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Metodologias De CaptaçãO1

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Publicada em

Utilizado nas aulas do curso de férias de jornalismo literário ministrado pelo prof. doutor Paulo Fernando de Carvalho Lopes e pela jornalista Francilene Oliveira em Teresina, PI, na Universidade Federal do Piauí

Publicada em: Educação
  • olá, tudo bem?

    Um documento é tudo aquilo que funciona como comprovação de um facto: qualquer signo concreto ou simbólico, conservado ou gravado, com a finalidade de representar, reconstituir ou provar um fenómeno físico ou intelectual.

    de onde foi retirada essa passagem? abraço
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Metodologias De CaptaçãO1

  1. 1. (...)consciência é a capacidade de apreender as inter-relações que nos afetam. (Buitoni,1986,p.10)
  2. 2. <ul><li>Metodologias de captação </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Recurso de captação que pode ser feito através de entrevistas, depoimento direto ou a mescla das duas formas. </li></ul><ul><li>Não é uma autobiografia convencional nem é ficção. A ficção não respeita os fatos, nem a fidelidade ao mundo existente; a autobiografia, muitas vezes, representa um material seletivo que o autor usa a fim de construir sua imagem. </li></ul><ul><li>A história de vida atende ao propósito do pesquisador/jornalista do que do autor pois está preocupado com a fidelidade das experiências e interpretações do personagem sobre seu mundo. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>O pesquisador deve manter-se orientado para as questões que ele está mais interessado, interroga sobre fatos que precisam de esclarecimentos, tenta confrontar a história contada com outros tipos de material, como relatórios oficiais ou outros fornecidos por pessoas familiarizadas com o entrevistado. </li></ul><ul><li>O entrevistador torna o jogo aberto e honesto a fim de mostrar um trabalho que valoriza tanto quem faz quanto o entrevistado, pois o comportamento de alguém só é possível quando ele é visto sob o ponto de vista do ator social. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Auge nos anos 60 com o new journalism. </li></ul><ul><li>“ Aqui estava uma safra de jornalistas que tinha a cara de pau de se meter em qualquer recinto, até nas sociedades fechadas, e agarrar-se como desesperados à vida.”(WOLFE, 1973,p.26) </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Na busca do aprofundamento, descarta-se a espetacularização nas entrevistas, realiza-as com o propósito da compreensão. </li></ul><ul><li>É usual a entrevista ser um depoimento colhido na condição de um simples aval sobre um assunto. </li></ul><ul><li>A entrevista de compreensão é dotada de individualidade, é uma forma de expressão por si, possui força, tensão, drama, esclarecimento, beleza, emoção, razão. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Há um dialogo possível, um contato humano entre entrevistador e entrevistado, muitas vezes surge um painel de multivozes e o entrevistador torna-se um sutil maestro que costura depoimentos, interliga visões de mundo com tal talento que parece natural o arranjo final – “espontâneo e perfeito”. </li></ul><ul><li>O entrevistador é um “tecedor invisível da realidade, que salta, vívida, das páginas para o coração, a mente e todo o aparato perceptivo do leitor.” (PEREIRA LIMA,p.107) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A proposta da entrevista de compreensão supõe que a entrevista é um encontro interpessoal que inclui a subjetividade dos protagonistas que, juntos, vão construir um novo conhecimento através do encontro de seus mundos sociais e culturais, numa condição de horizontalidade e equilíbrio das relações de poder. </li></ul><ul><li>Uma reflexividade tem “o sentido de refletir a fala de quem foi entrevistado, expressando a compreensão da mesma pelo entrevistador e submeter tal compreensão ao próprio entrevistado, que é uma forma de aprimorar a fidedignidade” (Szymanski, 2001, p. 197). </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Nos procedimentos da entrevista são revistos pelo menos dois encontros para que uma relação reflexiva seja construída. Nessa interação podem-se suscitar informações objetivas e subjetivas bem como conduzir um diálogo para que o tema em questão possa ser aprofundado. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Objectivos </li></ul><ul><li>1. Compreensão do desenvolvimento da pessoa valorizando as interações entre o biológico, o psicológico e o social. 2. Aquisição de conhecimentos relevantes sobre as aspectos psíquicos, históricos, culturais. </li></ul><ul><li>3. Compreensão dos aspectos psicológicos e situacionais relevantes para a elaboração da história do entrevistado. </li></ul><ul><li>4. Sensibilização para aspectos da relação entrevistador-entrevistado e desenvolvimento de competências básicas necessárias para a comunicação. 5. Compreensão dos aspectos fundamentais dos comportamentos relacionados com a preservação e a adaptação às situações de vida. 6. Aquisição de conhecimentos básicos sobre as relações entre o indivíduo, a família e sociedade </li></ul>
  11. 11. Memória <ul><li>O conceito de memória e a maneira como ela funciona vem sendo tema dos estudos de filósofos e de cientistas há séculos. Este conceito vem se modificando e se adequando às funções, às utilizações sociais e à sua importância nas diferentes sociedades humanas. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Foram os gregos antigos quem fizeram da Memória uma deusa, de nome Mnemosine . Ela era a mãe das nove musas procriadas no curso de nove noites passadas com Zeus. </li></ul><ul><li>Mnemosine lembrava aos homens a recordação dos heróis e dos seus grandes feitos, preside a poesia lírica. Deste modo, o poeta era um homem possuído pela memória, um adivinho do passado, a testemunha inspirada nos “tempos antigos”, da idade heróica e, por isso, da idade das origens. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Para Cícero (106 a.C. -43 a.C.), a história era a vida da memória. Na mesma perspectiva, Heródoto (c. 484 a.C. - 425 a.C.), Jean Froissart (c. 1337-1410) e o Conde de Clarendon (1609-1674) afirmaram que escreviam para manter viva a memória dos grandes fatos e feitos notáveis. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Os estudos empreendidos por Maurice Halbwachs (1990) contribuíram definitivamente para a compreensão dos quadros sociais que compõem a memória. </li></ul><ul><li>Para ele, a memória aparentemente mais particular remete a um grupo. O indivíduo carrega em si a lembrança, mas está sempre interagindo com a sociedade, seus grupos e instituições. É no contexto destas relações que construímos as nossas lembranças. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Na perspectiva de Maurice Halbwachs (1877-1945), toda memória é “coletiva”. </li></ul><ul><li>As memórias são construções dos grupos sociais. Embora sejam os indivíduos que lembram, no sentido literal da expressão, são os grupos sociais que determinam o que é “memorável” e as formas pelas quais será lembrado. Portanto, os indivíduos se identificam com os acontecimentos públicos relevantes para o seu grupo. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Lembrar o passado e escrever sobre ele não se apresentam como as atividades inocentes que julgávamos até bem pouco tempo atrás. </li></ul><ul><li>Tanto as histórias quanto as memórias não mais parecem ser objetivas. Num caso como no outro, os historiadores aprenderam a considerar fenômenos com a seleção consciente ou inconsciente, a interpretação e a distorção. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A Memória, no sentido primeiro da expressão, é a presença do passado. A memória é uma construção psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>A memória se modifica e se rearticula conforme posição que ocupo e as relações que estabeleço nos diferentes grupos de que participo. Também está submetida a questões inconscientes, como o afeto, a censura, entre outros. </li></ul><ul><li>As memórias individuais alimentam-se da memória coletiva e histórica e incluem elementos mais amplos do que a memória construída pelo indivíduo e seu grupo. Um dos elementos mais importantes, que afirmam o caráter social da memória, é a linguagem. As trocas entre os membros de um grupo se fazem por meio de linguagem. Lembrar e narrar se constituem da linguagem. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Como afirma Ecléa Bosi, a linguagem é o instrumento socializador da memória pois reduz, unifica e aproxima no mesmo espaço histórico e cultural vivências tão diversas como o sonho, as lembranças e as experiências recentes. </li></ul><ul><li>É interessante ainda apontar que a memória é um objeto de luta pelo poder travada entre classes, grupos e indivíduos. Decidir sobre o que deve ser lembrando e também sobre o que deve ser esquecido integra os mecanismos de controle de um grupo sobre o outro. </li></ul>
