Beterraba
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
ALINE AP. ANDRADE COSTA
1
REINO: Plantae
CLASSE: Magnoliopsida
ORDEM: Caryophyllales
FAMÍLIA: Amaranthaceae - Modernas classificações
incluem as Chenopodiaceae dentro das Amaranthaceae
como uma subfamília (Chenopodioideae).
GÊNERO: Beta
ESPÉCIE: Beta vulgaris
CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
2
Ao longo da Costa do mediterrâneo e Norte da África
CENTRO DE ORIGEM
3
Caule curto
Folhas dispostas em roseta
Nervuras foliares vermelho escuro
Pigmentação dada pela betalaina
Predominância de betacianina – Vermelho
Algumas variedades betaxantinas - Amarelo
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
4
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
5
Sistema radicular pivotante
Raiz principal atinge 60 cm
Poucas ramificações laterais
Estrutura de reserva
- Pouco abaixo dos cotilédones
- Formada pelo intumescimento do hipocótilo
- Desenvolve-se próximo da superfície
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
Pecíolo
Hipocótilo
Raízes
6
A beterraba é constituída por faixas circulares
alternadas:
- Tecido condutor – Faixas claras
- Tecido de reserva – Faixas escuras
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
7
Planta Bienal
- 1º fase – Vegetativa: Desenvolvimento da beterraba
- 2º fase – Reprodutiva: Produção de sementes
Sistema de reprodução
- Alógama
- Polinização anemófila e entomófila
REPRODUÇÃO
8
Flores
- Séssil
- Verdes ou vermelhas
- 3 a 5 mm
- Após a polinização e fertilização ocorre
o embranquecimento
REPRODUÇÃO
9
Fruto
- Glomérulo
- Frutos corticosos
Sementes
- Contém de 3 a 4 embriões
REPRODUÇÃO
10
Fotoperíodo – Dias longos
- Resposta ao número de horas de luz
- Ciclo: ~120 dias
Indução do estágio reprodutivo
- Induzida após a exposição a baixas
temperaturas
- Aumento da duração do dia
PRODUÇÃO DE SEMENTES
11
Temperatura entre 6 e 12 ºC
Fotoperíodo > 15 horas - latitudes > 40º
Iniciação floral
- Baixa temperaturas e dias longos
Em baixas latitudes o florescimento é
dificultado
- Pode ocorrer com deficiência
EXIGÊNCIA CLIMÁTICA PARA A FLORAÇÃO
12
EUA
Europa
Nova Zelândia
Argentina
Chile
Brasil
- Dificuldade devido as baixas latitudes
PRINCIPAIS PRODUTORES DE SEMENTES
DE BETERRABA
13
Ao natural
- Hipocótilo entumecido e folhas
Em conserva
Minimamente processada
Produção de açúcar
- Beterraba açucareira (EUA, UE)
CONSUMO
14
Ausência de pigmento vermelho
- Coloração branca/amarelada - Betaxantina
Produção de açúcar
Tolerante à seca → sistema radicular profundo
- Pouco exigente em água
Alto potencial produtivo
Beterraba açucareira (B. vulgaris var. maritima)
15
Beterraba é fonte de:
- Açúcar
- Ferro
- Proteínas
- Potássio
- Cálcio
- Vitaminas – A e C
Substâncias antioxidantes
Combate e prevenção do
câncer
- Betalaínas
IMPORTÂNCIA ALIMENTAR E USO MEDICINAL
16
Brasil
- ~ 24.870 estabelecimentos agrícolas produtores
de beterraba
Produtores nacionais
- R$ 256,5 milhões
Produtividade média
- 20 a 35 t ha-¹
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
17
Produção nacional – 177 mil t
- Os 5 principais estados produtores totalizam
mais de 80% da quantidade produzida no país.
- São Paulo concentra a maior produção (23,8%)
- Minas Gerais (21,3%)
- Rio Grande do Sul (13,8%)
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
18
Alternativa de cultivo para pequenas
propriedades
Sucessão ao cultivo da cebola
Pacote tecnológico de baixo custo
Ciclo relativamente curto
Aproveitamento de entre-safra
CARACTERÍSTICAS DE MERCADO
19
Temperaturas amenas
Faixa ótima de temperatura
- 10 a 20 ºC
Maior acumulo de pigmentos
Maior acumulo de sacarose
Menor incidência de doenças
CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS - CLIMA
20
Frio intenso e geadas leves - tolerante
Calor em excesso – estresse/morte
Solos
- Bem drenados
- Ricos em matéria orgânica
- pH entre 6,0 e 6,8
CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS
- CLIMA
21
Elevada temperatura e pluviosidade
- Espessamento do tecido condutor
- Redução do tecido de reserva
Deficiência de boro
- Rachamento da beterraba
- Manchas necróticas escuras
DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS
22
ETAPAS DE PRODUÇÃO
Escolha do
sistema de
cultivo
Comercialização
Colheita e pós
colheita
Controle de
pragas e
doenças
Tratos
Culturais
Plantio
Escolha da
cultivar
Preparação do
solo
23
Cultivo convencional
- Com sistema de irrigação
- Sem sistema de irrigação
Cultivo orgânico
- Com sistema de irrigação
- Sem sistema de irrigação
ESCOLHA DO SISTEMA DE CULTIVO
24
Análise do solo Adubação
Adubação de base:
- Conforme a análise do solo
- NPK + Boro
Adubação de cobertura
- 30 a 50 dias após a germinação
PREPARO DO SOLO
25
Melhora as propriedades físicas do solo
Deve ser incorporado ao solo 30 a 40 dias anterior
ao plantio
Mais comumente utilizados
- Esterco bovino
- Cama de aviário
Adubação verde - Mucuna, crotalária, feijão de
porco
ADUBAÇÃO ORGÂNICA
26
Preparo dos canteiros
- Manual
- Encanteirador acoplado ao trator
Canteiro com 1,0 a 1,2 m
- Irrigação por aspersão ou gotejamento
Canteiros com 0,5 a 0,6 m
- Irrigação por sulcos
IMPLANTAÇÃO DA CULTURA
27
No mercado nacional há poucas cultivares
adaptadas
Origem norte-americanas ou europeias
As cultivares se diferenciam principalmente por:
- Formato da beterraba
- Ciclo – Época de plantio
- Resistência a doenças
ESCOLHA DA CULTIVAR
28
CULTIVARES
Raízes globosas
ou levemente
achatadas
Raízes de
diferentes
cores
Raízes
cilíndricas
29
Cultivares de polinização aberta
- Early Wonder - mais cultivada no Brasil
- Stays Green
Cultivares híbridas
-Scarlet Super F1
-Rubra F1
-Red Cloud F1
-Redondo F1
-Zeppo F1
-Boro F1
CULTIVARES
30
Em comparação às cultivares de polinização aberta os
híbridos de beterraba:
- Atingem o ponto de colheita primeiro - maturidade
precoce
- Exibem qualidade superior - uniformidade, cor externa
e interna
CULTIVARES HÍBRIDAS
31
Formação globular
Coloração vermelha intensa
Pele lisa
Diâmetro de 6 a 8 cm
PREFERENCIA DO CONSUMIDOR NACIONAL
Peso de 200 a 300 g
Ausência de ombro
Baixa incidência de anéis brancos
Pequena inserção foliar
32
Durante todo o ano nas principais regiões
produtoras do país
Evitar períodos de temperaturas acima de 25ºC
Preferível
- Altitude inferior a 400m – Semear de abril a junho
- Entre 400 a 800m – Semear de fevereiro a junho
- Acima de 800m – Durante todo o ano
ÉPOCA DE CULTIVO
33
Semeadura direta
- 90% da produção nacional
Produção de mudas em bandejas
- 10% da produção nacional
TIPOS DE SEMEADURA
34
Vantagens
- Antecipa a colheita
- Menor custo de produção
Desvantagens
- Desuniformidade de germinação
- Desuniformidade no porte de mudas
- Maior gasto com sementes – 10 kg ha-¹
SEMEADURA DIRETA
35
Vantagens
- Dispensa o desbaste
- Previne falhas nas fileiras
- Uniformidade de plantas
- Produção de beterrabas maiores
- Menos custo com sementes – 2 kg ha-¹
TRANSPLANTIO DE MUDAS
36
Desvantagens
- Atraso do ciclo de 20 a 30 dias
- Estresse no transplantio
- Maior custo com mão de obra
TRANSPLANTIO DE MUDAS
37
Bandejas
- 128 ou 200 células
Germinação
- 1 a 3 semanas após a semeadura
Transplantio das mudas
- 20 a 30 dias após a semeadura
- Mudas com 4 a 5 folhas – 12 a 13 cm
PRODUÇÃO DE MUDAS
Produção de mudas em larga escala.
