SILVICULTURA 
Silvicultura da erva mate 
Aula: 15 
Profº Ms. Eng. Flor. Wagner Corrêa santos 
Prof° eng. Flor. Wagner Corrêa Santos
Ilex paraguariensis St. Hill 
Erva - mate
Característica da erva mate 
 “Mate” = Língua Indígena e significa o 
que hoje chamamos de “cuia” 
 Guaranis: Grandes consumidores e 
chamavam de “caá” 
 Jesuítas: primeiras plantações e 
comercialização do mate 
 Terceiro ciclo da economia paranaense
Descrição Taxonômica 
 Nome científico: Ilex paraguariensis 
 Família: Aquifoliacia 
 Espécie de sombra (Umbrófila) 
 Caule acinzentado (DAP 20 a 25 cm) 
 Atinge até 15 metros de altura 
 Dióica ( flores hermafroditas com um sexo 
não funcional) 
 Fruto pequeno verde a vermelho roxeado, 
dispersado por passaros
Bordas dentadas da metade 
Do limbo a extremidade 
Pecíolo curto (15 mm) 
Folha de 8 a 10 cm
Tipos de Erva - Mate 
 Difícil diferenciação 
 Classificação gaúcha 
 Erva do talo roxo 
 Erva do talo branco 
 Erva periquita 
 Classificação catarinense 
 Pequenas coriácea do talo roxo 
 Pequenas coriácea do talo branco 
 Grandes membranáceas do talo roxo 
 Grandes membranáceas do talo branco
Tipos de Erva - Mate 
 Ervas de talo roxo é considerado mais amarga 
 Paraná: 
 Região de Imbituva (talo roxo- amargo), 
 São Mateus (talo amarelo- transição entre branco e 
roxo com sabor amargo e suave), alta exportaçao. 
 Serra da esperança (folha miúda) 
 Campos Gerais (erva timoneira- peluda, muito 
amarga e perde sabor rapidamente)
Tipos de Erva - Mate 
 Paladar forte: regiões ervateiras de talo roxo 
 Paladar fraco: regiões ervateiras de talo branco 
 Paraná: Paladar(fraco e extra fraco) 
 Santa Catarina : Paladar(fraco e extra fraco) 
 Rio G. do Sul: Paladar (forte) 
 Mato grosso de Sul: Paladar (ultra forte e extra 
forte)
Tipos de Erva - Mate 
Adulteração da erva mate: Misturado junto a 
erva, não permitida pela legislação, são utilizadas 
outras espécie do gênero Ilex 
Congonha: Ilex brevicuspis, I. Coronaria, I. 
ovalifolia, I. publiflora, 
Caúna: I. theezans, I. dumosa
Área de distribuição Natural 

Área de distribuição Natural 
 Clima: Cfa e Cfb chuvas regulares com precipitação 
em torno de 1250 mm a 2500 mm, temperaturas 
média de 12 a 21ºC e altitude de 500 a 1500 m ao 
nível do mar 
 Solos: Solos permeáveis, tolera solos pobres com 
alto teor de Alumínio, textura média, profundidade 
maior que 1 metro,
Economia da erva-mate 
 Uso da erva mate 
 Bebidas (chimarrão, terere, refrigerante, cerveja) 
 Insumos de alimentos (Sorvete, doces) 
 Medicamentos (hipertensão, calmante) 
 Higiene em geral (esterelizante, trat. de esgoto) 
 Produtos de uso pessoal (perfume, sabonetes)
Economia da erva-mate 
 Área ocupada pela erva mate no Paraná 
 em torno de 176 municípios (1995) 
 283 mil ha (91,2% nativos e 8,8%plantados) 
 51 mil propriedades produtoras 
 Maior área (Guarapuava, União da Vitória, Irati) 
 Maiores produtores (Guarapuava, União da Vitória, 
Irati)
Economia da erva-mate 
 Comercialização da erva mate 
 Aumento do consumo de 190% no mercado de 
bebidas não alcoólicas na década de 90, 
seguidos do suco de frutas. 
 Balança comercial positiva nas exportações
Produção da Erva mate
Coleta de Sementes
Coleta de Sementes 
 Seleção das árvores 
 Árvores com boa produtividade (+ folhas) 
 Idade superior a 6 anos (boa germinação) 
 Selecionar conforme o gosto da erva 
 Coleta de janeiro a março (frutos violeta) 
 Relação 1,4 machos para 1 fêmea
 Planta com muita semente (não recomendado) 
 - privilegiar sementes de árvores com muitas folhas
Sementes verdes 
Sementes em ponto de coleta 
-cor roxo 
-casca consistente 
- pássaros comendo sementes
Coleta de Sementes 
 Colheita no chão 
 Podem estar danificadas por brocas 
 Colheita na lona 
 Pode ser danificadas por brocas (mais 
seguro) 
 Colheita na árvore 
 Corta-se o galho e coleta a semente
Coleta de Sementes 
 Beneficiamento da semente 
 Deixar de 2 a 3 dias em recipiente com água para 
fermentação e depois esmagar para retirar a polpa 
 Lavar a semente e peneirar, tendo cerca de 4 sementes 
por fruto 
 Secar na sombra 
 Ambiente estável com pouca luz ou câmera fria 
 1K de fruto= 100 g de semente 
 1Kg de semente =120.000 sementes, tendo em média 
10% de germinação = 12.000 mudas
Coleta de Sementes 
 Quebra de dormência da semente 
 Método da lata 
 Perde muitas sementes
Coleta de Sementes 
 Método da sementeira de areia 
 O método consiste na utilização de recipientes de 
madeira. Esses recipientes devem ser perfurados a fim 
de facilitar a drenagem. Coloca-se uma camada de 
areia, de aproximadamente 3 cm, uma camada de 
semente de 3 cm e novamente uma camada de areia de 
3 cm (Figura 1). Em seguida rega-se e mantém-se a 
umidade por cerca de 5 a 6 meses, sendo regado 
conforme a necessidade. A semente irá para a 
sementeira quando estiver com o tegumento frágil, que 
se parte com uma simples pressão com as unhas
Coleta de Sementes 
 Outras formas de estratificação 
 Mini-estufa com irrigação diária (germ. em 30 dias) 
 Água oxigenada 10 vol (ger. em 30 dias) 
 Cinza de fogão (ger. em 340 dias) 
 Coca cola (ger. em 40 dias)
Produção de Mudas 
 Semeadura das sementes em canteiros 
 Deve ser feito de agosto a setembro 
 Plântulas surgem após 40 dias (semente estrat.) ou 
seis meses para não estratificada (baixa germ.) 
 fazer repicagem com mudas entre 3 a 5cm ou 6 a 
8 folhas
Produção de Mudas 
 Semeadura das sementes em tubetes 
 Podem ser utilizados tubetes cônicos nos tamanhos 
30 x 126 mm e 40 x 140 mm e/ou cilíndricos no 
tamanho 40 x 140 mm 
 A composição do substrato deve ter no mínimo 50% 
de matéria orgânica 
 A permanência no viveiro não deve ultrapassar 12 
meses.
Produção de Mudas 
 Propagação vegetativa da erva mate 
 Estaquia é o mais utilizado 
 Retirar ramos novos (15 cm de comp e 5 mm de 
diam.) 
 Enraizamento (AIA e ANA) 
 Levar para casa de vegetação
Plantio de Erva Mate 
 Tipos de Ervais 
 Erval Plantado 
 Erval nativo 
 Sistema Agroflorestais
Erval Nativo
Erval Plantado
Erval em sistemas agroflorestais
Plantio de Erva mate 
(Manejo de Ervais Nativos) 
 Roçar com foice a vegetação de pequeno porte e deixar os 
ervais virgens (ervais em ser) e as árvores de grande porte 
(repetir essa roçada 1 vez por ano) 
 Cortar os ervais a uma altura de 1metro (poda de 
formação) para formar as touceiras 
 Adensar a área com mudas de Erva-mate, preenchendo 
principalmente as clareiras.
 Fazer figura desta dinâmica
Plantio de Erva mate 
(Manejo de Ervais Plantados) 
 Consiste em plantar em povoamentos 
 Pode ser exposto ao sol ou sobre cobertura 
 Sol: em solo preparado (deve proteger a muda) 
 Cobertura: embaixo de capoeirinha ou em faixas dentro 
da floresta 
 Erval em leiras 
 Abrir faixas na vegetação (1,2 a 2,5 metros)
Plantio de Erva mate 
(Tratos culturais) 
 Preparo do solo 
 Aração e gradagem 
 Utilizar subsolador na linha de plantio 
 Ervais nativos não é necessário para o 
adensamento
Plantio de Erva mate 
(Tratos culturais) 
 Adubação 
 Ervais nativos não são adubadas 
 Adubação orgânica 
 Estrume de curral, serapilheira,cinzas, resíduos de 
erva cancheada, pó de ossos, resto de cultura 
agrícolas e biofertilizantes
Plantio de Erva mate 
(Tratos culturais) 
 Adubação química 
 Deve-se fazer no início da primavera 
 Usar de 150 a 250 Kg/ha de NPK (5-18-20), valores 
baseados na perda de nutrientes por safra 
 Aplicar uréia (N), a partir do terceiro ano 
 Evitar adubação no inverno
Plantio de Erva mate 
 Plantio 
 Mudas com 15 a 25 cm de altura, 12 a 14 folhas, e 
diâmetro do colo superior a 2,5 mm 
 Recomendado no Inverno ( 8a 12 meses após repicado) 
 Dias chuvosos ou nublados 
 Recomendado é a enxada
Plantio de Erva mate 
 Cuidados ao plantar a muda
Plantio de Erva mate 
 Espaçamentos 
 Agroflorestais 
 Entrelinhas ,maior que 4 metros 
 Ervais sombreados densidade menor 1000arvha 
 Ex:5x3, 4x3 
 Erva mate solteira até 2000 arv/ha 
 Ex: 3x3, 3x2 e outro
Tratos culturais 
 Proteção contra o sol 
 Protegidas nos primeiros 6 meses (luz e gerada) 
 Evitar a luz do sol do fim da tarde 
 Sistema agroflorestais a cultura anual protege a 
muda 
 Erval nativos não há necessidade de proteção
Método gaúcho 
 Laminas d madeira que protegem do sol 
da manha e da tarde
Método Argentino 
Coloca-se uma estaca e amarra nesta capim ou sombrtite
Tratos culturais 
 Replantio 
 Sempre Verificar necessidade 
 Replantar mudas maiores 
 Irrigação 
 Até seis meses, irrigar sempre que houver 
20 dias de estiagem 

Combate a ervas daninhas 
 Altamente sensível a competição com ervas 
 Método mecânico e aconselhado 
 Linha = coroamento 
 Entrelinha = foices ou roçadeiras 
 Método químico é proibido: Não existe registro de 
produtos 
 Ervais nativos, menor infestação
Combate a ervas daninhas 
 Capina (enxada) deve ser feita até 5 anos, pois o 
erval precisa de espaço para desenvolver 
 A partir dos 5 anos fazer Roçadas (foice ou 
roçadeiras)
Doenças de erva-mate 
 Tombamento 
 Principal problemas nas sementeiras 
 Os principais fungos associados são: Botrytis 
sp, Cylindrocladium spathulatum, Rhizoctonia 
sp., Fusarium sp. e Pythium sp. 
 Pré- emergência: não há germinação 
 Pós- emergência:lesao na região do colo que 
rompe a circulaçao da seiva e provoca o 
tombamento
Doenças 
 Fatores que favorecem o tombamento 
 são sementes contaminadas (resto de polpa), 
substrato contaminado, alta densidade de 
semeadura e excesso de umidade, de nitrogênio e de 
sombreamento. 
 Medidas de prevenção 
 Melhorias dos fatores acima
Tombamento 
Ataque em reboleira
Doenças 
 Pinta preta 
 É a principal doença da erva-mate, sendo causada 
pelo fungo Cylindrocladium spathulatum. 
 Os sintomas aparecem como lesões foliares escuras, 
arredondadas, às vezes concêntricas, no interior ou 
nas bordas do limbo 
 Solos infectados são responsável pela disseminação 
 Controle: seleção de plantas resistentes, melhorias do 
viveiro, e retirada de folhas infestadas
Pinta preta
Doenças 
 Cercosporiose 
 É causada por Cercospora sp. e considerada uma 
doença secundária por sua baixa incidência, por ter 
disseminação bastante lenta e por causar poucos 
danos à cultura. 
 Os sintomas são manchas arredondadas, pequenas, 
bem delimitadas, acinzentadas, com halo escuro, 
apresentando pequenas pontuações 
 O controle cultural é feito por meio de seleção e 
descarte de mudas afetadas e manejo adequado do 
viveiro
Cercosporiose
Doenças 
 Controle químico de doenças 
 Controle preventivo: a cada 15 dias, iniciando após 
3 dias a semeadura 
 Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb 
 Controle curativo: a cada 3 dias após registrado o 
ataque 
 Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb (mais 
concentrado)
Pragas de erva mate 
 Broca erva mate 
 È a principal praga da erva mate 
 Besouro faz a postura no tronco da árvore 
 Ataca a condução das seivas, secando as 
folhas 
 Controle deve ser feito por catação nos 
horários das 10 h até 16 h
Pragas 
 Lagarta da erva mate 
 mariposa que faz postura na parte superior das 
folhas 
 Lagartas comem brotações e folhas 
 O controle poderá ser feito com a exposição 
das pupas ao sol; com a coleta dos adultos 
com armadilha luminosa e com a eliminação 
de folhas com posturas.
Pragas 
 Lagarta do cartucho de seda 
 Mariposa de 4 a 5 cm que faz sua postura sobre os 
galhos ou folhas da erva em forma de um cartucho. 
 Os danos são causado pela lagartas que comem as 
folhas 
 Controle: catação manual da maiposa, cartucho ou 
lagarta
Pragas 
 Cochonilha de cera 
 A fêmea adulta fica recoberto de cera nos galhos, 
apenas as formas jovens e machos se deslocam 
 Sugam a seiva (debilitado), solta seiva que pode 
causar a fumagina. 
 Controle: escovação ou retirada do galho 
infectado
Pragas 
 Ampola da erva mate 
 Cigarra, 2ª maior praga da erva, atacam o ano todo, 
principalmente no verão, 
 As fêmeas colocam seus ovos na face superior das 
brotações, ao longo da nervura central. Contudo, 
antes de efetuar a postura, ela injeta uma substância 
tóxica que provoca o crescimento desigual do broto, 
formando a ampola (galhas que 
 Controle: retirada dos galhos infectados ou inseticida 
sistemico
Pragas 
 Broca dos Ponteiros da erva mate 
 Besouro, onde a fêmea faz postura em fendas 
previamente preparadas no ramo principal (planta 
com até dois anos) ou nos ramos superiores das 
plantas (plantas mais velhas). Após a eclosão, a 
larva inicia a sua alimentação, construindo uma 
galeria descendente no interior do ramo 
 Atacam o tronco podendo causar a morte 
 Poda e queima dos galhos atacados e coleta 
dos adultos
Pragas 
 Ácaros 
 3 tipos:ácaro-do-bronzeado, ácaro vermelho, 
ácaro branco 
 Causam ataque da folha e sua queda 
 Controle: nada recomendados, pode-se fazer 
controle biológico com fungos
Pragas 
 Tomar muito cuidado com o controle quimico, 
verificar se o produto e liberado para este fim 
 Outra praga importante principalmente no 
viveiro são as formigas cortadeiras 
 Estima-se em torno de 43 espécie de pragas 
de erva mate
Colheita da erva mate 
 Poda de formação 
 Feito para boa formação da copa (cálice) 
 Retira-se os galhos tortos e galhos internos 
 Ferramentas: mão,facão, tesoura ou podão 
 Primeiro corte: 2° ano quando a muda tem bifurcação, 
poda-se 5 cm na parte superior e deixa 3 ramos 
vigorosos 
 Segundo corte:3° ano, poda-se as brotações de todos os 
galhos a distancia de 10 a 40 cm da base dos galhos, no 
futuro serão escolhidos 2 brotos por ramos
Colheita da erva mate 
 Indica-se como época para realização desta 
poda, os meses de agosto e setembro, 
podendo-se fazer um repasse nos meses de 
janeiro ou fevereiro 
 DECEPA: erveiras velhas e altas que inviabilizam a 
colheita, consiste em cortar o tronco da erva a 1m 
de altura em forma de bisel, deve ser feito ao final 
de inverno, erval velho o corte deve ser rente ao 
solo. Se utilizar motosserra, usar óleo vegetal 
para lubrificar a corrente
Colheita da erva mate 
 Poda de produção 
 Feito a partir do 4° a 5° ano 
 Feito a cada 2 anos (plantado) 
 Retira-se em torno de 70% das folhas 
 Podar no inverno ( antes da brotação dos novos ramos) 
 Evitar podar no início da manha (orvalho) e dias 
chuvosos
Colheita da erva mate 
 Forma de podar 
 Cortar somente galhos do ano 
 Retirar o peão central 
Tipo de poda: tradicional, tipo mesa,, poda 
de renovação, poda de limpeza
Colheita da erva mate 
 Poda tradicional 
 origina plantas muito altas, onde os ramos são 
cortados muito curtos, com a utilização de facão, na 
maioria das vezes, provoca danos na planta e 
permite a entrada de patógenos. Mesmo as 
variações efetuadas visando a melhoria da poda 
tradicional, deixando-se um pouco mais de folhas 
tem se mostrado ineficiente, principalmente pela 
dificuldade em se controlar a altura da planta.
Colheita da erva mate 
 Poda tipo mesa 
 na primeira poda um corte a uma determinada altura 
e a cada poda seguinte, o corte sistemático dos 
ramos maduros a uma mesma altura, considerando-se 
uma distância de 10 a 15 cm do ponto de 
inserção, sem a preocupação em abrir o centro da 
planta. Desta forma, na parte central situam-se a 
maioria dos ramos totalmente ortotrópicos (que 
crescem retos, para cima).
Colheita da erva mate 
 Poda de renovação 
Indicado para ervais degradados (Decepa) 
 Poda de Limpeza 
 A poda de limpeza quando efetuada em início de 
abril, juntamente com a limpeza dos ramos verdes 
da parte mais baixa da planta e que estão 
dominados, poderá evitar a perda do baixeiro devido 
à queda de folhas. Em plantas novas, pode-se fazer 
a poda de limpeza de julho a agosto.
Colheita da erva mate 
 Safrinha 
 Colheita de verão (janeiro), pois a planta recupera 
bem 
 Produto fraco, muito úmido, risco de geadas 
precoces e ressecamento da planta 
 Colheita mecanizada 
 Feito na Argentina
Produtividade e rendimento 
 Varia: Região, tecnologia, e idade do erva 
 Rendimento por arvore: 30 min. Homem/arv. 
 Produção: 1 @ por arv (plantados) , 6 a 12 @ por 
arv. (nativos) 
 Rendimento da erva seca: 30% da erva verde 
 TIR >40% em 20 anos 
 VPL> 25000 em 20 anos
Produtividade e rendimento
Beneficiamento da erva 
 Duas etapas: cacheamento e industrialização 
 Cacheamento 
 Sapeco, secagem malhação e moagem
Beneficiamento da erva 
 Sapeco 
 Feito para folha não ficar preta com a secagem 
natural 
 Manual: no local de colheita no mesmo dia onde é 
feito uma fogueira e secado as folhas de forma 
superficial, perde 205 do seu peso
 Figua pg 82
Beneficiamento da erva 
 Quebragem da erva 
 Após o sapeco, onde os ramos maiores são 
eliminados e amontoados em feixes (fardos)de 60 
kg 
 Secagem 
 Feito de diversas formas (carijó, furna ou 
barbaquá)
Beneficiamento da erva 
 Carijó 
 Desuso,é um rancho com os lados abertos onde é 
mantido um fogo que seca as ervas arrumadas em 
uma espécie de tendal ou jirau, uma altura de1,6 m 
 Furna 
 Escavação onde faz um fogo comunicando com um 
furo embaixo do jirau
Beneficiamento da erva 
 Barbaquá 
 Funciona como uma estufa onde o calor 
do fogo que esta subterrâneo esquenta 
uma chapa de metal, onde a secagem é 
feita peo calor irradiado e não pelo contato 
direto do fogo com as folhas
Beneficiamento da erva 
 Cachemanento 
 A erva vai ser triturada, tendo no final de 
10 Kg de erva colhida é igual a 4 Kg de 
erva cacheada, antigamente antes era 
feito a mão com bastões, podendo ser feito 
a tração animal ou de forma industrial
Referências 
 Manual da erva Mate: Jorge Zbigniew 
Mazuchowski, 1991 
 Cultivo da erva mate:Moacir J. S. 
