A Escultura Portuguesa doGótico ao Maneirismo
foi o principal centro da esculturaportuguesa desde o Gótico ao Renascimento.                      Guimarães      ,       ...
O túmulo do bispo de Évora D.Durando Pais (falecido em 1283) foiinicialmente colocado na Sé eencontra-se hoje no museu dac...
O túmulo de Fernão GonçalvesCogominho encontra-se no Museu deÉvora, proveniente da igreja de S.Francisco.O sepultado era b...
Túmulo do bispo D. Fernando MartinsSéc. XIVMuseu de Évora
Os túmulos de D. Lopo Fernandes Pacheco e sua esposa, na Sé de Lisboa. São bonsexemplos da oficina lisboeta no reinado de ...
O modelo caracteriza-se pelos jacentes de excelente qualidade e as arcas decoradas apenascom os brasões dos tumulados.
D. Maria De Villalobos
Coimbra era a mais importante oficina de escultura. A cidade tinhaalguma tradição escultórica desde o tempo romano.       ...
Pedreiras de Ançã, Portunhos e Outil.
O rio Mondego constituía excelente via decomunicação para o transporte da pedra eexportação das peças, quer para o interio...
No mosteiro de Celas, encontramos o núcleomais importante de escultura decorativa, noséc. XIII. Os capitéis historiados do...
Havia em Coimbra muitos e bons encomendantes:Sé, mosteiros, igrejas e, a partir de 1537, os várioscolégios universitários,...
Aqui se fixaram muitos artistas estrangeiros, formando-se                                               então uma verdadei...
Arca relicário dos mártires de Marrocos [Vital, Berardo,Acúrcio, Adjuto e Otão, martirizados em 1220]; finais séc.XIII, pr...
O túmulo de D. Rodrigo Sanches (meados séc. XIII), bastardo de D. Sancho I, morto emcombate e sepultado no mosteiro de Gri...
Túmulo do bispo de Coimbra D. Tibúrcio (séc. XIII), na Sé Velha. A escultura tumular coloca-se ao serviço de uma estratégi...
Túmulo de D. Vataça Lascaris na Sé Velha de Coimbra, foi executado por mestre Pêro em1337. D. Vataça era uma dama bizantin...
Mestre Pêro radicou-se na corte de Isabel de Aragão (1296-1336), proveniente de Aragão ouda Catalunha. O túmulo da Rainha ...
O túmulo da Rainha Santa éa obra-prima de MestrePêro e a razão da sua vindapara Coimbra. Esta obradefiniria um modelo ques...
Mestre PêroArca tumular de D. Gonçalo Pereira, arcebispo de Braga(jacente do escultor lisboeta Telo Garcia)1334Sé de Braga
Mestre PêroTúmulo da Infanta D. Isabel [neta da Rainha Santa]C. 1326 – 1330Convento de Santa Clara-a-NovaProveniente de Sa...
Autor desconhecidoTúmulo de D. Isabel de Urgel, duquesa de Coimbra                     [mulher do Infante D. Pedro]       ...
«A escultura de MestrePêro tem característicasmuito peculiares: umaboa modelação doscorpos, excelentelançamento dospanejam...
Nossa Senhora com o Menino   Atribuído a Mestre Pêro      Mestre Pêro       C. 1330 – 1340         Virgem com o Menino    ...
Mestre Pêro                           Irradiação da oficina deAtribuído a Mestre Pêro      Nossa Senhora          Mestre P...
Seguidor do Mestre PêroAtribuído a Mestre Pêro   Mestre Pêro      Nossa Senhora do Ó  Nossa Senhora do Ó      Santa Mártir...
Mestre PêroDomingos JoanesOliveira do HospitalMuseu Nacional Machado de Castro
Mestre PêroCapela dos Ferreiros da igreja matrizOliveira do HospitalDomingos Joanes e Domingas Sabranchais1330 - 1340
Mestre PêroRetábulo da Capela dos FerreirosOliveira do Hospital
«Mestre das Senhoras Esguias»:«No final do séc. XIV, deve ter vindopara Coimbra um mestre de origemou educação francesa, q...
A mais importante obra da esculturacoimbrã dos séculos XIII e XIV é o Cristo Negro, proveniente do Convento de S.   João d...
