PARAR DE FUMAR É A 
AÇÃO ISOLADA MAIS 
IMPORTANTE QUE UM 
FUMANTE PODE 
TOMAR PARA MELHORAR 
A SUA SAÚDE.
 Maior causa, isolada, evitável de doença e morte 
> risco de câncer, doenças cardiovasculares e 
respiratórias (OMS). 
 O tabagismo está relacionado a: 
 30% das mortes por câncer (boca, laringe, 
bexiga, etc.) 
 90% das mortes por câncer de pulmão 
 25% das mortes por doença coronariana (infarto 
do miocárdio) 
 85% das mortes p/ doença pulmonar obstrutiva 
crônica (bronquite e enfisema) 
 25% das mortes por doenças cerebrovasculares 
(derrames)
Prevenir a iniciação ao fumo 
por jovens e crianças. 
Estimular o abandono do 
cigarro pelos já 
dependentes. 
Eliminar a exposição ao fumo 
passivo.
 sensibiliza o conjunto dos indivíduos (no local de trabalho) 
para a importância do tabagismo na queda da qualidade de 
vida / na queda da qualidade do ambiente de trabalho; 
 institui coerência para intervir no problema; 
 reduz prevalência de tabagismo (10%); 
 elimina a poluição ambiental (decorrente da FAT); 
 reduz dano para o fumante que continua fumando ; 
 diminui a quantidade de cigarros fumados no trabalho; 
 reduz a exposição do próprio fumante à corrente secundária 
do cigarro ao orientar o fumo no fumódromo.
“Por que quero parar ? Às vezes 
acho que não quero, às vezes 
acho injusto que algo tão bom e 
que me ajuda a aliviar a tensão 
e relaxar, tenha de ser 
prejudicial para mim. Por que as 
conseqüências têm que ser tão 
ruins?”
 a ambivalência recorrente: “por que quero 
parar? às vezes acho que não quero.” 
 a irritação e até tristeza: “às vezes acho 
injusto que algo tão bom ... 
 por que as consequências têm que ser tão 
ruins?” 
 ter no cigarro uma fonte de prazer e uma 
ferramenta para lidar com a ansiedade e o 
stress: “ ... algo tão bom e que me ajuda a 
aliviar a tensão e relaxar.” 
 ter noção que o cigarro é nocivo: “por que as 
conseqüências têm que ser tão ruins?”
 O tabagismo é uma doença crônica que 
desencadeia e/ou agrava mais de 50 doenças, a 
maioria grave, limitantes e muitas vezes fatais. 
 O tabagismo é uma doença pediátrica, 90% dos 
adultos fumantes começaram a fumar na 
infância ou na juventude, antes dos 19 anos de 
idade. 
 Fumar é poluir; a fumaça ambiental do tabaco 
(FAT), decorrente do ato de fumar, é a principal 
fonte de poluição de ambientes internos, como o 
domiciliar, o de trabalho e o de lazer, 
constituindo-se em risco para a saúde dos não-fumantes.
 A prevalência de tabagismo é maior no sexo 
masculino, nos indivíduos com menor grau de 
escolaridade e mostra tendência de menor 
diminuição entre as mulheres. 
 Em 2006, o MS revelou uma prevalência de 
tabagismo em Curitiba de 18,8% na população de 
18 anos ou mais, a quinta maior prevalência 
entre as 26 capitais pesquisadas, mais o Distrito 
Federal. 
 • A prevalência de tabagismo para o sexo 
masculino foi de 21,1% e 15,9% para o feminino: 
terceira maior prevalência para as mulheres 
entre as 27 cidades pesquisadas.
Em Curitiba, dos 13 aos 15 anos, 
39% dos meninos e 51% das 
meninas já experimentaram 
fumar cigarro. 
Pesquisa Domiciliar de Opinião 
Pública com a População sobre 
Tabagismo (Curitiba, Paraná 
Pesquisas, 2006), aponta que 
84,82% dos fumantes querem 
parar de fumar.
O tabagismo, antes visto como estilo 
de vida, é atualmente reconhecido 
como uma dependência química, 
está classificado internacionalmente 
no grupo dos transtornos mentais e 
de comportamento decorrente do 
uso de substâncias psicoativas – na 
CID - 10, com o código F17.2.
 A dependência química à nicotina é complexa, tem 
componentes: físicos, responsáveis por sintomas de 
abstinência quando se deixar de fumar; psicológicos, 
responsáveis pela sensação de ter no cigarro um apoio 
para as horas de stress, solidão, desamparo, entre 
outros; comportamentais, resultado de 
condicionamentos, representados por associações e 
hábitos com o fumar e seus significados: fumar e tomar 
café, fumar e trabalhar, fumar e dirigir, fumar e 
consumir bebidas alcoólicas, fumar após as refeições, 
fumar e “estar consigo mesmo”, etc. 
 Com tanta informação hoje disponível, somente um 
droga pesada em potencial de drogadição – de viciar e 
de recaídas – como a nicotina, para explicar porque as 
pessoas fumam. 
 Embora, os fumantes já possuam noção que fumar é 
nocivo à saúde, a maioria desconhece as principais 
doenças tabaco-associadas, seus sinais e sintomas. 
 A nicotina é a droga da recaída. A recaída faz parte do 
processo de cessação definitiva.
 A maioria dos estudos de cessação de fumar 
demonstra que a parada definitiva acontece após 
várias tentativas malsucedidas. Portanto, a 
recaída não deve servir de desestímulo para o 
profissional de saúde e muito menos para o 
fumante. 
 O fumante que tentou parar e recaiu deverá ser 
estimulado a tentar novamente. 
 O fumante tem no cigarro uma fonte de prazer e 
uma ferramenta para lidar com a ansiedade e o 
stress. 
 Ele fuma, na maioria das vezes, não por que 
queira mas porque precisa. Deverá aprender a 
utilizar outras ferramentas para o seu equilíbrio, 
como exemplo, a atividade física. 
 Por fumar para suprir sua dependência química, 
o fumante não consegue perceber que o cigarro, 
na realidade, não é prazeroso ou que o acalme.
 O tratamento do fumante tem como eixo 
fundamental a Abordagem Motivacional, 
utilizando Técnicas Cognitivo- 
Comportamentais que consistem em discutir: 
as crenças e os pensamentos gerados pela 
dependência química, trabalhar os seus 
efeitos psicológicos e os condicionamentos 
associados ao fumar e o treinamento de 
habilidades individuais.
 Foque na cessação de fumar. 
 Aborde e trate o tabagismo como dependência química. 
 Aborde a todos, independente, da idade e do tempo de 
tabagismo. 
 Ressalte mais os benefícios de parar de fumar, 
associando o abandono do fumo à melhoria na 
qualidade de vida e nas mudanças de comportamento. 
 Aborde, também o não-fumante, pergunte sempre se 
não está exposto à FAT, relate os riscos para a saúde 
desta exposição e os efeitos do tabagismo passivo na 
condição clínica atual (se houver). 
 Dê ênfase para o sucesso do ex-fumante, nunca 
esqueça de parabenizá-lo pelo fato de ter parado de 
fumar, este reforço é muito importante e ajuda na 
prevenção da recaída. 
 Para o ex-fumante que apresentar, sinais e sintomas de 
doenças tabaco-relacionadas e ou que podem ser 
agravadas com o tabagismo, relate estes efeitos na 
condição clínica atual, motivando-o, ainda mais, a 
persistir na sua decisão de ficar longe do cigarro.
 http://www.saude.curitiba.pr.gov.br/images 
/programas/arquivos/tabagismo_001.pdf

Prevenção e promoção_à_saúde_tabagismo

  • 2.
    PARAR DE FUMARÉ A AÇÃO ISOLADA MAIS IMPORTANTE QUE UM FUMANTE PODE TOMAR PARA MELHORAR A SUA SAÚDE.
  • 3.
     Maior causa,isolada, evitável de doença e morte > risco de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias (OMS).  O tabagismo está relacionado a:  30% das mortes por câncer (boca, laringe, bexiga, etc.)  90% das mortes por câncer de pulmão  25% das mortes por doença coronariana (infarto do miocárdio)  85% das mortes p/ doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite e enfisema)  25% das mortes por doenças cerebrovasculares (derrames)
  • 4.
    Prevenir a iniciaçãoao fumo por jovens e crianças. Estimular o abandono do cigarro pelos já dependentes. Eliminar a exposição ao fumo passivo.
  • 5.
     sensibiliza oconjunto dos indivíduos (no local de trabalho) para a importância do tabagismo na queda da qualidade de vida / na queda da qualidade do ambiente de trabalho;  institui coerência para intervir no problema;  reduz prevalência de tabagismo (10%);  elimina a poluição ambiental (decorrente da FAT);  reduz dano para o fumante que continua fumando ;  diminui a quantidade de cigarros fumados no trabalho;  reduz a exposição do próprio fumante à corrente secundária do cigarro ao orientar o fumo no fumódromo.
  • 6.
    “Por que queroparar ? Às vezes acho que não quero, às vezes acho injusto que algo tão bom e que me ajuda a aliviar a tensão e relaxar, tenha de ser prejudicial para mim. Por que as conseqüências têm que ser tão ruins?”
  • 7.
     a ambivalênciarecorrente: “por que quero parar? às vezes acho que não quero.”  a irritação e até tristeza: “às vezes acho injusto que algo tão bom ...  por que as consequências têm que ser tão ruins?”  ter no cigarro uma fonte de prazer e uma ferramenta para lidar com a ansiedade e o stress: “ ... algo tão bom e que me ajuda a aliviar a tensão e relaxar.”  ter noção que o cigarro é nocivo: “por que as conseqüências têm que ser tão ruins?”
