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2 Recuperação Bacia Hidrográfica Rio Santana 
Localização Geográfica: 
 Mato Grosso do Sul 
 Município: Paranaíba 
 Coordenadas geográficas: 
 Latitude - 19,529830 S 
 Longitude - 51,447900 S 
 Caracterização Ambiental 
 Bioma/Fisionomia: Cerrado - Mata ciliar 
 Região Hidrográfica: Paraná 
Resumo do projeto: 
A mata ciliar é uma formação vegetal, associada aos cursos d'água, cuja ocorrência 
é favorecida pelas condições físicas locais, relacionadas à maior umidade do solo é 
de grande importância no gerenciamento ambiental contra as erosões e 
assoreamentos dos córregos e rios. Contribuindo na manutenção dos recursos 
hídricos, funciona como corredores úmidos entre as áreas agrícolas, favorecendo a 
proteção da vida silvestre local. Em Paranaíba a busca pela ampliação das áreas 
agrícolas e pecuárias fez com que milhares de hectares de Áreas de Preservação 
Permanente fossem e estão destruídas, e entre elas as APPs, do Rio Santana. Que 
hoje apresenta um quadro preocupante de assoreamento no município de 
Paranaíba, quadro este gerador de conflitos, pois o Rio Santana é manancial de 
abastecimento público e dessedentação de rebanhos bovinos. Entende-se que no 
município toda a bacia do Rio Santana os cursos d'água são de baixa qualidade e 
necessitam de tratamento. O que se fez pensar num projeto que tem por objetivo 
desenvolver ações integradas com participação de várias instituições, para 
recomposição vegetal da Área de Preservação permanente do Rio Santana. Além 
de promover ações que venham minimizar conflitos através de um maior 
envolvimento do governo. Viabilizando uma maior conexão entre os órgãos 
fiscalizadores; acompanhamento técnico especializado com vista ao 
desenvolvimento sustentável; aumento da participação de representantes dos 
usuários da água nos comitês de bacias hidrográficas; ajuda financeira para 
resolução dos problemas ambientais e promoção da educação ambiental para a 
proteção do Rio. Quando, para programar soluções a fim de assegurar a qualidade 
da água serão usados os seguintes mecanismos:
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
3 
 Aumentar esforços mais efetivos de comunicação e educação; 
 Melhorar a qualidade da água por meio de monitoramento aprimorado; 
 Criar melhores ferramentas financeiras e econômicas; 
 Implementação de métodos mais efetivos de restauração da bacia 
hidrográfica e ecossistema; 
 Comprometimento de todos os níveis da sociedade; 
 Utilizar ferramentas jurídicas institucionais e regulatórias efetivas para 
proteger a qualidade da água, é necessário novo e aprimorado marco legal e 
institucional é preciso adotar e aplicar leis sobre proteção e melhoria da 
qualidade da água. 
 Controle das erosões ao longo do rio Santana desde o distrito do Tamandaré 
até o rio Paranaíba, num total de 7.700 horas de máquinas esteira, pá 
carregadeira e trator, divididos em quatro etapas. 
A Lei nº 2.406/2002, e alteração, que instituiu a Política Estadual dos Recursos 
Hídricos e criou o Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, tem 
por finalidade (art. 2º) 
 I - assegurar, em todo o território do Estado, a necessária disponibilidade de 
água, para os atuais usuários e gerações futuras, em padrões de qualidade e 
quantidade adequados aos respectivos usos; 
 II - promover a compatibilização entre os múltiplos e competitivos usos dos 
recursos hídricos, com vistas ao desenvolvimento sustentável; 
 III - promover a prevenção e defesa contra os eventos hidrológicos críticos, 
de origem natural ou decorrente do uso inadequado dos recursos naturais, 
que ofereçam riscos à saúde e à segurança pública ou prejuízos econômicos 
ou sociais; 
 IV - incentivar a preservação, conservação e melhoria quantitativa e 
qualitativa dos recursos hídricos. 
São princípios da mesma Lei (art. 3º) 
 I - a água é um recurso natural limitado, bem de domínio público e dotado de 
valor econômico; 
 II - todos os tipos de usuários terão acesso aos recursos hídricos, devendo a 
prioridade de uso observar critérios sociais, ambientais econômicos; 
 III - adoção da bacia hidrográfica como unidade física territorial de 
implementação da Política Estadual dos Recursos Hídricos e atuação do 
Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos Hídricos; 
 IV - a gestão dos recursos hídricos do Estado será descentralizada e deverá 
contar com a participação do Poder Público, dos usuários e da comunidade. 
 Parágrafo único. O uso prioritário dos recursos hídricos é para o consumo 
humano e a dessedentação de animais.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
4 Políticas modelo de prevenção da poluição devem ser difundidas de forma ampla, e 
diretrizes devem ser elaboradas para promover a qualidade da água da bacia 
hidrográfica do rio Santana. Planejamento em nível de bacia hidrográfica é 
necessário para identificar as principais fontes de poluição e a tomada de 
intervenções mais adequadas. 
Fontes de água das quais o município todo depende estão se tomando cada vez 
mais poluídas, é preciso voltar à atenção para a melhoria e preservação da 
qualidade da água. Direcionar prioridades, o que tornará possível que nossos 
recursos hídricos voltem a ser fonte de vida. 
Já dispomos de conhecimentos, técnicas e capacidades para proteger a qualidade 
de nossos corpos hídricos, precisamos agora demonstrar que temos vontade, a vida 
e a prosperidade dependerão de nossas ações. 
