ICOI 2006 Toxicidade  da Terapia Molecular   Carlos Frederico Pinto Oncologista Clínico Hospital Regional do Vale do Paraíba e  Instituto de Oncologia do Vale
O Grande problema da Oncologia Atual: Heterogenicidade Molecular  com grande impacto no resultado de estudos fase III Diagnóstico histológico ainda é o critério mais importante de elegibilidade. Tumores com histologia indistinta demonstram respostas muito diferentes à terapia. Os tumores sólidos possuem “destinos” diferentes de acordo com seu perfil molecular?
Efeito Individual 0.2 0.4 0.3 0.1
O  ideal Todos com o mesmo diagnóstico Terapia C Terapia B  Terapia A
O real Todos com o mesmo diagnóstico Alguns respondem ao tratamento Alguns não Alguns apresentam reações adversas Por que as diferenças nas respostas?
Respeitando as diferenças Terapia padrão Respondedores não Predispostos à toxicidade Todos com o mesmo diagnóstico Terapia alternativa   Sem resposta ou  Com toxicidade
Farmacogenômica: Terapia padrão Respondedores não Predispostos à toxicidade Todos com o mesmo diagnóstico Terapia alternativa   Sem resposta ou  Com toxicidade GCCC G CC T C GCCC A CC T C
Farmacogenômica 5FU 1% da população DPD Omeprazol 2.7% EUA brancos 14.6% China 18% Japão CYP 2C19 Warfarin 3% Reino Unido CYP 2 C9 Codeina 6.8%  Suécia 1% China CYP 2D6 Droga Frequencia do fenótipo de metabolismo pobre Enzima metabolizadora da droga
Terapêutica Molecular
Intervenção Ideal Perda Terapia Empírica Terapia Dirigida Intervenção  Excessiva  Intervenção  Insuficiente  Intervenção  Ótima  Qualidade  Perda por Excesso  Perda por Terapia insuficiente
O que é a terapia alvo Usando a analogia dos pesticidas:  Terapia empírica é o “Raid”, enquanto  terapia alvo é a “Isca de Barata” Dr. David Gandara
Compreendendo a terapêutica molecular Terapia molecular – ou alvo-dirigida – é por definição desenhada para mediar um determinado efeito desejado Como sempre é impossível prever e controlar todos os efeitos biológicos dos organismos vivos. Temos de nos manter abertos à possibilidade de encontrar efeitos biólógicos futuros inesperados com a  terapia molecular
Terapia Alvo: MAIS UMA definição Drogas desenvolvidas para interferir em caminhos e/ou processos fisiológico que são únicos em células cancerosas: Receptores Genes Angiogenese pH Tumoral Sendo realista, esses processos não são tão únicos e exclusivos.
Mito #1: terapia alvo-dirigida é nova! (Por onde você tem andado?) DNA não é um alvo ruim. Tubulina é um alvo muito bom. Alvo como receptores específicos: tamoxifeno, LHRH, letrozol,  etc. Às vezes buscamos um alvo e encontramos outro:  Estramustine: desenvolvida como alquilante, principal função é no mícrotúbulo
Sobrevida por Fenótipo  da  B-Tubulina III em câncer de pulmão tratado com taxano Months after diagnosis Cumulative survival 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Dumontet, 2002 p=0.02
Terapias Moleculares e Alvos Específicos  CD-52 Alemtuzumab   Rituximab  Imatinib   Trastuzumab c-Kit  bcr-abl  Tersimolimus/ RAD001/ AP23573   AG-013736  Erlotinib/ Cetuximab/ lapatinib   Sunitinib    Sorafenib   Bevacizumab TOR CD-20 EGFR PDGFR VEGFR VEGFA
Terapias atuais em CCR avançado 1 JCO 2006;24:16-24;  2 ASCO 2005; Abs 4508;  3 JCO 1999;17:2039-2043;  4 JCO 2004;22:454-463;  5 JCO 2002;20:289-296;  6 JCO 2005;23:133-141; 7 ASCO 2005; Abs 4510 40%   3%** 169*   335 Motzer et al 1,2* Escudier et al 7 Sunitinib Trial 1,2* Sorafenib TARGET (PFS 24x12m)**   11%   23% 463   255 Motzer et al 5 McDermott et al 6   Interferon-alfa Interleucina-2 Alta Dose 113  251 N Terapia Convencional 1ª Linha 3%   4% Escudier et al 3 Motzer et al 4 Citoquinas Vários (dados históricos) Terapia de 2ª Linha Convencional TKIs  2ª Linha (aprovados FDA) Taxa de Resposta (%) Referência
