Iara Coelho Hospital Agamenon Magalhães – Recife-PE Conflito de interesse: (Parágrafo 2º, do artigo 42 da Resolução RDC n....
OSTEOPOROSE: problema econômico e social de âmbito mundial, com crescente prevalência e significativo potencial de morbida...
PICO DE MASSA ÓSSEA OSTEOPOROSE ENVELHECIMENTO GRAU E DURAÇÃO DA PERDA ÓSSEA HIPOESTROGENISMO A osteoporose é multifatoria...
O rastreamento da osteoporose baseia-se na investigação e interpretação dos fatores de risco que são fundamentais para: Ar...
Todas aquelas condições que de forma significativa  promovem a formação da patologia, o que faz da anamnese  parte  substa...
Devemos identificar quais os indivíduos que se encontram em risco de apresentar problemas relacionados com a fragilidade ó...
Deficit de    Alcoolismo  vitamina D FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS Emagrecimento  Sedentarismo  Deficit Extremo  estrogênico
FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS Uso de medicamentos:   anastrozole - inibidores da aromatase  letrozole  exemestane   - anta...
Na menopausa ocorre um desequilíbrio no binômio osteoblasto-osteoclasto que resulta no excesso de reabsorção sobre a forma...
DIAGNÓSTICO DA OSTEOPOROSE <ul><li>Interpretação dos fatores de risco </li></ul><ul><li>Verificação de alterações   biomec...
EXAMES LABORATORIAIS <ul><li>Avaliação renal     creatinina </li></ul><ul><li>Marcadores bioquímicos </li></ul><ul><li>Av...
MEDIÇÃO ÓSSEA MINERAL Absortometria de raio X de dupla energia (DXA) é a técnica de densitometria óssea mais utilizada par...
MEDIÇÃO ÓSSEA MINERAL Organização Mundial de Saúde, 2008 O nível de DMO é definido por um T-score, medindo o desvio padrão...
TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Principais mecanismos determinantes da formação e absorção óssea
Opções terapêuticas para o tratamento da osteoporose A osteoporose apresenta um arsenal terapêutico cujos fármacos atuam n...
Opções terapêuticas no tratamento da osteoporose <ul><li>ANTICATABOLIZANTES (antirreabsortivos) </li></ul><ul><ul><li>Tera...
Opções terapêuticas no tratamento da osteoporose <ul><li>SEM CONFIRMAÇÃO POR EVIDÊNCIA </li></ul><ul><ul><li>GH </li></ul>...
<ul><li>A deficiência estrogênica resulta na diminuição da Densidade Mineral   Óssea (DMO) 2% - 4% ao ano nos primeiros 5 ...
SERMs  (Moduladores Seletivos de Receptores Estrogênicos) <ul><li>Previne a perda óssea principalmente na coluna vertebral...
Bisfosfonatos <ul><li>Alendronato </li></ul><ul><li>Risendronato </li></ul><ul><li>Ibandronato </li></ul><ul><li>Ácido zol...
<ul><li>Liga-se ao osso mineral </li></ul><ul><li>Concentra-se em sítios de reabsorção óssea ativa </li></ul><ul><li>Liber...
VELOCIDADE DA REDUÇÃO DAS FRATURAS Os bisfosfonatos dependem de suas características de ligação ao osso e da potência anti...
<ul><li>Embora os bisfosfonatos compartilhem de características comuns,   os estudos mostram variações no grau de remodela...
<ul><li>Risendronato      30% a 40% </li></ul><ul><li>Alendronato      60% a 80%  </li></ul><ul><li>Ácido zolendrônico  ...
<ul><li>Redução em 65% das fraturas vertebrais </li></ul><ul><li>Redução em 50% das fraturas não vertebrais </li></ul><ul>...
OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Ranelato de estrôncio Potente agente antiosteoporótico responsável pela r...
Osteoblastos CaSR CaSR Ranelato de estrôncio Proliferação Diferenciação Apoptose Acoplamento Brennan et al, BJP, 2009;  Hu...
Atividade Longevidade Replicação Diferenciação Pre-osteoclastos Osteoclastos ativos Osteoclastos Pre-osteoblastos Osteobla...
