A PinturaPortuguesa no    Século XVI
No final do séc. XV e      inícios de XVI,       subsistem em   Portugal escolas de    pintura arcaizantes   como, por exe...
Este retábulo quinhentista provém da capela de S. Brás da Colegiada deGuimarães, é de autoria desconhecida e atesta bem a ...
Ao mesmo tempo, note-se aimportação de obras nórdicas. Oretábulo da Sé de Évora foi amaior encomenda do seu tempo.É um dos...
Entre os autores  flamengos que se     estabeleceram       em Portugal,        refira-se Fei              Carlos.Frei Carl...
Desconhece-se a sua biografia e proveniência. Professou em Évora, no convento jerónimo do Espinheiro, em 1517.Frei CarlosO...
Conhecem-se cerca de 3 dezenas de pinturas, a maioria do MNAAFrei CarlosEcce HomoPúblico16 Nov 2006
Frei CarlosS. Vicente                    A produção de miniaturas em pequenasMetropolitan Museum of Art        tábuas ates...
É o mais flamengo  dos flamengos, a  sua obra  permaneceu  sempre fiel ao rigor  da sua formação  nórdica.Frei CarlosApare...
Francisco Henriques é, poroutro lado, consideradocomo o mais português dosflamengos.                 Francisco Henriques  ...
Francisco Henriques chegou a Portugalnos finais do séc. XV, morrendo em 1518,              vítima de um surto de peste.Tra...
As obras mais marcantes, aindaque colectivas, o que suscitaproblemas de identificação, sãoas pinturas do retábulo doConven...
Francisco HenriquesA Última Ceiac. 1508 MNAA
O Mestre da  Lourinhã permanece   anónimo, ainda que  Vítor Serrão suponha     tratar-se de Álvaro                  Pires....
A dignidade renascentista da figura humana, um desenho seguro e um colorido suave e requintado, fazem do Mestre da Lourinh...
Outras obras, como o retábulo da Sé do Funchal (1510 – 1515) e o tríptico da Igreja do Pópulo,nas Caldas da Rainha (1510),...
Retábulo da Sé do Funchal1510 - 1515
No Museu Nacional de Arte Antiga conservam-se algumas tábuas anónimas, como esteInferno que prolonga um imaginário medieva...
AnónimoA Chegada das Relíquias de Santa Auta ao            Mosteiro da Madre de Deus                                  c.15...
Jorge Afonso (1470?-   1540?) foi pintor régio de   D. Manuel e D. João IIII. Máximo representante da     oficina de Lisbo...
As suas pinturas refletem  o ambiente cortesão do   reinado de D. Manuel,         salientando-se a   monumentalidade dasce...
Cristóvão de Figueiredo   (activo entre 1515 e 1543)     trabalhou com FranciscoHenriques, Garcia Fernandese Gregório Lope...
A sua empreitada maisimportante foi o retábuloda igreja de Santa Cruzde Coimbra, concluídoem 1530    Cristóvão de Figueire...
Em 1533, encontra-se em Lamego,assinando um contrato para aexecução dos retábulos da igreja domosteiro de Ferreirim. No an...
Gregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo e Garcia Fernandes trabalharamfrequentemente em parceria, merecendo a designação d...
Gregório Lopes (1490?-    1550) sucede a Jorge Afonso como pintor régio e mostra-se influenciado   pelo gosto da FlandresG...
A sua atividade encontra-se muito   documentada. Entre 1539 e 1541,trabalhou em Tomar,  onde executou os  painéis da charo...
Gregório Lopes: Martírio de S. Sebastião; 1536-38; MNAAA sua obra apresenta alguns desvios às normas da pintura renascenti...
Garcia Fernandes trabalhou entre 1514 e 1565, mostrando-se mais influenciado pelasgravuras italianas.                     ...
Garcia Fernandes era o maisnovo da parceria de Ferreirim eter-se-á formado na oficina deJorge Afonso. Casou com a filhade ...
Retábulo da Sé de Viseu, estando expostos no museu Grão Vasco, as 14 tábuas restantes de um total de 18.Obra provável de F...
