Desapego

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Desapego

  1. 1. Desapego! Que exercício difícil para nós, que ainda estamos presos ao nosso ego. O apego é uma das maiores ilusões da vida terrena. Apegar-se a quê? A quem? Apegar-se para quê? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro. Um dos maiores obstáculos à nossa evolução tem sido, sem dúvida alguma, o apego às coisas materiais. Se quisermos a perfeição, temos que nos desvencilhar de toda carga externa, de todas as posses, pois, segundo Jesus, “Todo aquele que, dentre vós, não renunciar a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”. (Lucas, 14.33). Em O Livro dos Espíritos, na Questão 895, vamos encontrar a informação que o sinal mais característico de imperfeição é o interesse pessoal, sendo sinal notório de inferioridade o apego às coisas materiais.
  2. 2. Quando o nosso ego domina nossas ações temos atitudes egoísticas de somente satisfazer nossos desejos e vontades, sem medir as consequências por essa escolha. Sábio é aquele que renuncia pela força da verdade a si mesmo, libertando-se do egoísmo, caminho seguro para a felicidade plena. Os Espíritos superiores, na Questão 893 de O Livro dos Espíritos, nos orientam a agir no bem sem segunda intenção, a sacrificar o interesse pessoal pelo bem ao próximo, exercitando a mais meritória das virtudes: a verdadeira e desinteressada caridade. Sabemos perfeitamente que na fase evolutiva em que nos encontramos é difícil nos desapegarmos totalmente de todas as coisas da Terra. Desapegar-se é preservar a alma livre das coisas exteriores, libertando-se das paixões.
  3. 3. E o meio mais eficaz de combater o predomínio da natureza corpórea é praticar a abnegação e o desprendimento de si mesmo (Questão 912 de O Livro dos Espíritos). Quando falamos em desapego, não significa abandonar o mundo, mas, entender a existência terrena como transitória; o que é imortal e verdadeiro é o espírito. Seria bom que nos conscientizemos o mais rápido possível que temos que, aos poucos, nos desapegarmos de todas as posses, sejam elas grandes ou pequenas. Convém esclarecer que, Jesus, ao dizer “Desfazei-vos de todos os vossos bens e segui-me” (Mateus, 19.21), não pretendia de forma alguma estabelecer como princípio absoluto que cada um devesse despojar-se daquilo que possui e que a salvação só tem esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação.
  4. 4. A consequência dessas palavras proferidas por Jesus e tomadas em acepção rigorosa seria a abolição da fortuna por ser nociva à felicidade futura e, até mesmo, a condenação do trabalho que leva a ela, conduzindo o homem a uma vida selvagem, e, que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso. O desapego proposto pelo Cristo é possuir sem ser possuído. Podemos e devemos trabalhar muito, procurando sempre a melhoria econômica, na certeza, no entanto, de que nosso verdadeiro tesouro será o que advém de nossos atos e ações. Podemos possuir muitos bens e não sermos possuídos por eles e ainda podemos, com o que nos sobrar, ajudar o progresso do país e às pessoas que nos cercam. Esquecer ou deixar para mais tarde a evolução espiritual,...
  5. 5. A aquisição das riquezas que as traças não corroem em troca dos prazeres e dos tesouros materiais, é marca inegável de apego à imperfeição. É importante observar que temos que desenvolver a capacidade de enxergar a vida por outro prisma, visto que temos uma visão pequena sobre as questões espirituais. Se não trabalharmos o desapego material enquanto estamos na estrada, ficaremos atrasados por nossa própria culpa, visto que Jesus nos chama a atenção dizendo que cada um de nós deve trabalhar as questões espirituais que são duradouras, eternas. Se nós estivermos sinceramente imbuídos com o nosso progresso e com o nosso crescimento espiritual, seria bom que, desde já, nos desvencilhemos de todos os bens externos porque, lá na frente, serão barreiras à nossa evolução.
  6. 6. O excesso do querer desequilibra muita gente que não entende que a verdadeira felicidade não está em decorrência da maior ou menor quantidade de bens materiais que acumula. O homem não deve possuir de seu, senão o que puder levar deste mundo. O que encontra ao chegar e o que deixa ao partir, goza de sua permanência na Terra; mas, uma vez que é forçado a abandoná-lo dele não tem senão o gozo e não a posse real. Portanto, a felicidade não consiste em possuir ou não possuir bens externos, mas sim na atitude interna de não ser por eles possuídos. Muita Paz! Agora, vamos elevar o nosso pensamento a Jesus, rogando a luz e o amparo que precisamos, nós que aqui estamos,...
  7. 7. Ligados ao pesado fardo da matéria. Refrigera-nos, Senhor, o nosso Espírito; ameniza as dores e sofrimentos de todos nós. Que possa haver mais esperança em nossos corações; que possa haver mais fé em nossos espíritos; que possa haver mais entendimento e caridade em nossas ações, tudo conforme a vontade de Deus, nosso Pai. E, que, nessa semana que hoje se inicia, possamos vivificar e aprender, levando a todos com quem vamos nos encontrar, a mensagem do trabalho contínuo, da melhoria, da paz, do amor e da caridade. Que assim seja, graças a Deus! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

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