A dupla ação sobre o tecido ósseo equilibrando o binômio esteoclássico - osteoblastos resulta 30% - 50% 50% 40% Rizzoli, F...
Complexo estrogêncio tecido seletivo (TSEC) OPÇÕES TERAPÊUTICAS  União de substâncias que agem em conjunto com o estrogêni...
<ul><li>Maximizar a massa óssea e a resistência   em todas as idades </li></ul><ul><li>Prevenir quedas e preservar as resp...
8% a 20% das pacientes podem   exibir pouca ou nenhuma    resposta terapêutica com sérias consequências clínicas e impacto...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Café científico 2011 - 03.07.11

1.492 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.492
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
39
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
33
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Café científico 2011 - 03.07.11

  1. 1. Iara Coelho Hospital Agamenon Magalhães – Recife-PE Conflito de interesse: (Parágrafo 2º, do artigo 42 da Resolução RDC n.º 96/08, publicado no DOU de 18/12/2008) NENHUM DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE
  2. 2. OSTEOPOROSE: problema econômico e social de âmbito mundial, com crescente prevalência e significativo potencial de morbidade 200 milhões de mulheres no mundo sofrem de osteoporose Uma em cada três mulheres e um em cada oito homens sofrerão uma fratura osteoporótica durante as suas vidas O número de fraturas de quadril aumentará de 1.7 milhões em 1999 para 6,3 milhões em 2050 Dennison, 2006
  3. 3. PICO DE MASSA ÓSSEA OSTEOPOROSE ENVELHECIMENTO GRAU E DURAÇÃO DA PERDA ÓSSEA HIPOESTROGENISMO A osteoporose é multifatorial, resultante de várias etiologias isoladas ou em combinação; por esta razão um único fator de risco não pode identificar todos os casos. Kanis, S; Burlet, N et al, osteoporos 2008
  4. 4. O rastreamento da osteoporose baseia-se na investigação e interpretação dos fatores de risco que são fundamentais para: Arq Bras de Endocrinologia e Metabologia, 2009 PREVENÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
  5. 5. Todas aquelas condições que de forma significativa promovem a formação da patologia, o que faz da anamnese parte substancial para identificar indivíduos de risco para osteoporose. Ibañez, 2002 FATORES DE RISCO
  6. 6. Devemos identificar quais os indivíduos que se encontram em risco de apresentar problemas relacionados com a fragilidade óssea cuja resistência está apoiada sobre o tripé: FATORES DE RISCO NÃO MODIFICÁVEIS MASSA ÓSSEA VELOCIDADE DE REMODELAÇÃO QUALIDADE DO MATERIAL
  7. 7. Deficit de Alcoolismo vitamina D FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS Emagrecimento Sedentarismo Deficit Extremo estrogênico
  8. 8. FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS Uso de medicamentos: anastrozole - inibidores da aromatase letrozole exemestane - antagonistas do hormônio liberador da gonadotrofina - anticonvulsivantes - antidepressivos - antipsicóticos - corticosteróides - tiroxina - hipertireoidismo - hiperparatireoidismo
  9. 9. Na menopausa ocorre um desequilíbrio no binômio osteoblasto-osteoclasto que resulta no excesso de reabsorção sobre a formação óssea ALTERAÇÕES NA MASSA ÓSSEA AO LONGO DA VIDA From Compston J Clin Endocrinl. 1990;33:653-682
  10. 10. DIAGNÓSTICO DA OSTEOPOROSE <ul><li>Interpretação dos fatores de risco </li></ul><ul><li>Verificação de alterações biomecânicas - cifose dorsal - diminuição da estatura - enfizematização da caixa torácica </li></ul><ul><li>Exames laboratoriais </li></ul><ul><li>Medição óssea mineral </li></ul>
