Apostila de introdução ao conhecimento

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2° Matéria do CBT-IERV. Professor Alex Rodrigues.

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Apostila de introdução ao conhecimento

  1. 1. CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO Profº Alex Rodrigues INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO
  2. 2. INTRODUÇÃO O conhecimento é a aquisição de um novo saber, conceito ou perspectiva sobrealguma coisa ou algo que antes se desconhecia, relacionado sobre um fato específico oufenômeno qualquer. “O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências queacumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentosinterpessoais, das leituras de livros e artigos diversos”. Os seres humanos ao contrário dos animais têm a capacidade criadora, isto é, criarsistemas para ajudar o seu desenvolvimento, isto se dá através de símbolos (linguagem) oucódigos (cultura) para armazenar os registros de suas experiências e assim transmiti-las aosoutros seres humanos. A maneira a qual os seres humanos podem aprender é diversificada. Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômenoqualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos emnossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, dasleituras de livros e artigos diversos. Todos somos dotados de personalidade com seuselementos (inteligência, cultura, temperamento e somatotipo). É vital para nossa trajetória enquanto peregrinos nesta terra, que cumpramos adeterminação Bíblica. (2ª Pd 3.18; Lc 2.52).1.0 TIPOS DE CONHECIMENTOConhecimento Popular, Sensível ou do senso comum – valorativo; reflexivo;assistemático; verificável; falível; inexato.Conhecimento Religioso, teológico – valorativo; inspiracional; sistemático; nãoverificável; infalível; exato.Conhecimento Filosófico – valorativo; racional; sistemático; não verificável; infalível;exato.Conhecimento Científico – real (factual); contingente; sistemático; verificável; falível;aproximadamente exato.1.1 Conhecimento Popular ou Senso Comum O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numaseleção operada com base em estados de ânimo e emoções; como conhecimento implicauma dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objetoconhecido, este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeitoimpregnam o objeto conhecido. É também reflexivo, mas, estando limitado pela
  3. 3. familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característicade assistemático baseia-se na “organização” particular das experiências próprias do sujeitocognoscente, e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geralque explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão, de pessoa apessoa, desse modo de conhecer. É verificável, visto que está limitado ao âmbito da vidadiária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente é falível einexato, pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenossituados além das percepções objetivas.“Se o ‘bom-senso’, apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade, só consegueatingir essa condição de forma muito limitada”, pode-se dizer que o conhecimento vulgarou popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquireno trato direto com as coisas e os seres humanos: “é o saber que preenche nossa vida diáriae que possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem sehaver refletido sobre algo” (BABINI, 1975).Para Ander-Egg (1978:13-4), o conhecimento popular caracteriza-se por sepredominantemente:- Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovarsimplesmente estando junto das coisas: Se expressa por frases como “porque o vi”,“porque o senti”, “porque o disseram”, “porque todo mundo o diz”.- Sensitivo, ou seja, referente às vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária;- Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tantoos que o adquire por vivência própria quanto os “por ouvi dizer”;- Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa uma sistematização dasideias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las;- Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam nãose manifestam sempre de uma forma crítica.1.2 Conhecimento religioso ou teológico O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contêmproposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural(inspiracional) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis(exatas); é um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade edestino) como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre
  4. 4. implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimentoreligioso ou teológico parte do princípio de que as “verdades” tratadas são infalíveis eindiscutíveis, por consistirem em “revelações” da divindade (sobrenatural). A adesão daspessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada comodecorrente do ato de um criador divino, cujas evidências não são postas em dúvida nemsequer verificáveis. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução dasespécies, particularmente do Homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, asposições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos dos textos sagrados; de outro, oscientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar)suas hipóteses. Na realidade, vai-se mais longe. Se o fundamento do conhecimentocientífico consiste na evidência dos fatos observados e experimentalmente controlados, e odo conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, fazendo com que emambos os modos de conhecer deve a evidência resultar da pesquisa dos fatos ou da análisedos conteúdos dos enunciados, no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelasà procura de evidência, pois a toma da causa primeira, ou seja, da revelação divina.1.3 Conhecimento filosófico O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste emhipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: “as hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não daexperimentação (Trujillo, 1974); por este motivo, o conhecimento filosófico é nãoverificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre nocampo da ciência, não podem ser conformados nem refutados. É racional, em virtude deconsistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica desistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente darealidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalívele exato, já que, quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer nadefinição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suashipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto,o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar osproblemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo àsluzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatosconcretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego deinstrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias,relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por
