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Literatura  Contemporânea  Profª. Clemilda souza
Em  Triste fim de Policarpo Quaresma , romance mais importante de Lima Barreto,  o escritor denunciou a burocracia no processo político brasileiro, o preconceito de cor e de classe e incorporou fatos ocorridos durante o governo do Marechal Floriano.  Em  Os Sertões ,  Euclides da Cunha fez a narrativa quase documental da Guerra de Canudos.
o sertanejo nordestino,  o caipira,  os funcionários públicos,  os mulatos.
A estrutura:  Quatro Blocos Significado : Colocação da sociedade sob uma perspectiva crítica Negócios Interesses Transações Mercantilização do Amor Preço Quitação Posse Resgate Enredo
Pero Vaz de Caminha Paraíso  Espaço
Soneto Manuel Maria Barbosa du Bocage Já se afastou de nós o Inverno agreste         Envolto nos seus úmidos vapores;         A fértil Primavera, a mãe das flores,         O prado ameno de boninas veste.            Varrendo os ares, o sutil Nordeste         Os torna azuis; as aves de mil cores         Adejam entre Zéfiros e Amores,         E toma o fresco Tejo a cor celeste.        Vem, ó Marília, vem lograr comigo         Destes alegres campos a beleza,         Destas copadas árvores o abrigo .  Deixa louvar da corte a vã grandeza:         Quanto me agrada mais estar contigo         Notando as perfeições da Natureza!  Primavera época do amor e da fertilidade, beleza e bem –estar, contrário do inverno. São falsos os louvores da cidade Espaço
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Projeção de consciência da personagem. Não é necessário verossimilhança. Espaço
ELEMENTOS DA NARRATIVA I ( 1ª PESSOA) NARRADOR   EXT ( 3ª PESSOA) (OBSERVADOR OU ONISCIENTE)
T E M P O CRONOLÓGICO =  tempo linear, normal PSICOLÓGICO =  tempo sensorial, tempo associado às emoções. E S P A Ç O FÍSICO =  espaço real, concreto. PSICOLÓGICO =  espaço sensorial, abstrato.
PERSONAGENS PERSONAGEM  PLANA  =  PERSONAGEM QUE NÃO MUDA, NÃO EVOLUI. PERMANECE ATÉ O FINAL DA NARRATIVA COM AS MESMAS CARACTERÍSTICAS INICIAIS. GERALMENTE REPRESENTA UM   TIPO  SOCIAL  (PERSONAGEM TÍPICA) PERSONAGEM  REDONDA OU ESFÉRICA  =  PERSONAGEM QUE EVOLUI, MUDA NO DECORRER DA NARRATIVA. POSSUI DENSIDADE E COMPLEXIDADE PSICOLÓGICA.
Linguagem
Fluxo de consciência
Epifânia
Literatura Contemporânea Narrativa com objetivos sociais Narrativa de tom íntimo, confessional Reconstruir a memória nacional ou Crítica sócio-política velada Literatura como forma de desabafo pessoal ou  Elaboração mental dos problemas íntimos
A linguagem original, a sondagem psicológica de personagens, a ruptura com o enredo factual, o tom existencialista são também características das narrativas de Lygia Fagundes Telles, autora de As meninas; Osman Lins, com Avalovara; Nélida Perón, autora de O Fundador, Ivan Ângelo, autor de A Festa; e Raduan Nassar, com Um Copo de Cólera.
Na prosa regionalista contemporânea, além do registro de costumes locais e da abordagem de temas universais, observa-se uma crítica político-social engajada. Nessa linha, destacam-se Bernardo Élis, autor de Veranico de janeiro; Mário Palmério, de Chapadão do Bugre; José Cândido de Carvalho, de O Coronel e o Lobisomem; Autran Dourado, de A Ópera dos Mortos; e Josué Montello, de Os Tambores de São Luís.
O estilo direto, quase jornalístico, a denúncia da realidade e de seus aspectos sociais e políticos, fatos e personagens urbanos (reais ou fictícios, marginalizados ou não), retratados de forma hiper-realista são características das obras de Rubem Fonseca, autor de A Grande Arte; Patrícia Melo, de O Matador, Ignácio Loyola Brandão, com Não Verás País Nenhum.
Entre os cronistas, têm destaque Fernando Sabino, autor de O Homem Nu; Rubem Braga, com Ai de Ti, Copacabana; Paulo Mendes Campos, O Cego de Ipanema; Stanislaw Ponte Preta, O Festival de Besteira que Assola o País; Luis Fernando Veríssimo, O Analista de Bagé; além de Millôr Fernandes, Moacyr Scliar, Marcos Rey, Carlos Heitor Cony. A renovação do conto na literatura brasileira ocorre, dentre muitos outros, com Otto Lara Resende, autor de Retrato na Gaveta; Moacyr Scliar, de O Ciclo das Águas; João Antônio, de Malagueta Perus e Bacanaço; Dalton Trevisan, em cujos contos as personagens vivem dramas banais, mas carregados de significação, como em O Vampiro de Curitiba
Internacional, o Brasil vem se destacando cada vez mais na produção de biografias, memórias e reconstituições históricas. Alcançaram o grande público: Antonio Callado, com Quarup; Pedro Nava, com a obra memorialista Baú de Ossos; Fernando Gabeira, com O Que É Isso, Companheiro; Ruy Castro, com Chega 'de Saudade - obra em que se reconstitui a história da Bossa Nova; Fernando Morais, com Chatô, o Rei do Brasil, uma biografia do político e empresário de comunicação Assis Chateaubriand; Ana Miranda, com Boca do Inferno; Carlos Callado, com A Divina Comédia dos Mutantes; José Castello, com O Poeta da Paixão, que trata da vida e obra de Vinicius de Moraes; Caetano Veloso, com Verdade Tropical, em que o autor trata do Tropicalismo.
 Além desses flccionistas, merecem destaque João Ubaldo Ribeiro, autor de Viva o Povo Brasileiro; Calo Fernando Abreu, de Morangos Mofados; Domingos Pellegrlni Jr., de O Homem Vermelho, Patrícia Melo, autora de Acqua Toffana.
Gabriel García Márquez , colombiano,escreveu o romance clássico do realismo mágico, 100 anos de solidão, de 1967, que garantiu ao autor o prêmio Nobel de literatura de 1982.
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Resolução:  E Já a designação do gênero – crônica – sugere a temática ligada ao cotidiano. No caso do texto transcrito, trata-se de uma medida governamental, o recenseamento. O autor dá “tratamento estético” a esse tema ao repre  - sentar situações existenciais fictícias, de conteúdo emo  - cional variado, com que se confrontariam os recen  - seadores.
Sobre essa autora e sua obra, é correto afirmar que: 0-0) nesse pequeno trecho, Clarice deixa nítida a sua concepção de escrita: o “mergulho”  no interior do ser humano, que representa o “risco” da descoberta da intimidade  mais profunda. 1-1)  sua linguagem traduz um estilo próprio, muito pessoal, que se aproxima da poesia:  pela exploração da sonoridade e das figuras de linguagem, e pelo “fluxo de  consciência”. 2-2) um dos universos mais abordados por Clarice é o ambiente familiar e as experiências  pessoais de mulheres que buscam “descobrir-se” no mundo. 3-3) entre seus recursos de criação está o “fluxo de consciência”, em que o falar do  personagem se confunde com seu pensamento. Mas todo esse enfoque intimista não  a impediu de dar a sua obra uma dimensão social, filosófica e existencial. 4-4) a “epifania” significa, na obra de Clarice, um momento religioso, em que Deus se  manifesta para os personagens. TEXTO 1 “ Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades de mar.” ( Um Sopro de Vida  – Clarice Lispector)
 

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Literatura Contemporânea

  • 1. Literatura Contemporânea Profª. Clemilda souza
  • 2. Em Triste fim de Policarpo Quaresma , romance mais importante de Lima Barreto, o escritor denunciou a burocracia no processo político brasileiro, o preconceito de cor e de classe e incorporou fatos ocorridos durante o governo do Marechal Floriano. Em Os Sertões , Euclides da Cunha fez a narrativa quase documental da Guerra de Canudos.
