9 e 10 de julho, 2018
Local: FPCEUP
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias digitais como suporte à aprendizagem de
estudantes do Ensino Superior: revisão de literatura
Marta Pinto, Carlinda Leite
mpinto@fpce.up.pt, carlinda@fpce.up.pt
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do
Porto
Expectativas de uma transformação em educação ao nível do espaço físico
das escolas e das formas de fazer chegar e interagir com o conteúdo (Pedro,
Barbosa, & Santos, 2018; Siemens & Tittenberger, 2009).
Transformações efetivas no modo como se faz chegar o conteúdo, em
processos de aprendizagem mais personalizados, no acesso a ambientes
de aprendizagem, nos papéis assumidos por professors e estudantes, no
acesso equitativo ao Ensino Superior (Conole & Alevizou, 2010; Henderson, Selwyn, &
Aston, 2017).
SFRH/BPD/116440/2016
Enquadramento
SFRH/BPD/116440/2016
Dispositivos móveis e tecnologias digitais têm suportado metodologias de e-learning,
b-learning e m-learning, combinando tecnologias síncronas e assíncronas (Garrison &
Kanuka, 2004) que requerem desenhos instrucionais mais flexíveis, o alargamento das
fronteiras entre os contextos e ambientes de ensino e aprendizagem formais e
informais, e a diluição da distinção clara do uso de tecnologias para fins pessoais ou
académicos.
Expectativas
…como é que a transformação vai continuar a suportar e melhorar a educação
(Selwyn, 2016).
É importante olhar para trás para compreender como é que as tecnologias têm
vindo a fazer parte dos contextos académicos.
Que Tecnologias Digitais estão a ser usadas pelos estudantes do Ensino
Superior, no suporte à aprendizagem?
SFRH/BPD/116440/2016
SCOPUS ‘‘ensino superior” E ‘‘tecnologia” E “estudantes” E
“aprendizagem”.
PTPT
ENEN
851
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Análise dos resumos/artigos
Uma ou mais tecnologias usadas no suporte à
aprendizagem de estudantes do ES.
Dados recolhidos junto de estudantes do ES.
Tenologias em desenvolvimento.
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1. Ambientes de Gestão da Aprendizagem: Blackboard, Moodle, Plataformas de cursos online.
2. Publicação e partilha: Blogs, Wikis, Flickr, YouTube, Podcast, Social Bookmarking, e-portfolio,
Digital storytelling, e-books, Video lectures, etc.
3. Colaboração: Google Docs, Social Bookmarking, Mind Maps, Wikis, Blogs, etc.
4. Redes sociais: Facebook, Twitter, Hi5, LinkedIn, Ning, Academia.edu, etc.
5. Comunicação interpessoal: email, MSN, Skype, Forums, Video-conferência, etc.
6. Agregação de conteúdo: RSS feeds, NetVibes, Google Reader, etc.
7. Mundos virtuais 3D: Second Life, Habbo, Augmented reality, Jogos, Laboratórios virtuais, etc.
8. Avaliação e Feedback: Electronic marking, Clickers, Audio feedback, Computer note taking,
etc.
9. Mobile: aplicações móveis.
10.Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC): software ou aplicações com base na
internet (condições: referência específica a TIC, ou ‘conjunto de tecnologias’).
Tecnologias Digitais de suporte à aprendizagem no Ensino Superior
(Batista, Morais & Ramos, 2016)
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias digitais usadas por estudantes do Ensino Superior, no
suporte à aprendizagem
Nº de artigos
Publicação e partilha
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Tecnologias digitais usadas por estudantes do Ensino Superior, no
suporte à aprendizagem
Graduação; Pós-graduação;
Internacional; c/Deficiência;
Não-tradicional; Geral
56
Publicação e partilha
SFRH/BPD/116440/2016
Ambientes de gestão da aprendizagem (58)
Moodle & Blackboard MOOCs & SPOCs (Small
Private Online Courses)
Laboratórios Virtuais
• Compreender o impacto e
resultados de
aprendizagem.
• Motivação envolvimento
na aprendizagem.
Os estilos de
aprendizagem influenciam
as experiências de
aprendizagem e a sua
intenção de uso desta
tecnologia/ambientes no
apoio à aprendizagem
Tecnologia assistiva de
apoio a estudantes com
necessidades educativas
especiais
• Práticas de e-learning e
b-learning;
• Unidades curriculares
específicas.
• Potencia a comunicação
com estudantes
(internacionais).
