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Historia do treinamento de Força

Aula sobre História da Força e do treinamento com pesos

Historia do treinamento de Força

  1. 1. Marilia Coutinho, Ph.D.
  2. 2. <ul><li>Existem evidências do interesse do Homem por sua própria força, em conhecê-la, exibí-la, compará-la e desenvolvê-la, desde tempos remotos. Este interesse pode ser identificado em evidências arqueológicas envolvidas em mistério. São registros mais mitológicos do que factuais que falam de feitos de grande força física. Milo de Crotona , o mais conhecido lutador olímpico, é um. Conta-se que ele carregou um novilho de cerca de 350kg, por toda a extensão do estádio olímpico. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>Os objetos pesados e de peso mensurável desde cedo entraram para o repertório da relação do homem com sua força. Pedras, pedaços de metal e outros objetos pesados e cujo peso pode ser medido tornaram-se indicadores de força, parâmetros para comparação e instrumentos de treinamento. A “ pedra de Bybon ” é uma delas. Esta pedra de arenito foi encontrada em Olímpia, datada do século VI AC. A pedra pesa 143kg e nela está escrito: “Bybon, filho de Phalos, arremessou esta pedra sobre a cabeça com uma mão”. </li></ul>
  4. 5. Halteres gregos antigos
  5. 6. <ul><li>Outra pedra do mesmo período, encontrada em Thera, na ilha de Santorini, traz a inscrição: “Eumastas, filho de Critobulus, levantou-me do chão”. A pedra pesa 480kg. Pedras são intereressantes objetos pesados passíveis de ser levantados, arremessados e controlados, numa relação corporal muito semelhante à que se têm com pesos livres. </li></ul>
  6. 7. THERA STONE - Inv. no. 509. Volcanic (trachyte) boulder, weighing 480 kilos. It was lifted by the athlete Eumastas with his bare hands and his achievement is commemorated in an inscription on the stone itself: &quot;Eumastas, son of Kritobolos, lifted me off the earth&quot;.
  7. 8. <ul><li>A atração e valorização do Homem pela Força permitiu que rapidamente surgisse a percepção de que esta capacidade podia ser desenvolvida e aumentada. Os homens observaram que a repetição planejada de movimentos provocava uma melhora na sua performance. Esta é a origem do TREINAMENTO DE FORÇA. Existem relatos de levantamento de sacos de areia no Egito antigo e também de treinamento com halteres no século II DC, na Grécia. </li></ul>
  8. 10. Surgiram os “homens fortes” (“strong men”) profissionais, tanto nos Estados Unidos como na Europa, que ganhavam a vida com tais demonstrações em circos e outras festas e shows públicos. Foi destas demonstrações de força que evoluiu, mais tarde, o esporte do bodybuilding.
  9. 13. <ul><li>Estas demonstrações tinham um caráter circense e ocorriam em praças, locais públicos, como atrações e espetáculos. </li></ul><ul><li>Por que tais demonstrações atraíam atenção e eram espetáculos? Pelo fascínio do Homem pela FORÇA </li></ul>
  10. 14. <ul><li>Nossa familiaridade com estes objetos faz com que nos espantemos com a realidade histórica de que foram necessários alguns milênios entre </li></ul><ul><li>a percepção de que movimentos pré-estabelecidos e repetidos com certa técnica contra uma resistência constituída por um objeto pesado geravam melhora na performance e… </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de um aparato constituido por um cilindro longo e de fácil pegada (barra) que se acopla a placas de peso variável com um orifício para encaixe. </li></ul>
