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Guilherme Sicuto
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Guilherme SicutoTesoureiro em Centro Acadêmico Walter Alberto Pecoits

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Equipe Cirúrgica
Guilherme Sêneca Sicuto
TÓPICOS ABORDADOS
 INTRODUÇÃO;
 O CIRUGIÃO;
 EQUIPE CIRÚRGICA;
 MESA DO INSTUMENTAL;
 MOVIMENTO EM CIRURGIA;
 SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA;
INTRODUÇÃO
A intervenção cirúrgica é um dos pontos culminantes da medicina
curativa, para o qual convergem métodos propedêuticos clínicos e
laboratoriais de diagnóstico e orientação terapêutica. O ato cirúrgico
tem dimensão ilimitada, não sendo unicamente sequência de
movimentos para a retirada da lesão patogênica e reconstituição dos
tecidos, na sua forma normal ou próxima da normalidade, mas é
também uma arte que em cada gesto exige a perfeição do artista.
Ela é sobretudo um trabalho ordenado e em grupo onde cada qual tem
suas incumbências definidas, sem exorbitâncias nem omissões.
O CIRURGIÃO
 É o principal executor e o responsável pela intervenção cirúrgica.
 Necessita de características de personalidades imprescindíveis:
rapidez de raciocínio, decisões prontas, destreza manual, atitude
de comando e equilíbrio manual.
 Desejo da PERFEIÇÃO.
 “Não se cria o cirurgião sem a vocação básica para seu trabalho”.
 Conhecimento profundo da Anatomia, da Fisiologia, da
Fisiopatologia e da Anatomomopatologia é indispensável para sua
formação.
 A experiência e a segurança, o cirurgião só adquire após muitos
anos de estudos, de dissecações anatômicas constantes, de
adestramento manual em animais de experimentação, de auxílio
aos cirurgiões mais amadurecidos e da correção de muitos erros.
Equipe cirúrgica
EQUIPE CIRÚRGICA
 Na cirurgia atual o trabalho é dividido entre o cirurgião e seus
colaboradores.
 Cada elemento tem atribuições específicos com o objetivo de dar
ao ato operatório maior perfeição e rendimento com menor
desgaste de energia;
 Conjunto cirúrgico: anestesista, cirurgião, assistente e
instrumentador.
 Anestesista: cabe a escolha do pré-anestésico e da anestesia
adequada, autorizando o início da cirurgia e solicitando sua
suspensão ou interrupção na vigência de risco de vida. É de sua
responsabilidade a vigilância constante do enfermo, aferindo e
corrigindo as variações da homeostase decorrentes da intervenção.
Ao término da cirurgia cumpre-lhe fiscalizar e orientara
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  • 2. TÓPICOS ABORDADOS  INTRODUÇÃO;  O CIRUGIÃO;  EQUIPE CIRÚRGICA;  MESA DO INSTUMENTAL;  MOVIMENTO EM CIRURGIA;  SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA;
  • 3. INTRODUÇÃO A intervenção cirúrgica é um dos pontos culminantes da medicina curativa, para o qual convergem métodos propedêuticos clínicos e laboratoriais de diagnóstico e orientação terapêutica. O ato cirúrgico tem dimensão ilimitada, não sendo unicamente sequência de movimentos para a retirada da lesão patogênica e reconstituição dos tecidos, na sua forma normal ou próxima da normalidade, mas é também uma arte que em cada gesto exige a perfeição do artista. Ela é sobretudo um trabalho ordenado e em grupo onde cada qual tem suas incumbências definidas, sem exorbitâncias nem omissões.
  • 4. O CIRURGIÃO  É o principal executor e o responsável pela intervenção cirúrgica.  Necessita de características de personalidades imprescindíveis: rapidez de raciocínio, decisões prontas, destreza manual, atitude de comando e equilíbrio manual.  Desejo da PERFEIÇÃO.  “Não se cria o cirurgião sem a vocação básica para seu trabalho”.  Conhecimento profundo da Anatomia, da Fisiologia, da Fisiopatologia e da Anatomomopatologia é indispensável para sua formação.  A experiência e a segurança, o cirurgião só adquire após muitos anos de estudos, de dissecações anatômicas constantes, de adestramento manual em animais de experimentação, de auxílio aos cirurgiões mais amadurecidos e da correção de muitos erros.