Medrado, embrapa, 2005
 
 fim

Silvicultura da erva mate

  • 1.
    SILVICULTURA Silvicultura daerva mate Aula: 15 Profº Ms. Eng. Flor. Wagner Corrêa santos Prof° eng. Flor. Wagner Corrêa Santos
  • 2.
    Ilex paraguariensis St.Hill Erva - mate
  • 3.
    Característica da ervamate  “Mate” = Língua Indígena e significa o que hoje chamamos de “cuia”  Guaranis: Grandes consumidores e chamavam de “caá”  Jesuítas: primeiras plantações e comercialização do mate  Terceiro ciclo da economia paranaense
  • 4.
    Descrição Taxonômica Nome científico: Ilex paraguariensis  Família: Aquifoliacia  Espécie de sombra (Umbrófila)  Caule acinzentado (DAP 20 a 25 cm)  Atinge até 15 metros de altura  Dióica ( flores hermafroditas com um sexo não funcional)  Fruto pequeno verde a vermelho roxeado, dispersado por passaros
  • 5.
    Bordas dentadas dametade Do limbo a extremidade Pecíolo curto (15 mm) Folha de 8 a 10 cm
  • 6.
    Tipos de Erva- Mate  Difícil diferenciação  Classificação gaúcha  Erva do talo roxo  Erva do talo branco  Erva periquita  Classificação catarinense  Pequenas coriácea do talo roxo  Pequenas coriácea do talo branco  Grandes membranáceas do talo roxo  Grandes membranáceas do talo branco
  • 7.
    Tipos de Erva- Mate  Ervas de talo roxo é considerado mais amarga  Paraná:  Região de Imbituva (talo roxo- amargo),  São Mateus (talo amarelo- transição entre branco e roxo com sabor amargo e suave), alta exportaçao.  Serra da esperança (folha miúda)  Campos Gerais (erva timoneira- peluda, muito amarga e perde sabor rapidamente)
  • 8.
    Tipos de Erva- Mate  Paladar forte: regiões ervateiras de talo roxo  Paladar fraco: regiões ervateiras de talo branco  Paraná: Paladar(fraco e extra fraco)  Santa Catarina : Paladar(fraco e extra fraco)  Rio G. do Sul: Paladar (forte)  Mato grosso de Sul: Paladar (ultra forte e extra forte)
  • 9.
    Tipos de Erva- Mate Adulteração da erva mate: Misturado junto a erva, não permitida pela legislação, são utilizadas outras espécie do gênero Ilex Congonha: Ilex brevicuspis, I. Coronaria, I. ovalifolia, I. publiflora, Caúna: I. theezans, I. dumosa
  • 10.
  • 11.
    Área de distribuiçãoNatural  Clima: Cfa e Cfb chuvas regulares com precipitação em torno de 1250 mm a 2500 mm, temperaturas média de 12 a 21ºC e altitude de 500 a 1500 m ao nível do mar  Solos: Solos permeáveis, tolera solos pobres com alto teor de Alumínio, textura média, profundidade maior que 1 metro,
  • 12.
    Economia da erva-mate  Uso da erva mate  Bebidas (chimarrão, terere, refrigerante, cerveja)  Insumos de alimentos (Sorvete, doces)  Medicamentos (hipertensão, calmante)  Higiene em geral (esterelizante, trat. de esgoto)  Produtos de uso pessoal (perfume, sabonetes)
  • 13.
    Economia da erva-mate  Área ocupada pela erva mate no Paraná  em torno de 176 municípios (1995)  283 mil ha (91,2% nativos e 8,8%plantados)  51 mil propriedades produtoras  Maior área (Guarapuava, União da Vitória, Irati)  Maiores produtores (Guarapuava, União da Vitória, Irati)
  • 14.
    Economia da erva-mate  Comercialização da erva mate  Aumento do consumo de 190% no mercado de bebidas não alcoólicas na década de 90, seguidos do suco de frutas.  Balança comercial positiva nas exportações
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Coleta de Sementes  Seleção das árvores  Árvores com boa produtividade (+ folhas)  Idade superior a 6 anos (boa germinação)  Selecionar conforme o gosto da erva  Coleta de janeiro a março (frutos violeta)  Relação 1,4 machos para 1 fêmea
  • 20.
     Planta commuita semente (não recomendado)  - privilegiar sementes de árvores com muitas folhas
  • 21.
    Sementes verdes Sementesem ponto de coleta -cor roxo -casca consistente - pássaros comendo sementes
  • 22.
    Coleta de Sementes  Colheita no chão  Podem estar danificadas por brocas  Colheita na lona  Pode ser danificadas por brocas (mais seguro)  Colheita na árvore  Corta-se o galho e coleta a semente
  • 23.