Viveirão, S.J.R.Pardo, SP
38
Profundidade
- Hipocótilo não deve ser coberto pelo solo
Espaçamento
- Entre linhas – 20 a 30 cm
- Entre plantas – 10 a 15 cm
PLANTIO DE MUDAS
39
Desbaste
- Realizado em sistemas de semeadura direta
- Momento em que as plantas possuem 5 a 6 folhas
- Ajustar o espaçamento
- Uniformização da produção
Capina
- Eliminar plantas competidoras
TRATOS CULTURAIS
40
Irrigação
Cultura exigente em água durante todo o ciclo
Período crítico até 60 dias
Deficiência hídrica
- Reduz a produtividade
- Reduz a qualidade da produção
Aspersão ou gotejamento
TRATOS CULTURAIS
41
Cercosporiose – Cercospora beticola
- Responsável por 15 a 45% de perdas
Condições favoráveis
- Elevada umidade relativa do ar > 90%
- Temperatura entre 22 a 26ºC
Recomenda-se
- Rotação de cultura
- Uso de cultivares resistentes
PRAGAS E DOENÇAS
42
Tombamento – damping off
- Pythium spp. - Fusarium spp. - Rhizoctonia solani
Condições favoráveis
- Elevada umidade do solo
- Temperaturas entre 15 a 25ºC
Recomenda-se
- Evitar solos com histórico da doença
- Evitar solos mal drenados
- Utilizar sementes sadias
PRAGAS E DOENÇAS
43
Sarna
- Agente causal: Streptomyces scabies
- Similar à sarna da batata - presença de manchas
ásperas na superfície da raíz
- Deprecia o produto na comercialização
PRAGAS E DOENÇAS
44
Nematoide-das-galhas
- Meloidogyne spp.
Danos locais – Redução do crescimento
Amarelecimento e murcha das folhas
Recomenda-se
- Evitar áreas com histórico
- Evitar trânsito de maquinário e agrícola
PRAGAS E DOENÇAS
45
Cosmopolitas
- Podem causar danos em diversos cultivos
Lagarta-elasmo - Elasmopalpus spp.
Lagarta-rosca - Agrotis ipsilon
Vaquinha - Diabrotica speciosa
Larva minadora - Liriomyza spp.
PRAGAS E DOENÇAS
46
Recomenda-se
- Evitar cultivos sucessivos
- Incorporação dos restos culturais
- Eliminar as plantas invasoras
- Uso de defensivos registrados para a beterraba
- Aplicações noturnas – momento de alimentação
PRAGAS E DOENÇAS - COSMOPOLITAS
47
COLHEITA E PÓS-COLHEITA - ETAPAS
Colheita
Comercialização Armazenamento Classificação
Seleção
Lavagem
48
50 a 60 dias – Semeadura direta
70 a 100 dias – Transplante de mudas
Ponto de colheita
- Cerca de 6 a 8 cm de diâmetro
- Amarelecimento das folhas mais velhas
- Pode ficar até 15 dias no solo
COLHEITA
49
Prática manual – maioria das propriedades
Arranquio das mudas
Pré-limpeza – opcional
- Retirada da raíz pivotante
- Retirada das folhas
COLHEITA
50
Lavagem
- Lavar em água potável
- Secar na sombra
Classificação
- Danos mecânicos
- Quebradas
- Rachadas
- Injúrias por insetos
- Outras anormalidades
PÓS-COLHEITA
51
PÓS-COLHEITA - CLASSIFICAÇÃO
52
Temperatura
- Ideal: 0 ºC
- Praticado: até 5 ºC
Umidade Relativa
- 95%
Período – 15 dias
PÓS-COLHEITA -
ARMAZENAMENTO
53
Maços
- Juntos a parte aérea
- 12 unidades ~3 a 4 kg
Granel
- Caixas de 20 a 25 kg
COMERCIALIZAÇÃO
aline.andrade@ufvjm.edu.br
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Aula beterraba.pptx

  • 1.
    Beterraba UNIVERSIDADE FEDERAL DOSVALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI ALINE AP. ANDRADE COSTA
  • 2.
    1 REINO: Plantae CLASSE: Magnoliopsida ORDEM:Caryophyllales FAMÍLIA: Amaranthaceae - Modernas classificações incluem as Chenopodiaceae dentro das Amaranthaceae como uma subfamília (Chenopodioideae). GÊNERO: Beta ESPÉCIE: Beta vulgaris CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
  • 3.
    2 Ao longo daCosta do mediterrâneo e Norte da África CENTRO DE ORIGEM
  • 4.
    3 Caule curto Folhas dispostasem roseta Nervuras foliares vermelho escuro Pigmentação dada pela betalaina Predominância de betacianina – Vermelho Algumas variedades betaxantinas - Amarelo CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
  • 5.
  • 6.
    5 Sistema radicular pivotante Raizprincipal atinge 60 cm Poucas ramificações laterais Estrutura de reserva - Pouco abaixo dos cotilédones - Formada pelo intumescimento do hipocótilo - Desenvolve-se próximo da superfície CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS Pecíolo Hipocótilo Raízes
  • 7.
    6 A beterraba éconstituída por faixas circulares alternadas: - Tecido condutor – Faixas claras - Tecido de reserva – Faixas escuras CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
  • 8.
    7 Planta Bienal - 1ºfase – Vegetativa: Desenvolvimento da beterraba - 2º fase – Reprodutiva: Produção de sementes Sistema de reprodução - Alógama - Polinização anemófila e entomófila REPRODUÇÃO
  • 9.
    8 Flores - Séssil - Verdesou vermelhas - 3 a 5 mm - Após a polinização e fertilização ocorre o embranquecimento REPRODUÇÃO
  • 10.
    9 Fruto - Glomérulo - Frutoscorticosos Sementes - Contém de 3 a 4 embriões REPRODUÇÃO
  • 11.
    10 Fotoperíodo – Diaslongos - Resposta ao número de horas de luz - Ciclo: ~120 dias Indução do estágio reprodutivo - Induzida após a exposição a baixas temperaturas - Aumento da duração do dia PRODUÇÃO DE SEMENTES
  • 12.
    11 Temperatura entre 6e 12 ºC Fotoperíodo > 15 horas - latitudes > 40º Iniciação floral - Baixa temperaturas e dias longos Em baixas latitudes o florescimento é dificultado - Pode ocorrer com deficiência EXIGÊNCIA CLIMÁTICA PARA A FLORAÇÃO
  • 13.
    12 EUA Europa Nova Zelândia Argentina Chile Brasil - Dificuldadedevido as baixas latitudes PRINCIPAIS PRODUTORES DE SEMENTES DE BETERRABA
  • 14.
    13 Ao natural - Hipocótiloentumecido e folhas Em conserva Minimamente processada Produção de açúcar - Beterraba açucareira (EUA, UE) CONSUMO
  • 15.
    14 Ausência de pigmentovermelho - Coloração branca/amarelada - Betaxantina Produção de açúcar Tolerante à seca → sistema radicular profundo - Pouco exigente em água Alto potencial produtivo Beterraba açucareira (B. vulgaris var. maritima)
  • 16.
