Lptic Recensão

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  1. 1. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Educação LÍNGUA PORTUGUESA E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Docentes: Helena Camacho e Rosário Rodrigues Ano lectivo de 2009 - 2010 RECENSÃO CRÍTICA BOTELHO, Fernanda (2006). "Textos e Literacias". Disponível em http://www.setubalnarede.pt. BOTELHO, Fernanda (2005). “Globalização e cidadania: reflexões soltas”. Disponível em http://www.setubalnarede.pt. DIAS DE FIGUEIREDO, António (2000). "Novos media e nova aprendizagem" in Novo conhecimento, nova aprendizagem. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 71-81. PAZ, João (2008). "Educação e Novas Tecnologias". Disponível em http://www.setubalnarede.pt. WONG, Bárbara (19-11-2006). “Será k a lguagem ds testes tá a mudar” in Jornal Público, pp. 27. IDENTIFICAÇÃO DOS DISCENTES Nome das Discentes Ana de Carvalho nº 070142056 Lídia da Ribeira nº070142038 Licenciatura Educação Básica
  2. 2. Os cinco textos que iremos referenciar ao longo deste trabalho prendem-se com uma temática comum: a Literacia e as Novas Tecnologias e a sua relação com o exercício da cidadania, apesar de cada autor analisar diferentes perspectivas desta mesma temática. No artigo “Será k a lguagem ds testes tá a mudar?”, Bárbara Wong aborda a questão da linguagem SMS (Short Message Service) e do modo como esta linguagem está influenciar a escrita dos alunos em situação formal, e consequentemente, as suas aprendizagens. Por outro lado, a autora investiga também a possibilidade de, no futuro, esta nova linguagem poder, ou não, vir a ser considerada uma linguagem legítima para ser aplicada em situações formais, como nos exames nacionais, dado que esta realidade já se verifica na Nova Zelândia. Entre os dados recolhidos pela autora, destacamos o facto de, ainda que os alunos reconheçam que esta linguagem não se mostra como a mais adequada a estes contextos, a mesma continua a ser transposta para documentos escolares, particularmente, para testes. Um outro dado presente na investigação da autora é a perspectiva do Presidente da Associação Portuguesa de Linguística, João Costa, que considera que este tipo de escrita deve ser corrigido pelos professores com o objectivo de ensinar e preservar a norma linguística, rejeitando este tipo de escrita em qualquer documento formal. Embora, na nossa opinião, este tipo de linguagem não deva ser considerada adequada a um contexto formal, defendemos que se deve ter em conta que as novas Tecnologias de Informação e Comunicação têm desenvolvido novas formas de linguagem e escrita. Esta pluralidade textual é também referida no artigo de Fernanda Botelho, intitulado “Textos e Literacias”, no qual a autora alerta para a urgência de alargar o conceito de literacia a uma multiplicidade textual e de discursos que, hoje em dia, devem ser tidos em conta. Neste sentido, a autora também afirma que o conceito de literacia não se deve restringir somente “à capacidade de utilização da língua escrita”, visto que, na verdade, existe uma variedade de mensagens, às quais temos acesso, que vão para além das verbais. Outra ideia defendida neste artigo está relacionada com o facto de ser necessário alargar as competências na área do acesso, análise e comunicação da informação, de forma a construirmos cidadãos competentes, sendo esta uma tarefa essencial da Educação, em especial da área do ensino- aprendizagem do Português. Na mesma linha de pensamento, e num outro artigo da mesma autora, “Globalização e cidadania: reflexões soltas”, a autora apresenta uma reflexão acerca da temática da infoexclusão, que impede muitos indivíduos de exercerem a sua cidadania em pleno e de obterem novos conhecimentos num mundo globalizado. Posto isto, a autora defende que a Educação possui um importante papel neste nível, pois esta deve conciliar o crescimento económico e o desenvolvimento científico e ~2~
  3. 3. social. Neste sentido, a Educação tem de se adaptar a um mundo que passou a ser globalizado, cheio de informação e multicultural, em que surge a necessidade de desenvolver formas de aprendizagem ao longo da vida. Esta ideia de educação ao longo da vida é também referida no artigo “Novos Media e Nova Aprendizagem”, no qual o autor António Dias de Figueiredo, defende a perspectiva que através dos novos media o indivíduo passou a ter, em seu poder, a possibilidade de realizar, na escola e ao longo da vida, uma auto-educação e uma Educação à distância. O autor afirma ainda que o maior desafio dos novos media é a construção de comunidades ricas em contextos, que permitam aos indivíduos criar uma aprendizagem individual e colectiva, onde os aprendentes possam assumir a responsabilidade de construírem os seus próprios saberes e de criarem espaços que facilitem o desenvolvimento de uma aprendizagem colectiva. Este mesmo autor realça ainda outro aspecto relacionado com o que considera ser o carácter alegórico das Novas Tecnologias, ou seja, muitas vezes as Novas Tecnologias são utilizadas apenas como adorno