Pedro Dias lança a hipótese de o apostolado do portal da Sé de Évora, (1ª metade do séc.XIII) resultar do trabalho de vári...
Os escultores de formação batalhina: Gil Eanes e João Afonso («Mestre das Alhadas»,«Mestre dos Sinos»): ignora-se a identi...
Mestre do Portal da     Batalha   (atribuição)Anjo Músico                Profeta      c. 1435      MNAA
Gil Eanes          atribuído à oficina de João AfonsoS. Miguel                         MNAA1430-1440Montemor-o-VelhoMNMC
Gil Eanes trabalhou na Batalha, tendosob suas ordens João Afonso queregressaria a Coimbra. «Com Huguet veioum grande estat...
Atr. João AfonsoSanta CatarinaMNAA
João Afonso       atr. João Afonso     atr. João Afonso   João AfonsoVirgem do Leite         S. Sebastião       Santa Márt...
Arcanjo S. MiguelJoão Afonso              MNAA  Piedade  1440-50
João AfonsoTúmulo de Fernão Gomes de GóisOliveira do Conde1440
João AfonsoRetábulo do Corpo de Deus1439Calcário policromadoProveniente da Capela do Corpo de DeusMNMC
Diogo Pires-o-Velho: a sua formação «fez-se durante o reinado de D. Afonso V, correspondendoao período mais classicista do...
A Diogo Pires-o-Velho se atribuitambém o túmulo de FernãoTeles de Meneses, na igreja doMosteiro de S. Marcos, nosarredores...
Panteão dos SilvasIgreja do Mosteiro de S. Marcos
O túmulo de D. João de Albuquerque encontra-se hoje no Museu de Aveiro, proveniente da Igreja deS. Domingos. Pedro Dias di...
Monogramista PASanto AntãoFinais séc. XVSé de ViseuMuseu Grão Vasco      Nos finais do séc. XV, a        oficina de Coimbr...
Diogo Pires-o-Moço       «As obras (...) assinadas e até  datadas documentam a passagem          do gótico à renascença na...
Diogo Pires-o-MoçoPia baptismal da igrejade S. João de AlmedinaSé Velha1520-1525
Diogo Pires-o-MoçoAnjo TenenteC. 1518Proveniente de Santa CruzMNMC
Diogo Pires-o-MoçoTúmulos de João da Silva e Aires Gomes da SilvaCapela-mor do Mosteiro de S. Marcos
Nos inícios do séc. XVI, em Coimbra,notemos duas correntes: os seguidores deDiogo Pires-o-Velho, com o próprio,representan...
Olivier de Gand                          Profeta                          C. 1500                         Madeira         ...
Olivier de Gand terá vindo de Toledo paraCoimbra, onde assinou o retábulo da Sé Velha,num gótico final flamenguizante, ant...
MachimCadeiral de Santa Cruz de Coimbra1510 - 1512
Nicolau Chanterene, vindo da Normandia, trabalhou em Portugal     entre 1517 e 1551. Trouxeinfluências da corte de Francis...
Na frontaria de SantaCruz, as estátuasatestam a sua mestria:«pelo naturalismo, levetorsão dos corpos,perfeita harmonia das...
Dirigiu a encomenda de D. Manuelpara os novos túmulos reais.
Túmulo de D. Sancho I
Ecce Homo1522 - 1526                                          Deposição no Túmulo                  Em Santa Cruz de Coimbr...
bem como o magnífico púlpito queChanterenne lavrou em 1521.
Nicolau ChanterenneTúmulo de João de Noronha eesposa,Igreja de Santa MariaÓbidos
Nicolau ChantereneTúmulo de D. Álvaro CostaMuseu de Évora
O Mestre dos Túmulos Reais, discípulo de Chanterene, «Era mestre hábil, tinha gosto, uma perícia impressionante, estava at...
Virgem do Leite dita de                      D. Catarina dEça                                MNMCAnjo Custódio1520 - 1525M...
Odart era de origemfrancesa. Chegou a Portugal  vindo de Toledo, por volta                   de 1529.
O mais famoso dos seus trabalhos, realizado em barro, foi o grupo dosApóstolos que executou para o Refeitório de Santa Cru...
Rostos expressivos de um realismo intenso. Modelos robustos, cabeças volumosas comlinhas angulosas, barba revolta e ondula...
