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Universidade Federal de Mato Grosso
Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas
        Departamento de Zootecnia




               Mastite
   Inimigo do úbere e da produção




                            Docente:Tiago Marques dos Santos

                          Discente: Diana Cleide da C. da Silva




              Rondonópolis /2011
Mastite
Introdução
      A mastite é uma doença oriunda da inflamação da glândula mamária, sendo
causada, namaioria, por bactérias e fungos. Esta doença é a que proporciona maiores
gastos na exploraçãoleiteira. As perdas relativas à mastite são duas vezes mais
elevadas do que as perdas com ainfertilidade e doenças reprodutivas. Além disso, do
ponto de vista da produtividade, risco dedoenças, comércio internacional e do bem
estar animal, a mastite esta no topo da lista.
      Sendo que, somente nos Estados Unidos, essas perdas atingem o montante de
um bilhão dedólares, anualmente. As perdas totais chegam a quase dois bilhões de
dólares, quando todos osoutros custos (medicamentos, mão de obra, ordenha, etc.) são
considerados.
      O controle da mastite nos rebanhos leiteiros constitui um importante passo para
a elaboraçãode produtos de boa qualidade e diminuição dos riscos à população.

O que é mastite ou mamite?

    É uma doença infectocontagiosa que se propaga no rebanho, devido a fatores
ambientais, mas que podem ser controlados por medidas higiênicas e profiláticas.

Sinais clínicos

   O úbere torna-se inchado;
   Apresenta cor avermelhada;
   Dolorido e quente;
   Leite apresenta-se aguado ou grosso, com uma cor amarelada.
   Produção de leite e o apetite diminuem e a perdade pesoaumenta.

Profilaxia

   Higiene durante a ordenha. Higiene diária das tetas da vaca (prédipping).
   Ordem de ordenha para vacas e novilhas: ordenhar inicialmente animais sadios.
   Realizar diariamente o “teste da caneca do fundo preto”, conhecido também como
   prova do Tamis, antes da ordenha, para detectar mastites clínicas agudas.
   Imersão das tetas em solução desinfetante após a ordenha (pós dipping).
   Tratamento da “vaca seca” com antibiótico de longa ação (específicos para vacas
   secas).
   Limpeza da instalação
   Descarte de vacas com mastite
   Nutrição adequada dos animais
Quais os principais agentes causadores de mastite?

      As mastites podem ser causadas por dois grupos microorganismos: agentes
infecciosos e agentes ambientais.
      O primeiro grupo é composto por bactérias que, em geral, colonizam a pele do
teto e, a partir, do orifício do teto (esfíncter) invadem a glândula mamária e alojam-se
nas porções secretoras desta, multiplicando-se e gerando um processo inflamatório,
de caráter variável.
      Os principais causadores das mastites contagiosas (infecciosas) são o
Staphylococcus aureus, o Streptococcusagalactiae e o Mycoplasmabovis.
      Já as mastites ambientais são causadas por microorganismos presentes no
esterco, barro e água, os quais ao ingressar no interior do úbere encontram condições
de multiplicação, provocando casos severos de mastites. Dentre os agentes causadores
encontramos os coliformes fecais, especialmente a Escherichia coli e o Enterobacterspp,
algumas espécies de Streptococcusspp (S. uberis, S. dysgalactiae, S. epidermitis), fungos
e leveduras (Candidaspp, Cryptococcusspp, Aspergillusspp) e algas (Prototecaspp).
      As mastites ambientais costumam ser muito severas (a maioria se manifesta na
forma de mastite clínica) e se não forem tomadas medidas rápidas de tratamento há
risco da perda do teto por fibrose ou mesmo a morte da vaca por endotoxemia
(especialmente nos casos de E. coli),

Desenvolvimento da infecção

Fase de invasão: microrganismos passam do exterior da teta para o canal da teta.
Fase de infecção: microrganismos se multiplicam e invadem o tecido mamário. A
virulência dos agentes esta relacionada com a capacidade de aderência dos mesmos.
Fase de inflamação: alterações patológicas do tecido mamário.

Alterações na composição do leite

      As infecções da glândula mamária causadas independente de sua etiologia
resultam em um decréscimo na produção de leite e, também, em alterações na sua
composição, que variam em função da intensidade e duração da infecção. Alterações
na sua composição incluem uma diminuição nos teores de lactose,gordura, caseína e
cálcio, com aumento nos níveis de sódio, cloro, proteínas plasmáticas no leite e íons
bicabornato. Geralmente apresenta pH alcalino e uma maior quantidade de leucócitos
polimorfonucleares (PMN).