  • 8.
     O tabagismoé uma doença crônica que desencadeia e/ou agrava mais de 50 doenças, a maioria grave, limitantes e muitas vezes fatais.  O tabagismo é uma doença pediátrica, 90% dos adultos fumantes começaram a fumar na infância ou na juventude, antes dos 19 anos de idade.  Fumar é poluir; a fumaça ambiental do tabaco (FAT), decorrente do ato de fumar, é a principal fonte de poluição de ambientes internos, como o domiciliar, o de trabalho e o de lazer, constituindo-se em risco para a saúde dos não-fumantes.
  • 9.
     A prevalênciade tabagismo é maior no sexo masculino, nos indivíduos com menor grau de escolaridade e mostra tendência de menor diminuição entre as mulheres.  Em 2006, o MS revelou uma prevalência de tabagismo em Curitiba de 18,8% na população de 18 anos ou mais, a quinta maior prevalência entre as 26 capitais pesquisadas, mais o Distrito Federal.  • A prevalência de tabagismo para o sexo masculino foi de 21,1% e 15,9% para o feminino: terceira maior prevalência para as mulheres entre as 27 cidades pesquisadas.
  • 10.
    Em Curitiba, dos13 aos 15 anos, 39% dos meninos e 51% das meninas já experimentaram fumar cigarro. Pesquisa Domiciliar de Opinião Pública com a População sobre Tabagismo (Curitiba, Paraná Pesquisas, 2006), aponta que 84,82% dos fumantes querem parar de fumar.
  • 11.
    O tabagismo, antesvisto como estilo de vida, é atualmente reconhecido como uma dependência química, está classificado internacionalmente no grupo dos transtornos mentais e de comportamento decorrente do uso de substâncias psicoativas – na CID - 10, com o código F17.2.
  • 12.
     A dependênciaquímica à nicotina é complexa, tem componentes: físicos, responsáveis por sintomas de abstinência quando se deixar de fumar; psicológicos, responsáveis pela sensação de ter no cigarro um apoio para as horas de stress, solidão, desamparo, entre outros; comportamentais, resultado de condicionamentos, representados por associações e hábitos com o fumar e seus significados: fumar e tomar café, fumar e trabalhar, fumar e dirigir, fumar e consumir bebidas alcoólicas, fumar após as refeições, fumar e “estar consigo mesmo”, etc.  Com tanta informação hoje disponível, somente um droga pesada em potencial de drogadição – de viciar e de recaídas – como a nicotina, para explicar porque as pessoas fumam.  Embora, os fumantes já possuam noção que fumar é nocivo à saúde, a maioria desconhece as principais doenças tabaco-associadas, seus sinais e sintomas.  A nicotina é a droga da recaída. A recaída faz parte do processo de cessação definitiva.
  • 13.
     A maioriados estudos de cessação de fumar demonstra que a parada definitiva acontece após várias tentativas malsucedidas. Portanto, a recaída não deve servir de desestímulo para o profissional de saúde e muito menos para o fumante.  O fumante que tentou parar e recaiu deverá ser estimulado a tentar novamente.  O fumante tem no cigarro uma fonte de prazer e uma ferramenta para lidar com a ansiedade e o stress.  Ele fuma, na maioria das vezes, não por que queira mas porque precisa. Deverá aprender a utilizar outras ferramentas para o seu equilíbrio, como exemplo, a atividade física.  Por fumar para suprir sua dependência química, o fumante não consegue perceber que o cigarro, na realidade, não é prazeroso ou que o acalme.
  • 14.
     O tratamentodo fumante tem como eixo fundamental a Abordagem Motivacional, utilizando Técnicas Cognitivo- Comportamentais que consistem em discutir: as crenças e os pensamentos gerados pela dependência química, trabalhar os seus efeitos psicológicos e os condicionamentos associados ao fumar e o treinamento de habilidades individuais.
  • 15.
     Foque nacessação de fumar.  Aborde e trate o tabagismo como dependência química.  Aborde a todos, independente, da idade e do tempo de tabagismo.  Ressalte mais os benefícios de parar de fumar, associando o abandono do fumo à melhoria na qualidade de vida e nas mudanças de comportamento.  Aborde, também o não-fumante, pergunte sempre se não está exposto à FAT, relate os riscos para a saúde desta exposição e os efeitos do tabagismo passivo na condição clínica atual (se houver).  Dê ênfase para o sucesso do ex-fumante, nunca esqueça de parabenizá-lo pelo fato de ter parado de fumar, este reforço é muito importante e ajuda na prevenção da recaída.  Para o ex-fumante que apresentar, sinais e sintomas de doenças tabaco-relacionadas e ou que podem ser agravadas com o tabagismo, relate estes efeitos na condição clínica atual, motivando-o, ainda mais, a persistir na sua decisão de ficar longe do cigarro.
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