É ainda o autor dos túmulos de       D. Luís da Silveira (Góis)
e de D. Duarte de Lemos(Trofa, Águeda).
João de Ruão montou oficinaem Coimbra, próximo do Paçode Sub-Ripas, permanecendono nosso país de 1528 a 1580.
Escultor e arquitecto, a sua fama era imensa e as encomendas eram contínuas. Traçou oJardim da Manga.
Foi o mais produtivo    Tomé Velhode todos os artistas,      Piedadedeixando váriosdiscípulos:•António Fernandes,•António ...
São muito típicas as suasimagens da Senhora com oMenino: «trabalhos com umacentuado naturalismo,posições do corpo verosíme...
João de Ruão                                          S. TiagoS. João Baptista                                       MNAAM...
João de RuãoLamentação sobre o Corpo Morto de Cristo      Proveniente de Santa Cruz de Coimbra                     C. 1540...
Detalhe
João de Ruão             Retábulo da capela doRetábulo da Anunciação        palácio da PenaMuseu da Guarda                ...
Retábulo da Capela de S. Marcos
A Porta Especiosa
Retábulo da capela do Santíssimo Sacramento da Sé Velha
«João de Ruão, Chanterene e Odart, o trio de ouro da nossa arte, procuraram perceber o Homem e os seus dramas, e transmiti...
Os Túmulos de D. Pedro e D. Inês
Pela disparidade de leituras, pelas opiniões apaixonadas que têm merecido e pela polémica que os rodeia,[os túmulos de Alc...
O facto de serem ambos obras de excepção, num país«periférico», dificulta o estabelecimento de uma linha evolutiva e  impe...
Desconhece-se o autor (ou, mais provavelmente, autores) dos túmulos. A utilização de calcáriode Ançã deixa supor que se in...
«Estes túmulos constituem um dos primeiros exemplos, entre nós, da opção por sepulturas de tipo conjugalou matrimonial, qu...
As duas arcas tumulares são revestidos nas suasquatro faces de «micro-arquitecturas» comuma enorme variedade de formulário
Os túmulos foram severamente mutilados ao longo dos tempos, nomeadamente                                              dura...
O programa iconográfico terá sido decidido pelo rei e narra cenas da vida de S. Bartolomeu. Otúmulo de D. Pedro terá sido ...
No facial dos pés do túmulo de D. Pedro representam-se duascenas alusivas à boa morte, tendo ao centro um mongecisterciense.
No facial da cabeceira , uma rosácea com a Roda da Fortunanarrando a vida do casal.
O rei é representado no jacente sem baldaquino com a cabeça coroada repousando        sobre uma almofada e a mão pousada s...
O túmulo de D. Inês édecorado com cenas davida de Cristo.Na cabeceira representa-sea Crucificação.O bordo exibe os escudos...
No painel facial dospés, representa-se oJuízo Final.A arca assenta sobre6 animais híbridosque, provavelmente esegundo a tr...
O jacente representa Inês sobre um lençol sustentado                          por anjos. O rosto é sereno.
Nota bibliográfica: todas as citações dePedro Dias - «A Escultura Coimbrã doGótico ao Maneirismo»; Coimbra; CâmaraMunicipa...
A escultura portuguesa do gótico ao maneirismo
A escultura portuguesa do gótico ao maneirismo
A escultura portuguesa do gótico ao maneirismo
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A escultura portuguesa do gótico ao maneirismo

  1. 1. A Escultura Portuguesa doGótico ao Maneirismo
  2. 2. foi o principal centro da esculturaportuguesa desde o Gótico ao Renascimento. Guimarães , e foram importantesnúcleos, para além de outros centros regionaiscomo ou .. Coimbra Batalha Santarém Lisboa Évora
  3. 3. O túmulo do bispo de Évora D.Durando Pais (falecido em 1283) foiinicialmente colocado na Sé eencontra-se hoje no museu dacidade.O estilo rígido e a representaçãojacente muito sofrível não impedeque simbolize o arranque daoficina eborense que, não tardará,concorrerá com Coimbra e Lisboa.
