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A Filosofia Medieval
Ascensão e queda do Império Romano




      A Idade Média
 compreende o período
   que vai da Queda do
   Império Romano, no
século V, até a tomada de
  Constantinopla pelos
  turcos , no século XV.
A Formação do Cristianismo




                                                O Cristianismo é formado
                                                por três grandes
                                                culturas:
                                                • Grega;
                                                • Romana;
                                                • Judaica.
A Igreja Católica surge no mundo medieval como força espiritual e política.
Constantino e Constantinopla




A grande questão discutida no mundo medieval é a relação entre razão e fé, entre
                              filosofia e teologia
A Patrística
                 Principais características
•   Patrística é a filosofia dos padres da Igreja
    Católica a partir do século II d. C.;
•   Converter os pagãos e combater as heresias e
    justificar a fé;
•   Desenvolvem a apologética elaborando textos de
    defesa do cristianismo;
•   A razão é auxiliar da fé e a ela subordinada;
•   Logos divino.
Santo Agostinho(354-430): o pai da Igreja
Católica            • Conhece Platão através
                                    de Plotino;
                                 • Retoma o conceito
                                    estóico de Logos Divino;
                                 • Retoma a dicotomia
                                    platônica entre o mundo
                                    sensível e o mundo
                                    inteligível, substituindo o
                                    último pelas ideias
                                    divinas;
                                 • Fundamenta a teologia
                                    católica com a a filosofia;
                                 • Livros:
                                 As Confissões e A Cidade de
                                    Deus (Te Civitate Die)
         “Credo ut intelligam”
        “Creio para que possa
              entender”
           Santo Agostinho
A Escolática
             Principais características
•A escolástica surge a partir do século IX e atinge
seu apogeu no século XIII com Santo Tomás de
Aquino;
•Continuação da Aliança entre fé e razão;
•Ocorrem mudanças fundamentais no campo da
cultura;
• Ameaças de ruptura da unidade da igreja e
heresias em função da busca de autonomia da
razão;
•Criação das Universidades;
•Retomada do pensamento de Aristóteles vindo de
traduções perigosas à fé vindas do mundo árabe.
Santo Tomás de Aquino(1225-1274): a
questão dos universais
                              •   Com base em Aristóteles passa a
                                  considerar         importante       o
                                  conhecimentos das coisas naturais;
                              •   Se a razão não pode conhecer, a
                                  essência de Deus, pode, no entanto,
                                  demonstrar sua existência ou a
                                  criação divina do mundo;
                              •   Reconhece      a    participação  dos
                                  sentidos e do intelecto no ato de
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                              •   O conhecimento começa pelo contato
                                  com as coisas concretas, passa pelos
                                  sentidos internos da fantasia ou
                                  imaginação até a apreensão de formas
                                  abstratas;
                              •   O conhecimento processa um salto
                                  qualitativo ao partir da apreensão da
                                  imagem, que é concreta e particular,
         O Universal é o          até a elaboração da ideia, que é
                                  abstrata e universal.
       conceito, a ideia, a
       essência comum a
        todas as coisas.
O Nome da Rosa: a aliança entre fé e razão
  no medievo ocidental
     Estranhas e misteriosas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado no norte da Itália durante
a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua pretos. O mosteiro guarda uma
imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso a publicações sacras e profanas.
     A chegada de um monge fransciscano, Wilhelm de Barskeville (Sean Conery) e seu noviço Adso de Melk
(Chistian Slater) ao mosteriro, provocaria uma reviravolta sobre as suspeitas das mortes, que até então recaíam numa
aura sagrada: profanações terrrenas no interior do mosteiro seriam a causa das mortes dos monges.
     Dispondo de recursos sofisticados de investigação, como os instrumentos apresentados em cena, o astrolábio e
o quadrante que eram utilizados pelos mouros e desconhecida da maioria dos cristãos, e afeito à lógica aristotélica,
repudiada pelos monges beneditinos agostinianos em um momento em que os artífices da filosofia aristotélica era
pouco ou totalmente desconsiderados, serão o indicativo de caminhos arrojados seguido pelo monge franciscano na
investigação dos mistérios que assolavam aquela casa do Senhor.