Tumores Malignos do Rim, Frequência e Oncogenes Lineham WM, et al. J Urol. 2003;170:2163-2172. BHD 5% Oncocitoma BHD 5% Cromofobo FH 10% Papilar tipo 2 Met 5% Papilar tipo 1 Oncogenes Frequência Relativa Tipo VHL 75% Carcinoma Células Claras
Sunitinib (Sutent)
Progression-Free Survival by MSKCC Risk Status* (Independent Central Review) MSKCC Risk Factors: 0  (Favorable) MSKCC risk factors: 1-2 (Intermediate) *Motzer et al. JCO 2002;20:289-296; Excludes 17 pts from IFN-   with missing data 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Time (Months) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 Progression Free Survival Probability Sunitinib (n=143) Median not been reached IFN-   (n=121) Median: 8 months (95% CI: 7 – NA) Hazard Ratio = 0.371 (95% CI: 0.214 – 0.643) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Time (Months) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 Progression Free Survival Probability Sunitinib (n=209) Median: 11 months (95% CI: 11 – 11) IFN-   (n=212) Median: 4 months (95% CI: 3 – 4) Hazard Ratio = 0.388 (95% CI: 0.281 – 0.537)
Treatment-Related Adverse Events  LBA03 ASCO 2006   * Greater frequency, P <0.05 11/<1 * 51 7 51 Fatigue 0 13 5 * 53 Diarrhea 0 29 1 6 Chills <1 2 1 25 Stomatitis <1 16 <1 5 Myalgia 1 3 2 10 Ejection fraction decline <1 1 8 * 24 Hypertension 0 1 5 * 20 Hand-foot syndrome <1 8 0 1 Flu-like symptoms 0 34 1 7 Pyrexia Grade 3/4 Grade 3/4 IFN-   (%) 1 33 All grade 3 44 All grade Sunitinib (%) Nausea Event
Sunitinib  Interação  droga-droga : Erva de São João  Drogas relacionadas ao CYP3A4: Antiinflamatórios, suplementos alimentares, etc.. Reações adversas relevantes Sinais de infecção ou baixa de plaquetas ou anemia  Convulsões Edema de mãos ou pés
Sunitinib  Outros efeitos colaterais: Dor muscular Dor óssea Constipação Perda do apetite Diarréia Confusão Fadiga  Mudança da cor do cabelo Perda de cabelo Aftas Náuseas vômitos Efeitos na pele Dor estomacal Fraqueza
Imatinib  (Glivec)
Efeitos adversos : imatinib Todos os pacientes experimentam efeitos adversos ao imatinib Edema (74%),  Náusea (52%), Dor musculoesquelética (40%),  Rash (31%),  Dor abdominal (26%) 80% dos efeitos adversos são G I ou G II Não há evidência de Sindrome de Lise Tumoral
Edema periorbital  associado ao imatinib
Trastuzumab  (Herceptin)
Que tal o Trastuzumab em mama? Grau de benefício relativamente modesto. Benefício traduzido apenas na população positiva ao Herceptest. Droga teria <10% de atividade e resposta se usada em toda a população
Porque essa diferença? Maioria dos tumores sólidos tem genética complexa, não uma ou duas mutações mas 20 ou mais. Mais avançado é o tumor, maior a heterogenicidade Heterogenicidade Molecular. Acertando ou bloqueando apenas um alvo específico pode oferecer pouco ou nenhum benefício.
Principal problemas do Trastuzumab:  CARDIOMIOPATIA  (NÃO USAR ASSOCIADO A ANTRACICLINA) Qualquer alteração ou disfunção ventricular identificada durante o tratamento deve ser considerada a interrupção do tratamento.  Em casos iniciais, o risco de cardiomiopatia é maior que o benefício do tratamento com trastuzumab REAÇÕES ALERGICAS: Podem ocorrer  durante a infusão, são raramente fatais.
