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Biologia 10ºAno
A pele e a sua integridade
A pele
 Maior órgão do nosso corpo.
 Possui 1,5 a 2 m2 de área.
 Pesa 16% (2,5Kg a 4Kg) do peso corporal.
Órgão externo que reveste e delimita o organismo, protegendo-o
através de inúmeras funções de relação com o exterior .
A pele
Pele:
- epiderme
- derme
Anexos da pele:
- Pêlos
- Unhas
- Glândulas (sudoríparas,
sebáceas, mamárias)
A estrutura da pele
A estrutura da pele
Hipoderme ou tecido celular subcutâneo
• A hipoderme constitui órgão interior e não pode ser considerada parte da pele
• Localizada abaixo da derme, a camada profunda da pele,
• Constituída por tecido conjuntivo laxo que contém fibras de colagénio e de
elastina;
A estrutura da pele
Hipoderme ou tecido celular subcutâneo
• A hipoderme fixa a pele às estruturas subjacentes e constitui um local de
armazenamento de gordura (isola o corpo das variações extremas do meio
ambiente ajudando a manter a temperatura do corpo);
• Dependendo do estado nutricional e da região do corpo pode conter uma
quantidade variável de tecido adiposo (constituído por células designadas de
adipócitos);
• Poucas áreas do corpo não possuem esse tecido; nestes locais, a pele está
fixada diretamente no osso. A pele das articulações e dos dedos apresenta
dobras e é enrugada porque está aderida ao osso;
• Local de administração de injeção subcutânea.
A estrutura da pele
Derme
• A derme, cório, cútis verdadeira
ou pele verdadeira é rija, flexível
e elástica.
• Mais espessa na superfície
dorsal do corpo que na ventral e
na parte lateral mais que na
medial dos membros,
excessivamente fina e delicada
nas pálpebras, escroto e pénis.
• Constituída por tecido conjuntivo denso irregular com quantidade variável de
fibras elásticas e numerosos nervos, vasos sanguíneos e linfáticos e poucas
células adiposas.
• Dividida em duas camadas: camada reticular, camada papilar
A estrutura da pele
Camada reticular:
- Mais espessa;
- Mais profunda;
- Tecido conjuntivo denso
fibroelástico, composto sobretudo
de fibras de colagénio responsáveis
pela elasticidade da pele;
- Na zona mais profunda da camada
reticular encontram-se glândulas
sudoríparas, glândulas sebáceas,
folículos do pêlo, vasos sanguíneos e
linfáticos e nervos.
- Numerosas papilas (são pequenas eminências cônicas de extremidades
arredondadas ou dilatadas, irrigadas por vasos e veias, e que contêm receptores
sensoriais) que aumentam a área de adesão com a epiderme para maior
possibilidade de trocas e maior resistência ao atrito.
A estrutura da pele
Camada papilar:
- Delgada;
- Mais superficial;
- Tecido conjuntivo frouxo com fibrilas
especiais de colagénio que mantêm a
derme e a epiderme presas;
- Existência de grande quantidade de
pequenos vasos sanguíneos
responsáveis pela nutrição e oxigenação
da epiderme;
A estrutura da pele
Epiderme
• Não é vascularizada;
• Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado;
• Espaços intercelulares preenchidos de lípidos contribuindo para a
impermeabilidade da epiderme em relação à água.
A estrutura da pele
Epiderme
• Células mais abundantes são
os queratinócitos que
produzem queratina (proteína
fibrosa).
A queratina pode ser mole
(pele e no interior dos pêlos)
ou dura (unhas e no exterior
dos pêlos). A queratina dura
torna as células mais duráveis
e estas células não
descamam.
A estrutura da pele
Epiderme
• Outros tipos celulares:
- melanócitos (produção de
melanina),
- células de Langerhans
(defesa do organismo),
- células de Merkel
(recetores sensoriais);
A estrutura da pele
Epiderme
• Epitélio estratificado dividido em,
da superfície para a derme:
- Camada córnea – células
achatadas e mortas repletas de
queratina, as células mais
superficiais descamam.
- Camada translúcida - células
mortas transparentes.
- Camada granulosa - células
repletas de grânulos de queratina,
morte das células ocorre nesta
camada.
A estrutura da pele
Epiderme
- camada espinhosa - células
cubóides ou ligeiramente
achatadas, mantidas juntas por
muitos desmossomas, com feixes
de filamentos de queratina .
- camada basal – queratinócitos
em constante divisão celular e
melanócitos.
A camada basal e a camada
espinhosa são por vezes denominadas
estrato germinativo.
A estrutura da pele
Os queratinócitos
da camada basal
acumulam queratina e
deslocam-se lentamente
para a superfície
transformando-se em
células de descamação
mortas do estrato
córneo que descamam e
são substituídas por
células mais profundas.
Funções da pele
Funções da pele:
• Favorece a produção de vitamina D com a exposição à luz solar;
• Proteção contra desidratação e atrito (queratina);
• Recebe informações sobre o ambiente (calor, frio, pressão, tato) e envia para
o sistema nervoso central (terminações nervosas sensitivas);
• Termorregulação do corpo (vasos sanguíneos, glândulas e tecido adiposo);
• Excreção de várias substâncias (glândulas sudoríparas);
• Proteção contra raios ultravioleta (melanina);
• Defesa contra microrganismos invasores (células do sistema imunitário).
A cor da pele
A cor da pele humana varia entre quase preto para quase sem cor.
A cor da pele é determinada primariamente pela quantidade e tipo
de melanina, o pigmento castanho escuro.
A cor da pele
A melanina é produzida pelos melanócitos .
Os melanócitos existem na membrana basal e emitem prolongamentos
(melanossomas) que lhes permitem depositar a melanina dentro dos
queratinócitos das camada basal e espinhosa.
A cor da pele
Regiões da pele onde se encontram…
A cor da pele
Todas as raças têm, praticamente o mesmo número de melanócitos, o
que muda é a quantidade de melanina produzida e o tamanho, número e a
distribuição dos melanossomas.
A cor da pele
Influenciada por muitos fatores:
- quantidade de melanina;
- quantidade de caroteno, um pigmento amarelo vegetal (cenouras e milho).
Encontra-se na camada córnea da epiderme e nas áreas gordurosas da
derme. Ingerido em excesso, pode causar na pele uma aparência amarelada.
- quantidade de capilares e cor do sangue que os percorre;
O aumento do fluxo sanguíneo produz uma cor vermelha na pele, diminuição
no fluxo sanguíneo torna a pele pálida, diminuição do conteúdo de oxigénio
no sangue produz uma cor azulada e denomina-se cianose.
A cor da pele
Influenciada por muitos fatores:
- genéticos;
ALBINISMO
Caraterística genética que
provoca uma deficiência ou
ausência de melanina na pele,
cabelo e olhos
A cor da pele
Influenciada por muitos fatores:
- hormonais;
Durante a gravidez certas hormonas provocam o
aumento da produção de melanina na mãe…
. Escurecimento dos mamilos, auréolas e órgãos
genitais;
. Escurecimento nas regiões malares, frontal e tórax
- máscara gravídica;
. Linha escura de pigmentação na linha média do
abdómen – linha nigra.
A cor da pele
Influenciada por muitos fatores:
- exposição a radiação ultravioleta ;
Provoca o escurecimento da melanina preexistente e a aceleração da
transferência de melanina para os queratinócitos, e numa segunda etapa, a
síntese de melanina é aumentada, originando o escurecimento da cor da pele.
