O PÂNICO MORALou de como o underground será     parte do mainstream           por Cláudio M.
A descoberta da subjetividade• Os Estudos Culturais olham para as  subculturas e para a cultura jovem como  temas científi...
O sentido (por trás) da           comunicação• A linguagem não basta em si mesma como  "expressão física da comunicação“• ...
O sentido é produzido• As manifestações identitárias passam a  assumir um posto de destaque nos  estudos culturais, pois é...
Pensando interdisciplinar...• A comunicação envolve agora vários  aspectos, inclusive o antropológico,  identificando a li...
A cultura jovem, por exemplo• Essa cultura se firma num corpo substancial  de conhecimento• Num ativo senso de escolha por...
Auto-referência•   A "originalidade“: a música significa a  identidade de cada um• A performance (a apresentação das banda...
Eis a “cena”• As cenas são as visibilidades• Cena é a superprodução de uma comunidade  musical• Ao se tornar pública – ess...
A cena: rotina e pointTemporalidade e localidade
Além do som• "Cena" (scene): o caráter amplificador além  da própria expressão artística (música),  envolvendo outros níve...
O “original” no mainstream?• Apropriada ou não os elementos de uma  cena – moda, música, gíria... – chega ao  mercadão• Un...
Criticando os estudos culturais• Os Estudos Culturais anteriores sempre  procuram recuperar a idéia de que  "cultura" é o ...
Anti-mídia• A academia científica reforça esse  equívoco: utiliza termos que trazem um  discurso anti-mídia: “comercial,  ...
O espaço é mercadológico• A vinculação direta entre a mídia  tradicional e as culturas, inclusive as  populares, sempre es...
Festas com público de 8 mil a 15 mil pessoas  aconteciam nos campos da Inglaterra (1990 - 1993)
Passaram a ser uma preocupação oficial: o  governo britânico criou legislação específica  que proibia festas fora da cidad...
A cena inglesa Acid House Parties• Sempre sofreu uma cobertura  sensacionalista dos tradicionais jornais  tablóides ingles...
Ao (contra) ataque!• a mídia fazia discurso sensacionalista,  distorcia a informação• cena da acid house inventava seus  i...
A construção de sentido• Se a cultura underground é tida como  ilícita, a mídia (ao invés da polícia) é  quem a criminaliz...
O prazer e o novo causam medo• Ao desaprovar moralmente as acid  house parties, os tablóides mostram um  pânico moral que ...
Estudos Culturais insistiam...• A cultura jovem como inocente vítimas  das versões negativas da mídia?• No entanto a mídia...
O perigo vendável• O pânico moral se dá sempre na relação entre  mídia e cultura jovem, mas é, significativamente,  uma es...
Os mass media tornam assubculturas politicamente       relevantes
claudiomanoelufrb@gmail.com
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Panico moral
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Panico moral

1.015 visualizações

Publicada em

estudos culturais, música, panico moral, underground, overground

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.015
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Panico moral

  1. 1. O PÂNICO MORALou de como o underground será parte do mainstream por Cláudio M.
  2. 2. A descoberta da subjetividade• Os Estudos Culturais olham para as subculturas e para a cultura jovem como temas científicos: a subjetividade, alteridade e diferença, as análises de recepção e as configurações identitárias
  3. 3. O sentido (por trás) da comunicação• A linguagem não basta em si mesma como "expressão física da comunicação“• O sentido se desloca para o receptor.• Não são mais os signos, apenas; mas se esses signos são reconhecidos e de que forma.• A interpretação é fundamental; mais fundamental do que a linguagem ela mesma.
  4. 4. O sentido é produzido• As manifestações identitárias passam a assumir um posto de destaque nos estudos culturais, pois é a partir delas que podemos pensar de uma forma mais concreta na recepção, na linguagem, na interpretação dos signos: a produção de sentido está na recepção também.
  5. 5. Pensando interdisciplinar...• A comunicação envolve agora vários aspectos, inclusive o antropológico, identificando a linguagem alinhada também ao comportamento de grupos identitários
  6. 6. A cultura jovem, por exemplo• Essa cultura se firma num corpo substancial de conhecimento• Num ativo senso de escolha por parte dos músicos e público• Há uma base “interna” que possibilita o julgamento de valor e significado
  7. 7. Auto-referência• A "originalidade“: a música significa a identidade de cada um• A performance (a apresentação das bandas): ponto vital, o principal ritual, onde tanto o público como os próprios músicos assumem enorme importância: a verdadeira experiência da realização• A música articula a comunidade, juntado pessoas para uma experiência (com)partilhada, estabelecendo vínculos efetivos e afetivos.
  8. 8. Eis a “cena”• As cenas são as visibilidades• Cena é a superprodução de uma comunidade musical• Ao se tornar pública – essa superprodução, essa cena - é alvo de olhares diversos de outras cenas, de outras interpretações, inclusive da mídia, ressaltando-a positivamente ou vitimado-a• A cena é apropriada pela indústria cultural porque chama a atenção do público consumidor: é consumível, é vendável.
  9. 9. A cena: rotina e pointTemporalidade e localidade
  10. 10. Além do som• "Cena" (scene): o caráter amplificador além da própria expressão artística (música), envolvendo outros níveis de trabalho e informação: um "mundo" além da música, ela mesma• A cena se daria a partir do link da "prática musical contemporânea" e da "herança musical“ (informação anterior + atualização)• Eis o CAPITAL CULTURAL
  11. 11. O “original” no mainstream?• Apropriada ou não os elementos de uma cena – moda, música, gíria... – chega ao mercadão• Underground no mainstream: overground• Os punks circulam impunes pela mídia nos anos 80.
  12. 12. Criticando os estudos culturais• Os Estudos Culturais anteriores sempre procuram recuperar a idéia de que "cultura" é o que está fora das mídias.• (Pois) a mídia produziria algo sem valoração (estética, simbólica, não transgressora, “pastel”...)
  13. 13. Anti-mídia• A academia científica reforça esse equívoco: utiliza termos que trazem um discurso anti-mídia: “comercial, hegemonia, produtor vendável, incorporado, experimental, underground...“ para falar de culturas que “brigam” entre si, por estarem dentro ou fora das grandes mídias
  14. 14. O espaço é mercadológico• A vinculação direta entre a mídia tradicional e as culturas, inclusive as populares, sempre esteve presente.• Uma não sobrevive sem a outra: uma se fortalece com a outra.• Na tríade mercadológica “produção, circulação e consumo” tudo é produto
  15. 15. Festas com público de 8 mil a 15 mil pessoas aconteciam nos campos da Inglaterra (1990 - 1993)
  16. 16. Passaram a ser uma preocupação oficial: o governo britânico criou legislação específica que proibia festas fora da cidade com "música repetitiva".
  17. 17. A cena inglesa Acid House Parties• Sempre sofreu uma cobertura sensacionalista dos tradicionais jornais tablóides ingleses, que destacavam o uso de drogas, em detrimento da música (acid house)• Ao atacar a cena underground inglesa esses tablóides publicizavam-na cada vez mais e terminavam por fortalecê-la
  18. 18. Ao (contra) ataque!• a mídia fazia discurso sensacionalista, distorcia a informação• cena da acid house inventava seus instrumentos de comunicação para rebater as informações• fanzines, flyers, uso de redes de computadores: low e high tech midia
  19. 19. A construção de sentido• Se a cultura underground é tida como ilícita, a mídia (ao invés da polícia) é quem a criminaliza, através da interpretação dos fatos para as outras camadas sociais• A necessidade de instrumentos de respostas (da cena) para desconstruir sentidos
  20. 20. O prazer e o novo causam medo• Ao desaprovar moralmente as acid house parties, os tablóides mostram um pânico moral que é nada mais que a "metáfora que descreve uma sociedade moderna cheia de medos sobre suas próprias virtudes" (Thornton).
  21. 21. Estudos Culturais insistiam...• A cultura jovem como inocente vítimas das versões negativas da mídia?• No entanto a mídia trata a cultura jovem como qualquer outro produto de mercado, vendável, enquanto notícia.
  22. 22. O perigo vendável• O pânico moral se dá sempre na relação entre mídia e cultura jovem, mas é, significativamente, uma estratégia eficaz de marketing• A indústria cultural, ao contrário do que se defendia, gera idéias e incita a própria subcultura (underground)• Subcultura X Mídia: Interdependência histórica
  23. 23. Os mass media tornam assubculturas politicamente relevantes
  24. 24. claudiomanoelufrb@gmail.com

×