Duração do projeto 46 Meses
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
Orçamento 
5 Primeira etapa - 01 meses à 17 meses 
10 horas / dia 
17 dias / mês 
17 Meses 
2890 Horas de máquinas 
R$ 200,00 Preço hora máquina 
R$ 578.000,00 Custo total hora máquinas 
R$ 115.600,00 Acompanhamento técnico 17 meses 
R$ 693.600,00 Custo primeira etapa, 41.500 metros 
Segunda etapa - 18 meses à 24 meses depois do inicio do projeto 
10 horas / dia 
17 dias / mês 
7 Meses 
1190 Horas de máquinas 
R$ 220,00 Preço hora máquina 
R$ 261.800,00 Custo total hora máquina 
R$ 52.360,00 Acompanhamento técnico 07 meses 
R$ 314.160,00 Custo segunda etapa, 16.750 metros 
Terceira etapa - 25 meses à 34 meses depois do inicio do projeto 
10 horas / dia 
17 dias / mês 
10 Meses 
1700 Horas de máquinas 
R$ 245,00 Preço hora máquina 
R$ 416.500,00 Custo total hora máquina 
R$ 83.300,00 Acompanhamento técnico 10 meses 
R$ 499.800,00 Custo terceira etapa, 24.650 metros 
Quarta etapa - 35 meses à 46 meses depois do inicio do projeto 
10 horas / dia 
16 dias / mês 
12 Meses 
1920 Horas de máquinas 
R$ 270,00 Preço hora máquina 
R$ 518.400,00 Custo total hora máquina 
R$ 103.680,00 Acompanhamento técnico 12 meses 
R$ 622.080,00 Custo quarta etapa, 26.000 metros 
R$ 1.774.700,00 Custo total das etapas hora demáquina 
R$ 443.675,00 Reserva de contingência 25% 
R$ 354.940,00 Acompanhamento técnico projeto 20% 
R$ 2.573.315,00 Custo Final
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
6 COORDENAÇÃO DO PROJETO: 
Nome: 
 Kleber Alves Ferreira 
o Tecnólogo em Saneamento Ambiental – CREA / MS 14.128 D 
Endereço: 
 Rua José Rodrigues Ferraz, 966 – Centro – Paranaíba M.S. 
Telefone: 
 (67) 9966 – 2467 
 (67) 8409 – 1401 
Correio Eletrônico: 
 kleberalvesferreira@gmail.com 
O projeto foi elaborado pelo Coordenador? 
 Sim 
Atividades do Coordenador neste Projeto: 
 Terá como obrigação, de localizar os pontos de erosão à serem recuperados, 
e organizar o pessoal envolvido no projeto, fiscalizar as ações em 
desenvolvimento, vistoriar e estimular a conscientização pela preservação 
dos recursos hídricos da Bacia do Rio Santana. 
_________________________________ 
Kleber Alves Ferreira 
Tecnólogo Saneamento Ambiental 
Técnico em Agropecuária 
CREA / MS 14.128 D
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
7 INSTITUIÇÃO EXECUTORA: ANB 
Nome: 
 ASSOCIAÇÃO AMIGOS DA NATUREZA DO BOLSÃO 
Sigla: 
 ANB 
CNPJ: 
 12.152.501/0001 – 72 
Endereço: 
 Rua Major Heliodoro Rodrigues, 144 – Centro – Paranaíba – M.S. 
Telefone: 
 (67) 3668 – 3997 / 8132 – 3667 
Forma Jurídica: 
 Privada 
Categoria: 
 Organização Ambientalista 
Data Fundação: 
 11/06/2010 
Representante legal: 
 PAULO SÉRGIO GOMES 
Função cargo: 
 Presidente 
Correio Eletrônico: 
 pauloambientalpba@hotmail.com
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
8 Identificação do objetivo: 
Os objetivos deste projeto é a implantação de práticas conservacionistas na Sub– 
bacia visando à estabilização da erosão hídrica, recarga de água e a biodiversidade 
local, com apoio técnico das instituições parceiras. 
Objetivo Geral do Projeto: 
Revitalizar a micro-bacia do Rio Santana no município de Paranaíba, Estado de 
Mato Grosso do Sul, visando atender a demanda desta área, aumentar a quantidade 
e a qualidade de água através de ações de conservação, recuperação e manejo do 
solo e da água. 
Objetivos específicos: 
 Construçãode Micro Bacias de captação de águas da chuva e terraceamento 
usando 7.700 horas de maquinas, divididos em 04 etapas, em toda extensão 
do rio Santana desde o distrito do Alto Tamandaré até o encontro com rio 
Paranaíba. 
Metas e resultados esperados: 
 Construção de Micro Bacias de Captação de águas da chuva. 
o As micro bacias de captação de água deve 
considerar o máximo escoamento superficial que 
pode ocorrer, à capacidade de infiltração de água 
no solo do local que irá receber o escoamento e 
posterior infiltração de água. 
o Pode ser usado pá carregadeira, trator de esteira. 
 Construção de terraços. 
o Dimensionar a implantação de terraços em áreas 
agrícolas, pastagens e florestas, visando o controle 
da erosão hídrica e a recarga de água, na sub-bacia 
do Rio Santana, no município de Paranaíba, 
MS. 
o Pode ser usado trator de pneus, trator de esteira.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
9 Observação: 
Será apresentado um relatório com todas as atividades desenvolvidas no projeto 
com documentação fotográfica. 
Diagnóstico 
O estado de Mato Grosso do Sul é considerado exportador, com base produtiva 
primária, alicerçada no desenvolvimento de quatro produtos principais: Pecuária, 
soja, milho e cana de açúcar. O processo de expansão certamente irá imprimir maior 
pressão sobre os recursos hídricos nestas áreas de produção, e poderá provocar o 
surgimento de novos vetores de expansão, com um extravamento das atividades 
econômicas para novas áreas produtoras ainda com pouca expressividade. 
Paranaíba localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias 
do Brasil: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, principais 
atividades econômicas na região: Indústrias: têxtil e de confecções, frigoríficos, 
laticínios, bebidas, açúcar e álcool, papel e celulose em instalação, pequenas 
hidrelétricas, carvoarias para siderúrgicas e indústria de madeira eucalipto. 