    Coleta de Sementes  Beneficiamento da semente  Deixar de 2 a 3 dias em recipiente com água para fermentação e depois esmagar para retirar a polpa  Lavar a semente e peneirar, tendo cerca de 4 sementes por fruto  Secar na sombra  Ambiente estável com pouca luz ou câmera fria  1K de fruto= 100 g de semente  1Kg de semente =120.000 sementes, tendo em média 10% de germinação = 12.000 mudas
  • 24.
    Coleta de Sementes  Quebra de dormência da semente  Método da lata  Perde muitas sementes
  • 25.
    Coleta de Sementes  Método da sementeira de areia  O método consiste na utilização de recipientes de madeira. Esses recipientes devem ser perfurados a fim de facilitar a drenagem. Coloca-se uma camada de areia, de aproximadamente 3 cm, uma camada de semente de 3 cm e novamente uma camada de areia de 3 cm (Figura 1). Em seguida rega-se e mantém-se a umidade por cerca de 5 a 6 meses, sendo regado conforme a necessidade. A semente irá para a sementeira quando estiver com o tegumento frágil, que se parte com uma simples pressão com as unhas
  • 28.
    Coleta de Sementes  Outras formas de estratificação  Mini-estufa com irrigação diária (germ. em 30 dias)  Água oxigenada 10 vol (ger. em 30 dias)  Cinza de fogão (ger. em 340 dias)  Coca cola (ger. em 40 dias)
  • 29.
    Produção de Mudas  Semeadura das sementes em canteiros  Deve ser feito de agosto a setembro  Plântulas surgem após 40 dias (semente estrat.) ou seis meses para não estratificada (baixa germ.)  fazer repicagem com mudas entre 3 a 5cm ou 6 a 8 folhas
  • 30.
    Produção de Mudas  Semeadura das sementes em tubetes  Podem ser utilizados tubetes cônicos nos tamanhos 30 x 126 mm e 40 x 140 mm e/ou cilíndricos no tamanho 40 x 140 mm  A composição do substrato deve ter no mínimo 50% de matéria orgânica  A permanência no viveiro não deve ultrapassar 12 meses.
  • 33.
    Produção de Mudas  Propagação vegetativa da erva mate  Estaquia é o mais utilizado  Retirar ramos novos (15 cm de comp e 5 mm de diam.)  Enraizamento (AIA e ANA)  Levar para casa de vegetação
  • 35.
    Plantio de ErvaMate  Tipos de Ervais  Erval Plantado  Erval nativo  Sistema Agroflorestais
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    Erval em sistemasagroflorestais
  • 39.
    Plantio de Ervamate (Manejo de Ervais Nativos)  Roçar com foice a vegetação de pequeno porte e deixar os ervais virgens (ervais em ser) e as árvores de grande porte (repetir essa roçada 1 vez por ano)  Cortar os ervais a uma altura de 1metro (poda de formação) para formar as touceiras  Adensar a área com mudas de Erva-mate, preenchendo principalmente as clareiras.
  • 40.
     Fazer figuradesta dinâmica
  • 41.
    Plantio de Ervamate (Manejo de Ervais Plantados)  Consiste em plantar em povoamentos  Pode ser exposto ao sol ou sobre cobertura  Sol: em solo preparado (deve proteger a muda)  Cobertura: embaixo de capoeirinha ou em faixas dentro da floresta  Erval em leiras  Abrir faixas na vegetação (1,2 a 2,5 metros)
  • 42.
    Plantio de Ervamate (Tratos culturais)  Preparo do solo  Aração e gradagem  Utilizar subsolador na linha de plantio  Ervais nativos não é necessário para o adensamento
  • 43.
    Plantio de Ervamate (Tratos culturais)  Adubação  Ervais nativos não são adubadas  Adubação orgânica  Estrume de curral, serapilheira,cinzas, resíduos de erva cancheada, pó de ossos, resto de cultura agrícolas e biofertilizantes
  • 44.
    Plantio de Ervamate (Tratos culturais)  Adubação química  Deve-se fazer no início da primavera  Usar de 150 a 250 Kg/ha de NPK (5-18-20), valores baseados na perda de nutrientes por safra  Aplicar uréia (N), a partir do terceiro ano  Evitar adubação no inverno
  • 45.
    Plantio de Ervamate  Plantio  Mudas com 15 a 25 cm de altura, 12 a 14 folhas, e diâmetro do colo superior a 2,5 mm  Recomendado no Inverno ( 8a 12 meses após repicado)  Dias chuvosos ou nublados  Recomendado é a enxada
  • 46.
    Plantio de Ervamate  Cuidados ao plantar a muda
  • 48.
    Plantio de Ervamate  Espaçamentos  Agroflorestais  Entrelinhas ,maior que 4 metros  Ervais sombreados densidade menor 1000arvha  Ex:5x3, 4x3  Erva mate solteira até 2000 arv/ha  Ex: 3x3, 3x2 e outro
  • 49.
    Tratos culturais Proteção contra o sol  Protegidas nos primeiros 6 meses (luz e gerada)  Evitar a luz do sol do fim da tarde  Sistema agroflorestais a cultura anual protege a muda  Erval nativos não há necessidade de proteção
  • 50.