Graduação (30); Pós-graduação (14); Internacional (2); c/Deficiência (1).
(14)
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias da Informação e Comunicação (52)
• Uso para apoio à aprendizagem académica e social.
• Vários estudos estabeleceram a relação entre o seu uso e o aumento da
performance académica.
• Uso em processos de aprendizagem presencial e b-learning.
• Perceção positiva dos estudantes relativamente à influência positive das TIC no
seu trabalho académico.
• Perceção de desvantagens de uso das TIC em relação ao aumento do stress
desentendimentos nas relações e situações de conflitos, tendo-se apontado no
sentido de alguma incivilidade nas interações mediadas pelas TIC, entre
estudantes e estudantes-instituição.
Graduação (23); Pós-graduação (13); c/Deficiência (2).
(11)
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias de publicação e partilha (40)
• Tecnologias vídeo (maioritária) usada em combinação de momentos de
aprendizagem presencial e a distância, frequentemente adotadas em métodos
de flipped classroom, resultando num envolvimento mais positivo e de maior
participação durante os momentos de aula.
• Potencial de registo das aulas e de experiências no terreno, usadas como
complemento às aulas, usada pelos alunos ao seu próprio ritmo de estudo, e
no apoio à preparação para momentos de avaliação.
• Storytelling usada em actividades de aprendizagem reflexive e crítica,
levantando algumas questões éticas relacionadas com o conteúdo partilhado
advindo de histórias pessoais dos estudantes e que é tornado público.
• Podcasts facilita o acesso a conteúdos da aula, em casos de registo da
mesma.
SFRH/BPD/116440/2016
• Blogues, usados sobretudo em atividades de escrita (reflexões pessoais) ou
partilha de conteúdo escrito relacionado com o curso, partilha entre pares e
com docents, com atividades de revisão por pares, e para avaliação, pelos
docents, das interações dos estudantes com o conteúdo.
• e-books, acessibilidade a documentos a qualquer hora e lugar.
• e-portfolios, uso na relação com a aprendizagem de apoio ao
desenvolvimento de carreira e orientação future (pós-graduação) (Yang, Coleman,
Das, & Hawkins, 2015).
• Wiki, tarefas individuais de escrita, com resultados positivos nos resultados se
aprendizagem.
• Qrcodes, apoio a aulas desenvolvidas no terreno, facilitando o acesso a
recursos e conteúdos for a da sala de aula.
Graduação (23); Pós-graduação (5); Não-tradicionais (1).
(18)
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Redes sociais (26)
Graduação (18); Pós-graduação (4); Internacional (1).
(11)
• Facebook grupos e páginas, facilita a comunicação e interação entre
estudantes e docentes, envolvendo os estudantes para além do espaço da sala
de aula com conteúdos de aprendizagem e atividades de grupo.
• Twitter, apoio às interações entre estudantes e docents na aula,
providenciando espaços onde se estabelece e mantém uma comunidade de
participação, partilha, discussão e reflexão em torno de materiais de estudo.
• Experiências positivas relacionadas com aprendizagem colaborativa.
• Estudantes revelaram dificuldade em transferir competências adquiridas no uso
pessoal das RS, para um uso educativo e profissional que requer a construção
de diferentes identidades digitais, demonstrando alguma resistência em
aprender essas diferentes identidades digitais.
SFRH/BPD/116440/2016
Avaliação e feedback (22)
Graduação (12); Pós-graduação (5); Internacional (1).
(8)
• Clickers e Riddle (ferramenta de quiz) usadas durante as aulas como
ferramentas de interação dos estudantes com o conteúdo.
– Contribuem para a melhoria da aprendizagem ativa, aumento da
participação e envolvimento na aula.
– A interação anónima foi considerada positiva em momentos presenciais.
• Feedback vídeo e audio, para fazer resumos dos conteúdos e comunicação
assíncrona e individual entre professor e estudante.
• Anotação eletrónica, tem um retorno mais rápido, afetando positivamente a
avaliação.
• Uma maior satisfação relativa à avaliação e ao feedback aumenta a motivação
e promove uma participação mais ativa na aprendizagem. É necessário ter em
consideração a estrutura do feedback: atempado, encorajador, e apoiando os
estudantes na construção melhorada do seu trabalho.
SFRH/BPD/116440/2016
Mundos virtuais 3D (20)
Graduação (9); Pós-graduação (4).
(13)
• Laboratórios virtuais remotos, integrados em atividades do curso, presenciais e a
distância.