  5. 5. essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos),como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é oexperimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquiloque é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega “o métodoracional, no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não. exigeconfirmação experimental, mas somente coerência lógica” (Ruiz, 1979:110). Oprocedimento científico leva a circunscrever, delimitar, fragmentar e analisar o que seconstitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofiaencontra-se sempre a procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de umaconcepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandesindagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem eharmonizem as conclusões da ciência.1.4 Conhecimento científico Ao se falar de conhecimento científico, o primeiro passo consiste emdiferenciá-lo de outros tipos de conhecimento existentes. Para tal, analisemos uma situaçãohistórica, que pode servir de exemplo.Desde a Antiguidade, até aos nossos dias, um camponês, mesmo iletrado e/ou desprovidode outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, anecessidade da utilização de adubos, as providências a serem tomadas para a defesa dasplantações de ervas daninhas e pragas e o tipo de solo adequado para as diferentes culturas.Tem também conhecimento de que o cultivo do mesmo tipo, todos os anos, no mesmolocal, exaure o solo. Já no período feudal, o sistema de cultivo era em faixas: duascultivadas e uma terceira “em repouso”, alternando-as de ano para ano, nunca cultivando amesma planta, dois anos seguidos, numa única faixa. O início da Revolução Agrícola nãose prende ao aparecimento, no século XVIII, de melhores arados, enxadas e outros tipos demaquinaria, mas à introdução, na segunda metade do século XVII, da cultura do nabo e dotrevo, pois seu plantio evitava o desperdício de deixar a terra em pousio: seu cultivo“revitalizava” o solo, permitindo o uso constante. Hoje, a agricultura utiliza-se de sementesselecionadas, de adubos químicos, de defensivos contra as pragas e tenta-se, até, o controlebiológico dos insetos daninhos.Mesclam-se, neste exemplo, dois tipos de conhecimento: o primeiro, vulgar ou popular,geralmente típico do camponês, transmitido de geração para geração por meio da educaçãoinformal e baseado na imitação e experiência pessoal; portanto, empírico e desprovido deconhecimento sobre a composição do solo, das causas do desenvolvimento das plantas, da
  6. 6. natureza das pragas, do ciclo reprodutivo dos insetos etc.: o segundo, científico, étransmitido por intermédio de treinamento apropriado, sendo um conhecimento obtido demodo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar “por que” e“como” os fenômenos ocorrem, na tentativa de evidenciar os fatos que estãocorrelacionados, numa visão mais globalizante do que relacionada com um simples fato –uma cultura específica, de trigo, por exemplo. (LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. 1991)2.0 FILOSOFIA2.1 Oque é Filosofia A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos:seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pelaforma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofiatrata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofiatratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofiatratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência efilosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofiainaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinandouma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente. Isto pode serverificado a partir de uma análise da assim considerada primeira proposição filosófica. Se dermos crédito a Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi àquelaenunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas as coisas. Cabe perguntar o que haveria de filosófico na proposição de Tales. Muitosensaiaram uma resposta a esta questão. Hegel, por exemplo, afirma: “com ela a Filosofiacomeça, porque através dela chega à consciência de que o um é a essência, o verdadeiro, oúnico que é em si e para si”. O importante é a estrutura racional de tratamento das questões. Nietzsche analisaesse texto, não sem crítica, e remarca a violência tirânica como essa frase trata toda aempiria, mostrando que com essa frase se pode aprender como procedeu toda a filosofia,indo, sempre, para além da experiência. A Filosofia representa, nessa perspectiva, a passagem do mito para o logos. Nopensamento mítico, a natureza é possuída por forças anímicas. O homem, para dominar anatureza, apela a rituais apaziguadores. O homem, portanto, é uma vítima do processo,buscando dominar a natureza por um modo que não depende dele, já que esta é concebida
  7. 7. como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do mito à razão representa um passoemancipador, na medida em que libera o homem desse mundo mágico. A ideia de uma arqué, que tem sentido amplo em grego, indo desde princípio,origem, até destino, porta uma estrutura de pensamento que a diferencia do modo de pensaranterior, mítico. Com Nietzsche, pode-se concluir que o logos da metafísica ocidental visadesde o princípio à dominação do mundo e de si. Se atentarmos para a estrutura depensamento presente no nascimento da Filosofia, podemos dizer que seu logos engendroumuitos anos depois, o conhecimento científico. Assim, a estrutura presente na idéia deátomo é mesma que temos, na ciência atual, com idéia de partículas. Ou seja, aconsideração de que há um elemento mínimo na origem de tudo. A tabela periódicatambém pode ser considerada uma sofisticação da idéia filosófica da combinatória dosquatro elementos: ar, terra, fogo, água, da qual tanto tratou a filosofia eleática. Portanto, em seu início, a Filosofia pode ser considerada como uma espécie de sabergeral, omniabrangente. Um tal saber, hoje, haja vista os desenvolvimentos da ciência, éimpossível de ser atingido pelo filósofo.Temos, portanto, até aqui:a) Filosofia