Vasco Fernandes (activo entre 1501 e 1542),conhecido por Grão Vasco, foi a mais importantefigura da pintura portuguesa do ...
A sua primeiragrande obra-prima é oretábulo da Séde Lamego,hoje nomuseu local edatável daprimeiradécada doséc. XVI.      ...
Este tríptico apresenta a particularidade de serassinado: VASCO FRZ                            Lamentação sobre o corpo de...
O Pentecostes executado para  Santa Cruz deCoimbra (1535) é já uma obra de   maturidade.    Velascus
Anteriormente, jápintara umPentecostes para a Séde Viseu.            Pentecostes  Capela da Sé de Viseu         c. 1530 – ...
Ao longo do séc.  XVI, terá sido  comum a utilização  de estampas e  gravuras pelos  pintores nas suas  composições.Calvár...
Gaspar Vaz  Cristo em Casa de       Marta e MariaProveniente do Paço          do Fontelo      c. 1535 – 1540              ...
A sua obramaisemblemática éo S. Pedroexecutadopara a Sé deViseu c. 1530,hoje no MuseuGrão Vasco,com aprovávelcolaboraçãodo...
Gaspar Vaz pintou outra versão para aigreja do Mosteiro de S. João deTarouca (c. 1535).
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Uma outra oficina de pendor mais regionalista e                           arcaico é a de Coimbra. A figura principal é a q...
O políptico deMontemor-o-Velho, hojena Santa Casa daMisericórdia desta vila,foi pintado entre 1504 e1515 e é das produções...
O desenho é ainda gótico,   com as figuras   apresentando um olhar   amendoado. Os   panejamentos são tratados   com algum...
Esta oficina destaca-se ainda pelo    forte sentido decorativo e atenção    dada aos pormenores.Vicente Gil e Manuel Vicen...
Bibliografia comentada: Fundamental para o bom estudo do mais importante pintor portuguêsquinhentista é a obra de Dalila R...
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A pintura portuguesa no séc. xvi

  1. 1. A PinturaPortuguesa no Século XVI
  2. 2. No final do séc. XV e inícios de XVI, subsistem em Portugal escolas de pintura arcaizantes como, por exemplo, Arouca, Tavira ou Coimbra.Mestre DesconhecidoS. Pedro e S. João BaptistaSegunda metade do séc. XVErmida de S. PedroTavira
  3. 3. Este retábulo quinhentista provém da capela de S. Brás da Colegiada deGuimarães, é de autoria desconhecida e atesta bem a persistência de modosarcaicos nas periferias do reino nos inícios do séc. XVI Mestre Delirante de Guimarães Tríptico da Lamentação com S. Brás e S. Jerónimo Início séc. XVI Museu Alberto Sampaio
  4. 4. Ao mesmo tempo, note-se aimportação de obras nórdicas. Oretábulo da Sé de Évora foi amaior encomenda do seu tempo.É um dos mais significativosexemplares da pintura luso-flamenga, desconhecendo-se aautoria, bem como o local ondefoi produzido, interessando muitosaber se foi pintado na Flandres,com ou sem participação deartistas portugueses, ou emÉvora. O que é certo é a decisivainfluência noutras obras como,por exemplo, o retábulo da Sé deViseu. Retábulo da Sé de Évora Início séc. XVI Museu de Évora
  5. 5. Entre os autores flamengos que se estabeleceram em Portugal, refira-se Fei Carlos.Frei CarlosAnunciação1523MNAA
  6. 6. Desconhece-se a sua biografia e proveniência. Professou em Évora, no convento jerónimo do Espinheiro, em 1517.Frei CarlosO Bom Pastor1520MNAA
  7. 7. Conhecem-se cerca de 3 dezenas de pinturas, a maioria do MNAAFrei CarlosEcce HomoPúblico16 Nov 2006
  8. 8. Frei CarlosS. Vicente A produção de miniaturas em pequenasMetropolitan Museum of Art tábuas atesta o seu virtuosismo,Nova Iorque orientado para o consumo privado e para a devoção doméstica Em 2005, fora já identificada outra Frei Carlos Virgem do Leite obra deste artista. MNSR
