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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA PAULA SOUZA
          ESCOLA TECNICA DE ILHA SOLTEIRA-SP




               LILIAN OLIVEIRA DE ABREU
               MURIEL PEREIRA DAS NEVES




QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS
      FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP.




                   ILHA SOLTEIRA-SP
                          2011
LILIAN OLIVEIRA DE ABREU
              MURIEL PEREIRA DAS NEVES




QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS
     FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP.




                   Trabalho de conclusão de curso apresentado à
                   Escola    Técnica Estadual de     Ilha Solteira
                   (ETEC), como    parte dos requisitos      para
                   Obtenção do titulo do Técnico em Enfermagem.
                   Prof° da disciplina: Márcia Cristina Ferreira
                   Orientadora: Márcia Cristina Ferreira




                  ILHA SOLTEIRA-SP
                            2011
Este trabalho de conclusão de curso foi apresentado como parte dos requisitos
necessários á obtenção do titulo Técnico em Enfermagem, outorgado pela Escola
Técnica Estadual de Ilha Solteira.




       ________________________________________________________
                               Lilian Oliveira de Abreu


       ________________________________________________________
                              Muriel Pereira das neves




                       TCC aprovado em:____/____/______.




BANCA EXAMINADORA:




             _______________________________________________
                Prof.º Márcia Cristina Ferreira(docente da disciplina)
DEDiCATÓRIA


Dedico meu trabalho em primeiro lugar á Deus pois veio dele toda a força e
perceverança de continuar lutando pelos meus objetivos.
A minha familia,meu filho Hugo que é a luz da minha vida, A professora Marcia
Ferreira grande mulher e exelente profissional e a minha companheira de TCC pois
juntas conseguimos chegar ao almejado.
                                                                           Lílian




Dedico esse trabalho primeiramente a Deus; pois a fé nele foi meu aliserce diante
dos obstáculos imposto pela vida.
A minha querida, amada e eterna Mãe, pois o meu imenso amor por ela foi minha
inspiração para o desenvolvimento do projeto. E se hoje estou aqui devo ao meus
pais; que acima de tudo sempre nos amou.
Ao meu filho Tales e ao meu marido, Eli Morais por terem compartilhado e ajudado
em toda minha trajetória com compreensão pelos momentos que estive ausente. E
em fim a professora Márcia Ferreira; pois foi a organizadora de nossas idéias com
disponibilidade em ajudar a alcansarmos nosso objetivo.
                                                                          Muriel
AGRADECIMENTOS


Agradecemos primeiramente á Deus pelo conhecimento concebido, a professora
Márcia Ferreira pela paciência e compreensão, a todos do núcleo de Saúde mental
em especial Eliana por ter aberto as portas da unidade, ao Eli Morais por ter
compartilhado no desenvolvimento do projeto e a todas as pessoas que com carinho
e muita força de vontade contribuíram para que conseguíssemos concluir este tão
esperado trabalho.
“E você aprende que realmente pode suportar que realmente é forte; e que pode ir
muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente á vida
tem valor e que você tem valor diante da vida, nossas dádivas são traidoras e nos
fazem perder o bem que podemos conquistar se não fosse o medo de tentar.”


                                                       Willian Shakespeare
RESUMO
Este estudo teve como objetivo compreender; orientar e Informar os portadores de
esquizofrenia e seus familiares como conviver com a mesma tendo uma melhor
qualidade de vida.
Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novo
paradigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia,
ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendo
medida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006).


     “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar
e entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.”
(SCAZUFCA, 2000).



Palavras- Chaves: Qualidade de vida; esquizofrenia; estrutura familiar.
SUMÁRIO


INTRODUÇÃO...........................................................................................................12


CAPITULO 1
1.1. Saúde..................................................................................................................13
1.2. Doença mental.................................................................................................. 13

CAPITULO 2
2.1. História da Esquizofrenia ................................................................................14
2.2. Esquizofrenia ................................................................................................... 14
2.3. Sintomas positivos............................................................................................14
2.4. Sintomas negativos...........................................................................................14
2.5. Qual a causa da esquizofrenia ........................................................................14
2.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia.............................................14
2.7. Sintomas precoces da esquizofrenia..............................................................15
2.8. Tipos de esquizofrenia......................................................................................15
2.8.1. Paranóide .......................................................................................................15
2.8.2. Catatônico.......................................................................................................15
2.8.3. Hebefrênico.....................................................................................................15
2.8.4. Simples............................................................................................................15
2.8.5. Indiferenciada.................................................................................................15
2.9.1. Tratamentos....................................................................................................16
2.9.2. Tratamentos farmacológicos........................................................................16
2.9.3. Clorpromazina................................................................................................17
2.9.4. Clozapina.........................................................................................................17
2.9.5. Risperidona.....................................................................................................17
2.9.6. Haloperidol......................................................................................................17
2.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos)........................................................................17
2.9.8. Lorazepam.......................................................................................................17
2.9.9. Lítio, carbolim.................................................................................................17
2.10. Intervenções psicossociais............................................................................17
CAPITULO 3
3.1. Aspectos familiares...........................................................................................18
3.2. Relações familiares e esquizofrenia................................................................18
3.3. Abordagens familiares.....................................................................................19
3.4. Pacientes x profissionais da saúde................................................................19


CAPITULO 4
4.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofrenia...........................................21


CAPITULO 5
5.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS.......................................................36


CONCLUSÃO............................................................................................................38


REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................. 39


ANEXOS ...................................................................................................................42
LISTA DE GRAFICOS
CAPITULO 5


5.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO
AOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.
Entrevistados que sabia sobre sua patologia.......................................................22
Gráfico 1- Quem administra seus medicamentos.....................................................22
Gráfico 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias........................23
Gráfico 3- Existe outra doença associada.................................................................23
Gráfico 4- Faz uso de bebidas alcoólicas .................................................................24
Gráfico 5- Já fez ou faz uso de outras drogas...........................................................24
Gráfico 6- Faz uso do tabaco....................................................................................25
Gráfico 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, ler, fazer
trabalhos manuais .....................................................................................................25
Gráfico 8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e
momentos de lazer.....................................................................................................26
Gráfico 9- Como é seu relacionamento com seus familiares....................................28
Gráfico 10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação........................28
Gráfico 11- Você tem religião/freqüenta....................................................................29


5.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO
AOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.
Gráfico 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre .....................31
Gráfico 2- Você já ouviu falar sobre transtorno mental ou conhece algum portador
da doença...................................................................................................................31
Gráfico 3- Você acha complicada a vida do portador de transtorno mental.............32
Gráfico 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o
portador de transtornos mentais ................................................................................32
Gráfico 5- Sua família tem acompanhamento de profissionais da saúde e outros;
“grupo de apoio por exemplo.”...................................................................................33
Gráfico 6- Você acredita que o portador de transtorno mental, leva uma vida
normal.........................................................................................................................33
Gráfico 7- Como você classifica sua qualidade de vida............................................34
Gráfico 8- Você sabia que familiar do portador de transtorno mental tem
probabilidade a desenvolver a patologia....................................................................34
Gráfico 9- Você acha que a internação em hospitais especializados é essencial para
a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas.......................35
Gráfico 10- Você acha que a estrutura e o apoio familiar são extremamente
importantes no dia-a-dia.............................................................................................35
12



Introdução
De acordo com literaturas consultadas a esquizofrenia é uma patologia crônica,
grave atinge 1% da população em geral; mesmo sendo sintomática é imprevisível.
É uma das principais psicoses, mesmo assim o conhecimento sobre a doença é
precário, quase não se fala ou não se sabe, entretanto existem preconceitos e tabus
sobre a mesma.
Esta patologia vem sendo estudada desde 1911 e ainda é um desafio para
cientistas, psiquiatras e estudiosos, porque esquizofrenia não é apenas uma
patologia, mas a junção de várias doenças mentais. Ha vários tipos de esquizofrenia
e outros ainda desconhecidos, desafiando a inteligência humana. Portanto faz-se
necessário que o portador de esquizofrenia seja tratado com respeito sempre;
chamá-lo pelo nome, com firmeza, principalmente nos momentos de crise, pois são
pessoas especiais não diferentes; eles não têm controle sobre a crise sendo assim
necessitam de atenção e compreensão dos profissionais de saúde, de toda
comunidade e familiares principalmente, pois eles que irão conviver por mais tempo
com o portador, e a graduação de amor é diferente, quando verdadeiro.
Desenvolvemos este trabalho de pesquisa qualitativa e quantitativa; bibliográfica e
de campo, com a utilização de questionários de perguntas fechadas a fim de
realizarmos levantamento de dados com clientes que freqüentam; o núcleo de saúde
mental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP; para analisarmos a qualidade de
vida dos portadores de esquizofrenia e seus familiares; Com o objetivo de
Compreender; orientar e Informar os portadores da doença e seus familiares como
conviver com a mesma tendo uma melhor qualidade de vida.
Um conjunto de ações que ajudará que seja possível ter uma melhor qualidade de
vida.
Avaliando as dificuldades enfrentadas no dia a dia tanto dos portadores da patologia
quanto de seus familiares.
Então fica uma lacuna será que existe o completo bem-estar; que é colocado pela
organização mundial de saúde. Ou vivemos com ausência da “mesma”?
Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um item
contribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda está
sendo gerado até, o dia de sua morte.
13



CAPITULO 1
1.1. Saúde
Saúde: estado em que há normalidade de funcionamento do organismo humano.
(DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE 2009).
     “A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência
de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social.”

     “Para Medeiros, et al. 2005 a saúde, então, passa a ser uma realidade que opera
determinados processos existenciais ao mesmo tempo em que só é possível a partir de
determinadas operações, de certos campos de conhecimento.
     ” De acordo com as citações lidas entendemos que saúde todos a buscam de
uma maneira ou de outra, pois se sabe que ao encontro dela pode se viver melhor,
ter qualidade em tudo que possa exercer ao longo de sua vida. Poderá certamente
falar em “perfeito bem-estar social”. (OMS) (MEDEIROS, et al. 2005) (DICIONÁRIO
BRASILEIRO DE SAÚDE 2009)


1.2. Transtorno mental
       “Segundo a organização mundial de saúde 450 milhões de pessoas sofrem de
transtornos mentais, resultantes de uma complexa interação de fatores genéticos e
ambientais.” (VOLCAN, et al. 2003).
       “No entanto, o adoecer psíquico é facilmente percebido, pois em geral, são
apresentados pelos indivíduos que adoecem comportamentos fora daqueles normalmente
aceitos pela sociedade.” (SPADINI, et al. 2006).
       “A história da doença mental, ou “loucura” é relatada desde os primórdios da
civilização, onde a pessoa considerada anormal era abandonada á sua própria sorte para
morrer de fome ou por ataque de animais.” (Rodrigues, 2001).
       “O doente mental era considerado como métodos mágico-religiosos, eram
exorcizados, chicoteados e queimados.” (LIMA, et al. 2000).
       “Já no século XVIII, Pinel trouxe um entendimento sobre a doença mental que passou
a ser considerado como um distúrbio do sistema nervoso, e então recebeu a denominação
de doença.” (LIMA, et al. 2000).
       “As psicoses caracterizam-se pela existência de alterações da personalidade e por
uma atividade mental de tipo delirante.” (ESPINOSA, 2000).


De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que é
uma realidade global, são também pouco compreendidos.
Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre de
algum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita,
surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúde
ou qualidade de vida.
Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtorno
mental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgado
como possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, e
sem expectativas.
 (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000).
14



CAPITULO 2
2.1. História da Esquizofrenia
       “Kraepelin foi o primeiro autor que a classificou, chamando-a “demência precoce”.
Posteriormente, Bleuler a chamou de “Esquizofrenia”. (ESPINOSA, 2000).
       “Eugen Bleuler em 1911 descreveu a esquizofrenia como grupo de transtornos
caracterizados por alucinações, delírios e desorganização do pensamento em pacientes
jovens previamente sadios.” (Wyatt, 2001 citado por QUARANTINI, et al. 2005).
       “A descrição de deterioração nas funções cognitivas e na personalidade, bem como
delírios de grandeza e paranóia, já existiam no século XV A.C.” (SILVA et al. 2000).

2.2.Esquizofrenia
Esquizofrenia inclui um grupo de estados patológicos inter relacionados.
     “...existem causas orgânicas demonstráveis ou déficit intelectual, sendo
completamente abrangente, já que afeta todas as dimensões da existência do indivíduo.”
(Azevedo, 2007)

A esquizofrenia é um transtorno psíquico sério, julgado como personalidade dividida
cujo diagnóstico ainda está em estudo, pois é uma das principais causas de
incapacitação de pessoas em todo mundo, talvez por afetar a capacidade intelectual
e interferir na realidade social. (ESPINOSA, 2000) (VILLARES, 2000) (Azevedo, 2007)
(SILVA et al. 2000)

2.3. Sintomas positivos
       “Os sintomas positivos ocorrem nos episódios agudos e podem ser muito
assustadores. Os mais comuns são: Sentimento de estar sendo controlado por forças
exteriores- os pensamentos e ações seriam determinados por motivações alheias ao
individuo; alterações da percepção- a pessoa ouve vozes, vê coisas, sente cheiros ou tem
outras sensações sem que nada exista (alucinações) crenças estranhas- são delírios.”
(AMARAL, 2003).

