LINGUAGENS DA ARTE
  CONTEMPORÂNEA

               Por
     Elisa B. Herrera Peres
  Professora de Artes Visuais

                                1
 Performance

    Instalação

 Land Art ou Arte

      ambiental

 INTERFERÊNCIAS

                     2
Artistas:
            Joseph Beuys

            Spencer Tunik

        Christo e Jean-Claude



                                3
PERFORMANCE ou Arte efímera
LINGUAGEM ARTÍSTCA MODERNA
A art performance ou performance artistítica é uma modalidade de
manifestação artística interdisciplinar que - assim como o happening - pode
combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade
do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos
de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado.
Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver
necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um "roteiro"
previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É
realizada para uma plateia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim,
depende de registros - através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos -
para se tornar conhecida do público.
                                                                                 4
A performance foi introduzida durante a década de 1960,
pelo grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras
de Joseph Beuys. Numa de suas performances, Beuys passou
horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o
rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços
uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras
expostas.
Em alguns casos, as performances ligadas à body art se
tornaram sensoriais ou até masoquistas. Chris
Burden rastejou sobre um piso coberto com cacos de vidro,
levou tiros e foi crucificado sobre um automóvel.
                                                               5
Joseph Beuys
Foi um artista alemão que produziu em vários meios e
técnicas, incluindo escultura, performance, vídeo e instalação.
Ele é considerado um dos mais influentes artistas europeus da
segunda metade do século XX.
Frases:
"Toda a gente é um artista."
"Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para
mim é a ciência da liberdade."
"Tornai os segredos produtivos."
                                                                  6
• A Matilha (1969) - instalação com uma Kombi Volkswagen e 24 trenós de madeira
  contendo feltro, lanternas e gordura;
• Como Explicar Desenhos a uma Lebre Morta (1965) - o artista vaga pela galeria com o
  rosto recoberto de mel e ouro, carregando no colo uma lebre morta com quem ele
  fala;
• Terno de Feltro (1970) - um terno de feltro em um cabide de arame;
• Canto Gorduroso (1973) - gordura de porco no canto de um espaço. A gordura derrete
  e se torna rançosa com o tempo;
• Eu Amo a América e a América me Ama (EUA, 1974) - performance em que o artista
  ficou envolvido em feltro em uma sala com um coiote durante cinco dias;
• Bomba de Mel no Local de Trabalho (Documenta de Kassel, 1977) - instalação /
  performance em que alunos da Universidade Livre Internacional de Criatividade e
  Pesquisa Interdisciplinar tomam parte;
• 7.000 Carvalhos (1979) - Sete mil pedras foram espalhadas em Kassel durante uma
  documenta: para cada pedra retirada, Beuys determinou que seria plantado em seu
  lugar um carvalho, na esperança de que a ideia se espalharia para mais cidades.   7
Performance




Como Explicar Desenhos a uma Lebre Morta (1965) - Joseph Beuys
com mel e as folhas de ouro no rosto e o coelho morto no colo com quem ele conversa
Spencer Tunik

PERFORMANCE
LINGUAGEM ARTÍSTCA MODERNA

                             9
Spencer Tunick
É um fotógrafo que nasceu nos Estados Unidos, Middeltown,
em 1967 conhecido pelas suas polémicas fotografias onde
utiliza grandes aglomerações de pessoas em corpo nu. Por
exemplo, em 2005 foi detido pela polícia de Nova Iorque
quando fotografava uma modelo nua frente uma árvore de
natal no Rockfeller Center.
O fotógrafo americano Spencer Tunick é a única pessoa vestida
nas suas sessões de fotos. Ele recruta, ao redor do mundo,
milhares de voluntários para ficarem nus nos mais diferentes
cenários, do calor australiano às geleiras suíças.
                                                               10
Spencer Tunik
Numa parceria entre Tunick e o Greenpeace, voluntários posam
na geleira de Aletsch, Suíça, para chamar a atenção sobre o
aquecimento global.

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Spencer Tunik
Quatrocentas e cinquenta mulheres são dispostas ao
redor do terminal de informações do Grand Central
Terminal de Nova York, a maior estação de trens do
mundo.                                               12
Spencer Tunik
Milhares de pessoas posam em Sidney,
Austrália.
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INSTALAÇÃO
               LINGUAGEM ARTÍSTICA MODERNA

instalação (krafts) é uma manifestação artística onde a obra é
composta de elementos organizados em um ambiente. A
disposição de elementos no espaço tem a intenção de criar uma
relação com o espectador. É uma obra de arte que só "existe" na
hora da exposição, é montada na hora, e após isto é desmontada,
sendo que de lembrança da mesma só ficam fotos e recordações.
Uma das possibilidades da instalação é provocar
sensações: frio, calor, odores, som ou coisas que simplesmente
chamem a atenção do público ao redor.
                                                                 14
INSTALAÇÃO
LINGUAGEM ARTÍSTICA MODERNA




                              15
Land Art                    (Arte ambiental)
A Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o
terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio
trabalhado de modo a integrar-se à obra.
A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma
insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples
do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à
sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões
ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan
Gallery, Nova York, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de
Cornell, em 1969.
É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias
(a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática
os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto.
Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.                 16
INTERFERÊNCIAS
         LINGUAGEM ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA


Christo Vladimirov Javacheff e Jeanne -Claude Denat de
Guillebon são um casal que se dedica à arte de “embrulhar”
grandes monumentos e cenários pelo mundo. Muitos consideram
esse trabalho uma forma de arte ecológica ou até mesmo um
protesto, porém, eles afirmam que o fazem somente pelo seu
apelo estético. Chisto afirma que é um artista com coragem pois
além dos desenhos preparatórios nada sobra de sua obra de arte.
“É preciso muito mais coragem para criar peças que irão
desaparecer do que para criar peças que ficam” diz Christo. Para
conhecer mais sobre o trabalho do casal acesse o site oficial de
Christo e Jeanne-Claude.

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Christo e Jean-Claude   18
INTERFERÊNCIAS
LINGUAGEM ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA




                                    19
    Árvores embrulhadas na Suíça
Interferências:
As árvores "embrulhadas" na Suíça: intervenções
radicais na paisagem.


                                                  20
Central Park de Nova York
                            21
Parte sul do Central Park com os "portões" de Christo
As criações da dupla sempre foram cercadas de polêmica.



                                                          22
Interferências: Pont Neuf, Paris, 1985 –
trabalho de interferência de Christo e Jean-
Claude                                         23
Palácio do Reichstag em Berlin, Alemanha

                                           24
Vallley Curtain, Rifle, Colorado, 1970-72




                                            25
Olhando de frente o Vallley Curtain, Rifle, Colorado,
1970-72

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Ensino Médio- A Arte Contemporânea

