Metodologia de pesquisa i 2015

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Metodologia de pesquisa i 2015

  1. 1. Ricardo Alexandre Profº Especialista
  2. 2. CONHECIMENTO  O conhecimento é o ato de adquirir informações e dados sobre um determinado assunto.  Envolve o sujeito e o objeto. O sujeito é o indivíduo capaz de conhecer (desvelar) enquanto o objeto é tudo que pode ser conhecido (refletido, criticado), podendo ser algo físico ou um fenômeno. “É UM PROCESSO DE REFLEXÃO CRÍTICA CUJO OBJETIVO É O DESVELAMENTO DE UM OBJETO.” (BARROS; LEHFELD, 2000).
  3. 3. O conhecimento é perceptível através da experiência de 3 elementos: o SUJEITO COGNOSCENTE, o OBJETO e a IMAGEM Sujeito Conhecimento Objeto
  4. 4.  O ser humano busca o conhecimento ao problematizar o mundo vivido, sua relação com o meio e com os seus semelhantes.  O conhecimento é uma forma de representação da realidade. Ao produzir/buscar conhecimento, se cria uma representação possível da realidade.  São muitas as variáveis da relação entre sujeito e objeto do conhecimento. Para conhecer, o sujeito utiliza os referenciais que estão a sua disposição.  Daí o surgimento de TIPOS DE CONHECIMENTO CONHECIMENTO
  5. 5. É toda informação adquirida proveniente de experiências entre o ser e sua relação com o meio, observando sua influência sobre a nossa realidade (observação, interpretação e vivência). CONHECIMENTO
  6. 6. TIPOS DE CONHECIMENTO MITOLÓGICO FILOSÓFICO; TEOLÓGICO;  EMPÍRICO;  CIENTÍFICO;
  7. 7. 1. MITOLÓGICO  O conhecimento mítico busca o entendimento da realidade com base no sobrenatural e na tradição.  É um tipo de conhecimento que faz uso da intuição para explicar a realidade, as origens e a cosmologia de um grupo.  cria uma representação do real, atribuindo sentido, significado para as manifestações da natureza e para as tradições culturais. TIPOS DE CONHECIMENTO
  8. 8.  2. FILOSÓFICO  O conhecimento filosófico pode ser entendido como resultado do esforço racional, sistemático e lógico de busca de conhecimento sem recorrer à experimentação.  “o conhecimento filosófico conduz à reflexão crítica sobre os fenômenos e possibilita informações coerentes. Seu objetivo é o desenvolvimento funcional da mente, procurando educar o raciocínio”. FACHIN (2003, p. 7),  Nesse tipo de conhecimento, é a razão que permite a coordenação, a análise e a síntese em uma visão clara e ordenada TIPOS DE CONHECIMENTO
  9. 9.  2. FILOSÓFICO (CARACTERÍSTICAS)  Valorativo - seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação, não se baseiam na experimentação;  Não-verificável – As hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados;  Racional -conjunto de enunciados logicamente correlacionados;  Sistemático - suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada.  Infalível e exato - suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação e da experimentação. TIPOS DE CONHECIMENTO
  10. 10.  3. TEOLÓGICO (RELIGIOSO)  O conhecimento religioso/teológico (do grego theos, que significa Deus, e logos, que significa tratado/discurso) está relacionado com a fé e a crença divina.  Apresenta verdades indiscutíveis e infalíveis. O que funda o conhecimento religioso/teológico é a fé, não sendo necessário ter evidências para crer.  O conhecimento religioso/teológico apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas, valorativas, as quais foram ou são reveladas pelo sobrenatural e por isso são proposições exatas  No conhecimento religioso/teológico, um corpo coerente de crenças pode se transformar em religião. Já a religião é o uso de forma sistematizada e institucionalizada dessas crenças. TIPOS DE CONHECIMENTO
