Avaliacao da-parendizagem

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Avaliacao da-parendizagem

  1. 1. Mesa redondaO processo deavaliação daaprendizagem:conceituação teórica,definição legal eabordagens conforme Profª. Irani (IFG)as concepções da Prof. Rodrigo (FASEM e UAB) Profª. Solange (UEG eeducação. Ceconj) Uruaçu, 05 de fevereiro de 2013.
  2. 2. “Bom ensino é o ensino de qualidade que investe no processo e, por isso, chega a produtos significativos e satisfatórios. Os resultados não nos chegam, eles são construídos.” (Cipriano Luckesi)
  3. 3. Fato engraçado…Luckesi (2011) fala de um fato engraçadoque ocorreu numa conferência sobre“Avaliação da aprendizagem”, quando olocutor do evento anunciou enfaticamenteque ele faria uma palestra sobre “Aaprendizagem da avaliação”. Sem saber, olocutor anunciou o que o estudiosopretendia fazer: provocar uma reflexãosobre a necessidade da aprendizagem daavaliação.
  4. 4. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM:CONCEITUAÇÃO TEÓRICA PROBLEMATIZAÇÃO: Por que falar sobre avaliação da aprendizagem? Existe algo de errado com nossos procedimentos avaliativos?  Elemento inerente à prática educativa do professor; (reflexão – ação – auto-avaliação)  Parece constituir um momento decisivo da vivência do educando que pode determinar:  Êxito escolar.  Desempenho insatisfatório;  Reprovação;  Evasão escolar.
  5. 5. Para construir um conceito deavaliação… é preciso:Compreender a relação do S com o O naconstrução do conhecimento (pressupostosepistemológicos): Principais correntes: A – racionalista (o sujeito age sobre o objeto); B – empirista (o objeto age sobre o sujeito); C – construtivista/interacionista (o sujeito interage com o objeto).
  6. 6.  Tantoa visão racionalista como a empirista tem uma visão determinista do conhecimento, polarizada ora pela sujeito ora pelo objeto;A implicação prática disso para a avaliação é que o que importa é a medida que se faz do conhecimento por meio de testes, exames ou provas etc.;
  7. 7.  Navisão construtivista o conhecimento não é determinado nem pelo sujeito nem pelo objeto, mas é construído pela interação entre sujeito e objeto. O conhecimento, então, não está pronto e acabado, mas é construído;A implicação disso para a avaliação é que o foco não está mais na medida do sujeito sobre o conhecimento, mas se ele construiu e continua construindo conhecimentos. Provas e exames perdem o objetivo de medir o conhecimento e passam para o objetivo de diagnosticar se a aprendizagem está acontecendo.
  8. 8.  Diante disso, o professor deve perguntar- se: Qual é o meu pressuposto do conhecimento? Como ele tem influenciado minha prática avaliativa? Tenho o costume de verificar ou avaliar?
  9. 9. Para construir um conceito de avaliação… é preciso:Compreender o processo de ensino eaprendizagem:• Não como ato isolado da realidade do educando;• Não como uma burocracia estatal para formação de mão de obra qualificada para suprir a demanda dos meios de produção;• Mas, como o direito de pessoas de construírem sua cidadania e realidade pela aquisição de conhecimentos, competências, habilidades e hábitos socialmente consolidados, necessários à sobrevivência autônoma do indivíduo na coletividade.
  10. 10. Para construir um conceito de avaliação… é preciso: Distinguir a diferença entre a verificação e a avaliação da aprendizagem, sendo: VERIFICAÇÃO AVALIAÇÃOPreocupada com o produto; Preocupada com o processo;A nota é o marco principal; A aprendizagem é o marco principal;Resulta em aprovação ou Resulta na reorientação parareprovação; obtenção do conhecimento mínimo satisfatório ou no encaminhamento para níveis mais altos.Responsabiliza o aluno pelo Assume a responsabilidade dofracasso escolar; desenvolvimento do aluno, fazendo auto-avaliação e reorientando o processo de ensino e aprendizagem.
