Dor e Bênção
Ninguém passa, na Terra, sem experimentar o aguilhão do sofrimento.
De uma ou de outra forma a vida física é uma experiência educativa
com objetivos definidos, quais os de auxiliar o Espírito a lapidar as
imperfeições e aproximá-lo, o mais possível, da felicidade.
Por isso mesmo, no educandário terrestre, todos lhe conhecem as
garras que ferreteiam as carnes da alma, nas várias expressões em
que a mesma se expressa.
Ansiedades e amarguras, necessidades e dissabores, enfermidades e
infortúnios, fome e carências outras são recurso de que a Vida se
utiliza para disciplinar as criaturas propondo-lhe sublimação.
Não te consideres desventurado, porque o sofrimento te alcançou
diminuindo a intensidade festiva da tua quadra de ilusões.
Durante seu curso, recorda os momentos ditosos que passaram e torna
menos ásperos estes que agora te visitam.
Da mesma forma, amanhã estará mudada esta paisagem aflitiva e te
incorporarás às tuas conquistas.
Aprenderás a abençoar a saúde e a valorizar os bens da amizade, os
dons do trabalho, prolongando as horas de bem-estar, cultivando
pensamentos e atitudes positivos, que te favorecerão com energias e
disposição para todos os embates que enfrentarás.
Compreenderás com mais facilidade os alheios padecimentos,
tolerando as agressões e disparates de outros indivíduos mais
atribulados do que tu.
Sentir-te-ás mais humano e sensível aos problemas do próximo,
tornando-te, naturalmente, solidário com todos aqueles que te busquem
a ajuda ou a simples presença fraternal.
Dilatarás a visão a respeito da vida e reflexionarás mais intensamente
sobre a transitoriedade do corpo e o caráter eterno do ser em si
mesmo.
Descobrirás o sentido dos acontecimentos, assimilando-lhes bem as
propostas evolutivas, sem nadar contra a correnteza.
Os problemas, naturalmente, chegar-te-ão da mesma forma; no
entanto, com esta experiência que proporciona sabedoria, poderás
solucioná-los sofrendo mesma aflições.
Quando te conscientizas das razões do sofrimento, estes se tornam
suportáveis, tendo diminuídas suas cargas desgastantes.
Quando te resignas diante dos testemunhos, estes perdem a
intensidade perturbadora.
Quando abençoas a própria dor, nela reconhecendo os benefícios que
fruirás, encontras a técnica perfeita para vencê-la e ser feliz.
Pelo espírito Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Livro: Luz da Esperança
Início
Filhos Diferentes
Provavelmente, conhecê-lo-ás no mais íntimo da alma: os filhos
diferentes. Conseguiste instruir os outros. Encaminhá-los para o bem
com facilidade. Mas encontraste aquele que não se afina com os teus
ideais. É um filho que não se erige à altura do padrão doméstico a que
te elevaste, ou uma filha que te desmente a esperança.
É possível hajas verificado a desvantagem quando já existe enorme
distância do ente querido à harmonia familiar. Percebeste-lhe as falhas
com a surpresa do cultivador, quando identifica uma planta de bela
aparência que a praga carcome, ou com o desencanto de quem vê
repentinamente comprometida a empresa levantada à custa de sonhos
e canseiras de muitos anos.
Quanto te observes perante um filho diferente, não te permitas inclinar
o coração ao desespero ou à amargura. Ora e pede luz para o
entendimento.
O Senhor te fará reconhecer-te à frente do companheiro ou da
companheira de outras existências terrestres, que o tempo ocultou e
que a Lei te oferece de novo à presença para que a tua obra de amor
seja devidamente complementada.
Jamais ergas a voz para acusar o filho-problema, conquanto nem
seempre lhe possas elogiar a conduta. Longe ou perto dele, segundo
as circunstâncias do plano físico, ampara-o com tua prece,
estendendo-lhe apoio e inspiração pelas vias da alma. Embora no
dever de corrigi-lo, ainda mesmo quando te não compreenda ou te evite
o passo, abençoa-o tantas vezes quanto te fizerem precisas,
ensinando-lhe outra vez o caminho da retidão e da obediência,
selecionando para isso as melhores palavras que as lutas da vida te
hajam gravado no sentimento.