  9. 9. É o mais flamengo dos flamengos, a sua obra permaneceu sempre fiel ao rigor da sua formação nórdica.Frei CarlosAparecimento de Cristo à Virgem1529MNAA
  10. 10. Francisco Henriques é, poroutro lado, consideradocomo o mais português dosflamengos. Francisco Henriques Aparecimento de Cristo a Madalena 1508-13 MNAA
  11. 11. Francisco Henriques chegou a Portugalnos finais do séc. XV, morrendo em 1518, vítima de um surto de peste.Trabalhou para D. Manuel I e integrou-se na comunidade artística, até pelocasamento, uma vez que desposou uma irmã do pintor Jorge Afonso. O sucesso alcançado e a integração no meio artístico nacional permitiu-lhe atrair outros pintores flamengos, nunca quebrando a sua ligação à Flandres. Francisco Henriques Paixão dos Cinco Mártires de Marrocos 1508 MNAA
  12. 12. As obras mais marcantes, aindaque colectivas, o que suscitaproblemas de identificação, sãoas pinturas do retábulo doConvento Real de S. Francisco deÉvora; 1508 – 1511.15 painéis subsistem, dispersospelo Museu dos Patudos emAlpiarça, MNAA de Lisboa eMuseu de Évora
  13. 13. Francisco HenriquesA Última Ceiac. 1508 MNAA
  14. 14. O Mestre da Lourinhã permanece anónimo, ainda que Vítor Serrão suponha tratar-se de Álvaro Pires. A obra foi realizada para o mosteiro de S. Jerónimo, na Berlenga. Um sentimento da paisagem único na pintura portuguesa.São João em Patmos;Museu da Santa Casa daMisericórdia (Lourinhã)1ª metade séc. XVI
  15. 15. A dignidade renascentista da figura humana, um desenho seguro e um colorido suave e requintado, fazem do Mestre da Lourinhã o verdadeiro introdutor do gosto renascentista evoluído nos círculos da capital F.A.B.P.São João Baptista no DesertoMuseu da Santa Casa da Misericórdia(Lourinhã)
  16. 16. Outras obras, como o retábulo da Sé do Funchal (1510 – 1515) e o tríptico da Igreja do Pópulo,nas Caldas da Rainha (1510), têm sido aproximadas deste estilo profundamente original eindividualizado do primeiro renascimento português. Mestre da Lourinhã? Jorge Afonso? Cristóvão de Figueiredo? Tríptico da Igreja do Pópulo Caldas da Rainha 1510
  17. 17. Retábulo da Sé do Funchal1510 - 1515
  18. 18. No Museu Nacional de Arte Antiga conservam-se algumas tábuas anónimas, como esteInferno que prolonga um imaginário medieval. Anónimo O Inferno c.1515 óleo sobre madeira MNAA
  19. 19. AnónimoA Chegada das Relíquias de Santa Auta ao Mosteiro da Madre de Deus c.1520 MNAA
  20. 20. Jorge Afonso (1470?- 1540?) foi pintor régio de D. Manuel e D. João IIII. Máximo representante da oficina de Lisboa, teve como discípulos o sobrinho Garcia Fernandes, o genroGregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo, Gaspar Vaz e, durante algum tempo, Vasco Fernandes. Entre as suas obras maisimportantes contam-se os retábulos dos Conventos da Madre de Deus e de Jesus de Setúbal.Jorge AfonsoAparição de Cristo à Virgem1515MNAA
  21. 21. As suas pinturas refletem o ambiente cortesão do reinado de D. Manuel, salientando-se a monumentalidade dascenas e a sumptuosidade dos figurinos. Jorge Afonso Anunciação 1510 MNAA
  22. 22. Cristóvão de Figueiredo (activo entre 1515 e 1543) trabalhou com FranciscoHenriques, Garcia Fernandese Gregório Lopes. A sua obra maior é o retábulo de Santa Cruz de Coimbra (1530).Cristóvão de FigueiredoDeposição no túmuloc. 1522 – 1530MNAA
  23. 23. A sua empreitada maisimportante foi o retábuloda igreja de Santa Cruzde Coimbra, concluídoem 1530 Cristóvão de Figueiredo Exalçamento da Santa Cruz c.1530 MNMC