2.4. Sintomas negativos
      “Geralmente, as pessoas ficam incapacitadas para o trabalho, para as coisas do
cotidiano e podem chegar até ao abandono do cuidado com a própria higiene: Perda de
concentração; falta de energia e motivação; desinteresse pelas pessoas e pelo ambiente.”
(AMARAL, 2003).

2.5. Qual a causa da esquizofrenia?
      “Esta causa ainda não está estabelecida. Sabemos que há um componente genético
importante. Quando alguém tem um familiar próximo com esquizofrenia o seu risco de ter
essa doença passa de 1%( da população em geral) para 10%. Sabe-se que, além do fator
genético, fatores ambientais e experiências de vida interagem nesse processo de uma
forma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003).

2.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia
      “A maioria dos casos surge entre 13 e 25 anos. A ocorrência em crianças pessoas
mais idosas é mais rara.” (AMARAL, 2003).
      “A Esquizofrenia tende a se manifestar mais cedo no sexo masculino e ainda não
sabemos por que os problemas que ocorrem na formação do cérebro muito precocemente
demoram anos para se manifestarem.” (AMARAL, 2003).
15



2.7. Sintomas precoces da esquizofrenia
      “Os sintomas podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa. Por isso,
consideramos a esquizofrenia um conjunto heterogêneo de transtornos mentais e não um
transtorno único.”
      “Os sintomas podem se desenvolver lentamente, durante meses ou anos, ou podem
aparecer e desaparecer em ciclos de recaídas e remissões.” (AMARAL, 2003).
Os comportamentos que podem ser sinais precoces de esquizofrenia são:
                   Ouvir ou ver coisas que não existem;
                   Sentimento constante de estar sendo vigiado;
                   Maneira de falar ou escrever que não tem sentido;
                   Posições corporais atípicas;
                   Sentir-se indiferente em situações importantes;
                   Deteriorações da capacidade de estudar e trabalhar;
                   Mudança da aparência ou da higiene corporal;
                   Mudança de personalidade;
                   Aumento do isolamento nas situações sociais;
                   Incapacidade de concentra-se e dificuldade para dormir;
                   Comportamento inapropriado ou inadequado;
                   Preocupação extrema com temas religiosos ou misticismo.


Analisamos que, a esquizofrenia compromete a felicidade do portador ao longo da
vida, profissionalmente, intelectualmente, financeiramente entre outros.

2.8. Tipos de esquizofrenia.
2.8.1. Paranóide
      “De apresentação mais tardia, nela predominam os quadros delirantes auto-
referenciais (místicos, messiânicos, persecutórios). São características, também, a
ansiedade, a irritação, a discussão e a violência.” (ESPINOSA, 2000).

2.8.2. Catatônico
       “Apresenta perturbações psicomotoras e pode haver alteração entre extremos como
hipercinesia estupor ou obediência automática, negativismo e mutismo.” (FIGUEIREDO et
al., 2008).

2.8.3. Hebefrênico
      “Corresponde ao tipo desorganizado, tem início mais precoce. Predominam alterações
do pensamento, e das emoções, juntamente com a fraqueza de vontade e comportamentos
estranhos.” (ESPINOSA, 2000).

2.8.4. Simples
      “Há um desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta estranha,incapacidade
de atender ás exigências da sociedade e um declínio no desempenho total.Delírios
alucinações não são evidentes.” (FIGUEIREDO et al., 2008).

2.8.5. Indiferenciada
      “São as psicoses esquizofrênicas que não se encaixam nem em CID F20. 0 e nem em
CID F20. 2.” (OLIVEIRA, 2008).
16



2.9.1. Tratamentos
       “Não existe cura definitiva, os portadores podem apenas ser beneficiados pela
utilização de medicamentos. Além dos tratamentos farmacológicos, a terapêutica inclui:
psicoterapia cognitiva, terapia familiar de apoio e eletroconvulsoterapia.” (FIGUEIREDO et
al., 2008).
       “A intervenção no primeiro episódio de transtorno oferece uma oportunidade única no
tratamento da esquizofrenia.” (GIACON et al. 2006).
       “Esses tratamentos poderão ser desenvolvidos no âmbito hospitalar ou não,
dependendo da gravidade da doença. Hoje é preconizado que o paciente só seja internado
em surtos agudos, cuja gravidade não permite tratamento ambulatorial, no consultório
médico ou em comunidades terapêuticas. As internações devem ser criteriosas e de curta
duração.” (FIGUEIREDO et al., 2008).
       “O plano de assistência de enfermagem para um individuo com esquizofrenia deve
atender aos problemas identificados respeitando a singularidade do paciente e suas
crenças.” (FIGUEIREDO et al., 2008).

De acordo com Figueiredo et al. 2008; alguns pontos importantes são:

              1. Estimular a socialização e a participação em atividades terapêuticas.
              2. Manter vigilância constante e discreta devido aos momentos de delírios e
                  alucinações, que podem chegar a um quadro de agitação psicomotora
                  envolvendo uma emergência psiquiátrica.
              3. Atentar para a comunicação verbal e não verbal.
              4. Alguns aspectos a considerar no cuidado a estes pacientes com relação
                  aos diagnósticos de enfermagem gerais são:
              5. Manter um ambiente agradável.
              6. Mostrar uma atitude tranqüila.
              7. Empregar frases curtas e simples, e um tom de voz firme
              8. Permanecer com o paciente, o orientado no tempo e no espaço e em
                  relação ás pessoas.
              9. Estimular a realização de atividades simples e concretas, e propor-lhe
                  entretenimentos que não impliquem competição. (FIGUEIREDO et al.,
                  2008)
      “Deverá ser avaliada a sua capacidade para participar em atividades nas quais tenha
de se movimentar, podendo ser individuais de início, para induzir gradualmente em
atividades de grupo, de acordo com a capacidade.” (ESPINOSA, 2000).
      “Caso mostre agressivo evitar invadir o seu espaço pessoal, a menos que seja
imprescindível.” (ESPINOSA, 2000).



2.9.2. Tratamentos farmacológicos

     “Para Giacon et al. 2006 o tratamento farmacológico no primeiro episódio da
esquizofrenia consiste no uso de medicamentos antipsicóticos, chamados neurolépticos.”

      “FIGUEIREDO et al., 2008 refere que antipsicóticos são drogas que atuam no SNC e
agem reduzindo sintomas de alucinações,delírios,entre outros.são portanto,medicamentos
redutores de quadros psicóticos.”

2.9.3. Clorpromazina:
      “Antipscótico que bloqueia os receptores dopaminérgicos no cérebro.” (DICIONÁRIO
DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).
17



2.9.4. Clozapina:
      “Antipsicótico o seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido bloqueia os
receptores D1eD2 dopa-minérgicos, e anti-histamínico, o bloqueio da atividade alfa-
adrenérgica pode ajudar na ação terapêutica.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).

2.9.5. Risperidona:
      “Antipsicótico atua através do antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico central.
Efeitos terapêuticos: diminuição dos sintomas dos sintomas de psicose.” (DICIONÁRIO DE
ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).

2.9.6. Haloperidol:
      “Neuroléptico, antipsicótico altera os efeitos da dopamina no SNC. É também um
bloqueador anticolinérgico e alfa-adrenérgico. Diminuição dos sinais e sintomas de
psicoses.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:
2009/2010).


2.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos)
       “São drogas que provocam redução de tensão emocional e ansiedade.” (FIGUEIREDO
et al. 2008).

2.9.8. Lorazepam:
      “Cedativo-hipinótico potente derivado benzodiazepínico, que age como ansiolítico sem
produzir ataxia. Possui propriedades anticonvulsivante, antimorfina e antitremor.”
(DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:
2009/2010).


2.9.9. Lítio, carbolim:
       “Antimaníaco psicose maníaco-depressiva. Profilaxia da mania recorrente.”
(DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM:
2009/2010).


2.10. Intervenções psicossociais
     “O tratamento psicossocial consiste no tratamento do paciente, baseado no
envolvimento deste com atividades sociais e ocupacionais.” (GIACON et al. 2006).
É fundamental que o familiar tenha um acompanhamento de profissionais habilitados
para que haja melhor eficácia no tratamento do portador de esquizofrenia; pois com
melhor conhecimento dos seus familiares sobre a doença torna-se mais fácil o
convívio entre eles, fazendo assim com que ajudem na reabilitação com esperança
de um futuro melhor. (LIMA et al., 2000) (GIACON et al. 2006)(NAVARINE, 2008)
(PORTAR DEDICADO A PACIENTES E PORTADORES).
     “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar e
entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.” (SCAZUFCA,
2000).
18



CAPITULO 3
3.1. Aspectos familiares
       “(Villares, 2000) relata que, a família tem um lugar e uma função centrais na vida dos
portadores de esquizofrenia. Essas pessoas freqüentemente vivem com a família de origem
ou mantêm contato regular com familiares, o que significa que são esses que geralmente
identificam inicialmente algum problema, buscam o tratamento, tornam-se responsáveis pela
administração das prescrições médicas e articuladores do cotidiano de seu familiar doente.
Nessa convivência, aprendem a enfrentar momentos de agravamento do quadro
sintomatológico e a manejar situações de inatividade, depressão, agressividade, confusão,
desorganização e inadequação. O cotidiano familiar é marcado por uma permanente
imprevisibilidade e pelas questões: "Quando será a próxima crise?" ou "Quanto tempo vai
durar essa fase boa?". Além disso, os familiares têm que redimensionar as expectativas
quanto ao futuro de seu familiar doente e quanto ao próprio futuro face à demanda de
cuidados que gera custos e perdas para todos. Também precisam auxiliar o doente a lidar
com suas perdas e com o empobrecimento de sua vida social, afetiva e profissional. Tudo
isso constitui a experiência do "fardo" ou sobrecarga familiar.”

      “Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funções
psíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador. Para seu
enfrentamento, a família é o principal suporte psicossocial.”


3.2. Relações familiares e esquizofrenia
       “De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica,
freqüentemente incapacitante, e aos familiares cabe cuidar ou administrar, de alguma
maneira, o membro da família que sofre, fica dependente e desorganizado. À família cabe
promover o contato entre o doente e os serviços de saúde existentes. Essa tarefa envolve
procurar, avaliar e encaminhar o doente ao médico, hospital ou serviço de saúde disponível;
conduzir as "negociações" entre o profissional que prescreve determinado tratamento e o
familiar, que identificado como paciente, reluta em aceitá-lo; lidar com as situações de crise,
decidindo quando é possível o manejo em casa e quando buscar ajuda emergencial.
Nem todos os familiares possuem condições estruturais, econômicas e emocionais para
conduzir satisfatoriamente esses aspectos da convivência com a doença. Entretanto, de
alguma forma elaboram a experiência, lidam com seu sofrimento e expectativas e podem
viabilizar a convivência com a doença, buscando apoio em sua rede de conhecidos, em
algum sistema de crenças e em tratamentos alternativos.” (VILARES et al.1999).


Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica e
incapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mas
também a família que é a base e estrutura do portador.
Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem uma
maior convivência com os mesmos.
De acordo com Scazufca (2000) os familiares após o engajamento da família, inicia-
se a intervenção com o programa de educação. Familiares e pacientes tem direito a
informação sobre a situação que esta vivendo e a esclarecer as suas duvidas sobre
essa situação.
19



O sofrimento é inevitável por parte da família, pois passam a viver inteiramente com
a doença do portador de esquizofrenia. A convivência de fato torna-se indispensável.
(NAVARINE, et al. 2008)


     “Segundo Scazufca (2000) as intervenções psicossociais com familiares de indivíduos
com esquizofrenia se desenvolveram a partir de estudos que mostraram que a presença de
um membro com esquizofrenia na família está relacionada á sobrecarga em diversos
aspectos da vida da família e seus membros, com os relacionamentos, lazer, saúde física e
mental.”
     “O clima afetivo familiar critico, hostil e de alto envolvimento emocional pode afetar
negativamente o curso da doença.” (SCAZUFCA, 2000).


      “O diagnóstico de doença mental gera um sentimento inexplicável, um vazio uma
baixa condição da qualidade de vida. Sentimentos derivados passam a fazer parte do
cotidiano, como o medo, a tristeza, a vergonha e a piedade, um aglomerado de ações ou
efeitos do sentir.” (NAVARINE et al. 2008).


3.3. Abordagens familiares
      “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelo
sofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se o
companheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.”

     “As intervenções psicossociais são parte do tratamento do familiar com esquizofrenia e
devem ser planejadas conjuntamente com o tratamento medicamentoso e outros clínicos
específicos.” (SCAZUFCA, 2000).


De acordo com os textos lidos a família é essencial na vida do portador de
esquizofrenia, ajudando e acompanhando no tratamento. Tudo pode parecer
dificultoso, mas quando é feito com carinho e muito amor por parte de qualquer
familiar o tratamento obtém mais resultado. Mostrar interesse em relação a patologia
do mesmo não pode ser em nenhum momento deixada de lado pelos profissionais
da saúde pois são eles que devem orientar e informar sobre qualquer duvida que
surgir ao longo do tratamento. (VILARES et al.1999) (SCAZUFCA, 2000) (Revista
Nursing, 2007) (NAVARINE et al. 2008) (FIGUEIREDO et al., 2008)


3.4. Pacientes x profissionais da saúde
      “Os profissionais e os planejadores de serviços de saúde concordam sobre a
importância de se prover serviços aos familiares de portadores de esquizofrenia, mas vários
fatores ainda contribuem para dificultar a implantação e a condução efetiva desses. Diversos
autores têm analisado as barreiras entre o sistema de saúde e as famílias de pacientes com
esquizofrenia, uma vez que essas representam um problema que deve ser abordado para
que se viabilize a oferta de serviços adequados às realidades socioculturais dessas
famílias.” (VILARES, 2000).
20



       “O paciente não pode ser tratado como um doente, mas, sim como indivíduo, que é
único, os cuidados de enfermagem precisam atender ás necessidades específicas. ( LIMA et
al., 2000)
       “É prioritário proporcionar confiança ao paciente, vinculando-se a ele e ajudando-o a
desenvolver relacionamento com outras pessoas.” (LIMA et al., 2000).

