A DescriçãO

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A DescriçãO

  1. 1. A descrição<br />Professor Ramon<br />
  2. 2. O que é um texto descritivo<br />Segundo Othon M. Garcia (1973), &quot;Descrição é a representação verbal de um objecto sensível (ser, coisa, paisagem), através da indicação dos seus aspectos mais característicos, dos pormenores que o individualizam, que o distinguem.&quot; <br />
  3. 3. Descrever não é enumerar o maior número possível de detalhes, mas assinalar os traços mais singulares, mais salientes; é fazer ressaltar do conjunto uma impressão dominante e singular. Dependendo da intenção do autor, varia o grau de exactidão e  minúcia na descrição. <br />
  4. 4. Características do texto descritivo<br />O texto de base descritiva tem como objetivo oferecer ao leitor /ouvinte a oportunidade de visualizar o cenário onde uma acção se desenvolve e as personagens que dela participam;<br />
  5. 5. A descrição está presente no nosso dia-a-dia, tanto na ficção (nos romances, nas novelas, nos contos, nos poemas) como em outros tipos de textos (nas obras técnico-científicas, nas enciclopédias, nas propagandas, nos textos de jornais e revistas);<br />
  6. 6. A descrição pode ter uma finalidade subsidiária na construção de outros tipos de texto, funcionando como um plano de fundo,  o que explica e situa a acção (na narração) ou que comenta e justifica a argumentação;<br />
  7. 7. Pontos de vista<br />Físico <br /> É a perspectiva que o observador tem do objeto; pode determinar a ordem na enumeração dos pormenores significativos. Enquanto uma fotografia ou uma tela apresentam o objecto de uma só vez, a  descrição apresenta-o progressivamente, detalhe por detalhe, levando o leitor a combinar impressões isoladas para formar uma  imagem unificada. Por esse motivo, os detalhes não são todos  apresentados num único período, mas pouco a pouco, para que o  leitor, associando-os, interligando-os, possa compor a imagem que faz do objecto da descrição. <br />
  8. 8. Psicológico<br /> A descrição pode ser apresentada de modo a manifestar uma impressão pessoal, uma interpretação do objecto. A simpatia ou antipatia do observador pode resultar em imagens bastante diferenciadas do mesmo objecto. Deste ponto de vista, dois tipos de descrição podem ocorrer: a objectiva e a subjectiva. <br />
  9. 9. Exemplos <br /> &quot;Era alto , magro, vestido todo de preto, com o pescoço entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva, vasta e polida, um  pouco amolgado no alto; tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca - e aquele preto lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à calva; mas não tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos cantos da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas escuras. Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. &quot;(Eça de Queiroz - O Primo Basílio)<br />

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