Popper 11ºN (2009)

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Popper 11ºN (2009)

  1. 1. O lado de uma Virtude entre o empirismo e o Racionalismo <ul><li>Escola Secundária Artística António Arroio </li></ul><ul><li>– Ano Lectivo 2008/2009 </li></ul><ul><li>Filosofia </li></ul><ul><li>Prof. Joaquim Melro </li></ul>O estatuto do conhecimento científico: a Perspectiva de Karl Popper - T r abalho de Projecto, 2ª etapa: conceitos chave da epistemologia de Karl Popper
  2. 2. Trabalho realizado por: Ana Carolina Sena nº1 Ana Marta Amorim nº2 Ana Rita Pinto nº4 Catarina Vicente nº8 Gabriela Forte nº11 Jéssica Veloso Pais nº15 João Nunes nº18 Ricardo Maia nº23 Sandra Mendonça nº26 Alunos do 11º N
  3. 3. <ul><li>Princípio de falsificabilidade/ </li></ul><ul><li>Falsificação; </li></ul><ul><li>Critério de cientificidade; </li></ul><ul><li>Ciência/saber científico; </li></ul><ul><li>Teoria científica; </li></ul><ul><li>Falsificacionismo; </li></ul><ul><li>Refutação/ refutabilidade; </li></ul><ul><li>Conjectura; </li></ul><ul><li>Relação entre teoria e </li></ul><ul><li>observação; </li></ul><ul><li>Modo como se dá o </li></ul><ul><li>progresso científico; </li></ul><ul><li>Valor do conhecimento </li></ul><ul><li>científico. </li></ul>Conceitos chave epistemologia Popperiana
  4. 4. Prólogo <ul><li>“ (…) para Popper os homens de ciência seriam audaciosamente críticos, sempre preocupados em confrontar as suas teorias com a realidade. E seria desta maneira que a ciência avançaria.” (Marnoto, Ferreira & Garrão, 1988, p. 37) </li></ul>
  5. 5. Princípio de Falsicabilidade/ Falsificação <ul><li>Procurar verificações ou confirmações das teorias é, segundo Popper, uma tarefa vã, pois por muitos que sejam os factos a favor da teoria, estes nunca são suficientes para garantir que a teoria é verdadeira […]. O que caracteriza a actividade científica é, pelo contrário, a preocupação permanente de testar as teorias, procurando séria e empenhadamente casos que as possam falsificar. (Esc. Sec. Manuel Teixeira Gomes, 2002, p.7) </li></ul><ul><li>“ Não há forma de se provar a verdade de uma teoria científica; por mais corroborada que uma teoria seja, não está livre de crítica e no futuro poderá mostrar-se problemática e poderá ser substituída por outra.” (Silveira, s/d, p.4) </li></ul><ul><li>“ (...) [este princípio] é apenas outra maneira de formular o venerável critério dos indutivistas; não havia diferenças real entre as ideias de indução e de verificação” (Popper, 1986, pp. 87-88) </li></ul>
  6. 6. Critério de Cientificidade <ul><li>“ (…) há a necessidade de criar um critério de cientificidade que demarque apropriadamente as teorias científicas das que não têm estatuto científico. Popper rejeita o critério da verificabilidade enquanto resposta para este problema.” (Santos, s/d, s/p) </li></ul><ul><li>“ O falseamento deveria substituir a verificação como critério de cientificidade.” (Freire, 2005, s/, grafia no original) </li></ul><ul><li>Se queremos evitar o erro positivista de que o nosso critério da demarcação (equivale a exigir que todos os enunciados da ciência empírica sejam susceptíveis a uma decisão definitiva) elimine os sistemas teóricos da ciência natural, devemos eleger um critério que nos permita admitir (…) enunciados que podem verificar-se [isto é, falsificar-se] . (Popper, 1973 pp.39-40, cit. por Neves, 2004, p.213) </li></ul>
  7. 7. Ciência/ Saber científico <ul><li>“ Popper sustenta que o método da ciência se baseia em conjecturas e refutações. Os cientistas partem de problemas, propõem teorias para os resolver e depois submetem essas teorias a testes empíricos que visam a refutá-las.” (Popper, s/d, s/p cit. por Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p.168) </li></ul><ul><li>“ Popper reformulará inteiramente os dados do problema: a ciência não é indutiva (…),ela não constrói as suas hipóteses por indução nem as confirma por verificação. (…) as generalizações empíricas não são, não têm de ser, verificáveis , mas sim falsificáveis (…)” </li></ul>“ [Para Popper] A ciência tem a sua origem num nevoeiro de conjecturas acerca do modo como as coisas se passam.” (Vieira, 2005, s/p) (Alves, Arêdes & Carvalho, 1992, p.103)