  24. 24. Em 1533, encontra-se em Lamego,assinando um contrato para aexecução dos retábulos da igreja domosteiro de Ferreirim. No anoseguinte, associa os seus parceirosGarcia Fernandes e Gregório Lopesaos trabalhos.Cristóvão de FigueiredoSantíssima Trindadec.1530MNSR
  25. 25. Gregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo e Garcia Fernandes trabalharamfrequentemente em parceria, merecendo a designação de Mestres de Ferreirim postapor Reis Santos, uma vez que se torna por vezes difícil individualizar cada autor. Anunciação Morte da Virgem
  26. 26. Gregório Lopes (1490?- 1550) sucede a Jorge Afonso como pintor régio e mostra-se influenciado pelo gosto da FlandresGregório LopesAdoração dos pastores1539 - 1541MNAA
  27. 27. A sua atividade encontra-se muito documentada. Entre 1539 e 1541,trabalhou em Tomar, onde executou os painéis da charola do Convento de Cristo, bem como o retábulo para acapela-mor da igrejade S. João Baptista. Gregório Lopes Degolação de S. JoãoBaptistaSalomé apresentando a cabeça de S. João Baptista  1539 Igreja S. João Baptista Tomar
  28. 28. Gregório Lopes: Martírio de S. Sebastião; 1536-38; MNAAA sua obra apresenta alguns desvios às normas da pintura renascentista, anunciando jáclaramente o maneirismo. Este martírio de S. Sebastião introduz novos eixos deperspetiva pois foi concebido para ser observado dos dois ângulos laterais. Note-seainda a figura serpentinata, bem como a sobrecarga alegórica e a exuberância dostrajes e adereços.
  29. 29. Garcia Fernandes trabalhou entre 1514 e 1565, mostrando-se mais influenciado pelasgravuras italianas. Tríptico da Anunciação; MNMC
  30. 30. Garcia Fernandes era o maisnovo da parceria de Ferreirim eter-se-á formado na oficina deJorge Afonso. Casou com a filhade Francisco Henriques.Trabalhou em Évora, Coimbra eLeiria, e também para a Índia.Garcia Fernandes3º Casamento de D. Manuel I1531Museu da igreja de S. Roque; Lisboa
  31. 31. Retábulo da Sé de Viseu, estando expostos no museu Grão Vasco, as 14 tábuas restantes de um total de 18.Obra provável de Francisco Henriques (1500-1506), pelas claras afinidades com o retábulo de Évora. Início daoficina de Viseu. Assim se terá iniciado Vasco Fernandes.
  32. 32. Vasco Fernandes (activo entre 1501 e 1542),conhecido por Grão Vasco, foi a mais importantefigura da pintura portuguesa do séc. XVI.Graças ao seu trabalho, podemos destacar a oficinade pintura regional da cidade de Viseu, além docentro cosmopolita de Lisboa gravitando em torno dasencomendas régias e dos pintores da corte.Grão VascoCriação dos animaisRetábulo da Sé de Lamego1506-1511Museu de Lamego
  33. 33. A sua primeiragrande obra-prima é oretábulo da Séde Lamego,hoje nomuseu local edatável daprimeiradécada doséc. XVI.  VisitaçãoAnunciação 
  34. 34. Este tríptico apresenta a particularidade de serassinado: VASCO FRZ Lamentação sobre o corpo de Cristo, S. Francisco e Santo António (tríptico Cook); c. 1520; MGV
  35. 35. O Pentecostes executado para Santa Cruz deCoimbra (1535) é já uma obra de maturidade. Velascus
  36. 36. Anteriormente, jápintara umPentecostes para a Séde Viseu. Pentecostes Capela da Sé de Viseu c. 1530 – 1534 MGV
  37. 37. Ao longo do séc. XVI, terá sido comum a utilização de estampas e gravuras pelos pintores nas suas composições.CalvárioCapela da Sé de Viseuc. 1530 – 1534MGV
  38. 38. Gaspar Vaz Cristo em Casa de Marta e MariaProveniente do Paço do Fontelo c. 1535 – 1540 MGV
  39. 39. A sua obramaisemblemática éo S. Pedroexecutadopara a Sé deViseu c. 1530,hoje no MuseuGrão Vasco,com aprovávelcolaboraçãodo seudiscípuloGaspar Vaz.