Agropecuária: pecuária de corte 
Ao trabalhar a terra é necessário antecipar um estudo detalhado sobre o solo, 
conhecer suas características e vocações, para adequar as explorações agrícolas 
de acordo com a capacidade de uso. Definir com exatidão as práticas de manejo 
mais apropriadas, ou seja, elaborar um plano conservacionista para controle da 
erosão, eliminando a possibilidade de degradação dos recursos naturais, em 
especial o solo e água. 
As atividades aração para reforma de pastagens e lavouras provocam: 
 Nas águas superficiais: sedimentos carregam fósforo e agrotóxicos 
absorvidos em partículas de sedimento, provocam o assoreamento de leitos 
de rios e perda de habitat, áreas de desova; 
 A compactação do solo pode reduzir infiltração do sistema de águas 
subterrâneas,o rio Santana nasce na Fazenda Xodó, no município de 
Cassilândia, o local impressiona pela beleza, pois a água que corre mansa é 
cristalina e muito pura. Alguns quilômetros abaixo da nascente, na fazenda 
Árvore Grande, o rio despenca da serra numa cachoeira de mais de vinte 
metros de altura infelizmente, ao longo de seu curso, o rio Santana recebe 
enormes quantidades de areia, provenientes de erosões e da exploração 
inadequada do solo, no município de Paranaíba, já apresentando as tristes 
conseqüências do assoreamento;
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
10 
 Existe conflito na bacia do Rio Santana, pois este é manancial de 
abastecimento público e dessedentação de rebanhos bovinos; 
 A dessedentação dos animais é um grande problema para a qualidade dos 
recursos hídricos. O acesso acontece devido a mata ciliar não isolada, ou a 
sua não existência devido ao desmatamento descontrolado; 
 Os usuários de água acreditam que os passivos ambientais necessitam ser 
resolvidos, mas julgam não serem os responsáveis pelos mesmos, e 
acreditam que governo deve ajudar nessa recuperação; 
 É desejada a implantação de ajuda financeira por serviços Ambientais (PSA); 
 Há grande falta de agilidade, recursos financeiros e de pessoal além de 
conexão entre os órgãos governamentais que regulamentam, executam e 
fiscalizam a região; 
 Há necessidade de qualificação, instrução dos usuários da água e dos 
técnicos e fiscalizadores da região; 
 A grande deficiência técnica da S.E.M.A. (Secretária do Meio Ambiente do 
município de Paranaíba), onde têm fundo constitucional do ICMS ecológico, e 
está usando para outras finalidades; 
 É preciso Instituir acompanhamento técnico especializado para os produtores, 
com vistas ao desenvolvimento sustentável; 
 Aumentar a participação dos principais representantes dos usuários de água 
nos comitês de bacia respectivos à região; 
Justificativa 
Justificativa para o desenvolvimento do projeto: 
 A água considerada recurso renovável e infinito, tal consideração abriu 
espaço para que não se pensasse em regras para sua preservação, ficando 
tudo a revelia e a mercê do tempo; 
 Agora o que se vê é a contaminação da água e sua escassez Campos 
&Studart, (2003) afirma que muitos estudiosos alertaram para o modelo de 
administração da água que era insustentável. 
 É notável e preciso se adotadas medidas urgentes que vise à reeducação e 
sensibilização da população quanto à diminuição do consumo da água, sua 
racionalização e medidas de reuso da mesma. 
 Medidas de proteção dos mananciais, manutenção das áreas de preservação 
permanentes, tratamento eficaz dos fluentes industriais, e sanitários, 
monitoramento, fiscalização e planejamento do uso e ocupação do solo. 
 Daí a justificativa para este projeto, pois devido a falta de preservação no 
passado, o Rio Santana agora apresenta falta da sua mata ciliar, voçorocas e 
muitas erosões ativas por toda sua bacia, o que nos faz pensar que é urgente
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
11 e vital que se viabilize ações de construção de terraços, bacias de contenção, 
cercas de proteção das margens dos afluentes e do rio, e o reflorestamento 
das APPs. 
Planejamento do projeto 
Reunião com os produtores e moradores usuários das margens do Rio Santana e 
representantes da sociedade Paranaibense, para apresentação e discussão do 
projeto; 
Execução da cerca de proteção e reflorestamento da mata ciliar do Rio Santana e 
seus afluentes. 
Terraceamento e controle de erosão com micro bacias, em toda extensão do Rio 
Santana começando no Distrito do Alto Tamandaréaté o encontro com o Rio 
Paranaíba, divididos em quatro etapas: 
 Primeira etapa 
o Começando no Distrito do Alto Tamandaré até a 
ponte de Cimento na MS 310 do Distrito do Alto 
Santana, um percurso de 41.500 metros, duração 
17 meses equivalente 2.890 horas de máquina, 
havendo falta de horas para completar o trajeto 
podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 578 
horas, valor tirado do fundo Reserva de 
Contingência. 
 Segunda etapa 
o Seguindo da Ponte de Cimento na MS 310 do 
Distrito do Alto Santana até Rodovia MS 240 com 
o marco da Ponte de Cimento, um percurso de 
16.750 metros, duração 07 meses equivalente 
1.190 horas de máquina, havendo falta de horas 
para completar o trajeto podem ter um acréscimo 
de 20% ou seja, 238 horas, valor tirado do fundo 
Reserva de Contingência.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
12 
 Terceira etapa 
o Seguindo na Rodovia MS 240 com o marco da 
Ponte de Cimento até a estrada municipal do 
coqueiro onde o marco é a ponte de madeira sobre 
o Rio Santana, um percurso de 24.650 metros 
duração 10 meses equivalente 1700 horas de 
máquina, havendo falta de horas para completar o 
trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 
340 horas, valor tirado do fundo Reserva de 
Contingência. 