  11. 11.  4. POPULAR/EMPÍRICO  nesse tipo de conhecimento, a maneira de conhecer ocorre de forma superficial por informações ou por experiência casual.  é adquirido por acaso ou pelas tradições ou transmitido de geração para geração, não passando pelo crivo dos postulados metodológicos.  Gerado por meio da educação informal, baseado em imitação e experiência pessoal e sem conhecimento técnico. (conhecimento popular e senso comum) TIPOS DE CONHECIMENTO
  12. 12.  4. POPULAR/EMPÍRICO (características)  Superficial – conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas. Usam-se frases como: “Eu vi”, “Eu estive presente”, “Porque disseram”, “Porque todo mundo diz”.  Sensitivo – refere-se às vivências, aos estados de ânimo e às emoções da vida diária da pessoa. Essas vivências não são plausíveis de comprovação e de mensuração.  Subjetivo – é o próprio sujeito que organiza suas experiências e os seus conhecimentos.  Assistemático – a organização da experiência não visa a uma sistematização das ideias e da forma de adquiri-las nem à tentativa de validá-las. TIPOS DE CONHECIMENTO
  13. 13.  5. CIENTÍFICO  O conhecimento científico procura desvelar os fenômenos: suas causas e as leis que os regem.  É adquirido pelo MÉTODO CIENTÍFICO e pode ser submetido a testes e aperfeiçoar-se, reformular-se ou até mesmo avantajar-se mediante o mesmo método.” TIPOS DE CONHECIMENTO
  14. 14.  5. CIENTÍFICO (características)  Real – lida com ocorrências, fatos, isto é, com toda forma de existência que se manifesta de algum modo;  Contingente – suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação, e não pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico;  Sistemático – saber ordenado logicamente, formando um sistema de ideias (teoria), e não conhecimentos dispersos e desconexos;  Verificável – as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito do conhecimento científico;  Falível – não é definitivo, absoluto ou final; TIPOS DE CONHECIMENTO
  15. 15.  5. CIENTÍFICO (critérios de cientificidade) Para que um conhecimento adquira o status de científico, deve seguir alguns critérios internos:  COERÊNCIA (ausência de contradições);  CONSISTÊNCIA (capacidade de resistir a argumentos contrários);  ORIGINALIDADE; relevância (espera-se que traga alguma contribuição ao conhecimento acumulado pela comunidade científica);  OBJETIVIDADE (capacidade de reproduzir a realidade como ela é, e não como o cientista gostaria que fosse - evitar formulações ideológicas). TIPOS DE CONHECIMENTO
  16. 16. CONHECIMENTO FILOSÓFICO CONHECIMENTO TEOLÓGICO CONHECIMENTO EMPÍRICO CONHECIMENTO CIENTÍFICO VALORATIVO VALORATIVO VALORATIVO REAL (FACTUAL) SISTEMÁTICO SISTEMÁTICO ASSISTEMÁTICO SISTEMÁTICO NÃO VERIFICÁVEL NÃO VERIFICÁVEL VERIFICÁVEL VERIFICÁVEL INFALÍVEL INFALÍVEL FALÍVEL FALÍVEL EXATO EXATO INEXATO EXATO APROXIMADAMENTE RACIONAL INSPIRACIONAL REFLEXIVO CONTIGENTE
  17. 17.  A palavra ciência etimologicamente tem origem latina, scientia, que significa “aprender ou alcançar conhecimento”, e grega, scirem, “conhecimento criticamente fundamentado.”  A ciência caracteriza-se pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável, lógico, objetivo e falível.  Contudo é apenas mais uma das maneiras de ler e interpretar o mundo físico e social.  É um conjunto de regras quanto à maneira correta de colher, organizar quantificar e trabalhar as informações constitutivas da análise (métodos) CIÊNCIA
  18. 18. CIÊNCIA (características)  CONHECIMENTO PELAS CAUSAS  FINALIDADE PRÁTICA E TEÓRICA – da pesquisa fundamental e da descoberta da verdade decorrem inúmeras consequências práticas;  OBJETO FORMAL  MÉTODO E CONTROLE – é uma investigação rigorosamente metódica e controlada, derivando-se daí a razão da confiança nas conclusões científicas;  EXATIDÃO – a ciência pode demonstrar, por via de experimentação ou evidência dos fatos objetivos, observáveis e controláveis, o mérito dos seus enunciados.