  8. 8. “ As teorias podem ser vistas como livres criações da nossa mente, o resultado de uma intuição quase poética, da tentativa de compreender intuitivamente as leis da natureza” (Silveira, s/d, p.9) “ Uma teoria com possibilidade de ser falsificada pode ser caracterizada como Científica.” (Marin & Fernádez, s/d, p.4) “ Podemos, de facto, corrigir a nossa teoria, […] pode acontecer que uma pequena correcção reforce tal modo a teoria que ela acabe por explicar muito mais do que esperaríamos.” (Popper, 1989, s/p, cit. por Rodrigues, 2008, pp. 239-240) Teoria Científica
  9. 9. Falsicacionismo <ul><li>&quot;Essa é uma concepção de ciência que considera a abordagem crítica a sua característica mais importante. Para avaliar uma teoria o cientista deve indagar se pode ser criticada, se se expõe a críticas de todos os tipos e, em caso afirmativo, se resiste a essas críticas” (Silveira, s/d, p.7) </li></ul><ul><li>“ Popper defende que em ciência o método que [deve vigorar] é o método falsificacionista. Este método consiste em submeter permanentemente as hipóteses ou teorias científicas a testes e críticas no sentido de lhes detectar erros ou falhas. O papel dos testes é tentar mostrar que as teorias são falsas e não provar que são verdadeiras.” (Fil11, 2008, s/p) </li></ul><ul><li>  “ O falsicacionismo pode conduzir, nos casos extremos, à rejeição total de uma teoria e, noutros casos [quando falsificada e corroborada], pode conduzir a um melhoramento extraordinário .” (Popper, 1989, s/p, cit. por Rodrigues, 2008, p. 239/240) </li></ul>
  10. 10. Refutação, Refutabilidade… <ul><li>“ Para Popper, as verificações relevantes são aquelas que colocaram em risco a teoria, aquelas que aconteceram como decorrência de tentativas de teste (de refutação).” (Silveira, s/d, p.4) </li></ul><ul><li>“ (…) [A refutação] é o método pelo qual o nosso crescimento cresce.” (Alves , Arêdes & Carvalho, 1992, p.103) </li></ul><ul><li>“ As teorias refutadas integram o processo de aproximação à verdade por terem provocado a criação de teorias melhores…” (Reale & Antiseri, 1995, p. 1042- 1046, cit. por Rodrigues, 2008, p. 245) </li></ul>
  11. 11. Conjectura <ul><li>“ O progresso do conhecimento e, em particular, do nosso conhecimento científico, ocorre por meio de injustificadas antecipações, (…) de conjecturas, (…) são controladas por tentativas de refutação que incluem teses de enorme rigor crítico.” (Popper, 1973, p.39-40 cit. por Neves, 2004, p. 213) </li></ul><ul><li>“ Popper foi um dos autores que se opôs ao positivismo, apresentando o carácter conjectural da ciência. Falar de conjectura significa que a partir de alguns indícios ou probabilidades, formulam-se juízos que, hipoteticamente, se aceitam como explicativos dos fenómenos. Popper defende que no trabalho científico, primeiro inventam-se as hipóteses e depois faz-se o possível para as refutar.” ( Edusurfa, 2008, p. 2) </li></ul><ul><li>“ Sempre haverá a possibilidade de no futuro derivar da teoria uma consequência que seja incompatível com os factos e, portanto, as teorias científicas são sempre conjecturas.” (Silveira, s/d,p.4) </li></ul>
  12. 12. Relação entre teoria e observação <ul><li>“ A crença de que a Ciência procede da observação para a teoria é ainda tão firme e generalizada que a minha recusa em subscreve-la é frequentemente acolhida com incredulidade.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p.157) </li></ul><ul><li>“ Acredito que a teoria (…) sempre vem primeiro; que ela sempre precede a observação; e que o papel fundamental das observações e dos testes experimentais é mostrar que algumas de nossas teorias são falsas e, assim, estimular-nos a produzir outras melhores.” (Popper, 1975, p. 235-237, cit. por Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.212) </li></ul><ul><li>“ Pela metáfora do balde mental, nossos cérebros seriam como que baldes. [..] Seria da observação atenta e neutra da realidade que construiríamos o conhecimento. Pela metáfora do holofote, o processo de observação não é o começo da construção do conhecimento, pois a observação é precedida por problemas, interesse, que guiam o que procuraremos ver.” (Herculano, 2007, p.2, grafia no original) </li></ul>