 Quarta etapa 
o Seguindo com o marco na ponte de madeira, na 
estrada municipal do coqueiro até o encontro com 
o Rio Paranaíba, um percurso de 26.000 metros 
duração 12 meses equivalente 1920 horas de 
máquina, havendo falta de horas para completar o 
trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 
384 horas, valor tirado do fundo Reserva de 
Contingência. 
Indicadores para Avaliação de Resultados 
 Indicador: Escoamento das águas superficiais e erosão. 
o Verificador: Se ha redução no escoamento das 
águas superficiais e controle das erosões.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
13 Etapas 
 Primeira etapa: 01 mês até 17 meses. 
o Percurso 41.500 metros. 
o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, 
totalizando 2.890 horas, construindo micro bacias 
e terraço no controle das erosões evitando o 
assoreamento, com um custo de R$ 578.000,00. 
o Acompanhamento técnico R$ 115.600,00. 
o Total gasto na primeira etapa R$ 693.600,00. 
 Segunda etapa: 18 meses até 24 meses após inicio do projeto. 
o Percurso 16.750 metros. 
o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, 
totalizando 1.190 horas, construindo micro bacias 
e terraço no controle das erosões evitando o 
assoreamento, com um custo de R$ 261.800,00. 
o Acompanhamento técnico R$ 52.360,00. 
o Total gasto na segunda etapa R$ 314.160,00. 
 Terceira etapa: 25 meses até 34 meses após inicio do projeto. 
o Percurso 24.650 metros. 
o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, 
totalizando 1700 horas, construindo micro bacias e 
terraço no controle das erosões evitando o 
assoreamento, com um custo de R$ 416.500,00. 
o Acompanhamento técnico R$ 83.300,00. 
o Total gasto na terceira etapa R$ 499.800,00. 
 Quarta etapa: 35 meses até 46 meses após inicio do projeto. 
o Percurso 26.000 metros 
o 10 horas por dia de máquinas, 16 dias por mês, 
totalizando 1920 horas, construindo micro bacias e 
terraço no controle das erosões evitando o 
assoreamento, com um custo de R$ 518.400,00. 
o Acompanhamento técnico R$ 103.680,00. 
o Total gasto na quarta etapa R$ 622.080,00.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
14 
 Reserva de Contingência 
o 25% do valor total das horas de máquinas que 
corresponde à R$ 443.675,00. 
o Primeira etapa – Pode ser gasto até R$ 
115.600,00 em horas de maquinas e R$ 28.900,00 
em outros serviços técnicos, totalizando R$ 
144.500,00. 
o Segunda etapa – Pode ser gasto até R$ 52.360,00 
em horas de maquinas e R$ 13.090,00 em outros 
serviços técnicos, totalizando R$ 65.450,00. 
o Terceira etapa – Pode ser gasto até R$ 83.300,00 
em horas de maquinas e R$ 22.050,00 em outros 
serviços técnicos, totalizando R$ 104.125,00. 
o Quarta etapa – Pode ser gasto até R$ 103.680,00 
em horas de maquinas e R$ 25.920,00 em outros 
serviços técnicos, totalizando R$ 129.600,00. 
o A verba não utilizada na etapa pode ser usada na 
próxima etapa. 
Fatores de Vulnerabilidade: 
As práticas conservacionistas permitem o controle de perdas de solo e água em 
áreas agrícolas, pastagens e florestas plantadas objetivando a maximização do lucro 
sem provocar redução da capacidade produtiva. 
o A erosão consiste no processo de desprendimento 
e arraste das partículas do solo causado pela ação 
da água e do vento, constituindo-se na principal 
causa da degradação do solo (Pruski&Grieseler, 
1996).
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
15 
As práticas de conservação do solo podem ser divididas em vegetativas, mecânicas. 
 As de caráter vegetativo: 
o São aquelas em que se utiliza a vegetação para 
proteger o solo contra a ação direta das chuvas e, 
conseqüentemente, minimizar o processo erosivo; 
 As práticas mecânicas: 
o São as que, com modificações no sistema de 
cultivo, além do controle da erosão, mantêm ou 
melhoram a fertilidade do solo. 
De acordo com o que se observa na prática, nem sempre as práticas mecânicas e 
vegetativas são suficientes para o controle da erosão, principalmente em regiões em 
que ocorrem chuvas de grande intensidade. 
o Neste caso, a adoção de procedimentos 
complementares torna-se necessária para reduzir 
a velocidade do escoamento superficial e, 
conseqüentemente, a capacidade de transporte de 
sedimentos, o que pode ser alcançado mediante a 
implantação de barreiras mecânicas como, 
terraços, canais escoadouros, bacias de captação 
de águas pluviais e barragens, entre outros 
(Lombardi Neto &Bertoni, 1990). 
o O terraceamento é uma das práticas mais 
difundidas entre os agricultores brasileiros para o 
controle da erosão hídrica, consistindo 
basicamente na construção de terraços, os quais 
são estruturas compostas por um dique e um 
canal, dispostos no sentido transversal à 
declividade do terreno, formando obstáculos físicos 
com a intenção de reduzir a velocidade do 
escoamento superficial e ordenar o movimento da 
água sobre a superfície do terreno. 
Alguns fatores necessitam de cuidados maiores e de freqüente avaliação no período 
de implantação do projeto, como: A implantação de técnicas novas para a 
conservação de solo e água, pois ainda é um desafio a ser internalizado nas 
políticas públicas municipais; a mobilização e o poder de convencimento dos atores 
envolvidos no processo; a capacidade técnica da equipe de operação das ações; a 
capacidade de monitoramento e a manutenção das ações executadas e as possíveis
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
16 fatores metereológicos, como excesso de chuvas durante a execução das atividades 
do projeto. 
Impactos previstos: 
Com a implantação do projeto surgirão impactos tanto para a população como para 
o meio ambiente. 