– Reflecte positivamente nos níveis de enolvimento e aprendizagem dos
estudantes, assim como num sentimento de maior satisfação.
• Simuladores (Virtuais e realidade aumentada), permite a interação em ambientes
de simulação, podendo replicar situações da vida real, num processo de avaliação
contínuo e individual através do feedback do sistema, potenciando a aquisição de
competências essenciais.
• Jogos, abordagem mais lúdica à aprendizagem considerada motivadora,
beneficiando dos diferentes níveis e objetivos do não-jogador incorporados nos
jogos; com abordagens mais competitivas, como drill-quiz, são usados como forma
de reforçar competências.
– impacto positivo no desenvolvimento de comunicação e competências
linguísticas, cooperação entre estudantes e docentes-estudantes.
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias de colaboração (18)
Graduação (10); Pós-graduação (4).
(6)
• Wiki, a ferramenta mais utilizada para a promoção de atividades de aprendizagem
colaborativa, enquadradas por metodologias b-learning e m-learning.
– Motivação no seu uso, mas pouca compreenção sobre o valor da ferramenta
na promoção da aprendizagem colaborativa.
• Documentos partilhados - Google Drive, Etherpad - promoção de trabalho
colaborativo, partilha, edição, escrita e comentários aos trabalhos por estudantes a
trabalhos de outros colegas numa abordagem diferente à comunicação, tendo que
acordar previamente as regras de edição e comentário aos trabalhos uns dos
outros.
• Blogues
SFRH/BPD/116440/2016
Comunicação interpessoal (13)
Graduação (6); Pós-graduação (3); Internacional (2); c/Deficiência (1).
(3)
• Videoconferência, apoio à comunicação entre estudantes e professors, num
contínuo diálogo e interação (fora da sala de aula), estimulando a participação dos
estudantes.
• Foruns usados para o apoio a uma prática reflexiva, de comunicação, amplificando
a voz dos estudantes e promovendo uma aprendizagem ativa.
• MSN Messenger / WhatsApp / Twitter, facilitadoras das interações e
comunicação em momentos na sala de aula.
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias móveis (11)
Graduação (4); Pós-graduação (1).
(2)
• Combinam metodologias de ensino e aprendizagem presencial e à distância,
dentro do m-learning.
– Perceção positiva sobre o seu uso como complemento às atividades da aula,
(ex: usar a biblioteca online).
– Os estudantes consideraram que o impacto do seu uso poderá ser
influenciado pelos níveis de literacia da informação (Carmen-Ricoy & Da Silva-Couto,
2016), assim como o seu uso numa tarefa que consiga enquadrar a tecnologia
tirando o máximo partido do seu potencial (Yi et al., 2016).
SFRH/BPD/116440/2016
Conclusões
Usadas em combinação de metodologias de ensino presencial ou a
distância, frequentemente em relação com o método flipped classroom
As tecnologias digitais foram fortemente utilizadas no apoio à publicação e
partilha de conteúdo.
No geral a perceção e impacto do seu uso é positivo ao nível académico, da
participação e na capacidade de aprendizagem (ativa, reflexiva).
Promovendo a colaboração, autonomia e sentimentos de motivação nos
processo de aprendizagem.
SFRH/BPD/116440/2016
Flexibildade dos espaços de aprendizagem e acesso a esses espaços,
permitindo um envolvimento remoto, ao ritmo do estudante, em espaços
síncronos de simulação e replicação de ambientes reais.
Estes acessos remotos tendem a complementar as atividades de aprenidazem
presenciais.
Novas abordagens pedagógicas suportadas por tecnologias específicas são
reduzidas, mas trazem desafios de mudança nos papéis dos estudantes, que
revelaram alguma dificuldade em aprender estes novos papéis mais
participativos online, com mais ênfase na comunicação e colaboração, aspetos
que habitualmente não são requeridos nos contextos académicos.
O uso feito das Tecnologias digitais está intimamente ligado, ou será que até
refletem, o Currículo, os tipos de Avaliação valorizados e também à
Formação dada aos professors e experiências durante a formação dos
estudantes.
9 e 10 de julho, 2018
Local: FPCEUP
SFRH/BPD/116440/2016
Tecnologias digitais como suporte à aprendizagem de
estudantes do Ensino Superior: revisão de literatura
Marta Pinto, Carlinda Leite
mpinto@fpce.up.pt, carlinda@fpce.up.pt
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do
Porto

Tecnologias digitais como suporte à aprendizagem de estudantes do Ensino Superior: revisão de literatura

  • 1.