    15 Beterraba é fontede: - Açúcar - Ferro - Proteínas - Potássio - Cálcio - Vitaminas – A e C Substâncias antioxidantes Combate e prevenção do câncer - Betalaínas IMPORTÂNCIA ALIMENTAR E USO MEDICINAL
  • 17.
    16 Brasil - ~ 24.870estabelecimentos agrícolas produtores de beterraba Produtores nacionais - R$ 256,5 milhões Produtividade média - 20 a 35 t ha-¹ IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
  • 18.
    17 Produção nacional –177 mil t - Os 5 principais estados produtores totalizam mais de 80% da quantidade produzida no país. - São Paulo concentra a maior produção (23,8%) - Minas Gerais (21,3%) - Rio Grande do Sul (13,8%) IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
  • 19.
    18 Alternativa de cultivopara pequenas propriedades Sucessão ao cultivo da cebola Pacote tecnológico de baixo custo Ciclo relativamente curto Aproveitamento de entre-safra CARACTERÍSTICAS DE MERCADO
  • 20.
    19 Temperaturas amenas Faixa ótimade temperatura - 10 a 20 ºC Maior acumulo de pigmentos Maior acumulo de sacarose Menor incidência de doenças CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS - CLIMA
  • 21.
    20 Frio intenso egeadas leves - tolerante Calor em excesso – estresse/morte Solos - Bem drenados - Ricos em matéria orgânica - pH entre 6,0 e 6,8 CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS - CLIMA
  • 22.
    21 Elevada temperatura epluviosidade - Espessamento do tecido condutor - Redução do tecido de reserva Deficiência de boro - Rachamento da beterraba - Manchas necróticas escuras DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS
  • 23.
    22 ETAPAS DE PRODUÇÃO Escolhado sistema de cultivo Comercialização Colheita e pós colheita Controle de pragas e doenças Tratos Culturais Plantio Escolha da cultivar Preparação do solo
  • 24.
    23 Cultivo convencional - Comsistema de irrigação - Sem sistema de irrigação Cultivo orgânico - Com sistema de irrigação - Sem sistema de irrigação ESCOLHA DO SISTEMA DE CULTIVO
  • 25.
    24 Análise do soloAdubação Adubação de base: - Conforme a análise do solo - NPK + Boro Adubação de cobertura - 30 a 50 dias após a germinação PREPARO DO SOLO
  • 26.
    25 Melhora as propriedadesfísicas do solo Deve ser incorporado ao solo 30 a 40 dias anterior ao plantio Mais comumente utilizados - Esterco bovino - Cama de aviário Adubação verde - Mucuna, crotalária, feijão de porco ADUBAÇÃO ORGÂNICA
  • 27.
    26 Preparo dos canteiros -Manual - Encanteirador acoplado ao trator Canteiro com 1,0 a 1,2 m - Irrigação por aspersão ou gotejamento Canteiros com 0,5 a 0,6 m - Irrigação por sulcos IMPLANTAÇÃO DA CULTURA
  • 28.
    27 No mercado nacionalhá poucas cultivares adaptadas Origem norte-americanas ou europeias As cultivares se diferenciam principalmente por: - Formato da beterraba - Ciclo – Época de plantio - Resistência a doenças ESCOLHA DA CULTIVAR
  • 29.
    28 CULTIVARES Raízes globosas ou levemente achatadas Raízesde diferentes cores Raízes cilíndricas
  • 30.
    29 Cultivares de polinizaçãoaberta - Early Wonder - mais cultivada no Brasil - Stays Green Cultivares híbridas -Scarlet Super F1 -Rubra F1 -Red Cloud F1 -Redondo F1 -Zeppo F1 -Boro F1 CULTIVARES
  • 31.
    30 Em comparação àscultivares de polinização aberta os híbridos de beterraba: - Atingem o ponto de colheita primeiro - maturidade precoce - Exibem qualidade superior - uniformidade, cor externa e interna CULTIVARES HÍBRIDAS
  • 32.