Anexos da pele
Anexos da pele:
- Pêlos
- Unhas
- Glândulas (sudoríparas, sebáceas, mamárias)
Anexos da pele (pêlos)
Durante a gestação, o corpo do feto está
coberto de pelos curtos, finos, macios e sem pigmentação
– lanugo, que desaparecem no sétimo ou oitavo mês de
gestação, mas podem apresentar-se no recém-nascido,
desaparecendo no prazo de dias ou semanas. É
substituído por pêlos definitivos - penugem (pestanas,
sobrancelhas e couro cabeludo).
Durante a puberdade, a penugem é
substituída por pêlos terminais (destacam-se
axilas e genitais).
Anexos da pele (pelos)
O pêlo é constituído por células epiteliais mortas queratinizadas sendo
composto por um eixo central de células com queratina mole, a medula, que é
rodeada por um córtex de células com queratina dura.
O pêlo divide-se em: haste, raiz e bolbo piloso.
Anexos da pele (pelos)
A contração dos músculos eretores dos pêlos, que são músculos lisos,
põe os pêlos “em pé” e produz a “pele de galinha”, importante para o isolamento
térmico.
Anexos da pele (pelos)
A cor do pêlo é determinada pela quantidade e tipo de melanina produzida
pelos melanócitos localizados entre a papila e o epitélio da raiz do pelo (exceto
cabelo ruivo que resulta de um tipo modificado de melanina que contém ferro).
Com a idade, a quantidade de melanina no cabelo pode diminuir,
provocando uma descoloração ou tornando-o branco (sem melanina). O cabelo
grisalho é uma mistura de cabelos com cor, descolorados e brancos.
Anexos da pele (unhas)
Unhas - placas de células queratinizadas localizadas na superfície dorsal das
falanges terminais dos dedos (proteção das pontas dos dedos) .
Anexos da pele (unhas)
• A unha está implantada pela raiz da unha, num sulco da pele;
• A porção exposta é denominada corpo e a extremidade distal, borda livre.
• Parte da raiz da unha, a matriz da unha, produz o corpo da unha, por
proliferação e diferenciação de células epiteliais, que gradualmente se
queratinizam.
• Próximo da raiz da unha o tecido
não está firmemente aderido ao
tecido conjuntivo, mas apenas em
contacto com o mesmo e, por isso,
esta porção da unha é
esbranquiçada e chamada lúnula
devido a sua forma, sendo a zona
de crescimento mais ativo.
Anexos da pele (unhas)
• Crescem a uma velocidade média de 0,5 a 1,2mm por dia;
• As unhas dos dedos das mãos crescem mais rapidamente que as dos pés;
• Ao contrário do cabelo, crescem continuamente ao longo da vida.
Anexos da pele (glândulas)
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
• Produzem sebo, que engordura o pêlo e a
superfície da pele (proteção da pele contra
desidratação e inibição da proliferação das
bactérias);
• Situam-se na derme;
• Os seus ductos desembocam em folículos
pilosos; em certas regiões (lábios, mamilos),
os ductos abrem-se diretamente na
superfície;
• Distúrbios no fluxo da secreção forma a
acne.
Anexos da pele (glândulas)
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
• Muito abundantes nas palmas das mão, nas palmas dos pés, na face e no
peito; menos abundantes nas costas;
• Distinguem-se dois tipos: merócrinas e apócrinas.
Anexos da pele (glândulas)
• Produzem suor;
• O suor, ao atingir a superfície da
pele, evapora, fazendo baixar a
temperatura corporal;
• Permitem a excreção de substâncias
inúteis ao organismo;
• São tubulosas simples enoveladas,
cujos ductos abrem-se à superfície
da pele;
• Espalhadas pelo corpo, localizadas na
derme.
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS MERÓCRINAS
Anexos da pele (glândulas)
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS APÓCRINAS
• Produzem uma secreção orgânica
que pode ser degradada por
bactérias e originar o odor
corporal.
• Existem apenas nas axilas, regiões
perianal e pubiana e aréola
mamária;
• Glândulas de maior tamanho, com
partes secretoras muito dilatadas,
cujo o ducto desemboca num
folículo piloso;
• Localizadas na derme e hipoderme;
Anexos da pele (glândulas)
GLÂNDULAS CERUMINOSAS
• Glândulas sudoríparas modificadas existentes na orelha externa;
• Localizadas na hipoderme
• Os seus ductos abrem no canal auditivo ou nos ductos das glândulas sebáceas;
• A cera conjuntamente com o sebo produzido pelas glândulas sebáceas constitui
o cerúmen que, associado aos pelos do ouvido externo, protege da entrada de
microrganismos.
Anexos da pele (glândulas)
GLÂNDULAS MAMÁRIAS
• Glândula sudorípara modificada que produz leite;
• Constituída por sistema de ductos que ligam células secretoras envolvidos
por tecido conjuntivo, tecido adiposo, vasos sanguíneos e nervos.
Doenças de pele
PSORÍASE
• Doença crónica inflamatória;
• Não é contagiosa;
• Causa pode dever-se a:
PSORÍASE
• Doença que afeta a epiderme e a derme;
• Epiderme torna-se mais espessa e renova-se com mais rapidez, devido ao
aumento do número de mitoses;
• Epiderme que descama mais produzindo grandes escamas prateadas;
Doenças de pele
PSORÍASE
• Doença crónica, que pode ser controlada mas não tem cura.
Doenças de pele
ECZEMA ou DERMATITE
• Estados inflamatórios da pele.
• Caraterizada por prurido e vermelhidão
da pele;
• Entre o grupo de doenças estão a
dermatite atópica, dermatite de
contacto alérgica, dermatite de contacto
irritante e dermatite de estase.
• As causas podem ser: alergia, infeção,
circulação deficiente ou exposição e
fatores físicos como calor, frio e
radiação solar ou substâncias químicas.
Doenças de pele
VITILIGO
• Degradação e desaparecimento dos melanócitos em certas áreas da pele;
• Despigmentação localizada;
• Causa desconhecida, embora relacionado com distúrbios imunitários;
• Não contagiosa.
Doenças de pele
SINAIS DE ENVELHECIMENTO DA PELE:
• Rugas;
• Perda de densidade (pele mais fina e quebradiça);
• Perda de brilho;
• Aparecimento de manchas;
• Perda de volume e elasticidade (pele flácida)…
Envelhecimento da pele
Envelhecimento da pele
As alterações dermatológicas do envelhecimento são decorrentes
principalmente de :
Fatores internos (envelhecimento intrinseco)
•Fatores hormonais (diminuição dos níveis de estrógeno e progesterona) ;
• Fatores genéticos;
•Idade (envelhecimento cronológico) ;
•Distribuição de sangue menos eficiente (fluxo sanguíneo na pele diminui).
As alterações dermatológicas do envelhecimento são decorrentes,
principalmente, de:
Fatores externos:
• Fatores ambientais (sol – fotoenvelhecimento, poluição)
• Hábitos da paciente (fumo, abuso do álcool, atividade física, alimentação,
cuidados da pele)
• Condições gerais dos outros órgãos ( hepatite, aterosclerose)
• Doenças cutâneas ou sistémicos associados (diabetes, hipotiroidismo,
melanoma , carcinoma).
Envelhecimento da pele
Alterações na estrutura da pele:
• Renovação celular mais lenta;
• Menor produção de sebo para a
superfície;
• Diminuição de colagénio e elastina;
• Diminuição de glândulas sudoríparas;
• Diminuição do fluxo sanguíneo
(menos oxigénio e nutrientes para as
células);
• Diminuição do número de
melanócitos;
• Redução do número e tamanho de
células adiposas.
