Composição Química e
Maturação das Sementes
Função da semente
• Perpetuação da espécie
• Armazenar substâncias nutritivas
(nutrientes e energia) para garantir a
sobre...
• Grande parte dos componentes químicos
da semente não difere qualitativamente
dos constituintes encontrados em outras
par...
Composição Química e Qualidade
da Semente
• Para garantir a boa formação da semente
é necessário o acúmulo de quantidade
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Composição Química das
sementes
• A composição química das sementes varia entre
espécies e dentro de espécies (cultivares)...
Em que parte da semente ocorre
armazenamento?
• Partes constituintes da semente
– Embrião (Eixo embrionário + cotilédones)...
Composição química da semente
• Constituintes normais (presentes em outras partes da planta)
• Substâncias de reserva
– Ca...
CLASSIFICAÇÃO (RESERVA)
Amiláceas a principal reserva é o amido (trigo, arroz, aveia,
cevada)
Aleuro-amiláceas acumulam am...
Tabela 1. Principais reservas armazenadas em sementes de algumas
espécies de interesse econômico (Adaptado de Crocker & Ba...
CARBOIDRATOS – HIDRATOS DE CARBONO /
GLUCÍDIOS (CH2O)n
• Função – fornecimento de energia
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Carboidratos
Monossacarídeos Oligossacarídeos Polissacarídeos
Amido
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Celulose
Sacarose
Lactose
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AMIDO
• Substância metabolicamente inativa
Armazenamento Endosperma Embrião
Depositados Amiloplastos
Amido
20-25%
amilose ...
Nutrientes armazenados
• Carboidratos
Estrutura do amido na semente
Digerida em partes pela
alfa-amilase
Cora-se de vermelho
púrpura na presença de
iodo
Digerid...
Amilose
Amilopectina
200-1000 unidades de
glicose unidas por
ligações α-1,4
glucosídeo
20-25 unidades de
glicose por
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CELULOSE
Polímero da
glucose
Principal constituinte
da parede celular –
Fibra Bruta
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HEMICELULOSE
 Polissacarídeo não pertencente ao grupo do amido;
 Encontrada na reserva da parede celular
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Mananos
Restrição para a protrusão da raiz
primária
Redução da velocidade de germinação
Além de atuarem como reservas,
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LIPÍDIOS OU GORDURAS
Insolúveis em água e solúveis em
solventes orgânicos
Tipos
Glicerídeos
Cerídeos
Esterídeos
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PROTEÍNAS
 Polímeros de aminoácidos
 Sensíveis a altas temperaturas
 Função: Estrutural, enzimática,
nutritiva, transporte, regul...
Proteínas
metabolicamente
inativas
Proteínas
metabolicamente
ativas
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Nucleoproteínas
Albuminas
Globulinas
Glutelina...
Espécie Albuminas Globulinas Prolaminas Glutelinas
Arroz 5 10 5 80
Aveia 11 9 56 24
Cevada 13 12 52 23
Milho 4 2 55 39
Sor...
OUTROS COMPONENTES
• Papéis dos hormônios durante o desenvolvimento e
atividades das sementes:
1. Gerenciamento do acúmulo...
Compostos Fosforados
• Encontrado na camada de aleurona do endosperma
ou em cotilédones.
• Interferem no balanço entre sub...
FATORES QUE AFETAM A
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
 Genótipo
 Posição da semente em relação à inflorescência
ou ao fruto
 Condiçõe...
FATORES QUE AFETAM A
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
 Estádio de maturação
 Idade
Fertilidade do solo e nutrição da planta-mãe
Prát...
Maturação das Sementes
Introdução
O desenvolvimento e a maturação das sementes são aspectos importantes a serem
considerados na TECNOLOGIA DE PRO...
Introdução
A ORIGEM DO PROCESSO DE MATURAÇÃO
O processo de maturação tem início logo após a polinização, que é o transport...
Introdução
Em Tecnologia de Sementes  objetivo do estudo da maturação???
Determinar o ponto ideal de colheita
visando a p...
Introdução
Se a semente atinge um determinado estádio no qual a qualidade fisiológica
é máxima, por que não proceder a col...
Índices de Maturação
Índices visuais
 Aspecto Externo - Coloração dos frutos, sementes, hilo, fendas, brilho, etc.
Índice...
Índices de Maturação
Coloração
Figura 1. Aspecto e coloração dos frutos de Myroxylon
balsamum em vários estádios de matura...
Índices de Maturação
Coloração
Figura 2. Coloração dos frutos de pimentão dos 20 aos 70 dias após a antese.
Índices de Maturação
Em soja  a maturidade fisiológica pode ser caracterizada por:
início da redução do tamanho das semen...
Índices de Maturação
Figura 4. Modificações nos teores de proteína e óleo durante o
desenvolvimento e maturação de semente...
Índices de Maturação
Figura 5. Modificações na capacidade de absorção de oxigênio e no número
de células nos cotilédones d...
Índices de Maturação
Tamanho da semente
Após a fertilização, o tamanho da semente aumenta rapidamente, atingindo o máximo ...
Tabela 1. Tempo, após o início do florescimento, para sementes de algumas
espécies atingirem o tamanho máximo.
Figura 7. Modificações no tamanho de sementes
durante o desenvolvimento.
Algodão
Índices de Maturação
Teor de água das sementes
Logo após a formação  alto teor de água (70-80%).
Ocorre uma pequena eleva...
Tabela 2. Decréscimo no teor de água da semente desde a fertilização (± 80
oC) até o equilíbrio com a atmosfera.
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sementes de algodão e milho
durante o processo de maturação.
Índices de Maturação
Conteúdo de matéria seca das sementes
Paralelamente, os produtos formados nas folhas, pela fotossínte...
Figura 10. Modificações no conteúdo de massa seca de sementes, durante o
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Germinação das sementes
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Análise das modificações
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Maturidade e Colheita
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Unidade 03 composição química e maturação das sementes

  1. 1. Composição Química e Maturação das Sementes
  2. 2. Função da semente • Perpetuação da espécie • Armazenar substâncias nutritivas (nutrientes e energia) para garantir a sobrevivência da própria semente e da futura planta no processo de germinação A habilidade de armazenar substâncias nutritivas torna a semente valiosa para a humanidade como alimento
  3. 3. • Grande parte dos componentes químicos da semente não difere qualitativamente dos constituintes encontrados em outras partes da planta, entretanto a diferença é quantitativa para alguns – Ex: Proteínas e Lipídios =>maior quantidade Composição química da semente
  4. 4. Composição Química e Qualidade da Semente • Para garantir a boa formação da semente é necessário o acúmulo de quantidade suficiente de reserva • De modo geral, sementes bem formadas são mais vigorosas e tem maior potencial de armazenamento • Condições adversas durante a formação de sementes podem comprometer a qualidade do lote
  5. 5. Composição Química das sementes • A composição química das sementes varia entre espécies e dentro de espécies (cultivares) e até dentro da mesma cultivar (posição em relação ao fruto ou inflorescência) • É controlada geneticamente – Melhoramento genético • Influenciada pelo ambiente – Condições climáticas – Nutrição mineral – Disponibilidade hídrica – Etc.
  6. 6. Em que parte da semente ocorre armazenamento? • Partes constituintes da semente – Embrião (Eixo embrionário + cotilédones) – Endosperma – Perisperma – Tegumento • Importante! RESERVAS de nutrientes estão normalmente presentes na semente inteira! 1) Algumas reservas podem ser encontradas em diferentes tecidos da semente 2) Um tecido pode conter a maior parte da reserva da semente 3) Diferentes reservas coexistem num mesmo tecido
  7. 7. Composição química da semente • Constituintes normais (presentes em outras partes da planta) • Substâncias de reserva – Carboidratos – Lipídios – Proteínas • Compostos secundários
  8. 8. CLASSIFICAÇÃO (RESERVA) Amiláceas a principal reserva é o amido (trigo, arroz, aveia, cevada) Aleuro-amiláceas acumulam amido e proteína (feijão, ervilha e leguminosas em geral) Oleaginosas predominam lipídios (girassol, gergelim, linhaça) Aleuro-oleaginosas armazenam lipídios e proteínas (soja e algodão) Córneas reservas celulósicas (tremoço, café)  Poucos são os casos de sementes que apresentam proteínas como principal componente - Soja
  9. 9. Tabela 1. Principais reservas armazenadas em sementes de algumas espécies de interesse econômico (Adaptado de Crocker & Barton, 1957; Bewley & Black, 1985) Espécie Proteínas % Lipídios % Carboidratos % Estrutura Algodão 39 33 15 Embrião Amendoim 31 48 12 Embrião Arroz 8 2 65 Endosperma Cevada 12 3 76 Endosperma Dendê 9 49 28 Endosperma Feijão 23 1 56 Embrião Girassol 17 46 19 Embrião Mamona 18 64 0 Endosperma Milho 10 5 80 Endosperma Soja 37 17 26 Embrião
  10. 10. CARBOIDRATOS – HIDRATOS DE CARBONO / GLUCÍDIOS (CH2O)n • Função – fornecimento de energia para a retomada de desenvolvimento do embrião durante a germinação. • Constituem aproximadamente 83% da matéria seca total da semente de trigo, cevada, centeio, milho, sorgo e arroz e cerca de 79% na aveia.
  11. 11. Carboidratos Monossacarídeos Oligossacarídeos Polissacarídeos Amido Hemicelulose Celulose Sacarose Lactose Maltose Refinose Estaquiose Glicose Frutose Galactose
  12. 12. AMIDO • Substância metabolicamente inativa Armazenamento Endosperma Embrião Depositados Amiloplastos Amido 20-25% amilose e 50- 75% amilopectina
  13. 13. Nutrientes armazenados • Carboidratos
  14. 14. Estrutura do amido na semente Digerida em partes pela alfa-amilase Cora-se de vermelho púrpura na presença de iodo Digerida quase completamente pela alfa-amilase Cora-se de azul na presença de iodo
  15. 15. Amilose Amilopectina 200-1000 unidades de glicose unidas por ligações α-1,4 glucosídeo 20-25 unidades de glicose por ramificação, unidas tanto por ligações α- 1,4 como por α-1,6 glucosídeo
  16. 16. CELULOSE Polímero da glucose Principal constituinte da parede celular – Fibra Bruta A maior % de fibra em uma semente encontra-se no tegumento. Embrião e endosperma são pobres em fibras.
  17. 17. HEMICELULOSE  Polissacarídeo não pertencente ao grupo do amido;  Encontrada na reserva da parede celular Sua presença torna duro o endosperma de algumas espécies = palmeira jarina, tamareira, etc. Não existe organela armazenadora Classificação Mananos Xiloglucanos Galactanos
  18. 18. Mananos Restrição para a protrusão da raiz primária Redução da velocidade de germinação Além de atuarem como reservas, conferem resistência, exercendo proteção contra injúrias mecânicas
  19. 19. LIPÍDIOS OU GORDURAS Insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos Tipos Glicerídeos Cerídeos Esterídeos Representados na forma de triglicerídeos Encontram-se em organelas esféricas = Esferossomos Ocorrência Fonte de energia, reserva e estrutural. Embrião
  20. 20. PROTEÍNAS
  21. 21.  Polímeros de aminoácidos  Sensíveis a altas temperaturas  Função: Estrutural, enzimática, nutritiva, transporte, reguladores de processos fisiológicos e defesa.
  22. 22. Proteínas metabolicamente inativas Proteínas metabolicamente ativas Enzimas Nucleoproteínas Albuminas Globulinas Glutelinas Prolaminas
  23. 23. Espécie Albuminas Globulinas Prolaminas Glutelinas Arroz 5 10 5 80 Aveia 11 9 56 24 Cevada 13 12 52 23 Milho 4 2 55 39 Sorgo 6 10 46 38 Trigo 9 5 40 46 Tabela 2. Composição percentual média das proteínas presentes em sementes de cereais (Bewley & Black, 1985)
  24. 24. OUTROS COMPONENTES • Papéis dos hormônios durante o desenvolvimento e atividades das sementes: 1. Gerenciamento do acúmulo de matéria seca, incluindo o repouso no final da maturação. 2. Divisão e expansão celular. 3. Indução à formação e liberação de enzimas. 4. Desenvolvimento de tecidos extra-seminais 5. Armazenamento para uso futuro (germ. e des. plântula) 6. Controle da dormência Reguladores de Crescimento
  25. 25. Compostos Fosforados • Encontrado na camada de aleurona do endosperma ou em cotilédones. • Interferem no balanço entre substâncias promotoras e inibidoras da germinação. • Podem representar obstáculo à difusão de gases em sementes umedecidas. • Atuam na manutenção do estado de dormência. Compostos Fenólicos
  26. 26. FATORES QUE AFETAM A COMPOSIÇÃO QUÍMICA  Genótipo  Posição da semente em relação à inflorescência ou ao fruto  Condições climáticas Melhoramento genético
  27. 27. FATORES QUE AFETAM A COMPOSIÇÃO QUÍMICA  Estádio de maturação  Idade Fertilidade do solo e nutrição da planta-mãe Práticas culturais (épocas de semeadura, de colheita, adubação,...).
  28. 28. Maturação das Sementes
  29. 29. Introdução O desenvolvimento e a maturação das sementes são aspectos importantes a serem considerados na TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE SEMENTES, pois entre os fatores que determinam a qualidade das sementes estão as condições de ambiente predominantes na fase de florescimento/frutificação e a colheita na época adequada. Portanto, o conhecimento de como se processa a maturação das sementes e dos principais fatores envolvidos é de fundamental importância para a orientação dos produtores de sementes, auxiliando no controle de qualidade, principalmente no que se refere ao planejamento e a definição da época ideal de colheita, visando qualidade e produtividade.
  30. 30. Introdução A ORIGEM DO PROCESSO DE MATURAÇÃO O processo de maturação tem início logo após a polinização, que é o transporte do grão de pólen até o estigma (parte feminina) da flor. Ocorre então a fertilização, que nada mais é que a união do gameta masculino, liberado pelo pólen, com o gameta feminino que está localizado no óvulo. O óvulo, uma vez fecundado, se desenvolverá e originará a semente, que na maioria das espécies está contida no interior do fruto, o qual resulta do desenvolvimento do ovário da flor. A partir desta união de gametas, ocorre uma série de transformações morfológicas e fisiológicas que vão dar origem ao embrião, ao tecido de reserva e ao envoltório (casca) da semente. Assim, o processo de maturação inicia-se com a fertilização do óvulo e se estende até o ponto em que a semente atinge a maturidade fisiológica, isto é, quando cessa a transferência de nutrientes da planta para a semente.
  31. 31. Introdução Em Tecnologia de Sementes  objetivo do estudo da maturação??? Determinar o ponto ideal de colheita visando a produção e a qualidade das sementes. Harrington (1972), chama a atenção para o fato de que o armazenamento, ao contrário do que comumente se acredita, não começa depois que coloca a semente no armazém, mas desde o momento em que ela atinge a maturidade fisiológica. Pois, a partir deste estádio, a semente está, praticamente, desligada da planta, dela recebendo nada ou quase nada.  Essa semente, ligada fisicamente, pode ser considerada como armazenada. Na prática, é viável?
  32. 32. Introdução Se a semente atinge um determinado estádio no qual a qualidade fisiológica é máxima, por que não proceder a colheita imediatamente? Esse ponto de máxima qualidade fisiológica (máximo de germinação e vigor) é também chamado de ponto de maturidade fisiológica, e o estudo da maturação das sementes visa determinar, para cada espécie, como e quando ele é atingido. O ponto de maturidade fisiológica dentro de cada espécie pode variar em relação ao momento de sua ocorrência, em função da cultivar e das condições ambientais (clima, nutrição, hídrica, edáfica, etc)
  33. 33. Índices de Maturação Índices visuais  Aspecto Externo - Coloração dos frutos, sementes, hilo, fendas, brilho, etc. Índices de natureza física e fisiológica  Tamanho  Teor de água  Conteúdo de matéria seca  Germinação  Vigor Índices bioquímicos  Açúcares  Ácidos Graxos  Lipídeos  Nitrogênio  Taxa de respiração
  34. 34. Índices de Maturação Coloração Figura 1. Aspecto e coloração dos frutos de Myroxylon balsamum em vários estádios de maturação.
  35. 35. Índices de Maturação Coloração Figura 2. Coloração dos frutos de pimentão dos 20 aos 70 dias após a antese.
  36. 36. Índices de Maturação Em soja  a maturidade fisiológica pode ser caracterizada por: início da redução do tamanho das sementes, ausência de sementes verde- amareladas e hilo não apresentando mais a mesma coloração do tegumento. Em milho  uma característica que pode estar correlacionada à maturidade fisiológica é o desaparecimento de "linha de leite". Outra característica de fácil identificação em campo é a formação de uma camada de cor negra na região de inserção da semente no sabugo. Esta camada escura nada mais é do que uma cicatriz desenvolvida a partir da paralisação do fluxo de nutrientes da planta para a semente.Em outras gramíneas, como o trigo, aveia e arroz, a maturidade pode estar relacionada com mudanças da coloração verde para amarelada nas glumas e no pedicelo (pedúnculo que une a semente ao fruto).
  37. 37. Índices de Maturação Figura 4. Modificações nos teores de proteína e óleo durante o desenvolvimento e maturação de sementes de girassol (Helianthus annuus L.).
  38. 38. Índices de Maturação Figura 5. Modificações na capacidade de absorção de oxigênio e no número de células nos cotilédones durante o desenvolvimento e maturação de sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.).
  39. 39. Índices de Maturação Tamanho da semente Após a fertilização, o tamanho da semente aumenta rapidamente, atingindo o máximo em curto período de tempo em relação à duração total do período de maturação. Este rápido crescimento é devido à multiplicação e ao desenvolvimento das células do embrião e do tecido de reserva. Após atingir o máximo, o tamanho vai diminuindo devido à perda de água pelas sementes e esta redução é variável com a espécie; em soja, por exemplo, é acentuada, enquanto que em milho é bem pequena. Figura 6. Modificações no tamanho das sementes durante o processo de maturação.
  40. 40. Tabela 1. Tempo, após o início do florescimento, para sementes de algumas espécies atingirem o tamanho máximo.
  41. 41. Figura 7. Modificações no tamanho de sementes durante o desenvolvimento. Algodão
  42. 42. Índices de Maturação Teor de água das sementes Logo após a formação  alto teor de água (70-80%). Ocorre uma pequena elevação, em seguida, lento decréscimo. Oscila com os valores da URar  planta-mãe não exerce mais controle. Figura 8. Modificações no conteúdo de água de sementes de frutos secos, durante o processo de maturação.
  43. 43. Tabela 2. Decréscimo no teor de água da semente desde a fertilização (± 80 oC) até o equilíbrio com a atmosfera.
  44. 44. Figura 9. Modificações no teor de água de sementes de algodão e milho durante o processo de maturação.
  45. 45. Índices de Maturação Conteúdo de matéria seca das sementes Paralelamente, os produtos formados nas folhas, pela fotossíntese, são encaminhados para a semente em formação, onde são transformados e aproveitados para a formação de novas células, tecidos e como futuro material de reserva. Na realidade, o que denominamos "matéria seca" da semente são as proteínas, açúcares, lipídios e outras substâncias que são acumuladas nas sementes durante o seu desenvolvimento. Logo após a fertilização, o acúmulo de matéria seca se processa de maneira lenta, pois as divisões celulares predominam, ou seja, está ocorrendo um aumento expressivo no número de células. Em seguida, verifica-se um aumento contínuo e rápido na matéria seca acompanhado por um aumento na germinação e no vigor, até atingir o máximo. Desse modo, pode-se afirmar que, em geral, a semente deve atingir a sua máxima qualidade fisiológica quando o conteúdo de matéria seca for máximo.
  46. 46. Figura 10. Modificações no conteúdo de massa seca de sementes, durante o processo de maturação.
  47. 47. Figura 11. Modificações no conteúdo de massa seca durante o desenvolvimento e maturação de sementes de girassol e de feijão. Helianthus annuus L. Phaseolus vulgaris L.
  48. 48. Índices de Maturação Germinação das sementes Difícil avaliação  efeito da dormência. Figura 12. Modificações na capacidade de germinação de sementes durante o processo de maturação.
  49. 49. Índices de Maturação Germinação das sementes Difícil avaliação  efeito da dormência. Figura 12. Modificações na capacidade de germinação de sementes durante o processo de maturação. Observa-se que a dormência é induzida nas sementes logo após terem elas atingido um determinado estádio, visando, evitar que germinem no próprio fruto. Ocorre frequentemente em espécies nas quais as sementes adquirem muito cedo a capacidade de germinar. Período de dormência relativamente curta. Coincidindo com o início da fase de rápida desidratação, voltam a capacidade de germinação. Ocorre em espécies cujas sementes adquirem a capacidade de germinação somente após um período mais longo. Decréscimo no teor de água mais acentuado  capacidade de germinação cresce ininterruptamente até ponto máximo  germinar no próprio fruto é bem menor. Contudo, cuidar com ocorrência de chuvas.
  50. 50. Tabela 3. Número de dias, após a ântese, exigido por algumas espécies para que as sementes apresentem alguma germinação (Toledo & Marcos Filho, 1977).
  51. 51. Figura 13. Modificações no poder germinativo de sementes de grama-do-campo-crespa (Agropyron cristatum durante o desenvolvimento e maturação.
  52. 52. Figura 14. Modificações no poder germinativo de sementes de algodão (Gossypium hirsutum L.) durante o desenvolvimento e maturação.
  53. 53. Índices de Maturação Vigor das sementes Acompanha a evolução do acúmulo de matéria seca. Figura 15. Modificações no vigor de sementes durante o processo de maturação.
  54. 54. Figura 16. Modificações no vigor (peso de massa seca das plântulas e capacidade de emergência) durante o desenvolvimento e maturação de sementes de sorgo (Sorgum bicolor (L.) Moench.
  55. 55. Análise das modificações Figura 17. Modificações em algumas características fisiológicas de sementes durante o processo de maturação.
  56. 56. Figura 18. Associação entre índices de maturação para determinar o ponto de maturidade fisiológica de sementes de Myroxylon balsamum. Teor de água Tamanho dos frutos Germinação Massa seca dos frutos
  57. 57. Figura 19. Modificações nos teores de água e peso da matéria seca, poder germinativo e no vigor durante a maturação de sementes de capim pensacola (Paspalum notatum Flugge).
  58. 58. Figura 20. Modificações nos teores de água e matéria seca, no poder germinativo, e no vigor (peso da massa seca das plântulas) durante o desenvolvimento e maturação de sementes de capim cevadinha (Bromus inermis L.).