      Com uma perspicácia investigativa arrojada, Wilhelm de Barskeville sairá à caça de provas empíricas, na melhor
interpretação de Sherlock Homes, personagem criado por Sir Conan Doyle, que baseava suas ponderações nos
princípios aristotélicos e procurava o evidente em fatos obscuros e inexplicáveis, deixando o mote ao mundo: é
elementar meu caro Wodison, que será explorado no filme pelo monge franciscano: é elementar meu caro Adso.
     O filme, baseado no romance homônimo do escritor, professor e intelectual italiano Umberto Eco, se constitui em
uma grande aula de história e filosofia. Pois além de apresentar uma representação fiel dos costumes, arquitetura e
sociedade da época, enfoca com maestria a relação estabelecida entre a igreja católica e o saber secular: a relação
entre fé e razão.
     As perspectivas se abrem desde o princípio da trama, por estar, o telespectador, respirando os ares de um
mosteiro encravado no alto de uma montanha, controlado por monges beneditinos e que receberá a visita de monges
franciscanos para um concílio sobre a predestinação de Jesus e sua posse de bens materiais e de riquezas, tema
este, próprio das argumentações franciscanas: Jesus era ou não dono das roupas que vestia, perguntariam os
franciscanos ao representante do Papa, no filme. A atmosfera sombria da localidade, o aspecto doentio de muitos dos
frades que aparecem no transcorrer da história, o tom escuro de muitas seqüências (efeito propositadamente
trabalhado pelo diretor Jean-Jacques Annaud), a rejeição a conceitos considerados avançados pelas maiorias dos
monges que circulam o mosteiro e a presença destacada da inquisição a partir da metade do filme, permite
compreender o que foi a Idade Média dominada pelos valores da Igreja Católica.
Uma das maiores qualidades do filme está na reprodução de época, com a equipe de Annaud
sendo assessorada pelo eminente historiador francês Jacques Lê Goff, o que confere ao filme maior
credibilidade no que se refere à utilização do mesmo como recurso didático. O figurino, as locações
(o filme foi feito num autêntico mosteiro medieval), a ambientação, as músicas, os objetos
disponibilizados e mesmo a fotografia em tons lúgubres (escuros, dando-nos uma impressão de
umidade nos locais de filmagens) se tornam referências para que possamos apresentar o domínio
cristão no medievo.
     A trama central gira em torno dos referidos assassinatos, atribuído pelos beneditinos às forças
ocultas do mal, à ação demoníaca que teria dominado alguns dos monges daquela casa de Deus. É
interessante ressaltar que conceitos como Deus e as forças do bem se confrontando com o diabo e o
mal eram dominantes nesse período devido ao enorme poder da Igreja Católica (a grande força
remanescente desde a época em que os romanos e seu grande império ruíram, ainda no longínquo
século V); um dos maiores veículos de propagação dessa crença foram os trabalho do filósofo cristão
Santo Agostinho (354–430 d.C.), em especial com a obra De Civitate Die, A cidade de Deus.
     No período em que se passa a ação, a Igreja já passava por algumas dificuldades devido ao
ressurgimento de cidades e rotas de comércio, além da concessão aos leigos para freqüentar as
nascentes universidades (é dessa época um dos trabalhos que precederam o renascimento cultural e
que são considerados basilares para as transformações que se operam na transição do mundo
medieval para o moderno, ou seja, a obra clássica do italiano Dante Aliguieri, A Divina Comédia). O
surgimento da Inquisição e a forma como essa instituição da Igreja foi se tornando cada vez mais
dura na sua perseguição aos hereges comprova os receios por parte do mundo cristão.