     “Os dados de realidade, quando distorcidos, devem ser corrigidos, evitando-se uma
imposição. (LIMA et al., 2000)
21



CAPITULO 4
4.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofrenia
Qualidade de vida é, certamente, um conceito amplo, que incorpora todos os
aspectos da existência de um individuo.
     “O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia começou como
uma intenção da crescente preocupação com o retorno de doentes mentais crônicos a
comunidade.” (SOUZA; COUTINHO, 2006).

       “... a qualidade de vida está relacionada á saúde e ao seu estado subjetivo”.
(SANDRI, 2008).
      “A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu qualidade de vida como a percepção
do individuo a respeito de sua posição na vida, dentro do contexto, da cultura e do sistema
de valores no qual ele vive, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e
preocupações. É um conceito de caráter multidimensional e abrangente, que incorpora, de
uma forma complexa, domínios como a saúde física, o estado psicológico, o nível de
independência, os relacionados sociais, as crenças pessoais (espirituais e religiosas) e
relações desses domínios com características ambientais.”

Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novo
paradigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia,
ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendo
medida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006).
      “... não basta apenas conhecimento e conscientização para que todos tenham uma
vida com qualidade. Isto depende também da parceria entre profissionais de saúde e a
comunidade em geral.” (SANTOS, 2004).


De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida se constitui, de
acordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia-a-dia; e que
cada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que está vivenciando no
momento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer da vida.
O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia vem com a
intenção de facilitar o retorno de doentes mentais crônicos a comunidade; e com a
preocupação na reinserção social evitando preconceitos. (VILARES, 2000);             (LIMA
et al., 2000); (SCAZUFCA, 2000); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006);
(FIGUEIREDO et al., 2008)
22



CAPITULO 5


Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dos
portadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP.
5.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO
AOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.


        Entrevistados que sabia sobre sua
                    patologia



               20%
                                            sabia
                                            não sabia
                         80%



Dos portadores de esquizofrenia entrevistado 80% sabia, ser portador da mesma e
apenas 20% não sabia, mas o que percebe-se na entrevista não é que não sabe
sobre sua doença e sim que tem uma formação de idéias equivocas.



               1- Quem administra os
           Antipsicoticos/medicamentos?
                     0



                           40%               Familiar
                                             Eu
             60%                             Outros




Dos portadores de esquizofrenia entrevistados 60% relatam que administra suas
medicações e 40% relata que é o familiar quem administra; é o correto pois torna-se
mais seguro o tratamento quando seus familiares quem administra seus
medicamentos, o risco de esquecer de tomar ou de superdosagem tornam-se bem
menores.
23




       2- Faz uso de outros medicamentos
             para outras patologias?




                                               Sim
             50%             50%
                                               Não




Como podemos analisar no gráfico acima, 50% faz uso também de medicações para
outras patologias e 50% não, apenas as da patologia do referido estudo.




            3- Existe outra doença associada?




              40%
                                               Sim
                                               Não
                            60%




60% dos entrevistados relatam ter outra doença associada, a esquizofrenia; e 40%
refere que não é portador de outra patologia. Portanto podemos refletir que a
esquizofrenia pode desenvolver outras patologias ou não varia de acordo com cada
individuo. De acordo com os gráficos percebe-se a diversidade de opiniões.
24




        4- Faz uso de bebidas alcóolicas?



                           20%


                                                Sim
                                                Não


              80%




80% dos entrevistados relatam não fazer uso de bebida alcoólica e 20% relata que
sim, o que é errado pois quem faz uso de medicamentos para transtornos
psiquiátricos o consumo de álcool deve ser 0. Porque o álcool também atua no
sistema nervoso e corta o efeito esperado da medicação, e tem clientes que deixa
de tomar suas medicações para fazer o uso de bebidas alcoólicas.




      5- Já fez ou faz uso de outras drogas?
                    0




                                       Sim já usei
                                       Matenho uso
                                       Nunca Usei


                100%




100% dos entrevistados relatam nunca ter usado outras drogas. O que é muito bom,
porque as drogas agem no sistema nervoso, e com o uso das mesmas, pode
dificultar e muito, no tratamento, produzindo efeitos a serem confundidos com os
transtornos psiquiátricos. Más os clientes entrevistados ironizam dizendo que: os
medicamentos são drogas.
25




                    6- Faz uso do tabaco?




                                 30%

                                                Sim
                                                Não

              70%




Dos entrevistados 70% relatam não fazer o uso do tabaco e 30% relata que sim.
Como qualquer pessoa infelizmente mantém um vicio terrível, o tabaco é fator de
risco de muitas doenças.



        7- Você gosta de sair, ir ao cinema,
        ouvir musica, assistir TV, ler, fazer
                trabalhos manuais?
                      0


                           30%
                                            Bastante
                                            Pouco
                                            Nunca
            70%




Dos portadores entrevistados 70% relatam gostar pouco de sair, ir ao cinema, ouvir
musica assistir TV, fazer trabalhos manuais; e 30% relatam gostar bastante das
atividades descritas acima. Observamos que os clientes entrevistados têm inibição
em interagir na comunidade em que vive por medo, insegurança, vergonha por
pensar ser diferente.
26



8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e
momentos de lazer?

                    a) Vida Social




                                               Sim
              50%           50%
                                               Não




Como podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relata ter uma vida
social ativa e 50% relata não ter vida social ativa. O que se observa é que os
sintomas negativos da esquizofrenia dificultam o portador a querer ter uma vida
social ativa, e outros conseguem a medida do possível torná-la possível.




                     b) Conversar




              40%                              sim

                           60%                 não




Dos clientes entrevistados 60% relatam gostar de conversar, o que é muito bom
para desabafar suas duvidas ou medos, e 40% relatam não gostar de conversar,
más todos os entrevistados foram bem responsivos e outros bem comunicativos o
que faz nós refletirmos será que realmente não gostam de conversar ou
simplesmente se sentem incompreendidos.
27




                     c) Amigos




                           40%                   Sim
                                                 Não
              60%




40% dos entrevistados relatam gostar de fazer amigos e 60% relatam não gostar de
fazer amigos. Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil,
tornaria possivél se eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papel
na comunidade; pois a falta de empregabilidade e exercicios      para os mesmos,
torna-se sua integração, ainda mais dificil na sociedade.




                      d) Lazer



               30%
                                                Sim
                                                Não
                           70%




70% dos entrevistados relatam gostar de momentos de lazer e 30% relata não
gostar; eles demonstram certa inibição; eles necessitam ter confiança no outro para
desenvolver relacionamentos e atender ás necessidades específicas, momentos de
lazer é fundamental para todo individuo.
28




        9- Como é seu relacionamento com
                 seus familiares?
                      0


                20%
                                                Bom
                                                Instavel

                          80%                   Ruim




80% dos entrevistados relatam que o relacionamento com seus familiares é bom e
20% relata ser instável.
      “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador de
transtorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo,
devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008).
Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica e
incapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mas
também a família que é a base e estrutura do portador.
Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem uma
maior convivência com os mesmos.


10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação?

                      a) Exercícios




                                40%                Sim
                                                   Não
                60%




40% dos entrevistados relatam fazer algum tipo de exercício físico, o que é muito
bom pois manter-se fazendo exercícios físicos ajudam a não desenvolver outras
patologias; e 60% relatam não fazer, o que não é bom pois cada vez mais ficam
sedentários podendo piorar os sintomas da esquizofrenia.
29



10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação?



                  b) Alimentação


                  10%


                                              Sim
                                              Não

                          90%




Dos entrevistados 90% relatam alimentar-se corretamente, o que nos mostra que a
esquizofrenia quando tratada corretamente não afeta na alimentação, 10% relatam
que não se alimentam de forma adequada, más pode- se perceber que é porque
estão confusos necessitado de tratamento, para sua patologia.




11- Você tem religião/ freqüenta?



                        Religião?


                  10%


                                              Sim
                                              Não

                          90%




90% dos entrevistados relatam ter religião, mesmo tendo que lutar contra os
obstáculos, acredita que ter fé ajuda a vencer as barreiras e com Deus no coração
tudo poderemos alcançar; e 10% relatam que não tem uma religião, más, tem sim fé
em Deus.
30



11- Você tem religião/ freqüenta?



                   Frequenta?




                                                5
          50%                   50%
                                                5




Como podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relatam freqüentar
alguma igreja e 50% relata que não freqüenta. Más todos têm sua crença.


Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo.
31



Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dos
portadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP.



5.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO
AOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA.


      1- Você conhece alguma           doença
      mental ou sabe algo sobre?


                                           Sim
                30%    30%
                                           Bem Pouco
                  40%                      Não




De acordo com o gráfico analisa-se que 40% dos entrevistados relatam saber bem
pouco sobre doença mental; 30% relatam conhecer sim alguma doença mental; e
30% relatam não conhecer nenhuma doença mental; como não sabe algo sobre seu
familiar é um portador de transtorno mental.
De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que é
uma realidade global, são também pouco compreendidos.



      2- Você já ouviu falar sobre transtorno
      mental ou conhece algum portador da
      doença?

                                               Sim
                 40%
                                               Bem Pouco
                        60%
                                               Não




60% dos entrevistados relatam que já ouviu falar/ou conhece algum portador da
doença; e 40% relatam que não.
Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre de
algum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita,
surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúde
ou qualidade de vida.
32




      3- Você acha complicada a vida do
      portador de transtorno mental?



            30%         30%            Pouco
                                       Muito complicada
                                       Não
                  40%




40% dos entrevistados relatam que a vida do portador de transtorno mental é muito
complicada; 30% relatam ser um pouco complicada; e 30% relataram não ser
complicada. Podemos analisar a diversidade de idéias entre os entrevistados.

“Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funções
psíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador.”

“De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica, freqüentemente
incapacitante...”




      4- Você acredita que a comunidade
      colabora e aceita sem preconceito o
      portador de transtornos mentais?



                              30%                  Sim

                    70%                            Não




70% dos entrevistados relatam que a comunidade não colabora e aceita sem
preconceito o portador de transtorno mental; 30% dos entrevistados relatam que a
comunidade aceita sim.
Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou de
outra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois são
pessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só por
parte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pela
sociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos.
33




     5- Sua familia tem acompanhamento
     de profissionais de saúde e outros;
     "grupo de apoio por exemplo."?



                40%                            sim
                        60%                    não




60% dos entrevistados relatam ter acompanhamento de profissionais de saúde/ou
outros; e 40% relatam que não tem acompanhamento, mesmo tendo o local
disponível para o tratamento. Desenvolvemos este trabalho de pesquisa de campo,
com a utilização de questionários de perguntas fechadas com clientes que
freqüentam; o núcleo de saúde mental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP.




     6- Você acredita que o portador de
     transtorno mental,  leva uma vida
     normal?




                                               sim
                 50%      50%                  não




50% dos entrevistados relatam que o portador de transtorno leva uma vida normal e
50% relatam que não.
Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é a
conscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente os
profissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portador
de esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar uma
vida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguem
talvez por não fizer um tratamento adequado.
34




        7- Como você classifica sua qualidade
                      de vida?
                  10% 0%

                                              Ótima
                                              boa

                       90%                    ruim




90% dos entrevistados relatam ter uma boa qualidade de vida e 10% relatam que é
ruim. De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida se
constitui, de acordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia-
a-dia; e que cada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que está
vivenciando no momento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer da
vida.



        8- Você sabia que familiar do portador
        de     transtorno     mental       tem
        probabilidade   a    desenvolver     a
        patologia?



                                                 sim
                 50%         50%
                                                 não




50% dos entrevistados relatam que familiares tem sim probabilidade a desenvolver a
patologia e 50% relatam que não. Talvez por desconhecerem estudos que dizem que há
um componente genético importante. Quando alguém tem um familiar próximo com
esquizofrenia o seu risco de ter essa doença passa de 1%( da população em geral) para
10%. Sabe-se que, além do fator genético, fatores ambientais e   experiências de vida
interagem nesse processo de uma forma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003).
35




      9- Voce acha que a internação em
      hospitais especializados é essencial
      para a recuperação; principalmente
      em momentos de crises psicológicas?



                                               sim
                50%      50%
                                               não




50% dos entrevistados acha que a internação é essencial para a recuperação dos
portadores de transtorno mental em momentos de crise e 50% relatam que não, pois
houve relato que não existe hospitais especializados e sim hospícios de loucos.
Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtorno
mental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgado
como possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, e
sem expectativas.
 (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000).



     10- Você acha que a estrutura e o
     apoio familiar são extremamente
     importantes no dia-a-dia?