  4. 4. O túmulo de Fernão GonçalvesCogominho encontra-se no Museu deÉvora, proveniente da igreja de S.Francisco.O sepultado era bastardo do cónego daSé de Lisboa.A obra data de c. 1364 e representa arealização mais comum da oficinaeborense, distinguindo-se dos modelosconimbricenses por ter as faces maisplanas e as esculturas de menor relevo
  5. 5. Túmulo do bispo D. Fernando MartinsSéc. XIVMuseu de Évora
  6. 6. Os túmulos de D. Lopo Fernandes Pacheco e sua esposa, na Sé de Lisboa. São bonsexemplos da oficina lisboeta no reinado de D. Afonso IV.
  7. 7. O modelo caracteriza-se pelos jacentes de excelente qualidade e as arcas decoradas apenascom os brasões dos tumulados.
  8. 8. D. Maria De Villalobos
  9. 9. Coimbra era a mais importante oficina de escultura. A cidade tinhaalguma tradição escultórica desde o tempo romano. Lívia Séc. I - MNMC Cabeça - Imperatriz Agripina Maior Séc. I - MNMC Pé de altar visigótico MNMC
  10. 10. Pedreiras de Ançã, Portunhos e Outil.
  11. 11. O rio Mondego constituía excelente via decomunicação para o transporte da pedra eexportação das peças, quer para o interiorbeirão, quer para o litoral.
  12. 12. No mosteiro de Celas, encontramos o núcleomais importante de escultura decorativa, noséc. XIII. Os capitéis historiados do claustro sãode autoria desconhecida.
  13. 13. Havia em Coimbra muitos e bons encomendantes:Sé, mosteiros, igrejas e, a partir de 1537, os várioscolégios universitários, além das encomendas deimportantes dignitários da nobreza e da famíliareal: Rainha D. Isabel ou Infante D. Pedro.
  14. 14. Aqui se fixaram muitos artistas estrangeiros, formando-se então uma verdadeira indústria.João de RuãoDeposição no TúmuloSéc. XVIMNMC
  15. 15. Arca relicário dos mártires de Marrocos [Vital, Berardo,Acúrcio, Adjuto e Otão, martirizados em 1220]; finais séc.XIII, proveniente do Mosteiro Lorvão; MNMC
  16. 16. O túmulo de D. Rodrigo Sanches (meados séc. XIII), bastardo de D. Sancho I, morto emcombate e sepultado no mosteiro de Grijó (Gaia) é o mais antigo jacente gótico. Aindamuito arcaico, será o ponto de partida dos imaginários de Coimbra, oficina deonde, segundo Pedro Dias, provém esta obra.
  17. 17. Túmulo do bispo de Coimbra D. Tibúrcio (séc. XIII), na Sé Velha. A escultura tumular coloca-se ao serviço de uma estratégia de afirmação do poder, individualizando a sepultura dospoderosos, preservando assim a sua memória.
  18. 18. Túmulo de D. Vataça Lascaris na Sé Velha de Coimbra, foi executado por mestre Pêro em1337. D. Vataça era uma dama bizantina do séquito de Isabel de Aragão. A tumulária comelementos identificadores generaliza-se no século XIII, correspondendo ao desejo deafirmação dos estratos mais altos da sociedade, quer religiosos, quer civis.
  19. 19. Mestre Pêro radicou-se na corte de Isabel de Aragão (1296-1336), proveniente de Aragão ouda Catalunha. O túmulo da Rainha Santa Isabel data de c. 1326.
  20. 20. O túmulo da Rainha Santa éa obra-prima de MestrePêro e a razão da sua vindapara Coimbra. Esta obradefiniria um modelo queseria repetido noutrascidades pelos notáveis doreino e será apenassuplantado pelos túmulosde Alcobaça.
