“ É precioso fazer notar que o homem só é educado por homens, e por homens que por sua vez foram educados” Emmanuel Kant
São habitualmente empregados como sinônimos: Moral (latim) e Ética (grego)= “costumes”; Moral: fenômeno social e Ética: como a reflexão científica ou filosófica de moral; Moral: regras que valem para as relações privadas e Ética: para as regras que regem o espaço público; Moral: como devo agir? e Ética: que vida eu quero viver?
Toda e qualquer resposta a questão como eu quero viver Dever ter valor subjetivo Relaciona-se ao fluxo da vida Tem sentido existencial Permite a realização da “expansão de si próprio” Que vida viver? Para que viver? Quem ser? O tema da identidade pessoal “ Escolher um sentido para a vida e formas de viver é escolher a si próprio, é definir-se como ser”
Segundo Turiel (1998), ao escrever um artigo no qual revisa as teorias sobre o desenvolvimento moral, três são as teorias explicativas do desenvolvimento moral. Segundo ele, a psicanálise é a mais extensa produção escrita sobre a moralidade: “Na visão freudiana, a aquisição da moralidade resulta na dualidade entre o individual, incluindo as forças do superego e as necessidades de gratificação do instinto. O lado moral da dualidade impõe deveres para defender as normas sociais”. (Turiel, 1998, p.64). Para ele a internalização apropriada da moralidade é invariável e inflexível.
Para a abordagem comportamental presente na formulação skinneriana, a moralidade reflete comportamentos que tenham sido positivamente ou negativamente reforçados, segundo as normas sociais. “Além disso, o controle social sobre o comportamento é particularmente mais poderoso quando é exercido pelas forças institucionais (religião, governo, economia, educação)”. (Turiel, 1998, p.64).
A primeira diz respeito ao fato da moralidade para Piaget não se tratar apenas de reprodução de transmissão social, mas para ele a moralidade do sujeito acarreta uma reconstrução.  O segundo conceito observa que a moralidade é fruto de diversas influências, incluindo reações emocionais, relacionamento com adultos e relacionamento entre pares.  O terceiro conceito afirma que o juízo moral é fundamentalmente constituído sobre relacionamentos interpessoais, com um desenvolvimento progressivo que segue em direção ao sentimento de respeito mútuo entre as pessoas, em direção a assuntos que atingem e sustentam as relações sociais de cooperação, e em direção a formação dos conceitos de justiça, e da habilidade para considerar as perspectivas dos outros, como possibilidades diferentes das próprias perspectivas. (Turiel,1998, p.864)
Sujeito epistêmico Gênese A construção A interação La Taille (2006, p.15) “ O adulto todo já está na criança, a criança toda também está no adulto” (Piaget, 1932/1994, p.75)
Forma e Conteúdo: algo em comum em todas as expressões da moralidade Conteúdo: diversidade de sistemas morais (relativismo versus universalismo) Sentimento da obrigatoriedade (uma realidade universal, sejam quais forem os deveres) Moralidade é uma realidade psicológica (as pessoas agem por dever e não conforme o dever) “ O problema não está em detectar a presença ou ausência do sentimento de obrigatoriedade, mas sim a sua  força ” (La Taille, 2006, p.36) Força,  significa assumir uma teoria energética das ações humanas.
Moral e razão Desenvolvimento cognitivo; Escolha: emprego de critérios (racional). Moral e conhecimento Objeto de conhecimento ; Regras/ princípios/ valores; “ Saber fazer. Equacionamento Moral Dilemas morais ; Identificar os elementos; Comparar, hierarquizar e decidir. Sensibilidade Moral
Despertar o senso moral Medo e amor Simpatia e auto-interesse Confiança Culpa e vergonha
Anomia Heteronomia autonomia CONCEITO Nenhuma consciência moral Governo exterior Auto-governo Respeito (imitação) Unilateral Mútuo Egocentrismo Egocentrismo radical Pensamento intuitivo  Descentração Des. Cognitivo Sensório Motor Pré –operatório  Op. Concreto/ Op. Formal
Evolução da noção de regras Realizam o que querem e desejam Sagradas: boas regras/boas pessoas Acordos mútuos Anomia Heteronomia autonomia Justiça retributiva distributiva Obediência Não obedecem autoridade justiça

éTica e moral versão ampliada

  • 1.
    “ É preciosofazer notar que o homem só é educado por homens, e por homens que por sua vez foram educados” Emmanuel Kant
  • 2.
    São habitualmente empregadoscomo sinônimos: Moral (latim) e Ética (grego)= “costumes”; Moral: fenômeno social e Ética: como a reflexão científica ou filosófica de moral; Moral: regras que valem para as relações privadas e Ética: para as regras que regem o espaço público; Moral: como devo agir? e Ética: que vida eu quero viver?
  • 3.
    Toda e qualquerresposta a questão como eu quero viver Dever ter valor subjetivo Relaciona-se ao fluxo da vida Tem sentido existencial Permite a realização da “expansão de si próprio” Que vida viver? Para que viver? Quem ser? O tema da identidade pessoal “ Escolher um sentido para a vida e formas de viver é escolher a si próprio, é definir-se como ser”
  • 4.
    Segundo Turiel (1998),ao escrever um artigo no qual revisa as teorias sobre o desenvolvimento moral, três são as teorias explicativas do desenvolvimento moral. Segundo ele, a psicanálise é a mais extensa produção escrita sobre a moralidade: “Na visão freudiana, a aquisição da moralidade resulta na dualidade entre o individual, incluindo as forças do superego e as necessidades de gratificação do instinto. O lado moral da dualidade impõe deveres para defender as normas sociais”. (Turiel, 1998, p.64). Para ele a internalização apropriada da moralidade é invariável e inflexível.
  • 5.
    Para a abordagemcomportamental presente na formulação skinneriana, a moralidade reflete comportamentos que tenham sido positivamente ou negativamente reforçados, segundo as normas sociais. “Além disso, o controle social sobre o comportamento é particularmente mais poderoso quando é exercido pelas forças institucionais (religião, governo, economia, educação)”. (Turiel, 1998, p.64).
  • 6.
    A primeira dizrespeito ao fato da moralidade para Piaget não se tratar apenas de reprodução de transmissão social, mas para ele a moralidade do sujeito acarreta uma reconstrução. O segundo conceito observa que a moralidade é fruto de diversas influências, incluindo reações emocionais, relacionamento com adultos e relacionamento entre pares. O terceiro conceito afirma que o juízo moral é fundamentalmente constituído sobre relacionamentos interpessoais, com um desenvolvimento progressivo que segue em direção ao sentimento de respeito mútuo entre as pessoas, em direção a assuntos que atingem e sustentam as relações sociais de cooperação, e em direção a formação dos conceitos de justiça, e da habilidade para considerar as perspectivas dos outros, como possibilidades diferentes das próprias perspectivas. (Turiel,1998, p.864)
  • 7.
    Sujeito epistêmico GêneseA construção A interação La Taille (2006, p.15) “ O adulto todo já está na criança, a criança toda também está no adulto” (Piaget, 1932/1994, p.75)
  • 8.
    Forma e Conteúdo:algo em comum em todas as expressões da moralidade Conteúdo: diversidade de sistemas morais (relativismo versus universalismo) Sentimento da obrigatoriedade (uma realidade universal, sejam quais forem os deveres) Moralidade é uma realidade psicológica (as pessoas agem por dever e não conforme o dever) “ O problema não está em detectar a presença ou ausência do sentimento de obrigatoriedade, mas sim a sua força ” (La Taille, 2006, p.36) Força, significa assumir uma teoria energética das ações humanas.
  • 9.
    Moral e razãoDesenvolvimento cognitivo; Escolha: emprego de critérios (racional). Moral e conhecimento Objeto de conhecimento ; Regras/ princípios/ valores; “ Saber fazer. Equacionamento Moral Dilemas morais ; Identificar os elementos; Comparar, hierarquizar e decidir. Sensibilidade Moral
  • 10.
    Despertar o sensomoral Medo e amor Simpatia e auto-interesse Confiança Culpa e vergonha
  • 11.
    Anomia Heteronomia autonomiaCONCEITO Nenhuma consciência moral Governo exterior Auto-governo Respeito (imitação) Unilateral Mútuo Egocentrismo Egocentrismo radical Pensamento intuitivo Descentração Des. Cognitivo Sensório Motor Pré –operatório Op. Concreto/ Op. Formal
  • 12.
    Evolução da noçãode regras Realizam o que querem e desejam Sagradas: boas regras/boas pessoas Acordos mútuos Anomia Heteronomia autonomia Justiça retributiva distributiva Obediência Não obedecem autoridade justiça