    9 e 10de julho, 2018 Local: FPCEUP SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias digitais como suporte à aprendizagem de estudantes do Ensino Superior: revisão de literatura Marta Pinto, Carlinda Leite mpinto@fpce.up.pt, carlinda@fpce.up.pt Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
  • 2.
    Expectativas de umatransformação em educação ao nível do espaço físico das escolas e das formas de fazer chegar e interagir com o conteúdo (Pedro, Barbosa, & Santos, 2018; Siemens & Tittenberger, 2009). Transformações efetivas no modo como se faz chegar o conteúdo, em processos de aprendizagem mais personalizados, no acesso a ambientes de aprendizagem, nos papéis assumidos por professors e estudantes, no acesso equitativo ao Ensino Superior (Conole & Alevizou, 2010; Henderson, Selwyn, & Aston, 2017). SFRH/BPD/116440/2016 Enquadramento
  • 3.
    SFRH/BPD/116440/2016 Dispositivos móveis etecnologias digitais têm suportado metodologias de e-learning, b-learning e m-learning, combinando tecnologias síncronas e assíncronas (Garrison & Kanuka, 2004) que requerem desenhos instrucionais mais flexíveis, o alargamento das fronteiras entre os contextos e ambientes de ensino e aprendizagem formais e informais, e a diluição da distinção clara do uso de tecnologias para fins pessoais ou académicos. Expectativas …como é que a transformação vai continuar a suportar e melhorar a educação (Selwyn, 2016). É importante olhar para trás para compreender como é que as tecnologias têm vindo a fazer parte dos contextos académicos. Que Tecnologias Digitais estão a ser usadas pelos estudantes do Ensino Superior, no suporte à aprendizagem?
  • 4.
    SFRH/BPD/116440/2016 SCOPUS ‘‘ensino superior”E ‘‘tecnologia” E “estudantes” E “aprendizagem”. PTPT ENEN 851
  • 5.
    SFRH/BPD/116440/2016 Análise dos resumos/artigos Umaou mais tecnologias usadas no suporte à aprendizagem de estudantes do ES. Dados recolhidos junto de estudantes do ES. Tenologias em desenvolvimento. 248
  • 6.
    SFRH/BPD/116440/2016 1. Ambientes deGestão da Aprendizagem: Blackboard, Moodle, Plataformas de cursos online. 2. Publicação e partilha: Blogs, Wikis, Flickr, YouTube, Podcast, Social Bookmarking, e-portfolio, Digital storytelling, e-books, Video lectures, etc. 3. Colaboração: Google Docs, Social Bookmarking, Mind Maps, Wikis, Blogs, etc. 4. Redes sociais: Facebook, Twitter, Hi5, LinkedIn, Ning, Academia.edu, etc. 5. Comunicação interpessoal: email, MSN, Skype, Forums, Video-conferência, etc. 6. Agregação de conteúdo: RSS feeds, NetVibes, Google Reader, etc. 7. Mundos virtuais 3D: Second Life, Habbo, Augmented reality, Jogos, Laboratórios virtuais, etc. 8. Avaliação e Feedback: Electronic marking, Clickers, Audio feedback, Computer note taking, etc. 9. Mobile: aplicações móveis. 10.Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC): software ou aplicações com base na internet (condições: referência específica a TIC, ou ‘conjunto de tecnologias’). Tecnologias Digitais de suporte à aprendizagem no Ensino Superior (Batista, Morais & Ramos, 2016)
  • 7.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias digitais usadaspor estudantes do Ensino Superior, no suporte à aprendizagem Nº de artigos Publicação e partilha
  • 8.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias digitais usadaspor estudantes do Ensino Superior, no suporte à aprendizagem Graduação; Pós-graduação; Internacional; c/Deficiência; Não-tradicional; Geral 56 Publicação e partilha
  • 9.