TRASTUZUMAB Combinação   Miocardiopatia   Geral  Grave TRASTUZUMAB + ANTRACICLINA  27%   16% TRASTUZUMAB + paclitaxel   13%   2% TRSTUZUMAB 3-7%   2-4% Antraciclina + ciclofosfamida     8%   4% TRASTUZUMAB adjuvante associado   4%   2% BENEFICIO ABSOLUTO EM DOENÇA INICIAL  < 2,5%
Extendendo a sobrevida em carcinoma colorretal metastático: avanços terapêuticos VEGF = vascular endothelial growth factor.  Modified from Venook A.  Oncologist . 2005;10:250-261. 0 3 6 9 12 15 18 21 24 Median OS (months) ? 20-21 20-21 20-21 17 16 14-15 14-15 12-13 12-13 -4-6 Bevacizumab plus FOLFOX or FOLFIRI or XELOX then unused cytotoxics Anti-VEGF with sequential combination chemotherapy Under investigation Bevacizumab plus IFL Anti-VEGF with  combination chemotherapy FOLFIRI  then oxaliplatin FOLFOX then irinotecan Sequential combination chemotherapy FOLFIRI  FOLFOX IFL Combination chemotherapy Infusional 5-FU/LV Cape- citabine Bolus 5-FU/LV 5-FU/LV monotherapy No chemotherapy BSC Progression-free survival >50% Second-line irinotecan >50% Second-line oxaliplatin >50% Receives all 3 cytotoxics
Cetuximab (Erbitux)
Cetuximab  Toxicidade
Erbitux: acne
Bevacizumab (Avastin)
Bevacizumab toxicidade Hipertensão: 23-34% Tromboembolismo: 18% Dermatite exfoliativa: 19% Proteinúria/sindrome nefrótica: 36% Fraqueza: 70% Alteração de voz: 9% ULCERAÇÃO ANASTOMÓTICA: 1% PERFURAÇÃO INTESTINAL DEISCENCIA DE SUTURA ATRASO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
Sorafenib  (nexavar)
Sorafenib  Interação droga-droga: Aspirina Anticoagulantes Tromboliticos Warfarin Erva de São João  Doxorubicina
Sorafenib  Contraindicações: Sangramentos  Doença dentária Infecção Doença cardíaca Icterícia Doença renal Doença hepática Reações alérgicas atípicas Gravidez ou amamentação
Sorafenib  Efeitos colaterais mais comuns: RASH CUTÂNEO SINAIS DE INFECÇÃO,  ANEMIA,  SANGRAMENTO Ansiedade Dor óssea  Dor muscular Cãimbras Náuseas e vômitos Desconforto estomacal Perda de apetite Diarreia Dificuldade em dormir
Erlotinib  (Tarceva)
Erlotinib toxicidade isolado (combinado)  Rash cutâneo:  55-80% Náuseas e vômitos:  50-80% Diarreia:  30-50% Tosse:  16-30% Irritação nos olhos:   12% Mialgia:   21% Artralgia:   14% Toxicidade pulmonar:  rara Edema:  10%(36%) Fadiga:   14-55%(73%) Pirexia:   (36%) Ansiedade:   19% Depressão:   16% Insônia: 12-15% Dor óssea:   (25%) Anorexia: 23-50%
Alemtuzumab  (Campath)
Farmacologia: “efeito borboleta” Efeito farmacológico exagerado é um problema frequente e que interfere na segurança Restrição da ação e metabolismo entre espécies é em geral a base para desenvolvimento de testes de toxicidade em modelos animais  Alguns modelos de doença apresentam situações únicas para o entendimento da expressão da toxicidade
Ação farmacológica exagerada levando a toxicidade
Expressão de CD52 em leucocitos Leucócitos: Linfócitos B Linfócitos T Monócitos Macrófagos Timócitos Granulócitos (<5%)
Expressão em outros tipos de células “não alvo” Trato reprodutivo masculino Pele  Testado e não encontrado em :   Eritrócitos Plaquetas Células progenitoras hematopoieticas
Toxicidade clinica do CAMPATH Mortalidade relacionada a droga: 13 - 15%  Interrupção do tratamento por  eventos adversos: 21 - 25% Eventos adversos sérios relacionados  a droga: 73- 88% de todos SAEs Infecção oportunista: 28 - 42% no estudo;  50% de natureza grave Toxicidade hematológica > 50% Toxicidade Autoimune