  21. 21. Mestre PêroArca tumular de D. Gonçalo Pereira, arcebispo de Braga(jacente do escultor lisboeta Telo Garcia)1334Sé de Braga
  22. 22. Mestre PêroTúmulo da Infanta D. Isabel [neta da Rainha Santa]C. 1326 – 1330Convento de Santa Clara-a-NovaProveniente de Santa Clara-a-VelhaCoimbra
  23. 23. Autor desconhecidoTúmulo de D. Isabel de Urgel, duquesa de Coimbra [mulher do Infante D. Pedro] Final do séc. XIV Convento de Santa Clara-a-Nova Proveniente de Santa Clara-a-Velha
  24. 24. «A escultura de MestrePêro tem característicasmuito peculiares: umaboa modelação doscorpos, excelentelançamento dospanejamentos,preocupação com osadereços,nomeadamente com osfirmais que fixam osmantos sobre o peitodas imagens (...) e um Sbem pronunciado emtodas as imagens. Ascabeças são, noentanto, demasiadograndes em relação aocorpo (...). Os rostos sãoestereotipados, com osolhos muito rasgados,em amêndoa e o queixo Nossa Senhora com o Menino Nossa Senhora do Ócom um pequeno C. 1330 – 1340 C. 1330 – 1340 Proveniente de Montemor-o-Velho Proveniente da Sé Velha de Coimbraressalto.» MNMC MNMC
  25. 25. Nossa Senhora com o Menino Atribuído a Mestre Pêro Mestre Pêro C. 1330 – 1340 Virgem com o Menino Nossa Senhora do Ó Podentes MNMC MNAA MNMC
  26. 26. Mestre Pêro Irradiação da oficina deAtribuído a Mestre Pêro Nossa Senhora Mestre Pêro Mestre Pêro Virgem da Expectação Museu Alberto Sampaio Virgem do Ó Virgem com Menino MNAA Guimarães Museu de Lamego MNAA
  27. 27. Seguidor do Mestre PêroAtribuído a Mestre Pêro Mestre Pêro Nossa Senhora do Ó Nossa Senhora do Ó Santa Mártir Museu Diocesano de Tuy Museu de Lamego MNMC Meados séc. XIV.
  28. 28. Mestre PêroDomingos JoanesOliveira do HospitalMuseu Nacional Machado de Castro
  29. 29. Mestre PêroCapela dos Ferreiros da igreja matrizOliveira do HospitalDomingos Joanes e Domingas Sabranchais1330 - 1340
  30. 30. Mestre PêroRetábulo da Capela dos FerreirosOliveira do Hospital
  31. 31. «Mestre das Senhoras Esguias»:«No final do séc. XIV, deve ter vindopara Coimbra um mestre de origemou educação francesa, que dirigiu aoficina de onde saíram esculturas dedimensões mais avantajadas do queera habitual fazer (...) Não se podeafirmar que se trate de um sómestre, antes pensamos numaoficina ou num grupo de estatuáriosautónomos que aprenderam comum artista formado em França»«Cânone mais esguio, mais elegantese as roupagens caem de formanatural. Normalmente os mantos sãoseguros junto da cintura, nas figurasda Mãe de Jesus, presas pelo próprioMenino, e nas dos Santos, fixas pelapressão do braço esquerdo. Os Nossa Senhora com orostos são mais variados e com Menino Finais do séc. XIVtratamento minucioso (...). As mãos Proveniência desconhecidasão longas e finas (...).» MNAA
  32. 32. A mais importante obra da esculturacoimbrã dos séculos XIII e XIV é o Cristo Negro, proveniente do Convento de S. João das Donas, mosteiro feminino anexo a Santa Cruz. Em 1528, estaobra, passou para Santa Cruz, após frei Brás de Braga ter extinto a casa feminina. É um Cristo já gótico, muito distante das representações pantocráticas, foi uma das mais veneradas imagens da região. Encontra-se hoje no Museu Nacional Machado de Castro, após cuidadoso restauro que lhe retirou a fuligem negra que justificou o nome da peça.
  33. 33. Pedro Dias lança a hipótese de o apostolado do portal da Sé de Évora, (1ª metade do séc.XIII) resultar do trabalho de vários artistas, notando-se a influência de mestre Pêro. Trata-sede uma obra excepcional no panorama da escultura medieval em Portugal, vindo apenas aser ultrapassado pelo portal da Batalha
  34. 34. Os escultores de formação batalhina: Gil Eanes e João Afonso («Mestre das Alhadas»,«Mestre dos Sinos»): ignora-se a identidade do mestre escultor responsável pelo portalflamejante da Batalha. O facto é que os trabalhos batalhinos acolheram muitos artistas deCoimbra, o que se reflectirá depois na produção escultórica local.
