FunçãO Residenciial

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FunçãO Residenciial

  1. 1. A diferenciação funcional das áreas urbanas AS ÁREAS RESIDENCIAIS AS ÁREAS INDUSTRIAIS
  2. 2. AS ÁREAS RESIDENCIAIS <ul><li>A função residencial desempenha um papel importante nas cidades, distinguindo-se áreas com características próprias , cuja localização está directamente relacionada com o custo do solo e, por isso, reflecte as características sociais da população que nelas habita. Pode mesmo dizer-se que existe uma segregação espacial, na medida em que o espaço se organiza em áreas mais ou menos homogéneas, mas com grandes diferenças entre si. </li></ul>
  3. 3. AS ÁREAS RESIDENCIAIS <ul><li>Elementos que intervêm na caracterização das áreas residenciais </li></ul><ul><li>valorização social das diferentes localizações </li></ul>
  4. 4. AS ÁREAS RESIDENCIAIS <ul><li>Equipamentos comerciais da área envolvente </li></ul><ul><li>Equipamentos colectivos (creches, jardins-de-infância, escolas, centros de saúde, centros culturais, centros de dia, etc.). </li></ul><ul><li>Acessibilidade/centralidade </li></ul><ul><li>Qualidade ambiental/espaço cénico (vista agradável bem enquadrada ) </li></ul>
  5. 5. AS ÁREAS RESIDENCIAIS <ul><li>Características dos edifícios </li></ul><ul><li>Espaço/número de assoalhadas </li></ul><ul><li>Qualidade arquitectónica (aspecto exterior do edifício) </li></ul><ul><li>Equipamentos ou infra-estruturas colectivas (piscina, ginásio, sauna, campo de jogos, portaria com guarda, etc.) </li></ul>
  6. 6. AS ÁREAS RESIDENCIAIS – Classes privilegiadas <ul><li>As áreas residenciais ocupadas pelas classes privilegiadas são normalmente dotadas de boa acessibilidade, situando-se em locais aprazíveis dentro do tecido urbano (com boa localização geográfica, com boas vistas e espaços verdes à sua volta), normalmente próximo das áreas centrais e afastadas de áreas industriais. Os edifícios são de boa e requintada construção e os espaços exteriores são igualmente cuidados. </li></ul>
  7. 7. AS ÁREAS RESIDENCIAIS privilegiadas <ul><li>Alguns destes bairros são constituídos por habitações unifamiliares (moradias com jardins). Outros agrupam prédios com andares, de habitações espaçosas e bons equipamentos. </li></ul><ul><li>Em qualquer dos casos, as habitações são caras, por isso, só alguns as podem pagar O próprio solo é mais caro nesses locais (o valor da renda locativa é muito elevado). </li></ul>
  8. 8. AS ÁREAS RESIDENCIAIS privilegiadas <ul><li>Nos últimos anos, tem surgido uma oferta de habitação de qualidade em edifícios de andares equipados de infra-estruturas colectivas (piscinas, campos de jogos, sauna, etc.) conhecidos comercialmente por “condomínios fechados”. São sempre bem localizados, dentro da cidade ou na periferia, instalando-se, nesta última, em “quintas”. </li></ul>
  9. 9. AS ÁREAS RESIDENCIAIS privilegiadas
  10. 10. AS ÁREAS RESIDENCIAIS - Classes médias <ul><li>A maior parte do espaço urbano é preenchido por bairros residenciais ocupados pela classe média. Não têm o arranjo arquitectónico dos bairros de luxo, a área de habitação é, em geral, mais reduzida e os edifícios, quase sempre idênticos, acusam, muitas vezes, deficiente conservação. </li></ul>
  11. 11. AS ÁREAS RESIDENCIAIS - Classes médias <ul><li>À medida que a distância ao centro aumenta, diminui o preço do solo, pelo que se torna mais possível, à classe média, a ocupação, em áreas periféricas, de novos bairros caracterizados por habitações espaçosas. muitas das quais são mesmo semelhantes às habitações de luxo dos bairros da classe alta. São, no entanto, mais baratas em função da menor acessibilidade, do afastamento ao centro e da desqualificação da área, factos que tornam também o solo mais barato. Estas novas áreas urbanizadas são ocupadas essencialmente por famílias jovens. </li></ul>
  12. 12. AS ÁREAS RESIDENCIAIS - Classes médias
  13. 13. AS ÁREAS RESIDENCIAIS – Classes de menores recursos <ul><li>As classes sociais menos favorecidas habitam pátios, vilas, prédios antigos, por vezes muito degradados, em áreas menos qualificadas, bairros camarários ou sociais, construídos pelas autarquias ou pelo Poder Central, que se caracterizam por uma grande homogeneidade — a arquitectura é sempre semelhante, embora reflectindo a época de construção. Os edifícios são de construção simples e relativamente económica. </li></ul>
  14. 14. AS ÁREAS RESIDENCIAIS – Classes de menores recursos
  15. 15. AS ÁREAS RESIDENCIAIS – Classes de menores recursos <ul><li>A sua implantação tem sido feita de modo disperso pela cidade, mas muitas das vezes periférica. </li></ul><ul><li>Este grupo social, constituído, em parte, por idosos e população imigrante, ocupa ainda algumas das áreas mais antigas da cidade — bairros tradicionais, últimos pisos ou mansardas da Baixa, ou bairros periféricos, embora ainda dentro dos limites da cidade. </li></ul>