     É neste tocante que se sobressai Wilhelm de Barskeville por contrastar com a atribuição das
forças do bem, do supra sensível, da crença beneditina, e se lançar numa investigação científica e
policial em busca de provas, de evidências dos crimes (o que pode ser considerado como uma
antecipação de posturas investigativas que passaram a ser adotadas no mundo moderno, quando do
surgimento de correntes filosóficas e científicas apoiadas no empirismo e no racionalismo).
     O confronto entre os franciscanos e os representantes da Inquisição, em destaque Bernardo Gui,
coloca novamente frente a frente a questão maniqueísta, da luta entre o bem e o mal, apenas que
interiorizados na Instituição que se considera, por excelência, a representação terrena dos dotes
celestiais e da mensagem de bondade, da felicidade eterna aos homens.
Nestes termos, O Nome da Rosa, abre-se como material imprescindível
para a análise, compreensão e contextualização da Filosofia e da
Epistemologia, fortemente marcadas pelos princípios teológico-filosóficos
da Igreja Católica medieval. Ademais aponta o princípio pedagógico de
doutrinação do bem, imposto aos fiéis como único caminho de salvação do
mundo dos homens em favor da felicidade eterna no mundo de Deus, como
preconizara Agostinho. E, finalmente, aponta os novos caminhos abertos,
nos últimos séculos do medievo, com a vinculação do pensamento
Aristotélico à explicação ontológica da realidade dos entes, que será levado
a termo por Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, e mudará
radicalmente o posicionamento intelectual do ocidente em favor da nova
ordem intelectual na modernidade, a saber, o humanismo: o racionalismo e
o cientificismo moderno.
    Wilhelm de Barskeville, o monge fransciscano, será o representante
intelectual renascentista, que com uma postura humanista científico-
racional, conseguirá desvendar a verdade por detrás dos crimes cometidos
no mosteiro provando a eficiência do novo método de investigação
fundados nos pressupostos da lógica aristotélica de investigação da
realidade, da multiplicidade, contrário ao da Inquisição embasado na tortura
física e psicológica em favor da salvação humana. Wilhelm só não
conseguirá salvar os livros raros do devastador incêndio da Biblioteca do
Mosteiro.
    Portanto, faz-se necessário no Curso de Filosofia e Educação I, de
Normal Superior a apreciação deste drama policialesco inigualável do
cinema, a fim de que se possa esclarecer e antever as questões que
fundamentarão o       Conhecimento (Filosofia, Filosofia da Educação e
Pedagogia) na Modernidade.

   Octavio Silvério de Souza Vieira Neto        Primavera -16/11/2006

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A aliança entre fé e razão no medievo

  • 2. Ascensão e queda do Império Romano A Idade Média compreende o período que vai da Queda do Império Romano, no século V, até a tomada de Constantinopla pelos turcos , no século XV.
  • 3. A Formação do Cristianismo O Cristianismo é formado por três grandes culturas: • Grega; • Romana; • Judaica. A Igreja Católica surge no mundo medieval como força espiritual e política.
  • 4. Constantino e Constantinopla A grande questão discutida no mundo medieval é a relação entre razão e fé, entre filosofia e teologia
  • 5. A Patrística Principais características • Patrística é a filosofia dos padres da Igreja Católica a partir do século II d. C.; • Converter os pagãos e combater as heresias e justificar a fé; • Desenvolvem a apologética elaborando textos de defesa do cristianismo; • A razão é auxiliar da fé e a ela subordinada; • Logos divino.
  • 6. Santo Agostinho(354-430): o pai da Igreja Católica • Conhece Platão através de Plotino; • Retoma o conceito estóico de Logos Divino; • Retoma a dicotomia platônica entre o mundo sensível e o mundo inteligível, substituindo o último pelas ideias divinas; • Fundamenta a teologia católica com a a filosofia; • Livros: As Confissões e A Cidade de Deus (Te Civitate Die) “Credo ut intelligam” “Creio para que possa entender” Santo Agostinho
  • 7. A Escolática Principais características •A escolástica surge a partir do século IX e atinge seu apogeu no século XIII com Santo Tomás de Aquino; •Continuação da Aliança entre fé e razão; •Ocorrem mudanças fundamentais no campo da cultura; • Ameaças de ruptura da unidade da igreja e heresias em função da busca de autonomia da razão; •Criação das Universidades; •Retomada do pensamento de Aristóteles vindo de traduções perigosas à fé vindas do mundo árabe.