  19. 19.  CIÊNCIA É: É TODO UM CONJUNTO DE ATITUDES E ATIVIDADES RACIONAIS, DIRIGIDAS AO SISTEMÁTICO CONHECIMENTO COM OBJETO LIMITADO, CAPAZ DE SER SUBMETIDO A VERIFICAÇÃO TRUJILLO FERRARI
  20. 20. A investigação científica depende de um “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos” para que seus objetivos sejam atingidos: os métodos científicos. Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que se devem empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. (elaboração da teoria e verificação da mesma) MÉTODO CIENTÍFICO
  21. 21.  É o caminho, a forma , o modo de pensamento. E a forma de abordagem (do assunto) em nível de abstração dos fenômenos.  Esclarecem os procedimentos lógicos que deveram ser seguidos no processo de investigação científica.  Quanto a abordagem, podemos classificá-los em: a) Dedutivo b) Indutivo c) Dialético d) Fenomenológico MÉTODO CIENTÍFICO A utilização de um ou outro método depende de muitos fatores: da natureza do objeto que pretendemos pesquisar, dos recursos materiais disponíveis e do nível de abrangência do estudo
  22. 22. A. DEDUTIVO  proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz pressupõe que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro.  Por intermédio de uma cadeia de raciocínio em ordem descendente, de análise do geral para o particular, chega a uma conclusão.  Usa o silogismo, a construção lógica para, a partir de duas premissas, retirar uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão. MÉTODO CIENTÍFICO
  23. 23. IMPORTANTE O MÉTODO DEDUTIVO encontra ampla aplicação em ciências como a Física e a Matemática, cujos princípios podem ser enunciados como leis. Já nas ciências sociais e humanas, o uso desse método é bem mais restrito, em virtude da dificuldade para obter argumentos gerais, cuja veracidade não possa ser colocada em dúvida.
  24. 24. B. INDUTIVO  É um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral.  No raciocínio indutivo, a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações.  Nesse método, partimos da observação de fatos ou fenômenos cujas causas desejamos conhecer. A seguir, procuramos compará-los com a finalidade de descobrir as relações existentes entre eles. Por fim, procedemos à generalização, com base na relação verificada entre os fatos ou fenômenos. MÉTODO CIENTÍFICO
  25. 25. COMPARANDO  DEDUTIVO Todo homem é mortal.............. (premissa maior) Pedro é homem ........................ (premissa menor) Logo, Pedro é mortal .................(conclusão)  INDUTIVO João é mortal. Paulo é mortal. ... Carlos é mortal. Ora, Antônio, João, Paulo ... e Carlos são homens. Logo, (todos) os homens são mortais.
  26. 26. IMPORTANTE  [...] diferentemente do que ocorre com a dedução. Assim, se por meio da dedução chega-se a conclusões verdadeiras, já que baseadas em premissas igualmente verdadeiras, por meio da indução chega-se a conclusões que são apenas prováveis. (GIL, 2008, p. 11).
  27. 27.  QUANTO AO TIPO:  INDUTIVO  Dados particulares Verdade geral constatados ou universal  DEDUTIVO  Resultados constatado pelas premissas MÉTODO CIENTÍFICO As premissas conduzem apenas a conclusões prováveis As premissas explicam/justificam as conclusões
  28. 28.  INDUTIVO X DEDUTIVO MÉTODO CIENTÍFICO INDUTIVO DEDUTIVO 1. SE TODAS AS PREMISSAS SÃO VERDADEIRAS, A CONCLUSÃO É PROVAVELMENTE VERDADEIRA 1. SE TODAS AS PREMISSAS SÃO VERDADEIRAS, A CONCLUSÃO DEVE SER VERDADEIRA 2. A CONCLUSÃO ENCERRA INFORMAÇÃO QUE NÃO ESTAVA , NEM IMPLICITAMENTE NAS PREMISSAS 2. TODA INFORMAÇÃO OU CONTEÚDO FATUAL DA CONCLUSÃO JÁ ESTAVA, PELO MENOS IMPLICITAMENTE, NAS PREMISSAS
  29. 29. C. DIALÉTICO  Platão o utilizou no sentido de arte do diálogo  O método dialético, que atingiu seu auge com Hegel, depois reformulado por Marx, busca interpretar a realidade partindo do pressuposto de que todos os fenômenos apresentam características contraditórias organicamente unidas e indissolúveis.  no universo tudo é movimento e transformação e as transformações das ideias determinam as transformações da matéria. MÉTODO CIENTÍFICO
  30. 30. C. DIALÉTICO  Empregado em pesquisa qualitativa, é um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade, pois considera que os fatos não podem ser relevados fora de um contexto social, político, econômico ,etc. • todo objeto estudado é dinâmico (está em movimento e não isolado) se transforma. • Ele vai crescendo através das negações. Um fato interfere em outro que por sua vez resiste a mudança que por sua vez responde influenciando o estado inicial MÉTODO CIENTÍFICO
  31. 31. o método dialético parte da premissa de que, na natureza, tudo se relaciona, transforma-se e há sempre uma contradição inerente a cada fenômeno. Nesse tipo de método, para conhecer determinado fenômeno ou objeto, o pesquisador precisa estudá-lo em todos os seus aspectos, suas relações e conexões, sem tratar o conhecimento como algo rígido, já que tudo no mundo está sempre em constante mudança.
