Avaliação - reflexões

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Visão pedagógica voltada para reflexão em processos avaliativos.

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Avaliação - reflexões

  1. 1. PROFª Andreia Schley
  2. 2. Privilegiar um modo de estar em aula e no mundo   Valorizar formas e normas de excelência, definir um aluno modelo, aplicado e dócil para uns, imaginativo e autônomo para outros...
  3. 3. Partir da prática (onde estamos)   Refletir sobre a prática (para onde queremos ir)   Transformar a prática (plano de ação)   A solução tem que ser coerente com nosso posicionamento educacional
  4. 4. Como nós professores participamos da distorção do sentido da avaliação?  num primeiro nível: dando destaque a ela, usando-a como instrumento de pressão, de controle do comportamento dos alunos;  num nível mais profundo: usando a avaliação – a reprovação- como instrumento de discriminação social: para “selecionar” os alunos que tem “capacidade”.
  5. 5.  por necessidade;  alunos condicionados;  por ingenuidade;  por convicção;  por comodidade
  6. 6. Aula passa a girar em torno da preocupação com a prova: “ olhem, prestem atenção, isto vai cair na prova” Quando deveria girar em torno da preocupação com a formação e construção do conhecimento do aluno.
  7. 7. Uma escola que precisa recorrer à pressão da nota logo nas séries iniciais, é, certamente, uma triste escola e não está educando; é uma escola fracassada...   A Avaliação Escolar é, antes de tudo, uma questão política, ou seja, está relacionada: ao poder, aos objetivos, às finalidade, aos interesses que estão em jogo no trabalho educativo. (Vasconcellos)
  8. 8. O sentido dado pelo professor à avaliação está intimamente relacionado à sua concepção de educação.
  9. 9. Qual o sentido da avaliação?
  10. 10. O sentido da avaliação: AVALIAR PARA QUE OS ALUNOS APRENDAM MAIS E MELHOR (para Vasconcellos)
  11. 11. É necessário a mudança de postura do professor . Deslocar o eixo de preocupação, não só preocupação, mas fundamentalmente de AÇÃO.
  12. 12. O HOMEM ESCONDIDO
  13. 13. Quais as atividades que uma mulher com deficiência física (não tem o braço direito) pode realizar? Quais as atividades que um homem com deficiência física (não tem a perna esquerda) pode realizar?
  14. 14. Investir suas energias e potencialidades não no controle do transmitido, e sim na APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
  15. 15. como se dá a construção do conhecimento?   Antes de perguntar como deve o professor ensinar? Perguntar:   Como o aluno aprende? Como? Como? Como? Como? Como?
  16. 16. Considerando que faz parte da condição humana a capacidade de aprender, quando se fala no “limite do aluno” o “limite” estaria no aluno ou no professor ?
  17. 17. Teríamos “problemas de Aprendizagem” dos alunos ou  “Problemas de Ensinagem” dos professores?  
  18. 18. Uma outra pergunta precisa ser colocada para ajudar a clarificar a ação pedagógica. Afinal, qual nosso papel: cumprir o programa, ou comprometermo-nos com a aprendizagem do aluno?
  19. 19. Sabemos que na prática, o cumprir o programa acaba tendo um peso enorme, mas não podemos perder de vista o essencial da escola. Qual escola? O que é essencial?
  20. 20. O PROFESSOR AVALIA O QUE O ALUNO APRENDE PARA CRIAR NOVAS E MELHORES CONDIÇÕES PARA NOVAS APRENDIZAGENS.
  21. 21. AVALIAÇÃO É UM MOMENTO PRIVILEGIADO EM QUE O PROFESSOR RECOLHE DADOS PARA SUA REFLEXÃO-NA-AÇÃO COM VISTAS A REDIRECIONAR SEU PROCESSO DE ENSINO.
  22. 22. COMO FAZER? QUE INSTRUMENTOS USAR? EM QUE MOMENTO?
  23. 23. ESCOLHENDO ESTRATÉGIAS ADEQUADAS NA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA DESSA ESCOLHA DEPENDERÁ O SUCESSO DA APRENDIZAGEM. PARA ESCOLHER AS ESTRATÉGIAS O PROFESSOR DEVERÁ TER EM MENTE 3 VARIÁVEIS: CARACTERÍSTICAS DO PROFESSOR; (Poder de comunicação) CARACTERÍSTIAS DO ALUNO; (Conhecer características psicossociais e cognitivas - faixa etária) CARACTERÍSTICAS DA DISCIPLINA. (Ciências exata- comunicação...) VIDEO PROFESSOR PARFERNALHA