 Tais como: 
o A diminuição dos índices de erosão (erosão hídrica 
do tipo voçoroca, sulcos, laminar e deslocamento 
de massa de solo em taludes); 
o Melhoria de qualidade e maior infiltração e 
regularização de vazões, devido às ações de 
conservação de água e solo de áreas cultivadas; 
o Reduzir os níveis de poluição difusa rural, 
decorrentes dos processos de sedimentação e 
falta de saneamento ambiental; 
o Aumento da infiltração de água de chuva, com isso 
aumentando o abastecimento de água na sub-bacia 
do Rio Santana, beneficiando a população e 
o meio ambiente. 
o Reflorestamento das margens, que ajudaram na 
filtragem da água, além dos terraços e bacias de 
contenção que evitará o escoamento das águas 
superficiais para dentro do canal do rio e seus 
afluentes, contribuindo com Restauração daBacia 
Hidrográfica do Rio Santana.
1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 
17 Anexos: 
Primeira etapa 41.500 metros 
Segunda etapa 16.750 metros
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18 Terceira etapa 24.650 metros 
Quarta etapa 26.000 metros 
Totalizando um percurso de 108.900 metros.

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  • 1. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 1
  • 2. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 2 Recuperação Bacia Hidrográfica Rio Santana Localização Geográfica:  Mato Grosso do Sul  Município: Paranaíba  Coordenadas geográficas:  Latitude - 19,529830 S  Longitude - 51,447900 S  Caracterização Ambiental  Bioma/Fisionomia: Cerrado - Mata ciliar  Região Hidrográfica: Paraná Resumo do projeto: A mata ciliar é uma formação vegetal, associada aos cursos d'água, cuja ocorrência é favorecida pelas condições físicas locais, relacionadas à maior umidade do solo é de grande importância no gerenciamento ambiental contra as erosões e assoreamentos dos córregos e rios. Contribuindo na manutenção dos recursos hídricos, funciona como corredores úmidos entre as áreas agrícolas, favorecendo a proteção da vida silvestre local. Em Paranaíba a busca pela ampliação das áreas agrícolas e pecuárias fez com que milhares de hectares de Áreas de Preservação Permanente fossem e estão destruídas, e entre elas as APPs, do Rio Santana. Que hoje apresenta um quadro preocupante de assoreamento no município de Paranaíba, quadro este gerador de conflitos, pois o Rio Santana é manancial de abastecimento público e dessedentação de rebanhos bovinos. Entende-se que no município toda a bacia do Rio Santana os cursos d'água são de baixa qualidade e necessitam de tratamento. O que se fez pensar num projeto que tem por objetivo desenvolver ações integradas com participação de várias instituições, para recomposição vegetal da Área de Preservação permanente do Rio Santana. Além de promover ações que venham minimizar conflitos através de um maior envolvimento do governo. Viabilizando uma maior conexão entre os órgãos fiscalizadores; acompanhamento técnico especializado com vista ao desenvolvimento sustentável; aumento da participação de representantes dos usuários da água nos comitês de bacias hidrográficas; ajuda financeira para resolução dos problemas ambientais e promoção da educação ambiental para a proteção do Rio. Quando, para programar soluções a fim de assegurar a qualidade da água serão usados os seguintes mecanismos:
  • 3. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 3  Aumentar esforços mais efetivos de comunicação e educação;  Melhorar a qualidade da água por meio de monitoramento aprimorado;  Criar melhores ferramentas financeiras e econômicas;  Implementação de métodos mais efetivos de restauração da bacia hidrográfica e ecossistema;  Comprometimento de todos os níveis da sociedade;  Utilizar ferramentas jurídicas institucionais e regulatórias efetivas para proteger a qualidade da água, é necessário novo e aprimorado marco legal e institucional é preciso adotar e aplicar leis sobre proteção e melhoria da qualidade da água.  Controle das erosões ao longo do rio Santana desde o distrito do Tamandaré até o rio Paranaíba, num total de 7.700 horas de máquinas esteira, pá carregadeira e trator, divididos em quatro etapas. A Lei nº 2.406/2002, e alteração, que instituiu a Política Estadual dos Recursos Hídricos e criou o Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, tem por finalidade (art. 2º)  I - assegurar, em todo o território do Estado, a necessária disponibilidade de água, para os atuais usuários e gerações futuras, em padrões de qualidade e quantidade adequados aos respectivos usos;  II - promover a compatibilização entre os múltiplos e competitivos usos dos recursos hídricos, com vistas ao desenvolvimento sustentável;  III - promover a prevenção e defesa contra os eventos hidrológicos críticos, de origem natural ou decorrente do uso inadequado dos recursos naturais, que ofereçam riscos à saúde e à segurança pública ou prejuízos econômicos ou sociais;  IV - incentivar a preservação, conservação e melhoria quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos. São princípios da mesma Lei (art. 3º)  I - a água é um recurso natural limitado, bem de domínio público e dotado de valor econômico;  II - todos os tipos de usuários terão acesso aos recursos hídricos, devendo a prioridade de uso observar critérios sociais, ambientais econômicos;  III - adoção da bacia hidrográfica como unidade física territorial de implementação da Política Estadual dos Recursos Hídricos e atuação do Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos Hídricos;  IV - a gestão dos recursos hídricos do Estado será descentralizada e deverá contar com a participação do Poder Público, dos usuários e da comunidade.  Parágrafo único. O uso prioritário dos recursos hídricos é para o consumo humano e a dessedentação de animais.