  32. 32.  como a dialética privilegia as mudanças qualitativas, opõe-se naturalmente a qualquer modo de pensar em que a ordem quantitativa se torne norma. Desse modo, as pesquisas fundamentadas no método dialético distinguem-se claramente das pesquisas desenvolvidas segundo a visão positivista, que enfatiza os procedimentos quantitativos.
  33. 33.  QUANTO AO PROCEDIMENTO:  Diferentes dos métodos de abordagem, os métodos de procedimentos (considerados às vezes também em relação às técnicas) são etapas da investigação.  Estão relacionados com os procedimentos técnicos a serem seguidos pelo pesquisador dentro de determinada área de conhecimento.  SÃO ELES: A. HISTÓRICO B. EXPERIMENTAL C. OBSERVACIONAL D. COMPARATIVO MÉTODO CIENTÍFICO
  34. 34.  A. HISTÓRICO  O foco está na investigação de acontecimentos ou instituições do passado, para verificar sua influência na sociedade de hoje; considera que é fundamental estudar suas raízes visando à compreensão de sua natureza e função  Esse método é típico dos estudos qualitativos. MÉTODO CIENTÍFICO (quanto ao procedimento)
  35. 35.  A. EXPERIMENTAL  O método experimental consiste, especialmente, em submeter os objetos de estudo à influência de certas variáveis, em condições controladas e conhecidas pelo investigador, para observar os resultados que a variável produz no objeto  Nas ciências sociais e humanas esse método só é aplicado em poucos casos, visto que situações éticas e técnicas impedem sua utilização. MÉTODO CIENTÍFICO (quanto ao procedimento)
  36. 36.  A. OBSERVACIONAL  “Por um lado, pode ser considerado como o mais primitivo e, consequentemente, o mais impreciso. Mas, por outro lado, pode ser tido como um dos mais modernos, visto ser o que possibilita o mais elevado grau de precisão nas ciências sociais.” MÉTODO CIENTÍFICO (quanto ao procedimento)
  37. 37.  A. COMPARATIVO  O método comparativo ocupa-se da explicação dos fenômenos e permite analisar o dado concreto, deduzindo desse “os elementos constantes, abstratos e gerais.”  Centrado em estudar semelhanças e diferenças, esse método realiza comparações com o objetivo de verificar semelhanças e explicar divergências. MÉTODO CIENTÍFICO (quanto ao procedimento)
  38. 38. Comparativo • É empregado em estudo de largo alcance e de setores concretos, assim como para estudos qualitativos e quantitativos • Pode ser usado em todas as fases e níveis de investigação em estudos descritivos ou explicativos MÉTODO CIENTÍFICO (quanto aos procedimentos)
  39. 39. PESQUISA CIENTÍFICA CONCEITO:  É um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, as quais têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando temos um problema e não temos informações para solucioná-lo.  “um procedimento formal com método de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais.” Lakatos e Marconi (2007)
  40. 40.  CARACTERÍSTICAS A pesquisa, como atividade científica completa, é mais do que um simples questionamento, pois percorre, desde a formulação do problema até a apresentação dos resultados, a seguinte sequência de fases: a) preparação da pesquisa: seleção, definição e delimitação do tópico ou problema a ser investigado; planejamento de aspectos logísticos para a realização da pesquisa; formulação de hipóteses e construção de variáveis; b) trabalho de campo (coleta de dados); c) processamento dos dados (sistematização e classificação dos dados); d) análise e interpretação dos dados; e) elaboração do relatório da pesquisa. PESQUISA CIENTÍFICA
  41. 41. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA a) Qualitativa b) Quantitativa  QUANTO AOS FINS a. Exploratória b. Descritiva c. Explicativa  QUANTO AOS PROCEDIMENTOS  Bibliográfica  Documental  Experimental  Estudo de campo  Estudo de caso
  42. 42. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA  QUANTITATIVA  considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las.  Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão etc.).  No desenvolvimento da pesquisa de natureza quantitativa, devemos formular hipóteses e classificar a relação entre as variáveis para garantir a precisão dos resultados, evitando contradições no processo de análise e interpretação.