               40%                            sim

                        60%                   não




60% dos entrevistados relatam que a estrutura é extremamente importante no dia-a-
dia do portador de transtorno mental; e 40% relatam que não.
      “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelo
sofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se o
companheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.”
Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um item
contribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda está
sendo gerado até, o dia de sua morte.
Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo
36



5.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS
     “Ao assumir o cuidado do doente podem emergir sentimentos e emoções latentes,
provocando o desequilíbrio e o sofrimento. A partir daí, surge uma nova dinâmica no modo
de ser da família, e ela adquire forças para aceitar e ajudar o membro portador, aprendendo
a conviver com a doença.” (NAVARINE, V.; HIRDES, A. 2008).

Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil, tornaria possivél
se eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papel na comunidade;
pois a falta de empregabilidade e exercicios           para os mesmos, torna-se sua
integração, ainda mais dificil na sociedade. Por esse motivo o portador torna-se
dependente, gerando uma sobrecarga fisica e mental em seu familiar; por estar
envolvido com o cuidar.
Para trabalhar com cada familia faz-se nescessário uma análise geral de como é o
seu convivio. Observando seus medos e tabus sobre a patologia que toma conta de
seu corpo e de sua vida.
Para melhorar a expectativa é nescessário um conjunto de ações, obtendo assim
qualidade de vida de acordo com cada realidade e como o individuo conduz sua
vida.


Nas frases a seguir relatos dos entrevistados é possível analisarmos a
insegurança e o medo do mundo lá fora e outros por sua bela capacidade.


[...] eu tenho vergonha de sair, pois todos ficam reparando meu tremor...
[...] quando eu digo para alguém que tenho esquizofrenia as pessoas que não sabe
o que é não! Mas quem é da área da saúde que sabe o que é esquizofrenia chega
muda o semblante do rosto, levantando a sobrancelha...
[...] tenho medo de sair na rua porque tem muito carro.
[...] gosto de ler, pintar telas e nelas exponho o que estou sentindo no momento, pois
é uma viagem que está dentro da minha cabeça.

Para a amostra do estudo foi administrado questionários fechados a 10 famílias;
sendo que foram disponibilizadas 13 famílias, que tinha há esquizofrenia presente
em suas vidas por meio de um familiar, mas 3 dos mesmos não foram encontrados
para realizarmos a abordagem.
37



Observamos que os clientes entrevistados têm inibição em interagir na comunidade
em que vive por medo, insegurança, vergonha por pensar ser diferente. Mas afinal o
que é ser diferente?
Fatores indicam que todo ser humano é diferente um do outro, mas somos todos
iguais perante direito de ir e vir.
      “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador de
transtorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo,
devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008).
38



CONCLUSÃO
A esquizofrenia determina o impacto não apenas no portador da doença, mas
também em todos da sociedade em geral e principalmente familiares.
A qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus familiares são de alta
relevância, indiscutível, pois, todo doente mental necessita de respaldo de todos,
para uma vida digna; com assistência a saúde e acompanhamento não só do
doente, mas de todos que convivem com a doença; sendo assim faz-se necessário
assisti-los e ajudá-los a conviver com o fato.
Visando que o amor, compreensão, entendimento, tanto pela sociedade como pela
família podem ajudar que essa qualidade de vida aconteça.
Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou de
outra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois são
pessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só por
parte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pela
sociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos.
Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é a
conscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente os
profissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portador
de esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar uma
vida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguem
talvez por não fazer um tratamento adequado.
Se existem tantas campanhas relacionadas a saúde por que não abordar
problemáticas sobre doenças psiquiátricas?
Sendo assim faz-se necessário trabalharmos na ampliação dos pensamentos. A
meta deve ser educação permanente e continuada em nível multidimensional e
multidisciplinar.
39



REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE, Organizadora: Genilda Ferreira Murta et al.
3ª Edição – 2009 São Caetano do Sul, SP Editora: Difusão.


VOLCAN, S.M.A.; et al. Relação        entre bem- estar espiritual e transtornos
psiquiátricos menores: estudo transversal São Paulo agosto 2003 vol.37
Disponível em:
http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-
89102003000400008 Acesso em: 12/01/2011


SPADINI, L.S; et al. sob o olhar de pacientes e familiares: São Paulo março de
2006 vol.40
Disponível       em:   http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-
62342006000100018 Acesso em: 14/02/2011


Manual do técnico e auxiliar de enfermagem / coordenação de Idelmina Lopes de
Lima... [et al.]. – 6. Ed. Ver. e ampl. – Goiânia: AB, 2000. Acesso em: 13/05/2011


ESPINOSA, F. A. Guias práticos de enfermagem/psiquiatria Rio de Janeiro-RJ
2000 Acesso em:: 17/03/2011


MEDEIROS P; F .GUAZZERLLI.B;et.al Teoria e pesquisa o conceito de saúde e
sua implicação nas práticas Rio grande do Sul-RS Set/Dez 2005 vol.21 n 3 p 263-
269 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v21n3/a02v21n3.pdf           Acesso:
14/05/2011
.
WYATT, 2001 citado em 2005 por QUARANTINI, L; C.et al tratamento do
transtorno esquizoafetivo Rev. psiquiatr. clín. vol.32 suppl.1 São Paulo 2005
Disponível       em:   http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-
60832005000700013 Acesso em: 12/10/2010


AZEVEDO, M; P.G revista nursing esquizofrenia sob a ótica familiar 2007
Disponível em: http:/ww.resvistanursig.com Acesso em:02/03/2011
40



AMARAL, O.L. ; e colaboradores Transtornos mentais / fundação DJ Alma
Guimarães São Paulo-SP Marc. 2003. Acesso: 18/05/2011




Tratado Prático de enfermagem, volume 2 / coordenadores: FIGUEIREDO, N. M.
A.; VIANA, D. L. MACHADO, W. C. A. 2. Ed.-São Caetano do Sul, SP: Yendis
Editora, 2008. Acesso em: 06/04/2011



VILLARES, C.C.; Adaptação transcultural de intervenções psicossociais na
esquizofrenia      São     Paulo   maio     2000     vol.22    disponível     em:
http://www.scielo.br/scielo. php? script =sci_arttext&pid=S1516-44462000000500018
Acesso em:21/02/2011




SCAZUFCA, M., Abordagem familiar em esquizofrenia São Paulo maio 2000
vol.22 disponível em:
http//www.scielo.php?script=artextpid=s151644462000000500017                Acesso
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NAVARINI, V. E.; HIRDES,A. A família do portador de transtorno mental:
identificando recursos adaptativos Florianópolis outubro/dezembro. 2008 vol.17
disponível em: htt: p//www.scielo.br/scielo. php? escr ipt=sci-issueto&pid=0104-
070720080004&hg=PT&niven=iso acesso em:01/03/2011 Acesso em: 22/03/2011


SOUZA, L. A.; COUTINHO, E.S.F.; Fatores associados á qualidade de vida de
pacientes com esquizofrenia- São Paulo-SP, mar.2006. vol. 28 nº1. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151644462006000100011&script=sci_
Acesso em: 01 nov. 2010.


SANTOS, A; S Revista Nursing: Qualidade de Vida um ponto a ser discutido.htm
2004 Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151644462006000100011&script=sci_. Acesso
em: 06/04/2011
41



SILVA C. A; AGUIAR. P;Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de
Porto Alegre disciplina de Genética e evolução 2000 Disponível em:
http://genetica.ufcspa.edu.br/seminarios%20textos/Esquizofrenia.pdf   Acesso   em:
14/052011 André LF Silva*




GIACON C.C. G e GALERA, S.A;F primeiro episódio da esquizofrenia Rev. Esc.
Enferm.USP2006 Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&
pid=S0080-62342006000200019 Revista Acesso em : 14/05/2011


VILLARES, C. C. et.al.1999 Concepção de doença por familiar de pacientes com
diagnóstico de esquizofrenia. São Paulo/jan/Marc 1999 vol.21 Disponível em:
htt:p//www.scielo.br/pdf/%odlrbplv21n1a08.pdf Acesso em:15/02/2011


OLIVEIRA, S. B. M.; esquizofrenia/doença mental 2008           Disponível      em:
http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_14288/artigo_sobre_esquizofrenia/doe
n%C3%87a_mental__fonte:scielo_brasil Acesso em: 17/05/2011

SANDRI, J.V. A Qualidade de vida dos idosos atendidos no programa saúde da
família no bairro areias – Comburiu - SC julho, 2008 Disponível em:
http://www.nursing.com.br/paper.php?p=397 Acesso em: 10/04/2011




AME-DICIONARIO        DE     ADIMINISTRAÇÃO        DE     MEDICAMENTOS          NA
ENFERMAGEM: 2009/2010 ed. EPUB


PORTAL DEDICADO A FAMILIARES E PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA
Disponível em: www.entendendoaesquizofrenia.com.br Acesso em: 04/03/2011
42



ANEXO I


TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO


Estamos realizando um estudo com o intuito de ampliar o conhecimento e a
discussão na enfermagem e comunidade em geral.
Este estudo prioriza identificar a qualidade de vida do portador de esquizofrenia e
seus familiares, bem como após levantamento de dados de informações obtidas de
familiares e portadores de transtorno mental.
Desse modo informamos e solicitamos, por meio deste, a autorização para a
realização da referida pesquisa, aos portadores de transtorno mental; familiares ou
responsáveis; desejando sua valiosa colaboração.
EU_______________________________________ RG nº__________________


Cientes das informações recebidas concordam com a minha participação na
pesquisa intitulada “Qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus
familiares”, que será realizada sobre responsabilidade de Lilian e Muriel, estudantes
do curso técnico de enfermagem pela ETEC/Ilha Solteira, pois estou informado de
que em nenhum momento o doente e o familiar serão expostos a riscos causados
pela participação no estudo e de que poderei em qualquer momento recusar ou
anular o consentimento por mim assinado, sem nenhum prejuízo para minha
pessoa.
Estou ciente também de que os resultados encontrados no estudo serão usados
apenas por fins científicos.
Fui informada (o) de que não terei nenhum tipo de despesa ou gratificação pela
referida participação nesta pesquisa e de que terei acesso aos resultados publicados
em periódicos científicos.
Pelo exposto, concordo voluntariamente em autorizar a participação dos meus
relatos no referido estudo.
43



_____________________________________________

           Assinatura do entrevistado (a)




______________________________________________

            Assinatura do pesquisador




____________________________________________

        Assinatura do professor responsável
44



ANEXO II

Dados pessoais

Nome:                                 Idade:                              Sexo:

Estado civil:                         Com quem vive:

Situação Profissional:                Nível de Instrução:

Idade em que apresentou o primeiro sintoma da doença:

Subtipo de esquizofrenia:

N° de Internações psiquiátricas:

N° de consultas psiquiátricas que foi nos últimos 12 meses:

Terapia atual utilizada:




Questionário:

   1- Quem administra os Antipsicoticos/medicamentos?

    Familiar                   Eu                      Outros

   2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias?

    Sim                        Não

   3- Existe outra doença associada?

    Sim                        Não

   4- Faz uso de bebidas alcoólicas?

    Sim                        não

   5- Já fez ou faz uso de drogas ilícitas?

     Sim já usei              Mantenho uso                 Nunca use
45



6- Faz uso do tabaco?

 Sim                       Não

7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, exercitar leitura ou
   outras atividades?

 Bastante                Pouco                        Nunca

8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e
   momentos de lazer?
a) Vida social

 Sim                     Não

b) Conversar

 Sim                     Não

c) Amigos

 Sim                     Não

d) Lazer
 Sim                     Não


9- Como é seu relacionamento com seus familiares?
 Ótimo                    Instável                   Péssimo


10- Já pensou em cometer suicídio ou já tentou fazê-lo?
 Já pensei                Já tentei                   Nunca pensei


11- Você faz exercícios físicos e tem uma alimentação balanceada?
a) Exercícios

 Sim                      Não

b) Alimentação Balanceada

 Sim                      Não
46



ANEXO III

Questionário

  1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre?
     Sim ( )        bem pouco( )           não( )
  2- Você já ouviu falar sobre esquizofrenia ou conhece algum portador da
     doença?
     Sim ( )        bem pouco( )           não( )
  3- Você acha complicada a vida do portador de esquizofrenia e seus familiares?
     Pouco ( )      muito complicada( )        não( )
  4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o
     portador de esquizofrenia?
     Sim ( )        não( )
  5- Sua família tem acompanhamento de profissionais de saúde e outros; “grupo
     de apoio, por exemplo,”?
     Sim ( )        não( )
  6- Você acredita que o portador de esquizofrenia, ou o “doente mental”, leva
     uma vida normal?
     Sim ( )        não( )
  7- Como você classifica sua qualidade de vida?
     Ótima ( )   Boa ( )        ruim ( )
  8- Você sabia que familiar do portador de esquizofrenia tem probabilidade a
     desenvolver a patologia?
     Sim ( )        não( )
  9- Você concorda que a internação em hospitais especializados é essencial para
     a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas?
     Concordo ( )          não concordo( )
  10- Você concorda que a estrutura e o apoio familiar são extremamente
     importantes no dia-a-dia?
     Concordo ( )   não concordo( )

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QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES

  • 1. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA PAULA SOUZA ESCOLA TECNICA DE ILHA SOLTEIRA-SP LILIAN OLIVEIRA DE ABREU MURIEL PEREIRA DAS NEVES QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP. ILHA SOLTEIRA-SP 2011
  • 2. LILIAN OLIVEIRA DE ABREU MURIEL PEREIRA DAS NEVES QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE ESQUIZOFRENIA E SEUS FAMILIARES NO MUNICIPIO DE ILHA SOLTEIRA-SP. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola Técnica Estadual de Ilha Solteira (ETEC), como parte dos requisitos para Obtenção do titulo do Técnico em Enfermagem. Prof° da disciplina: Márcia Cristina Ferreira Orientadora: Márcia Cristina Ferreira ILHA SOLTEIRA-SP 2011
  • 3. Este trabalho de conclusão de curso foi apresentado como parte dos requisitos necessários á obtenção do titulo Técnico em Enfermagem, outorgado pela Escola Técnica Estadual de Ilha Solteira. ________________________________________________________ Lilian Oliveira de Abreu ________________________________________________________ Muriel Pereira das neves TCC aprovado em:____/____/______. BANCA EXAMINADORA: _______________________________________________ Prof.º Márcia Cristina Ferreira(docente da disciplina)
  • 4. DEDiCATÓRIA Dedico meu trabalho em primeiro lugar á Deus pois veio dele toda a força e perceverança de continuar lutando pelos meus objetivos. A minha familia,meu filho Hugo que é a luz da minha vida, A professora Marcia Ferreira grande mulher e exelente profissional e a minha companheira de TCC pois juntas conseguimos chegar ao almejado. Lílian Dedico esse trabalho primeiramente a Deus; pois a fé nele foi meu aliserce diante dos obstáculos imposto pela vida. A minha querida, amada e eterna Mãe, pois o meu imenso amor por ela foi minha inspiração para o desenvolvimento do projeto. E se hoje estou aqui devo ao meus pais; que acima de tudo sempre nos amou. Ao meu filho Tales e ao meu marido, Eli Morais por terem compartilhado e ajudado em toda minha trajetória com compreensão pelos momentos que estive ausente. E em fim a professora Márcia Ferreira; pois foi a organizadora de nossas idéias com disponibilidade em ajudar a alcansarmos nosso objetivo. Muriel
  • 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente á Deus pelo conhecimento concebido, a professora Márcia Ferreira pela paciência e compreensão, a todos do núcleo de Saúde mental em especial Eliana por ter aberto as portas da unidade, ao Eli Morais por ter compartilhado no desenvolvimento do projeto e a todas as pessoas que com carinho e muita força de vontade contribuíram para que conseguíssemos concluir este tão esperado trabalho.
  • 6. “E você aprende que realmente pode suportar que realmente é forte; e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente á vida tem valor e que você tem valor diante da vida, nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que podemos conquistar se não fosse o medo de tentar.” Willian Shakespeare
  • 7. RESUMO Este estudo teve como objetivo compreender; orientar e Informar os portadores de esquizofrenia e seus familiares como conviver com a mesma tendo uma melhor qualidade de vida. Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novo paradigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia, ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendo medida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006). “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar e entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.” (SCAZUFCA, 2000). Palavras- Chaves: Qualidade de vida; esquizofrenia; estrutura familiar.
  • 8. SUMÁRIO INTRODUÇÃO...........................................................................................................12 CAPITULO 1 1.1. Saúde..................................................................................................................13 1.2. Doença mental.................................................................................................. 13 CAPITULO 2 2.1. História da Esquizofrenia ................................................................................14 2.2. Esquizofrenia ................................................................................................... 14 2.3. Sintomas positivos............................................................................................14 2.4. Sintomas negativos...........................................................................................14 2.5. Qual a causa da esquizofrenia ........................................................................14 2.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia.............................................14 2.7. Sintomas precoces da esquizofrenia..............................................................15 2.8. Tipos de esquizofrenia......................................................................................15 2.8.1. Paranóide .......................................................................................................15 2.8.2. Catatônico.......................................................................................................15 2.8.3. Hebefrênico.....................................................................................................15 2.8.4. Simples............................................................................................................15 2.8.5. Indiferenciada.................................................................................................15 2.9.1. Tratamentos....................................................................................................16 2.9.2. Tratamentos farmacológicos........................................................................16 2.9.3. Clorpromazina................................................................................................17 2.9.4. Clozapina.........................................................................................................17 2.9.5. Risperidona.....................................................................................................17 2.9.6. Haloperidol......................................................................................................17 2.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos)........................................................................17 2.9.8. Lorazepam.......................................................................................................17 2.9.9. Lítio, carbolim.................................................................................................17 2.10. Intervenções psicossociais............................................................................17
  • 9. CAPITULO 3 3.1. Aspectos familiares...........................................................................................18 3.2. Relações familiares e esquizofrenia................................................................18 3.3. Abordagens familiares.....................................................................................19 3.4. Pacientes x profissionais da saúde................................................................19 CAPITULO 4 4.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofrenia...........................................21 CAPITULO 5 5.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS.......................................................36 CONCLUSÃO............................................................................................................38 REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................. 39 ANEXOS ...................................................................................................................42
  • 10. LISTA DE GRAFICOS CAPITULO 5 5.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO AOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. Entrevistados que sabia sobre sua patologia.......................................................22 Gráfico 1- Quem administra seus medicamentos.....................................................22 Gráfico 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias........................23 Gráfico 3- Existe outra doença associada.................................................................23 Gráfico 4- Faz uso de bebidas alcoólicas .................................................................24 Gráfico 5- Já fez ou faz uso de outras drogas...........................................................24 Gráfico 6- Faz uso do tabaco....................................................................................25 Gráfico 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, ler, fazer trabalhos manuais .....................................................................................................25 Gráfico 8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e momentos de lazer.....................................................................................................26 Gráfico 9- Como é seu relacionamento com seus familiares....................................28 Gráfico 10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação........................28 Gráfico 11- Você tem religião/freqüenta....................................................................29 5.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO AOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. Gráfico 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre .....................31 Gráfico 2- Você já ouviu falar sobre transtorno mental ou conhece algum portador da doença...................................................................................................................31 Gráfico 3- Você acha complicada a vida do portador de transtorno mental.............32 Gráfico 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o portador de transtornos mentais ................................................................................32 Gráfico 5- Sua família tem acompanhamento de profissionais da saúde e outros; “grupo de apoio por exemplo.”...................................................................................33 Gráfico 6- Você acredita que o portador de transtorno mental, leva uma vida normal.........................................................................................................................33 Gráfico 7- Como você classifica sua qualidade de vida............................................34
  • 11. Gráfico 8- Você sabia que familiar do portador de transtorno mental tem probabilidade a desenvolver a patologia....................................................................34 Gráfico 9- Você acha que a internação em hospitais especializados é essencial para a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas.......................35 Gráfico 10- Você acha que a estrutura e o apoio familiar são extremamente importantes no dia-a-dia.............................................................................................35
  • 12. 12 Introdução De acordo com literaturas consultadas a esquizofrenia é uma patologia crônica, grave atinge 1% da população em geral; mesmo sendo sintomática é imprevisível. É uma das principais psicoses, mesmo assim o conhecimento sobre a doença é precário, quase não se fala ou não se sabe, entretanto existem preconceitos e tabus sobre a mesma. Esta patologia vem sendo estudada desde 1911 e ainda é um desafio para cientistas, psiquiatras e estudiosos, porque esquizofrenia não é apenas uma patologia, mas a junção de várias doenças mentais. Ha vários tipos de esquizofrenia e outros ainda desconhecidos, desafiando a inteligência humana. Portanto faz-se necessário que o portador de esquizofrenia seja tratado com respeito sempre; chamá-lo pelo nome, com firmeza, principalmente nos momentos de crise, pois são pessoas especiais não diferentes; eles não têm controle sobre a crise sendo assim necessitam de atenção e compreensão dos profissionais de saúde, de toda comunidade e familiares principalmente, pois eles que irão conviver por mais tempo com o portador, e a graduação de amor é diferente, quando verdadeiro. Desenvolvemos este trabalho de pesquisa qualitativa e quantitativa; bibliográfica e de campo, com a utilização de questionários de perguntas fechadas a fim de realizarmos levantamento de dados com clientes que freqüentam; o núcleo de saúde mental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP; para analisarmos a qualidade de vida dos portadores de esquizofrenia e seus familiares; Com o objetivo de Compreender; orientar e Informar os portadores da doença e seus familiares como conviver com a mesma tendo uma melhor qualidade de vida. Um conjunto de ações que ajudará que seja possível ter uma melhor qualidade de vida. Avaliando as dificuldades enfrentadas no dia a dia tanto dos portadores da patologia quanto de seus familiares. Então fica uma lacuna será que existe o completo bem-estar; que é colocado pela organização mundial de saúde. Ou vivemos com ausência da “mesma”? Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um item contribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda está sendo gerado até, o dia de sua morte.
  • 13. 13 CAPITULO 1 1.1. Saúde Saúde: estado em que há normalidade de funcionamento do organismo humano. (DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE 2009). “A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social.” “Para Medeiros, et al. 2005 a saúde, então, passa a ser uma realidade que opera determinados processos existenciais ao mesmo tempo em que só é possível a partir de determinadas operações, de certos campos de conhecimento. ” De acordo com as citações lidas entendemos que saúde todos a buscam de uma maneira ou de outra, pois se sabe que ao encontro dela pode se viver melhor, ter qualidade em tudo que possa exercer ao longo de sua vida. Poderá certamente falar em “perfeito bem-estar social”. (OMS) (MEDEIROS, et al. 2005) (DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE 2009) 1.2. Transtorno mental “Segundo a organização mundial de saúde 450 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais, resultantes de uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais.” (VOLCAN, et al. 2003). “No entanto, o adoecer psíquico é facilmente percebido, pois em geral, são apresentados pelos indivíduos que adoecem comportamentos fora daqueles normalmente aceitos pela sociedade.” (SPADINI, et al. 2006). “A história da doença mental, ou “loucura” é relatada desde os primórdios da civilização, onde a pessoa considerada anormal era abandonada á sua própria sorte para morrer de fome ou por ataque de animais.” (Rodrigues, 2001). “O doente mental era considerado como métodos mágico-religiosos, eram exorcizados, chicoteados e queimados.” (LIMA, et al. 2000). “Já no século XVIII, Pinel trouxe um entendimento sobre a doença mental que passou a ser considerado como um distúrbio do sistema nervoso, e então recebeu a denominação de doença.” (LIMA, et al. 2000). “As psicoses caracterizam-se pela existência de alterações da personalidade e por uma atividade mental de tipo delirante.” (ESPINOSA, 2000). De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que é uma realidade global, são também pouco compreendidos. Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre de algum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita, surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúde ou qualidade de vida. Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtorno mental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgado como possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, e sem expectativas. (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000).
