História da Igreja - O Século XIX e as Revoluções

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Slides criados por Fernando Farrapeira e apresentados em 13/07/2011.

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História da Igreja - O Século XIX e as Revoluções

  1. 1. A IGREJA NO SÉCULO <br />DAS REVOLUÇÕES<br />
  2. 2. ESQUEMA GERAL DA EXPOSIÇÃO<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  3. 3. 1830. Começa na França, por sublevações organizadas por sociedades secretas, e se estende por vários outros países. Na Polônia, a revolução é levada por católicos unidos a maçons contra russos ortodoxos. Na Bélgica, católicos e liberais se unem contra os holandeses. Na Irlanda, pelos católicos; em Portugal, pelos maçons. Espanha, Bálcãs, etc.<br />1848. Nova onda revolucionária, atingindo França, Alemanha, Hungria, etc. Os movimentos trazem agora um anticlericalismo mitigado (alguns padres chegam a participar das sublevações!), mas temperado com a questão operária, já premente. Influência milenarista e historicista. Primeiras manifestações socialistas.<br />1860-70. Unificação da Itália. Os revoltosos são organizados por sociedades secretas. As terras pontifícias são tomadas, deixando tão-somente Roma, que depois também é tomada e tornada capital da Itália unificada (em substituição a Florença). O Papa torna-se “prisioneiro do Vaticano”.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  4. 4. imagens que dizem muito<br />x<br />Pensamentos reveladores<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  5. 5. FRANÇA, 1830<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  6. 6. BÉLGICA, 1830<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  7. 7. ALEMANHA, 1848<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  8. 8. ÁUSTRIA, 1848<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  9. 9. HUNGRIA, 1848<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  10. 10. BRASIL, 1888<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  11. 11. GUARARAPES, 1879<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  12. 12. GUARARAPES, 1758<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  13. 13. “Eis que chega o terceiro mundo. Eis que se desenha o arco-íris da humanidade, este sinal de suprema e eterna aliança! Acabou-se a era da graça, a do mérito começa! <br />... Cabe à humanidade criar sua própria vida, cabe a ela criar a terra prometida! Chegamos ao término da era inaugurada por Cristo!<br />... Delineia-se um futuro que precisamos conhecer a partir das premissas contidas no passado.”<br />Cieskowski<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  14. 14. “Homens do futuro! É a vós que está reservado realizar essa profecia, se Deus estiver conosco. Será obra de uma nova revelação, de uma nova religião, de uma nova sociedade, de uma nova humanidade!<br />Essa religião não abjurará o cristianismo, mas o despojará de suas formas. Será para o cristianismo o que é a filha para a sua mãe, quando uma é levada ao túmulo enquanto a outra está no auge da vida.”<br />George Sand<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  15. 15. “O caráter mais marcante ... que distingue exclusivamente o homem é o progresso, um progresso contínuo, indefinido; e todo o progresso se resume em um progresso social ... O homem sozinho, portanto, não passa de um fragmento de ser: o ser verdadeiro é o ser coletivo, a Humanidade, que não morre nunca, que, em sua unidade, se desenvolve sem cessar, recebendo de cada um de seus membros o produto de sua atividade própria e comunicando a cada um, na medida em que este pode participar dela, o produto da atividade de todos.”<br />Lamennais<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  16. 16. “O que separava os irmãos oscila e desaba; as próprias distâncias se apagam. Entrevê-se ao longe a época feliz em que o mundo formará uma mesma cidade regida pela mesma lei, a lei de justiça, de igualdade e fraternidade, religião futura da raça humana inteira, que saudará em Cristo seu legislador supremo e derradeiro...”<br />“Cada homem individual e a humanidade inteira devem se transfigurar, passar de um estado inferior a um estado mais elevado, por uma espécie de crescimento que só tem limite em Deus mesmo.”<br />Lamennais<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  17. 17. “Graças a dezoito séculos de sofrimentos e esforços, começamos também a dominar a matéria; servimo-nos dela como de um escravo. As forças naturais começam a ser subjugadas e entrevemos o momento em que a luta da natureza e do homem poderá terminar com a vitória da inteligência. <br />Como poderíamos, como os cristãos, lançar ao mundo e à natureza um anátema reprovador e buscar a vida beata fora das condições do mundo? Um homem que pregasse hoje o fim próximo do mundo com o mesmo entusiasmo de São Pedro e São Paulo e de todos os apóstolos não apenas não seria escutado , mas seria tido como insensato.”