PRODUÇÃO COLETIVA DE TEXTOS IMAGÉTICOS:
UMA POSSIBILIDADE DE LETRAMENTO PARA O SURDO.
Valeria de OLIVEIRA SILVA
MEC - INES - ISERJ
prof.valeria_libras-braille@hotmail.com
Mariana Gonçalves Ferreira de CASTRO
Escola Municipal Paulo Freire - Niterói/RJ
marianagfc@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO
Tradicionalmente, a linguística é uma ciência voltada para o estudo dos sons, palavras
ou frases. Entretando, nas últimas quatro décadasencontramos pesquisas que focam
uma unidade maior, o texto que, segundo Koch (2006), é uma unidade básica de
manifestação da linguagem.

OBJETIVO
“Palavra e imagem são como cadeira e mesa: se você quiser se sentar à mesa,
precisa de ambas” Godard (in Joly, 2005, p.115); sendo assim, buscamos um modelo
discursivo que qualifique a unidade imagética e que, depois de apreendido pelo
receptor, sirva de base para a compreensão do seu correspondente em LP.

METODOLOGIA
Nesta etapa da pesquisa, aplicamos textos imagéticos elaborados, coletivamente,
com recorte e colagem em uma turma de surdos, do 1º ano do 1º ciclo, de uma
escola municipal em Niterói/RJ. Dentre outras atividades mediadas por um professor
proficiente em LIBRAS, convertemos em imagem a letra da música Flor do Reggae,
de Ivete Sangalo.

DISCUSSÃO
Da interpretação mútua entre essas duas unidades textuais, uma imagética e outra
impressa em LP, surge uma terceira que guarda, particularmente, um sentido
linguístico singular. Uma unidade que, a partir da transdução, une o verbal e o
não-verbal. Nasce, então, uma unidade básica compatível com as possibilidades de
percepção do aluno surdo, a visual.

RESULTADOS
Embora alguns alunos apresentassem maior domínio da LIBRAS, esta não foi uma
variação relevante. Ao longo do processo, a leitura e a produção escrita de todos os
discentes melhoraram, significativamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
•DUCROT, O. O Dizer e o Dito. São Paulo, Pontes, 1987
• JOLY, M. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 1996.
• KOCH, I. G. V. A Coesão Textual. São Paulo: Contexto: 2006
• OLIVEIRA, M. K. de. Vygotsky - Aprendizado e Desenvolvimento: Um Processo Sócio-Histórico.
Coleção Pensamento e Ação no Magistério. São Paulo: Scipione, 1997. -.p.38
• ORLANDI, E. A linguagem e seu funcionamento. São Paulo, Vigília, 1985.
• _______. "Efeitos do verbal sobre o não-verbal", Rua, Campinas, UNICAMP Editora, 1995
• VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. SP: Martins Fontes, 1999.
• _____ Pensamento e linguagem. SP: Martins Fontes, 1987
arte final Kamilla Loivos: milla_loivos@ig.com.br

TEXTO IMAGÉTICO - MÚSICA FLOR DO REGGAE - ADAPTAÇÃO PROFª MARIANA GONÇALVES

Texto imagético para estudantes surdos

  • 1.
    PRODUÇÃO COLETIVA DETEXTOS IMAGÉTICOS: UMA POSSIBILIDADE DE LETRAMENTO PARA O SURDO. Valeria de OLIVEIRA SILVA MEC - INES - ISERJ prof.valeria_libras-braille@hotmail.com Mariana Gonçalves Ferreira de CASTRO Escola Municipal Paulo Freire - Niterói/RJ marianagfc@yahoo.com.br INTRODUÇÃO Tradicionalmente, a linguística é uma ciência voltada para o estudo dos sons, palavras ou frases. Entretando, nas últimas quatro décadasencontramos pesquisas que focam uma unidade maior, o texto que, segundo Koch (2006), é uma unidade básica de manifestação da linguagem. OBJETIVO “Palavra e imagem são como cadeira e mesa: se você quiser se sentar à mesa, precisa de ambas” Godard (in Joly, 2005, p.115); sendo assim, buscamos um modelo discursivo que qualifique a unidade imagética e que, depois de apreendido pelo receptor, sirva de base para a compreensão do seu correspondente em LP. METODOLOGIA Nesta etapa da pesquisa, aplicamos textos imagéticos elaborados, coletivamente, com recorte e colagem em uma turma de surdos, do 1º ano do 1º ciclo, de uma escola municipal em Niterói/RJ. Dentre outras atividades mediadas por um professor proficiente em LIBRAS, convertemos em imagem a letra da música Flor do Reggae, de Ivete Sangalo. DISCUSSÃO Da interpretação mútua entre essas duas unidades textuais, uma imagética e outra impressa em LP, surge uma terceira que guarda, particularmente, um sentido linguístico singular. Uma unidade que, a partir da transdução, une o verbal e o não-verbal. Nasce, então, uma unidade básica compatível com as possibilidades de percepção do aluno surdo, a visual. RESULTADOS Embora alguns alunos apresentassem maior domínio da LIBRAS, esta não foi uma variação relevante. Ao longo do processo, a leitura e a produção escrita de todos os discentes melhoraram, significativamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS •DUCROT, O. O Dizer e o Dito. São Paulo, Pontes, 1987 • JOLY, M. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 1996. • KOCH, I. G. V. A Coesão Textual. São Paulo: Contexto: 2006 • OLIVEIRA, M. K. de. Vygotsky - Aprendizado e Desenvolvimento: Um Processo Sócio-Histórico. Coleção Pensamento e Ação no Magistério. São Paulo: Scipione, 1997. -.p.38 • ORLANDI, E. A linguagem e seu funcionamento. São Paulo, Vigília, 1985. • _______. "Efeitos do verbal sobre o não-verbal", Rua, Campinas, UNICAMP Editora, 1995 • VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. SP: Martins Fontes, 1999. • _____ Pensamento e linguagem. SP: Martins Fontes, 1987 arte final Kamilla Loivos: milla_loivos@ig.com.br TEXTO IMAGÉTICO - MÚSICA FLOR DO REGGAE - ADAPTAÇÃO PROFª MARIANA GONÇALVES