Toxicidades mais importantes Dermatologica Síndrome mão-pé hiperpigmentação Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Estomatite/mucosite Mielossupressão Neurotoxicidade Aguda Tardia  Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Mielosuppressão Hipersensitividade Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Mielosuppressão Fadiga Alopecia Neutropenia febril Gastrointestinal Mucosite Diarreia Dermatologica Sindrome pé-mão Mielosuppressão MIOCARDIOPATIA Sunitinib  Imatinib Sorafenib  Traztuzumab Rash cutâneo Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Estomatite/mucosite  Tosse Fadiga Erlotinib  Mortalidade associada a droga 15% Infecção oportunista Mielosuppressão grave Neutropenia febril Alemtuzumab  Dermatologica Acne Reações infusionais Doença pulmonar intersticial (rara) Hipomagnesemia Cardiovascular Hipertensão Sangramento  Trombose Retardo na cicatrização Perfuração GI  Síndrome nefrótica-proteinurica Cetuximab Bevacizumab
Paradigma dos 7Rs que estão revolucionando o Tratamento do Câncer Em 2015 seremos capazes de oferecer: Para o Paciente e Tumor Certo  ( RIGHT  TREATMENT) A Intervenção Certa  ( RIGHT  INTERVENTION) Pela Razão Certa  ( RIGHT  REASON) No Local Certo  ( RIGHT  LOCATION) No Tempo Certo  ( RIGHT  TIME) Com o Resultado Certo  ( RIGHT  OUTCOME) Monitorado em Tempo Real  ( REAL  TIME)
O Gato de Alice Se você não sabe onde  quer chegar,  não importa qual caminho  você vai tomar...
Carlos F. Pinto [email_address] Hospital Regional do Vale do Paraíba e Instituto de Oncologia do Vale
Basic Tools Main driver - Adequate models for the identification and extrapolation to the clinic Pharmacology Pharmacokinetics Toxicology General toxicity assessments Special toxicity assessments
Basic Tools Operating environment - Adequacy of supportive tools for scientific understanding and validity of information Assays Immunogenicity Pharmacokinetics GLP
Basic Tools Outcome measures - Interpretation of test results Toxicity, identification of organ systems at risk, e.g., testing for auto-antibodies, immune suppression, infection, secondary malignancy Pharmacokinetics, measurement of exposure, washout period Extrapolation of starting dose and dosing regimen

Toxicidade De Agentes Alvo Moleculares 2006

  • 1.
    ICOI 2006 Toxicidade da Terapia Molecular Carlos Frederico Pinto Oncologista Clínico Hospital Regional do Vale do Paraíba e Instituto de Oncologia do Vale
  • 2.
    O Grande problemada Oncologia Atual: Heterogenicidade Molecular com grande impacto no resultado de estudos fase III Diagnóstico histológico ainda é o critério mais importante de elegibilidade. Tumores com histologia indistinta demonstram respostas muito diferentes à terapia. Os tumores sólidos possuem “destinos” diferentes de acordo com seu perfil molecular?
  • 3.
  • 4.
    O idealTodos com o mesmo diagnóstico Terapia C Terapia B Terapia A
  • 5.
    O real Todoscom o mesmo diagnóstico Alguns respondem ao tratamento Alguns não Alguns apresentam reações adversas Por que as diferenças nas respostas?
  • 6.
    Respeitando as diferençasTerapia padrão Respondedores não Predispostos à toxicidade Todos com o mesmo diagnóstico Terapia alternativa Sem resposta ou Com toxicidade
  • 7.
    Farmacogenômica: Terapia padrãoRespondedores não Predispostos à toxicidade Todos com o mesmo diagnóstico Terapia alternativa Sem resposta ou Com toxicidade GCCC G CC T C GCCC A CC T C
  • 8.
    Farmacogenômica 5FU 1%da população DPD Omeprazol 2.7% EUA brancos 14.6% China 18% Japão CYP 2C19 Warfarin 3% Reino Unido CYP 2 C9 Codeina 6.8% Suécia 1% China CYP 2D6 Droga Frequencia do fenótipo de metabolismo pobre Enzima metabolizadora da droga
  • 9.
  • 10.
    Intervenção Ideal PerdaTerapia Empírica Terapia Dirigida Intervenção Excessiva Intervenção Insuficiente Intervenção Ótima Qualidade Perda por Excesso Perda por Terapia insuficiente
  • 11.