Ninguém te pode penetrar a angústia e o enternecimento de pai e mãe,
junto dos filhos que se fizeram enigmas; à vista disso, é natural que
muitas vezes o teu procedimento diante deles assuma aspecto de
exceção. Auxilia-os sempre e, mesmo nos dias em que a saraivada de
críticas humanas te assedie a cabeça, conchega-os mais brandamente
ao regaço do teu espírito; sem que o verbo humano consiga expressar
as sensações de teu amor ou de tua dor, ante um filho diferente, sabes,
no imo da alma, que ele significa o mais alto encontro marcado entre a
tua esperança e a bondade de Deus.
Do livro Encontro Marcado,
Pelo espírito Emmanuel
Início
Sábias Decisões
A grandeza da alma se reflete na ação das pequenas coisas.
Quanto mais desce para servir, mais se eleva na realização.
Nem sempre os heróis são aqueles que se revelaram nos graves
momentos da Humanidade, pela atuação decisiva.
Existem incontáveis lidadores que impulsionam o homem e a sociedade
no rumo do grande bem, através de contínuos sacrifícios que passam
ignorados e, sem os quais, o caos se estabeleceria dominador.
Os dicutidores inoperantes consideram em demasia o valor das
palavras, perdendo o tempo útil que poderia ser aplicado nas ações
relevantes.
Nos debates estéreis dizem o que não amadureceram pensando,
quando poderiam agir bem, assim melhor ensinando.
Quem não pode revelar-se numa grande realização, sempre dispõe de
meios para manifestar-se nas pequenas ações.
Se não possui recursos para acabar com a fome geral, pode atendê-la
em uma pessoa necessitada; se não consegue resolver o problema das
enfermidades, deve socorrer um doente; não logrando acabar com a
miséria, dispõe-se a minorá-la naqueles que defronta e padecem-lhe a
injunção.
Não é imprescindível estar presente nos grandes momentos da
História, todavia, é importante facilitá-los para os outros, desde hoje,
com a sua contribuição.
Jesus não quis vencer no mundo, antes, porém, venceu o mundo
repleto de paixões amesquinhantes.
Pelo Espírito Joana de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Livro: Momentos de Renovação
Início
Dependência
Não dependamos emocionalmente de ninguém.
Todos somos interdependentes, no entanto, cada qual tem o direito de
efetuar as suas próprias escolhas.
Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está
doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento.
Não escravizemos ninguém às nossas idéias e ao nosso modo de ser,
tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos
anularmos em nossa própria vontade.
Todo excesso no campo afetivo, a pretexto de amor, é simples posse,
paixão disfarçada gerando desequilíbrio.
O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que
algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não
quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.
Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus!
Todos somos afetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto
para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens
emocionais.
Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que
necessita na medida exata do que houver cedido.
Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo
insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.
Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino
que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos
surpreender como o agente da felicidade que esperamos.
Espírito: Irmão José
Médium: Carlos Baccelli
Livro: Lições da Vida
Início
Na Hora do Desânimo
Desânimo em ação espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno das pessoas e
acontecimentos, desânimo nos indicaria o propósito de infabilidade,
condição incompatível com qualquer espírito em evolução;
Se incorremos em falta e caímos em desalento, isso mostraria que
andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo, acerca de nós
mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes
na escola da experiência;
Se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros
patenteiam dentro dela competência que ainda estamos longe de
alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas nos revelaria a reduzida
disposição de estudar e trabalhar, a fim de crescer, melhorar-nos e
merecer;
Se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum companheiro
nos endereçar advertência determinada, nesse ou naquele passo da
vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível
em criaturas conscientes das próprias imperfeições;
Se entramos em desencanto porque entes amados estejam tardando
em adquirir as virtudes que lhes desejamos, certamente estamos
provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos no
passado, em longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e
desilusões, mas é precioso recordar que, por enquanto, nós, os seres
vinculados à Terra, somos alunos do educandário da existência e que
espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores ao nosso, ainda
caminham encontrando desafios da Vida e do Universo, a preservarem
no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio
de educar-nos e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da
dificuldade, levantemo-nos, tantas vezes quantas forem necessárias
para o serviço do bem, na certeza de que não estamos sozinhos e de
que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas,
Deus estava no clima de nossos problemas, providenciando e
trabalhando.
Pelo Espírito Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Caminho Espírita
Início
Em Referência ao Dinheiro
Na Terra, as coisas têm o valor que lhes dás, e, entre outras, o
dinheiro tem a primazia que lhe ofereces.
Com ele consegues o pão e através dele segues a aventura louca do
poder ou o louco poder da aventura.
A grande maioria dos homens vive para consegui-lo, e o acumulam
malsinando, perseguindo, infelicitando-se...