  35. 35. Mestre do Portal da Batalha (atribuição)Anjo Músico Profeta c. 1435 MNAA
  36. 36. Gil Eanes atribuído à oficina de João AfonsoS. Miguel MNAA1430-1440Montemor-o-VelhoMNMC
  37. 37. Gil Eanes trabalhou na Batalha, tendosob suas ordens João Afonso queregressaria a Coimbra. «Com Huguet veioum grande estatuário do levanteEspanhol ou de além-Pirenéus; com eleaprendeu Gil Eanes, que lhe sucedeu nocargo. Com Gil Eanes trabalhava JoãoAfonso, que repartia a sua actividadeentre Coimbra e a Batalha».João AfonsoS. Miguel ArcanjoProveniente da igreja de S. Salvador1440 - 1450MNMC João Afonso S. Pedro Museu de Arouca
  38. 38. Atr. João AfonsoSanta CatarinaMNAA
  39. 39. João Afonso atr. João Afonso atr. João Afonso João AfonsoVirgem do Leite S. Sebastião Santa Mártir Santa ÁgataMNAA MNAA MNAA MNAA
  40. 40. Arcanjo S. MiguelJoão Afonso MNAA Piedade 1440-50
  41. 41. João AfonsoTúmulo de Fernão Gomes de GóisOliveira do Conde1440
  42. 42. João AfonsoRetábulo do Corpo de Deus1439Calcário policromadoProveniente da Capela do Corpo de DeusMNMC
  43. 43. Diogo Pires-o-Velho: a sua formação «fez-se durante o reinado de D. Afonso V, correspondendoao período mais classicista do gótico nacional.» Diogo Pires-o-Velho (atrib.) Túmulo do Conde de Ourém Igreja da Colegiada de Ourém C. 1477
  44. 44. A Diogo Pires-o-Velho se atribuitambém o túmulo de FernãoTeles de Meneses, na igreja doMosteiro de S. Marcos, nosarredores de Coimbra, datável de1480.Trata-se de um trabalho notável,destacando-se o docel ao gostoitaliano, aberto por dois tenentes.Os brasões do fidalgo sãoenvolvidos por motivosvegetalistas.
  45. 45. Panteão dos SilvasIgreja do Mosteiro de S. Marcos
  46. 46. O túmulo de D. João de Albuquerque encontra-se hoje no Museu de Aveiro, proveniente da Igreja deS. Domingos. Pedro Dias discorda de Reinaldo dos Santos que atribui a autoria desta obra ao mesmoautor: «Quem fez um não fez o outro»
  47. 47. Monogramista PASanto AntãoFinais séc. XVSé de ViseuMuseu Grão Vasco Nos finais do séc. XV, a oficina de Coimbra encontra-se no auge, atingindo uma «predominância quase absoluta». São muitos os imaginadores que inscrevem as suas iniciais nas obras saídas de Coimbra. Diogo Pires-o-Velho (atribuído) S. Tiago c. 1500
  48. 48. Diogo Pires-o-Moço «As obras (...) assinadas e até datadas documentam a passagem do gótico à renascença nas oficinas coimbrãs, posto que mal assimilada. Além de sofrer influências da Flandres, tão patentes nos seus anjos tenentes dos escudos heráldicos, nos cabelos ondulados nas imagens femininas e nos santos, no gosto pelos detalhes, depois de 1521 passou a incluir grotescos e medalhões nos frisos e entablamentos (...).» Diogo Pires- o-Moço trabalhou directamente com Chanterenne, de quem terá colhido muitas influências.Pia BaptismalIgreja de Leça do Bailio1515
  49. 49. Diogo Pires-o-MoçoPia baptismal da igrejade S. João de AlmedinaSé Velha1520-1525
  50. 50. Diogo Pires-o-MoçoAnjo TenenteC. 1518Proveniente de Santa CruzMNMC
  51. 51. Diogo Pires-o-MoçoTúmulos de João da Silva e Aires Gomes da SilvaCapela-mor do Mosteiro de S. Marcos
  52. 52. Nos inícios do séc. XVI, em Coimbra,notemos duas correntes: os seguidores deDiogo Pires-o-Velho, com o próprio,representantes de uma tradição local, eoutra, protagonizada por Olivier de Gande seus auxiliares, com destaque para Jeande Ypres. Olivier de Gand Anjo Heráldico Com as armas de Isabel de Aragão C. 1500 Madeira policromada Proveniente de Santa Clara-a-Velha MNMC
  53. 53. Olivier de Gand Profeta C. 1500 Madeira Proveniente da Sé Velha MNMCNossa Senhora de umCalvárioC. 1500MadeiraProveniente de S. João de AlmedinaMNMC
  54. 54. Olivier de Gand terá vindo de Toledo paraCoimbra, onde assinou o retábulo da Sé Velha,num gótico final flamenguizante, antes departir para Évora e Tomar. Ypres ficou.