Envelhecimento da pele
Alterações na capacidade funcional:
• Aspereza e secura;
• Maior sensibilidade a raios UV;
• Cicatrização menos eficiente;
• Redução na função imunitária (mais
infeções);
• Perda de elasticidade (pele flácida);
• Aparecimento de rugas;
• Maior probabilidade de danos e
quebras capilares ( mais nódoas
negras);
• Perda de brilho;
• Perda de volume (rugas).
Envelhecimento da pele
CUIDADOS A TER NO TRATAMENTO DA PELE ENVELHECIDA
Vestuário: modo de vestir e de despir
• Roupa funcional e confortável, que se vista com facilidade, adequada ao clima,
preferencialmente em algodão;
• Calçado confortável, sola antiaderente;
• Proporcionar temperatura ambiente adequada ;
• Tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura.
Envelhecimento da pele
Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida :
Mobilizações e transferências
• Cumprir os princípios de transferências e mobilizações dos doentes,
minimizando as forças de fricção e torção;
• Evitar traumatismos (bater grades cama, cadeira de rodas, mobiliário ou
outros);
• Promover um ambiente seguro, e remover prováveis causas de trauma;
• Acolchoar equipamentos que possam causar trauma.
Envelhecimento da pele
Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida :
Alimentação e hidratação
• Fazer refeições em horários regulares;
• Comer de forma equilibrada: alimentos ricos em fibras, cereais integrais e
vegetais crus; reduzir o consumo de doces e gorduras;
• Oferecer, no intervalo das refeições, 6 a 8 copos de líquidos por dia (água,
leite, chá ou sumo de fruta);
Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida :
Higiene e Hidratação da Pele
• Evitar os cuidados de higiene por rotina (recomendável banho a cada 2 dias);
• Observar a integridade da pele durante o banho;
• Lavar a pele com água morna e sabonete neutro;
• Secar bem, sem friccionar, dando especial atenção ao espaço entre os dedos
das mãos e entre os dos pés, axilas, região submamária e abdómen;
Envelhecimento da pele
Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida :
Higiene e Hidratação da Pele
• Utilizar emolientes hipoalergénicos, para lubrificação da pele, pelo menos 2
vezes por dia e depois do banho;
• Usar cosméticos contendo extratos vegetais com teores elevados em ácidos
gordos essenciais capazes de restaurarem a barreira epidérmica.
• Empregar cosméticos contendo extractos cujos constituintes sejam
estimulantes celulares e que ativem a microcirculação.
• Usar cosméticos com protectores solares, de preferência naturais.
Envelhecimento da pele
Integridade cutânea
Integridade cutânea
Capacidade de manter integra, sem lesões ou rupturas, o maior órgão
humano, gerando equilíbrio em todas as suas funções.
A pele espelha a condição geral do paciente, sendo muitas doenças
manifestadas por alteração dermatológica. Portanto é, indispensável para a vida
humana a integridade da pele. Esta funciona como uma barreira entre os órgãos
internos e o ambiente externo constituindo uma proteção contra danos
mecânicos, microrganismos e radiação. Além disso, mantém o equilíbrio com o
meio externo, para garantir a manutenção vital interna.
Manutenção da integridade cutânea
HIGIENE E HIDRATAÇÃO
Objetivos do Banho:
• Proporcionar higiene e conforto;
• Estimular a circulação, a respiração da pele e o exercício;
• Manter a integridade da pele;
• Fazer observação física da pessoa, especialmente, da integridade da pele;
• Favorecer / estimular a independência da pessoa.
Tipos de banho:
• Banho de chuveiro;
• Banho de banheira (emersão);
• Banho na cama.
HIGIENE E HIDRATAÇÃO
ATENÇÃO!
Algumas pessoas idosas, doentes ou com incapacidades podem, às vezes
recusar tomar banho.
Pode ser que a pessoa tenha dificuldade em mover-se e tenha medo da água
ou de cair, pode ainda estar deprimida, sentir dores, tonturas ou mesmo sentir-
se envergonhada de ficar exposta a outra pessoa, especialmente se o cuidador
for do sexo oposto.
Respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre-se que confiança
conquista-se com carinho, tempo e respeito.
Manutenção da integridade cutânea
Manutenção da integridade cutânea
HIGIENE E HIDRATAÇÃO
Princípios básicos:
• Avaliar a necessidade do banho;
• Organizar o material;
• Verificar indicações e precauções específicas em relação ao movimento e
posicionamento;
• Verificar entubações e localização dos cateteres e sondas (soros, algálias);
• Lavar as mãos e calçar as luvas;
• Manter a pessoa confortável durante o banho.
Manutenção da integridade cutânea
ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO
A alimentação tem papel fundamental, pois fornece substâncias
necessárias às células, nutrindo-as. A deficiência de certos nutrientes pode
acarretar manifestações cutâneas.
A dieta deve ser equilibrada: rica em fibras, cereais integrais e
vegetais crus; reduzir o consumo de doces e gorduras; beber muita água para
hidratar a pele.
Vitamina C (síntese de colagénio), vitamina A, complexo B e zinco
melhoram o aspecto da pele e dão integridade ao epitélio.
Fontes de carotenóides (vegetais alaranjados) hidratam a pele,
deixando-a macia, combatem radicais livres e protegem contra os raios solares.
O ómega-3 e a vitamina E, por terem funções anti-inflamatórias.
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Com alterações da mobilidade, é fundamental que o profissional de
saúde tenha atenção redobrada com a pele da pessoa cuidada.
Para que haja um correcto posicionamento:
• Evitar arrastar o doente !
• Distribuir o peso do doente no colchão, evitando zonas de pressão.
• Colocar o doente em posições “naturais”. (respeitando o alinhamento
corporal).
• Não elevar a parte superior da cama mais que 30-35º quando o doente
estiver em posição lateral, de modo a evitar pressão de deslizamento.
• O tempo que um doente pode permanecer em qualquer posição, depende dos
meios e materiais usados, posição e estado geral.
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Um posicionamento para ser eficaz, deve:
• Promover conforto – posicionamento, sempre que possível, deve ser uma
opção conjunta entre o profissional de saúde e o utente;
• Prevenir alterações da força muscular, movimento e articulares - o
posicionamento escolhido deve facilitar a mobilidade e mobilização do
utente;
• Prevenir zonas de pressão - a mudança frequente de decúbitos contribui
como estimulo circulatório (movimento), induzindo o alivio constante das
zonas de pressão.
Posicionamento em Decúbito Dorsal (Barriga para cima)
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Totalmente dependente
Semi-dependente
Posicionamento em Decúbito Lateral (Deitado de lado)
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Totalmente dependente
Semi-dependente
Posicionamento em decúbito ventral (barriga para baixo)
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Posicionamento em Fowler (sentado)
Manutenção da integridade cutânea
MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
Manutenção da integridade cutânea
VESTUÁRIO
• O vestuário a utilizar, deve ter como princípio a não formação de zonas de
pressão excessiva nem “vincos” no seu vestuário.
• Não usar calçado apertado para evitar a fricção de sapatos contra a pele;
• Deve-se ter em atenção a exposição prolongada à humidade (sudação
frequente, urina ou fezes).
Manutenção da integridade cutânea
MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO
As quedas e acidentes são uns dos principais problemas que as
instituições de saúde e os familiares em casa têm com os pacientes.