    O que éa terapia alvo Usando a analogia dos pesticidas: Terapia empírica é o “Raid”, enquanto terapia alvo é a “Isca de Barata” Dr. David Gandara
  • 12.
    Compreendendo a terapêuticamolecular Terapia molecular – ou alvo-dirigida – é por definição desenhada para mediar um determinado efeito desejado Como sempre é impossível prever e controlar todos os efeitos biológicos dos organismos vivos. Temos de nos manter abertos à possibilidade de encontrar efeitos biólógicos futuros inesperados com a terapia molecular
  • 13.
    Terapia Alvo: MAISUMA definição Drogas desenvolvidas para interferir em caminhos e/ou processos fisiológico que são únicos em células cancerosas: Receptores Genes Angiogenese pH Tumoral Sendo realista, esses processos não são tão únicos e exclusivos.
  • 14.
    Mito #1: terapiaalvo-dirigida é nova! (Por onde você tem andado?) DNA não é um alvo ruim. Tubulina é um alvo muito bom. Alvo como receptores específicos: tamoxifeno, LHRH, letrozol, etc. Às vezes buscamos um alvo e encontramos outro: Estramustine: desenvolvida como alquilante, principal função é no mícrotúbulo
  • 15.
    Sobrevida por Fenótipo da B-Tubulina III em câncer de pulmão tratado com taxano Months after diagnosis Cumulative survival 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Dumontet, 2002 p=0.02
  • 16.
    Terapias Moleculares eAlvos Específicos  CD-52 Alemtuzumab  Rituximab  Imatinib  Trastuzumab c-Kit bcr-abl  Tersimolimus/ RAD001/ AP23573   AG-013736  Erlotinib/ Cetuximab/ lapatinib   Sunitinib   Sorafenib  Bevacizumab TOR CD-20 EGFR PDGFR VEGFR VEGFA
  • 17.
    Terapias atuais emCCR avançado 1 JCO 2006;24:16-24; 2 ASCO 2005; Abs 4508; 3 JCO 1999;17:2039-2043; 4 JCO 2004;22:454-463; 5 JCO 2002;20:289-296; 6 JCO 2005;23:133-141; 7 ASCO 2005; Abs 4510 40% 3%** 169* 335 Motzer et al 1,2* Escudier et al 7 Sunitinib Trial 1,2* Sorafenib TARGET (PFS 24x12m)** 11% 23% 463 255 Motzer et al 5 McDermott et al 6 Interferon-alfa Interleucina-2 Alta Dose 113 251 N Terapia Convencional 1ª Linha 3% 4% Escudier et al 3 Motzer et al 4 Citoquinas Vários (dados históricos) Terapia de 2ª Linha Convencional TKIs 2ª Linha (aprovados FDA) Taxa de Resposta (%) Referência
  • 18.
    Tumores Malignos doRim, Frequência e Oncogenes Lineham WM, et al. J Urol. 2003;170:2163-2172. BHD 5% Oncocitoma BHD 5% Cromofobo FH 10% Papilar tipo 2 Met 5% Papilar tipo 1 Oncogenes Frequência Relativa Tipo VHL 75% Carcinoma Células Claras
  • 19.
  • 20.
    Progression-Free Survival byMSKCC Risk Status* (Independent Central Review) MSKCC Risk Factors: 0 (Favorable) MSKCC risk factors: 1-2 (Intermediate) *Motzer et al. JCO 2002;20:289-296; Excludes 17 pts from IFN-  with missing data 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Time (Months) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 Progression Free Survival Probability Sunitinib (n=143) Median not been reached IFN-  (n=121) Median: 8 months (95% CI: 7 – NA) Hazard Ratio = 0.371 (95% CI: 0.214 – 0.643) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Time (Months) 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 Progression Free Survival Probability Sunitinib (n=209) Median: 11 months (95% CI: 11 – 11) IFN-  (n=212) Median: 4 months (95% CI: 3 – 4) Hazard Ratio = 0.388 (95% CI: 0.281 – 0.537)
  • 21.
    Treatment-Related Adverse Events LBA03 ASCO 2006 * Greater frequency, P <0.05 11/<1 * 51 7 51 Fatigue 0 13 5 * 53 Diarrhea 0 29 1 6 Chills <1 2 1 25 Stomatitis <1 16 <1 5 Myalgia 1 3 2 10 Ejection fraction decline <1 1 8 * 24 Hypertension 0 1 5 * 20 Hand-foot syndrome <1 8 0 1 Flu-like symptoms 0 34 1 7 Pyrexia Grade 3/4 Grade 3/4 IFN-  (%) 1 33 All grade 3 44 All grade Sunitinib (%) Nausea Event
  • 22.