  55. 55. MachimCadeiral de Santa Cruz de Coimbra1510 - 1512
  56. 56. Nicolau Chanterene, vindo da Normandia, trabalhou em Portugal entre 1517 e 1551. Trouxeinfluências da corte de Francisco I e da Itália. Esteve em Santiago de Compostela. Gosto naturalista, clássico e italianizado, denotando profunda capacidade técnica no tratamento da anatomia.
  57. 57. Na frontaria de SantaCruz, as estátuasatestam a sua mestria:«pelo naturalismo, levetorsão dos corpos,perfeita harmonia dasproporções (...)pormenores (....) comrelevos baixíssimos nadecoração das vestes.
  58. 58. Dirigiu a encomenda de D. Manuelpara os novos túmulos reais.
  59. 59. Túmulo de D. Sancho I
  60. 60. Ecce Homo1522 - 1526 Deposição no Túmulo Em Santa Cruz de Coimbra podem contemplar-se os baixos-relevos do claustro.
  61. 61. bem como o magnífico púlpito queChanterenne lavrou em 1521.
  62. 62. Nicolau ChanterenneTúmulo de João de Noronha eesposa,Igreja de Santa MariaÓbidos
  63. 63. Nicolau ChantereneTúmulo de D. Álvaro CostaMuseu de Évora
  64. 64. O Mestre dos Túmulos Reais, discípulo de Chanterene, «Era mestre hábil, tinha gosto, uma perícia impressionante, estava atento às mudanças, mas não aprendera a anatomia humana.»Virgem da AnunciaçãoMNMC
  65. 65. Virgem do Leite dita de D. Catarina dEça MNMCAnjo Custódio1520 - 1525MNMC
  66. 66. Odart era de origemfrancesa. Chegou a Portugal vindo de Toledo, por volta de 1529.
  67. 67. O mais famoso dos seus trabalhos, realizado em barro, foi o grupo dosApóstolos que executou para o Refeitório de Santa Cruz de Coimbra eque está no Museu Nacional Machado de Castro.
  68. 68. Rostos expressivos de um realismo intenso. Modelos robustos, cabeças volumosas comlinhas angulosas, barba revolta e ondulada, tal como os cabelos, maxilares fortes, veiassalientes,...
  69. 69. É ainda o autor dos túmulos de D. Luís da Silveira (Góis)
  70. 70. e de D. Duarte de Lemos(Trofa, Águeda).
  71. 71. João de Ruão montou oficinaem Coimbra, próximo do Paçode Sub-Ripas, permanecendono nosso país de 1528 a 1580.
  72. 72. Escultor e arquitecto, a sua fama era imensa e as encomendas eram contínuas. Traçou oJardim da Manga.
  73. 73. Foi o mais produtivo Tomé Velhode todos os artistas, Piedadedeixando váriosdiscípulos:•António Fernandes,•António Cordeiro,•António Gomes,•Tomé Velhoe seus filhos:•Simão de Ruão e•Jerónimo de Ruão.