  11. 15. <ul><li>A introdução das barras com pesos, inicialmente não anilhas, data de meados para final do século XIX . O primeiro registro de barras carregadas aparece na ilustração de uma importante academia francesa, fundada pelo “homem forte” Hippolyte Triat, em 1854. Os precursores das barras são aparatos feitos com bastões de madeira, carregados com resisitências diversas. Registros deles aparecem num manuscrito de 1837. Também pré-datam as barras de Triat outras barras de ferro para treino. Não se sabe qual teria sido a fonte de inspiração para Triat. </li></ul>
  12. 19. <ul><li>As barras carregadas eram, no início, fabricadas com globos maciços. Nos anos 1880s, os globos maciços deram lugar a globos vazios que podiam ser preenchidos com areia ou chumbo . </li></ul><ul><li>Estes novos aparatos para treinamento e apresentações se tornaram atraentes, mas quem se interessou por eles tinha poucas opções além de mandar fazer seu próprio equipamento. Em 1902, Alan Calvert criou a Milo Barbell Company – a primeira indústria de equipamentos para levantamento de peso, nos Estados Unidos. </li></ul>
  13. 20. <ul><li>Placas para barras já existiam na Alemanha desde os anos 1880s, mas estes dois fabricantes as tornaram um produto industrial. Foi na Alemanha que Theodore Siebert introduziu o “sistema universal de carregamento de discos na barra” em 1901. Em 1910 esse sistema passou a ser fabricado pela Companhia de Kaspar Berg. Esta companhia produziu os pesos utilizados na prova de levantamento de peso nas Olimpíadas de 1928 e depois copiadas pela York Barbell Company . A partir de então, com a entrada em cena de Bob Hoffman , proprietário da York Barbell, entusiasta do levantamento de peso e bodybuilding, patrocinador de inúmeros eventos na área e editor da revista Strength and Health, os esportes de força ganharam outras feições. </li></ul>
  14. 23. <ul><li>A partir da invenção das barras com anilhas, os esportes de força se diversificaram. O Strongman ficou com as manifestações de força com objetos pesados em geral e surgiram os LEVANTAMENTOS DE PESO feitos com barras e anilhas. </li></ul>
  15. 24. <ul><li>Acabava a era dos “homens fortes” e um novo mundo de esportes de levantamento de peso se fez possível a partir deste simples equipamento: uma barra com anilhas. </li></ul><ul><li>Como era de se esperar, houve um “boom” de invenções de levantamentos. Hoje, algumas organizações se dedicam a preservar a memória deste período heróico dos esportes de levantamento, quando foram criados mais de 130 levantamentos . </li></ul>
  16. 25. <ul><li>O levantamento terra (“dead lift”) e o que viria a se tornar o supino, também chamado de “back press” (pois não era necessariamente feito num banco, ou “bench”), estavam entre inúmeros outros levantamentos. Quando foi fundada a British Amateur Weightlifting Association em 1911, foram listados 42 levantamentos oficiais. </li></ul>
  17. 27. <ul><li>Nos anos 1950s, uma série de atividades ligadas ao fitness se tornaram populares, orquestradas por Jack LaLanne </li></ul><ul><li>Jack LaLanne montou o primeiro programa de TV sobre fitness e atribui-se a ele a primeira máquina extensora (extensão de joelhos), o primeiro sistema de pulley de cabo e a máquina de agachamento guiado conhecida como Smith machine. </li></ul><ul><li>Esse sucesso todo não foi impulsionado apenas pelo novo vigor da economia norte-americana, mas também por uma percepção dos tomadores de decisão na esfera política, incluindo presidentes da república, de que a população americana estava alarmantemente fora de forma. A preocupação, naquele momento, era mais militar do que de saúde . </li></ul>
  18. 30. President’s Council on Fitness, Sports and Nutrition começou em 1956 como uma iniciativa para a juventude.