    SFRH/BPD/116440/2016 Ambientes de gestãoda aprendizagem (58) Moodle & Blackboard MOOCs & SPOCs (Small Private Online Courses) Laboratórios Virtuais • Compreender o impacto e resultados de aprendizagem. • Motivação envolvimento na aprendizagem. Os estilos de aprendizagem influenciam as experiências de aprendizagem e a sua intenção de uso desta tecnologia/ambientes no apoio à aprendizagem Tecnologia assistiva de apoio a estudantes com necessidades educativas especiais • Práticas de e-learning e b-learning; • Unidades curriculares específicas. • Potencia a comunicação com estudantes (internacionais). Graduação (30); Pós-graduação (14); Internacional (2); c/Deficiência (1). (14)
  • 10.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias da Informaçãoe Comunicação (52) • Uso para apoio à aprendizagem académica e social. • Vários estudos estabeleceram a relação entre o seu uso e o aumento da performance académica. • Uso em processos de aprendizagem presencial e b-learning. • Perceção positiva dos estudantes relativamente à influência positive das TIC no seu trabalho académico. • Perceção de desvantagens de uso das TIC em relação ao aumento do stress desentendimentos nas relações e situações de conflitos, tendo-se apontado no sentido de alguma incivilidade nas interações mediadas pelas TIC, entre estudantes e estudantes-instituição. Graduação (23); Pós-graduação (13); c/Deficiência (2). (11)
  • 11.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias de publicaçãoe partilha (40) • Tecnologias vídeo (maioritária) usada em combinação de momentos de aprendizagem presencial e a distância, frequentemente adotadas em métodos de flipped classroom, resultando num envolvimento mais positivo e de maior participação durante os momentos de aula. • Potencial de registo das aulas e de experiências no terreno, usadas como complemento às aulas, usada pelos alunos ao seu próprio ritmo de estudo, e no apoio à preparação para momentos de avaliação. • Storytelling usada em actividades de aprendizagem reflexive e crítica, levantando algumas questões éticas relacionadas com o conteúdo partilhado advindo de histórias pessoais dos estudantes e que é tornado público. • Podcasts facilita o acesso a conteúdos da aula, em casos de registo da mesma.
  • 12.
    SFRH/BPD/116440/2016 • Blogues, usadossobretudo em atividades de escrita (reflexões pessoais) ou partilha de conteúdo escrito relacionado com o curso, partilha entre pares e com docents, com atividades de revisão por pares, e para avaliação, pelos docents, das interações dos estudantes com o conteúdo. • e-books, acessibilidade a documentos a qualquer hora e lugar. • e-portfolios, uso na relação com a aprendizagem de apoio ao desenvolvimento de carreira e orientação future (pós-graduação) (Yang, Coleman, Das, & Hawkins, 2015). • Wiki, tarefas individuais de escrita, com resultados positivos nos resultados se aprendizagem. • Qrcodes, apoio a aulas desenvolvidas no terreno, facilitando o acesso a recursos e conteúdos for a da sala de aula. Graduação (23); Pós-graduação (5); Não-tradicionais (1). (18)
  • 13.
    SFRH/BPD/116440/2016 Redes sociais (26) Graduação(18); Pós-graduação (4); Internacional (1). (11) • Facebook grupos e páginas, facilita a comunicação e interação entre estudantes e docentes, envolvendo os estudantes para além do espaço da sala de aula com conteúdos de aprendizagem e atividades de grupo. • Twitter, apoio às interações entre estudantes e docents na aula, providenciando espaços onde se estabelece e mantém uma comunidade de participação, partilha, discussão e reflexão em torno de materiais de estudo. • Experiências positivas relacionadas com aprendizagem colaborativa. • Estudantes revelaram dificuldade em transferir competências adquiridas no uso pessoal das RS, para um uso educativo e profissional que requer a construção de diferentes identidades digitais, demonstrando alguma resistência em aprender essas diferentes identidades digitais.
  • 14.
    SFRH/BPD/116440/2016 Avaliação e feedback(22) Graduação (12); Pós-graduação (5); Internacional (1). (8) • Clickers e Riddle (ferramenta de quiz) usadas durante as aulas como ferramentas de interação dos estudantes com o conteúdo. – Contribuem para a melhoria da aprendizagem ativa, aumento da participação e envolvimento na aula. – A interação anónima foi considerada positiva em momentos presenciais. • Feedback vídeo e audio, para fazer resumos dos conteúdos e comunicação assíncrona e individual entre professor e estudante. • Anotação eletrónica, tem um retorno mais rápido, afetando positivamente a avaliação. • Uma maior satisfação relativa à avaliação e ao feedback aumenta a motivação e promove uma participação mais ativa na aprendizagem. É necessário ter em consideração a estrutura do feedback: atempado, encorajador, e apoiando os estudantes na construção melhorada do seu trabalho.
  • 15.