    Sunitinib Interação droga-droga : Erva de São João Drogas relacionadas ao CYP3A4: Antiinflamatórios, suplementos alimentares, etc.. Reações adversas relevantes Sinais de infecção ou baixa de plaquetas ou anemia Convulsões Edema de mãos ou pés
  • 23.
    Sunitinib Outrosefeitos colaterais: Dor muscular Dor óssea Constipação Perda do apetite Diarréia Confusão Fadiga Mudança da cor do cabelo Perda de cabelo Aftas Náuseas vômitos Efeitos na pele Dor estomacal Fraqueza
  • 24.
  • 25.
    Efeitos adversos :imatinib Todos os pacientes experimentam efeitos adversos ao imatinib Edema (74%), Náusea (52%), Dor musculoesquelética (40%), Rash (31%), Dor abdominal (26%) 80% dos efeitos adversos são G I ou G II Não há evidência de Sindrome de Lise Tumoral
  • 26.
    Edema periorbital associado ao imatinib
  • 27.
  • 28.
    Que tal oTrastuzumab em mama? Grau de benefício relativamente modesto. Benefício traduzido apenas na população positiva ao Herceptest. Droga teria <10% de atividade e resposta se usada em toda a população
  • 29.
    Porque essa diferença?Maioria dos tumores sólidos tem genética complexa, não uma ou duas mutações mas 20 ou mais. Mais avançado é o tumor, maior a heterogenicidade Heterogenicidade Molecular. Acertando ou bloqueando apenas um alvo específico pode oferecer pouco ou nenhum benefício.
  • 30.
    Principal problemas doTrastuzumab: CARDIOMIOPATIA (NÃO USAR ASSOCIADO A ANTRACICLINA) Qualquer alteração ou disfunção ventricular identificada durante o tratamento deve ser considerada a interrupção do tratamento. Em casos iniciais, o risco de cardiomiopatia é maior que o benefício do tratamento com trastuzumab REAÇÕES ALERGICAS: Podem ocorrer durante a infusão, são raramente fatais.
  • 31.
    TRASTUZUMAB Combinação Miocardiopatia Geral Grave TRASTUZUMAB + ANTRACICLINA 27% 16% TRASTUZUMAB + paclitaxel 13% 2% TRSTUZUMAB 3-7% 2-4% Antraciclina + ciclofosfamida 8% 4% TRASTUZUMAB adjuvante associado 4% 2% BENEFICIO ABSOLUTO EM DOENÇA INICIAL < 2,5%
  • 32.
    Extendendo a sobrevidaem carcinoma colorretal metastático: avanços terapêuticos VEGF = vascular endothelial growth factor. Modified from Venook A. Oncologist . 2005;10:250-261. 0 3 6 9 12 15 18 21 24 Median OS (months) ? 20-21 20-21 20-21 17 16 14-15 14-15 12-13 12-13 -4-6 Bevacizumab plus FOLFOX or FOLFIRI or XELOX then unused cytotoxics Anti-VEGF with sequential combination chemotherapy Under investigation Bevacizumab plus IFL Anti-VEGF with combination chemotherapy FOLFIRI then oxaliplatin FOLFOX then irinotecan Sequential combination chemotherapy FOLFIRI FOLFOX IFL Combination chemotherapy Infusional 5-FU/LV Cape- citabine Bolus 5-FU/LV 5-FU/LV monotherapy No chemotherapy BSC Progression-free survival >50% Second-line irinotecan >50% Second-line oxaliplatin >50% Receives all 3 cytotoxics
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    Bevacizumab toxicidade Hipertensão:23-34% Tromboembolismo: 18% Dermatite exfoliativa: 19% Proteinúria/sindrome nefrótica: 36% Fraqueza: 70% Alteração de voz: 9% ULCERAÇÃO ANASTOMÓTICA: 1% PERFURAÇÃO INTESTINAL DEISCENCIA DE SUTURA ATRASO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
  • 38.
  • 39.
    Sorafenib Interaçãodroga-droga: Aspirina Anticoagulantes Tromboliticos Warfarin Erva de São João Doxorubicina
  • 40.