  11. 11. (continuação) VERIFICAÇÃO AVALIAÇÃOClassificatória: Diagnóstica:Ana é 10, Beatriz é 8 e João é 6. Ana e Beatriz aprenderam satisfatoriamente, mas João ainda não. Por que?Seletiva: Inclusiva:Ana é a melhor e João é o pior. João precisa de atenção especial para continuar se desenvolvendo.O compromisso do docente O compromisso do docente é apassa a ser a exposição do apresentação do conteúdo deconteúdo programático e a forma contextualizada para oapresentação dos resultados aprendizado do discente, e porfinais. conseguinte, a conquista de um padrão mínimo satisfatório
  12. 12. CONCEITO DE AVALIAÇÃO Diantedestas considerações, podemos construir um conceito de avaliação:Avaliação é uma prática pedagógica dinâmica inerente à ação docente e discente, cujoobjetivo maior é a formação e o aprendizado do educando, ainda que para isso tenha que fazer uso de modo crítico e reflexivo de métodos deaferição, cujos efeitos se percebem não apenasna construção da autonomia do educando mas no progresso do docente que inevitavelmente passa por uma auto-avaliação.
  13. 13. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EAS CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO Avaliação como atividade humana; Avaliação como prática pedagógica: melhoria do processo educacional; No contexto escolar constitui-se em prática intencional e organizada e se realiza a partir de objetivos pedagógicos;
  14. 14. A concepção que predomina nas escolas hoje, é de manutenção da avaliação como forma de classificação por meio de provas e notas, mesmo que muitas vezes o ônus pelo fracasso seja debitado exclusivamente ao aluno; Questionaro objetivo da avaliação é o mesmo que questionar o sentido atribuído ao conhecimento;
  15. 15.  Quando são oportunizados aos professores momentos de reflexão acerca da avaliação, muitos fazem a defesa das provas como único instrumento e, ainda, como verificador quantitativo e punitivo. Mas na sala de aula a avaliação é um recurso para diagnosticar, acompanhar e reorientar a aprendizagem, e não se deve utilizar exames para proceder à classificação dos alunos.
  16. 16. Concepções pedagógicas eo significado de avaliação Pedagogia tradicional: representada pelos exames, avaliação como instrumento para classificação e regulação do desempenho do educando; Pedagogia Tecnicista: avaliação como medida; Pedagogias Críticas: concepção qualitativa da avaliação em oposição às anteriores.
  17. 17. Em grande parte a literatura da educaçãoaponta correspondência entre os objetivos etipos de avaliação da aprendizagem: Formativa : acompanhar o processo individual de aprendizagem; Diagnóstica: investigar os conhecimentos prévios dos alunos; Investigativa: conhecer os indícios das aprendizagens dos alunos; Classificatória: medir e quantificar erros e acertos das aprendizagens em relação aos conteúdos; Mediadora: intervir nas aprendizagens realizadas pelos alunos.
  18. 18. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM:DEFINIÇÃO LEGAL “Uma legislação não se impõe por si própria”. Sandra M. Zákia L. Sousa.
  19. 19. HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO Lei4.024/61 – Período de Redemocratização; Caráter da avaliação: Art. 39: Na avaliação do aproveitamento do aluno preponderarão os resultados alcançados durante o ano letivo (...); Teve um caráter descentralizador; Na prática a avaliação teve um caráter classificatório com a realização de exames.