  • 4. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 4 Políticas modelo de prevenção da poluição devem ser difundidas de forma ampla, e diretrizes devem ser elaboradas para promover a qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Santana. Planejamento em nível de bacia hidrográfica é necessário para identificar as principais fontes de poluição e a tomada de intervenções mais adequadas. Fontes de água das quais o município todo depende estão se tomando cada vez mais poluídas, é preciso voltar à atenção para a melhoria e preservação da qualidade da água. Direcionar prioridades, o que tornará possível que nossos recursos hídricos voltem a ser fonte de vida. Já dispomos de conhecimentos, técnicas e capacidades para proteger a qualidade de nossos corpos hídricos, precisamos agora demonstrar que temos vontade, a vida e a prosperidade dependerão de nossas ações. Duração do projeto 46 Meses
  • 5. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 Orçamento 5 Primeira etapa - 01 meses à 17 meses 10 horas / dia 17 dias / mês 17 Meses 2890 Horas de máquinas R$ 200,00 Preço hora máquina R$ 578.000,00 Custo total hora máquinas R$ 115.600,00 Acompanhamento técnico 17 meses R$ 693.600,00 Custo primeira etapa, 41.500 metros Segunda etapa - 18 meses à 24 meses depois do inicio do projeto 10 horas / dia 17 dias / mês 7 Meses 1190 Horas de máquinas R$ 220,00 Preço hora máquina R$ 261.800,00 Custo total hora máquina R$ 52.360,00 Acompanhamento técnico 07 meses R$ 314.160,00 Custo segunda etapa, 16.750 metros Terceira etapa - 25 meses à 34 meses depois do inicio do projeto 10 horas / dia 17 dias / mês 10 Meses 1700 Horas de máquinas R$ 245,00 Preço hora máquina R$ 416.500,00 Custo total hora máquina R$ 83.300,00 Acompanhamento técnico 10 meses R$ 499.800,00 Custo terceira etapa, 24.650 metros Quarta etapa - 35 meses à 46 meses depois do inicio do projeto 10 horas / dia 16 dias / mês 12 Meses 1920 Horas de máquinas R$ 270,00 Preço hora máquina R$ 518.400,00 Custo total hora máquina R$ 103.680,00 Acompanhamento técnico 12 meses R$ 622.080,00 Custo quarta etapa, 26.000 metros R$ 1.774.700,00 Custo total das etapas hora demáquina R$ 443.675,00 Reserva de contingência 25% R$ 354.940,00 Acompanhamento técnico projeto 20% R$ 2.573.315,00 Custo Final
  • 6. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 6 COORDENAÇÃO DO PROJETO: Nome:  Kleber Alves Ferreira o Tecnólogo em Saneamento Ambiental – CREA / MS 14.128 D Endereço:  Rua José Rodrigues Ferraz, 966 – Centro – Paranaíba M.S. Telefone:  (67) 9966 – 2467  (67) 8409 – 1401 Correio Eletrônico:  kleberalvesferreira@gmail.com O projeto foi elaborado pelo Coordenador?  Sim Atividades do Coordenador neste Projeto:  Terá como obrigação, de localizar os pontos de erosão à serem recuperados, e organizar o pessoal envolvido no projeto, fiscalizar as ações em desenvolvimento, vistoriar e estimular a conscientização pela preservação dos recursos hídricos da Bacia do Rio Santana. _________________________________ Kleber Alves Ferreira Tecnólogo Saneamento Ambiental Técnico em Agropecuária CREA / MS 14.128 D
  • 7. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 7 INSTITUIÇÃO EXECUTORA: ANB Nome:  ASSOCIAÇÃO AMIGOS DA NATUREZA DO BOLSÃO Sigla:  ANB CNPJ:  12.152.501/0001 – 72 Endereço:  Rua Major Heliodoro Rodrigues, 144 – Centro – Paranaíba – M.S. Telefone:  (67) 3668 – 3997 / 8132 – 3667 Forma Jurídica:  Privada Categoria:  Organização Ambientalista Data Fundação:  11/06/2010 Representante legal:  PAULO SÉRGIO GOMES Função cargo:  Presidente Correio Eletrônico:  pauloambientalpba@hotmail.com
  • 8. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 8 Identificação do objetivo: Os objetivos deste projeto é a implantação de práticas conservacionistas na Sub– bacia visando à estabilização da erosão hídrica, recarga de água e a biodiversidade local, com apoio técnico das instituições parceiras. Objetivo Geral do Projeto: Revitalizar a micro-bacia do Rio Santana no município de Paranaíba, Estado de Mato Grosso do Sul, visando atender a demanda desta área, aumentar a quantidade e a qualidade de água através de ações de conservação, recuperação e manejo do solo e da água. Objetivos específicos:  Construçãode Micro Bacias de captação de águas da chuva e terraceamento usando 7.700 horas de maquinas, divididos em 04 etapas, em toda extensão do rio Santana desde o distrito do Alto Tamandaré até o encontro com rio Paranaíba. Metas e resultados esperados:  Construção de Micro Bacias de Captação de águas da chuva. o As micro bacias de captação de água deve considerar o máximo escoamento superficial que pode ocorrer, à capacidade de infiltração de água no solo do local que irá receber o escoamento e posterior infiltração de água. o Pode ser usado pá carregadeira, trator de esteira.  Construção de terraços. o Dimensionar a implantação de terraços em áreas agrícolas, pastagens e florestas, visando o controle da erosão hídrica e a recarga de água, na sub-bacia do Rio Santana, no município de Paranaíba, MS. o Pode ser usado trator de pneus, trator de esteira.