  19. 31. <ul><li>Nas décadas de 1950 e 1960, a popularidade das academias de atividade fisica aumentou nos Estados Unidos. Junto com elas, a valorização dos corpos musculosos e do próprio bodybuilding . </li></ul><ul><li>A indústria das máquinas de treinamento resistido , portanto, parecem ter sido inicialmente o resultado de um forte “market push”, sendo diretamente resultado da pressão de um mercado que se diversificava e aumentava a cada ano. </li></ul>
  20. 32. <ul><li>1880-1933: Período pioneiro . Atribui-se o início do bodybuilding a Eugene Sandow. Sandow veio da tradição dos “homens fortes” do século XIX. No entanto, suas inovações incluem a invenção de aparatos para treinamento (dumbells articulados, pulleys com molas, entre outros) e o primeiro campeonato oficial de BODYBUILDING, em 1901, em Londres. Arthur Connan Doyle foi um dos árbitros. </li></ul><ul><li>Em 1904 foi organizado o primeiro campeonato de Bodybuilding nos Estados Unidos (Nova Iorque). </li></ul>
  21. 33. <ul><li>Charles Atlas: Angelo Siciliano começou a fazer sucesso em 1921. A partir dos anos 1940s, anúncios de seus métodos e produtos am gibis se tornaram muito populares </li></ul><ul><li>Em 1950, foi fundada a NABBA , que organizou o primeiro Mr. Universe também em 1950. Originalmente inglesa, com a mundialização do esporte, tornou-se NABBA-Universe </li></ul><ul><li>John Grimek , ex-ginasta e levantador de peso olímpico, e Reg Park, foram alguns dos primeiros campeões desta primeira fase </li></ul><ul><li>Midia: as revistas Strength & Health e Muscular Development foram fundadas </li></ul><ul><li>Em 1946, foi fundada a IFBB , que organizou o primeiro IFBB Mr. America em 1949. Antes disso, Mr. America era organizado pela AAU </li></ul>
  22. 37. <ul><li>1967: Arnold Shwarzenneger venceu seu primeiro Mr. America. Venceu Mr. Universe 5 vezes e Mr. Olympia 7 vezes </li></ul><ul><li>Frank Zan, Dave Draper, Lou Feriggno </li></ul><ul><li>1977: Pumpin Iron </li></ul>
  23. 40. <ul><li>Lee Haney: Mr Olympia de 1984 a 1991. Curiosidade: Haney é psicólogo infantil </li></ul>
  24. 42. Ano Vencedor Local 1965 Larry Scott Nova Iorque ( EUA ) 1966 Larry Scott Nova Iorque ( EUA ) 1967 Sergio Oliva Nova Iorque ( EUA ) 1968 Sergio Oliva Nova Iorque ( EUA ) 1969 Sergio Oliva Nova Iorque ( EUA ) 1970 Arnold Schwarzenegger Nova Iorque ( EUA ) 1971 Arnold Schwarzenegger Paris ( França ) 1972 Arnold Schwarzenegger Essen ( Alemanha ) 1973 Arnold Schwarzenegger Nova Iorque ( EUA ) 1974 Arnold Schwarzenegger Nova Iorque ( EUA ) 1975 Arnold Schwarzenegger Pretória ( África do Sul ) 1976 Franco Columbu Columbus ( EUA ) 1977 Frank Zane Columbus ( EUA ) 1978 Frank Zane Columbus ( EUA ) 1979 Frank Zane Columbus ( EUA )
  25. 43. 1980 Arnold Schwarzenegger Sydney ( Austrália ) 1981 Franco Columbu Columbus ( EUA ) 1982 Chris Dickerson Londres ( Reino Unido ) 1983 Samir Bannout Munique ( Alemanha ) 1984 Lee Haney Nova Iorque ( EUA ) 1985 Lee Haney Bruxelas ( Bélgica ) 1986 Lee Haney Columbus ( EUA ) 1987 Lee Haney Gotemburgo ( Suécia ) 1988 Lee Haney Los Angeles ( EUA ) 1989 Lee Haney Rimini ( Itália ) 1990 Lee Haney Chicago ( EUA ) 1991 Lee Haney Orlando ( EUA )
  26. 44. 1992 Dorian Yates Helsinque ( Finlândia ) 1993 Dorian Yates Atlanta ( EUA ) 1994 Dorian Yates Atlanta ( EUA ) 1995 Dorian Yates Atlanta ( EUA ) 1996 Dorian Yates Chicago ( EUA ) 1997 Dorian Yates Long Beach , Califórnia ( EUA )
  27. 45. 1998 Ronnie Coleman Nova Iorque ( EUA ) 1999 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2000 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2001 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2002 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2003 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2004 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2005 Ronnie Coleman Las Vegas ( EUA ) 2006 Jay Cutler Las Vegas ( EUA ) 2007 Jay Cutler Las Vegas ( EUA ) 2008 Dexter Jackson Las Vegas ( EUA ) 2009 Jay Cutler Las Vegas ( EUA )