Manutenção da integridade cutânea
MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO
As quedas e acidentes são uns dos principais problemas que as
instituições de saúde e os familiares em casa têm com os pacientes.
Causas:
• Alterações da visão;
• Alterações da audição;
• Alterações nas articulações;
• Alterações na tensão arterial;
• Efeito de medicamentos;
• Ambiente desconhecido;
• Pavimento e calçado;
• Mobiliário e escadas.
Fatores de risco:
• Fraqueza muscular;
• Problemas de equilíbrio;
• Problemas visuais;
• Necessidade de urinar frequentemente;
• Movimentos e reflexos mais lentos;
• Andar cambaleante ;
• Calçado mal ajustado;
• Má utilização de cadeiras de rodas de
andarilhos;
• Manobras para chamar a atenção.
Manutenção da integridade cutânea
MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO
Manutenção da integridade cutânea
MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO
Prevenção de quedas e acidentes:
• Prática de exercício;
• Vigilância da medicação para evitar erros e possíveis excessos;
• Sapatos bem ajustados e antiderrapantes;
• Evitar o uso de chinelos;
• Não usar camisas de noite nem robes compridos;
• Cobertores e colchas não devem ser compridos;
• Limpar o chão caso haja algum derrame e não permitir que o paciente ande
sobre superfícies húmidas;
• Mobília sem rodas e sem arestas aguçadas;
• Todas as cadeiras com apoio de braços;
• Interruptores acessíveis.
FERIDA AGUDA
Compromisso da integridade
da pele e tecidos subjacentes que
progride segundo um processo de
cicatrização normal.
São classificadas de acordo com o
tipo de lesão, exemplo: cirúrgica,
traumática.
FERIDA CRÓNICA
O processo normal da
cicatrização está alterado num ou
mais pontos das fases de
cicatrização e demoram mais tempo
do que o esperado.
São classificadas de acordo com a
patologia de base, exemplo: úlceras
venosas, úlceras de pressão
Feridas agudas e Feridas crónicas
Fatores de risco para aparecimento de feridas
• Quedas e acidentes.
• Doenças crónicas (diabetes, insuficiência venosa,…).
Áreas da superfície corporal localizadas que sofreram exposição
prolongada a pressões elevadas, fricção ou estiramento, de modo a impedir a
circulação local, com consequente destruição e/ou necrose tecidular.
Úlceras de pressão
Surgem nas zonas de compressão dos tecidos moles entre as
proeminências ósseas e uma superfície externa ou noutras zonas sujeitas a
pressão contínua.
Úlceras de pressão
CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO
Estágio I
Presença de eritema cutâneo que não desaparece ao fim de 15 min
de alívio da pressão. Apesar da integridade cutânea, já não está
presente resposta capilar.
Úlceras de pressão
.
CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO
Estágio II
A derme, epiderme ou ambas estão destruídas. Podem observar-se
flictenas e escoriações.
Úlceras de pressão
.
CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO
Estágio III
Ausência da pele, com lesão ou necrose do tecido subcutâneo, sem
atingir a fáscia muscular.
Úlceras de pressão
.
CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO
Estágio IV
Ausência total da pele com necrose do tecido subcutâneo ou lesão do
músculo, osso ou estruturas de suporte (tendão, cápsula articular, etc.).
Úlceras de pressão
.
Úlceras de pressão
PREVENÇÃO
• Cuidados de higiene e
hidratação da pele;
• Estado nutricional;
• Posicionamentos e
superfícies de apoio.
A cicatrização é um processo
sequencial de fases sobrepostas em
cascata que conduzem à reparação
dos tecidos lesados.
Cicatrização
CICATRIZAÇÃO
Cicatrização
Cicatrização
Fatores sistémicos (fatores relacionados ao paciente)
• Faixa etária (a idade avançada diminui a resposta inflamatória);
• Estado nutricional (indivíduos mal nutridos têm dificuldade em formar
cicatriz pela ausência de certas proteínas, metais - zinco, ferro - e
vitaminas importantes – vitaminas A e C - para a síntese de colágeno;
hipoproteinemia diminui a resposta imunológica, síntese de colágenio e
função fagocítica);
• Estado imunológico (a imunidade baixa prolonga a fase inflamatória e
predispõe a ocorrência de infecções);
FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
Cicatrização
Fatores sistémicos
• Doenças crónicas (diabetes - a síntese do colágeno está diminuída, assim
como a oxigenação local , obesidade, tiroidismo);
• Terapia medicamentosa associada (antiinflamatórios, antibióticos,
esteróides -retardam e alteram a cicatrização, e agentes quimioterápicos –
predispõem à infecção);
• Radioterapia;
• Tabagismo (hipóxia – diminuição de oxigénio local - e vasoconstricção, a
nicotina induz à isquemia tecidular).
FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
Higiene e Hidratação da Pele
Em relação à higiene e hidratação, é importante que esta não seja
descurada.
Recomenda-se a utilização de o sabonete neutro, uma vez que outros
tipos de sabonetes, em excesso, diminuem as proteções naturais da pele.
A aplicação de um creme hidratante é fundamental para evitar o
aparecimento de feridas, evitar que a pele fique seca e melhorar a
cicatrização. Os resultados de vários estudos mostram boas melhorias na
cicatrização com hidratação.
Cicatrização
FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
Mobilização
Promove a circulação sanguínea e assegura um aporte correto de
oxigénio a todas as células e tecidos do corpo, facilitando a cicatrização.
FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
Cicatrização
Cicatrização
Fatores intrínsecos (fatores relacionados à ferida)
• Tipo de tecido lesado;
• Localização da lesão;
• Dimensão e profundidade da lesão;
• Ocorrência de reações imunológicas ou auto imunes locais;
• Presença de secreções;
• Contaminação;
• Infecção local (bactérias prolongam a fase inflamatória e interferem na
epitelização, contração e deposição de colágenio)
• Oxigenação local (em caso de anóxia - ausencia de oxigénio, as células
inflamatórias têm dificuldade de chegar à zona lesada, dificultando a
proliferação dos fibroblastos e a síntese de colágenio);
FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
Cicatrização
Fatores intrínsecos (fatores relacionados à ferida)
• Hemorragia (o acúmulo de sangue cria espaços mortos que interferem na
cicatrização);
• Presença de corpos estranhos (prolonga a fase inflamatória, obstáculo
físico para a cicatrização, além de servir como ambiente de crescimento
de batérias);
• Hematoma;
• Edema (pressão tecidular elevada provocando hipóxia tecidual) ;
• Necrose tecidular
• Isquémia (pode causar apoptose de células endoteliais e disfunção de
neutrófilos e fibroblastos);
• Temperatura;
FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE DOS PENSOS
Penso - técnica de cuidados locais, exigidos pelo estado ou evolução de uma
ferida.
Objetivos .
• Prevenir a infeção;
• Promover a cicatrização;
• Minimizar lesões cutâneas;
• Prevenir hemorragia;
• Prevenir a laceração da pele circundante;
• Promover o conforto físico e psíquico;
• Impedir o contacto da ferida com o exterior;
• Favorecer a absorção de exsudado.
O Técnico Auxiliar de Saúde deve, ao
realizar prestação de cuidados ao doente,
ter em atenção a não conspurcação dos
pensos, bem como manter a zona do penso
limpa e seca.
Cicatrização
Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde,
pode executar sozinho/a:
• Tarefas de hidratação, massagem e limpeza da pele do doente.
• Estar alerta para situações de risco ou presença de ferida ou úlcera de
pressão, avisando o enfermeiro da situação.
Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de
executar sob sua supervisão direta:
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enfermeiro na realização de tratamentos a feridas ao doente.
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  • 1. Biologia 10ºAno A pele e a sua integridade
  • 2. A pele  Maior órgão do nosso corpo.  Possui 1,5 a 2 m2 de área.  Pesa 16% (2,5Kg a 4Kg) do peso corporal. Órgão externo que reveste e delimita o organismo, protegendo-o através de inúmeras funções de relação com o exterior .
  • 3. A pele Pele: - epiderme - derme Anexos da pele: - Pêlos - Unhas - Glândulas (sudoríparas, sebáceas, mamárias)
  • 5. A estrutura da pele Hipoderme ou tecido celular subcutâneo • A hipoderme constitui órgão interior e não pode ser considerada parte da pele • Localizada abaixo da derme, a camada profunda da pele, • Constituída por tecido conjuntivo laxo que contém fibras de colagénio e de elastina;
  • 6. A estrutura da pele Hipoderme ou tecido celular subcutâneo • A hipoderme fixa a pele às estruturas subjacentes e constitui um local de armazenamento de gordura (isola o corpo das variações extremas do meio ambiente ajudando a manter a temperatura do corpo); • Dependendo do estado nutricional e da região do corpo pode conter uma quantidade variável de tecido adiposo (constituído por células designadas de adipócitos); • Poucas áreas do corpo não possuem esse tecido; nestes locais, a pele está fixada diretamente no osso. A pele das articulações e dos dedos apresenta dobras e é enrugada porque está aderida ao osso; • Local de administração de injeção subcutânea.
  • 7. A estrutura da pele Derme • A derme, cório, cútis verdadeira ou pele verdadeira é rija, flexível e elástica. • Mais espessa na superfície dorsal do corpo que na ventral e na parte lateral mais que na medial dos membros, excessivamente fina e delicada nas pálpebras, escroto e pénis. • Constituída por tecido conjuntivo denso irregular com quantidade variável de fibras elásticas e numerosos nervos, vasos sanguíneos e linfáticos e poucas células adiposas. • Dividida em duas camadas: camada reticular, camada papilar
  • 8. A estrutura da pele Camada reticular: - Mais espessa; - Mais profunda; - Tecido conjuntivo denso fibroelástico, composto sobretudo de fibras de colagénio responsáveis pela elasticidade da pele; - Na zona mais profunda da camada reticular encontram-se glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, folículos do pêlo, vasos sanguíneos e linfáticos e nervos.
  • 9. - Numerosas papilas (são pequenas eminências cônicas de extremidades arredondadas ou dilatadas, irrigadas por vasos e veias, e que contêm receptores sensoriais) que aumentam a área de adesão com a epiderme para maior possibilidade de trocas e maior resistência ao atrito. A estrutura da pele Camada papilar: - Delgada; - Mais superficial; - Tecido conjuntivo frouxo com fibrilas especiais de colagénio que mantêm a derme e a epiderme presas; - Existência de grande quantidade de pequenos vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição e oxigenação da epiderme;
  • 10. A estrutura da pele Epiderme • Não é vascularizada; • Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado; • Espaços intercelulares preenchidos de lípidos contribuindo para a impermeabilidade da epiderme em relação à água.
  • 11. A estrutura da pele Epiderme • Células mais abundantes são os queratinócitos que produzem queratina (proteína fibrosa). A queratina pode ser mole (pele e no interior dos pêlos) ou dura (unhas e no exterior dos pêlos). A queratina dura torna as células mais duráveis e estas células não descamam.
  • 12. A estrutura da pele Epiderme • Outros tipos celulares: - melanócitos (produção de melanina), - células de Langerhans (defesa do organismo), - células de Merkel (recetores sensoriais);
  • 13. A estrutura da pele Epiderme • Epitélio estratificado dividido em, da superfície para a derme: - Camada córnea – células achatadas e mortas repletas de queratina, as células mais superficiais descamam. - Camada translúcida - células mortas transparentes. - Camada granulosa - células repletas de grânulos de queratina, morte das células ocorre nesta camada.
  • 14. A estrutura da pele Epiderme - camada espinhosa - células cubóides ou ligeiramente achatadas, mantidas juntas por muitos desmossomas, com feixes de filamentos de queratina . - camada basal – queratinócitos em constante divisão celular e melanócitos. A camada basal e a camada espinhosa são por vezes denominadas estrato germinativo.
  • 15. A estrutura da pele Os queratinócitos da camada basal acumulam queratina e deslocam-se lentamente para a superfície transformando-se em células de descamação mortas do estrato córneo que descamam e são substituídas por células mais profundas.
  • 16. Funções da pele Funções da pele: • Favorece a produção de vitamina D com a exposição à luz solar; • Proteção contra desidratação e atrito (queratina); • Recebe informações sobre o ambiente (calor, frio, pressão, tato) e envia para o sistema nervoso central (terminações nervosas sensitivas); • Termorregulação do corpo (vasos sanguíneos, glândulas e tecido adiposo); • Excreção de várias substâncias (glândulas sudoríparas); • Proteção contra raios ultravioleta (melanina); • Defesa contra microrganismos invasores (células do sistema imunitário).
  • 17. A cor da pele A cor da pele humana varia entre quase preto para quase sem cor. A cor da pele é determinada primariamente pela quantidade e tipo de melanina, o pigmento castanho escuro.
  • 18. A cor da pele A melanina é produzida pelos melanócitos . Os melanócitos existem na membrana basal e emitem prolongamentos (melanossomas) que lhes permitem depositar a melanina dentro dos queratinócitos das camada basal e espinhosa.
  • 19. A cor da pele Regiões da pele onde se encontram…
  • 20. A cor da pele Todas as raças têm, praticamente o mesmo número de melanócitos, o que muda é a quantidade de melanina produzida e o tamanho, número e a distribuição dos melanossomas.
  • 21. A cor da pele Influenciada por muitos fatores: - quantidade de melanina; - quantidade de caroteno, um pigmento amarelo vegetal (cenouras e milho). Encontra-se na camada córnea da epiderme e nas áreas gordurosas da derme. Ingerido em excesso, pode causar na pele uma aparência amarelada. - quantidade de capilares e cor do sangue que os percorre; O aumento do fluxo sanguíneo produz uma cor vermelha na pele, diminuição no fluxo sanguíneo torna a pele pálida, diminuição do conteúdo de oxigénio no sangue produz uma cor azulada e denomina-se cianose.
  • 22. A cor da pele Influenciada por muitos fatores: - genéticos; ALBINISMO Caraterística genética que provoca uma deficiência ou ausência de melanina na pele, cabelo e olhos
  • 23. A cor da pele Influenciada por muitos fatores: - hormonais; Durante a gravidez certas hormonas provocam o aumento da produção de melanina na mãe… . Escurecimento dos mamilos, auréolas e órgãos genitais; . Escurecimento nas regiões malares, frontal e tórax - máscara gravídica; . Linha escura de pigmentação na linha média do abdómen – linha nigra.
  • 24. A cor da pele Influenciada por muitos fatores: - exposição a radiação ultravioleta ; Provoca o escurecimento da melanina preexistente e a aceleração da transferência de melanina para os queratinócitos, e numa segunda etapa, a síntese de melanina é aumentada, originando o escurecimento da cor da pele.