  • 9. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 9 Observação: Será apresentado um relatório com todas as atividades desenvolvidas no projeto com documentação fotográfica. Diagnóstico O estado de Mato Grosso do Sul é considerado exportador, com base produtiva primária, alicerçada no desenvolvimento de quatro produtos principais: Pecuária, soja, milho e cana de açúcar. O processo de expansão certamente irá imprimir maior pressão sobre os recursos hídricos nestas áreas de produção, e poderá provocar o surgimento de novos vetores de expansão, com um extravamento das atividades econômicas para novas áreas produtoras ainda com pouca expressividade. Paranaíba localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, principais atividades econômicas na região: Indústrias: têxtil e de confecções, frigoríficos, laticínios, bebidas, açúcar e álcool, papel e celulose em instalação, pequenas hidrelétricas, carvoarias para siderúrgicas e indústria de madeira eucalipto. Agropecuária: pecuária de corte Ao trabalhar a terra é necessário antecipar um estudo detalhado sobre o solo, conhecer suas características e vocações, para adequar as explorações agrícolas de acordo com a capacidade de uso. Definir com exatidão as práticas de manejo mais apropriadas, ou seja, elaborar um plano conservacionista para controle da erosão, eliminando a possibilidade de degradação dos recursos naturais, em especial o solo e água. As atividades aração para reforma de pastagens e lavouras provocam:  Nas águas superficiais: sedimentos carregam fósforo e agrotóxicos absorvidos em partículas de sedimento, provocam o assoreamento de leitos de rios e perda de habitat, áreas de desova;  A compactação do solo pode reduzir infiltração do sistema de águas subterrâneas,o rio Santana nasce na Fazenda Xodó, no município de Cassilândia, o local impressiona pela beleza, pois a água que corre mansa é cristalina e muito pura. Alguns quilômetros abaixo da nascente, na fazenda Árvore Grande, o rio despenca da serra numa cachoeira de mais de vinte metros de altura infelizmente, ao longo de seu curso, o rio Santana recebe enormes quantidades de areia, provenientes de erosões e da exploração inadequada do solo, no município de Paranaíba, já apresentando as tristes conseqüências do assoreamento;
  • 10. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 10  Existe conflito na bacia do Rio Santana, pois este é manancial de abastecimento público e dessedentação de rebanhos bovinos;  A dessedentação dos animais é um grande problema para a qualidade dos recursos hídricos. O acesso acontece devido a mata ciliar não isolada, ou a sua não existência devido ao desmatamento descontrolado;  Os usuários de água acreditam que os passivos ambientais necessitam ser resolvidos, mas julgam não serem os responsáveis pelos mesmos, e acreditam que governo deve ajudar nessa recuperação;  É desejada a implantação de ajuda financeira por serviços Ambientais (PSA);  Há grande falta de agilidade, recursos financeiros e de pessoal além de conexão entre os órgãos governamentais que regulamentam, executam e fiscalizam a região;  Há necessidade de qualificação, instrução dos usuários da água e dos técnicos e fiscalizadores da região;  A grande deficiência técnica da S.E.M.A. (Secretária do Meio Ambiente do município de Paranaíba), onde têm fundo constitucional do ICMS ecológico, e está usando para outras finalidades;  É preciso Instituir acompanhamento técnico especializado para os produtores, com vistas ao desenvolvimento sustentável;  Aumentar a participação dos principais representantes dos usuários de água nos comitês de bacia respectivos à região; Justificativa Justificativa para o desenvolvimento do projeto:  A água considerada recurso renovável e infinito, tal consideração abriu espaço para que não se pensasse em regras para sua preservação, ficando tudo a revelia e a mercê do tempo;  Agora o que se vê é a contaminação da água e sua escassez Campos &Studart, (2003) afirma que muitos estudiosos alertaram para o modelo de administração da água que era insustentável.  É notável e preciso se adotadas medidas urgentes que vise à reeducação e sensibilização da população quanto à diminuição do consumo da água, sua racionalização e medidas de reuso da mesma.  Medidas de proteção dos mananciais, manutenção das áreas de preservação permanentes, tratamento eficaz dos fluentes industriais, e sanitários, monitoramento, fiscalização e planejamento do uso e ocupação do solo.  Daí a justificativa para este projeto, pois devido a falta de preservação no passado, o Rio Santana agora apresenta falta da sua mata ciliar, voçorocas e muitas erosões ativas por toda sua bacia, o que nos faz pensar que é urgente
  • 11. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 11 e vital que se viabilize ações de construção de terraços, bacias de contenção, cercas de proteção das margens dos afluentes e do rio, e o reflorestamento das APPs. Planejamento do projeto Reunião com os produtores e moradores usuários das margens do Rio Santana e representantes da sociedade Paranaibense, para apresentação e discussão do projeto; Execução da cerca de proteção e reflorestamento da mata ciliar do Rio Santana e seus afluentes. Terraceamento e controle de erosão com micro bacias, em toda extensão do Rio Santana começando no Distrito do Alto Tamandaréaté o encontro com o Rio Paranaíba, divididos em quatro etapas:  Primeira etapa o Começando no Distrito do Alto Tamandaré até a ponte de Cimento na MS 310 do Distrito do Alto Santana, um percurso de 41.500 metros, duração 17 meses equivalente 2.890 horas de máquina, havendo falta de horas para completar o trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 578 horas, valor tirado do fundo Reserva de Contingência.  Segunda etapa o Seguindo da Ponte de Cimento na MS 310 do Distrito do Alto Santana até Rodovia MS 240 com o marco da Ponte de Cimento, um percurso de 16.750 metros, duração 07 meses equivalente 1.190 horas de máquina, havendo falta de horas para completar o trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 238 horas, valor tirado do fundo Reserva de Contingência.
  • 12. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 12  Terceira etapa o Seguindo na Rodovia MS 240 com o marco da Ponte de Cimento até a estrada municipal do coqueiro onde o marco é a ponte de madeira sobre o Rio Santana, um percurso de 24.650 metros duração 10 meses equivalente 1700 horas de máquina, havendo falta de horas para completar o trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 340 horas, valor tirado do fundo Reserva de Contingência.  Quarta etapa o Seguindo com o marco na ponte de madeira, na estrada municipal do coqueiro até o encontro com o Rio Paranaíba, um percurso de 26.000 metros duração 12 meses equivalente 1920 horas de máquina, havendo falta de horas para completar o trajeto podem ter um acréscimo de 20% ou seja, 384 horas, valor tirado do fundo Reserva de Contingência. Indicadores para Avaliação de Resultados  Indicador: Escoamento das águas superficiais e erosão. o Verificador: Se ha redução no escoamento das águas superficiais e controle das erosões.
  • 13. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 13 Etapas  Primeira etapa: 01 mês até 17 meses. o Percurso 41.500 metros. o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, totalizando 2.890 horas, construindo micro bacias e terraço no controle das erosões evitando o assoreamento, com um custo de R$ 578.000,00. o Acompanhamento técnico R$ 115.600,00. o Total gasto na primeira etapa R$ 693.600,00.  Segunda etapa: 18 meses até 24 meses após inicio do projeto. o Percurso 16.750 metros. o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, totalizando 1.190 horas, construindo micro bacias e terraço no controle das erosões evitando o assoreamento, com um custo de R$ 261.800,00. o Acompanhamento técnico R$ 52.360,00. o Total gasto na segunda etapa R$ 314.160,00.  Terceira etapa: 25 meses até 34 meses após inicio do projeto. o Percurso 24.650 metros. o 10 horas por dia de máquinas, 17 dias por mês, totalizando 1700 horas, construindo micro bacias e terraço no controle das erosões evitando o assoreamento, com um custo de R$ 416.500,00. o Acompanhamento técnico R$ 83.300,00. o Total gasto na terceira etapa R$ 499.800,00.  Quarta etapa: 35 meses até 46 meses após inicio do projeto. o Percurso 26.000 metros o 10 horas por dia de máquinas, 16 dias por mês, totalizando 1920 horas, construindo micro bacias e terraço no controle das erosões evitando o assoreamento, com um custo de R$ 518.400,00. o Acompanhamento técnico R$ 103.680,00. o Total gasto na quarta etapa R$ 622.080,00.
  • 14. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 14  Reserva de Contingência o 25% do valor total das horas de máquinas que corresponde à R$ 443.675,00. o Primeira etapa – Pode ser gasto até R$ 115.600,00 em horas de maquinas e R$ 28.900,00 em outros serviços técnicos, totalizando R$ 144.500,00. o Segunda etapa – Pode ser gasto até R$ 52.360,00 em horas de maquinas e R$ 13.090,00 em outros serviços técnicos, totalizando R$ 65.450,00. o Terceira etapa – Pode ser gasto até R$ 83.300,00 em horas de maquinas e R$ 22.050,00 em outros serviços técnicos, totalizando R$ 104.125,00. o Quarta etapa – Pode ser gasto até R$ 103.680,00 em horas de maquinas e R$ 25.920,00 em outros serviços técnicos, totalizando R$ 129.600,00. o A verba não utilizada na etapa pode ser usada na próxima etapa. Fatores de Vulnerabilidade: As práticas conservacionistas permitem o controle de perdas de solo e água em áreas agrícolas, pastagens e florestas plantadas objetivando a maximização do lucro sem provocar redução da capacidade produtiva. o A erosão consiste no processo de desprendimento e arraste das partículas do solo causado pela ação da água e do vento, constituindo-se na principal causa da degradação do solo (Pruski&Grieseler, 1996).
  • 15. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 15 As práticas de conservação do solo podem ser divididas em vegetativas, mecânicas.  As de caráter vegetativo: o São aquelas em que se utiliza a vegetação para proteger o solo contra a ação direta das chuvas e, conseqüentemente, minimizar o processo erosivo;  As práticas mecânicas: o São as que, com modificações no sistema de cultivo, além do controle da erosão, mantêm ou melhoram a fertilidade do solo. De acordo com o que se observa na prática, nem sempre as práticas mecânicas e vegetativas são suficientes para o controle da erosão, principalmente em regiões em que ocorrem chuvas de grande intensidade. o Neste caso, a adoção de procedimentos complementares torna-se necessária para reduzir a velocidade do escoamento superficial e, conseqüentemente, a capacidade de transporte de sedimentos, o que pode ser alcançado mediante a implantação de barreiras mecânicas como, terraços, canais escoadouros, bacias de captação de águas pluviais e barragens, entre outros (Lombardi Neto &Bertoni, 1990). o O terraceamento é uma das práticas mais difundidas entre os agricultores brasileiros para o controle da erosão hídrica, consistindo basicamente na construção de terraços, os quais são estruturas compostas por um dique e um canal, dispostos no sentido transversal à declividade do terreno, formando obstáculos físicos com a intenção de reduzir a velocidade do escoamento superficial e ordenar o movimento da água sobre a superfície do terreno. Alguns fatores necessitam de cuidados maiores e de freqüente avaliação no período de implantação do projeto, como: A implantação de técnicas novas para a conservação de solo e água, pois ainda é um desafio a ser internalizado nas políticas públicas municipais; a mobilização e o poder de convencimento dos atores envolvidos no processo; a capacidade técnica da equipe de operação das ações; a capacidade de monitoramento e a manutenção das ações executadas e as possíveis
  • 16. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 16 fatores metereológicos, como excesso de chuvas durante a execução das atividades do projeto. Impactos previstos: Com a implantação do projeto surgirão impactos tanto para a população como para o meio ambiente.  Tais como: o A diminuição dos índices de erosão (erosão hídrica do tipo voçoroca, sulcos, laminar e deslocamento de massa de solo em taludes); o Melhoria de qualidade e maior infiltração e regularização de vazões, devido às ações de conservação de água e solo de áreas cultivadas; o Reduzir os níveis de poluição difusa rural, decorrentes dos processos de sedimentação e falta de saneamento ambiental; o Aumento da infiltração de água de chuva, com isso aumentando o abastecimento de água na sub-bacia do Rio Santana, beneficiando a população e o meio ambiente. o Reflorestamento das margens, que ajudaram na filtragem da água, além dos terraços e bacias de contenção que evitará o escoamento das águas superficiais para dentro do canal do rio e seus afluentes, contribuindo com Restauração daBacia Hidrográfica do Rio Santana.
  • 17. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 17 Anexos: Primeira etapa 41.500 metros Segunda etapa 16.750 metros
  • 18. 1 0 d e s e t e m b r o d e 2 0 1 4 18 Terceira etapa 24.650 metros Quarta etapa 26.000 metros Totalizando um percurso de 108.900 metros.