  28. 46. <ul><li>Em 1970, a primeira grande industria de máquinas lançou seu primeiro equipamento: a Nautilus . Em 1984, eles já eram empregados em mais de 3000 academias nos Estados Unidos. </li></ul><ul><li>Os anos 1970s, portanto, são o momento em que podemos identificar o início do que hoje chamamos da “ indústria do fitness ” – um complexo de empresas voltadas à proporcionar ambientes para a prática de exercícios para condicionamento geral (as academias), indústrias de equipamentos para diversos tipos de exercícios (máquinas para exercício resistido, esteiras para caminhada ou corrida, bicicletas ergométricas, etc.), indústrias de acessórios e trajes que otimizam a performance e protegem contra lesões e finalmente a indústria da suplementação esportiva. </li></ul><ul><li>A partir dos anos 1970-1980, com o aparecimento da Nautilus , a indústria de máquinas para musculação invadiu as academias com aparelhos cada vez mais sofisticados e específicos, prometendo segurança, isolamento preciso do músculo motor primário para cada movimento, praticidade e resultado. </li></ul>
  29. 48. <ul><li>Arthur Jones (1926-2007) foi o fundador da NAUTILUS e da MEDEX </li></ul><ul><li>Foi o principal mentor intelectual do método conhecido como High Intensity Training (H.I.T.), utilizado por diversos bodybuilders e que se distancia dos métodos usados pela geração de Schwarzenegger </li></ul><ul><li>The Colorado Experiment: State Un. Colorado, 1973 </li></ul>
  30. 49. <ul><li>Mike Mentzer aperfeiçoou o método HIT </li></ul><ul><li>O método batizado e popularizado por Mentzer como Heavy Duty é o resultado disso e foi aplicado com sucesso por atletas como Dorian Yates </li></ul><ul><li>Em 1994, Dorian se associou aos irmãos Menzter na “Heavy Duty Inc.” </li></ul><ul><li>Os dois irmãos Mentzer faleceram em 2001 </li></ul>
  31. 50. <ul><li>Indústrias poderosas invadiram o mercado, como a Life-fitness, antes uma pequena fábrica de bicicletas ergométricas. O número de frequentadores de academias nos Estados Unidos aumentou 63% em 10 anos , impulsionando grandes iniciativas corporativas e mergers industriais. A Life Fitness adquiriu a Hammerstrength e a ParaBody, e a Brunswick Corporation compra a Life Fitness. A Technogym, outra gigante do Mercado de máquinas, nasceu em 1983 e hoje está presente em dezenas de países e seus equipamentos são utilizados por milhares de praticantes e clínicas especializadas. Nos anos 1990, estas indústrias lideravam um mercado mundial bilionário. </li></ul>
  32. 51. <ul><li>Paralelamente, a partir dos anos 1980, o treinamento de força já havia se tornado suficientemente forte e profissionalizado em países como os Estados Unidos, onde a preparação esportiva estimulou um desenvolvimento acadêmico e técnico acentuados. Estes profissionais e suas novas evidências empíricas contra-atacaram a publicidade da indústria de máquinas, defendendo a superioridade do treinamento com pesos livres para qualquer tipo de praticante. </li></ul>
  33. 52. <ul><li>O primeiro livro de grande influência no treinamento de força foi Weight Training in Athletics (Murrey & Karpovich 1956). A história deste livro foi relatada em detalhes pelo próprio Murrey (Murray 1997) numa homenagem a Karpovitch . Murrey, aos vinte e seis anos, já tinha a proeminência acadêmica que lhe permitiu ser autor de um importante livro na área, anterior à sua colaboração com Karpovich (Murray 1954). Acredita-se, no entanto, que foi desta associação Murray-Karpovich que se originou uma linha importante do pensamento subseqüente sobre a importância do treinamento de força como componente da preparação esportiva. </li></ul><ul><li>Karpovich, a partir de sua “conversão” ao treinamento de força, se tornou uma das figuras mais importantes para a incorporação deste na preparação de atletas. Essa conversão se deu sob a influência de outra personagem de grande importância no levantamento de peso e treinamento de força (que inicialmente eram praticamente sinônimos): Bob Hoffman , proprietário da York Barbell e editor da primeira revista sobre o tema, a Strength and Health. </li></ul>