    Sorafenib Contraindicações:Sangramentos Doença dentária Infecção Doença cardíaca Icterícia Doença renal Doença hepática Reações alérgicas atípicas Gravidez ou amamentação
  • 41.
    Sorafenib Efeitoscolaterais mais comuns: RASH CUTÂNEO SINAIS DE INFECÇÃO, ANEMIA, SANGRAMENTO Ansiedade Dor óssea Dor muscular Cãimbras Náuseas e vômitos Desconforto estomacal Perda de apetite Diarreia Dificuldade em dormir
  • 42.
  • 43.
    Erlotinib toxicidade isolado(combinado) Rash cutâneo: 55-80% Náuseas e vômitos: 50-80% Diarreia: 30-50% Tosse: 16-30% Irritação nos olhos: 12% Mialgia: 21% Artralgia: 14% Toxicidade pulmonar: rara Edema: 10%(36%) Fadiga: 14-55%(73%) Pirexia: (36%) Ansiedade: 19% Depressão: 16% Insônia: 12-15% Dor óssea: (25%) Anorexia: 23-50%
  • 44.
  • 45.
    Farmacologia: “efeito borboleta”Efeito farmacológico exagerado é um problema frequente e que interfere na segurança Restrição da ação e metabolismo entre espécies é em geral a base para desenvolvimento de testes de toxicidade em modelos animais Alguns modelos de doença apresentam situações únicas para o entendimento da expressão da toxicidade
  • 46.
    Ação farmacológica exageradalevando a toxicidade
  • 47.
    Expressão de CD52em leucocitos Leucócitos: Linfócitos B Linfócitos T Monócitos Macrófagos Timócitos Granulócitos (<5%)
  • 48.
    Expressão em outrostipos de células “não alvo” Trato reprodutivo masculino Pele Testado e não encontrado em : Eritrócitos Plaquetas Células progenitoras hematopoieticas
  • 49.
    Toxicidade clinica doCAMPATH Mortalidade relacionada a droga: 13 - 15% Interrupção do tratamento por eventos adversos: 21 - 25% Eventos adversos sérios relacionados a droga: 73- 88% de todos SAEs Infecção oportunista: 28 - 42% no estudo; 50% de natureza grave Toxicidade hematológica > 50% Toxicidade Autoimune
  • 50.
    Toxicidades mais importantesDermatologica Síndrome mão-pé hiperpigmentação Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Estomatite/mucosite Mielossupressão Neurotoxicidade Aguda Tardia Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Mielosuppressão Hipersensitividade Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Mielosuppressão Fadiga Alopecia Neutropenia febril Gastrointestinal Mucosite Diarreia Dermatologica Sindrome pé-mão Mielosuppressão MIOCARDIOPATIA Sunitinib Imatinib Sorafenib Traztuzumab Rash cutâneo Gastrointestinal Diarreia Nausea/vomitos Estomatite/mucosite Tosse Fadiga Erlotinib Mortalidade associada a droga 15% Infecção oportunista Mielosuppressão grave Neutropenia febril Alemtuzumab Dermatologica Acne Reações infusionais Doença pulmonar intersticial (rara) Hipomagnesemia Cardiovascular Hipertensão Sangramento Trombose Retardo na cicatrização Perfuração GI Síndrome nefrótica-proteinurica Cetuximab Bevacizumab
  • 51.
    Paradigma dos 7Rsque estão revolucionando o Tratamento do Câncer Em 2015 seremos capazes de oferecer: Para o Paciente e Tumor Certo ( RIGHT TREATMENT) A Intervenção Certa ( RIGHT INTERVENTION) Pela Razão Certa ( RIGHT REASON) No Local Certo ( RIGHT LOCATION) No Tempo Certo ( RIGHT TIME) Com o Resultado Certo ( RIGHT OUTCOME) Monitorado em Tempo Real ( REAL TIME)
  • 52.
    O Gato deAlice Se você não sabe onde quer chegar, não importa qual caminho você vai tomar...
  • 53.
    Carlos F. Pinto[email_address] Hospital Regional do Vale do Paraíba e Instituto de Oncologia do Vale
  • 54.
    Basic Tools Maindriver - Adequate models for the identification and extrapolation to the clinic Pharmacology Pharmacokinetics Toxicology General toxicity assessments Special toxicity assessments
  • 55.