ao que já é velho e conhecido, não as utilizando no seu verdadeiro potencial educativo. Este potencial é também referido pelo João Paz, no seu artigo titulado «Educação e Novas Tecnologias», onde enuncia algumas das potencialidades que as TIC têm no contexto educativo, tais como a de aproximar pessoas e de difundir informação, o que transforma a tecnologia numa ferramenta muito útil para os professores, nomeadamente na tarefa de aproximar os pais e a escola. João Paz realça ainda que as Novas Tecnologias permitem alargar o espaço e tempo de aprendizagem que se prolonga para além do contexto formal de sala de aula. Apesar de estarmos de acordo com o que João Paz defende, acreditamos que a utilização das TIC no processo de aproximação da escola à comunidade educativa ocorre esporadicamente, não só pelo facto de alguns professores não possuírem grandes conhecimentos acerca das TIC, mas também por desconhecerem a eventual eficácia que esta medida poderá ter junto das pessoas. Neste mesmo artigo, o autor apresenta as duas perspectivas que podemos encontrar nos discursos e nas práticas dos educadores em relação às TIC: a primeira perspectiva diz respeito à visualização das TIC como sendo a solução para todos “os males da educação”; enquanto a segunda perspectiva aponta as TIC como sendo a razão de todos os problemas da Educação actual. O autor demonstra que não é por se utilizar, ou não, as Novas Tecnologias que os professores passam a ser bons ou maus profissionais. Tal como João Paz, defendemos que a utilização das Novas Tecnologias na Educação possui tantos aspectos negativos como positivos, logo, acreditamos que estas apenas podem ser uma mais-valia se forem utilizadas com um propósito educativo, onde o professor detém um papel importante assumindo um papel crítico ~3~
  4. 4. adequando e utilizando as TIC convenientemente no processo ensino-aprendizagem, possibilitando aos seus alunos novas competências e aprendizagens, não utilizando apenas as TIC como um suporte de transmissão de informação, tal como já foi mencionado anteriormente por António Dias de Figueiredo. Todavia, consideramos que é crucial proporcionar momentos de formação aos professores com o objectivo de desenvolver infocompetências, de modo a que estes profissionais possam transmitir aos seus alunos aprendizagens e competências essenciais que permitam o exercício pleno da sua cidadania, tal como já foi referido pela Fernanda Botelho acerca da relação actual que existe entre a cidadania e as Novas Tecnologias. Defendemos ainda, tal como Fernanda Botelho, que a Língua Portuguesa tem um papel essencial no que diz respeito ao alargamento do conceito de literacia, trabalhando outras áreas textuais que são descuradas actualmente, por exemplo, a interpretação de imagens, o que, a nosso ver, permitirá formar cidadãos mais responsáveis e conscientes. Na nossa opinião, António Dias de Figueiredo referiu um aspecto muito importante em relação aos novos media: a possibilidade de se realizar uma auto-educação. Verificamos que, actualmente, a escola já não é a única fonte de saber que está à disposição dos indivíduos, pois através das Novas Tecnologias, e mais especificamente da internet, é possível aceder a informação proveniente de todo o mundo, a um ritmo rápido e em grande quantidade. No nosso entender, esta aprendizagem autónoma pode ser muito benéfica, pois através desta podemos: completar as aprendizagens que são, ou que foram, dadas na escola; construir/realizar novas aprendizagens; expandir o nosso conhecimento a nível pessoal. Contudo, esta auto-educação pode se transformar numa ilusão para o indivíduo, pois caso o indivíduo não tenha a capacidade de interpretar e de analisar o que lhe é transmitido não está verdadeiramente a realizar uma aprendizagem, mas sim a reproduzir exactamente o que lhe foi transmitido. Deste modo, acreditamos que a escola tem um contributo a dar na promoção de uma boa auto-educação, pois esta pode e deve dar ao indivíduo as ferramentas iniciais necessárias que vão permitir construir o saber com significado ao longo da vida, tais como, a capacidade de adquirir, seleccionar, interpretar/analisar, correctamente os conteúdos, tal como é referido nos textos de Fernanda Botelho. Posto isto, defendemos que a escola não deve negar a existência das TIC nem das suas potencialidades, devendo sim disponibilizar aos seus alunos todos os meios que lhes permitam desenvolver-se neste sentido, caso contrário, a escola só estará a negar aos seus alunos o acesso a aprendizagens importantes, bem como o próprio acesso às TIC, com as quais estes terão de se envolver, mais tarde ou mais cedo, dado que estas são uma realidade inegável e decisiva para o desenvolvimento pessoal e colectivo. Assim sendo, no nosso entender, a Escola e o professor detêm um papel decisivo na ~4~
  5. 5. promoção de uma sociedade mais justa e competente, que passa obrigatoriamente por uma igualdade social no que diz respeito ao acesso e utilização das Novas Tecnologias. ~5~

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