  59. 59. Maturidade e Colheita O reconhecimento prático da maturidade fisiológica tem grande importância, pois caracteriza o momento em que a semente deixa de receber nutrientes da planta, passando a sofrer influência do ambiente. Inicia-se então um período de armazenamento no campo, que pode comprometer a qualidade da semente, já ela que fica exposta às intempéries, o que se torna especialmente grave em regiões onde o final da maturação coincide com períodos chuvosos. O ponto de maturidade fisiológica seria, teoricamente, o mais indicado para a colheita, pois representa o momento em que a qualidade da semente é máxima. Evidentemente, a colheita das sementes nesta fase se torna difícil, uma vez que a planta ainda apresenta grande quantidade de ramos e folhas verdes, o que dificultaria a colheita mecânica. Além disso, o alto teor de água ocasionaria danos mecânicos e haveria ainda a necessidade de utilização de um método rápido e eficiente de secagem, que na prática nem sempre é possível.
  60. 60. Maturidade e Colheita Fica claro que a colheita realizada por ocasião da maturidade fisiológica seria ideal, mas encontra uma série de problemas a serem contornados. Em virtude destas dificuldades, as sementes permanecem no campo até atingirem um nível de umidade adequado para a operação de colheita. Assim, o intervalo entre a maturidade e a colheita pode variar de alguns dias a várias semanas, sendo que, neste período, as condições climáticas nem sempre são favoráveis para a preservação da qualidade das sementes.
  61. 61. Maturidade e Colheita Exemplos: A soja é uma espécie cujas sementes são bastante sensíveis a tais condições. Assim, quanto maior o atraso na colheita, maior é a probabilidade de ocorrência de deterioração no campo. A presença de rugas nos cotilédones, na região oposta ao hilo, é um sintoma típico de deterioração por umidade no campo. Para minimizar este problema, as sementes devem ter o seu grau de umidade monitorado, para que sejam colhidas quando atingirem, pela primeira vez, umidade entre 16 e 18 % durante o processo natural de secagem no campo. A antecipação da colheita pode ser realizada mediante o uso de produtos químicos dessecantes ou desfolhantes, como o paraquat. Para o milho, é possível se realizar a colheita próximo à maturidade fisiológica se houver a possibilidade de se realizar a colheita em espiga, que implica em uso de maquinário e secador adequados. Neste caso, as sementes podem ser colhidas mais úmidas, com até cerca de 35% de umidade, reduzindo-se os riscos da deterioração no campo e obtendo-se sementes de maior qualidade. Já a colheita à granel das sementes de milho deve ser feita quando estas apresentarem, no máximo, 24% de umidade.
  62. 62. Maturidade e Colheita Em espécies de crescimento indeterminado, como o algodão, a determinação da maturidade fisiológica bem como a colheita são mais problemáticas, pois o florescimento e a maturação das sementes ocorrem sucessivamente no tempo. Assim, as sementes dos capulhos localizados na parte inferior da planta completam a maturação bem antes do que aquelas dos capulhos da parte superior. Em função disto, até certo tempo atrás, a colheita das sementes era feita parceladamente, à medida que ocorria a abertura dos capulhos, de modo que a deterioração no campo limitava-se a poucas semanas. Atualmente, realiza-se uma única colheita mecânica, que normalmente é retardada até que a maioria dos capulhos estejam abertos. Isto implica na exposição das sementes à deterioração de campo por períodos variáveis. Para contornar este problema, as sementes devem ser produzidas em regiões onde a maturação coincida com a ocorrência de um período seco bem definido, minimizando os efeitos prejudiciais da deterioração.
  63. 63. Tabela 4. Momento e teor de água na maturidade fisiológica das sementes de algumas espécies cultivadas.
  64. 64. Considerações Conhecer e entender o processo de desenvolvimento/maturação das sementes bem como as principais mudanças que ocorrem desde a sua formação até a maturidade fisiológica se constitui em importante suporte para que os problemas típicos desta fase da vida da semente possam ser contornados e as sementes colhidas apresentem elevado padrão de qualidade.

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