2.  Estética medieval  2.1. Conceitos
•  Arte Evangelho Ebo, São Marco, S.IX De  techne  a  artifex Aspecto cognoscitivo e produtivo: “ a arte é o princípio do ...
Fragmento de tapeçaria, 1420, Basel, Suiça Copo do macaco, 1425, Burgúndio
Simon de Hesdin Facta et Diicta Memorabilia, de Valerius Maximus , 1475 Objetivo é narrativo e didascálico
Crônicas de Nuremberg, 1498
<ul><li>Criatividade </li></ul><ul><li>Creatio ex nihilo: criar do nada (Deus) </li></ul>Deus Arquiteto&quot;,  ilustração...
Novo Testamento João, Monastério de São Martin, Tour, S. IX,  Detalhe de nicho em mesquita de Isfahan, 1618  Iran A imagem...
<ul><li>Beleza:   </li></ul>Catedral de Chartres, S. XIII, França Kalon (grego) Pulchrum (latim) Bellum abreviação de bone...
Livro de Kells, 806, monastério de Kells  Iona Irlanda sobre os 4 evangelhos Boecio, S. VI: beleza é commensuratio partium...
Fra Angelico Anunciação, 1450, afresco San Marco, Florença  Simoni Martini, detalhe Anunciação, 1333 Beleza aparência do B...
Opus Anglicanum, S. XV, Inglaterra Aquamanile, 1400, Nuremberg Alemanha Beleza da adequação ao fim, funcional e simbólico ...
Anjo da quinta trombeta , Beato de Liebana,iluminuras de Beato Fernando I e  Sancha, S. VIII, Madrid, Biblioteca Nacional ...
“ Com a distinção entre  arquétipo e imagem, ele (o ícone) oferece o modelo de uma economia distributiva. Esse é o gesto q...
Espelho das Virgens, manuscrito s. XIII Tomás de Aquino: Uma obra da natureza parece obra de uma inteligência, porque atra...
Pietro Lorenzetti, monges carmelitas, Pinacoteca Siena, Itália, metade S. XIV A representação fica cada vez mais complexa ...
Irmãos Limbourg, Fevereiro e Maio, As mais Ricas Horas do Duque de Berry, 1415
<ul><li>Forma </li></ul>Livro de Kells <ul><li>Forma ideal (Platão), forma substancial (Aristóteles) </li></ul><ul><li>Pro...
<ul><li>Experiência estética   </li></ul>Interior Catedral Reims, França Saint Maclou, Rouen,Bélgica,1434 Sensus animi: se...
Da poética pintada à pintura poética Giotto, A entrada em Jerusalém, Capela Scrovegni, Padua, 1305
Bibliografia CAUQUELIN, Anne.  Teorias da arte . São Paulo: Martins Fontes, 2005. CAUQUELIN, Anne.  A invenção da Paisagem...
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  1. 1. 2. Estética medieval 2.1. Conceitos
  2. 2. • Arte Evangelho Ebo, São Marco, S.IX De techne a artifex Aspecto cognoscitivo e produtivo: “ a arte é o princípio do fazer e da reflexão sobre as coisas a fazer.” (Eco, 2010) Tomás de Aquino, S. XIII: reto ordenamento da razão Scoto Erigena, S. IX: reta ideia daquilo que vai se produzir (Tatarkiewicz, p. 86 1996) Saleiro, metade S.XIII, França Saltério de Ultrech, 813-35 realizado em Reims, Poeta ou santo recebe inspiração divina
  3. 3. Fragmento de tapeçaria, 1420, Basel, Suiça Copo do macaco, 1425, Burgúndio
  4. 4. Simon de Hesdin Facta et Diicta Memorabilia, de Valerius Maximus , 1475 Objetivo é narrativo e didascálico
  5. 5. Crônicas de Nuremberg, 1498
  6. 6. <ul><li>Criatividade </li></ul><ul><li>Creatio ex nihilo: criar do nada (Deus) </li></ul>Deus Arquiteto&quot;,  ilustração Bíliblia &quot;Moralisée&quot; Século XIII, França Casidoro S. VI: “ as coisas fabricadas são diferentes pois podemos fabricar mas não criar” Pseudo-Dionisio Areopagita S. VI: “ um pintor deve necessariamente contemplar um arquétipo de beleza não inventá-lo” Agostinho de Hipona, S. V: o objetivo do artista é “ colecionar os rastros da beleza” Roberto Grosseteste, S. XIII: “ Já que a arte imita a natureza e a natureza atua sempre do melhor modo possível, a arte é por tanto tão perfeita como a natureza” (Tatarkiewicz, 1996) Tomás de Aquino, S. XIII: “A forma que o artista induz na matéria na qual opera não é uma forma substancial mas acidental” São Boaventura, S. XIII: três forças que operam no mundo, Deus opera do nada, a natureza opera no ser em potência e a arte opera na natureza e supõe um fim completo (Eco, p. 134, 2010)
  7. 7. Novo Testamento João, Monastério de São Martin, Tour, S. IX, Detalhe de nicho em mesquita de Isfahan, 1618 Iran A imagem como representação da palavra
  8. 8. <ul><li>Beleza: </li></ul>Catedral de Chartres, S. XIII, França Kalon (grego) Pulchrum (latim) Bellum abreviação de bonellum originado em bonum (lRenascimento) Deus criou o mundo segundo numerus pondus et mensura – número, peso e medida – tanto categorias cosmológicas como categorias estéticas Ordem, precisão e proporção gregos (Aristóteles) Pseudo-Areopagita: única beleza verdadeira é a beleza suprasensual que deve se observar em Deus e na natureza, não na arte. Beleza objetiva quantitativa , na medida e na funcionalidade Regra de beleza Tomás de Aquino:. “ beleza é aquilo que é agradável de perceber ” Beleza subjetiva Definição de beleza
