ansiogênico e dependendo da idade em que ocorre a procura pelo tratamento pode ser agravada. (MELAMED, 2006)
  • 6. Estima-se que, 10% da população brasileira (uma média de 18.640.500 pessoas) são afetadas pela infertilidade. Entretanto, é preciso dizer que, nos casais em idade fértil, essa incidência oscila entre os pesquisadores, podendo variar entre 10 e 20%. (TOGNOTTI, 2000; IZZO; IZZO, 2000; OMS, 2005).
  • 7.
  • 8. Fatores Tubários. Obesidade. Distúrbios Ovulatórios – S.O.P. Endometriose. Causas de países em desenvolvimento. ISCA – Infertilidade Sem Causa Aparente. Varicocele ( varizes no testículo) Quimioterápicos Esteróides anabolizantes Drogas ♂ Fatores ocupacionais (calor, radiação) Tabagismo
  • 9. É importante ter atenção para os problemas de sexualidade que podem interferir de maneira definitiva no processo de fertilidade. A disfunção sexual e a impotência são situações que podem vir mascaradas em uma consulta de infertilidade.
  • 10. • Trajetória Clínica Saúde Pública: Mulheres Postos de Saúde Início da investigação clínica (exames básicos) Tratamentos básicos Baixo índice de sucesso com ou sem encaminhamento para instituições de referência. Insucesso e não encaminhamento para instituições de referência.
  • 11. Instituições de referência: A estruturação de um protocolo em reprodução assistida consiste em: Consulta médica; Investigação clínica (exames específicos); Avaliação psicológica e social; Orientação e terapia sexual e psicoterapia de apoio, quando necessária). Deve contar com profissionais de diversas áreas do contexto da saúde devido ao processo de investigação e tratamento, envolver questões éticas, psicológicas e socioculturais. (QUAYLE, 2006; CAMBIAGHI, 2004).
  • 12. É necessário que os membros envolvidos nessa equipe dominem o assunto para facilitar a comunicação entre eles e o paciente, podendo, assim, focar o objetivo do trabalho que está sendo realizado.
  • 13. Para se constituir uma equipe é necessário que todos os membros estejam harmonizados no que diz respeito a objetivos comuns e compartilhados. (WEINBERG; GOULD, 2001; KAPLAN et al., 1997).
  • 14. Essa união tem possibilitado o aumento da demanda de especialistas nos hospitais e, com isso, proporcionado aos pacientes atendimento em uma única instituição por profissionais das áreas de psicologia, fonoaudiologia, serviço social, terapia ocupacional, fisioterapia, biologia, direito, pedagogia, farmácia, nutrição, enfermagem, terapia sexual, entre outras.
  • 15. • 1ª Consulta: Mulheres > Casais < Contato com a equipe: médico, assistente social e psicólogo. Atribui-se a problemática da infertilidade à mulher, porque elas assumem a responsabilidade na infertilidade conjugal, chegando sozinhas ao consultório médico, acreditando ter algum “defeito” que as impossibilitem de engravidar, sendo as protagonistas dessa história; seus maridos, apenas os coadjuvantes. Perissini e Pinto (2005)
  • 16. É através da consulta conjunta – atendimento médico e psicológico –, realizada no primeiro contato do casal ou da paciente, que se inicia a formação do vínculo equipe-paciente.
  • 17. Rotina de Equipe Multidisciplinar em Reprodução Humana Assistida: • Anamnese. • Orientação da rotina estabelecida pela equipe. • Adesão do casal. • Solicitação de exames preliminares para o casal. • Agendamento do grupo psicoeducacional – casal.
  • 18. A reflexão sobre a atuação conjunta dos diversos profissionais nessa pequena intercessão do contexto da saúde em prol da qualidade de vida do casal infértil durante a investigação clínica e o tratamento da infertilidade tem como objetivo mostrar a necessidade de cuidado especializado e atenção não apenas no âmbito biológico, mas também no psicológico, social, nutricional, sexual e até mesmo espiritual.
  • 19. • Propedêutica Ginecológica: # Anamnese Identificação Idade Cor Naturalidade e procedência Profissão Estado Civil Religião # Queixa principal #História da moléstia atual #Interrogatório sobre os diversos aparelhos
  • 20. # Antecedentes familiares # Antecedentes pessoais # Hábitos # Operações # Antecedentes Ginecológicos # Sintomas Pré-menstruais e Menstruais # Antecedentes Sexuais.
  • 21. # Exames Físicos # Exames Laboratoriais Espermograma Histerossalpingografia Videolaparoscopia
  • 22. Grupo Psicoeducacional: Objetivo: Orientar a importância do acompanhamento do casal; Estimular o vínculo parental; Desmitificar assuntos que envolvem o tema de sexualidade e reprodução (prática sexual programada, ansiedade, adoção e limites individuais do tratamento); Orientar sobre as etapas do protocolo e seu tempo estimado de investigação; Tipos de tratamento existente em reprodução assistida; Tratamentos oferecidos pela instituição, medicação e custo.