<br />Pierre Leroux<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  18. 18. “O abalo que a revolução produziu foi tamanho e tantas coisas extraordinárias foram vistas, tantas montanhas rebaixadas, tantos vales preenchidos, que não há mais milagre social que não pareça possível ... <br />Coisa nova, grande em si, presságio do futuro! Há homens que acreditavam já abraçar o seu ideal. O que outrora chamava-se engodo, utopia, chama-se agora teorias. Não desprezemos os sonhos!”<br />Edgar Quinet<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  19. 19. “A humanidade há de ser apenas uma família de heróis, de cientistas e de artistas”<br />Proudhon<br />“A cidade socialista não tem igreja nem cemitério. Deus está suprimido e os mortos transformam-se em cinzas. Os vivos têm o seu clube e os cadáveres o seu forno crematório. A cidade antiga agrupava suas casas baixas em torno do campanário. A cidade socialista agrupa seus altos prédios em torno da escola!”<br />Vaillan-Couturier<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  20. 20. NON DOMINO<br />SED NOBIS<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  21. 21. A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  22. 22. Giovanni Mastai-Ferretti .<br />Papa de 1846 a 1878. <br />Foi eleito num conclave dividido entre conservadores e reformadores. <br />No início de seu pontificado era tido por liberal , aberto às novas idéias do século. Ao final, é considerado um Papa reacionário, conservador, avesso às reformas e ao progresso.<br />Foi beatificado por João Paulo II, em setembro de 2000.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  23. 23. Pio IX foi o Papa da Encíclica Quanta Cura, que se fez acompanhar por um documento que enunciava oitenta erros do século: o conhecido SYLLABUS ERRORUM.<br />Foi o Papa que convocou o Concílio Vaticano I.<br />A Igreja entre liberais fanáticos, católicos liberais, reformadores, tradicionais.<br />A Igreja entre estados nacionais que querem arregimentá-la para atingir os seus objetivos (Itália contra Áustria, Polônia contra Rússia, etc.).<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  24. 24. O SYLLABUS CONDENA “TUDO”<br /><ul><li>o racionalismo, porque chegava a negar a divindade de Cristo
  25. 25. o galicanismo, porque reconhecia ao poder civil questionar a autoridade religiosa
  26. 26. o estatismo, porque atacava o ensino religioso e as ordens religiosas
  27. 27. O naturalismo, porque retirava a religião do governo da sociedade
  28. 28. o socialismo, porque submetia tudo à autoridade do Estado
  29. 29. A maçonaria, promotora das revoluções nacionais</li></ul>A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  30. 30. Pio IX também definiu o dogma da Imaculada Conceição (Encíclica Ineffabilis Deus) e consagrou o mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus, em 16 de junho de 1875.<br />Foi no seu reinado que a Itália foi unificada, em 1860, sob a liderança de Vittorio Emanuele, que deixa apenas Roma sob a autoridade pontifícia. <br />Em 1870 , Roma também é tomada e ao Papa é garantida tão-somente a extraterritorialidade dos palácios papais na cidade. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  31. 31. A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  32. 32. Questões polêmicas que foram ventiladas antes de sua convocação, em 1868: <br />Sendo o 1º concílio após a reforma, os protestantes poderiam participar?<br /> Os chefes dos estados que se separaram da Igreja deveriam ser convidados? (alguns, sobretudo na América do Sul, eram maçons)<br />Para que um concílio se o Papa pode decidir sem ele?<br />As questões mal-resolvidas da Revolução Francesa (Igreja vs. Estado) seriam retomadas no Concílio?<br />Os liberais temiam Pio IX, os tradicionais temiam os teólogos alemães e franceses, considerados liberais.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  33. 33. CONVOCAÇÃO: Bula AeternisPatris, de junho de 1868.<br />SESSÕES:<br />Primeira: início em 8 de dezembro de 1869, com o decreto de abertura do Concílio.<br />Segunda: início em 6 de janeiro de 1870, com a profissão de fé.<br />Terceira: início em 24 de abril de 1870, encerrando com a aprovação da Constituição Dogmática Dei Filiussobre a fé católica.<br />Quarta: início em 18 de julho de 1870, concluída com a aprovação da Constituição Dogmática Pastor Aeternussobre a Igreja de Cristo, que declara o dogma da infalibilidade papal.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  34. 34. CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI FILIUS – principais pontos<br />Há um Deus pessoal, livre, Criador de todas as coisas e independente do mundo criado (contra o materialismo e o panteísmo).