São os grandes infelizes felicitados por moedas sem real significação
nos cofres da paz.
Outros, não o possuindo, sofrem as consequências das cruentas lutas
travadas sem trégua nem quartel, buscando-o.
São os infelizes infelicitados pela falta de numerário.
No entanto poderiam ser felizes os que possuem - pela felicidade que
se propiciariam, proporcionando felicidade aos infelizes; e ditosos os
que se crêem infelizes por não possuírem - felicitados pelos iminentes
perigos de que estão livres, por não estarem escravos de valores que
ficam com o corpo e, normalmente, são a causa do aniquilamento do
próprio corpo.
Quando é possível reduzir o dinheiro à função para a qual existe -
instrumento de trocas-, encontra o homem o roteiro iluminativo para a
felicidade interior, longe dos tormentos capitais em que se atiram os
invigilantes.
O dinheiro em si mesmo não é bênção nem maldição, mas objeto de
permuta. Possuir ou não possuir dinheiro não é fator positivo ou
negativo de felicidade. Acima da posse ou abaixo dela, está a posição
de quem possui ou deixa de possuir.
Se muitos são escravos do "que têm", muitos há que são como servos
submissos do que "não tem". Desse modo, o dinheiro que poderia ser
amigo do homem, dele se faz sicário, obrigando-o a viver em função
dele, para ele e em busca dele.
O dinheiro não compra, em ocasião alguma, as migalhas sem preço que
constituem a felicidade real: um sorriso de espontânea simpatia; o
amor que nasce nas fontes do sentimento puro; a paz que enflora na
afeição legítima...
Podendo adquirir muito, na Terra, o dinheiro no entanto, é mais fator
de insatisfação do que de paz.
Talvez por essa razão, o refrão popular ensina: "o homem feliz, na
Terra, não tinha camisa..."
Ergue o pensamento ativo, acima das próprias lutas de todo dia e
ausculta o pensamento divino espalhado na Grande Casa de Nosso
Pai.
Ouvirás a mensagem clara da felicidade, falando, sem palavras, em mil
vozes: "ama e serve; desculpa e passa; semeia o bem de toda forma e,
confiando sem cessar, encontrarás em ti mesmo o tesouro incorruptível
da harmonia interior, que nada compra e fator algum destrói",
retornando às atividades habituais, jubiloso e livre das angústias da
posse do dinheiro, seguindo empós Aquele que, sendo o Senhor do
mundo, se fez o servo de todos, como Modelo de Perfeição Ideal.
Pelo Espírito Joana de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Do livro: Messe de Amor
Dor e bênção
Dor e bênção

Dor e bênção

  • 1.
    Dor e Bênção Ninguémpassa, na Terra, sem experimentar o aguilhão do sofrimento. De uma ou de outra forma a vida física é uma experiência educativa com objetivos definidos, quais os de auxiliar o Espírito a lapidar as imperfeições e aproximá-lo, o mais possível, da felicidade. Por isso mesmo, no educandário terrestre, todos lhe conhecem as garras que ferreteiam as carnes da alma, nas várias expressões em que a mesma se expressa. Ansiedades e amarguras, necessidades e dissabores, enfermidades e infortúnios, fome e carências outras são recurso de que a Vida se utiliza para disciplinar as criaturas propondo-lhe sublimação. Não te consideres desventurado, porque o sofrimento te alcançou diminuindo a intensidade festiva da tua quadra de ilusões. Durante seu curso, recorda os momentos ditosos que passaram e torna menos ásperos estes que agora te visitam. Da mesma forma, amanhã estará mudada esta paisagem aflitiva e te incorporarás às tuas conquistas. Aprenderás a abençoar a saúde e a valorizar os bens da amizade, os dons do trabalho, prolongando as horas de bem-estar, cultivando pensamentos e atitudes positivos, que te favorecerão com energias e disposição para todos os embates que enfrentarás. Compreenderás com mais facilidade os alheios padecimentos, tolerando as agressões e disparates de outros indivíduos mais atribulados do que tu. Sentir-te-ás mais humano e sensível aos problemas do próximo, tornando-te, naturalmente, solidário com todos aqueles que te busquem a ajuda ou a simples presença fraternal. Dilatarás a visão a respeito da vida e reflexionarás mais intensamente sobre a transitoriedade do corpo e o caráter eterno do ser em si mesmo.
  • 2.
    Descobrirás o sentidodos acontecimentos, assimilando-lhes bem as propostas evolutivas, sem nadar contra a correnteza. Os problemas, naturalmente, chegar-te-ão da mesma forma; no entanto, com esta experiência que proporciona sabedoria, poderás solucioná-los sofrendo mesma aflições. Quando te conscientizas das razões do sofrimento, estes se tornam suportáveis, tendo diminuídas suas cargas desgastantes. Quando te resignas diante dos testemunhos, estes perdem a intensidade perturbadora. Quando abençoas a própria dor, nela reconhecendo os benefícios que fruirás, encontras a técnica perfeita para vencê-la e ser feliz. Pelo espírito Joanna de Ângelis Médium: Divaldo P. Franco Livro: Luz da Esperança Início Filhos Diferentes Provavelmente, conhecê-lo-ás no mais íntimo da alma: os filhos diferentes. Conseguiste instruir os outros. Encaminhá-los para o bem com facilidade. Mas encontraste aquele que não se afina com os teus ideais. É um filho que não se erige à altura do padrão doméstico a que te elevaste, ou uma filha que te desmente a esperança. É possível hajas verificado a desvantagem quando já existe enorme distância do ente querido à harmonia familiar. Percebeste-lhe as falhas com a surpresa do cultivador, quando identifica uma planta de bela aparência que a praga carcome, ou com o desencanto de quem vê repentinamente comprometida a empresa levantada à custa de sonhos e canseiras de muitos anos.
  • 3.
    Quanto te observesperante um filho diferente, não te permitas inclinar o coração ao desespero ou à amargura. Ora e pede luz para o entendimento. O Senhor te fará reconhecer-te à frente do companheiro ou da companheira de outras existências terrestres, que o tempo ocultou e que a Lei te oferece de novo à presença para que a tua obra de amor seja devidamente complementada. Jamais ergas a voz para acusar o filho-problema, conquanto nem seempre lhe possas elogiar a conduta. Longe ou perto dele, segundo as circunstâncias do plano físico, ampara-o com tua prece, estendendo-lhe apoio e inspiração pelas vias da alma. Embora no dever de corrigi-lo, ainda mesmo quando te não compreenda ou te evite o passo, abençoa-o tantas vezes quanto te fizerem precisas, ensinando-lhe outra vez o caminho da retidão e da obediência, selecionando para isso as melhores palavras que as lutas da vida te hajam gravado no sentimento. Ninguém te pode penetrar a angústia e o enternecimento de pai e mãe, junto dos filhos que se fizeram enigmas; à vista disso, é natural que muitas vezes o teu procedimento diante deles assuma aspecto de exceção. Auxilia-os sempre e, mesmo nos dias em que a saraivada de críticas humanas te assedie a cabeça, conchega-os mais brandamente ao regaço do teu espírito; sem que o verbo humano consiga expressar as sensações de teu amor ou de tua dor, ante um filho diferente, sabes, no imo da alma, que ele significa o mais alto encontro marcado entre a tua esperança e a bondade de Deus. Do livro Encontro Marcado, Pelo espírito Emmanuel Início Sábias Decisões
  • 4.
    A grandeza daalma se reflete na ação das pequenas coisas. Quanto mais desce para servir, mais se eleva na realização. Nem sempre os heróis são aqueles que se revelaram nos graves momentos da Humanidade, pela atuação decisiva. Existem incontáveis lidadores que impulsionam o homem e a sociedade no rumo do grande bem, através de contínuos sacrifícios que passam ignorados e, sem os quais, o caos se estabeleceria dominador. Os dicutidores inoperantes consideram em demasia o valor das palavras, perdendo o tempo útil que poderia ser aplicado nas ações relevantes. Nos debates estéreis dizem o que não amadureceram pensando, quando poderiam agir bem, assim melhor ensinando. Quem não pode revelar-se numa grande realização, sempre dispõe de meios para manifestar-se nas pequenas ações. Se não possui recursos para acabar com a fome geral, pode atendê-la em uma pessoa necessitada; se não consegue resolver o problema das enfermidades, deve socorrer um doente; não logrando acabar com a miséria, dispõe-se a minorá-la naqueles que defronta e padecem-lhe a injunção. Não é imprescindível estar presente nos grandes momentos da História, todavia, é importante facilitá-los para os outros, desde hoje, com a sua contribuição. Jesus não quis vencer no mundo, antes, porém, venceu o mundo repleto de paixões amesquinhantes. Pelo Espírito Joana de Ângelis Médium: Divaldo P. Franco Livro: Momentos de Renovação Início Dependência
  • 5.