    Método gaúcho Laminas d madeira que protegem do sol da manha e da tarde
  • 51.
    Método Argentino Coloca-seuma estaca e amarra nesta capim ou sombrtite
  • 52.
    Tratos culturais Replantio  Sempre Verificar necessidade  Replantar mudas maiores  Irrigação  Até seis meses, irrigar sempre que houver 20 dias de estiagem 
  • 53.
    Combate a ervasdaninhas  Altamente sensível a competição com ervas  Método mecânico e aconselhado  Linha = coroamento  Entrelinha = foices ou roçadeiras  Método químico é proibido: Não existe registro de produtos  Ervais nativos, menor infestação
  • 54.
    Combate a ervasdaninhas  Capina (enxada) deve ser feita até 5 anos, pois o erval precisa de espaço para desenvolver  A partir dos 5 anos fazer Roçadas (foice ou roçadeiras)
  • 55.
    Doenças de erva-mate  Tombamento  Principal problemas nas sementeiras  Os principais fungos associados são: Botrytis sp, Cylindrocladium spathulatum, Rhizoctonia sp., Fusarium sp. e Pythium sp.  Pré- emergência: não há germinação  Pós- emergência:lesao na região do colo que rompe a circulaçao da seiva e provoca o tombamento
  • 56.
    Doenças  Fatoresque favorecem o tombamento  são sementes contaminadas (resto de polpa), substrato contaminado, alta densidade de semeadura e excesso de umidade, de nitrogênio e de sombreamento.  Medidas de prevenção  Melhorias dos fatores acima
  • 57.
  • 58.
    Doenças  Pintapreta  É a principal doença da erva-mate, sendo causada pelo fungo Cylindrocladium spathulatum.  Os sintomas aparecem como lesões foliares escuras, arredondadas, às vezes concêntricas, no interior ou nas bordas do limbo  Solos infectados são responsável pela disseminação  Controle: seleção de plantas resistentes, melhorias do viveiro, e retirada de folhas infestadas
  • 59.
  • 60.
    Doenças  Cercosporiose  É causada por Cercospora sp. e considerada uma doença secundária por sua baixa incidência, por ter disseminação bastante lenta e por causar poucos danos à cultura.  Os sintomas são manchas arredondadas, pequenas, bem delimitadas, acinzentadas, com halo escuro, apresentando pequenas pontuações  O controle cultural é feito por meio de seleção e descarte de mudas afetadas e manejo adequado do viveiro
  • 61.
  • 62.
    Doenças  Controlequímico de doenças  Controle preventivo: a cada 15 dias, iniciando após 3 dias a semeadura  Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb  Controle curativo: a cada 3 dias após registrado o ataque  Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb (mais concentrado)
  • 63.
    Pragas de ervamate  Broca erva mate  È a principal praga da erva mate  Besouro faz a postura no tronco da árvore  Ataca a condução das seivas, secando as folhas  Controle deve ser feito por catação nos horários das 10 h até 16 h
  • 66.
    Pragas  Lagartada erva mate  mariposa que faz postura na parte superior das folhas  Lagartas comem brotações e folhas  O controle poderá ser feito com a exposição das pupas ao sol; com a coleta dos adultos com armadilha luminosa e com a eliminação de folhas com posturas.
  • 68.
    Pragas  Lagartado cartucho de seda  Mariposa de 4 a 5 cm que faz sua postura sobre os galhos ou folhas da erva em forma de um cartucho.  Os danos são causado pela lagartas que comem as folhas  Controle: catação manual da maiposa, cartucho ou lagarta
  • 70.
    Pragas  Cochonilhade cera  A fêmea adulta fica recoberto de cera nos galhos, apenas as formas jovens e machos se deslocam  Sugam a seiva (debilitado), solta seiva que pode causar a fumagina.  Controle: escovação ou retirada do galho infectado
  • 72.
    Pragas  Ampolada erva mate  Cigarra, 2ª maior praga da erva, atacam o ano todo, principalmente no verão,  As fêmeas colocam seus ovos na face superior das brotações, ao longo da nervura central. Contudo, antes de efetuar a postura, ela injeta uma substância tóxica que provoca o crescimento desigual do broto, formando a ampola (galhas que  Controle: retirada dos galhos infectados ou inseticida sistemico
  • 75.
    Pragas  Brocados Ponteiros da erva mate  Besouro, onde a fêmea faz postura em fendas previamente preparadas no ramo principal (planta com até dois anos) ou nos ramos superiores das plantas (plantas mais velhas). Após a eclosão, a larva inicia a sua alimentação, construindo uma galeria descendente no interior do ramo  Atacam o tronco podendo causar a morte  Poda e queima dos galhos atacados e coleta dos adultos
  • 77.
    Pragas  Ácaros  3 tipos:ácaro-do-bronzeado, ácaro vermelho, ácaro branco  Causam ataque da folha e sua queda  Controle: nada recomendados, pode-se fazer controle biológico com fungos
  • 79.
    Pragas  Tomarmuito cuidado com o controle quimico, verificar se o produto e liberado para este fim  Outra praga importante principalmente no viveiro são as formigas cortadeiras  Estima-se em torno de 43 espécie de pragas de erva mate
  • 80.
    Colheita da ervamate  Poda de formação  Feito para boa formação da copa (cálice)  Retira-se os galhos tortos e galhos internos  Ferramentas: mão,facão, tesoura ou podão  Primeiro corte: 2° ano quando a muda tem bifurcação, poda-se 5 cm na parte superior e deixa 3 ramos vigorosos  Segundo corte:3° ano, poda-se as brotações de todos os galhos a distancia de 10 a 40 cm da base dos galhos, no futuro serão escolhidos 2 brotos por ramos
  • 82.
    Colheita da ervamate  Indica-se como época para realização desta poda, os meses de agosto e setembro, podendo-se fazer um repasse nos meses de janeiro ou fevereiro  DECEPA: erveiras velhas e altas que inviabilizam a colheita, consiste em cortar o tronco da erva a 1m de altura em forma de bisel, deve ser feito ao final de inverno, erval velho o corte deve ser rente ao solo. Se utilizar motosserra, usar óleo vegetal para lubrificar a corrente
  • 83.
    Colheita da ervamate  Poda de produção  Feito a partir do 4° a 5° ano  Feito a cada 2 anos (plantado)  Retira-se em torno de 70% das folhas  Podar no inverno ( antes da brotação dos novos ramos)  Evitar podar no início da manha (orvalho) e dias chuvosos
  • 84.
    Colheita da ervamate  Forma de podar  Cortar somente galhos do ano  Retirar o peão central Tipo de poda: tradicional, tipo mesa,, poda de renovação, poda de limpeza
  • 85.
    Colheita da ervamate  Poda tradicional  origina plantas muito altas, onde os ramos são cortados muito curtos, com a utilização de facão, na maioria das vezes, provoca danos na planta e permite a entrada de patógenos. Mesmo as variações efetuadas visando a melhoria da poda tradicional, deixando-se um pouco mais de folhas tem se mostrado ineficiente, principalmente pela dificuldade em se controlar a altura da planta.
  • 88.
    Colheita da ervamate  Poda tipo mesa  na primeira poda um corte a uma determinada altura e a cada poda seguinte, o corte sistemático dos ramos maduros a uma mesma altura, considerando-se uma distância de 10 a 15 cm do ponto de inserção, sem a preocupação em abrir o centro da planta. Desta forma, na parte central situam-se a maioria dos ramos totalmente ortotrópicos (que crescem retos, para cima).
  • 90.
    Colheita da ervamate  Poda de renovação Indicado para ervais degradados (Decepa)  Poda de Limpeza  A poda de limpeza quando efetuada em início de abril, juntamente com a limpeza dos ramos verdes da parte mais baixa da planta e que estão dominados, poderá evitar a perda do baixeiro devido à queda de folhas. Em plantas novas, pode-se fazer a poda de limpeza de julho a agosto.
  • 93.
    Colheita da ervamate  Safrinha  Colheita de verão (janeiro), pois a planta recupera bem  Produto fraco, muito úmido, risco de geadas precoces e ressecamento da planta  Colheita mecanizada  Feito na Argentina
  • 94.
    Produtividade e rendimento  Varia: Região, tecnologia, e idade do erva  Rendimento por arvore: 30 min. Homem/arv.  Produção: 1 @ por arv (plantados) , 6 a 12 @ por arv. (nativos)  Rendimento da erva seca: 30% da erva verde  TIR >40% em 20 anos  VPL> 25000 em 20 anos
  • 95.
  • 97.
    Beneficiamento da erva  Duas etapas: cacheamento e industrialização  Cacheamento  Sapeco, secagem malhação e moagem
  • 98.
    Beneficiamento da erva  Sapeco  Feito para folha não ficar preta com a secagem natural  Manual: no local de colheita no mesmo dia onde é feito uma fogueira e secado as folhas de forma superficial, perde 205 do seu peso
  • 99.
  • 100.
    Beneficiamento da erva  Quebragem da erva  Após o sapeco, onde os ramos maiores são eliminados e amontoados em feixes (fardos)de 60 kg  Secagem  Feito de diversas formas (carijó, furna ou barbaquá)
  • 101.
    Beneficiamento da erva  Carijó  Desuso,é um rancho com os lados abertos onde é mantido um fogo que seca as ervas arrumadas em uma espécie de tendal ou jirau, uma altura de1,6 m  Furna  Escavação onde faz um fogo comunicando com um furo embaixo do jirau
  • 102.
    Beneficiamento da erva  Barbaquá  Funciona como uma estufa onde o calor do fogo que esta subterrâneo esquenta uma chapa de metal, onde a secagem é feita peo calor irradiado e não pelo contato direto do fogo com as folhas
  • 104.
    Beneficiamento da erva  Cachemanento  A erva vai ser triturada, tendo no final de 10 Kg de erva colhida é igual a 4 Kg de erva cacheada, antigamente antes era feito a mão com bastões, podendo ser feito a tração animal ou de forma industrial
  • 105.
    Referências  Manualda erva Mate: Jorge Zbigniew Mazuchowski, 1991  Cultivo da erva mate:Moacir J. S. Medrado, embrapa, 2005
  • 106.