    SFRH/BPD/116440/2016 Mundos virtuais 3D(20) Graduação (9); Pós-graduação (4). (13) • Laboratórios virtuais remotos, integrados em atividades do curso, presenciais e a distância. – Reflecte positivamente nos níveis de enolvimento e aprendizagem dos estudantes, assim como num sentimento de maior satisfação. • Simuladores (Virtuais e realidade aumentada), permite a interação em ambientes de simulação, podendo replicar situações da vida real, num processo de avaliação contínuo e individual através do feedback do sistema, potenciando a aquisição de competências essenciais. • Jogos, abordagem mais lúdica à aprendizagem considerada motivadora, beneficiando dos diferentes níveis e objetivos do não-jogador incorporados nos jogos; com abordagens mais competitivas, como drill-quiz, são usados como forma de reforçar competências. – impacto positivo no desenvolvimento de comunicação e competências linguísticas, cooperação entre estudantes e docentes-estudantes.
  • 16.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias de colaboração(18) Graduação (10); Pós-graduação (4). (6) • Wiki, a ferramenta mais utilizada para a promoção de atividades de aprendizagem colaborativa, enquadradas por metodologias b-learning e m-learning. – Motivação no seu uso, mas pouca compreenção sobre o valor da ferramenta na promoção da aprendizagem colaborativa. • Documentos partilhados - Google Drive, Etherpad - promoção de trabalho colaborativo, partilha, edição, escrita e comentários aos trabalhos por estudantes a trabalhos de outros colegas numa abordagem diferente à comunicação, tendo que acordar previamente as regras de edição e comentário aos trabalhos uns dos outros. • Blogues
  • 17.
    SFRH/BPD/116440/2016 Comunicação interpessoal (13) Graduação(6); Pós-graduação (3); Internacional (2); c/Deficiência (1). (3) • Videoconferência, apoio à comunicação entre estudantes e professors, num contínuo diálogo e interação (fora da sala de aula), estimulando a participação dos estudantes. • Foruns usados para o apoio a uma prática reflexiva, de comunicação, amplificando a voz dos estudantes e promovendo uma aprendizagem ativa. • MSN Messenger / WhatsApp / Twitter, facilitadoras das interações e comunicação em momentos na sala de aula.
  • 18.
    SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias móveis (11) Graduação(4); Pós-graduação (1). (2) • Combinam metodologias de ensino e aprendizagem presencial e à distância, dentro do m-learning. – Perceção positiva sobre o seu uso como complemento às atividades da aula, (ex: usar a biblioteca online). – Os estudantes consideraram que o impacto do seu uso poderá ser influenciado pelos níveis de literacia da informação (Carmen-Ricoy & Da Silva-Couto, 2016), assim como o seu uso numa tarefa que consiga enquadrar a tecnologia tirando o máximo partido do seu potencial (Yi et al., 2016).
  • 19.
    SFRH/BPD/116440/2016 Conclusões Usadas em combinaçãode metodologias de ensino presencial ou a distância, frequentemente em relação com o método flipped classroom As tecnologias digitais foram fortemente utilizadas no apoio à publicação e partilha de conteúdo. No geral a perceção e impacto do seu uso é positivo ao nível académico, da participação e na capacidade de aprendizagem (ativa, reflexiva). Promovendo a colaboração, autonomia e sentimentos de motivação nos processo de aprendizagem.
  • 20.
    SFRH/BPD/116440/2016 Flexibildade dos espaçosde aprendizagem e acesso a esses espaços, permitindo um envolvimento remoto, ao ritmo do estudante, em espaços síncronos de simulação e replicação de ambientes reais. Estes acessos remotos tendem a complementar as atividades de aprenidazem presenciais. Novas abordagens pedagógicas suportadas por tecnologias específicas são reduzidas, mas trazem desafios de mudança nos papéis dos estudantes, que revelaram alguma dificuldade em aprender estes novos papéis mais participativos online, com mais ênfase na comunicação e colaboração, aspetos que habitualmente não são requeridos nos contextos académicos. O uso feito das Tecnologias digitais está intimamente ligado, ou será que até refletem, o Currículo, os tipos de Avaliação valorizados e também à Formação dada aos professors e experiências durante a formação dos estudantes.
  • 21.
    9 e 10de julho, 2018 Local: FPCEUP SFRH/BPD/116440/2016 Tecnologias digitais como suporte à aprendizagem de estudantes do Ensino Superior: revisão de literatura Marta Pinto, Carlinda Leite mpinto@fpce.up.pt, carlinda@fpce.up.pt Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto