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LITERATURA PERIFÉRICA
NA SALA DE AULA
LITERATURA MARGINAL
 Na Literatura Marginal encontramos traços da
oralidade misturados a termos de linguagem culta.
Incorreções, sintáticas ou de pontuação. Selo
editorial desconhecido.
 Porém, na atualidade, especialistas o elogiam como
donos de um estilo literário próprio e relevante?
 Essa Literatura já tem alguns autores importantes e
talentosos, como:
 Ferrez;
 Sergio Vaz;
 Sacolinha;
 Alan da Rosa;
 Dinha e
 Rose da Coperifa.
  ORIGEM DOS AUTORES
  TEMÁTICA ABORDADA
 Este movimento reúne autores que têm berço nas periferias
brasileiras, escrevem sobre temáticas diversas e se mantêm
distantes das normas cultas propositalmente.
 Cátia Cernov, no recém-lançado Amazônia em Chamas, por
exemplo, reúne contos sobre ecologia. Rodrigo Ciríaco, em
Te Pego Lá Fora, aborda o cotidiano escolar. Heloisa explica
que, no início de carreira, os escritores marginais tendem a
falar mais sobre sua realidade, a respeito do "próprio CEP",
como eles mesmos definem. Mas muitos abordam outros
temas depois.
CARACTERÍSTICA DA LITERATURA MARGINAL
A literatura marginal tem como característica a
pluralidade.
Ela não deve ser, por exemplo, tachada simplesmente
de violenta ou de retrato da pobreza e da
marginalidade, como costuma ocorrer. Esses temas
fazem parte de seu repertório, mas não são os únicos.
 Ao promover o estudo de produções marginais, o
professor tende a despertar o interesse dos alunos pelo
hábito da leitura e amplia o repertório deles de várias
maneiras .
 A razão é o contato com os variados gêneros textuais
marcados por temáticas geralmente cotidianas e com
linguagem coloquial. Somam-se a isso termos e
construções textuais diversificados e às vezes mais
palatáveis e autores que não estão no panteão culto,
aproximando a relação entre quem escreve e quem lê.
 Os alunos podem não perceber a função dos objetos
de mediação usados pelo autor, como palavrões e
distorções da realidade, e acabar rejeitando a obra.
Ou, no extremo oposto, ainda ignorando a mediação,
se identificar em demasia com ela e passar a fazer
apologia descabida ao material.
 É preciso ajudar os estudantes a comparar produções
de naturezas diversas. Não com o intuito de mostrar
como uma é inferior à outra, mas para que entendam
como e por que diferentes grupos interpretam e
registram questões muito semelhantes. E, é claro,
para se despir de todos os preconceitos.
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
 Cultura Letrada - Literatura e Leitura, Márcia
Abreu, 128 págs., Ed. Unesp, tel. (11) 3242-7171, 15
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Literatura marginal

  • 2. LITERATURA MARGINAL  Na Literatura Marginal encontramos traços da oralidade misturados a termos de linguagem culta. Incorreções, sintáticas ou de pontuação. Selo editorial desconhecido.  Porém, na atualidade, especialistas o elogiam como donos de um estilo literário próprio e relevante?
  • 3.  Essa Literatura já tem alguns autores importantes e talentosos, como:  Ferrez;  Sergio Vaz;  Sacolinha;  Alan da Rosa;  Dinha e  Rose da Coperifa.
  • 4.   ORIGEM DOS AUTORES   TEMÁTICA ABORDADA  Este movimento reúne autores que têm berço nas periferias brasileiras, escrevem sobre temáticas diversas e se mantêm distantes das normas cultas propositalmente.  Cátia Cernov, no recém-lançado Amazônia em Chamas, por exemplo, reúne contos sobre ecologia. Rodrigo Ciríaco, em Te Pego Lá Fora, aborda o cotidiano escolar. Heloisa explica que, no início de carreira, os escritores marginais tendem a falar mais sobre sua realidade, a respeito do "próprio CEP", como eles mesmos definem. Mas muitos abordam outros temas depois.
  • 5. CARACTERÍSTICA DA LITERATURA MARGINAL A literatura marginal tem como característica a pluralidade. Ela não deve ser, por exemplo, tachada simplesmente de violenta ou de retrato da pobreza e da marginalidade, como costuma ocorrer. Esses temas fazem parte de seu repertório, mas não são os únicos.
  • 6.  Ao promover o estudo de produções marginais, o professor tende a despertar o interesse dos alunos pelo hábito da leitura e amplia o repertório deles de várias maneiras .  A razão é o contato com os variados gêneros textuais marcados por temáticas geralmente cotidianas e com linguagem coloquial. Somam-se a isso termos e construções textuais diversificados e às vezes mais palatáveis e autores que não estão no panteão culto, aproximando a relação entre quem escreve e quem lê.
  • 7.  Os alunos podem não perceber a função dos objetos de mediação usados pelo autor, como palavrões e distorções da realidade, e acabar rejeitando a obra. Ou, no extremo oposto, ainda ignorando a mediação, se identificar em demasia com ela e passar a fazer apologia descabida ao material.  É preciso ajudar os estudantes a comparar produções de naturezas diversas. Não com o intuito de mostrar como uma é inferior à outra, mas para que entendam como e por que diferentes grupos interpretam e registram questões muito semelhantes. E, é claro, para se despir de todos os preconceitos.
  • 8.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS  Cultura Letrada - Literatura e Leitura, Márcia Abreu, 128 págs., Ed. Unesp, tel. (11) 3242-7171, 15 reais.