  13. 13. Modo como se dá o progresso científico… <ul><li>“ O desenvolvimento do conhecimento ‘não é um processo repetitivo ou acumulativo, mas um processo de eliminação de erros’”. (Popper, s/d, s/p, cit. por Antunes , Estanqueiro & Vidigal, 1994, pp.204) </li></ul><ul><li>“ [O conhecimento, segundo Popper] desenvolve-se sempre como resultado da modificação de conhecimentos prévios” (Silveira, s/d, p.10) </li></ul><ul><li>“ (…) podemos dizer que o crescimento do conhecimento avança de velhos problemas para novos problemas, por meio de conjecturas e refutações.” (Popper, 1975, p.235-237, cit. por Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.212) </li></ul>
  14. 14. Valor do conhecimento científico <ul><li>&quot;O conhecimento científico só poderá proporcionar-nos conhecimentos verosímeis. (...) Todo o conhecimento científico é falível, ainda que aperfeiçoável.&quot; (Vincente, 2004, p.211) </li></ul><ul><li>“ [O]conhecimento não passa de uma teoria refutável. (…) Na perspectiva de Popper , não são científicas as teorias que estão absolutamente convencidas da sua verdade (…). São científicas as teorias que admitem o erro.” (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.204) </li></ul><ul><li>A posição de Popper nesta matéria liga-se à temática da refutabilidade ou falsificabilidade das hipóteses científicas. (…) Popper considera as proposições científicas em função da possibilidade que elas apresentam de ser criticadas e revistas. É sempre possível encontrar na experiência provas observacionais que verifiquem ou confirmem uma teoria . (Brandão da Luz, 2002, pp.173-182, grafia no original) </li></ul>
  15. 15. Epílogo <ul><li>“ Todas as grandes teorias da ciência significaram uma nova conquista do desconhecido, a previsão de algo nunca antes imaginado.” (Popper, 1986, p.269) </li></ul>
  16. 16. Referências bibliográficas: <ul><li>Almeida, A. , Teixeira, C. , Murcho, D. , Mateus, P. & Galvão, P. (2004). A arte de Pensar - 11º ano. . Lisboa: : Plátano Editora . </li></ul><ul><li>Alves, F. ; Arêdes, J. & Carvalho, J. (1992). Filosofia 11º ano. Lisboa: Texto Editora. </li></ul><ul><li>Antunes, A. ; Estanqueiro, A. & Vidigal, M. (1994). Filosofia 11º ano. Lisboa: Editorial Presença. </li></ul><ul><li>Edusurfa (2009). Ciência e hipótese: validade e verificabilidade das hipóteses Retirado em Fevereiro 25, 2009 de http://www.edusurfa.pt/mostra_pdf/?pdf=CienciaHipotese.pdf </li></ul><ul><li>Esc. Sec. Manuel Teixeira Gomes (2002). Prova global de introdução à filosofia Retirado em Março 1, 2009 de http://filosofia.esmtg.pt/11_ano/testes_provas/provaglobal11.2001_02.pdf </li></ul><ul><li>Fil11 (2008). Karl Popper e o falcificacionismo. Retirado em Fevereiro 24, 2009 de http://fil11.blogspot.com/2008/04/karl-popper-e-o-falsificacionismo.html </li></ul><ul><li>Freire Jr., O. (15/5/2005). Popper, Probabilidade e Mecânica Quântica. Retirado em Fevereiro 24, 2009 de http://www.ilea.ufrgs.br/episteme/portal/pdf/numero18/episteme18_artigo_freire_jr.pdf </li></ul><ul><li>Herculano, S. (2007). Metodologia das ciências sociais: elementos para um debate, Retirado em Março 1, 2009 de http://www.professores.uff.br/seleneherculano/Textos/metodologia-das-ciencias-sociais2.pdf </li></ul><ul><li>Luz, B. (2002). Introdução à Epistemologia. Conhecimento, Verdade e História Retirado em Março 1, 2009 de http://www.uac.pt/~jbluz/pdf/KarlPopper.pdf </li></ul><ul><li>Marin, S. & Fernández, R. (s/d). O pensamento de Karl Popper: As diferentes interpretações dos metodólogos da Ciência Económica. Retirado em Abril 12, 2009 de http://www.ufrgs.br/fce/rae/edicoes_anteriores/pdf_edicao41/artigo07.pd </li></ul><ul><li>Marnoto, I. ; Ferreira, L. R. & Garrão, M. (1988). Filosofia 11º. Lisboa: Texto Editora. </li></ul><ul><li>Neves, V. (2004) Filosofia 11º ano. Porto: Porto Editora. </li></ul><ul><li>Popper, K. (s/d). Conjecturas e Refutações </li></ul><ul><li>Rodrigues, L. (2008). Filosofia 11º ano. Lisboa. Plátano Editora. </li></ul><ul><li>Santos, L. (s/d). A ciência de Karl Popper. Retirado em Março, 2009 de http://nucleo-filosofia.blogspot.com </li></ul><ul><li>Silveira, F.L. (s/d). A Filosofia da ciência de Karl Popper: o racionalismo crítico. Retirado em Março 21, 2009 de http://www.if.ufrgs.br/~lang/POPPER.pdf </li></ul><ul><li>Vincente, N. (2004). Razão e Diálogo - 11º ano. Porto: Porto Editora </li></ul>

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