  40. 40. Gaspar Vaz pintou outra versão para aigreja do Mosteiro de S. João deTarouca (c. 1535).
  41. 41. António Vaz é outrorepresentante desta oficinade Viseu, de quem seapresenta esta Virgem como Menino1540Museu de Alberto SampaioGuimarães
  42. 42. Uma outra oficina de pendor mais regionalista e arcaico é a de Coimbra. A figura principal é a que até há pouco era designada como Mestre do Sardoal mas que hoje se sabe tratar-se de Vicente Gil e seu filho Manuel Vicente. Reconstituição do antigo retábulo da igreja matriz do Sardoal. segundo FABP (c. 1510 – 1520) Os dois nichos centrais seriam ocupados por duas esculturas desaparecidasIgreja Matriz do Sardoal
  43. 43. O políptico deMontemor-o-Velho, hojena Santa Casa daMisericórdia desta vila,foi pintado entre 1504 e1515 e é das produçõesmais importantes destaoficina.
  44. 44. O desenho é ainda gótico, com as figuras apresentando um olhar amendoado. Os panejamentos são tratados com alguma rigidez.Vicente Gil e Manuel VicentePentecostes do políptico de Celasc. 1510 - 1515MNMC
  45. 45. Esta oficina destaca-se ainda pelo forte sentido decorativo e atenção dada aos pormenores.Vicente Gil e Manuel VicenteS. Vicente1515Museu de Beja
  46. 46. Bibliografia comentada: Fundamental para o bom estudo do mais importante pintor portuguêsquinhentista é a obra de Dalila Rodrigues, com destaque para Grão Vasco (Lisboa; Aletheia; 2007)que sintetiza a sua tese de doutoramento, de 2000. A mesma autora assina outras sínteses, comoo volume nº 6 da História da Arte Portuguesa por si dirigida e já várias vezes citada, interessandoos capítulos 3 e seguintes. De igual modo, são da sua responsabilidade os capítulos da História daArte Portuguesa dirigida por Paulo Pereira (2º volume) sobre a pintura manuelina e o ciclorenascentista, que podem ser consultados na biblioteca da ESEC. O estudo aprofundado do pintorVasco Fernandes conheceu um avanço decisivo com a exposição orientada por esta autora em1992, cujo catálogo foi editado em 1991, sob o título Grão Vasco e a pintura europeia doRenascimento. Sofia Lapa assina uma pequena mas interessante monografia dedicada ao pintorde Viseu e editada na coleção de pintores portugueses da editora QuidNovi em 2010 e distribuídacom o jornal Público. Quanto ao Mestre da Lourinhã, o trabalho de referência é daresponsabilidade de Manuel Batoréo (Pintura Portuguesa do Renascimento. O Mestre da Lourinhã;Casal de Cambra; Caleidoscópio/Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; 2004.) Em2003, no âmbito da Coimbra, Capital Nacional da Cultura, organizaram-se na nossa cidade váriasexposições, merecendo nota a consagrada à escola de pintura de Coimbra, de onde saiu umexcelente catálogo da autoria de Pedro Dias: Vicente Gil e Manuel Vicente, pintores da Coimbramanuelina; Coimbra; CMC; 2003. Outro autor de referência sobre a pintura do séc. XVI é FernandoAntónio Baptista Pereira, podendo consultar-se a síntese que redigiu sob a forma de manual paraa Universidade Aberta: História da Arte Portuguesa. Época Moderna (1500-1800); Lisboa;Universidade Aberta; 1992; pp. 135 – 144.Por último, nos finais de 2010 e inícios de 2011, foi organizada nos Museus Nacional de ArteAntiga e de Évora uma exposição conjunta sobre os designados Primitivos Portugueses. Ocatálogo, já citado, foi editado em 2010, conjuntamente pelo MNAA e pela Aletheia. Interessam-nosos capítulos desenvolvidos a partir da página 132.

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