como conhecimento geral; eb) Filosofia como conhecimento específico;2.2 Do método da Filosofia A ciência moderna, caracterizada pelo método experimental, foi tornando-seindependente da Filosofia, dividindo-se em vários ramos de conhecimento, tendo emcomum o método experimental. Esse fenômeno, típico da modernidade, restringiu os temastratados pela Filosofia. Restaram aqueles cujo tratamento não poderia ser dado pelaempiria, ao menos não com a pretensão de esclarecimento que a Filosofia pretenderia. A característica destes temas determina um modo adequado de tratá-los, já que elesnão têm uma significação empírica. Em razão disso, o tratamento empírico de tais questõesnão atinge o conhecimento próprio da Filosofia, ficando, em assim procedendo, adstrita aodomínio das ciências.Ora, o tratamento dos assuntos filosóficos não se pode dar de maneira empírica, porque,desta forma, confundir-se-ia com o tratamento científico da questão. Por isso, no dizer deKant "o conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de conceitos". Ou seja,"as definições filosóficas são unicamente exposições de conceitos dados [...] obtidasanaliticamente através de um trabalho de desmembramento". Portanto, a Filosofia é umconhecimento racional mediante conceitos, ela constitui-se num esclarecimento de
  8. 8. conceitos, cuja significação não pode ser ofertada de forma empírica, tais como o conceitode justiça, beleza, bem, verdade, etc. Apesar de não termos uma clara noção destes conceitos, nem mesmo umasignificação unívoca, eles são operantes na nossa linguagem e determinam aspectosimportantes da vida humana, como as leis, os juízos de beleza, etc.2.3 Da função da Filosofia Em razão da impossibilidade de abarcar, hodiernamente, todo o âmbito doconhecimento humano, parece mais plausível pensar numa restrição temática à Filosofia,deixando-a tratar de certos temas, como os mencionados acima. Nesse sentido, a filosofiateria um âmbito de problemas específicos sobre os quais trataria. No entanto, o tratamentodesse âmbito específico continua a manter ao menos uma função geral, a qual pode serconsiderada de forma extremada ou de forma mais modesta. Assim, a lógica, a ética, ateoria do conhecimento, a estética, a epistemologia são disciplinas filosóficas, tendo umafunção geral para o conhecimento em geral, seja para as ciências, a partir da lógica, teoriado conhecimento, epistemologia, seja para os sistemas morais, a partir da ética filosófica,seja para as artes, a partir dos conhecimentos estéticos. Por exemplo, no que concerne àlógica, ao menos como a concebeu Aristóteles, ela pode apresentar uma refutação doceticismo e, portanto, estabelecer a possibilidade da verdade, determinando a obediêncianecessária ao princípio de não contradição. De forma menos modesta, mas não sem omesmo efeito, podemos dizer que as outras disciplinas pretendem o mesmo, determinando,portanto, a possibilidade de conhecimentos morais, estéticos, etc. No caso da moral, elapode mostrar que questões controversas podem ser resolvidas racionalmente, bem comoapontar para critérios de resolução racional de problemas. Essa tarefa pode ser considerada de uma forma mais ou menos audaciosa. Habermasapresenta, nesse particular, três concepções. A de Kant, a de Rorty e a sua própria. Kant,dentro do fundamentalismo da teoria do conhecimento, "ao pretender aclarar de uma vezpor todas os fundamentos da ciência e de uma vez por todas definir os limites doexperienciável, a Filosofia indica às ciências o seu lugar". É a função de indicador delugar. Conjugado com isso, Kant pôde afirmar: "pode-se encarar a Crítica da Razão Puracomo o verdadeiro tribunal para todos os conflitos da razão. Com efeito, não está envolvidanestas disputas enquanto voltadas imediatamente para objetos, mas foi posta paradeterminar e julgar os direitos da razão em geral segundo os princípios de sua primeirainstituição". Aqui, a Filosofia é concebida como um tribunal, exercendo o papel de juiz, apartir de seu lugar privilegiado, de onde detém os fundamentos e dita leis.
  9. 9. Rorty, por sua vez, desconfia desse conhecimento privilegiado que a Filosofia possater. Por isso, "abandonar a noção do filósofo que conhece alguma coisa acerca de conhecero que mais ninguém conhece tão bem seria abandonar a noção de que a sua voz tem sempreum direito primordial à atenção dos outros participantes na conversação. Isto implica noabandono de que o filósofo possa decidir quaestiones juris. A tese de Rorty é, portanto,relativista. De fato, já Wittgenstein afirmara: "a filosofia não deve, de modo algum, tocarno uso efetivo da linguagem; em último caso pode apenas descrevê-lo. Pois também nãopode fundamentá-lo. A filosofia deixa tudo como está". Já, Habermas propõe a função de guardiã de racionalidade no lugar da função deindicador de lugar. Ou seja, a Filosofia seria uma espécie de defesa da racionalidade contrao relativismo extremado. Por outro lado, função de juiz seria substituída pela de intérprete,na medida em que faria uma mediação entre os saberes especializados e o mundo vivido.Pode-se dizer que esse trabalho esclarecedor tem o papel de tornar explícitos saberesoperantes na linguagem e na nossa forma de ver o mundo e, nesse sentido, tem um papelconscientizador e por que não, potencialmente crítico, já que torna as pessoas mais atentas acertas determinações conceituais. Em suma, a filosofia tem como tarefa delimitar uma concepção mínima deracionalidade. Porém, o conceito de razão daqui resultante não é, como em Kant, "uma ilhafechada pela natureza mesma dentro de limites imensuráveis". Segundo Habermas, "a razãocomunicativa não passa certamente de uma casca oscilante – porém, ela não se afoga nomar das contingências, mesmo que o estremecer em alto mar seja o único modo de ela‘dominar’ as contingências". Nesta perspectiva, a filosofia conserva uma função crítica nosentido kantiano, isto é, uma autoridade indiretamente legisladora, pois aponta os desviosno cumprimento das condições de possibilidade da racionalidade. A recusa de uma posiçãoteórico-filosófica como sendo sem valor para a prática já foi diagnosticada por Kant comosendo a pseudosabedoria do olhar de toupeira, incapaz de olhar com os olhos de um serfeito para ficar de pé e contemplar o céu.3.0 ASPECTOS DA FILOSOFIAEm seus diferentes aspectos (Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e a ética), aFilosofia nos explica como surgiram as diferentes disciplinas existentes no mundocontemporâneo.3.1 A PolíticaÉ a conduta ideal do estado.
  10. 10. 3.2 A LógicaQue afirma ser o raciocínio que guia o pensamento.3.3 A GnosiologiaQue é a Teoria do Conhecimento.3.4 A EstéticaQue é a teoria das Belas Artes.3.5 A MetafísicaQue estuda a verdadeira natureza da existência.3.6 A ÉticaQue estuda a conduta ideal do indivíduo.4.0 ÉTICA A palavra Ética vem do grego, Ethos, que significa costume, disposição, hábito.Então, Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. A Bíblia nãomenciona especificamente a palavra ética, o equivalente para Ética é “íntegro e reto” e temo sentido de “Eticamente correto”. Logo a Ética está voltada para todos os atos livres doindivíduo, tanto na família, quanto na igreja como na sociedade. Teologicamente, a éticaestá fundamentada nos princípios esboçados na palavra de Deus. Filosoficamente, a éticaestuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. Ética pastoral é aaplicação de princípios fundamentados na palavra de Deus e nos valores morais dasociedade, que orientarão o obreiro em sua conduta nas diversas áreas da vida.4.1 A Ética Ministerial “Sobretudo que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem àsfontes da vida”. (Pv 4.23) O gelo não é um agente livre (não tem vontade própria), portanto, não tem culpa dederreter. O homem, entretanto, é um agente livre (tem vontade própria), logo, deve prestarconta de seus atos, desejos, palavras e pensamentos. Ética ministerial é postura, é conduta, é estilo correto de vida. Falando maisprofundamente é integridade de coração. Meu coração deve manter-se conscientementedisponível para submeter-se à correção do Espírito Santo, a fim de que não me desvieinvoluntariamente para o meu próprio caminho, que tendem a me levar a uma condutainfiel aos princípios da Palavra de Deus, que deveriam dirigir minha chamada ministerial. Dentre os atributos vitais de um líder Cristão, A Ética é o mais importante, pois ainfluência e a proeminência surgirão naturalmente para aquele ministro que ama a verdade,
  11. 11. a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal, respeita a pessoa humana,cumpre e faz cumprir as leis, é justo e imparcial e discreto em suas atitudes.4.1.1 Ética e a submissão A hierarquia é fundamental em qualquer organização. Não existe organização semuma hierarquia a ser obedecida. Num colégio temos diretor, coordenadores, professores,inspetores. Num banco temos diretoria, chefia, supervisores. Na igreja não é diferente. Jápensou numa igreja sem pastor? Sem liderança? Depois da morte de Josué, a nação de Israel ficou sem governo e todos fizeram oque bem lhes parecia a seus olhos fazer. Diante da desordem o Senhor levantou juízes paragovernar o povo. A submissão à liderança deve ser de coração, de forma voluntária e irrestrita. Nãoestar submisso à liderança da igreja e ser desobediente a Palavra e a visão ministerial. Melhor é mudar de ministério e procurar ser produtivo em outro lugar do queatrapalhar a obra do Senhor.4.1.2 Ética e o companheirismo O amor e o respeito entre os pastores manifesta-se na forma de como cada um serefere ao outro, e ao trabalho. O amor entre os ministros deve ser expresso na ajuda mútua,no desejo espontâneo e sincero de ver o progresso de seu colega de ministério. O apóstolo Paulo era um mestre que sabia o valor do companheirismo e anecessidade de ter ao seu lado um verdadeiro amigo. Paulo lembra-se de Marcos e quantoeste obreiro lhe seria útil e também é categórico em afirmar que Lucas está com ele e queDemas o abandonou. Paulo também declara que Alexandre, o latroeiro, lhe causou muitosmales. Desvio de comportamento ético tem levado a falta de companheirismo, e, às vezes,por competição, soberba, orgulho, prepotência buscam um lugar mais alto, esquecendo-sede que a visão é maior do que o visionário e que a honra pertence tão somente a Deus. O líder cristão é um cultivador de amizades sinceras e promotor da solidez, daperpetuidade e da qualidade de seus relacionamentos com os de fora e com os de dentro, etambém com sua família. Não podemos admitir está estória de crente repelente, que nãotem amizades, se isola e ninguém tente se aproximar ou por medo, ou por dificuldades derelacionamento, configuram-se personalidades desajustadas.4.1.3 Ética e a integridade
  12. 12. Integridade é o que você faz quando está fora do alcance dos olhos de outrem. Estaintegridade revela minha fidelidade a minha esposa, estende-se a minha família e alcança aminha igreja.4.1.4 Ética e o vocabulário O ministro deve ter uma linguagem compatível com a Palavra de Deus, a qual estáexarada na Bíblia como padrão para todos os cristãos. No vocabulário do pregador devem-se evitar gírias e palavras que não condizemcom o ambiente do culto, porém como estratégia, deve lançar mão da comunicação eficaz. Cuidado com piadas e anedotas que extrapolam o ambiente de culto ao Senhor.Gracejos que podem menosprezar visitantes e irmãos em Cristo.4.1.5 Ética e a língua Grande parte dos problemas de nossa comunidade estão relacionados de algumaforma ao uso indisciplinado da língua. O engano tem acompanhado o homem desde que pecou e a murmuração é acompanheira de todas as horas. A perda da fé é o ambiente mais propício para o surgimentodo pecado da murmuração. A incredulidade abre o caminho para a murmuração, que nosafasta de Deus. Conta-se que o Rabino Simeão, filho de Gamaliel disse a seu servo Tobias. Vai aomercado e me traga um bom alimento, e o servo foi e trouxe línguas. Noutra ocasião, disseao mesmo servo: vai ao mercado e me traz algum alimento ruim, o servo foi e lhe trouxelínguas. Então, o mestre lhe perguntou: por qual razão, quando te ordenei que me trouxessebom ou mau alimento, me trouxeste língua? O servo retrucou: o homem faz bem o mal coma sua língua, se fizer o bem nada há de melhor; se fizer o mal, nada há de pior. Segundo a Palavra de Deus, a língua é como o leme de um navio (Tg 3.4), tempoder de governar. É como uma pequena fagulha que tem poder de destruição (Tg 3.5). Écomo um membro venenoso, tem poder de contaminação (Tg 3.6) É como um chicote que tem poder de tortura emocional (Jó 5.21). Tem o poder deuma pena de escrever, marca o coração (Sl 45.1; 54.7). É como uma navalha afiada, tem opoder de cortar relações. É como uma espada afiada, uma arma de guerra a curta distância(Sl 57.4). É como uma flecha, uma arma de guerra à longa distância (Jr 9.8) Não deve haver duplicidade de palavras na vida de um servo de Deus. Pode-se umamesma fonte produzir dois tipos de águas? Doce e amarga? Um é o falar do ímpio e o outroé o falar do cristão. O mesmo ocorre com ordens simultâneas e absurdas.4.1.6 Ética e a sobriedade
  13. 13. Sóbrio é o mesmo que moderado, discreto, em que não há excesso, nem exageros.Uma vida equilibrada do ministro reflete à igreja segurança, credibilidade e envolvimentono Reino.4.1.7 Ética e a Honra a Cristo Um pastor existe para servir, e não para ser servido (Mt 20.26). A excelência doministério está na dedicação total ao chamado, essa dedicação deduz-se pela fidelidade aoministério, à visão da igreja e o amor aos perdidos.4.2 Bíblia – Manual de ética Sendo a Bíblia o livro Texto do Cristão, é imperioso que este a maneje bem para oeficiente desempenho de sua missão (II Tm 2.15). Um bom profissional sabe empregar bemas ferramentas de seus ofícios, o obreiro deve saber manejar bem a Palavra da verdade.4.2.1 A Bíblia nos fornece um vasto repertório de material Ético2.1.1 Nos Dez mandamentos temos um sumário.2.1.2 Sabedoria em epigramas, nos Provérbios.2.1.3 Reflexões sobre a vida e valores, no livro de Eclesiastes.2.1.4 Pregação de justiça social, nos profetas.2.1.5 Homilias dirigidas aos homens, nos Evangelhos.2.1.6 Afirmações sistemáticas, nas Epístolas de Paulo.4.2.2 Ética e os dez mandamentos Se os Dez mandamentos fossem observados e cumpridos, o mundo seria umparaíso. Não haveria cadeias. Os relacionamentos humanos seriam de excelente nível. Oslares equilibrados. Deus seria realmente honrado.4.2.3 A Bíblia e sua influência Ética É impressionante a mudança que a Palavra de Deus gera na vida das pessoas (1 Pe1, 3, 4). Nesse momento seria interessante selecionar alguns testemunhos de ex-drogados,ex-assaltantes, etc, e verificar o poder de mudança na vida desses seres humanos.- Na vida de Reis e Príncipes Muitos reis e príncipes foram beneficiados pela Palavra de Deus. Os vários desviosda nação de Israel surgiram em consequência da ignorância da Palavra (II Cr 36.16). Poroutro lado, quando o povo buscava ao Senhor e voltava-se para a Palavra, a naçãoprosperava (II Cr 26.5). Essa é uma constante na história de Israel. “queda e levantamento”.- Nos tempos de Esdras Conforme o plano de Deus, Cristo devia nascer em Belém de Judá e não emBabilônia. Para realizar este plano, Deus operou no coração de um rei pagão no sentido de
  14. 14. autorizar Zorobabel a conduzir um grupo de remanescentes judeus exilados à palestina.Nesse ínterim, Deus encarrega Esdras, o sacerdote, para promover a maior reconstruçãoespiritual: o retorno a Palavra (Ne 8). Esse capítulo descreve um dos maiores avivamentosda história, que é o avivamento pela Palavra. A Palavra de Deus remodelou seu povo egerou em seus corações uma grande fome da palavra, mudando suas atitudes pecaminosas erenovando suas forças (Ne 8.5-6,10).- Na vida dos Profetas Os profetas eram movidos pela Palavra resultante da inspiração Divina. Os profetas,movidos pelo Espírito Santo de Deus, transmitiam cobrança de posturas éticas queinfluenciariam as gerações da época e futuras.4.3 Ética na Família O vocábulo família vem do latim. Definida como sistema social básico instituído noéden (lugar de deleite ou paraíso) por Deus para a constituição da sociedade e prossecuçãoda raça humana. Célula mater da sociedade. É uma extensão da Igreja, por isso, devemosnos portar como salvos não apenas no templo. Obra prima de Deus, pois somos coroa dacriação.4.3.1 A formação da família Casal heterossexual + filhos até que se casem constituindo uma nova família, ondedeverão sair de casa. (Ef 5.31).4.3.2 O julgo desigual Namoro, noivado e casamento (2ºCo 6.14).4.3.3 Divórcio Deus ajunta (Mt 19.6). Única condição para Deus separar (Mt 19.9).4.3.4 Deveres dos conjugues Am 3.3 – Flexibilidade.- Igreja: Ex. A peça do dia da Bíblia.- Sociedade: Ex. Como seus filhos são educados.- Trabalho: Ex. Não fala isso perto dele que ele é crente.- Saúde: Física, emocional e espiritual.- Sexo.- Educação: Art 205 a 208 da constituição da república federativa do Brasil.4.3.5 Os deveres do marido- Amar a esposa, com o mesmo modelo com que Cristo amou a Igreja (Ef 5.25)- Não devem ficar impacientes com elas, nem provocá-las ou encolerizar-se contra elas.- Coabitar com entendimento.- Dando honra a mulher.- Consultar com ela.- Assisti-la materialmente e espiritualmente.
  15. 15. - Dar-lhe carinho.- Viver com ela a vida toda.4.3.6 Os deveres da esposa- Ser submissa ao marido (Ef 5.22)- Ser auxiliadora no sentido afetivo, profissional e espiritual. Ler Pv 31.- Os deveres dos filhos- Os pais devem ensinar os filhos no caminho do Senhor.- Os filhos devem aprender a obediência (Ef 6.1)- Temer a Deus (Pv 1.7)- Ofertar ao Senhor (Gn 4.3)- Respeitar as autoridades, reverenciar os idosos (I Pe 5.5);- Praticar a oração, honrar a Deus e trabalhar (I Tm 4.11)4.3.8 A importância do culto doméstico- Metódico.- Louvor (de acordo com a faixa etária).- Oração.- Palavra.- Rodízios nas escalas e divisões de funções para que todos cresçam com equilíbrio.4.4 Ética e a Contribuição O obreiro vive o que prega e prega o que vive, logo deve ser exemplo para a igrejana contribuição, tanto nos dízimos quanto nas ofertas. Não é eticamente correto assumir o púlpito para falar de dízimo, quando o sonega,para falar de oferta que quando semeia é a pior semente e até muitas vezes nem oferta. A igreja observa o comportamento e atitudes do obreiro, e quando sabe que oobreiro fala uma coisa e pratica outra, não lhe dá mais crédito. Nos púlpitos das igrejasdevem ser proclamadas palavras de ânimo, de vitórias, de fé, de respostas condizentes comnossas atitudes na hora da contribuição.4.5 Ética e a Imparcialidade Não é eticamente correto tratar diferencialmente as ovelhas do Senhor. Lídereseficazes e eficientes não fazem acepção de pessoas, pelo contrário, são imparciais no trato.Para Jesus não importa a condição social, se rico ou pobre; branco ou negro, para Ele todostem o mesmo valor, porém temos muitas vezes que fazer escolhas e sem hipocrisia, preferiraqueles que merecem mais, fazem jus.4.6 Ética Pastoral4.6.1 Princípios básicos