  16. 16. AS ÁREAS RESIDENCIAIS – Classes de menores recursos
  17. 17. A INDÚSTRIA
  18. 18. A INDÚSTRIA <ul><li>A cidade sempre exerceu uma grande atracção sobre a indústria devido a:. </li></ul><ul><li>O desenvolvimento dos transportes , </li></ul><ul><li>a abundante e diversificada mão-de-obra , </li></ul><ul><li>o capital , </li></ul><ul><li>os consumidores em número crescente , </li></ul>
  19. 19. A INDÚSTRIA <ul><li>os terminais de vias de comunicação , </li></ul><ul><li>os diversificados serviços de apoio (bancos, seguros, etc.) </li></ul><ul><li>são alguns dos factores que justificam a preferência da indústria para se instalar na cidade. </li></ul><ul><li>nos últimos anos, ela tende a deixar as cidades </li></ul><ul><li>PORQUÊ </li></ul>
  20. 20. A INDÚSTRIA <ul><li>a grande necessidade de vastos espaços, por parte das indústrias modernas (devido à introdução de novas linhas de montagem e necessidade de parques de estacionamento, de escritórios, serviços sociais — salas de convívio, cantina, posto médico, etc., e a preocupação com o arranjo do espaço exterior, através existência de áreas ajardinadas); </li></ul><ul><li>o elevado preço do solo; </li></ul>
  21. 21. A INDÚSTRIA <ul><li>a crescente intensidade de trânsito, e consequente congestionamento de tráfego no interior da cidade, e as dificuldades de estacionamento; </li></ul><ul><li>as alterações no processo produtivo (a separação da fase produtiva da de gestão e direcção leva à relocalização das unidades de produção na periferia, onde a distância ao centro está dependente da necessidade de mão-de-obra mais ou menos qualificada); </li></ul><ul><li>a elevada poluição sonora e atmosférica; </li></ul>
  22. 22. A INDÚSTRIA <ul><li>os planos de urbanização (que, nas periferias da cidade, limitam áreas destinadas exclusivamente à indústria); </li></ul><ul><li>os parques industriais ou zonas industriais (que beneficiam da existência de infra-estruturas, de uma excelente acessibilidade e do preço do solo mais barato); </li></ul><ul><li>a progressiva existência de infra-estruturas no espaço rural. </li></ul>
  23. 23. A INDÚSTRIA <ul><li>Todos estes factores conjugados levaram a: </li></ul><ul><li>desindustrialização do centro; </li></ul><ul><li>declínio de zonas e sectores tradicionais de indústria; </li></ul><ul><li>formação de novas áreas industriais na periferia, em paralelo com o aparecimento de indústrias com maior componente tecnológica. </li></ul>
  24. 24. A INDÚSTRIA <ul><li>A indústria começa a deslocalizar-se para novas áreas, essencial mente devido ao grande desenvolvimento da rede rodoviária, que permitiu a instalação de industrias e armazéns em áreas cada vez mais distantes das áreas urbanas tradicionais </li></ul>
  25. 25. A INDÚSTRIA <ul><li>. Esta nova tendência foi contribuindo para a criação de modernas áreas industriais no exterior do antigo perímetro urbano onde se conjuga um conjunto de factores de localização industrial como disponibilidade de espaço, bons acessos, preço do solo mais baixo e em muitos casos a disponibilidade de mão-de-obra </li></ul>
  26. 26. A INDÚSTRIA <ul><li>A importância da indústria no desenvolvimento local e regional </li></ul><ul><li>UM EXEMPLO TONDELA </li></ul><ul><li>Em Portugal, mas perto da Europa </li></ul><ul><li>A proximidade de Espanha, com as portas abertas nos Pirinéus, os bons acessos e a qualidade da mão-de-obra são as principais factores de atracção industrial de Tondela. Mas as empresas que se instalaram no concelho apontam também vias de melhoria </li></ul>
  27. 27. A INDÚSTRIA
  28. 28. A INDÚSTRIA <ul><li>PORQUÊ TONDELA? </li></ul><ul><li>Localização e acessibilidade atractiva em relação a Lisboa, Porto e restante Europa </li></ul><ul><li>Qualidade de mão de obra </li></ul><ul><li>Maior disponibilidade de terrenos e mais baratos </li></ul>
  29. 29. A INDÚSTRIA A LOCALIZAÇÃO
  30. 30. A INDÚSTRIA <ul><li>PROBLEMAS A RESOLVER: </li></ul><ul><li>Falta de mão de obra especializada </li></ul><ul><li>As vias de comunicação e a rede de distribuição de energia precisam de ser melhoradas </li></ul>
  31. 31. A INDÚSTRIA <ul><li>Será que todas as indústrias saíram das cidades? </li></ul><ul><li>Apesar de nestas áreas a indústria ter de competir com actividades mais lucrativas como o comércio e serviços , ainda há algumas indústrias que aí permanecem que são: </li></ul><ul><li>De pequena dimensão </li></ul><ul><li>De bens de consumo </li></ul><ul><li>As que necessitam pouco espaço e que poluem pouco, mas que fabricam produtos raros e de elevado valor ex: joalharia, produtos ópticos, ou pequenas oficinas associadas ao comércio (alta costura) e artes gráficas e tipografias. </li></ul>

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