  • 14. 14 CAPITULO 2 2.1. História da Esquizofrenia “Kraepelin foi o primeiro autor que a classificou, chamando-a “demência precoce”. Posteriormente, Bleuler a chamou de “Esquizofrenia”. (ESPINOSA, 2000). “Eugen Bleuler em 1911 descreveu a esquizofrenia como grupo de transtornos caracterizados por alucinações, delírios e desorganização do pensamento em pacientes jovens previamente sadios.” (Wyatt, 2001 citado por QUARANTINI, et al. 2005). “A descrição de deterioração nas funções cognitivas e na personalidade, bem como delírios de grandeza e paranóia, já existiam no século XV A.C.” (SILVA et al. 2000). 2.2.Esquizofrenia Esquizofrenia inclui um grupo de estados patológicos inter relacionados. “...existem causas orgânicas demonstráveis ou déficit intelectual, sendo completamente abrangente, já que afeta todas as dimensões da existência do indivíduo.” (Azevedo, 2007) A esquizofrenia é um transtorno psíquico sério, julgado como personalidade dividida cujo diagnóstico ainda está em estudo, pois é uma das principais causas de incapacitação de pessoas em todo mundo, talvez por afetar a capacidade intelectual e interferir na realidade social. (ESPINOSA, 2000) (VILLARES, 2000) (Azevedo, 2007) (SILVA et al. 2000) 2.3. Sintomas positivos “Os sintomas positivos ocorrem nos episódios agudos e podem ser muito assustadores. Os mais comuns são: Sentimento de estar sendo controlado por forças exteriores- os pensamentos e ações seriam determinados por motivações alheias ao individuo; alterações da percepção- a pessoa ouve vozes, vê coisas, sente cheiros ou tem outras sensações sem que nada exista (alucinações) crenças estranhas- são delírios.” (AMARAL, 2003). 2.4. Sintomas negativos “Geralmente, as pessoas ficam incapacitadas para o trabalho, para as coisas do cotidiano e podem chegar até ao abandono do cuidado com a própria higiene: Perda de concentração; falta de energia e motivação; desinteresse pelas pessoas e pelo ambiente.” (AMARAL, 2003). 2.5. Qual a causa da esquizofrenia? “Esta causa ainda não está estabelecida. Sabemos que há um componente genético importante. Quando alguém tem um familiar próximo com esquizofrenia o seu risco de ter essa doença passa de 1%( da população em geral) para 10%. Sabe-se que, além do fator genético, fatores ambientais e experiências de vida interagem nesse processo de uma forma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003). 2.6. Em que faixa de idade aparece a esquizofrenia “A maioria dos casos surge entre 13 e 25 anos. A ocorrência em crianças pessoas mais idosas é mais rara.” (AMARAL, 2003). “A Esquizofrenia tende a se manifestar mais cedo no sexo masculino e ainda não sabemos por que os problemas que ocorrem na formação do cérebro muito precocemente demoram anos para se manifestarem.” (AMARAL, 2003).
  • 15. 15 2.7. Sintomas precoces da esquizofrenia “Os sintomas podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa. Por isso, consideramos a esquizofrenia um conjunto heterogêneo de transtornos mentais e não um transtorno único.” “Os sintomas podem se desenvolver lentamente, durante meses ou anos, ou podem aparecer e desaparecer em ciclos de recaídas e remissões.” (AMARAL, 2003). Os comportamentos que podem ser sinais precoces de esquizofrenia são:  Ouvir ou ver coisas que não existem;  Sentimento constante de estar sendo vigiado;  Maneira de falar ou escrever que não tem sentido;  Posições corporais atípicas;  Sentir-se indiferente em situações importantes;  Deteriorações da capacidade de estudar e trabalhar;  Mudança da aparência ou da higiene corporal;  Mudança de personalidade;  Aumento do isolamento nas situações sociais;  Incapacidade de concentra-se e dificuldade para dormir;  Comportamento inapropriado ou inadequado;  Preocupação extrema com temas religiosos ou misticismo. Analisamos que, a esquizofrenia compromete a felicidade do portador ao longo da vida, profissionalmente, intelectualmente, financeiramente entre outros. 2.8. Tipos de esquizofrenia. 2.8.1. Paranóide “De apresentação mais tardia, nela predominam os quadros delirantes auto- referenciais (místicos, messiânicos, persecutórios). São características, também, a ansiedade, a irritação, a discussão e a violência.” (ESPINOSA, 2000). 2.8.2. Catatônico “Apresenta perturbações psicomotoras e pode haver alteração entre extremos como hipercinesia estupor ou obediência automática, negativismo e mutismo.” (FIGUEIREDO et al., 2008). 2.8.3. Hebefrênico “Corresponde ao tipo desorganizado, tem início mais precoce. Predominam alterações do pensamento, e das emoções, juntamente com a fraqueza de vontade e comportamentos estranhos.” (ESPINOSA, 2000). 2.8.4. Simples “Há um desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta estranha,incapacidade de atender ás exigências da sociedade e um declínio no desempenho total.Delírios alucinações não são evidentes.” (FIGUEIREDO et al., 2008). 2.8.5. Indiferenciada “São as psicoses esquizofrênicas que não se encaixam nem em CID F20. 0 e nem em CID F20. 2.” (OLIVEIRA, 2008).
  • 16. 16 2.9.1. Tratamentos “Não existe cura definitiva, os portadores podem apenas ser beneficiados pela utilização de medicamentos. Além dos tratamentos farmacológicos, a terapêutica inclui: psicoterapia cognitiva, terapia familiar de apoio e eletroconvulsoterapia.” (FIGUEIREDO et al., 2008). “A intervenção no primeiro episódio de transtorno oferece uma oportunidade única no tratamento da esquizofrenia.” (GIACON et al. 2006). “Esses tratamentos poderão ser desenvolvidos no âmbito hospitalar ou não, dependendo da gravidade da doença. Hoje é preconizado que o paciente só seja internado em surtos agudos, cuja gravidade não permite tratamento ambulatorial, no consultório médico ou em comunidades terapêuticas. As internações devem ser criteriosas e de curta duração.” (FIGUEIREDO et al., 2008). “O plano de assistência de enfermagem para um individuo com esquizofrenia deve atender aos problemas identificados respeitando a singularidade do paciente e suas crenças.” (FIGUEIREDO et al., 2008). De acordo com Figueiredo et al. 2008; alguns pontos importantes são: 1. Estimular a socialização e a participação em atividades terapêuticas. 2. Manter vigilância constante e discreta devido aos momentos de delírios e alucinações, que podem chegar a um quadro de agitação psicomotora envolvendo uma emergência psiquiátrica. 3. Atentar para a comunicação verbal e não verbal. 4. Alguns aspectos a considerar no cuidado a estes pacientes com relação aos diagnósticos de enfermagem gerais são: 5. Manter um ambiente agradável. 6. Mostrar uma atitude tranqüila. 7. Empregar frases curtas e simples, e um tom de voz firme 8. Permanecer com o paciente, o orientado no tempo e no espaço e em relação ás pessoas. 9. Estimular a realização de atividades simples e concretas, e propor-lhe entretenimentos que não impliquem competição. (FIGUEIREDO et al., 2008) “Deverá ser avaliada a sua capacidade para participar em atividades nas quais tenha de se movimentar, podendo ser individuais de início, para induzir gradualmente em atividades de grupo, de acordo com a capacidade.” (ESPINOSA, 2000). “Caso mostre agressivo evitar invadir o seu espaço pessoal, a menos que seja imprescindível.” (ESPINOSA, 2000). 2.9.2. Tratamentos farmacológicos “Para Giacon et al. 2006 o tratamento farmacológico no primeiro episódio da esquizofrenia consiste no uso de medicamentos antipsicóticos, chamados neurolépticos.” “FIGUEIREDO et al., 2008 refere que antipsicóticos são drogas que atuam no SNC e agem reduzindo sintomas de alucinações,delírios,entre outros.são portanto,medicamentos redutores de quadros psicóticos.” 2.9.3. Clorpromazina: “Antipscótico que bloqueia os receptores dopaminérgicos no cérebro.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010).
  • 17. 17 2.9.4. Clozapina: “Antipsicótico o seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido bloqueia os receptores D1eD2 dopa-minérgicos, e anti-histamínico, o bloqueio da atividade alfa- adrenérgica pode ajudar na ação terapêutica.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010). 2.9.5. Risperidona: “Antipsicótico atua através do antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico central. Efeitos terapêuticos: diminuição dos sintomas dos sintomas de psicose.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010). 2.9.6. Haloperidol: “Neuroléptico, antipsicótico altera os efeitos da dopamina no SNC. É também um bloqueador anticolinérgico e alfa-adrenérgico. Diminuição dos sinais e sintomas de psicoses.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010). 2.9.7. Tranqüilizantes (ansiolíticos) “São drogas que provocam redução de tensão emocional e ansiedade.” (FIGUEIREDO et al. 2008). 2.9.8. Lorazepam: “Cedativo-hipinótico potente derivado benzodiazepínico, que age como ansiolítico sem produzir ataxia. Possui propriedades anticonvulsivante, antimorfina e antitremor.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010). 2.9.9. Lítio, carbolim: “Antimaníaco psicose maníaco-depressiva. Profilaxia da mania recorrente.” (DICIONÁRIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010). 2.10. Intervenções psicossociais “O tratamento psicossocial consiste no tratamento do paciente, baseado no envolvimento deste com atividades sociais e ocupacionais.” (GIACON et al. 2006). É fundamental que o familiar tenha um acompanhamento de profissionais habilitados para que haja melhor eficácia no tratamento do portador de esquizofrenia; pois com melhor conhecimento dos seus familiares sobre a doença torna-se mais fácil o convívio entre eles, fazendo assim com que ajudem na reabilitação com esperança de um futuro melhor. (LIMA et al., 2000) (GIACON et al. 2006)(NAVARINE, 2008) (PORTAR DEDICADO A PACIENTES E PORTADORES). “Espera-se que com informações oferecidas, os familiares passem a identificar e entender que alguns comportamentos do parente doente devem-se à doença.” (SCAZUFCA, 2000).
  • 18. 18 CAPITULO 3 3.1. Aspectos familiares “(Villares, 2000) relata que, a família tem um lugar e uma função centrais na vida dos portadores de esquizofrenia. Essas pessoas freqüentemente vivem com a família de origem ou mantêm contato regular com familiares, o que significa que são esses que geralmente identificam inicialmente algum problema, buscam o tratamento, tornam-se responsáveis pela administração das prescrições médicas e articuladores do cotidiano de seu familiar doente. Nessa convivência, aprendem a enfrentar momentos de agravamento do quadro sintomatológico e a manejar situações de inatividade, depressão, agressividade, confusão, desorganização e inadequação. O cotidiano familiar é marcado por uma permanente imprevisibilidade e pelas questões: "Quando será a próxima crise?" ou "Quanto tempo vai durar essa fase boa?". Além disso, os familiares têm que redimensionar as expectativas quanto ao futuro de seu familiar doente e quanto ao próprio futuro face à demanda de cuidados que gera custos e perdas para todos. Também precisam auxiliar o doente a lidar com suas perdas e com o empobrecimento de sua vida social, afetiva e profissional. Tudo isso constitui a experiência do "fardo" ou sobrecarga familiar.” “Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funções psíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador. Para seu enfrentamento, a família é o principal suporte psicossocial.” 3.2. Relações familiares e esquizofrenia “De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica, freqüentemente incapacitante, e aos familiares cabe cuidar ou administrar, de alguma maneira, o membro da família que sofre, fica dependente e desorganizado. À família cabe promover o contato entre o doente e os serviços de saúde existentes. Essa tarefa envolve procurar, avaliar e encaminhar o doente ao médico, hospital ou serviço de saúde disponível; conduzir as "negociações" entre o profissional que prescreve determinado tratamento e o familiar, que identificado como paciente, reluta em aceitá-lo; lidar com as situações de crise, decidindo quando é possível o manejo em casa e quando buscar ajuda emergencial. Nem todos os familiares possuem condições estruturais, econômicas e emocionais para conduzir satisfatoriamente esses aspectos da convivência com a doença. Entretanto, de alguma forma elaboram a experiência, lidam com seu sofrimento e expectativas e podem viabilizar a convivência com a doença, buscando apoio em sua rede de conhecidos, em algum sistema de crenças e em tratamentos alternativos.” (VILARES et al.1999). Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica e incapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mas também a família que é a base e estrutura do portador. Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem uma maior convivência com os mesmos. De acordo com Scazufca (2000) os familiares após o engajamento da família, inicia- se a intervenção com o programa de educação. Familiares e pacientes tem direito a informação sobre a situação que esta vivendo e a esclarecer as suas duvidas sobre essa situação.
