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18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO
ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
18 DE MAIO É O DIA NACIONAL DE COMBATE
AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES.
A data foi instituída pela Lei Federal nº
9.970/2000 em razão de um crime bárbaro em
1973 na cidade de Vitória, no Espírito Santo,
quando a menina Araceli Cabrera Crespo, de
8 anos, foi espancada, estuprada e
assassinada. O crime segue impune até os
dias de hoje.
Até junho de 2019, o Disque 100 havia recebido mais de 42 mil
denúncias relacionadas à violação de direitos humanos de
crianças e adolescentes, sendo mais de 10 mil referentes à
violência sexual. Em 2018, foram mais de 76 mil denúncias,
sendo 18.612 dos registros referentes à violência sexual.
Além de ser crime hediondo, a
exploração sexual de crianças e
adolescentes é uma das piores
formas de trabalho infantil, de
acordo com a lista TIP (Decreto
6.481/2008). Esta violação pode
comprometer gravemente o seu
desenvolvimento físico, biológico,
psicossocial e moral.
A Constituição garante às crianças e aos adolescentes o
direito à proteção integral, sendo dever do Estado, da
família e da sociedade colocá-los a salvo de toda forma
de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
1. Mudanças de comportamento
O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da
criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão,
agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa
alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas
situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a
uma atividade em específico.
2. Proximidades
excessivas
A violência costuma ser
praticada por pessoas
da família ou próximas
da família na maioria
dos casos. O abusador
muitas vezes manipula
emocionalmente a
criança, que não
percebe estar sendo
vítima e, com isso,
costuma ganhar a
confiança fazendo com
que ela se cale.
3. Comportamentos infantis repentinos
É importante observar as características de relacionamento social da
criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já
abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado.
A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes
não de forma verbal.
4. Silêncio predominante
Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer
ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É
normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de
material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial
explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve
manter segredos com ela que não possam ser compartilhados
com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.
5. Mudanças de hábito súbitas
Uma criança vítima de violência, abuso ou
exploração também apresenta alterações de
hábito repentinas. O sono, falta de concentração,
aparência descuidada, entre outros, são
indicativos de que algo está errado
6. Comportamentos sexuais
Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que
façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que
se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de
abuso.
7. Traumatismos físicos
Os vestígios mais óbvios de violência sexual em
menores de idade são questões físicas como
marcas de agressão, doenças sexualmente
transmissíveis e gravidez. Essas são as principais
manifestações que podem ser usadas como provas
à Justiça.
8. Enfermidades psicossomáticas
Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades
psicossomáticas também podem ser sinais de abuso.
São problemas de saúde, sem aparente causa clínica,
como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e
dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo
psicológico e emocional.
9. Negligência
Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros
tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a
negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão
ou que não tem o apoio emocional da família estará em
situação de maior vulnerabilidade.
10. Frequência escolar
Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo
rendimento causado por dificuldade de concentração e
aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca
participação em atividades escolares e a tendência de
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Abuso sexual - PROFESSORA ALISANDRA SANTOS

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  • 3. 18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
  • 4. 18 DE MAIO É O DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES. A data foi instituída pela Lei Federal nº 9.970/2000 em razão de um crime bárbaro em 1973 na cidade de Vitória, no Espírito Santo, quando a menina Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, foi espancada, estuprada e assassinada. O crime segue impune até os dias de hoje.
  • 5. Até junho de 2019, o Disque 100 havia recebido mais de 42 mil denúncias relacionadas à violação de direitos humanos de crianças e adolescentes, sendo mais de 10 mil referentes à violência sexual. Em 2018, foram mais de 76 mil denúncias, sendo 18.612 dos registros referentes à violência sexual.
  • 6. Além de ser crime hediondo, a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma das piores formas de trabalho infantil, de acordo com a lista TIP (Decreto 6.481/2008). Esta violação pode comprometer gravemente o seu desenvolvimento físico, biológico, psicossocial e moral.
  • 7. A Constituição garante às crianças e aos adolescentes o direito à proteção integral, sendo dever do Estado, da família e da sociedade colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
  • 8.
  • 9. 1. Mudanças de comportamento O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.
  • 10. 2. Proximidades excessivas A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.
  • 11. 3. Comportamentos infantis repentinos É importante observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de forma verbal.
  • 12. 4. Silêncio predominante Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo. 5. Mudanças de hábito súbitas Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado
  • 13. 6. Comportamentos sexuais Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso. 7. Traumatismos físicos Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça. 8. Enfermidades psicossomáticas Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.
  • 14. 9. Negligência Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade. 10. Frequência escolar Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.