Mastite subclínica

      Não há inflamação da glândula mamária com reduzida ou nenhuma variação na
qualidade do leite, porém queda na produção. As mastites subclínicas são detectadas
através de testes ao pé da vaca, o chamado CaliforniaMastitis Test ou CMT, ou por
Contagem de Células Somáticas, feita em laboratório.
Os dois testes baseiam-se na presença de glóbulos brancos, produzidos pela vaca
na tentativa de eliminar a contaminação do úbere e que acabam presentes no leite.
       O CMT, também conhecido como teste da bandeja, é feito colocando amostras de
leite colhidas de cada quarto mamário, misturados a um reagente. Caso haja grande
volume de glóbulos brancos no leite será observada a formação de um gel. A gravidade
das mastites subclínicas será determinada pela intensidade da formação de gel.
       Identificadas às vacas estas devem passar por uma criteriosa avaliação para
determinar a validade do tratamento durante a lactação, geralmente baixa, sendo
colocadas em lotes separados das vacas consideradas sadias, sendo tratadas apenas
quando forem retiradas da ordenha (secagem), prévia ao próximo parto.

Que prejuízos à mastite pode causar?

      Os prejuízos são inúmeros, tanto diretos quanto indiretos, que vão da perda em
produtividade leiteira ao óbito de vacas afetadas.
      As mastites podem causar a redução em até 50% da produção de leite, alterando
sua qualidade e seu valor nutritivo, gerando aumento da mão de obra na ordenha,
representando custos adicionais relacionados ao tratamento e correspondendo a um
risco eminente de morte das vacas ou perda de um mais quartos mamários, o que
reduz permanentemente a vida útil das vacas.
      Os tratamentos realizados com antibióticos devem sempre seguir as
recomendações de bula quanto ao período de descarte do leite enviado à indústria. A
presença destes medicamentos no leite impede a fermentação e o beneficiamento dos
derivados lácteos, especialmente iogurtes e queijos finos, que dependem de
microrganismos desejáveis para sua formação e que acabam inibidos pelos
antibióticos.
Bibliografia

  Manejo Sanitário Animal
 Paulo F. Domingues – HelioLangoni

  Artigo do Beef Point - Mastite: como tratar vacas secas e em lactação?
 Octaviano Alves Pereira Neto

  Artigo: Aspectos gerais do Manejo Preventivo da Mastite Bovina
 HenriqueJosé Guimarães Moreira Malufetall.,