  • 19. 19 O sofrimento é inevitável por parte da família, pois passam a viver inteiramente com a doença do portador de esquizofrenia. A convivência de fato torna-se indispensável. (NAVARINE, et al. 2008) “Segundo Scazufca (2000) as intervenções psicossociais com familiares de indivíduos com esquizofrenia se desenvolveram a partir de estudos que mostraram que a presença de um membro com esquizofrenia na família está relacionada á sobrecarga em diversos aspectos da vida da família e seus membros, com os relacionamentos, lazer, saúde física e mental.” “O clima afetivo familiar critico, hostil e de alto envolvimento emocional pode afetar negativamente o curso da doença.” (SCAZUFCA, 2000). “O diagnóstico de doença mental gera um sentimento inexplicável, um vazio uma baixa condição da qualidade de vida. Sentimentos derivados passam a fazer parte do cotidiano, como o medo, a tristeza, a vergonha e a piedade, um aglomerado de ações ou efeitos do sentir.” (NAVARINE et al. 2008). 3.3. Abordagens familiares “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelo sofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se o companheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.” “As intervenções psicossociais são parte do tratamento do familiar com esquizofrenia e devem ser planejadas conjuntamente com o tratamento medicamentoso e outros clínicos específicos.” (SCAZUFCA, 2000). De acordo com os textos lidos a família é essencial na vida do portador de esquizofrenia, ajudando e acompanhando no tratamento. Tudo pode parecer dificultoso, mas quando é feito com carinho e muito amor por parte de qualquer familiar o tratamento obtém mais resultado. Mostrar interesse em relação a patologia do mesmo não pode ser em nenhum momento deixada de lado pelos profissionais da saúde pois são eles que devem orientar e informar sobre qualquer duvida que surgir ao longo do tratamento. (VILARES et al.1999) (SCAZUFCA, 2000) (Revista Nursing, 2007) (NAVARINE et al. 2008) (FIGUEIREDO et al., 2008) 3.4. Pacientes x profissionais da saúde “Os profissionais e os planejadores de serviços de saúde concordam sobre a importância de se prover serviços aos familiares de portadores de esquizofrenia, mas vários fatores ainda contribuem para dificultar a implantação e a condução efetiva desses. Diversos autores têm analisado as barreiras entre o sistema de saúde e as famílias de pacientes com esquizofrenia, uma vez que essas representam um problema que deve ser abordado para que se viabilize a oferta de serviços adequados às realidades socioculturais dessas famílias.” (VILARES, 2000).
  • 20. 20 “O paciente não pode ser tratado como um doente, mas, sim como indivíduo, que é único, os cuidados de enfermagem precisam atender ás necessidades específicas. ( LIMA et al., 2000) “É prioritário proporcionar confiança ao paciente, vinculando-se a ele e ajudando-o a desenvolver relacionamento com outras pessoas.” (LIMA et al., 2000). “Os dados de realidade, quando distorcidos, devem ser corrigidos, evitando-se uma imposição. (LIMA et al., 2000)
  • 21. 21 CAPITULO 4 4.1. Qualidade de vida do Portador de esquizofrenia Qualidade de vida é, certamente, um conceito amplo, que incorpora todos os aspectos da existência de um individuo. “O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia começou como uma intenção da crescente preocupação com o retorno de doentes mentais crônicos a comunidade.” (SOUZA; COUTINHO, 2006). “... a qualidade de vida está relacionada á saúde e ao seu estado subjetivo”. (SANDRI, 2008). “A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu qualidade de vida como a percepção do individuo a respeito de sua posição na vida, dentro do contexto, da cultura e do sistema de valores no qual ele vive, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. É um conceito de caráter multidimensional e abrangente, que incorpora, de uma forma complexa, domínios como a saúde física, o estado psicológico, o nível de independência, os relacionados sociais, as crenças pessoais (espirituais e religiosas) e relações desses domínios com características ambientais.” Qualidade de vida é um conceito muito amplo e importante, se tornou um novo paradigma... Pois para existir é necessário certamente emprego, família, moradia, ambiente e muitos outros requisitos que tornaram as condições de vida útil obtendo medida de saúde adequada. (OMS); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006). “... não basta apenas conhecimento e conscientização para que todos tenham uma vida com qualidade. Isto depende também da parceria entre profissionais de saúde e a comunidade em geral.” (SANTOS, 2004). De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida se constitui, de acordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia-a-dia; e que cada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que está vivenciando no momento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer da vida. O interesse na qualidade de vida de indivíduos com esquizofrenia vem com a intenção de facilitar o retorno de doentes mentais crônicos a comunidade; e com a preocupação na reinserção social evitando preconceitos. (VILARES, 2000); (LIMA et al., 2000); (SCAZUFCA, 2000); (SANTOS, 2004); (SOUZA; COUTINHO, 2006); (FIGUEIREDO et al., 2008)
  • 22. 22 CAPITULO 5 Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dos portadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP. 5.1. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO AOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. Entrevistados que sabia sobre sua patologia 20% sabia não sabia 80% Dos portadores de esquizofrenia entrevistado 80% sabia, ser portador da mesma e apenas 20% não sabia, mas o que percebe-se na entrevista não é que não sabe sobre sua doença e sim que tem uma formação de idéias equivocas. 1- Quem administra os Antipsicoticos/medicamentos? 0 40% Familiar Eu 60% Outros Dos portadores de esquizofrenia entrevistados 60% relatam que administra suas medicações e 40% relata que é o familiar quem administra; é o correto pois torna-se mais seguro o tratamento quando seus familiares quem administra seus medicamentos, o risco de esquecer de tomar ou de superdosagem tornam-se bem menores.
  • 23. 23 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias? Sim 50% 50% Não Como podemos analisar no gráfico acima, 50% faz uso também de medicações para outras patologias e 50% não, apenas as da patologia do referido estudo. 3- Existe outra doença associada? 40% Sim Não 60% 60% dos entrevistados relatam ter outra doença associada, a esquizofrenia; e 40% refere que não é portador de outra patologia. Portanto podemos refletir que a esquizofrenia pode desenvolver outras patologias ou não varia de acordo com cada individuo. De acordo com os gráficos percebe-se a diversidade de opiniões.
  • 24. 24 4- Faz uso de bebidas alcóolicas? 20% Sim Não 80% 80% dos entrevistados relatam não fazer uso de bebida alcoólica e 20% relata que sim, o que é errado pois quem faz uso de medicamentos para transtornos psiquiátricos o consumo de álcool deve ser 0. Porque o álcool também atua no sistema nervoso e corta o efeito esperado da medicação, e tem clientes que deixa de tomar suas medicações para fazer o uso de bebidas alcoólicas. 5- Já fez ou faz uso de outras drogas? 0 Sim já usei Matenho uso Nunca Usei 100% 100% dos entrevistados relatam nunca ter usado outras drogas. O que é muito bom, porque as drogas agem no sistema nervoso, e com o uso das mesmas, pode dificultar e muito, no tratamento, produzindo efeitos a serem confundidos com os transtornos psiquiátricos. Más os clientes entrevistados ironizam dizendo que: os medicamentos são drogas.
  • 25. 25 6- Faz uso do tabaco? 30% Sim Não 70% Dos entrevistados 70% relatam não fazer o uso do tabaco e 30% relata que sim. Como qualquer pessoa infelizmente mantém um vicio terrível, o tabaco é fator de risco de muitas doenças. 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, ler, fazer trabalhos manuais? 0 30% Bastante Pouco Nunca 70% Dos portadores entrevistados 70% relatam gostar pouco de sair, ir ao cinema, ouvir musica assistir TV, fazer trabalhos manuais; e 30% relatam gostar bastante das atividades descritas acima. Observamos que os clientes entrevistados têm inibição em interagir na comunidade em que vive por medo, insegurança, vergonha por pensar ser diferente.
  • 26. 26 8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e momentos de lazer? a) Vida Social Sim 50% 50% Não Como podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relata ter uma vida social ativa e 50% relata não ter vida social ativa. O que se observa é que os sintomas negativos da esquizofrenia dificultam o portador a querer ter uma vida social ativa, e outros conseguem a medida do possível torná-la possível. b) Conversar 40% sim 60% não Dos clientes entrevistados 60% relatam gostar de conversar, o que é muito bom para desabafar suas duvidas ou medos, e 40% relatam não gostar de conversar, más todos os entrevistados foram bem responsivos e outros bem comunicativos o que faz nós refletirmos será que realmente não gostam de conversar ou simplesmente se sentem incompreendidos.
  • 27. 27 c) Amigos 40% Sim Não 60% 40% dos entrevistados relatam gostar de fazer amigos e 60% relatam não gostar de fazer amigos. Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil, tornaria possivél se eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papel na comunidade; pois a falta de empregabilidade e exercicios para os mesmos, torna-se sua integração, ainda mais dificil na sociedade. d) Lazer 30% Sim Não 70% 70% dos entrevistados relatam gostar de momentos de lazer e 30% relata não gostar; eles demonstram certa inibição; eles necessitam ter confiança no outro para desenvolver relacionamentos e atender ás necessidades específicas, momentos de lazer é fundamental para todo individuo.
  • 28. 28 9- Como é seu relacionamento com seus familiares? 0 20% Bom Instavel 80% Ruim 80% dos entrevistados relatam que o relacionamento com seus familiares é bom e 20% relata ser instável. “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador de transtorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo, devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008). Como lembra Vilares et al.,(1999) a esquizofrenia é uma doença Crônica e incapacitante que não afeta somente o doente mental que sofre com ela, mas também a família que é a base e estrutura do portador. Cabe a família ter afeto, carinho, atenção, paciência, pois são eles quem tem uma maior convivência com os mesmos. 10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação? a) Exercícios 40% Sim Não 60% 40% dos entrevistados relatam fazer algum tipo de exercício físico, o que é muito bom pois manter-se fazendo exercícios físicos ajudam a não desenvolver outras patologias; e 60% relatam não fazer, o que não é bom pois cada vez mais ficam sedentários podendo piorar os sintomas da esquizofrenia.
  • 29. 29 10- Você faz exercícios físicos e tem uma boa alimentação? b) Alimentação 10% Sim Não 90% Dos entrevistados 90% relatam alimentar-se corretamente, o que nos mostra que a esquizofrenia quando tratada corretamente não afeta na alimentação, 10% relatam que não se alimentam de forma adequada, más pode- se perceber que é porque estão confusos necessitado de tratamento, para sua patologia. 11- Você tem religião/ freqüenta? Religião? 10% Sim Não 90% 90% dos entrevistados relatam ter religião, mesmo tendo que lutar contra os obstáculos, acredita que ter fé ajuda a vencer as barreiras e com Deus no coração tudo poderemos alcançar; e 10% relatam que não tem uma religião, más, tem sim fé em Deus.
  • 30. 30 11- Você tem religião/ freqüenta? Frequenta? 5 50% 50% 5 Como podemos analisar no gráfico acima 50% dos entrevistados relatam freqüentar alguma igreja e 50% relata que não freqüenta. Más todos têm sua crença. Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo.
  • 31. 31 Dados obtidos na pesquisa de campo para avaliar a qualidade de vida dos portadores de esquizofrenia e seus familiares no município de Ilha Solteira-SP. 5.2. GRAFICOS COM RESULTADOS DO QUESTIONARIO FECHADO APLICADO AOS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA. 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre? Sim 30% 30% Bem Pouco 40% Não De acordo com o gráfico analisa-se que 40% dos entrevistados relatam saber bem pouco sobre doença mental; 30% relatam conhecer sim alguma doença mental; e 30% relatam não conhecer nenhuma doença mental; como não sabe algo sobre seu familiar é um portador de transtorno mental. De acordo com literaturas lidas; os transtornos mentais ao mesmo tempo em que é uma realidade global, são também pouco compreendidos. 2- Você já ouviu falar sobre transtorno mental ou conhece algum portador da doença? Sim 40% Bem Pouco 60% Não 60% dos entrevistados relatam que já ouviu falar/ou conhece algum portador da doença; e 40% relatam que não. Praticamente toda sociedade tem conhecimento de alguma pessoa que sofre de algum transtorno, seja desconhecido, familiar ou o próprio. Mesmo assim não aceita, surge julgamentos precipitados e fragilidades a fim de trazer prejuízos a sua saúde ou qualidade de vida.
  • 32. 32 3- Você acha complicada a vida do portador de transtorno mental? 30% 30% Pouco Muito complicada Não 40% 40% dos entrevistados relatam que a vida do portador de transtorno mental é muito complicada; 30% relatam ser um pouco complicada; e 30% relataram não ser complicada. Podemos analisar a diversidade de idéias entre os entrevistados. “Segundo Azevedo e Gaudêncio (2007) a esquizofrenia produz alterações nas funções psíquicas que podem afetar todas as dimensões da existência do portador.” “De acordo com Vilares et al.,(1999), A esquizofrenia é uma doença crônica, freqüentemente incapacitante...” 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o portador de transtornos mentais? 30% Sim 70% Não 70% dos entrevistados relatam que a comunidade não colabora e aceita sem preconceito o portador de transtorno mental; 30% dos entrevistados relatam que a comunidade aceita sim. Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou de outra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois são pessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só por parte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pela sociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos.
  • 33. 33 5- Sua familia tem acompanhamento de profissionais de saúde e outros; "grupo de apoio por exemplo."? 40% sim 60% não 60% dos entrevistados relatam ter acompanhamento de profissionais de saúde/ou outros; e 40% relatam que não tem acompanhamento, mesmo tendo o local disponível para o tratamento. Desenvolvemos este trabalho de pesquisa de campo, com a utilização de questionários de perguntas fechadas com clientes que freqüentam; o núcleo de saúde mental no prédio (CERDIF); de Ilha Solteira-SP. 6- Você acredita que o portador de transtorno mental, leva uma vida normal? sim 50% 50% não 50% dos entrevistados relatam que o portador de transtorno leva uma vida normal e 50% relatam que não. Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é a conscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente os profissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portador de esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar uma vida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguem talvez por não fizer um tratamento adequado.
  • 34. 34 7- Como você classifica sua qualidade de vida? 10% 0% Ótima boa 90% ruim 90% dos entrevistados relatam ter uma boa qualidade de vida e 10% relatam que é ruim. De acordo com pesquisa bibliográfica e de campo, qualidade de vida se constitui, de acordo com que cada indivíduo conduz determinadas situações do dia- a-dia; e que cada problemática sirva de aprendizado para conduzir o que está vivenciando no momento, minimizando conseqüências produzidas ao decorrer da vida. 8- Você sabia que familiar do portador de transtorno mental tem probabilidade a desenvolver a patologia? sim 50% 50% não 50% dos entrevistados relatam que familiares tem sim probabilidade a desenvolver a patologia e 50% relatam que não. Talvez por desconhecerem estudos que dizem que há um componente genético importante. Quando alguém tem um familiar próximo com esquizofrenia o seu risco de ter essa doença passa de 1%( da população em geral) para 10%. Sabe-se que, além do fator genético, fatores ambientais e experiências de vida interagem nesse processo de uma forma ainda não conhecida.” (AMARAL, 2003).