  • 3. o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos.
  • 4. A estrutura: Quatro Blocos Significado : Colocação da sociedade sob uma perspectiva crítica Negócios Interesses Transações Mercantilização do Amor Preço Quitação Posse Resgate Enredo
  • 5. Pero Vaz de Caminha Paraíso Espaço
  • 6. Soneto Manuel Maria Barbosa du Bocage Já se afastou de nós o Inverno agreste       Envolto nos seus úmidos vapores;       A fértil Primavera, a mãe das flores,       O prado ameno de boninas veste.         Varrendo os ares, o sutil Nordeste       Os torna azuis; as aves de mil cores       Adejam entre Zéfiros e Amores,       E toma o fresco Tejo a cor celeste.       Vem, ó Marília, vem lograr comigo       Destes alegres campos a beleza,       Destas copadas árvores o abrigo . Deixa louvar da corte a vã grandeza:       Quanto me agrada mais estar contigo       Notando as perfeições da Natureza! Primavera época do amor e da fertilidade, beleza e bem –estar, contrário do inverno. São falsos os louvores da cidade Espaço
  • 10. Projeção de consciência da personagem. Não é necessário verossimilhança. Espaço
  • 11. ELEMENTOS DA NARRATIVA I ( 1ª PESSOA) NARRADOR EXT ( 3ª PESSOA) (OBSERVADOR OU ONISCIENTE)
  • 12. T E M P O CRONOLÓGICO = tempo linear, normal PSICOLÓGICO = tempo sensorial, tempo associado às emoções. E S P A Ç O FÍSICO = espaço real, concreto. PSICOLÓGICO = espaço sensorial, abstrato.
  • 13. PERSONAGENS PERSONAGEM PLANA = PERSONAGEM QUE NÃO MUDA, NÃO EVOLUI. PERMANECE ATÉ O FINAL DA NARRATIVA COM AS MESMAS CARACTERÍSTICAS INICIAIS. GERALMENTE REPRESENTA UM TIPO SOCIAL (PERSONAGEM TÍPICA) PERSONAGEM REDONDA OU ESFÉRICA = PERSONAGEM QUE EVOLUI, MUDA NO DECORRER DA NARRATIVA. POSSUI DENSIDADE E COMPLEXIDADE PSICOLÓGICA.
  • 17. Literatura Contemporânea Narrativa com objetivos sociais Narrativa de tom íntimo, confessional Reconstruir a memória nacional ou Crítica sócio-política velada Literatura como forma de desabafo pessoal ou Elaboração mental dos problemas íntimos
  • 18. A linguagem original, a sondagem psicológica de personagens, a ruptura com o enredo factual, o tom existencialista são também características das narrativas de Lygia Fagundes Telles, autora de As meninas; Osman Lins, com Avalovara; Nélida Perón, autora de O Fundador, Ivan Ângelo, autor de A Festa; e Raduan Nassar, com Um Copo de Cólera.
  • 19. Na prosa regionalista contemporânea, além do registro de costumes locais e da abordagem de temas universais, observa-se uma crítica político-social engajada. Nessa linha, destacam-se Bernardo Élis, autor de Veranico de janeiro; Mário Palmério, de Chapadão do Bugre; José Cândido de Carvalho, de O Coronel e o Lobisomem; Autran Dourado, de A Ópera dos Mortos; e Josué Montello, de Os Tambores de São Luís.
  • 20. O estilo direto, quase jornalístico, a denúncia da realidade e de seus aspectos sociais e políticos, fatos e personagens urbanos (reais ou fictícios, marginalizados ou não), retratados de forma hiper-realista são características das obras de Rubem Fonseca, autor de A Grande Arte; Patrícia Melo, de O Matador, Ignácio Loyola Brandão, com Não Verás País Nenhum.
  • 21. Entre os cronistas, têm destaque Fernando Sabino, autor de O Homem Nu; Rubem Braga, com Ai de Ti, Copacabana; Paulo Mendes Campos, O Cego de Ipanema; Stanislaw Ponte Preta, O Festival de Besteira que Assola o País; Luis Fernando Veríssimo, O Analista de Bagé; além de Millôr Fernandes, Moacyr Scliar, Marcos Rey, Carlos Heitor Cony. A renovação do conto na literatura brasileira ocorre, dentre muitos outros, com Otto Lara Resende, autor de Retrato na Gaveta; Moacyr Scliar, de O Ciclo das Águas; João Antônio, de Malagueta Perus e Bacanaço; Dalton Trevisan, em cujos contos as personagens vivem dramas banais, mas carregados de significação, como em O Vampiro de Curitiba
  • 22. Internacional, o Brasil vem se destacando cada vez mais na produção de biografias, memórias e reconstituições históricas. Alcançaram o grande público: Antonio Callado, com Quarup; Pedro Nava, com a obra memorialista Baú de Ossos; Fernando Gabeira, com O Que É Isso, Companheiro; Ruy Castro, com Chega 'de Saudade - obra em que se reconstitui a história da Bossa Nova; Fernando Morais, com Chatô, o Rei do Brasil, uma biografia do político e empresário de comunicação Assis Chateaubriand; Ana Miranda, com Boca do Inferno; Carlos Callado, com A Divina Comédia dos Mutantes; José Castello, com O Poeta da Paixão, que trata da vida e obra de Vinicius de Moraes; Caetano Veloso, com Verdade Tropical, em que o autor trata do Tropicalismo.
  • 23.  Além desses flccionistas, merecem destaque João Ubaldo Ribeiro, autor de Viva o Povo Brasileiro; Calo Fernando Abreu, de Morangos Mofados; Domingos Pellegrlni Jr., de O Homem Vermelho, Patrícia Melo, autora de Acqua Toffana.
  • 24. Gabriel García Márquez , colombiano,escreveu o romance clássico do realismo mágico, 100 anos de solidão, de 1967, que garantiu ao autor o prêmio Nobel de literatura de 1982.
  • 26.  
  • 27.  
  • 28.  
  • 29. Resolução: E Já a designação do gênero – crônica – sugere a temática ligada ao cotidiano. No caso do texto transcrito, trata-se de uma medida governamental, o recenseamento. O autor dá “tratamento estético” a esse tema ao repre - sentar situações existenciais fictícias, de conteúdo emo - cional variado, com que se confrontariam os recen - seadores.
  • 30. Sobre essa autora e sua obra, é correto afirmar que: 0-0) nesse pequeno trecho, Clarice deixa nítida a sua concepção de escrita: o “mergulho” no interior do ser humano, que representa o “risco” da descoberta da intimidade mais profunda. 1-1) sua linguagem traduz um estilo próprio, muito pessoal, que se aproxima da poesia: pela exploração da sonoridade e das figuras de linguagem, e pelo “fluxo de consciência”. 2-2) um dos universos mais abordados por Clarice é o ambiente familiar e as experiências pessoais de mulheres que buscam “descobrir-se” no mundo. 3-3) entre seus recursos de criação está o “fluxo de consciência”, em que o falar do personagem se confunde com seu pensamento. Mas todo esse enfoque intimista não a impediu de dar a sua obra uma dimensão social, filosófica e existencial. 4-4) a “epifania” significa, na obra de Clarice, um momento religioso, em que Deus se manifesta para os personagens. TEXTO 1 “ Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades de mar.” ( Um Sopro de Vida – Clarice Lispector)
  • 31.