  11. 11. EXAMES LABORATORIAIS <ul><li>Avaliação renal  creatinina </li></ul><ul><li>Marcadores bioquímicos </li></ul><ul><li>Avaliação hepática  TGO  TGP  Protidograma  Gama GT </li></ul><ul><li>25 (OH)D </li></ul><ul><li>Cálcio sérico </li></ul><ul><li>PTH </li></ul><ul><li>T3, T4 e TSH </li></ul>
  12. 12. MEDIÇÃO ÓSSEA MINERAL Absortometria de raio X de dupla energia (DXA) é a técnica de densitometria óssea mais utilizada para avaliar a densidade mineral óssea (DMO) Kanis, 2008
  13. 13. MEDIÇÃO ÓSSEA MINERAL Organização Mundial de Saúde, 2008 O nível de DMO é definido por um T-score, medindo o desvio padrão (DP), em comparação adulto jovens saudáveis como referência
  14. 14. TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Principais mecanismos determinantes da formação e absorção óssea
  15. 15. Opções terapêuticas para o tratamento da osteoporose A osteoporose apresenta um arsenal terapêutico cujos fármacos atuam na dinâmica celular, estabelecendo equilíbrio do binômio osteoblasto-osteoclasto
  16. 16. Opções terapêuticas no tratamento da osteoporose <ul><li>ANTICATABOLIZANTES (antirreabsortivos) </li></ul><ul><ul><li>Terapia Hormonal (estrógenos e progesterona) </li></ul></ul><ul><ul><li>Moduladores Seletivos (SERMs) raloxifeno </li></ul></ul><ul><ul><li>Bisfosfonatos </li></ul></ul><ul><li>ANABOLIZANTES </li></ul><ul><ul><li>PTH-teriparatida </li></ul></ul><ul><ul><li>Ranelato de estrôncio </li></ul></ul>
  17. 17. Opções terapêuticas no tratamento da osteoporose <ul><li>SEM CONFIRMAÇÃO POR EVIDÊNCIA </li></ul><ul><ul><li>GH </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-RANK (Denosumab) </li></ul></ul><ul><ul><li>Anticatepicina (Odanacatibe e Balicatibe) </li></ul></ul><ul><ul><li>Inibidor da activina (ACE 011) </li></ul></ul><ul><ul><li>PTH cíclico 1-31 (Ostabolin C) </li></ul></ul><ul><ul><li>Derivados fluorados </li></ul></ul><ul><ul><li>Decanoato de nandrolona </li></ul></ul><ul><ul><li>Análogos da vitamina K </li></ul></ul><ul><ul><li>Anticorpo antiesclerostina e anti-DKK 1 </li></ul></ul><ul><ul><li>Complexo estrogênico tecido seletivo (TSEC) </li></ul></ul>Sejam anticatabolizantes ou anabolizantes apenas atuarão em pleno efeito antifratura quando associados ao cálcio e à vitamina D Endocrinologia & Metabologia, outubro 2008
  18. 18. <ul><li>A deficiência estrogênica resulta na diminuição da Densidade Mineral Óssea (DMO) 2% - 4% ao ano nos primeiros 5 anos de menopausa, na ausência de tratamento </li></ul><ul><li>Pacientes em uso de estrógenos na menopausa tem 40% menos de perda óssea em fêmur e calcâneo do que as não usuárias </li></ul><ul><li>Apresentam DMO 10% maior após 6 anos de uso de estrógeno </li></ul>Estratégia terapêutica de escolha no tratamento da osteoporose pós-menopausa <ul><li>O estrógeno mostrou um aumento de três vezes a expressão da OPG e redução de 2,3 na expressão de RANKL </li></ul>OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Terapia hormonal <ul><li>O estrogênio estimula a megacariocitopoiese e modula a expressão do RANKL e osteoprotegerina (OPG) </li></ul>Endocrinologia & Metabologia, outubro 2009
  19. 19. SERMs (Moduladores Seletivos de Receptores Estrogênicos) <ul><li>Previne a perda óssea principalmente na coluna vertebral em mulheres pós-menopausa </li></ul><ul><li>Reduz a incidência de novas fraturas na coluna (30% - 50%) </li></ul><ul><li>Causa poucos efeitos adversos </li></ul><ul><li>Não causa estimulação endometrial </li></ul><ul><li>Tem efeito antiproliferativo sobre a mama </li></ul><ul><li>Raloxifeno </li></ul><ul><li>Basedoxifeno </li></ul><ul><li>Lasoxifeno </li></ul>potencial terapêutico promissor capaz de minimizar a ação estrogênica OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE
  20. 20. Bisfosfonatos <ul><li>Alendronato </li></ul><ul><li>Risendronato </li></ul><ul><li>Ibandronato </li></ul><ul><li>Ácido zoledrônico </li></ul>OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE
  21. 21. <ul><li>Liga-se ao osso mineral </li></ul><ul><li>Concentra-se em sítios de reabsorção óssea ativa </li></ul><ul><li>Liberados por ação dos osteoclastos e penetram nas células </li></ul><ul><li>Inibem a enzima pirofosfato de farnesila sintetase (FPPS) inibindo a reabsorção óssea </li></ul>AÇÃO DOS BISFOSFONATOS Fleish, H. 1998, 19(1):601
  22. 22. VELOCIDADE DA REDUÇÃO DAS FRATURAS Os bisfosfonatos dependem de suas características de ligação ao osso e da potência antirreabsortiva, com consequências clínicas que poderiam incluir diferenças na redução das fraturas
  23. 23. <ul><li>Embora os bisfosfonatos compartilhem de características comuns, os estudos mostram variações no grau de remodelação óssea com os diferentes tipos de bisfosfonatos </li></ul>VELOCIDADE DA REDUÇÃO DAS FRATURAS Black, DM et al, 2007
  24. 24. <ul><li>Risendronato  30% a 40% </li></ul><ul><li>Alendronato  60% a 80% </li></ul><ul><li>Ácido zolendrônico  90% </li></ul>Bisfosfonatos Arq Bras de Endocrinologia e Metabologia, 2009 OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Redução da atividade osteoclástica
  25. 25. <ul><li>Redução em 65% das fraturas vertebrais </li></ul><ul><li>Redução em 50% das fraturas não vertebrais </li></ul><ul><li>Reduz novas fraturas graves em 90% </li></ul><ul><li>Utilizado em osteoporose grave com múltiplas fraturas </li></ul>PTH Arq Bras de Endocrinologia e Metabologia, 2009 OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE
  26. 26. OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE Ranelato de estrôncio Potente agente antiosteoporótico responsável pela redução de risco de fraturas vertebrais, não vertebrais inclusive fratura de quadril
  27. 27. Osteoblastos CaSR CaSR Ranelato de estrôncio Proliferação Diferenciação Apoptose Acoplamento Brennan et al, BJP, 2009; Hurtel et al., J. Biol. Chem, 2009 X AGE DE MODO DUPLO ATRAVÉS DO CALCIUM - SENSING RECEPTOR Osteoclastos OPG
  28. 28. Atividade Longevidade Replicação Diferenciação Pre-osteoclastos Osteoclastos ativos Osteoclastos Pre-osteoblastos Osteoblastos ativos Osteoblastos CaSR Resultando em reequilíbrio do turnover ósso a favor da formação óssea RANELATO DE ESTRÔNCIO RANKL RANK Osteoprotegerina CaSR
  29. 29. A dupla ação sobre o tecido ósseo equilibrando o binômio esteoclássico - osteoblastos resulta 30% - 50% 50% 40% Rizzoli, F et al, 2009 Estudo randomizado e duplo cego alendronato 70 vs estrôncio 2mg demonstrou aumento da DMO no femur e nas vértebras, superior para o estrôncio Arq Bras de Endocrinologia e Metabologia, 2009 RANELATO DE ESTRÔNCIO
  30. 30. Complexo estrogêncio tecido seletivo (TSEC) OPÇÕES TERAPÊUTICAS União de substâncias que agem em conjunto com o estrogênio de forma específica e são capazes de minimizar a ação estrogênica em marcadores de proliferação e diferenciação celular O SERM mais estudado em conjunto com o estrogênio é o basedoxifeno
  31. 31. <ul><li>Maximizar a massa óssea e a resistência em todas as idades </li></ul><ul><li>Prevenir quedas e preservar as respostas protetoras </li></ul>Objetivos do Tratamento OPÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE
  32. 32. 8% a 20% das pacientes podem exibir pouca ou nenhuma resposta terapêutica com sérias consequências clínicas e impacto socioeconômico CONSIDERAÇÕES

×