  • 1.
    LINGUAGENS DA ARTE CONTEMPORÂNEA Por Elisa B. Herrera Peres Professora de Artes Visuais 1
  • 2.
     Performance  Instalação  Land Art ou Arte ambiental  INTERFERÊNCIAS 2
  • 3.
    Artistas: Joseph Beuys Spencer Tunik Christo e Jean-Claude 3
  • 4.
    PERFORMANCE ou Arteefímera LINGUAGEM ARTÍSTCA MODERNA A art performance ou performance artistítica é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que - assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado. Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma plateia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros - através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos - para se tornar conhecida do público. 4
  • 5.
    A performance foiintroduzida durante a década de 1960, pelo grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras de Joseph Beuys. Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas. Em alguns casos, as performances ligadas à body art se tornaram sensoriais ou até masoquistas. Chris Burden rastejou sobre um piso coberto com cacos de vidro, levou tiros e foi crucificado sobre um automóvel. 5
  • 6.
    Joseph Beuys Foi umartista alemão que produziu em vários meios e técnicas, incluindo escultura, performance, vídeo e instalação. Ele é considerado um dos mais influentes artistas europeus da segunda metade do século XX. Frases: "Toda a gente é um artista." "Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade." "Tornai os segredos produtivos." 6
  • 7.
    • A Matilha(1969) - instalação com uma Kombi Volkswagen e 24 trenós de madeira contendo feltro, lanternas e gordura; • Como Explicar Desenhos a uma Lebre Morta (1965) - o artista vaga pela galeria com o rosto recoberto de mel e ouro, carregando no colo uma lebre morta com quem ele fala; • Terno de Feltro (1970) - um terno de feltro em um cabide de arame; • Canto Gorduroso (1973) - gordura de porco no canto de um espaço. A gordura derrete e se torna rançosa com o tempo; • Eu Amo a América e a América me Ama (EUA, 1974) - performance em que o artista ficou envolvido em feltro em uma sala com um coiote durante cinco dias; • Bomba de Mel no Local de Trabalho (Documenta de Kassel, 1977) - instalação / performance em que alunos da Universidade Livre Internacional de Criatividade e Pesquisa Interdisciplinar tomam parte; • 7.000 Carvalhos (1979) - Sete mil pedras foram espalhadas em Kassel durante uma documenta: para cada pedra retirada, Beuys determinou que seria plantado em seu lugar um carvalho, na esperança de que a ideia se espalharia para mais cidades. 7
  • 8.
    Performance Como Explicar Desenhosa uma Lebre Morta (1965) - Joseph Beuys com mel e as folhas de ouro no rosto e o coelho morto no colo com quem ele conversa
  • 9.
  • 10.
    Spencer Tunick É umfotógrafo que nasceu nos Estados Unidos, Middeltown, em 1967 conhecido pelas suas polémicas fotografias onde utiliza grandes aglomerações de pessoas em corpo nu. Por exemplo, em 2005 foi detido pela polícia de Nova Iorque quando fotografava uma modelo nua frente uma árvore de natal no Rockfeller Center. O fotógrafo americano Spencer Tunick é a única pessoa vestida nas suas sessões de fotos. Ele recruta, ao redor do mundo, milhares de voluntários para ficarem nus nos mais diferentes cenários, do calor australiano às geleiras suíças. 10
  • 11.
    Spencer Tunik Numa parceriaentre Tunick e o Greenpeace, voluntários posam na geleira de Aletsch, Suíça, para chamar a atenção sobre o aquecimento global. 11
  • 12.
    Spencer Tunik Quatrocentas ecinquenta mulheres são dispostas ao redor do terminal de informações do Grand Central Terminal de Nova York, a maior estação de trens do mundo. 12
  • 13.
    Spencer Tunik Milhares depessoas posam em Sidney, Austrália. 13
  • 14.
    INSTALAÇÃO LINGUAGEM ARTÍSTICA MODERNA instalação (krafts) é uma manifestação artística onde a obra é composta de elementos organizados em um ambiente. A disposição de elementos no espaço tem a intenção de criar uma relação com o espectador. É uma obra de arte que só "existe" na hora da exposição, é montada na hora, e após isto é desmontada, sendo que de lembrança da mesma só ficam fotos e recordações. Uma das possibilidades da instalação é provocar sensações: frio, calor, odores, som ou coisas que simplesmente chamem a atenção do público ao redor. 14
  • 15.
  • 16.
    Land Art (Arte ambiental) A Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se à obra. A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova York, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969. É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente. 16
  • 17.
    INTERFERÊNCIAS LINGUAGEM ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA Christo Vladimirov Javacheff e Jeanne -Claude Denat de Guillebon são um casal que se dedica à arte de “embrulhar” grandes monumentos e cenários pelo mundo. Muitos consideram esse trabalho uma forma de arte ecológica ou até mesmo um protesto, porém, eles afirmam que o fazem somente pelo seu apelo estético. Chisto afirma que é um artista com coragem pois além dos desenhos preparatórios nada sobra de sua obra de arte. “É preciso muito mais coragem para criar peças que irão desaparecer do que para criar peças que ficam” diz Christo. Para conhecer mais sobre o trabalho do casal acesse o site oficial de Christo e Jeanne-Claude. 17
  • 18.
  • 19.
    INTERFERÊNCIAS LINGUAGEM ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA 19 Árvores embrulhadas na Suíça
  • 20.
    Interferências: As árvores "embrulhadas"na Suíça: intervenções radicais na paisagem. 20
  • 21.
    Central Park deNova York 21
  • 22.
    Parte sul doCentral Park com os "portões" de Christo As criações da dupla sempre foram cercadas de polêmica. 22
  • 23.
    Interferências: Pont Neuf,Paris, 1985 – trabalho de interferência de Christo e Jean- Claude 23
  • 24.
    Palácio do Reichstagem Berlin, Alemanha 24
  • 25.
    Vallley Curtain, Rifle,Colorado, 1970-72 25
  • 26.
    Olhando de frenteo Vallley Curtain, Rifle, Colorado, 1970-72 26