    Não dependamos emocionalmentede ninguém. Todos somos interdependentes, no entanto, cada qual tem o direito de efetuar as suas próprias escolhas. Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento. Não escravizemos ninguém às nossas idéias e ao nosso modo de ser, tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade. Todo excesso no campo afetivo, a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio. O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos. Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus! Todos somos afetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais. Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exata do que houver cedido. Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja. Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos. Espírito: Irmão José Médium: Carlos Baccelli Livro: Lições da Vida
  • 6.
    Início Na Hora doDesânimo Desânimo em ação espírita-cristã é francamente injustificável. Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto. Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno das pessoas e acontecimentos, desânimo nos indicaria o propósito de infabilidade, condição incompatível com qualquer espírito em evolução; Se incorremos em falta e caímos em desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo, acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes na escola da experiência; Se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros patenteiam dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de crescer, melhorar-nos e merecer; Se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum companheiro nos endereçar advertência determinada, nesse ou naquele passo da vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas conscientes das próprias imperfeições; Se entramos em desencanto porque entes amados estejam tardando em adquirir as virtudes que lhes desejamos, certamente estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos no passado, em longos trechos de incompreensão e rebeldia. Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões, mas é precioso recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados à Terra, somos alunos do educandário da existência e que espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores ao nosso, ainda
  • 7.
    caminham encontrando desafiosda Vida e do Universo, a preservarem no esforço de aprender. Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educar-nos e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos sozinhos e de que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando. Pelo Espírito Emmanuel Médium: Chico Xavier Livro: Caminho Espírita Início Em Referência ao Dinheiro Na Terra, as coisas têm o valor que lhes dás, e, entre outras, o dinheiro tem a primazia que lhe ofereces. Com ele consegues o pão e através dele segues a aventura louca do poder ou o louco poder da aventura. A grande maioria dos homens vive para consegui-lo, e o acumulam malsinando, perseguindo, infelicitando-se... São os grandes infelizes felicitados por moedas sem real significação nos cofres da paz. Outros, não o possuindo, sofrem as consequências das cruentas lutas travadas sem trégua nem quartel, buscando-o. São os infelizes infelicitados pela falta de numerário. No entanto poderiam ser felizes os que possuem - pela felicidade que se propiciariam, proporcionando felicidade aos infelizes; e ditosos os que se crêem infelizes por não possuírem - felicitados pelos iminentes perigos de que estão livres, por não estarem escravos de valores que ficam com o corpo e, normalmente, são a causa do aniquilamento do próprio corpo.
  • 8.
    Quando é possívelreduzir o dinheiro à função para a qual existe - instrumento de trocas-, encontra o homem o roteiro iluminativo para a felicidade interior, longe dos tormentos capitais em que se atiram os invigilantes. O dinheiro em si mesmo não é bênção nem maldição, mas objeto de permuta. Possuir ou não possuir dinheiro não é fator positivo ou negativo de felicidade. Acima da posse ou abaixo dela, está a posição de quem possui ou deixa de possuir. Se muitos são escravos do "que têm", muitos há que são como servos submissos do que "não tem". Desse modo, o dinheiro que poderia ser amigo do homem, dele se faz sicário, obrigando-o a viver em função dele, para ele e em busca dele. O dinheiro não compra, em ocasião alguma, as migalhas sem preço que constituem a felicidade real: um sorriso de espontânea simpatia; o amor que nasce nas fontes do sentimento puro; a paz que enflora na afeição legítima... Podendo adquirir muito, na Terra, o dinheiro no entanto, é mais fator de insatisfação do que de paz. Talvez por essa razão, o refrão popular ensina: "o homem feliz, na Terra, não tinha camisa..." Ergue o pensamento ativo, acima das próprias lutas de todo dia e ausculta o pensamento divino espalhado na Grande Casa de Nosso Pai. Ouvirás a mensagem clara da felicidade, falando, sem palavras, em mil vozes: "ama e serve; desculpa e passa; semeia o bem de toda forma e, confiando sem cessar, encontrarás em ti mesmo o tesouro incorruptível da harmonia interior, que nada compra e fator algum destrói", retornando às atividades habituais, jubiloso e livre das angústias da posse do dinheiro, seguindo empós Aquele que, sendo o Senhor do mundo, se fez o servo de todos, como Modelo de Perfeição Ideal. Pelo Espírito Joana de Ângelis Médium: Divaldo P. Franco Do livro: Messe de Amor