  • 25. Anexos da pele Anexos da pele: - Pêlos - Unhas - Glândulas (sudoríparas, sebáceas, mamárias)
  • 26. Anexos da pele (pêlos) Durante a gestação, o corpo do feto está coberto de pelos curtos, finos, macios e sem pigmentação – lanugo, que desaparecem no sétimo ou oitavo mês de gestação, mas podem apresentar-se no recém-nascido, desaparecendo no prazo de dias ou semanas. É substituído por pêlos definitivos - penugem (pestanas, sobrancelhas e couro cabeludo). Durante a puberdade, a penugem é substituída por pêlos terminais (destacam-se axilas e genitais).
  • 27. Anexos da pele (pelos) O pêlo é constituído por células epiteliais mortas queratinizadas sendo composto por um eixo central de células com queratina mole, a medula, que é rodeada por um córtex de células com queratina dura. O pêlo divide-se em: haste, raiz e bolbo piloso.
  • 28. Anexos da pele (pelos) A contração dos músculos eretores dos pêlos, que são músculos lisos, põe os pêlos “em pé” e produz a “pele de galinha”, importante para o isolamento térmico.
  • 29. Anexos da pele (pelos) A cor do pêlo é determinada pela quantidade e tipo de melanina produzida pelos melanócitos localizados entre a papila e o epitélio da raiz do pelo (exceto cabelo ruivo que resulta de um tipo modificado de melanina que contém ferro). Com a idade, a quantidade de melanina no cabelo pode diminuir, provocando uma descoloração ou tornando-o branco (sem melanina). O cabelo grisalho é uma mistura de cabelos com cor, descolorados e brancos.
  • 30. Anexos da pele (unhas) Unhas - placas de células queratinizadas localizadas na superfície dorsal das falanges terminais dos dedos (proteção das pontas dos dedos) .
  • 31. Anexos da pele (unhas) • A unha está implantada pela raiz da unha, num sulco da pele; • A porção exposta é denominada corpo e a extremidade distal, borda livre. • Parte da raiz da unha, a matriz da unha, produz o corpo da unha, por proliferação e diferenciação de células epiteliais, que gradualmente se queratinizam. • Próximo da raiz da unha o tecido não está firmemente aderido ao tecido conjuntivo, mas apenas em contacto com o mesmo e, por isso, esta porção da unha é esbranquiçada e chamada lúnula devido a sua forma, sendo a zona de crescimento mais ativo.
  • 32. Anexos da pele (unhas) • Crescem a uma velocidade média de 0,5 a 1,2mm por dia; • As unhas dos dedos das mãos crescem mais rapidamente que as dos pés; • Ao contrário do cabelo, crescem continuamente ao longo da vida.
  • 33. Anexos da pele (glândulas) GLÂNDULAS SEBÁCEAS • Produzem sebo, que engordura o pêlo e a superfície da pele (proteção da pele contra desidratação e inibição da proliferação das bactérias); • Situam-se na derme; • Os seus ductos desembocam em folículos pilosos; em certas regiões (lábios, mamilos), os ductos abrem-se diretamente na superfície; • Distúrbios no fluxo da secreção forma a acne.
  • 34. Anexos da pele (glândulas) GLÂNDULAS SUDORÍPARAS • Muito abundantes nas palmas das mão, nas palmas dos pés, na face e no peito; menos abundantes nas costas; • Distinguem-se dois tipos: merócrinas e apócrinas.
  • 35. Anexos da pele (glândulas) • Produzem suor; • O suor, ao atingir a superfície da pele, evapora, fazendo baixar a temperatura corporal; • Permitem a excreção de substâncias inúteis ao organismo; • São tubulosas simples enoveladas, cujos ductos abrem-se à superfície da pele; • Espalhadas pelo corpo, localizadas na derme. GLÂNDULAS SUDORÍPARAS MERÓCRINAS
  • 36. Anexos da pele (glândulas) GLÂNDULAS SUDORÍPARAS APÓCRINAS • Produzem uma secreção orgânica que pode ser degradada por bactérias e originar o odor corporal. • Existem apenas nas axilas, regiões perianal e pubiana e aréola mamária; • Glândulas de maior tamanho, com partes secretoras muito dilatadas, cujo o ducto desemboca num folículo piloso; • Localizadas na derme e hipoderme;
  • 37. Anexos da pele (glândulas) GLÂNDULAS CERUMINOSAS • Glândulas sudoríparas modificadas existentes na orelha externa; • Localizadas na hipoderme • Os seus ductos abrem no canal auditivo ou nos ductos das glândulas sebáceas; • A cera conjuntamente com o sebo produzido pelas glândulas sebáceas constitui o cerúmen que, associado aos pelos do ouvido externo, protege da entrada de microrganismos.
  • 38. Anexos da pele (glândulas) GLÂNDULAS MAMÁRIAS • Glândula sudorípara modificada que produz leite; • Constituída por sistema de ductos que ligam células secretoras envolvidos por tecido conjuntivo, tecido adiposo, vasos sanguíneos e nervos.
  • 39. Doenças de pele PSORÍASE • Doença crónica inflamatória; • Não é contagiosa; • Causa pode dever-se a:
  • 40. PSORÍASE • Doença que afeta a epiderme e a derme; • Epiderme torna-se mais espessa e renova-se com mais rapidez, devido ao aumento do número de mitoses; • Epiderme que descama mais produzindo grandes escamas prateadas; Doenças de pele
  • 41. PSORÍASE • Doença crónica, que pode ser controlada mas não tem cura. Doenças de pele
  • 42. ECZEMA ou DERMATITE • Estados inflamatórios da pele. • Caraterizada por prurido e vermelhidão da pele; • Entre o grupo de doenças estão a dermatite atópica, dermatite de contacto alérgica, dermatite de contacto irritante e dermatite de estase. • As causas podem ser: alergia, infeção, circulação deficiente ou exposição e fatores físicos como calor, frio e radiação solar ou substâncias químicas. Doenças de pele
  • 43. VITILIGO • Degradação e desaparecimento dos melanócitos em certas áreas da pele; • Despigmentação localizada; • Causa desconhecida, embora relacionado com distúrbios imunitários; • Não contagiosa. Doenças de pele
  • 44. SINAIS DE ENVELHECIMENTO DA PELE: • Rugas; • Perda de densidade (pele mais fina e quebradiça); • Perda de brilho; • Aparecimento de manchas; • Perda de volume e elasticidade (pele flácida)… Envelhecimento da pele
  • 45. Envelhecimento da pele As alterações dermatológicas do envelhecimento são decorrentes principalmente de : Fatores internos (envelhecimento intrinseco) •Fatores hormonais (diminuição dos níveis de estrógeno e progesterona) ; • Fatores genéticos; •Idade (envelhecimento cronológico) ; •Distribuição de sangue menos eficiente (fluxo sanguíneo na pele diminui).
  • 46. As alterações dermatológicas do envelhecimento são decorrentes, principalmente, de: Fatores externos: • Fatores ambientais (sol – fotoenvelhecimento, poluição) • Hábitos da paciente (fumo, abuso do álcool, atividade física, alimentação, cuidados da pele) • Condições gerais dos outros órgãos ( hepatite, aterosclerose) • Doenças cutâneas ou sistémicos associados (diabetes, hipotiroidismo, melanoma , carcinoma). Envelhecimento da pele
  • 47. Alterações na estrutura da pele: • Renovação celular mais lenta; • Menor produção de sebo para a superfície; • Diminuição de colagénio e elastina; • Diminuição de glândulas sudoríparas; • Diminuição do fluxo sanguíneo (menos oxigénio e nutrientes para as células); • Diminuição do número de melanócitos; • Redução do número e tamanho de células adiposas. Envelhecimento da pele Alterações na capacidade funcional: • Aspereza e secura; • Maior sensibilidade a raios UV; • Cicatrização menos eficiente; • Redução na função imunitária (mais infeções); • Perda de elasticidade (pele flácida); • Aparecimento de rugas; • Maior probabilidade de danos e quebras capilares ( mais nódoas negras); • Perda de brilho; • Perda de volume (rugas).