<br />A existência de Deus pode ser conhecida com certeza pela luz natural da razão humana. <br />Houve uma Revelação Divina, que nos chega pela tradição e pelas Escrituras Sagradas. <br />A fé é uma adesão livre do homem a Deus, que surge de um dom da graça divina. <br />O desacordo entre a razão e a fé pode vir da falsa compreensão das proposições da fé ou das conclusões da razão.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  35. 35. CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA PASTOR AETERNUS - INFALIBILIDADE PAPAL <br />As condições para o exercício do carisma da infalibilidade, de acordo com o dogma estabelecido, são quatro:<br />1 - que o Papa se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das chaves, concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo;2 - que se pronuncie sobre fé e moral;3 - que queira ensinar à Igreja inteira;4 - que defina uma questão, declarando o que é certo, proibindo que se ensine a tese oposta.<br />A forma do pronunciamento é irrelevante: pode ser numa encíclica ou num decreto especial, bula, constituição apostólica etc.; o Papa tem que deixar evidente que o faz nessas quatro condições citadas.<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  36. 36. Encíclica pastoral do Papa Leão XIII sobre a condição dos operários<br />(publicada em 15 de maio de 1891):<br /><ul><li>Reconhece a difícil condição do proletariado e propõe princípios a serem seguidos
  37. 37. Refuta o método socialista para a solução dos conflitos
  38. 38. Dispõe sobre o papel do estado, da Igreja e dos patrões
  39. 39. Primeiro documento a sistematizar a doutrina social da Igreja</li></ul>A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  40. 40. A condição dos operários<br />O problema nem é fácil de resolver, nem isento de perigos. É difícil, efetivamente, precisar com exatidão os direitos e os deveres que devem, ao mesmo tempo, reger a riqueza e o proletariado, o capital e o trabalho. <br /> Em todo caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. <br /> A usura voraz veio condenar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens, ávidos de ganância, e de insaciável ambição. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  41. 41. Refutação da solução socialista<br />Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens de um indivíduo qualquer dever ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado.<br /> Mas, e isso parece ainda mais grave, o remédio proposto está em oposição flagrante com a justiça, porque a propriedade particular e pessoal é, para o homem, de direito natural.<br /> ... a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado, e perturbando a tranqüilidade pública. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  42. 42. O papel do Estado<br /> ... E se os indivíduos e as famílias, entrando na sociedade, nela achassem em, vez de apoio, um obstáculo, em vez de proteção uma diminuição de seus direitos, dentro em pouco a sociedade seria mais para evitar do que para procurar.<br /> Querer, pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família, é um erro grave e funesto. Certamente, se existe algures uma família que se encontre numa situação desesperada e que faça esforços vãos para sair dela, é justo que, em tais extremos, o poder público venha em seu auxílio, porque cada família é um membro da sociedade. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  43. 43. O papel da Igreja<br />É a Igreja, efetivamente, que haure no Evangelho doutrinas capazes ou de pôr termo ao conflito ou ao menos de o suavizar, expurgando-o de tudo o que ele tenha de severo e áspero; a Igreja, que não se contenta em esclarecer o espírito de seus ensinos, mas também se esforça em regular, de harmonia com eles a vida e os costumes de cada um.<br /> O primeiro princípio é que o homem deve aceitar com paciência a sua condição: é impossível que na sociedade civil todos sejam elevados ao mesmo nível. É, sem dúvida, isto o que desejam os socialistas; mas contra a natureza, todos os esforços são vãos. <br />O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  44. 44. Patrões e empregados<br /> [o operário] deve fornecer integralmente e fielmente todo o trabalho a que se comprometeu por contrato livre e conforme à equidade; não deve lesar o seu patrão, nem nos seus bens, nem na sua pessoa; as suas reivindicações devem ser isentas de violências.<br />[os patrões] não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do cristão. [...] O que é vergonhoso e desumano e usar dos homens como de vis instrumentos de lucro. [...] entre os deveres principais do patrão, é necessário colocar, em primeiro lugar, o de dar a cada um o salário que convém. Certamente, para fixar a justa medida do salário. <br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />
  45. 45. fui!<br />A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES<br />

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