  43. 43. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA a) QUALITATIVA  A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa.  O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave.  Tal pesquisa é descritiva.  Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente.  O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.  Preocupa-se muito mais com o processo do que com o produto.
  44. 44. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO AOS OBJETIVOS a. EXPLORATÓRIA  Quando a pesquisa se encontra na fase preliminar, tem como finalidade proporcionar mais informações sobre o assunto que vamos investigar.  Assume, em geral, as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.
  45. 45. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO AOS OBJETIVOS B. DESCRITIVA  Quando o pesquisador apenas registra e descreve os fatos observados sem interferir neles.  Visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis.  Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática.  Nas pesquisas descritivas, os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles
  46. 46. TIPOS DE PESQUISA  QUANTO AOS OBJETIVOS C. EXPLICATIVA  Procura explicar os porquês das coisas e suas causas, por meio do registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenômenos observados.  Visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos e assim aprofunda o conhecimento.  Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método observacional.  além de registrar, analisar, classificar e interpretar os fenômenos estudados, têm como preocupação central identificar seus fatores determinantes
  47. 47.  QUANTO AOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS 1. PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: - Elaborada a partir de material já publicado; - É interessante utilizar as fichas de leitura - Para a realização da pesquisa bibliográfica: 1) escolha do tema; 2) levantamento bibliográfico preliminar; 3) formulação do problema; 4) elaboração do plano provisório do assunto; 5) busca das fontes; 6) leitura do material; 7) fichamento; 8) organização lógica do assunto; 9) redação do texto. PESQUISA CIENTÍFICA
  48. 48.  TIPOS 2. PESQUISA DOCUMENTAL - É elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico ou podem ser reelaborados.  documento é qualquer registro que possa ser usado como fonte de informação, por meio de investigação, que engloba: a) Observação (crítica dos dados na obra) b) Leitura (crítica da garantia, da interpretação e do valor interno da obra); c) Reflexão (crítica do processo e do conteúdo da obra); d) Crítica (juízo fundamentado sobre o valor do material utilizável para o trabalho científico). PESQUISA CIENTÍFICA
  49. 49.  TIPOS 3. EXPERIMENTAL  frequente nas ciências tecnológicas e nas ciências biológicas. Tem como objetivo demonstrar como e por que determinado fato é produzido.  O pesquisador procura refazer as condições de um fato a ser estudado, para observá-lo sob controle. caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo. Embora o experimento predomine no laboratório, é possível utilizá-lo também nas ciências humanas e sociais. Nesse caso, o pesquisador faz seu experimento em campo. PESQUISA CIENTÍFICA
  50. 50. 4. DE CAMPO - Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente. - É utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar. As fases da pesquisa:  a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em questão.  determinamos as técnicas que serão empregadas na coleta de dados e na definição da amostra.  estabelecer as técnicas de registro desses dados como também as técnicas que serão utilizadas em sua análise posterior. PESQUISA CIENTÍFICA
  51. 51. ESTUDO DE CASO  Quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento.  Possui uma metodologia de pesquisa classificada como Aplicada, na qual se busca a aplicação prática de conhecimentos para a solução de problemas sociais.  O estudo de caso consiste em coletar e analisar informações sobre determinado indivíduo, uma família, um grupo ou uma comunidade.  É uma estratégia de pesquisa que busca examinar um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto. PESQUISA CIENTÍFICA
  52. 52. MODELO DO PRÉ-PROJETO
  53. 53. ELEMENTOS TEXTUAIS DO PRÉ PROJETO
  54. 54. ELEMENTOS TEXTUAIS DO PRÉ PROJETO 1. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA 2. OBJETIVOS E METAS 3. METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DE AÇÃO 4. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS 5. RISCOS E DIFICULDADES 6. CRONOGRAMA 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  55. 55.  Visão global do assunto tratado (contextualização)  Definição clara, concisa e objetiva do tema  Delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado  Problema Objetivos a serem estudados. PARTE INTRODUTÓRIA