  • 48. Envelhecimento da pele CUIDADOS A TER NO TRATAMENTO DA PELE ENVELHECIDA Vestuário: modo de vestir e de despir • Roupa funcional e confortável, que se vista com facilidade, adequada ao clima, preferencialmente em algodão; • Calçado confortável, sola antiaderente; • Proporcionar temperatura ambiente adequada ; • Tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura.
  • 49. Envelhecimento da pele Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida : Mobilizações e transferências • Cumprir os princípios de transferências e mobilizações dos doentes, minimizando as forças de fricção e torção; • Evitar traumatismos (bater grades cama, cadeira de rodas, mobiliário ou outros); • Promover um ambiente seguro, e remover prováveis causas de trauma; • Acolchoar equipamentos que possam causar trauma.
  • 50. Envelhecimento da pele Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida : Alimentação e hidratação • Fazer refeições em horários regulares; • Comer de forma equilibrada: alimentos ricos em fibras, cereais integrais e vegetais crus; reduzir o consumo de doces e gorduras; • Oferecer, no intervalo das refeições, 6 a 8 copos de líquidos por dia (água, leite, chá ou sumo de fruta);
  • 51. Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida : Higiene e Hidratação da Pele • Evitar os cuidados de higiene por rotina (recomendável banho a cada 2 dias); • Observar a integridade da pele durante o banho; • Lavar a pele com água morna e sabonete neutro; • Secar bem, sem friccionar, dando especial atenção ao espaço entre os dedos das mãos e entre os dos pés, axilas, região submamária e abdómen; Envelhecimento da pele
  • 52. Cuidados a ter no tratamento da pele envelhecida : Higiene e Hidratação da Pele • Utilizar emolientes hipoalergénicos, para lubrificação da pele, pelo menos 2 vezes por dia e depois do banho; • Usar cosméticos contendo extratos vegetais com teores elevados em ácidos gordos essenciais capazes de restaurarem a barreira epidérmica. • Empregar cosméticos contendo extractos cujos constituintes sejam estimulantes celulares e que ativem a microcirculação. • Usar cosméticos com protectores solares, de preferência naturais. Envelhecimento da pele
  • 53. Integridade cutânea Integridade cutânea Capacidade de manter integra, sem lesões ou rupturas, o maior órgão humano, gerando equilíbrio em todas as suas funções. A pele espelha a condição geral do paciente, sendo muitas doenças manifestadas por alteração dermatológica. Portanto é, indispensável para a vida humana a integridade da pele. Esta funciona como uma barreira entre os órgãos internos e o ambiente externo constituindo uma proteção contra danos mecânicos, microrganismos e radiação. Além disso, mantém o equilíbrio com o meio externo, para garantir a manutenção vital interna.
  • 54. Manutenção da integridade cutânea HIGIENE E HIDRATAÇÃO Objetivos do Banho: • Proporcionar higiene e conforto; • Estimular a circulação, a respiração da pele e o exercício; • Manter a integridade da pele; • Fazer observação física da pessoa, especialmente, da integridade da pele; • Favorecer / estimular a independência da pessoa. Tipos de banho: • Banho de chuveiro; • Banho de banheira (emersão); • Banho na cama.
  • 55. HIGIENE E HIDRATAÇÃO ATENÇÃO! Algumas pessoas idosas, doentes ou com incapacidades podem, às vezes recusar tomar banho. Pode ser que a pessoa tenha dificuldade em mover-se e tenha medo da água ou de cair, pode ainda estar deprimida, sentir dores, tonturas ou mesmo sentir- se envergonhada de ficar exposta a outra pessoa, especialmente se o cuidador for do sexo oposto. Respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre-se que confiança conquista-se com carinho, tempo e respeito. Manutenção da integridade cutânea
  • 56. Manutenção da integridade cutânea HIGIENE E HIDRATAÇÃO Princípios básicos: • Avaliar a necessidade do banho; • Organizar o material; • Verificar indicações e precauções específicas em relação ao movimento e posicionamento; • Verificar entubações e localização dos cateteres e sondas (soros, algálias); • Lavar as mãos e calçar as luvas; • Manter a pessoa confortável durante o banho.
  • 57. Manutenção da integridade cutânea ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO A alimentação tem papel fundamental, pois fornece substâncias necessárias às células, nutrindo-as. A deficiência de certos nutrientes pode acarretar manifestações cutâneas. A dieta deve ser equilibrada: rica em fibras, cereais integrais e vegetais crus; reduzir o consumo de doces e gorduras; beber muita água para hidratar a pele. Vitamina C (síntese de colagénio), vitamina A, complexo B e zinco melhoram o aspecto da pele e dão integridade ao epitélio. Fontes de carotenóides (vegetais alaranjados) hidratam a pele, deixando-a macia, combatem radicais livres e protegem contra os raios solares. O ómega-3 e a vitamina E, por terem funções anti-inflamatórias.
  • 58. Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS Com alterações da mobilidade, é fundamental que o profissional de saúde tenha atenção redobrada com a pele da pessoa cuidada. Para que haja um correcto posicionamento: • Evitar arrastar o doente ! • Distribuir o peso do doente no colchão, evitando zonas de pressão. • Colocar o doente em posições “naturais”. (respeitando o alinhamento corporal). • Não elevar a parte superior da cama mais que 30-35º quando o doente estiver em posição lateral, de modo a evitar pressão de deslizamento. • O tempo que um doente pode permanecer em qualquer posição, depende dos meios e materiais usados, posição e estado geral.
  • 59. Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS Um posicionamento para ser eficaz, deve: • Promover conforto – posicionamento, sempre que possível, deve ser uma opção conjunta entre o profissional de saúde e o utente; • Prevenir alterações da força muscular, movimento e articulares - o posicionamento escolhido deve facilitar a mobilidade e mobilização do utente; • Prevenir zonas de pressão - a mudança frequente de decúbitos contribui como estimulo circulatório (movimento), induzindo o alivio constante das zonas de pressão.
  • 60. Posicionamento em Decúbito Dorsal (Barriga para cima) Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS Totalmente dependente Semi-dependente
  • 61. Posicionamento em Decúbito Lateral (Deitado de lado) Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS Totalmente dependente Semi-dependente
  • 62. Posicionamento em decúbito ventral (barriga para baixo) Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
  • 63. Posicionamento em Fowler (sentado) Manutenção da integridade cutânea MOBILIDADE E ALTERNÂNCIA DE POSICIONAMENTOS
  • 64. Manutenção da integridade cutânea VESTUÁRIO • O vestuário a utilizar, deve ter como princípio a não formação de zonas de pressão excessiva nem “vincos” no seu vestuário. • Não usar calçado apertado para evitar a fricção de sapatos contra a pele; • Deve-se ter em atenção a exposição prolongada à humidade (sudação frequente, urina ou fezes).
  • 65. Manutenção da integridade cutânea MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO As quedas e acidentes são uns dos principais problemas que as instituições de saúde e os familiares em casa têm com os pacientes.