  9. 9. Livro de Kells, 806, monastério de Kells Iona Irlanda sobre os 4 evangelhos Boecio, S. VI: beleza é commensuratio partium Agostinho: “ só a beleza agrada e na beleza, as formas e nas formas, as proporções e nas proporções, os números .” Modus, species et ordo – número, espécie e ordem Roberto Grosseteste: toda beleza consiste na identidade das proporções. Música: Hugo de São Vitor, S. XII “ todos os ritmos são agradáveis e o movimento rítmico surge exclusivamente do número ” Ideia de perfectum : Pulchurm et perfectum idem est O Cânon de Policleto tornou-se dogma Galeno, S. II: “o belo surge pouco a pouco de muitos números” ( Viperiano, 1579, Tratado de poética) (Tatarkiewicz, p. 159, 1996)
  10. 10. Fra Angelico Anunciação, 1450, afresco San Marco, Florença Simoni Martini, detalhe Anunciação, 1333 Beleza aparência do Bem: metafísica, transcendental Kalokagatia – ético e estético Grosseteste: bem e belo diferem in ratione (lógicamente) Summa Fratis Alexandri (1245): bem e belo diferem in intetione : O bem é causa final - ético O belo causa formal – estético Os valores éticos se fundamentam em valores estéticos ECO,2010, Leitura pag. 36-38 Beleza quantitativa: qualidade abstrata Beleza transcendental
  11. 11. Opus Anglicanum, S. XV, Inglaterra Aquamanile, 1400, Nuremberg Alemanha Beleza da adequação ao fim, funcional e simbólico ECO, 2010, leitura p. 88
  12. 12. Anjo da quinta trombeta , Beato de Liebana,iluminuras de Beato Fernando I e Sancha, S. VIII, Madrid, Biblioteca Nacional <ul><li>Mímesis </li></ul><ul><li>A beleza da natureza é superior, imitamos aquilo que é a forma ideal (Platão) e substancial (Aristóteles). </li></ul>
  13. 13. “ Com a distinção entre arquétipo e imagem, ele (o ícone) oferece o modelo de uma economia distributiva. Esse é o gesto que o poeta de Aristóteles imita , e é o gesto que o artesão de ícones reproduz em seu trabalho. Desse modo a mediação de Cristo, imagem natural é fundadora do ícone, imagem artificial. Hierarquia de signos sem a qual nenhuma mimese seria possível” (Cauquelin, 2007, p. 72-73) Cristopantocrator, mosaico, Igreja Dormition, 1080 Grécia
  14. 14. Espelho das Virgens, manuscrito s. XIII Tomás de Aquino: Uma obra da natureza parece obra de uma inteligência, porque através de certos meios aspira a certos fins, e nisso, precisamente, a arte a imita”. (Phys. II.4, apud TATARKIEWITCZ, 1996)
  15. 15. Pietro Lorenzetti, monges carmelitas, Pinacoteca Siena, Itália, metade S. XIV A representação fica cada vez mais complexa em termos de espaço e temporalização
  16. 16. Irmãos Limbourg, Fevereiro e Maio, As mais Ricas Horas do Duque de Berry, 1415
  17. 17. <ul><li>Forma </li></ul>Livro de Kells <ul><li>Forma ideal (Platão), forma substancial (Aristóteles) </li></ul><ul><li>Proporção e esplendor (essência metafísica da aparência) </li></ul><ul><li>Forma ideal: disposição das partes – figura (formosus) </li></ul><ul><li>Forma substancial: essência conceitual – ação, energia, propósito, elemento ativo da existência - entelequia </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Experiência estética </li></ul>Interior Catedral Reims, França Saint Maclou, Rouen,Bélgica,1434 Sensus animi: sentido interior da alma (encantamento de Aristóteles e ideia de Platão) atitude de contemplação e deleite Só sente a beleza quem é belo e bom Escoto Erígena: “contemplar na obra a Glória do Criador e das suas obras” Agostinho: “me pergunto se as coisas são belas porque agradam ou agradam porque são belas. E me responderão sem dúvida que agradam porque são belas.”
  19. 19. Da poética pintada à pintura poética Giotto, A entrada em Jerusalém, Capela Scrovegni, Padua, 1305
  20. 20. Bibliografia CAUQUELIN, Anne. Teorias da arte . São Paulo: Martins Fontes, 2005. CAUQUELIN, Anne. A invenção da Paisagem . São Paulo: Martins Fontes, 2007. GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999. 16ª ed. JANSON, H. W. História Geral da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001. HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura . São Paulo: Martins Fontes, 2000. ECO, U. Arte e Beleza na Estética Medieval . Editora Record, 2010. ___, _. História da Beleza . Editora Record, 2005. TATARKIEWCZ, W. Historia de seis ideas . Madrid: Tecnos, 1996. Webteca Victoria and Albert Museum, vídeo dos Evangelhos de Lorsch . Série de vídeos sobre a geometria sagrada (em inglês)

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