  56. 56. Apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa, contextualiza-o, destacando sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. (SILVA; TAFNER, 2006). INTRODUÇÃO
  57. 57. TEXTUAL (INTRODUÇÃO)
  58. 58. PROJETO DE PESQUISA 1) TEMA • Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa; • Existência de bibliografia disponível no assunto; • Experiência individual do pesquisador • Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro do assunto; • Relevância e fecundidade do assunto (reflexivo) DELIMITAR O TEMA Delimitar é indicar a abrangência do estudo, estabelecendo os limites extencionais e conceituais do tema. (LEONEL,2002)
  59. 59. 2.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA (claro e objetivo)  Este é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. É quem vai nortear a pesquisa.  Pesquisa deve apresentar uma ou mais perguntas de pesquisa, que são os questionamentos que surgem naturalmente a partir da descrição do problema.  o problema deve referir-se especificamente ao interesse a ser investigado pelo autor.  não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à compreensão, mas sim ao foco, ao assunto, ao tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática. PROJETO DE PESQUISA
  60. 60. 2. PROBLEMA “QUESTÃO NÃO SOLVIDA E QUE É OBJETO DE DISCUSSÃO, EM QUALQUER DOMÍNIO DE CONHECIMENTO” Dicionário Aurélio • Tem que ser passível de tratamento científico. (envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis) • Qual o problema ou a questão central do projeto a que questão (s) se pretende responder. PROJETO DE PESQUISA
  61. 61.  FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Algumas interrogações devem ser feitas antes da definição de um problema: a) O problema poder ser resolvido pelo processo de pesquisa científica? b) É suficientemente relevante? c) É factível? d) Tenho competência para planejar e executar um estudo desse tipo? e) Os dados que a pesquisa exige poder ser realmente obtidos? f) Existem recursos financeiros disponíveis? g) O tempo é adequado para a execução do projeto? PROJETO DE PESQUISA
  62. 62.  HIPÓTESES  Uma hipótese é a resposta prévia da questão formulada, é sinônimo de suposição  As hipóteses constituem “respostas” supostas e provisórias ao problema. A principal resposta é denominada hipótese básica, podendo ser complementada por outras, que recebem a denominação de secundárias.  Toda hipótese deve conter duas variáveis: a variável independente, que é a causa, e a dependente, que é o efeito. PROJETO DE PESQUISA
  63. 63.  JUSTIFICATIVA  Deve informar ao seu leitor sobre a importância da discussão sobre o tema, abordando sua visão de forma geral para a específica sobre o assunto tratado. Em conjunto a isto, devem-se utilizar citações diretas e indiretas. (CERVO; BERVIAN, 2002). Deve ser elaborada tendo em vista o seguinte (SILVA, 2008): • Por que se pretender realiza esta investigação? (Propósito ou intenção); • Possibilidades (formação, experiência) no desenvolvimento desta; • Importância do tema (utilidade ou necessidade da investigação). PROJETO DE PESQUISA
  64. 64. OBJETIVOS (para que?) Geral:  O objetivo geral relaciona-se diretamente ao problema. Esclarecendo e direcionando o foco central da pesquisa de maneira ampla.  É redigido em uma frase, utilizando o verbo no infinitivo.  Procura dar uma visão global e abrangente do tema, definindo de modo amplo, o que se pretende alcançar.  Quando alcançado dá a resposta ao problema. PROJETO DE PESQUISA
  65. 65. OBJETIVOS (para que?) Específicos:  explicitarão os detalhes, sendo um desdobramento do objetivo geral  Os objetivos específicos caracterizam etapas ou fases de um projeto  apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares. PROJETO DE PESQUISA
  66. 66.  4. JUSTIFICATIVA ESTE ITEM SERÁ CARACTERIZADO COMO DEFENSOR DA NECESSIDADE DE SE EFETIVAR O TRABALHO
  67. 67. 1. ADOÇÃO  O Perfil da mãe que deixa o filho recém-nascido para a adoção.  Quais condições exercem mais influência na decisão das mães em dar o filho recém-nascido para a adoção?  As condições que representam fatores formadores de atitudes exercem maior influência na decisão das mães em dar o filho recém nascido para a adoção do que as condições que representam fatores biológicos e socioeconômicos. EXERCÍCIO
  68. 68.  VIOLÊNCIA  A família carente e a sua influência na origem da marginalização social.  O grau da organização interna da família carente influi na conduta (marginalização) do menor?  Se elevado índice de migração de grupos familiares carentes, então elevado grau de desorganização familiar.
  69. 69.  ENSINO SUPERIOR  A influência do mercado de trabalho na formação do professor educador  Como o mercado de trabalho interfere no processo de formação do docente do ensino superior  A necessidade urgente de atender o mercado de trabalho acaba por limitar uma formação universal e libertadora do docente do ensino superior.
  70. 70. OBRIGADO!

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