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  • 1. Universidade Federal de Mato Grosso Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas Departamento de Zootecnia Mastite Inimigo do úbere e da produção Docente:Tiago Marques dos Santos Discente: Diana Cleide da C. da Silva Rondonópolis /2011
  • 2. Mastite Introdução A mastite é uma doença oriunda da inflamação da glândula mamária, sendo causada, namaioria, por bactérias e fungos. Esta doença é a que proporciona maiores gastos na exploraçãoleiteira. As perdas relativas à mastite são duas vezes mais elevadas do que as perdas com ainfertilidade e doenças reprodutivas. Além disso, do ponto de vista da produtividade, risco dedoenças, comércio internacional e do bem estar animal, a mastite esta no topo da lista. Sendo que, somente nos Estados Unidos, essas perdas atingem o montante de um bilhão dedólares, anualmente. As perdas totais chegam a quase dois bilhões de dólares, quando todos osoutros custos (medicamentos, mão de obra, ordenha, etc.) são considerados. O controle da mastite nos rebanhos leiteiros constitui um importante passo para a elaboraçãode produtos de boa qualidade e diminuição dos riscos à população. O que é mastite ou mamite? É uma doença infectocontagiosa que se propaga no rebanho, devido a fatores ambientais, mas que podem ser controlados por medidas higiênicas e profiláticas. Sinais clínicos O úbere torna-se inchado; Apresenta cor avermelhada; Dolorido e quente; Leite apresenta-se aguado ou grosso, com uma cor amarelada. Produção de leite e o apetite diminuem e a perdade pesoaumenta. Profilaxia Higiene durante a ordenha. Higiene diária das tetas da vaca (prédipping). Ordem de ordenha para vacas e novilhas: ordenhar inicialmente animais sadios. Realizar diariamente o “teste da caneca do fundo preto”, conhecido também como prova do Tamis, antes da ordenha, para detectar mastites clínicas agudas. Imersão das tetas em solução desinfetante após a ordenha (pós dipping). Tratamento da “vaca seca” com antibiótico de longa ação (específicos para vacas secas). Limpeza da instalação Descarte de vacas com mastite Nutrição adequada dos animais
  • 3. Quais os principais agentes causadores de mastite? As mastites podem ser causadas por dois grupos microorganismos: agentes infecciosos e agentes ambientais. O primeiro grupo é composto por bactérias que, em geral, colonizam a pele do teto e, a partir, do orifício do teto (esfíncter) invadem a glândula mamária e alojam-se nas porções secretoras desta, multiplicando-se e gerando um processo inflamatório, de caráter variável. Os principais causadores das mastites contagiosas (infecciosas) são o Staphylococcus aureus, o Streptococcusagalactiae e o Mycoplasmabovis. Já as mastites ambientais são causadas por microorganismos presentes no esterco, barro e água, os quais ao ingressar no interior do úbere encontram condições de multiplicação, provocando casos severos de mastites. Dentre os agentes causadores encontramos os coliformes fecais, especialmente a Escherichia coli e o Enterobacterspp, algumas espécies de Streptococcusspp (S. uberis, S. dysgalactiae, S. epidermitis), fungos e leveduras (Candidaspp, Cryptococcusspp, Aspergillusspp) e algas (Prototecaspp). As mastites ambientais costumam ser muito severas (a maioria se manifesta na forma de mastite clínica) e se não forem tomadas medidas rápidas de tratamento há risco da perda do teto por fibrose ou mesmo a morte da vaca por endotoxemia (especialmente nos casos de E. coli), Desenvolvimento da infecção Fase de invasão: microrganismos passam do exterior da teta para o canal da teta. Fase de infecção: microrganismos se multiplicam e invadem o tecido mamário. A virulência dos agentes esta relacionada com a capacidade de aderência dos mesmos. Fase de inflamação: alterações patológicas do tecido mamário. Alterações na composição do leite As infecções da glândula mamária causadas independente de sua etiologia resultam em um decréscimo na produção de leite e, também, em alterações na sua composição, que variam em função da intensidade e duração da infecção. Alterações na sua composição incluem uma diminuição nos teores de lactose,gordura, caseína e cálcio, com aumento nos níveis de sódio, cloro, proteínas plasmáticas no leite e íons bicabornato. Geralmente apresenta pH alcalino e uma maior quantidade de leucócitos polimorfonucleares (PMN). Mastite subclínica Não há inflamação da glândula mamária com reduzida ou nenhuma variação na qualidade do leite, porém queda na produção. As mastites subclínicas são detectadas através de testes ao pé da vaca, o chamado CaliforniaMastitis Test ou CMT, ou por Contagem de Células Somáticas, feita em laboratório.
  • 4. Os dois testes baseiam-se na presença de glóbulos brancos, produzidos pela vaca na tentativa de eliminar a contaminação do úbere e que acabam presentes no leite. O CMT, também conhecido como teste da bandeja, é feito colocando amostras de leite colhidas de cada quarto mamário, misturados a um reagente. Caso haja grande volume de glóbulos brancos no leite será observada a formação de um gel. A gravidade das mastites subclínicas será determinada pela intensidade da formação de gel. Identificadas às vacas estas devem passar por uma criteriosa avaliação para determinar a validade do tratamento durante a lactação, geralmente baixa, sendo colocadas em lotes separados das vacas consideradas sadias, sendo tratadas apenas quando forem retiradas da ordenha (secagem), prévia ao próximo parto. Que prejuízos à mastite pode causar? Os prejuízos são inúmeros, tanto diretos quanto indiretos, que vão da perda em produtividade leiteira ao óbito de vacas afetadas. As mastites podem causar a redução em até 50% da produção de leite, alterando sua qualidade e seu valor nutritivo, gerando aumento da mão de obra na ordenha, representando custos adicionais relacionados ao tratamento e correspondendo a um risco eminente de morte das vacas ou perda de um mais quartos mamários, o que reduz permanentemente a vida útil das vacas. Os tratamentos realizados com antibióticos devem sempre seguir as recomendações de bula quanto ao período de descarte do leite enviado à indústria. A presença destes medicamentos no leite impede a fermentação e o beneficiamento dos derivados lácteos, especialmente iogurtes e queijos finos, que dependem de microrganismos desejáveis para sua formação e que acabam inibidos pelos antibióticos.
  • 5. Bibliografia  Manejo Sanitário Animal Paulo F. Domingues – HelioLangoni  Artigo do Beef Point - Mastite: como tratar vacas secas e em lactação? Octaviano Alves Pereira Neto  Artigo: Aspectos gerais do Manejo Preventivo da Mastite Bovina HenriqueJosé Guimarães Moreira Malufetall.,