  • 35. 35 9- Voce acha que a internação em hospitais especializados é essencial para a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas? sim 50% 50% não 50% dos entrevistados acha que a internação é essencial para a recuperação dos portadores de transtorno mental em momentos de crise e 50% relatam que não, pois houve relato que não existe hospitais especializados e sim hospícios de loucos. Hoje podemos dizer que teve um avanço, pois os portadores de doença/transtorno mental eram incompreendidos, e considerados como “loucos”, anormais, julgado como possuídos por forças maléficas e abandonados sem moradia, alimentação, e sem expectativas. (Rodrigues, 2001) (SPADINI, et al. 2006) (LIMA, et al. 2000). 10- Você acha que a estrutura e o apoio familiar são extremamente importantes no dia-a-dia? 40% sim 60% não 60% dos entrevistados relatam que a estrutura é extremamente importante no dia-a- dia do portador de transtorno mental; e 40% relatam que não. “De acordo com Navarine, et al. (2008) a família é atingida profundamente pelo sofrimento, sentimento que perpassa o seu viver em todos os níveis, tornando-se o companheiro de todas as horas, ao longo da trajetória da doença do familiar.” Todos os aspectos ambientais contribuem para uma saúde mental. Mas um item contribuinte importante é a estrutura familiar; desde o momento que ainda está sendo gerado até, o dia de sua morte. Fonte de todos os gráficos: Pesquisa de campo
  • 36. 36 5.3. DISCUSSÃO APÓS ANÁLISE DE DADOS “Ao assumir o cuidado do doente podem emergir sentimentos e emoções latentes, provocando o desequilíbrio e o sofrimento. A partir daí, surge uma nova dinâmica no modo de ser da família, e ela adquire forças para aceitar e ajudar o membro portador, aprendendo a conviver com a doença.” (NAVARINE, V.; HIRDES, A. 2008). Um fator de extrema importancia para que o portador se sinta útil, tornaria possivél se eles tivessem oportunidade de trabalhar ou exercer algum papel na comunidade; pois a falta de empregabilidade e exercicios para os mesmos, torna-se sua integração, ainda mais dificil na sociedade. Por esse motivo o portador torna-se dependente, gerando uma sobrecarga fisica e mental em seu familiar; por estar envolvido com o cuidar. Para trabalhar com cada familia faz-se nescessário uma análise geral de como é o seu convivio. Observando seus medos e tabus sobre a patologia que toma conta de seu corpo e de sua vida. Para melhorar a expectativa é nescessário um conjunto de ações, obtendo assim qualidade de vida de acordo com cada realidade e como o individuo conduz sua vida. Nas frases a seguir relatos dos entrevistados é possível analisarmos a insegurança e o medo do mundo lá fora e outros por sua bela capacidade. [...] eu tenho vergonha de sair, pois todos ficam reparando meu tremor... [...] quando eu digo para alguém que tenho esquizofrenia as pessoas que não sabe o que é não! Mas quem é da área da saúde que sabe o que é esquizofrenia chega muda o semblante do rosto, levantando a sobrancelha... [...] tenho medo de sair na rua porque tem muito carro. [...] gosto de ler, pintar telas e nelas exponho o que estou sentindo no momento, pois é uma viagem que está dentro da minha cabeça. Para a amostra do estudo foi administrado questionários fechados a 10 famílias; sendo que foram disponibilizadas 13 famílias, que tinha há esquizofrenia presente em suas vidas por meio de um familiar, mas 3 dos mesmos não foram encontrados para realizarmos a abordagem.
  • 37. 37 Observamos que os clientes entrevistados têm inibição em interagir na comunidade em que vive por medo, insegurança, vergonha por pensar ser diferente. Mas afinal o que é ser diferente? Fatores indicam que todo ser humano é diferente um do outro, mas somos todos iguais perante direito de ir e vir. “Os profissionais de saúde devem refletir sobre suas intervenções junto ao portador de transtorno mental e seus familiares e identificar as necessidades deste grupo. Sobretudo, devem trabalhar com o conceito de recuperação...” (NAVARINE, et. al 2008).
  • 38. 38 CONCLUSÃO A esquizofrenia determina o impacto não apenas no portador da doença, mas também em todos da sociedade em geral e principalmente familiares. A qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus familiares são de alta relevância, indiscutível, pois, todo doente mental necessita de respaldo de todos, para uma vida digna; com assistência a saúde e acompanhamento não só do doente, mas de todos que convivem com a doença; sendo assim faz-se necessário assisti-los e ajudá-los a conviver com o fato. Visando que o amor, compreensão, entendimento, tanto pela sociedade como pela família podem ajudar que essa qualidade de vida aconteça. Não podemos descartar o preconceito, pois ele ainda existe de uma maneira ou de outra cabe a sociedade em geral aceitar e aprender a lidar com o fato; pois são pessoas que precisam de uma atenção maior, um carinho dedicação não só por parte da família que lida dia a dia com o seu familiar doente, mas também pela sociedade que deve evoluir mediante os seus pensamentos. Diante do exposto conclui-se que o que mais se necessita ser trabalhado, é a conscientização e o preconceito da população em geral, e principalmente os profissionais da saúde. Porque após estudos e análise certificamos que, o portador de esquizofrenia quando realiza o tratamento corretamente, consegue levar uma vida a medida do possível normal, a minoria dos portadores que não conseguem talvez por não fazer um tratamento adequado. Se existem tantas campanhas relacionadas a saúde por que não abordar problemáticas sobre doenças psiquiátricas? Sendo assim faz-se necessário trabalharmos na ampliação dos pensamentos. A meta deve ser educação permanente e continuada em nível multidimensional e multidisciplinar.
  • 39. 39 REFERENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DICIONÁRIO BRASILEIRO DE SAÚDE, Organizadora: Genilda Ferreira Murta et al. 3ª Edição – 2009 São Caetano do Sul, SP Editora: Difusão. VOLCAN, S.M.A.; et al. Relação entre bem- estar espiritual e transtornos psiquiátricos menores: estudo transversal São Paulo agosto 2003 vol.37 Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034- 89102003000400008 Acesso em: 12/01/2011 SPADINI, L.S; et al. sob o olhar de pacientes e familiares: São Paulo março de 2006 vol.40 Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080- 62342006000100018 Acesso em: 14/02/2011 Manual do técnico e auxiliar de enfermagem / coordenação de Idelmina Lopes de Lima... [et al.]. – 6. Ed. Ver. e ampl. – Goiânia: AB, 2000. Acesso em: 13/05/2011 ESPINOSA, F. A. Guias práticos de enfermagem/psiquiatria Rio de Janeiro-RJ 2000 Acesso em:: 17/03/2011 MEDEIROS P; F .GUAZZERLLI.B;et.al Teoria e pesquisa o conceito de saúde e sua implicação nas práticas Rio grande do Sul-RS Set/Dez 2005 vol.21 n 3 p 263- 269 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v21n3/a02v21n3.pdf Acesso: 14/05/2011 . WYATT, 2001 citado em 2005 por QUARANTINI, L; C.et al tratamento do transtorno esquizoafetivo Rev. psiquiatr. clín. vol.32 suppl.1 São Paulo 2005 Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 60832005000700013 Acesso em: 12/10/2010 AZEVEDO, M; P.G revista nursing esquizofrenia sob a ótica familiar 2007 Disponível em: http:/ww.resvistanursig.com Acesso em:02/03/2011
  • 40. 40 AMARAL, O.L. ; e colaboradores Transtornos mentais / fundação DJ Alma Guimarães São Paulo-SP Marc. 2003. Acesso: 18/05/2011 Tratado Prático de enfermagem, volume 2 / coordenadores: FIGUEIREDO, N. M. A.; VIANA, D. L. MACHADO, W. C. A. 2. Ed.-São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2008. Acesso em: 06/04/2011 VILLARES, C.C.; Adaptação transcultural de intervenções psicossociais na esquizofrenia São Paulo maio 2000 vol.22 disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php? script =sci_arttext&pid=S1516-44462000000500018 Acesso em:21/02/2011 SCAZUFCA, M., Abordagem familiar em esquizofrenia São Paulo maio 2000 vol.22 disponível em: http//www.scielo.php?script=artextpid=s151644462000000500017 Acesso em :31/01/20011. NAVARINI, V. E.; HIRDES,A. A família do portador de transtorno mental: identificando recursos adaptativos Florianópolis outubro/dezembro. 2008 vol.17 disponível em: htt: p//www.scielo.br/scielo. php? escr ipt=sci-issueto&pid=0104- 070720080004&hg=PT&niven=iso acesso em:01/03/2011 Acesso em: 22/03/2011 SOUZA, L. A.; COUTINHO, E.S.F.; Fatores associados á qualidade de vida de pacientes com esquizofrenia- São Paulo-SP, mar.2006. vol. 28 nº1. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151644462006000100011&script=sci_ Acesso em: 01 nov. 2010. SANTOS, A; S Revista Nursing: Qualidade de Vida um ponto a ser discutido.htm 2004 Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151644462006000100011&script=sci_. Acesso em: 06/04/2011
  • 41. 41 SILVA C. A; AGUIAR. P;Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre disciplina de Genética e evolução 2000 Disponível em: http://genetica.ufcspa.edu.br/seminarios%20textos/Esquizofrenia.pdf Acesso em: 14/052011 André LF Silva* GIACON C.C. G e GALERA, S.A;F primeiro episódio da esquizofrenia Rev. Esc. Enferm.USP2006 Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext& pid=S0080-62342006000200019 Revista Acesso em : 14/05/2011 VILLARES, C. C. et.al.1999 Concepção de doença por familiar de pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. São Paulo/jan/Marc 1999 vol.21 Disponível em: htt:p//www.scielo.br/pdf/%odlrbplv21n1a08.pdf Acesso em:15/02/2011 OLIVEIRA, S. B. M.; esquizofrenia/doença mental 2008 Disponível em: http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_14288/artigo_sobre_esquizofrenia/doe n%C3%87a_mental__fonte:scielo_brasil Acesso em: 17/05/2011 SANDRI, J.V. A Qualidade de vida dos idosos atendidos no programa saúde da família no bairro areias – Comburiu - SC julho, 2008 Disponível em: http://www.nursing.com.br/paper.php?p=397 Acesso em: 10/04/2011 AME-DICIONARIO DE ADIMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ENFERMAGEM: 2009/2010 ed. EPUB PORTAL DEDICADO A FAMILIARES E PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA Disponível em: www.entendendoaesquizofrenia.com.br Acesso em: 04/03/2011
  • 42. 42 ANEXO I TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Estamos realizando um estudo com o intuito de ampliar o conhecimento e a discussão na enfermagem e comunidade em geral. Este estudo prioriza identificar a qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus familiares, bem como após levantamento de dados de informações obtidas de familiares e portadores de transtorno mental. Desse modo informamos e solicitamos, por meio deste, a autorização para a realização da referida pesquisa, aos portadores de transtorno mental; familiares ou responsáveis; desejando sua valiosa colaboração. EU_______________________________________ RG nº__________________ Cientes das informações recebidas concordam com a minha participação na pesquisa intitulada “Qualidade de vida do portador de esquizofrenia e seus familiares”, que será realizada sobre responsabilidade de Lilian e Muriel, estudantes do curso técnico de enfermagem pela ETEC/Ilha Solteira, pois estou informado de que em nenhum momento o doente e o familiar serão expostos a riscos causados pela participação no estudo e de que poderei em qualquer momento recusar ou anular o consentimento por mim assinado, sem nenhum prejuízo para minha pessoa. Estou ciente também de que os resultados encontrados no estudo serão usados apenas por fins científicos. Fui informada (o) de que não terei nenhum tipo de despesa ou gratificação pela referida participação nesta pesquisa e de que terei acesso aos resultados publicados em periódicos científicos. Pelo exposto, concordo voluntariamente em autorizar a participação dos meus relatos no referido estudo.
  • 43. 43 _____________________________________________ Assinatura do entrevistado (a) ______________________________________________ Assinatura do pesquisador ____________________________________________ Assinatura do professor responsável
  • 44. 44 ANEXO II Dados pessoais Nome: Idade: Sexo: Estado civil: Com quem vive: Situação Profissional: Nível de Instrução: Idade em que apresentou o primeiro sintoma da doença: Subtipo de esquizofrenia: N° de Internações psiquiátricas: N° de consultas psiquiátricas que foi nos últimos 12 meses: Terapia atual utilizada: Questionário: 1- Quem administra os Antipsicoticos/medicamentos?  Familiar  Eu  Outros 2- Faz uso de outros medicamentos para outras patologias?  Sim  Não 3- Existe outra doença associada?  Sim  Não 4- Faz uso de bebidas alcoólicas?  Sim  não 5- Já fez ou faz uso de drogas ilícitas?  Sim já usei  Mantenho uso  Nunca use
  • 45. 45 6- Faz uso do tabaco?  Sim  Não 7- Você gosta de sair, ir ao cinema, ouvir musica, assistir TV, exercitar leitura ou outras atividades?  Bastante  Pouco  Nunca 8- Você tem uma vida social ativa, gosta de conversar, fazer amigos e momentos de lazer? a) Vida social  Sim  Não b) Conversar  Sim  Não c) Amigos  Sim  Não d) Lazer  Sim  Não 9- Como é seu relacionamento com seus familiares?  Ótimo  Instável  Péssimo 10- Já pensou em cometer suicídio ou já tentou fazê-lo?  Já pensei  Já tentei  Nunca pensei 11- Você faz exercícios físicos e tem uma alimentação balanceada? a) Exercícios  Sim  Não b) Alimentação Balanceada  Sim  Não
  • 46. 46 ANEXO III Questionário 1- Você conhece alguma doença mental ou sabe algo sobre? Sim ( ) bem pouco( ) não( ) 2- Você já ouviu falar sobre esquizofrenia ou conhece algum portador da doença? Sim ( ) bem pouco( ) não( ) 3- Você acha complicada a vida do portador de esquizofrenia e seus familiares? Pouco ( ) muito complicada( ) não( ) 4- Você acredita que a comunidade colabora e aceita sem preconceito o portador de esquizofrenia? Sim ( ) não( ) 5- Sua família tem acompanhamento de profissionais de saúde e outros; “grupo de apoio, por exemplo,”? Sim ( ) não( ) 6- Você acredita que o portador de esquizofrenia, ou o “doente mental”, leva uma vida normal? Sim ( ) não( ) 7- Como você classifica sua qualidade de vida? Ótima ( ) Boa ( ) ruim ( ) 8- Você sabia que familiar do portador de esquizofrenia tem probabilidade a desenvolver a patologia? Sim ( ) não( ) 9- Você concorda que a internação em hospitais especializados é essencial para a recuperação; principalmente em momentos de crises psicológicas? Concordo ( ) não concordo( ) 10- Você concorda que a estrutura e o apoio familiar são extremamente importantes no dia-a-dia? Concordo ( ) não concordo( )