  74. 74. São muito típicas as suasimagens da Senhora com oMenino: «trabalhos com umacentuado naturalismo,posições do corpo verosímeis,panejamentos bem lançados,com a preocupação deintroduzir variações em cadapeça.»João de Ruão contribuiudecisivamente para a ReformaCatólica, com as suas imagensque, para o povo crente, eramnormalmente mais elucidativasdo que os sermões dos padres. Nossa Senhora com o Menino 1535 – 1540 Prov. desconhecida Col. particular
  75. 75. João de Ruão S. TiagoS. João Baptista MNAAMNMC Santo António com o Menino Jesus Proveniência desconhecida Colecção particular
  76. 76. João de RuãoLamentação sobre o Corpo Morto de Cristo Proveniente de Santa Cruz de Coimbra C. 1540 MNMC
  77. 77. Detalhe
  78. 78. João de Ruão Retábulo da capela doRetábulo da Anunciação palácio da PenaMuseu da Guarda Sintra
  79. 79. Retábulo da Capela de S. Marcos
  80. 80. A Porta Especiosa
  81. 81. Retábulo da capela do Santíssimo Sacramento da Sé Velha
  82. 82. «João de Ruão, Chanterene e Odart, o trio de ouro da nossa arte, procuraram perceber o Homem e os seus dramas, e transmitir ao barro e à pedra os sentimentos e atitudes.» Nicolau Chanterenne D. Afonso Henriques 1515 -20 Santa Cruz João de Ruão Santa Inês 1526Odart: Cabeça de Apóstolo Santa Clara-a-Velha MNMC1533; Santa Cruz; MNMC
  83. 83. Os Túmulos de D. Pedro e D. Inês
  84. 84. Pela disparidade de leituras, pelas opiniões apaixonadas que têm merecido e pela polémica que os rodeia,[os túmulos de Alcobaça] podem, como aliás já foi feito, comparar-se a outra questão magna da nossahistoriografia - a «questão dos Painéis de S. Vicente».
  85. 85. O facto de serem ambos obras de excepção, num país«periférico», dificulta o estabelecimento de uma linha evolutiva e impede comparações. A tendência natural, no que concerne aobras que provocam uma «ruptura», é apontar-lhes uma autoria estrangeira.
  86. 86. Desconhece-se o autor (ou, mais provavelmente, autores) dos túmulos. A utilização de calcáriode Ançã deixa supor que se integra, de algum modo, na tradição coimbrã.
  87. 87. «Estes túmulos constituem um dos primeiros exemplos, entre nós, da opção por sepulturas de tipo conjugalou matrimonial, que se caracterizam pelo recurso a um formulário estilístico comum e pela sua colocaçãonum mesmo espaço.»
  88. 88. As duas arcas tumulares são revestidos nas suasquatro faces de «micro-arquitecturas» comuma enorme variedade de formulário
  89. 89. Os túmulos foram severamente mutilados ao longo dos tempos, nomeadamente durante as invasões francesas.
  90. 90. O programa iconográfico terá sido decidido pelo rei e narra cenas da vida de S. Bartolomeu. Otúmulo de D. Pedro terá sido concluído entre os anos de 1361 e 1367 e o de D. Inês cerca de1360 e estariam inicialmente colocados lado a lado.
  91. 91. No facial dos pés do túmulo de D. Pedro representam-se duascenas alusivas à boa morte, tendo ao centro um mongecisterciense.
  92. 92. No facial da cabeceira , uma rosácea com a Roda da Fortunanarrando a vida do casal.
  93. 93. O rei é representado no jacente sem baldaquino com a cabeça coroada repousando sobre uma almofada e a mão pousada sobre uma espada. Os anjos ladeiam- no, enquanto, aos pés, repousa um vigilante lebréu (cão de fila).
  94. 94. O túmulo de D. Inês édecorado com cenas davida de Cristo.Na cabeceira representa-sea Crucificação.O bordo exibe os escudosde Portugal e dos Castros .
  95. 95. No painel facial dospés, representa-se oJuízo Final.A arca assenta sobre6 animais híbridosque, provavelmente esegundo a tradição,simbolizam osassassinos.
  96. 96. O jacente representa Inês sobre um lençol sustentado por anjos. O rosto é sereno.
  97. 97. Nota bibliográfica: todas as citações dePedro Dias - «A Escultura Coimbrã doGótico ao Maneirismo»; Coimbra; CâmaraMunicipal; 2003 (catálogo da exposição).Lurdes Craveiro assina o capítulo sobreescultura no vol. 5 da «História da Arte emPortugal» das Publicações Alfa (Lisboa;1986; pp. 93 – 115).Relativamente aos túmulos de Alcobaça, ascitações foram colhidas de Francisco Patode Macedo e Maria José Goulão - OsTúmulos de D. Pedro e D. Inês; in PauloPereira; «História da Arte Portuguesa»;volume I; Lisboa; Círculo de Leitores; 1995;pp. 446 – 455.Maria José Goulão é também a autora dovolume 4 da História da «Arte Portuguesa»dirigida por Dalila Rodrigues (Lisboa; FubuEditores; 2009) que constitui a síntesegeral que mais se aproxima da perspetivaadoptada nas nossas aulas. Cruz de Portugal; Silves

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