  20. 20. DOCUMENTAÇÃO <ul><li>Conceito de Documento </li></ul><ul><li>“ Qualquer expressão do pensamento humano”; </li></ul><ul><li>“ Qualquer base material que sirva para a expansão do pensamento humano e que esteja disponível para estudo ou observação”; </li></ul><ul><li>“ Toda a base de conhecimento, fixada materialmente, susceptível de ser utilizada para consulta, estudo ou prova. Exemplos: manuscritos, impressos, representações gráficas ou figurativas, espécies de museu, etc.”; </li></ul>
  21. 21. <ul><li>“ Um documento é tudo aquilo que funciona como comprovação de um facto: qualquer signo concreto ou simbólico, conservado ou gravado, com a finalidade de representar, reconstituir ou provar um fenómeno físico ou intelectual.” </li></ul><ul><li>Documento é todo o tipo de suporte que transporte em si informação útil para o conhecimento. o documento não equivale ao “texto”, mas ao acesso a uma evidência. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Tipos de documentos </li></ul><ul><li>Textuais ou impressos (suporte papel) </li></ul><ul><li>Micrográficos (microfilme, microforma) </li></ul><ul><li>Audiovisuais (vídeo, filmes) </li></ul><ul><li>Magnéticos (discos, cassetes, disquetes) </li></ul><ul><li>Ópticos (CD, CD-ROM) </li></ul><ul><li>Electrónicos (bases de dados em linha, videotexto) </li></ul><ul><li>Tridimensionais (objectos) </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Fontes de informação: </li></ul><ul><li>Bibliotecas científicas, ou centros de documentação; </li></ul><ul><li>Bibliotecas de depósito; </li></ul><ul><li>Serviços de análise documental; </li></ul><ul><li>Centros de referência; </li></ul><ul><li>Bases de dados; </li></ul><ul><li>Redes em linha. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Fontes primárias (transmissores de informação original): </li></ul><ul><li>Publicações em série; </li></ul><ul><li>Livros ou partes de livros; </li></ul><ul><li>Relatórios científicos e técnicos; </li></ul><ul><li>Actas de congressos; </li></ul><ul><li>Teses e outros trabalhos académicos; </li></ul><ul><li>Normas e legislação; </li></ul><ul><li>Patentes; </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Fontes secundárias (transmissores de informação retirada de documentos originais): </li></ul><ul><li>Boletins de resumos; </li></ul><ul><li>Bibliografias e Boletins bibliográficos; </li></ul><ul><li>Índices e Boletins de índices; </li></ul><ul><li>Boletins de sumários; </li></ul><ul><li>Catálogos de exposições e catálogos de bibliotecas; </li></ul><ul><li>Catálogos colectivos. </li></ul><ul><li>Fontes terciárias (compilam informação de documentos secundários). </li></ul>
  26. 26. Visão pluridimensional simultânea <ul><li>Buscar observar a realidade na dimensão ampliada. </li></ul><ul><li>Não é a visão cartesiana que reduz o olhar, nem um mergulho no imaginário como fantasia ou ficção, mas a busca de elementos que ajudam a explicar o real num contexto sistêmico. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>A visão multidimensional na captação transforma-se num instrumento que orienta a entrevista, as histórias de vida, o resgate da memória e a documentação para uma nova potencialidade com a missão de cravar um círculo mais largo, profundo, na leitura da cativante e complexa realidade que é o mundo contemporâneo. (PEREIRA LIMA, P.134) </li></ul>
  28. 28. <ul><li>“ No mundo subatômico da física quântica, você encontra o cômico (Heisenberg escorrega na casca de banana). Você também encontra o trágico (Schroedinger não pode dizer-nos como e quando morreremos, apenas prediz com total precisão que morreremos). Assim, enquanto nos descobrimos ser muito mais partículas subatômicas do que imaginávamos, há um consolo. O universo revela-se mais ‘humano’ do que poderíamos ter imaginado. Se as partículas subatômicas tivessem os nomes como Julia Tuttle ou Osceola, ao invés de serem chamadas de neutrinos e quarks, poderíamos até dizer que o universo tem alma.” (ALLMAN, 1987, p. 403) </li></ul>

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