  34. 53. <ul><li>A conversão em si é interessante: o momento zero foi um evento em Springfield College, Massachussets, sobre treinamento de força. A iniciativa foi um estudante de graduação apaixonado pela Educação Física e inconformado com a incompreensão acadêmica quanto ao treinamento resisitido. Fraysher Ferguson </li></ul><ul><li>O estudante, cujo destaque nos esportes e acadêmico lhe rendeu a permissão para organizar um fórum sobre “o lugar do levantamento de peso na Educação Física”, convidou Bob Hoffman para o evento sem muita expectativa de que este aceitasse. Para sua surpresa, Hoffman não só aceitou como trouxe consigo três premiados fisiculturistas: John Grimek, John Davis e Tony Terlazzo . O relato de Ferguson não expressa o que seria ao mesmo tempo mais surpreendente e significativo do momento: Karpovich pediu que Grimek coçasse a região entre as escápulas, na expectativa de que não conseguiria. </li></ul>
  35. 54. <ul><li>Esse é justamente a outra origem dos atuais conceitos de treinamento funcional: a utilização, antes prática e empírica, nas salas de preparação, dos pesos livres no treinamento de atletas para melhora de performance e logo depois a migração desta abordagem para os centros de pesquisa universitária. </li></ul><ul><li>Um dos pioneiros nesta linha é V.M. Zatsiorsky, mais conhecido no Brasil por seu livro “Ciência e Prática do treinamento de força”, de leitura obrigatória para todos que desejam estudar este campo. Vamos nomear Zatsiorsky como a “conexão biomecânica”. </li></ul><ul><li>Zatsiorsky foi, nos anos 1950, um atleta competitivo na União soviética na ginástica olímpica. Até o final da década ainda participava de competições. </li></ul><ul><li>Zatsiorsky já estava preocupado com a transferência do treinamento tão cedo como 1959, data de seus primeiros artigos sobre a questão (Zatsiorsky et al 1959, Zatsiorsky 1960). Sendo a questão fundamental sobre o treinamento funcional precisamente a transferência, uma das primeiras explicitações científicas do problema, se não a primeira, veio deste autor. </li></ul>
  36. 56. <ul><li>Isso foi verdade até que em 2008, Spennewyn (Spennewyn 2008) publicou um trabalho comparando 30 indivíduos não-treinados quanto às respostas em ganho de força e equilíbrio a três condições: treinamento com “forma fixa” (máquinas), treinamento com “forma livre” (no caso eram cabos com ângulo de pegada livre e outras semelhanças com os pesos-livres) e nenhum estímulo (grupo controle). Os indivíduos tinham uma média de idade de 49 anos (+/- 3,7 anos). Os dois primeiros grupos treinaram durante 16 semanas, os mesmos grupos musculares, em protocolos convencionais utilizando de 8-12 repetições com cargas crescentes. Ao final do período experimental, foram realizadas medidas de ganho de força e equilíbrio nos dois grupos treinados. </li></ul><ul><li>O resultado foi um aumento de força de 57% no grupo de forma fixa, em oposição a um ganho de 115% no grupo de forma livre e um aumento de equilíbrio de 49% no grupo de forma fixa, contra um ganho de 245% no grupo de forma livre. A hipótese original do autor, desconfirmada pelo experimento, era de que o grupo da forma fixa exibiria maior ganho de força, enquanto o da forma livre exibiria maior ganho de equilíbrio. </li></ul>
  37. 57. <ul><li>O powerlifting é um esporte de institucionalização recente. Desde 1928, a AAU (Amateur Athletic Union) separou os Levantamentos Olímpicos dos “Levantamentos de Potencia” (power lifts), os quais ficaram por décadas apreciados, porém não organizados como um esporte constituído. Foi somente em 1964 que a AAU reconheceu o powerlifting como um esporte e organizou seu primeiro evento oficial. A primeira federação internacional surgiu em 1973. </li></ul>