    Basic Tools Operatingenvironment - Adequacy of supportive tools for scientific understanding and validity of information Assays Immunogenicity Pharmacokinetics GLP
  • 56.
    Basic Tools Outcomemeasures - Interpretation of test results Toxicity, identification of organ systems at risk, e.g., testing for auto-antibodies, immune suppression, infection, secondary malignancy Pharmacokinetics, measurement of exposure, washout period Extrapolation of starting dose and dosing regimen

Notas do Editor

  • #19 BHD , Birt Hogg Dube; FH, fumarate hydratase; VHL, von Hippel-Lindau
  • #23 DDI: St. John&apos;s Wort may decrease Sutent ® plasma concentrations unpredictably; concurrent administration of Sutent ® and St. John&apos;s Wort is not recommended CYP3A4 inhibitors (e.g. ketoconazole) may increase Sutent® plasma concentrations CYP3A4 inducers (e.g. rifampin) may decrease Sutent® plasma concentrations FDI: Since it is metabolized by CYP3A4, food that contains grapefruit juice may increase Sutent® plasma concentrations
  • #24 Affects skin: skin discoloration (yellow), dryness, thickness or cracking of skin skin rash, including blisters or rash on hands and soles of feet Bone muscle pain, GI upset, weakness, hair and skin effects i.e., mouth sores
  • #33 Survival benefit is evident when bevacizumab is added to combination cytotoxic regimens. Combination regimens and sequencing increase the lines of therapy and duration of treatment. Some studies are showing that second-line combination therapy, rather than single-agent therapy, follows combination first-line treatment. Suggested Reading Venook A. Critical evaluation of current treatments in metastatic colorectal cancer. Oncologist . 2005;10:250-261.
  • #41 infection (especially cold sores or shingles) heart disease (like heart failure) an unusual or allergic reaction to sorafenib, other medicines, foods, dyes, or preservatives
  • #47 CAMPATH-1H from Cambridge Pathology development started in 80’s (Alemtuzumab) Chosen as an example that a high degree of specificity does not ensure safety particularly with a dosing regimen that does not consider pk and as an illustration of some factors influencing the pk of therapeutic proteins Single high specificity does not preclude multiple plasma concentration relationships Approved FOR THE TREATMENT OF PATIENTS WITH CLL WHO HAVE BEEN TREATED WITH ALKYLATING AGENTS AND WHO HAVE FAILED FLUDARABINE. CLL is a disease of malignant B cells rather than other leucocytes. Also used for T-cell prolymphocytic leukaemia (T-PLL) and prevention of graft versus host disease (GVHD) Clinical toxicity is characterized by first dose reaction due to cytokine release consisting of fever, rigors, rash and at time dyspnea and hypotension. The most significant toxicity is profound, prolonged lymphopenia and subsequent increased risk of opportunistic infection. Initial toxicity is controlled by initiating dosing a lower level of 3 mg daily until tolearated and increasing the dose to 10 mg daily. When this is tolearated, a 30 mg dose 3 times weekly is instituted for 12 weeks. Operates through at least 3 different mechanisms
  • #48 For the approved indication of CLL only the CD52 receptors on B lymphocytes represent therapeutic target with the expression of CD52 at the other sites representing potential sites of toxicity The approved dosing for CAMPATH includes a maintainence dosing phase of 30 mg/kg 3 times a week for a maximum of 12 total weeks inclusive of the dose escalation scheme. (3 mg to 30 mg daily with 3 to 7 days) 5% detrermined in an environment of competition between the binding of CAMPATH and other WBC’s So what’s happening to the bystander cells represented by granulocytes.
  • #49 Also not expressed on bone marrow prgenitor cells.
  • #50 Not all biologic products are intrinsically safe (like Heceptin) Pancytopenia / Aplasia: (fatal) Delayed recovery of neutrophils: 38% at two months of follow-up: 25% at 4 months Increased / new transfusion requirement during therapy ~ 68% Prolonged CD4+ recovery: 27% &lt; 200/ul at 4 months Autoimmune – thrombocytopenia
  • #55 Main task issues – to identify target organs and toxicities; find a safe starting dose, dose escalation scheme and dosing regimen
  • #56 Environmental issues
  • #57 Knowing the right questions; infection leading to TB or increase propensity to have the flu Animals predictive of TPO MDGF IL12