  • 6. EQUIPE CIRÚRGICA  Na cirurgia atual o trabalho é dividido entre o cirurgião e seus colaboradores.  Cada elemento tem atribuições específicos com o objetivo de dar ao ato operatório maior perfeição e rendimento com menor desgaste de energia;  Conjunto cirúrgico: anestesista, cirurgião, assistente e instrumentador.  Anestesista: cabe a escolha do pré-anestésico e da anestesia adequada, autorizando o início da cirurgia e solicitando sua suspensão ou interrupção na vigência de risco de vida. É de sua responsabilidade a vigilância constante do enfermo, aferindo e corrigindo as variações da homeostase decorrentes da intervenção. Ao término da cirurgia cumpre-lhe fiscalizar e orientara recuperação anestésica até que o operado tenha condições de manter seus reflexos vitais.
  • 7. EQUIPE CIRÚRGICA  Cirurgião: é responsável pela intervenção, realizando as manobras básicas da cirurgia. Cabe-lhe coordenar o trabalho de toda equipe. Cabe ao cirurgião a tarefa de escolher colaboradores com os quais tenha afinidade, estimulando e elogiando constantemente seu desempenho.  O assistente (1º auxiliar): encarregado de colocar o enfermo em posição adequada na mesa operatória e de preparar o campo cirúrgico. No decorrer da intervenção coloca-se em frente ao cirurgião, auxiliando-o. Em condições especiais, principalmente nas intervenções mais complexas, participa da equipe cirúrgica o 2º assistente.  O instrumentador: é o elemento de maior mobilidade no campo cirúrgico, pois mantém contato com as enfermeiras da sala, solicitando antecipadamente todo material necessário para cirurgia; cuida da mesa do instrumental. Deve ter a mesa do instrumental preparada com antecedência no início da intervenção, é indispensável o conhecimento da posição dos instrumentos.
  • 10. MESA DO INSTRUMENTAL  Duas áreas: área habitual e área eventual de pegada.  Área habitual: abrangida pelo círculo limitado pelo antebraço e mão dispostos como raio. Nessa área são colocados os instrumentos mais usados durante o ato cirúrgico, correspondendo à diérese, hemostasia e síntese.  Área eventual de pegada: compreendida pelo círculo que tem como raio todo o membro superior, são colocados os instrumentos específicos da intervenção, utilizados somente em momentos determinados.  Mesa do instrumental cirúrgico: formato retangular, dividida em duas metades por uma linha paralela ao seu maior lado. Na metade próxima ao instrumentador são colocados inicialmente os instrumentos de diérese representados pelo bisturi e tesouras. Ao lados destes, colocam-se as pinças para hemostasia. Os instrumentos são colocados com a ponta voltada para o instrumentador para serem apreendidos por essa extremidade.
  • 13. MESA DO INSTRUMENTAL  As pinças hemostáticas são dispostas de acordo com seu tipo, iniciando-se o arranjo pelas pinças curvas, continuando pelas pinças retas do mesmo modelo.  Na segunda metade da mesa colocam-se inicialmente as pinças com dente de rato e as pinças anatômicas, instrumentos auxiliares das operações fundamentais. A seguir é disposto o material de síntese representado pelo porta agulhas, agulhas e fios.  A partir deste ponto colocam-se os instrumentos específicos da cirurgia a ser realizada, na zona da mesa que corresponde á área eventual de pegada.  O arranjo da mesa do instrumental vai depender do local da intervenção cirúrgica. O instrumentador coloca-se em frente ao cirurgião e ao lado do assistente, ajustando a mesa do instrumental em posição perpendicular à mesa cirúrgica.
  • 16. MOVIMENTO EM CIRURGIA As intervenções cirúrgicas constituem o somatório dos movimentos simples e repetidos, característicos das operações fundamentais.  O movimento durante a cirurgia deve ser medido e exato para as funções às quais se destina. A preocupação individual de cada elemento da equipe em executar o gesto perfeito é a única maneira de aprimorar o trabalho em conjunto.  Cabe ao cirurgião a escolha da via de acesso mais adequada para seu trabalho. O campo deve ser completamente isolado da área limitada ao anestesista por meio de campos esterilizados para facilitar a mobilidade e evitar a contaminação de ferida cirúrgica.  O cirurgião deve trabalhar em postura ereta, ajustando o campo operatório à altura dos seus cotovelos e próximos a si.  Os movimentos dos dedos são utilizados nas manobras delicadas e sensíveis. Os movimentos do punho tem mais força. Os movimentos do antebraço e braço possuem maior potência sendo, porém, mais lentos e imprecisos.