  38. 58. <ul><li>O esporte é constituído por três levantamentos: o Agachamento, o Supino e o Levantamento Terra. Em competições, os levantamentos podem ser executados isoladamente (“single lift”) ou como uma sequência dos três, onde o resultado é a soma de pontos obtidos em cada levantamento. </li></ul><ul><li>Na competição de powerlifting, o atleta deve executar um movimento único, de acordo com regras que variam segundo a federação organizadora, julgado por três árbitros. O atleta tem três chances por levantamento (quatro, em algumas federações, quando se trata de quebra de recorde). O resultado será o valor do levantamento válido de maior peso que o atleta conseguir executar. </li></ul><ul><li>Agachamento (Squat) </li></ul><ul><li>Supino (Bench Press) </li></ul><ul><li>Terra (Deadlift) </li></ul>
  39. 59. <ul><li>O agachamento é um levantamento no qual o atleta saca a barra carregada de um suporte ajustado para a sua altura, na posição ereta. Uma vez estável, agacha com a barra posicionada nas costas, na região do trapézio, num ângulo igual ou menor do que 90º do chão para a articulação do quadril. Ao atingir a profundidade determinada pela regra (varia segundo a instituição organizadora do evento), o atleta retorna à posição ereta e guarda a barra no suporte. </li></ul>
  40. 60. <ul><li>O supino é executado num banco de dimensões regulamentadas e um suporte atrás da cabeça do levantador. Com a ajuda de um “passador de barra” ou “spotter”, o atleta segura a barra carregada com os braços extendidos, executa um movimento de descida da barra até tocar o tronco e depois empurra a barra de volta à posição inicial. Diferentes organizações estipulam regras como comandos para iniciar o movimento, tempos maiores ou menores, determinados por um comando “sobe”, para a parada da barra em contato com o tronco do atleta, pontos aceitáveis para o contato da barra com o tronco, etc. </li></ul>
  41. 61. <ul><li>O levantamento terra consiste de um único movimento de erguer uma barra carregada que esteja no chão. O atleta deve se posicionar como quiser (na posição tradicional, com as pernas mais fechadas e a pegada exterior à posição dos pés, ou na posição “sumo”, com as pernas abertas e a pegada mais fechada entre os pés), segurar a barra e erguê-la continuamente até se ajustar numa posição ereta e com os ombros para trás. Então, após comando correspondente, pode retornar a barra ao solo. </li></ul>
  42. 62. <ul><li>Paul Anderson </li></ul>
  43. 65. <ul><li>Uma das primeiras atletas de força completas, australiana de nascimento </li></ul>
  44. 68. <ul><li>O Levantamento Olímpico é um esporte competitivo, como o nome diz, “Olímpico”. É, de fato, um dos primeiros esportes olímpicos, presente já nas primeiras Olimpíadas Modernas, em 1896, em Atenas. Competições organizadas principalmente por federações ligadas à International Weightlifting Federation ocorrem em 167 países do mundo todo, com cerca de 10 mil levantadores participando anualmente. </li></ul><ul><li>  O esporte é composto de dois levantamentos: o arranco (“snatch”) e o arremesso (“clean and jerk”). </li></ul><ul><li>Arranco (snatch) </li></ul><ul><li>Arremesso (clean & jerk) </li></ul>
  45. 70. <ul><li>Os levantamentos de peso são movimentos multi-articulares, multi-musculares e multi-planos executados com barras olímpicas carregadas com anilhas do peso desejado </li></ul><ul><li>Sua “funcionalidade” está relacionada a estas características a às variações possíveis quanto a potência, agilidade, elementos de coordenação e equilíbrio que podem ser introduzidos em suas variações </li></ul>
  46. 71. <ul><li>São basicamente todos os outros que ficaram de fora quando os dois esportes de levantamento (básico e olímpico) foram institucionalizados </li></ul>
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