  20. 20.  Lei 5.692/71_ Período de Ditadura Militar; Art. 14: A verificação do rendimento escolar ficará na forma regimental, a cargo dos estabelecimentos, compreendendo a avaliação do aproveitamento e a apuração da assiduidade. . No seu parágrafo 1º: Na avaliação do aproveitamento, a ser expresso em notas ou menções, preponderarão os aspectos qualitativos sobre os quantitativos e os resultados obtidos durante o período letivo sobre os da prova, caso esta seja exigida. Na prática o que se observou foi o caráter tecnicista nas escolas; (Avaliação como medida);A Lei 5.692/71 se assentava em três princípios: Educação e Desenvolvimento, Educação e Segurança e Educação e comunidade;
  21. 21.  Constituição Federal de 1988; Contexto Histórico: Marco de um redirecionamento político rumo a democracia; Plano Nacional da Educação – 2011 – 2020 Plano Estadual da Educação -_ 2008 _ 2017 Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990 – Dispõe sobre estatuto da criança e do adolescente e dá outras providências; Art. 205 da Constituição Federal – Art. Que trata da educação e dos processos de avaliação transcrita na Lei 9394/96;
  22. 22. Lei 9.394/96 - Período de busca da Democratização: Art. 24, inciso V. A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;
  23. 23.  Constituição do Estado de Goiás de 1989. Art. 156 – Que tratam da educação e avaliação, transcritos na Lei Complementar 26/98; Lei Complementar nº 26/98 – Art. 33, alíneas a, b, c, d, ef A avaliação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:  a)avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;  b)entende-se como avaliação qualitativa a que se refere não apenas à verificação da aprendizagem de conteúdos, mas, também, o acompanhamento contínuo pelo professor das habilidades desenvolvidas e dos níveis de operações mentais, diagnosticando como o aluno se encontra frente ao processo de construção do conhecimento
  24. 24. Resolução nº 05 de 10/06/2011 doCEE que trata da avaliaçãoA Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional, representa um avançohistórico no que diz respeito à avaliação discente.Antes dela, imperava o conceito matemático do“Somatório” a ser aplicado na formação da notafinal de cada disciplina. A nota final era, portanto,o resultado de um SOMATÓRIO, de simples médiaaritmética das notas conseguidas em provasaplicadas periodicamente, às vezes atribuindomaior ou menor peso a determinados trabalhos.
  25. 25. Regimentos do IFG. Que tratam da Avaliação: CAPÍTULO VI DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEMArt. 26. O processo de avaliação da aprendizagem deve ser amplo, contínuo,gradual, cumulativo e cooperativo, envolvendo os aspectos qualitativos equantitativos da formação do educando, conforme prescreve a Lei 9394/96.Art. 27. Os Cursos da Educação Profissional Técnica de nível médio na formaintegrada ao ensino médio, na modalidade de educação de jovens e adultosadotarão o sistema de avaliação de rendimento escolar observando-se osseguintes princípios:  estar de acordo com os ementários, objetivos e conteúdos programáticos das unidades curriculares dos programas de ensino cadastrados no Sistema de Gestão Acadêmica.  Os resultados de cada atividade avaliativa deverão ser analisados em sala de aula, no prazo máximo de dez dias úteis após a sua realização.  Os resultados das avaliações e frequência semestrais deverão ser registrados nos diários de classe e divulgados, observando-se os períodos de lançamento de notas no Sistema de Gestão Acadêmica.Art. 28. Na avaliação do rendimento escolar deverão preponderar os aspectosqualitativos sobre os quantitativos.Art. 29. Em cada instrumento de avaliação devem ser considerados osconhecimentos e as práticas que o aluno deverá dominar, conforme ascaracterísticas de cada unidade curricular.
  26. 26. O que é uma sequência didática? “As sequências didáticas são uma maneira de encadear e articular as diferentes atividades ao longo de uma unidade didática. Assim, pois, poderemos analisar as diferentes formas de intervenção segundo as Atividades que se realizam, e principalmente, pelo sentido que adquirem quanto a sequência orientada para arealização de determinados objetivos educativos”. Antonio Zabala.
  27. 27. REFERÊNCIASGOIÁS. (Estado) Secretaria de Estado da Educação.Avaliação do processo de ensino aprendizagem. 1992.LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. Apedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo:Loyola, 2006.LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar.Estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2011.SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: teoria daeducação, curvatura da vara, onde teses sobre a educaçãoe política. 20. ed. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1994.VASCONCELOS, Celso dos Santos. Avaliação: concepçãodialética-libertadora do processo de avaliação escolar. 8. ed.São Paulo: Libertad, 1995.

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