  • 18. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  A sinalização cirúrgica elimina a troca de palavras durante o ato operatório, evitando a contaminação, e garante maior presteza na tarefa do instrumentador.  Em casos de desconhecimentos dos sinais pelo instrumentador, é preferível pedir o instrumento pelo seu nome próprio em voz alta e firme para perfeita compreensão. As palavras de cortesia ou agradecimento são dispensáveis.  O pedido de bisturi é feito com a mão direita com a face palmar voltada para baixo, com os três últimos dedos fletidos, estando o indicador apoiado ao polegar, imitando a maneira de segurar o bisturi. A flexão executada no punho dá a dinâmica ao gesto simulando o modo de utilização do instrumento. Findo o gesto, o cirurgião realiza rotação da mão colocando-a em posição cômoda para receber o instrumento. O instrumentador toma o bisturi pela ponta, apresentando o cabo ao cirurgião.
  • 20. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  O bisturi é segurado pelo cirurgião de duas maneiras: 1. Como um lápis, quando usado para pequenas incisões ou para dissecação. 2. Como um arco de violino, para incisões longas retilíneas.
  • 21. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  A solicitação da tesoura é feita com a mão direita estendida em pronação tendo os dois últimos dedos fletidos. O indicador e o médio estendidos executam movimento de aproximação e afastamento imitando o corte das lâminas da tesoura.  Ao apresentar o instrumento, tratando-se de tesoura curva, que é habitualmente usada pelo cirurgião, o instrumentador a entrega com a curvatura voltada para a mão do cirurgião . Este utiliza a tesoura colocando os dedos polegar e anular nos seus anéis, apoiando-a com o dedo indicador e médio.
  • 22. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  Para transferi-la para a posição de repouso deve fazê-la girar 180º para ser empalmada pelos dedos anular e mínimo.
  • 23. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  O pedido da pinça hemostática é feito com a mão direita tendo a face palmar voltada para cima e os dedos estendidos. O instrumentador, tomando as pinças pela ponta, entrega-as sucessivamente ao cirurgião, oferecendo primeiro as curvas e depois as retas, a menos que haja solicitação especial. As pinças curvas devem ter sua curvatura voltada para a mão do cirurgião. As hemostáticas utilizadas com fins específicos devem ser solicitadas pelo nome.  O pedido da pinça anatômica ou da pinça com dente de rato é feito com a mão direita ou esquerda, executando o movimento de pinça, pela aproximação e separação do polegar e do indicador. Quando se trata de da pinça anatômica os dedos conservam-se estendidos, e para a pinça de dente mantêm fletidos. O instrumentador toma a pinça pela ponta deixando extensão suficiente para ser entregue em posição de uso. Deve ser apresentado fechado.
  • 25. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  Na solicitação destas pinças junto com outro instrumento, o cirurgião fará o gesto duplo, requisitando a pinça com a mão esquerda. Nesta eventualidade o instrumentador faz a entrega simultânea do instrumental pedido, cruzando suas mãos.
  • 26. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  O fio de ligadura é solicitado com a mão tendo a face palmar voltada para cima e os quatros últimos dedos em meia flexão. O instrumentador segura as extremidades do fio com as duas mãos e coloca-o estendido na concavidade formada pelos dedos do cirurgião.  O pedido de fio de sutura com o porta agulhas é feito com o punho tendo os dedos fletidos, executando sucessivos movimentos de pronação e supinação, simulando a maneira de utilizar o instrumento. O instrumentador ao entregar o porta-agulhas segura-o pela ponta e afasta o fio para que o mesmo não seja empalmado junto com o instrumento.
  • 27. SINALIZAÇÃO E INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA  Constitui aspecto dos mais desagradáveis ver ao final da cirurgia grande parte dos instrumentos transferidos para cima do doente, atestando a desorganização da equipe.  O ato cirúrgico só poderá atingir a perfeição quando chegar ao término da maneira como se iniciou, com a limpeza, ordem e disciplina mantidas pelos elementos da equipe, empenhados conjuntamente em executar esta complexa e nobre tarefa.
  • 28. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  GOFFI, Fabio Schmidt. Técnica cirúrgica: Bases anatômicas, fisiopatológicas e técnica da cirurgia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2001 (páginas 75- 80)

Notas do Editor

  1. Diérese, em cirurgia, é o nome dado ao processo de divisão dos tecidos que possibilita o acesso a região a ser operada. Hemostasia: Processo pelo qual se previne, detém ou impede o sangramento. Síntese: aproximar ou coaptar bordas de uma lesão, com a finalidade de estabelecer a contigüidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos.