Dor Abdominal Recorrente (DAR)

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Dor Abdominal Recorrente (DAR) - Flash Pediátrico apresentado no Internato em Pediatria I (PED I) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal, Brasil.

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Dor Abdominal Recorrente (DAR)

  1. 1. Internato em Pediatria I Dda Amanda Ginani Orientador: Prof Leonardo Moura
  2. 2.  Problema comum em escolares  Alta freqüência no consultório  24% das consultas pediátricas  13-27% dos escolares têm dor abdominal semanal Dor Abdominal Recorrente (DAR) não é apenas um sintoma. É uma entidade pediátrica distinta.
  3. 3.  Critérios de Apley:  Pelo menos TRÊS episódios de dor, de intensidade suficiente para INTERFERIR nas atividades habituais da criança, por um período mínimo de TRÊS meses.
  4. 4.  10 – 15%: crianças em idade escolar  Meninas são mais acometidas (1,5:1)  Início: a partir dos 4 anos  Meninas: aumento até os 10 anos  Meninos: aumento com 5 anos e declínio Duarte MA, Mota JAC. Dor abdominal recorrente. J Pediatr 2000.
  5. 5.  Complexa  Doenças Orgânicas x Distúrbios funcionais  10% dos casos: identifica-se doença orgânica  90 a 95% dos casos: sem doença orgânica  Classificação de Roma III (2006):  Dispepsia funcional  Síndrome do Intestino Irritável  Dor abdominal funcional  Migrânea abdominal
  6. 6. Consenso sobre dor abdominal recorrente - SBP
  7. 7. Consenso sobre dor abdominal recorrente - SBP
  8. 8. Consenso sobre dor abdominal recorrente - SBP
  9. 9. Consenso sobre dor abdominal recorrente - SBP
  10. 10. Consenso sobre dor abdominal recorrente - SBP
  11. 11. Causas Orgânicas Causas funcionais Constipação Intestinal Dispepsia funcional Má absorção de carboidratos Síndrome do Intestino Irritável Infecção parasitária Dor abdominal funcional Dores musculares Enxaqueca abdominal Dismenorréia Aerofagia Distúrbios pépticos Infecções do trato urinário Doença Inflamatória Intestinal Endometriose Doença inflamatória pélvica Cálculos biliares Nefrolitíase Neoplasia de ovário Tuberculose
  12. 12.  Anamnese  Dados sobre a DOR  Dieta e Hábito intestinal  História familiar Início, frequencia e evolução Duração, localização e irradiação Caráter e intensidade Interrupção do sono Outros sinais e sintomas associados Fatores desencadeantes, pioram ou melhoram Relação com estresse Relação com alimentação Uso de medicamentos Reação da família à dor da criança
  13. 13.  Exame Físico GERAL ◦ Estado geral e nível de desconforto ◦ Antropometria, velocidade de crescimento e desenvolvimento puberal ◦ Sinais indicativos de doença orgânica ◦ Artrites ◦ Sinais de inflamação perirretal
  14. 14.  Exame Físico Abdominal  Distúrbios funcionais: Exame inespecífico, discreta área de maior sensibilidade à palpação.  Sinais de irritação peritonial: Ausentes nos distúrbios funcionais.
  15. 15. QSD Hepatite Colecistite Pancreatite Colangite Abscesso subdiafragmático EPIGÁSTRIO Úlcera péptica, Gastrite DRGE Pancreatite QSE Abscesso ou infarto esplênico Gastrite Pancreatite QID Apendicite Salpingite Nefrolitíase Dça inflamatória intestinal adenite mesentérica Hérnia inguinal PERIUMBILICAL Apendicite, Gastroenterite, Obstrução intestinal QIE Diverticulite Salpingite Nefrolitíase Dça inflamatória intestinal Sd. Intestino irritável Hérnia inguinal DIAGNÓSTICO
  16. 16. DADOS DA ANAMNESE/EXAME FÍSICO CAUSA Dor ao amanhecer ou acorda a criança Origem péptica Saciedade precoce, hálito azedo, eructação, náuseas Origem péptica Dor em cólica, distensão, aumento de gás relacionado à alimentação (leite e derivados) Intolerância à lactose Giardíase Sintomas respiratórios DRGE Poucas evacuações, sensação incompleta, massa em quadrante inferior esquerdo, fezes endurecidas no reto, dieta pobre em fibras Constipação Sangue nas fezes Doença inflamatória intestinal Uso de medicações(ex:antibióticos para acne) Esofagite Dor que surge com atividade física, musculatura tensa ao exame Tensão muscular
  17. 17.  Exames complementares ◦ Excluir causas orgânicas ◦ Necessários quando presentes os SINAIS DE ALERTA
  18. 18. OUTROS ACHADOS QUE DEVEM SERVIR DE ALERTA Idade menor que 4 anos Mudança no padrão da dor Disfagia Lesões orais Dor que irradia para escápula, dorso ou MMII Dor ou distensão persistente nos quadrantes superior ou inferior direito História familiar de doença inflamatória intestinal, doença celíaca, úlcera péptica, litíase biliar ou nefrolitíase Anormalidades perianais
  19. 19.  Exames complementares  Raramente necessários: ◦ Exames de imagem ◦ Investigações invasivas
  20. 20.  Multiprofissional  Suporte e educação para família  Alívio dos sintomas na DAR funcional ◦ Dispepsia: Antagonistas do receptor H2/ Dieta ◦ Migrânea: Antagonista serotoninérgico ◦ Crises álgicas: Analgésicos, antiespasmódicos  Tratar causa orgânica  Considerar origem multifatorial  Consulta de seguimento
  21. 21.  Manuseio da dor abdominal recorrente
  22. 22.  Problema do dia a dia na pediatria  Ênfase para sinais de alerta  História psicossocial não descarta problema orgânico associado
  23. 23. “O sorriso mais sincero é aquele dado por uma criança,então, nunca deixe de ser uma.” Rosane Oliveira
  24. 24.  Consenso sobre dor abdominal recorrente. Disponível em: http://www.sbp.com.br/pdfs/Consenso_DOR_Ab_Recorrente- 1A.PDF  Pediatria ambulatorial. Guia de consulta rápida. 1ª Edição. 2013.  MOTTA, M. E. F. A.; SILVA, G. A. P. Dor abdominal. In: FREIRE, L. M. S. Diagnóstico diferencial em Pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2008, p. 427-431.  MORAIS, M. B. Dor abdominal recorrente. In: CARVALHO, E. S.; CARVALHO, W. B. Terapêutica e prática pediátrica. 2. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000, p. 699-702.  Duarte MA, Mota JAC. Dor abdominal recorrente. J Pediatr 2000. 76 (2): 165-172.  Lunardi CA, Azevedo LA, Azevedo LCP. Dor abdominal crônica recorrente no ambulatório de gastropediatria 1997. 73 (3): 180- 188.  Sayon R, Zucolotto SMC. Dor abdominal recorrente. J Pediat 1983; 5: 144-154.

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