  • 23. Essa organização, caracterizada como setting grupal, é um conjunto de procedimentos que organiza, normatiza e possibilita o processo grupal, que ele deve ser delimitado pelo coordenador, que deve ter conhecimentos científicos e saberes disponíveis da população alvo. Santos et al (2005)
  • 24. “dois casais não experimentam da mesma forma a infertilidade”, mas ao entrarem no programa com o propósito de buscarem um tratamento para engravidar, os casais se deparam com a realidade de não conseguirem engravidar por vias naturais, surgindo o sentimento de perda e a consequente necessidade de fazer um luto por algo que não aconteceu. Spring (1991, p.16)
  • 25. Os casais que participam de grupos terapêuticos “[...] se utilizam de uma mesma linguagem e partilham as mesmas vivências, proporcionando melhor adaptação ao tratamento, possibilitando-os aceitar e assumir o seu problema de fertilidade, de forma menos conflituosa e humilhante”. Moreira, Maia e Tomaz (2002, p. 79)
  • 26. O depoimento de 1♀ (34 anos, superior completo, casada há 11 anos e tentando engravidar há dois anos), usuária desse serviço, mostra que as próprias pacientes sentem a necessidade do suporte emocional e que o trabalho em equipe já está sendo reconhecido pelos profissionais da área de medicina: (...) É engraçado que eu falei pra ele, que eu acho que vou precisar de uma psicóloga, porque eu to assim com a mente meia embaralhada. Sabe? Foi bom quando a médica me disse que eu tinha que passar aqui... que eu ia passar por você, eu falei: Nossa, pra mim vai ser bom, porque eu tava assim... depressiva, né? É... chateada. I... to contando né? Vamos, vamos a luta. Vamos ver o que que vai virar (risos). O que vai acontecer. Eu to gostando, né? E é assim, quando eu tiver mais reunião com você ou com outra psicóloga, eu vou procurar vir porque é... um apoio. Vocês tão sendo assim, como se diz... um apoio pra mim.
  • 27. Durante o acompanhamento nos grupos psicoeducacionais, foi observada a tendência ao isolamento social e familiar do casal devido à cobrança do outro e de si próprio. Daí a importância do contato entre os casais com dificuldade de engravidar por sua identificação com o outro (problemática), pela troca de experiências e por saberem que não estão sozinhos nessa luta.
  • 28. É importante frisar que por se tratar de conceitos específicos da área de reprodução assistida e pessoas com diferentes níveis socioculturais, o número de informações fornecidas para esses casais nem sempre é processado na mesma velocidade, sendo necessária a continuidade das orientações durante todo o processo por todos os profissionais envolvidos nessa rotina. (CAMBIAGHI, 2004)
  • 29. Outro obstáculo, encontrado pela equipe, é a dificuldade que os casais apresentam para compreender as alterações apresentadas pelo seu próprio organismo. Isso acontece devido à falta de conhecimento do próprio corpo e do parceiro, ou seja, o não conhecimento do sistema reprodutor feminino e masculino. (SANTOS et al., 2005),
  • 30. PSICÓLOGO Os serviços de Reprodução Humana estão cada vez mais convecidos sobre a necessidade do profissional da área de psicologia fazer parte da equipe.
  • 31. O papel do psicólogo da saúde, inserido nessa equipe, é de cuidar do bem-estar do indivíduo que está comprometido pelo que se “pensa, sente e faz”, desempenhando papel importante de auxiliar os casais na elaboração dos conflitos psicológicos, desencadeados ou agravados pela infertilidade. (STRAUB, 2005, p. ; GERRITY, 2001; ERIKSEN, 2001).
  • 32. Para melhor atender o casal infértil, o psicólogo inserido na equipe de reprodução humana assitida deve possuir uma visão que vá além do setting terapeutico, extrapolando o campo de atuação da psicologia da saúde.
  • 33. A formação em sexualidade é outro requisito que se faz necessário para melhor amparar o casal e trabalhar possíveis queixas sexuais que surgem durante o tratamento uma vez que há uma confusão entre potência sexual e reprodução.
  • 34. A equipe deve possuir objetivos psicológicos, levando o paciente aceitar sua disfunção ou incapacidade e estimulando a participação e a comunicação entre o casal, assim como com os membros da equipe, para auxiliá-los a lidar com o estresse bem como para estabelecer pausas ou até mesmo o término ou descontinuidade do tratamento. Kusnetzoff (1997),
  • 35. Para trabalhar nessa área é necessário que o psicólogo seja devidamente treinado a fim de atuar como um recurso para os pacientes e a equipe. O profissional proporcionará aconselhamento psicológico, direcionando informações sobre as implicações; apoiará o casal nos períodos de estresse; e terá postura terapêutica, auxiliando os pacientes a enfrentarem as consequências da infertilidade e do tratamento. (CARVALHO, 2004).
  • 36. • Avaliação Psicológica: Consiste em uma entrevista com o casal para avaliar a sua conduta, seu comportamento, suas angústias e fantasias sobre a gravidez; seu relacionamento; suas expectativas e as da família, seu trabalho e seu enfrentamento social e familiar.
  • 37. Quando observada a necessidade de acompanhamento psicológico (psicoterapia) de um dos parceiros ou do casal, é realizado o agendamento para este acompanhamento ou o encaminhamento para uma psicóloga na cidade onde reside o casal. Neste último caso, é necessário um relatório do profissional para comprovação do tratamento realizado fora da instituição bem como do estado do paciente.
  • 38. A psicoterapia indicada nos casos de infertilidade é a do método breve, que pode ser trabalhada individualmente, com o casal ou em grupo e adaptada para a realidade do contexto do tratamento. Psicoterapia breve – dinâmica que “se caracteria por um planejamento prévio do tratamento, visando alcançar objetivos propostos num tempo determinado”. (Moreira, Maia, e Tomaz, 2002)
  • 39. Os casais com queixa de infertilidade que buscam o auxílio de um psicólogo devem procurar profissionais especializados não apenas na área clína ou da saúde, mas também com o suficiente conhecimento em RHA, o que possibilita facilitar o processo de comunicação dos profissionais com o casal, esclarecer e desmitificar dúvidas e tratar as questões emocionais desencadeadas pelo processo.
  • 40. • Quanto maior o nível de ansiedade, menor a chance de gravidez em mulheres submetidas à inseminação artificial. • Outros transtornos mentais têm sido associados a alterações do ciclo menstrual e reprodutivo, tais como transtorno de estado de ânimo, transtornos adaptativos e transtornos de conduta alimentar. Moreira et al. (2005)
  • 41. A incerteza do sucesso do tratamento e a espera por ele podem gerar frustrações e sentimentos de culpa no casal. Esse sofrimento quando prolongado pode desencadear episódios depressivos leves e até mesmo uma depressão grave. (OLMOS, 2003)
  • 42. Goiabeira (22 anos, ensino médio, casada há três anos e tentando engravidar há três anos) conta sobre a sua obsessão por um filho: Eu sou tão psicopata que eu falo que chega a ser maníaca porque eu não consigo é... ver mulher grávida, me sinto mal, eu não consigo visitar um recém nascido, que eu conheça, eu me sinto mal. Sabe? Às vezes é... atrasa meio dia pra mim, parece que eu já sinto a criança dentro de mim. Então eu sou meio assim paranóica com essas coisas, nesses últimos dias que eu venho tentando me libertar. Que eu falo que tenho que me libertar. Porque não é normal. Engordo um pouco e parece que é uma coisa, é só você engordar 5 gramas todo mundo olha pra você e fala: você ta grávida? E não sei quê... e... aí você já... fica fulo da vida porque você não engravida, você, e eu quero muito aquilo, acho que minha ansiedade também me atrapalha um pouco, mas a gente se dá bem. [...]Eu quero muito ter um bebê e ele também, mas não tanto quanto eu.
  • 43. • Goiabeira descreve como estressante a trajetória do casal a procura de um tratamento que os ajude a engravidar: De vez em quando a gente volta estressada daqui (hospital) porque chega aqui um médico fala pra você: ó, é possível. Aí você vem ver um outro exame já fala: ó, é mais complicado do que o outro médico imaginava, você volta baqueada por que... é um desejo grande, é um sonho. Então não é como se fosse fazer um supermercado e não tivesse leite. Você procura em outro lugar, é... uma coisa séria né? Você volta preocupada, volta triste, daí você fica nervoso, os outros não pode olhar pra você que você já briga. [...] Hoje eu falo assim que a gente ta muito sensível, muito... [...]Mas porque eu tinha a... agente ta um pouco sensível, ele com essa cirurgia, eu com esses exames complexos que eu tenho que fazer, que cada um fala uma coisa. Um fala que dói, só na hora de fazer que a gente vai sentir o que vai acontecer. Então fica com medo né?
  • 44. O peso da cobrança social na construção da família, em especial na chegada do filho biológico, interfere na relação parental e desencadeia diversos problemas emocionais como o estresse, a ansiedade, a cobrança social e familiar, causando grande desorganização na vida desses casais, que no limite das suas angústias buscam clínicas e centros especializados na tentativa de encontrar a causa dos seus problemas e um tratamento eficaz para a realização do desejo de ter um filho biológico
  • 45. Faz-se importante o casal compreender que para que aconteça uma gestação e para a chegada de uma criança no lar, deve existir um equilíbrio no relacionamento do casal, estabilidade emocional e financeira.
  • 46. Atendimento ao casal infértil deve ir além do conhecimento e acompanhamento dos aspectos biológicos da infertilidade. Para que isso aconteça os profissionais devem estar unidos, reforçando e valorizando o papel de todos os integrantes inseridos na equipe.
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