Estrutura Narrativa

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Produção Textual Utilizando a Estrutura Narrativa

Produção e Interpretação de Texto


Professor Rafael Vasconcelos

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Estrutura Narrativa

  1. 1. Literatura Conservadorismo Euclides da Cunha Pré-Modernismo Renovação Urupês Modernismo Oswald de Andrade Os Sertões ArcadismoQuinhentismo Descobrimento do Brasil Cecília Meireles Manuel Bandeira cartas Século XVI Poesia lírica Nelson Rodrigues Mario de Andrade Vinícius de Moraes Literatura de Informação Expansão Marítima Claudio Manuel da Costa Ouro Marília de Dirceu descritiva Pero Vaz de Caminha José de Anchieta Neoclassicismo Poesia Romantismo Simbolismo prosa Machado de Assis Memórias Póstumas de Brás Cubas igrejas Barroco José de Alencar liberdadefauna egocentrismo flora nacionalismo Amor respeito portugueses Ódio Naturalismo Parnasianismo Riquezas Padre Antônio Vieira Gregório de Matos Subjetivismo amizade Cruz e Souza honra Sermões musicalidade RealismoTranscendentalismo Aleijadinho Aluísio Azevedo Comportamento humanoLinguagens, Códigos e suas Tecnologias
  2. 2. Produção TextualUtilizando a EstruturaNarrativaProdução e Interpretaçãode TextoProfessor RafaelVasconcelos
  3. 3. NarraçãoA narração é um texto dinâmico, que contém vários fatores dedependência que são extremamente importantes para a boaestruturação do texto. Narrar é contar um fato, e como todo fatoocorre em determinado tempo, em toda narração há sempre umcomeço um meio e um fim. São requisitos básicos para que anarração esteja completa.Sendo assim, começaremos por expor os elementos que formama estrutura da narrativa:TEMPO: O intervalo de tempo em que o(s) fato(s) ocorre(m).Pode ser um tempo cronológico, ou seja, um tempo especificadodurante o texto, ou um tempo psicológico, onde você sabe queexiste um intervalo em que as ações ocorreram, mas não seconsegue distingui-lo.ESPAÇO: O espaço é imprescindível, e deve ser esclarecido logono início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a açãoe imaginá-la com maior facilidade.
  4. 4. ENREDO: É o fato em si. Aquilo que ocorreu e que está sendo narrado. Deve ter umcomeço, um meio e um fim.PERSONAGENS: São os indivíduos que participaram do acontecimento e que estãosendo citados pelo narrador. Há sempre um núcleo principal da narrativa que gira emtorno de um ou dois personagens, chamados de personagens centrais ou principais(protagonistas).NARRADOR: É quem conta o fato. Pode ser em primeira pessoa, o qual por participarda história é chamado narrador-personagem, ou em terceira pessoa, o qual nãoparticipa dos fatos, e é denominado narrador-observador.E alguns elementos que ajudam na construção do enredo:INTRODUÇÃO: Na introdução devem conter informações já citadas acima, como otempo, o espaço, o enredo e as personagens.TRAMA: Nessa fase você vai relatar o fato propriamente dito, acrescentando somenteos detalhes relevantes para a boa compreensão da narrativa. A montagem desses fatosdeve levar a um mistério, que se desvendará no clímax.
  5. 5. CLÍMAX: O clímax é o momento chave da narrativa, deve ser um trecho dinâmico eemocionante, onde os fatos se encaixam para chegar ao desenlace.DESENLACE: O desenlace é a conclusão da narração, onde tudo que ficou pendentedurante o desenvolvimento do texto é explicado, e o “quebra-cabeça”, que deve ser ahistória, é montado.Para que no seu texto estejam presentes esses elementos, é necessário que naorganização do texto você faça alguns questionamentos: O quê aconteceu (enredo),quando aconteceu? (tempo), onde aconteceu? (espaço), com quem aconteceu?(personagens), como aconteceu? (trama, clímax, desenlace).Após fazer essas perguntas e respondê-las, pode-se iniciar a redação da narrativa, ondesão incluídos todos esses itens explicados acima. Para uma redação escolar o melhor éque se distribuam as informações dessa forma:Introdução: Com quem aconteceu? Quando aconteceu? Onde aconteceu?Desenvolvimento: O que aconteceu? Como aconteceu? Por que aconteceu?Conclusão: Qual a conseqüência desse acontecimento?Se essas dicas forem seguidas com certeza a narração estará completa e não faltaránenhuma informação para que se possa entender os fatos.
  6. 6. Exemplo - Texto NarrativoNo texto narrativo, os fatos são vividos por personagens em determinado lugar etempo. Além disso, há um narrador que assume duas perspectivas básicas diante dotexto agindo como uma personagem ou como um mero observador. Leia o texto abaixo:O CoveiroMillôr FernandesEle foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, derepente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais.Tentou sair dacova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiriasair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar,cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. Anoite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, nanoite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio depipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram unspassos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Umacabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: O que é que há?
  7. 7. O coveiro então gritou, desesperado: Tire-me daqui, por favor. Estou com um frioterrível! Mas, coitado! - condoeu-se o bêbado - Tem toda razão de estar com frio.Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá, encheu-ae pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.Reflexão: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela. No texto, o narrador não participa dos fatos é, portanto, um mero observador. Narra em terceira pessoa e situa a personagem, o coveiro, em um determinado lugar, uma cova, fazendo com que ele se relacione com outra personagem, o bêbado, num determinado tempo, depois da meia-noite. A partir daí podemos inferir as principais características do texto narrativo: Apresenta fatos em uma sequência, numa relação de causa e efeito;os fatos são vividos por personagens, em um determinado lugar e tempo; apresenta um narrador que pode assumir, diante dos fatos, dois pontos de vista: o de narrador- personagem e o de narrador-observador.

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