  • 8. Santo Tomás de Aquino(1225-1274): a questão dos universais • Com base em Aristóteles passa a considerar importante o conhecimentos das coisas naturais; • Se a razão não pode conhecer, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo; • Reconhece a participação dos sentidos e do intelecto no ato de conhecer; • O conhecimento começa pelo contato com as coisas concretas, passa pelos sentidos internos da fantasia ou imaginação até a apreensão de formas abstratas; • O conhecimento processa um salto qualitativo ao partir da apreensão da imagem, que é concreta e particular, O Universal é o até a elaboração da ideia, que é abstrata e universal. conceito, a ideia, a essência comum a todas as coisas.
  • 9. O Nome da Rosa: a aliança entre fé e razão no medievo ocidental Estranhas e misteriosas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado no norte da Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua pretos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso a publicações sacras e profanas. A chegada de um monge fransciscano, Wilhelm de Barskeville (Sean Conery) e seu noviço Adso de Melk (Chistian Slater) ao mosteriro, provocaria uma reviravolta sobre as suspeitas das mortes, que até então recaíam numa aura sagrada: profanações terrrenas no interior do mosteiro seriam a causa das mortes dos monges. Dispondo de recursos sofisticados de investigação, como os instrumentos apresentados em cena, o astrolábio e o quadrante que eram utilizados pelos mouros e desconhecida da maioria dos cristãos, e afeito à lógica aristotélica, repudiada pelos monges beneditinos agostinianos em um momento em que os artífices da filosofia aristotélica era pouco ou totalmente desconsiderados, serão o indicativo de caminhos arrojados seguido pelo monge franciscano na investigação dos mistérios que assolavam aquela casa do Senhor. Com uma perspicácia investigativa arrojada, Wilhelm de Barskeville sairá à caça de provas empíricas, na melhor interpretação de Sherlock Homes, personagem criado por Sir Conan Doyle, que baseava suas ponderações nos princípios aristotélicos e procurava o evidente em fatos obscuros e inexplicáveis, deixando o mote ao mundo: é elementar meu caro Wodison, que será explorado no filme pelo monge franciscano: é elementar meu caro Adso. O filme, baseado no romance homônimo do escritor, professor e intelectual italiano Umberto Eco, se constitui em uma grande aula de história e filosofia. Pois além de apresentar uma representação fiel dos costumes, arquitetura e sociedade da época, enfoca com maestria a relação estabelecida entre a igreja católica e o saber secular: a relação entre fé e razão. As perspectivas se abrem desde o princípio da trama, por estar, o telespectador, respirando os ares de um mosteiro encravado no alto de uma montanha, controlado por monges beneditinos e que receberá a visita de monges franciscanos para um concílio sobre a predestinação de Jesus e sua posse de bens materiais e de riquezas, tema este, próprio das argumentações franciscanas: Jesus era ou não dono das roupas que vestia, perguntariam os franciscanos ao representante do Papa, no filme. A atmosfera sombria da localidade, o aspecto doentio de muitos dos frades que aparecem no transcorrer da história, o tom escuro de muitas seqüências (efeito propositadamente trabalhado pelo diretor Jean-Jacques Annaud), a rejeição a conceitos considerados avançados pelas maiorias dos monges que circulam o mosteiro e a presença destacada da inquisição a partir da metade do filme, permite compreender o que foi a Idade Média dominada pelos valores da Igreja Católica.
