Palestra - Arte Ambiental

2.754 visualizações

Publicada em

Palestra sobre Arte Ambiental ministrada no Muito MMMAIS pelo professor Fabrício Fernandino, professor da UFMG.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.754
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
182
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
36
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Palestra - Arte Ambiental

  1. 1. SeminárioArte Ambiental 2012/2
  2. 2. A relação homem, arte e natureza
  3. 3. Arte AmbientalDefiniçãoA arte ambiente ou ambiental não faz referência a um movimento artístico particular,mas sinaliza uma tendência da arte contemporânea que se volta maisdecididamente para o espaço - incorporando-o à obra e/ou transformando-o -, sejaele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Diante daexpansão da obra no espaço, o espectador é convocado a se colocar dentro dela,experimentando-a; não como observador distanciado, mas parte integrante dotrabalho. A noção de arte ambiente entra no vocabulário da crítica nos anos 70 comsentido amplo, designando obras e movimentos variados. A elasticidade do termogera ambigüidades incontornáveis. Afinal, quais são os limites que distinguem comclareza a arte ambiental, as assemblages, certos trabalhos minimalistas e asinstalações? O contexto artístico a informar as novas experiências com o ambienterefere-se ao desenvolvimento da arte pop, do minimalismo e da arte conceitual quetomam a cena norte-americana das décadas de 1960 e 1970, desdobrando-se eminstalações, performances, happenings, arte processual, land art, videoarte etc.Essas novas orientações partilham um espírito comum: são, cada qual ao seumodo, tentativas de dirigir a criação artística às coisas do mundo, à natureza, àrealidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferenteslinguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando asclassificações habituais, colocando em questão o caráter das representaçõesartísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado eo sistema de validação da arte.
  4. 4. O minimalismo é referência fundamental para a compreensão do movimento da arteem direção ao ambiente, na medida em que o objeto de arte só se realizaintegralmente do ponto de vista e experiência do observador. Ao alterar a relação daobra com o espaço circundante, esses trabalhos prenunciam o que viria a serdenominado instalação: construção que lança as obras no espaço na tentativa deconstruir ambiente ou cena, cujo movimento está dado pela relação entre os objetos, oponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas etrilhas que ela constrói pela disposição das peças e cores. Destaca-se, entreoutros, Labirinto (1974), de Robert Morris (1931) e Stone Field Sculpure (1977), queCarl André (1935) constrói ao ar livre.A land art [arte da terra] inaugura uma nova relação com o ambiente natural. Não maispaisagem a ser representada nem manancial de forças passível de expressãoplástica, a natureza é o lugar onde a arte se enraíza. O espaço físico - desertos, lagos,canyons, planícies e planaltos - apresenta-se como campo onde os artistas realizamintervenções, como em Double Negative [Duplo Negativo] (1969), em que MichaelHeizer (1944) abre grandes fendas no topo de duas mesetas do deserto de Nevada,ou em Spiral Jetty [Pier ou Cais Espiral] (1971), que Robert Smithson (1938-1973)constrói sobre o Great Salt Lake, em Utah. The Lightning Field [O Campo dos Raios](1977), de Walter de Maria (1935), é outro exemplo emblemático: num imenso plateauao sul do Novo México, o artista finca 400 pára-raios de aço inoxidável. Nos trêscasos, os trabalhos - grandes arquiteturas ambientais - transformam a natureza e sãopor ela transformados, já que são eles mesmos modificados pela ação dos eventosnaturais
  5. 5. Nessa mesma direção, é possível lembrar ainda obras como Observatory (1971/77),de R. Morris, o Sun Tunnel (1973/6), de Nancy Holt (1938), e Labirinth, de AliceAycock (1946). Na Europa, as obras de Richard Long (1945) e Christo (1935)dialogam com a land art. Nos trabalhos de Long, as intervenções na natureza têmdimensões humanas: as obras acompanham os passos e o olhar do caminhante(Walking Line in Peru, 1972). Em Christo, novas soluções arquitetônicas são obtidaspelo empacotamento de monumentos célebres, como o da Pont Neuf, em Paris,1985, ou pela ação sobre a natureza como em Valley Curtain (1972).As obras de Richard Serra (1939) desenvolvem novas formas de relação com oambiente, exploradas sobretudo pela intervenção no espaço urbano como em TiltedArc (1981), gigantesca "parede" de aço inclinada colocada na Federal Plaza, NovaYork (obra destruída). Outro desdobramento da arte ambiental como interferêncianas cidades e em suas construções pode ser encontrado na escola californiana deLos Angeles - Robert Irwin (1928), James Turrell (1943), Maria Nordman (1939),Michael Asher (1943), entre outros -, que realiza um trabalho sobre o ambiente coma utilização de fontes luminosas artificiais.
  6. 6. No Brasil, experiências artísticas sobre o ambiente natural foram realizadas nointerior do Projeto Fronteiras, desenvolvido pelo Itaú Cultural em 1999, quando noveartistas - Angelo Venosa (1954), Artur Barrio (1945), Carlos Fajardo (1941), CarmelaGross (1946), Eliane Prolik (1960), José Resende (1945), Nelson Felix (1954), NunoRamos (1960) e Waltercio Caldas (1946) - realizam intervenções em diferenteslugares das fronteiras do Brasil com países do Mercosul. Alguns trabalhos deMarcello Nitsche (1942) e de Nuno Ramos - Matacão (1996) - guardam relação comos projetos da arte da terra. No interior da obra de Antonio Lizarraga (1924),verificam-se experiências com o ambiente na década de 1970, cujo primeiroresultado é Alternativa Urbana, realizado em parceria com Gerty Saruê (1930), quedá origem, entre outros, à intervenção artística na rua Gaspar Lourenço, VilaMariana, em São Paulo, e ao projeto do Jardim Ecológico, elaborado em 1974, masque não chega a ser realizado.Fonte:http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=351Atualizado em 24/11/2005
  7. 7. Criações monumentais.As relações homem com seu espaço de vida.
  8. 8. As estruturas piramidais
  9. 9. Os desenhos monumentais em Nazca, Peru.
  10. 10. Stonehenge
  11. 11. Land Art
  12. 12. Robert Smithson - Pintor e escultor norte-americano, nasceu em 1938, em Passaic,Morreu em Amarillo, no Texas,em 1973.
  13. 13. Spiral Jetty – Robert Smithson
  14. 14. Richard Long - Nasceu a 2de junho de 1945, emBristol, na Inglaterra. Entre1962 e 1965.Land Art
  15. 15. Walter de Maria - Escultor norte-americanonascido em 1935, em Albany.Land Art
  16. 16. Michael Heizer
  17. 17. Michael Heizer
  18. 18. Arte Ambiental
  19. 19. Joseph Beuys -1921-1986
  20. 20. Christo
  21. 21. Christo Javacheff – Christo VladimirovJavacheff nasceu a 13 de junho de 1935,em Gabrovo, na Bulgária.Land Art
  22. 22. Christo
  23. 23. Richard Serra(São Francisco 2 de Novembro de 1939)Minimalismo
  24. 24. Richard Serra
  25. 25. Andy Goldsworthy( 26 de julho, 1956)Arte Ambiental
  26. 26. Andy Goldsworthy
  27. 27. Anish Kapoor -indiano-britânico.Nascido em Bombaimem 1954Arte Ambiental,
  28. 28. Anish Kapur
  29. 29. Anish Kapoor
  30. 30. ManifestaçõesArte Ambiental no Brasil
  31. 31. Frans Krajcberg(Kozienice Polônia 1921)Arte Ambiental
  32. 32. Jose Resende (1945)Instalação Sesc Pompeia 1997
  33. 33. Jose Resende (1945)
  34. 34. Waltecio Caldas 1946
  35. 35. Artur Barrio 1946SITUAÇÃO T/T1 (2a parte), 1970 ação / intervenção urbana
  36. 36. Nelson Felix (1954)
  37. 37. Nelson Felix (1954)
  38. 38. Shirley Paes Leme (1956)
  39. 39. Nuno Ramos(1960)Cascos – Vídeo Instalação 2004
  40. 40. Nuno Ramos(1960)
  41. 41. Fabrício FernandinoPoesias das Coisas Naturais
  42. 42. Natureza quase morta 1993
  43. 43. Natureza quase morta 1993
  44. 44. Natureza quase morta 1993
  45. 45. Esculturas efêmeras1994
  46. 46. Esculturas efêmeras1994
  47. 47. Interferências ambientais 1995
  48. 48. Interferências ambientais 1995
  49. 49. O olhar e o fazer 1996
  50. 50. O olhar e o fazer 1996 Umidade
  51. 51. O olhar e o fazer 1996 Água
  52. 52. O olhar e o fazer 1996 Terra
  53. 53. O olhar e o fazer 1996 A casa do fogo
  54. 54. O olhar e o fazer 1996 Final
  55. 55. A força da terra 1996
  56. 56. Trílito 1998
  57. 57. O espírito da água 1996
  58. 58. Torre 1998
  59. 59. Umidade - 1998
  60. 60. Esculturas da Luz 2002
  61. 61. Esculturas da Luz 2002
  62. 62. Esculturas da Luz 2002
  63. 63. Esculturas da Luz 2002
  64. 64. Esculturas da Luz 2002
  65. 65. Diálogos possíveis - 2005
  66. 66. A espera 2005
  67. 67. Olhar Diamantina 2005
  68. 68. Olhar Diamantina 2005
  69. 69. Olhar Diamantina 2005
  70. 70. Olhar Diamantina 2005
  71. 71. Olhar Diamantina 2005
  72. 72. Olhar Diamantina 2005
  73. 73. Olhar Diamantina 2005
  74. 74. Olhar Diamantina 2005
  75. 75. Poesias das coisas naturais El Botanico Santa Fe – Argentina out. 2008
  76. 76. Arte AmbientalNova Viçosa - Bahia Setembro de 2009
  77. 77. fabricio@eba.ufmg.brwww.eba.ufmg.br/fabricio Obrigado pela atenção

×