  16. 16. - O pastor deve estar consciente de que seu ministério é uma vocação divina, e que oalcançou não por seus próprios méritos, mas através da convicção de sua chamada.- O pastor, apesar da posição elevada que exerce, deve sempre lembrar-se de que está nacondição de servo do Senhor Jesus Cristo.- O pastor, como mordomo de seu tempo, deve administrá-lo exercendo domínio sobre oseu uso, e com denodada sabedoria.- O pastor deve cultivar o seu crescimento espiritual diário, orando, estudando, meditando epossuindo um coração cheio do fruto do Espírito.- O pastor deve esforçar-se para viver dentro dos limites de seu orçamento e comhonestidade saldar integralmente seus compromissos financeiros.- O pastor deve agir honesta e corretamente com sua família, dando-lhe o sustentoadequado, o vestuário, a educação, a assistência médica e espiritual, bem assim o tempoque esta merece.- O pastor deve abster-se de tratar dos problemas eclesiásticos diante dos filhos e nuncacitar nomes de pessoas envolvidas.- O pastor não deve fazer ou aprovar qualquer manobra política para manter-se em seucargo.- A humildade deve ser uma das características que acompanha o pastor como líder, e estarpronto a acatar de terceiros, orientações e projetos para o bem da obra de Deus.4.6.2 Caráter O caráter, ao lado do temperamento, cultura, inteligência e somatotipo, formam aPersonalidade e é manifesto pela maneira como vivemos, pelo nosso comportamento, pelasnossas escolhas e decisões que tomamos. O ministro do evangelho jamais deve estar nomesmo nível de um novato na fé, espera-se dele que seja alguém amadurecido, munido deforça interior com discernimento para saber prontamente separar o “precioso do vil”. Zelarpelo caráter deve ser uma preocupação de todos. Há quatro virtudes que devem compor ocaráter do homem que serve a Deus: 1 – Prudência – saber fazer escolhas e tomar decisões certas. 2 – Autocontrole – capacidade de conter os impulsos 3 – Coragem – força que não se deixa neutralizar na adversidade 4 – Justiça – é a aplicação correta e honesta de todas as demais virtudes em nossosrelacionamentos com outras pessoas. O desenvolvimento do caráter cristão e o resultado de um trabalho realizado peloEspírito Santo em nosso interior, porém esta obra requer a nossa cooperação, quando
  17. 17. saímos para pregar Ele, o Espírito coopera conosco Mc 16.20, mas quando Ele, o Espíritoestá nos moldando somos nós que cooperamos com Ele! A crise de caráter em nossos dias épor demais aguda e faz-se necessário termos cuidado com algumas coisas: 1 – Nunca desrespeite a autoridade espiritual que está sobre sua vida – I Sm 15.27 2 – Nunca brinque com suas debilidades – Ef 4.27 3 – Nunca dê espaço para a mentira – Cl 3.9 4 – Nunca negocie sua autoridade – Tg 2.1-4 5 – Nunca retire sua confiança em Deus – Is 50.10 Conheça a si próprio aí você estará qualificado para ajudar ao Espírito Santo, porquevocê demarcará seus próprios limites. “A mão que intenciona limpar outrem, deve estarlimpa”.4.7 Detalhes que fazem a diferença- Faça questão de lembrar-se dos aniversários dos outros.- Quando cumprimentar alguém, tenha um aperto de mão firme.- No diálogo, olhe as pessoas nos olhos.- Na economia, gaste menos do que ganha.- Tenha o hábito de devolver tudo o que pegar emprestado.- Trate a todos como gostaria de ser tratado.- Não desista com facilidade das pessoas. Milagres acontecem sempre.- Procure manter seu mau gênio sob rédea curta.- Surpreenda os que você ama com presentes inesperados.- Não viva em função da opinião dos outros.- Fuja dos bajuladores hipócritas.- Elogie em público e critique em particular.- Se emocione, e deixe as pessoas perceberem.- Seja otimista sempre.- Não aceite que difamem pessoas perto de você.- Elogie uma pessoa logo pela manhã.- Aprenda a prestar atenção; às vezes, a oportunidade bate na porta muito baixinho.- Nunca se esqueça de que respeito gera respeito.- Seja o melhor amigo da sua esposa.- Meça as pessoas pelo tamanho dos seus corações e não pelo tamanho das suas contasbancárias.
  18. 18. - Tenha sempre em mente que a maior necessidade emocional de uma pessoa é se sentirvalorizada.- Faça sempre além do que foi pedido pelo superior.- Assuma consigo mesmo o compromisso de estar melhorando sempre.- Jamais corte o que pode ser desatado.- Deixe tudo um pouco melhor do que você encontrou.- Cuidado com a pessoa que não tem nada a perder.- Não queime as pontes. Você ficará surpreso ao descobrir quantas vezes terá de atravessaro mesmo rio.- Não queira fazer tudo. Aprenda a dizer não com simpatia.- Saiba que entre o líder e o chefe há uma distância muito grande.- Julgue seu sucesso pela medida em que você está desfrutando de paz, de saúde e de amor.- Nunca perca a oportunidade de fazer um elogio sincero.- Ouça sempre os dois lados, antes de julgar.- Lembre-se que os vencedores fazem aquilo que os perdedores não querem fazer.- Busque sempre oportunidades, e não segurança.- Nunca desperdice uma oportunidade de dizer a uma pessoa que você a ama.- Ouça as pessoas olhando-as nos olhos.- Nunca se esqueça de dizer: obrigado, com licença e por favor.- Assuma o comando da sua atitude. Não deixe que outra pessoa a escolha por você.- Nunca menospreze os detalhes. Muitas vezes perde-se ou ganha-se nos detalhes.- Concentre-se em fazer coisas melhores, e não maiores.- Nunca tenha medo de dizer: “Preciso de ajuda “.- Mostre respeito por todos aqueles que trabalham para viver, por mais trivial que seja oserviço.- Não use o seu tempo e as suas palavras com descuido. Nenhuma das suas coisas pode serrecuperada.- Jamais ria dos sonhos alheios.- Nunca se esqueça de que se conhece o caráter de uma pessoa, através do seucomportamento, quando ninguém a está observando.- Seja Influente e proeminente.- Comunique-se eficazmente.- Acima de tudo, sempre valorize o exemplo e sua força.
  19. 19. 5.0 A MORAL Muitos são os problemas a serem enfrentados pelo homem contemporâneo, ao discutira respeito da moral: o espontaneísmo, o individualismo, o relativismo moral, o narcisismohedonista, a recusa da razão dominadora. Se lembrarmos ainda os riscos de massificação dohomem pelos meios de comunicação, estaremos diante de um quadro às avessas do quepoderíamos considerar como condições adequadas de uma vida moral autêntica, já que estasupõe consciência crítica, liberdade, reciprocidade e responsabilidade. A questão que se colocahoje é a da superação dos empecilhos que dificultam a existência de uma vida moral autêntica. Ainda mais: o esforço de recuperação da ética passa pela necessidade de não seesquecer da dimensão planetária da sociedade contemporânea, quando todos os pontos daTerra, essa "aldeia global", se acham ligados pelos meios de comunicação de massa e pelosmais velozes transportes. Isso nos faz considerar a moral além dos limites restritos dospequenos grupos, como a família, o bairro, a cidade, a pátria. A generosidade da moral planetá-ria supõe a garantia da pluralidade dos estilos de vida, a aceitação das diferenças, sem que sesucumba à tentação de dominar o outro por considerar a diferença um sinal de inferioridade.CONCLUSÃO Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar etransformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, pordiversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes decriar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas própriasexperiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permitedizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões. Ao criarmos estesistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também aopensar e, por consequência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. Assim, devemos estar imbuídos da necessidade de se buscar o conhecimento, nãoapenas como uma ordem de Deus, mas porque somos seres racionais e sedentos das trêsgrandes perguntas filosóficas que somente podem ser respondidas à luz da Bíblia.CONTATOS- Residência: 3547-1490- Celular: 9273-5988- Trabalho: 2126-6058- E-mail: monicaealex20@yahoo.com.br
  20. 20. INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR- Graduado em Pedagogia Empresarial.- Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional com Docência do EnsinoSuperior.- Técnico em Mecânica.- Bacharel em Teologia (cursando).- Professor dos cursos (CDM) e (CAPED) da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.- Coordenador pedagógico / Professor / Diácono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.- Professor credenciado da SEAP (secretaria estadual de administração penitenciária).- Palestrante em diversas áreas: Administrativa, Eclesiástica, Educacional, e de Segurança.- Multiplicador (Secretaria de Combate às Drogas) da Prefeitura da Cidade do Rio deJaneiro.- Professor de Formação Militar, Relações Humanas, Liderança e Gestão na Marinha doBrasil.- Professor na Escola Técnica Sandra Silva.- Professor no Seminário Teológico IBADERJ.- Professor no Seminário Teológico da IERV.- Professor do centro de recuperação de dependência química (SEMEADOR).REFERÊNCIASALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Revista e Corrigida. São Paulo: VIDA, 1997.APEL, Karl-Otto. O desafio da crítica total da razão e o programa de uma teoria filosóficados tipos de racionalidade. Novos Estudos CEBRAP. São Paulo: n. 23, mar. 1989. p. 67-84.CHAUÍ, Marilena et al. Primeira Filosofia: lições introdutórias. Sugestões para o ensinobásico de Filosofia. 5. ed., São Paulo: Brasiliense, 1986.HABERMAS, J. Pensamento pós-metafísico: estudos filosóficos. Rio de Janeiro, TempoBrasileiro, 1990.HEGEL, Georg W. F. Preleções sobre a história da filosofia. [Trad. E. Stein]. In SOUZA,José Cavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.KANT, I. Crítica da razão pura. (Trad. de Valério Rohden: Kritik der reinen Vernunft).São Paulo: Abril Cultural, 1980.NIETZSCHE, Friedrich. Os filósofos trágicos. [Trad. R. R. Torres Filho]. In SOUZA, JoséCavalcante de [org.] Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

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