  • 66. Manutenção da integridade cutânea MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO As quedas e acidentes são uns dos principais problemas que as instituições de saúde e os familiares em casa têm com os pacientes. Causas: • Alterações da visão; • Alterações da audição; • Alterações nas articulações; • Alterações na tensão arterial; • Efeito de medicamentos; • Ambiente desconhecido; • Pavimento e calçado; • Mobiliário e escadas. Fatores de risco: • Fraqueza muscular; • Problemas de equilíbrio; • Problemas visuais; • Necessidade de urinar frequentemente; • Movimentos e reflexos mais lentos; • Andar cambaleante ; • Calçado mal ajustado; • Má utilização de cadeiras de rodas de andarilhos; • Manobras para chamar a atenção.
  • 67. Manutenção da integridade cutânea MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO
  • 68. Manutenção da integridade cutânea MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO Prevenção de quedas e acidentes: • Prática de exercício; • Vigilância da medicação para evitar erros e possíveis excessos; • Sapatos bem ajustados e antiderrapantes; • Evitar o uso de chinelos; • Não usar camisas de noite nem robes compridos; • Cobertores e colchas não devem ser compridos; • Limpar o chão caso haja algum derrame e não permitir que o paciente ande sobre superfícies húmidas; • Mobília sem rodas e sem arestas aguçadas; • Todas as cadeiras com apoio de braços; • Interruptores acessíveis.
  • 69. FERIDA AGUDA Compromisso da integridade da pele e tecidos subjacentes que progride segundo um processo de cicatrização normal. São classificadas de acordo com o tipo de lesão, exemplo: cirúrgica, traumática. FERIDA CRÓNICA O processo normal da cicatrização está alterado num ou mais pontos das fases de cicatrização e demoram mais tempo do que o esperado. São classificadas de acordo com a patologia de base, exemplo: úlceras venosas, úlceras de pressão Feridas agudas e Feridas crónicas
  • 70. Fatores de risco para aparecimento de feridas • Quedas e acidentes. • Doenças crónicas (diabetes, insuficiência venosa,…).
  • 71. Áreas da superfície corporal localizadas que sofreram exposição prolongada a pressões elevadas, fricção ou estiramento, de modo a impedir a circulação local, com consequente destruição e/ou necrose tecidular. Úlceras de pressão
  • 72. Surgem nas zonas de compressão dos tecidos moles entre as proeminências ósseas e uma superfície externa ou noutras zonas sujeitas a pressão contínua. Úlceras de pressão
  • 73. CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO Estágio I Presença de eritema cutâneo que não desaparece ao fim de 15 min de alívio da pressão. Apesar da integridade cutânea, já não está presente resposta capilar. Úlceras de pressão .
  • 74. CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO Estágio II A derme, epiderme ou ambas estão destruídas. Podem observar-se flictenas e escoriações. Úlceras de pressão .
  • 75. CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO Estágio III Ausência da pele, com lesão ou necrose do tecido subcutâneo, sem atingir a fáscia muscular. Úlceras de pressão .
  • 76. CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO Estágio IV Ausência total da pele com necrose do tecido subcutâneo ou lesão do músculo, osso ou estruturas de suporte (tendão, cápsula articular, etc.). Úlceras de pressão .
  • 77. Úlceras de pressão PREVENÇÃO • Cuidados de higiene e hidratação da pele; • Estado nutricional; • Posicionamentos e superfícies de apoio.
  • 78. A cicatrização é um processo sequencial de fases sobrepostas em cascata que conduzem à reparação dos tecidos lesados. Cicatrização
  • 81. Cicatrização Fatores sistémicos (fatores relacionados ao paciente) • Faixa etária (a idade avançada diminui a resposta inflamatória); • Estado nutricional (indivíduos mal nutridos têm dificuldade em formar cicatriz pela ausência de certas proteínas, metais - zinco, ferro - e vitaminas importantes – vitaminas A e C - para a síntese de colágeno; hipoproteinemia diminui a resposta imunológica, síntese de colágenio e função fagocítica); • Estado imunológico (a imunidade baixa prolonga a fase inflamatória e predispõe a ocorrência de infecções); FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
  • 82. Cicatrização Fatores sistémicos • Doenças crónicas (diabetes - a síntese do colágeno está diminuída, assim como a oxigenação local , obesidade, tiroidismo); • Terapia medicamentosa associada (antiinflamatórios, antibióticos, esteróides -retardam e alteram a cicatrização, e agentes quimioterápicos – predispõem à infecção); • Radioterapia; • Tabagismo (hipóxia – diminuição de oxigénio local - e vasoconstricção, a nicotina induz à isquemia tecidular). FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
  • 83. Higiene e Hidratação da Pele Em relação à higiene e hidratação, é importante que esta não seja descurada. Recomenda-se a utilização de o sabonete neutro, uma vez que outros tipos de sabonetes, em excesso, diminuem as proteções naturais da pele. A aplicação de um creme hidratante é fundamental para evitar o aparecimento de feridas, evitar que a pele fique seca e melhorar a cicatrização. Os resultados de vários estudos mostram boas melhorias na cicatrização com hidratação. Cicatrização FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
  • 84. Mobilização Promove a circulação sanguínea e assegura um aporte correto de oxigénio a todas as células e tecidos do corpo, facilitando a cicatrização. FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO Cicatrização
  • 85. Cicatrização Fatores intrínsecos (fatores relacionados à ferida) • Tipo de tecido lesado; • Localização da lesão; • Dimensão e profundidade da lesão; • Ocorrência de reações imunológicas ou auto imunes locais; • Presença de secreções; • Contaminação; • Infecção local (bactérias prolongam a fase inflamatória e interferem na epitelização, contração e deposição de colágenio) • Oxigenação local (em caso de anóxia - ausencia de oxigénio, as células inflamatórias têm dificuldade de chegar à zona lesada, dificultando a proliferação dos fibroblastos e a síntese de colágenio); FATORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
  • 86. Cicatrização Fatores intrínsecos (fatores relacionados à ferida) • Hemorragia (o acúmulo de sangue cria espaços mortos que interferem na cicatrização); • Presença de corpos estranhos (prolonga a fase inflamatória, obstáculo físico para a cicatrização, além de servir como ambiente de crescimento de batérias); • Hematoma; • Edema (pressão tecidular elevada provocando hipóxia tecidual) ; • Necrose tecidular • Isquémia (pode causar apoptose de células endoteliais e disfunção de neutrófilos e fibroblastos); • Temperatura; FACTORES QUE PERTURBAM A CICATRIZAÇÃO
  • 87. IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE DOS PENSOS Penso - técnica de cuidados locais, exigidos pelo estado ou evolução de uma ferida. Objetivos . • Prevenir a infeção; • Promover a cicatrização; • Minimizar lesões cutâneas; • Prevenir hemorragia; • Prevenir a laceração da pele circundante; • Promover o conforto físico e psíquico; • Impedir o contacto da ferida com o exterior; • Favorecer a absorção de exsudado. O Técnico Auxiliar de Saúde deve, ao realizar prestação de cuidados ao doente, ter em atenção a não conspurcação dos pensos, bem como manter a zona do penso limpa e seca. Cicatrização
  • 88. Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde, pode executar sozinho/a: • Tarefas de hidratação, massagem e limpeza da pele do doente. • Estar alerta para situações de risco ou presença de ferida ou úlcera de pressão, avisando o enfermeiro da situação. Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de executar sob sua supervisão direta: • Promover boas práticas de prestação de cuidados de saúde e auxilio ao enfermeiro na realização de tratamentos a feridas ao doente. Técnico Auxiliar de Saúde