  24. 24. SABENDO PERGUNTAR  DOMINAR A ARTE DE PERGUNTAR É A COMPETÊNCIA MAIS IMPORTANTE DO PROFESSOR.  UMA BOA PERGUNTA POSSIBILITA UMA BOA RESPOSTA.  AS PALAVRAS NÃO TEM SENTIDO EM SI MESMAS. O SENTIDO É SEMPRE DADO PELO CONTEXTO.
  25. 25. ... é uma situação complexa a desafiar o professor em sua tarefa de acompanhar a construção do conhecimento de seus alunos. Desafio maior, pois CONHECIMENTO CONSTRUÍDO PELO SUJEITO QUE APRENDE É:    IMPONDERÁVEL    INTÁNGIVEL  INCOMENSURÁVEL
  26. 26. É preciso obter elementos que são interpretados pelo professor como indicadores de uma possível construção do conhecimento.
  27. 27. AVALIAR A APRENDIZAGEM É UM PROCESSO QUE DEVE MANTER COERÊNCIA COM O PROCESSO DA “ENSINAGEM”.
  28. 28. CONHECENDO PSICOSSOCIAL E COGNITIVAMENTE SEUS ALUNOS:  SABER AS CARACTERÍSTICAS DO GRUPO COMO UM TODO PARA TRABALHAR VALORES, CONCEITOS, LINGUAGENS E ATITUDES.  CONHECER PSICO E COGNITIVAMENTE SEUS ALUNOS PARA ADEQUAR SEU PLANEJAMENTO E SUAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO.
  29. 29. DEFININDO COM CLAREZA OS OBJETIVOS DE ENSINO  ENTRAR EM AULA COM ALGUNS OBJETIVOS PERFEITAMENTE DEFINIDOS É UMA DAS CONDIÇÕES PARA O SUCESSO NO ENSINAR;  NO INÍCIO DA AULA, NO MEIO DA AULA, O PROFESSOR PRECISARIA SEMPRE VOLTAR A EXPLICAR SEUS OBJETIVOS, PARA QUE OS ALUNOS SAIBAM PARA ONDE ESTÃO SENDO CONDUZIDOS;  ALGUNS PROFESSORES “IMPROVISAM”,ACHAM QUE JÁ SABEM DE COR OS CONTEÚDOS DE SUAS DISCIPLINAS;  DÃO MUITAS AULAS E NÃO HÁ TEMPO DE PREPARÁ-LOS TODAS;  ALGUÉM AFIRMOU QUE A FORMULAÇÃO DE OBJETIVOS ERA 'COISA' DA ESCOLA TRADICIONAL OU DA TECNICISTA;
  30. 30. DEFININDO COM PRECISÃO OS OBJETIVOS PARA A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM  A DEFINIÇÃO CLARA E PRECISA DOS OBJETIVOS DE ENSINO PREPARA O PROCESSO DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM.  EVITAR A CULTURA “PROFESSOR VAI CAIR NA PROVA?”  COMUNICAR COM CERTA ANTECEDÊNCIA O OBJETIVO DE CADA AVALIAÇÃO.  ORIENTAR O ESTUDO DOS ALUNOS, LEMBRANDO QUE ESSA É A FUNÇÃO PRIMORDIAL DO MEDIADOR
  31. 31.  CONTEXTUALIZAÇÃO – é importante para que o aluno tenha onde buscar dados e com eles responder as questões;  Exemplo 1
  32. 32.  PARAMETRIZAÇÃO – é a indicação clara e precisa dos critérios de correção;  EXPLORAÇÃO DA CAPACIDADE DE LEITURA E ESCRITA.
  33. 33.  QUESTÕES OPERATÓRIAS E NÃO APENAS TRANSITÓRIAS – operatórias são as questões que exigem do aluno operações mentais mais ou menos complexas
  34. 34. A efetivação do processo de envolvimento do educador em um trabalho interdisciplinar, mesmo que sua formação tenha sido fragmentada é realizado através da interação: professor/aluno professor/professor A educação só tem sentido no encontro.
  35. 35. Os cinco princípios que subsidiam a prática docente interdisciplinar para a APRENDIZAGEM:
  36. 36. HUMILDADE Ante a limitação do próprio saber. É reconhecer limitações e ter coragem para superá-las.
  37. 37. ESPERA É tempo de escuta desapegada. (ante os atos não consumados)
  38. 38. RESPEITO Por si e pelas pessoas.
  39. 39. COERÊNCIA Entre o que digo e o que faço.
  40. 40. DESAPEGO ... das certezas, buscando no compartilhamento com o outro novas possibilidades do agir e do pensar.
  41. 41. APRENDER É CONSTRUIR SIGNIFICADOS E ENSINAR É OPORTUNIZAR ESTA CONSTRUÇÃO.
  42. 42. MUITO OBRIGADA! andreia@censupeg.com.br (22) 997834285
  43. 43. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Moretto, Vasco Pedro- Prova: um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007  _________________- Planejamento: planejando a educação para o desenvolvimento da competêcnicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007  Perrenoud, Philippe – Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. POA: Artes Médias Sul, 1999.  Vasconcellos, Celso dos S.- Avaliação: concepção dialética-libertadora do processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1995.

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