  • 10. Uma das maiores qualidades do filme está na reprodução de época, com a equipe de Annaud sendo assessorada pelo eminente historiador francês Jacques Lê Goff, o que confere ao filme maior credibilidade no que se refere à utilização do mesmo como recurso didático. O figurino, as locações (o filme foi feito num autêntico mosteiro medieval), a ambientação, as músicas, os objetos disponibilizados e mesmo a fotografia em tons lúgubres (escuros, dando-nos uma impressão de umidade nos locais de filmagens) se tornam referências para que possamos apresentar o domínio cristão no medievo. A trama central gira em torno dos referidos assassinatos, atribuído pelos beneditinos às forças ocultas do mal, à ação demoníaca que teria dominado alguns dos monges daquela casa de Deus. É interessante ressaltar que conceitos como Deus e as forças do bem se confrontando com o diabo e o mal eram dominantes nesse período devido ao enorme poder da Igreja Católica (a grande força remanescente desde a época em que os romanos e seu grande império ruíram, ainda no longínquo século V); um dos maiores veículos de propagação dessa crença foram os trabalho do filósofo cristão Santo Agostinho (354–430 d.C.), em especial com a obra De Civitate Die, A cidade de Deus. No período em que se passa a ação, a Igreja já passava por algumas dificuldades devido ao ressurgimento de cidades e rotas de comércio, além da concessão aos leigos para freqüentar as nascentes universidades (é dessa época um dos trabalhos que precederam o renascimento cultural e que são considerados basilares para as transformações que se operam na transição do mundo medieval para o moderno, ou seja, a obra clássica do italiano Dante Aliguieri, A Divina Comédia). O surgimento da Inquisição e a forma como essa instituição da Igreja foi se tornando cada vez mais dura na sua perseguição aos hereges comprova os receios por parte do mundo cristão. É neste tocante que se sobressai Wilhelm de Barskeville por contrastar com a atribuição das forças do bem, do supra sensível, da crença beneditina, e se lançar numa investigação científica e policial em busca de provas, de evidências dos crimes (o que pode ser considerado como uma antecipação de posturas investigativas que passaram a ser adotadas no mundo moderno, quando do surgimento de correntes filosóficas e científicas apoiadas no empirismo e no racionalismo). O confronto entre os franciscanos e os representantes da Inquisição, em destaque Bernardo Gui, coloca novamente frente a frente a questão maniqueísta, da luta entre o bem e o mal, apenas que interiorizados na Instituição que se considera, por excelência, a representação terrena dos dotes celestiais e da mensagem de bondade, da felicidade eterna aos homens.
  • 11. Nestes termos, O Nome da Rosa, abre-se como material imprescindível para a análise, compreensão e contextualização da Filosofia e da Epistemologia, fortemente marcadas pelos princípios teológico-filosóficos da Igreja Católica medieval. Ademais aponta o princípio pedagógico de doutrinação do bem, imposto aos fiéis como único caminho de salvação do mundo dos homens em favor da felicidade eterna no mundo de Deus, como preconizara Agostinho. E, finalmente, aponta os novos caminhos abertos, nos últimos séculos do medievo, com a vinculação do pensamento Aristotélico à explicação ontológica da realidade dos entes, que será levado a termo por Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, e mudará radicalmente o posicionamento intelectual do ocidente em favor da nova ordem intelectual na modernidade, a saber, o humanismo: o racionalismo e o cientificismo moderno. Wilhelm de Barskeville, o monge fransciscano, será o representante intelectual renascentista, que com uma postura humanista científico- racional, conseguirá desvendar a verdade por detrás dos crimes cometidos no mosteiro provando a eficiência do novo método de investigação fundados nos pressupostos da lógica aristotélica de investigação da realidade, da multiplicidade, contrário ao da Inquisição embasado na tortura física e psicológica em favor da salvação humana. Wilhelm só não conseguirá salvar os livros raros do devastador incêndio da Biblioteca do Mosteiro. Portanto, faz-se necessário no Curso de Filosofia e Educação I, de Normal Superior a apreciação deste drama policialesco inigualável do cinema, a fim de que se possa esclarecer e antever as questões que fundamentarão o Conhecimento (Filosofia, Filosofia da Educação e Pedagogia) na Modernidade. Octavio Silvério de Souza Vieira Neto Primavera -16/11/2006