Concretismo

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Apresentação de introdução ao Concretismo.

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Concretismo

  1. 1. (Décio Pignatari)
  2. 2. (Augusto de Campos)
  3. 3. PARKERTEXACO ESSO FORD ADAMS FABERMELHORALSONRISAL RINSO LEVER GESSYRCEGE MOBILOIL KOLYNOS ELECTRIC COLGATE MOTORS GENERALcasas pernambucanas
  4. 4. Agosto 1964Entre lojas de flores e de sapatos, bares,mercados, butiques,viajonum ônibus Estrada de Ferro - Leblon.Viajo do trabalho, a noite em meio,fatigado de mentiras.O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,relógios de lilazes, concretismo,neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,que a vidaeu a compro à vista aos donos do mundo.Ao peso dos impostos, o verso sufoca,a poesia agora responde a inquéritopolicial-militar.Digo adeus à ilusãoMas não ao mundo. Mas não à vida,meu reduto e meu reino.Do salário injusto,da punição injusta,da humilhação, da tortura,do terror,retiramos algo e com ele construímos um artefatoUm poemaUma bandeira (Ferreira Gullar)
  5. 5. ConcretismoVanguardas Modernistas
  6. 6. InícioSão Paulo, 1956:• Décio Pignatari• Augusto de Campos• Haroldo de Campos• Revista Noigandres (1953) – Grupo Noigrandes• Atende ao propósito da sociedade capitalista industrial – Comunicação rápida, imagética.
  7. 7. Augusto de Campos Décio PignatariHaroldo de Campos
  8. 8. Características• Fim do verso como unidade rítmica formal da poesia• Espaço gráfico: visual, sonoro e verbal• Sem preocupação social• Experimentalismo, formalismo• O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural• Paronomásias, aliterações, neologismos• Livre associações fônicas e semânticas, poema lido em várias direções
  9. 9. Décio Pignatari: Beba coca-cola , 1957
  10. 10. Ronaldo Azeredo: Velocidade, 1958
  11. 11. Décio Pignatari: Um movimento, 1956
  12. 12. Décio Pignatari. Terra
  13. 13. mal me quer se mal me queres mal se mal me queres bem mal queres bem mal se bem queres bem bem me queres se bem mal queres se bem bem mal queres mal me queres mal me quer bem bem queres mal me quer Edgard Braga (1963) mal me queres bem me se
  14. 14. f o r m a r e f o r m a d i s f o r m a t r a n s f o r m a c o n f o r m a i n f o r m a f o r m a José Lino Grünewald (1959)
  15. 15. tensão (1956) . Augusto de Campos
  16. 16. pós-tudo (1984) . Augusto de Campos
  17. 17. Olho porolho;AugustodeCampos
  18. 18. Dissidências• 1. Neoconcretismo e o Não Objeto – Ferreira Gullar• Recusa de poema como objeto útil• O leitor participa construtivamente do poema• Expansão do conceito de poema – instalações artísticas• Obra: O poema enterrado
  19. 19. Poemas Neoconcretos IIverde verde verdeverde verde verdeverde verde verdeverde verde verde ervaFerreira Gullar
  20. 20. 29º Bienal de SP
  21. 21. • 2. Poesia Práxis – Vanguarda Nova• Possui caráter “participante”, “social”; denuncia a desumanidade da vida moderna,• Une formalismo e participação – formalismo programático• Publicação Lavra-lavra, 1962• Mario Chamie
  22. 22. Rural Medir é a medida medo a terra, medo do homem, a lavra; lavraduro campo, muito cerco, varia várzea. Medir é a medida mede o sítio, dote do homem, o sêmen; some capim seco, muito buço. tosca sebe. Medir é a medida mede a área, fundo do homem, a sombra; soma torto galho, muito valo, frágil cana. Medir é a medida mede a furna, rumo do homem, o sonho; sonha fofo brejo, muito lodo, fértil mofo. Medir é a medida mede a choça, cave do homem, a cova; cava Mário Chamie rasa poça, muito barro, planta morta.
  23. 23. Mário Chamie Ferreira Gullar
  24. 24. 3. Poema-Processo• Wlademir Dias Pino• Recusa radical à discursividade• Poesia sem palavras
  25. 25. Crie um poema concretista

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