    31 Formação globular Coloração vermelhaintensa Pele lisa Diâmetro de 6 a 8 cm PREFERENCIA DO CONSUMIDOR NACIONAL Peso de 200 a 300 g Ausência de ombro Baixa incidência de anéis brancos Pequena inserção foliar
  • 33.
    32 Durante todo oano nas principais regiões produtoras do país Evitar períodos de temperaturas acima de 25ºC Preferível - Altitude inferior a 400m – Semear de abril a junho - Entre 400 a 800m – Semear de fevereiro a junho - Acima de 800m – Durante todo o ano ÉPOCA DE CULTIVO
  • 34.
    33 Semeadura direta - 90%da produção nacional Produção de mudas em bandejas - 10% da produção nacional TIPOS DE SEMEADURA
  • 35.
    34 Vantagens - Antecipa acolheita - Menor custo de produção Desvantagens - Desuniformidade de germinação - Desuniformidade no porte de mudas - Maior gasto com sementes – 10 kg ha-¹ SEMEADURA DIRETA
  • 36.
    35 Vantagens - Dispensa odesbaste - Previne falhas nas fileiras - Uniformidade de plantas - Produção de beterrabas maiores - Menos custo com sementes – 2 kg ha-¹ TRANSPLANTIO DE MUDAS
  • 37.
    36 Desvantagens - Atraso dociclo de 20 a 30 dias - Estresse no transplantio - Maior custo com mão de obra TRANSPLANTIO DE MUDAS
  • 38.
    37 Bandejas - 128 ou200 células Germinação - 1 a 3 semanas após a semeadura Transplantio das mudas - 20 a 30 dias após a semeadura - Mudas com 4 a 5 folhas – 12 a 13 cm PRODUÇÃO DE MUDAS Produção de mudas em larga escala. Viveirão, S.J.R.Pardo, SP
  • 39.
    38 Profundidade - Hipocótilo nãodeve ser coberto pelo solo Espaçamento - Entre linhas – 20 a 30 cm - Entre plantas – 10 a 15 cm PLANTIO DE MUDAS
  • 40.
    39 Desbaste - Realizado emsistemas de semeadura direta - Momento em que as plantas possuem 5 a 6 folhas - Ajustar o espaçamento - Uniformização da produção Capina - Eliminar plantas competidoras TRATOS CULTURAIS
  • 41.
    40 Irrigação Cultura exigente emágua durante todo o ciclo Período crítico até 60 dias Deficiência hídrica - Reduz a produtividade - Reduz a qualidade da produção Aspersão ou gotejamento TRATOS CULTURAIS
  • 42.
    41 Cercosporiose – Cercosporabeticola - Responsável por 15 a 45% de perdas Condições favoráveis - Elevada umidade relativa do ar > 90% - Temperatura entre 22 a 26ºC Recomenda-se - Rotação de cultura - Uso de cultivares resistentes PRAGAS E DOENÇAS
  • 43.
    42 Tombamento – dampingoff - Pythium spp. - Fusarium spp. - Rhizoctonia solani Condições favoráveis - Elevada umidade do solo - Temperaturas entre 15 a 25ºC Recomenda-se - Evitar solos com histórico da doença - Evitar solos mal drenados - Utilizar sementes sadias PRAGAS E DOENÇAS
  • 44.
    43 Sarna - Agente causal:Streptomyces scabies - Similar à sarna da batata - presença de manchas ásperas na superfície da raíz - Deprecia o produto na comercialização PRAGAS E DOENÇAS
  • 45.
    44 Nematoide-das-galhas - Meloidogyne spp. Danoslocais – Redução do crescimento Amarelecimento e murcha das folhas Recomenda-se - Evitar áreas com histórico - Evitar trânsito de maquinário e agrícola PRAGAS E DOENÇAS
  • 46.
    45 Cosmopolitas - Podem causardanos em diversos cultivos Lagarta-elasmo - Elasmopalpus spp. Lagarta-rosca - Agrotis ipsilon Vaquinha - Diabrotica speciosa Larva minadora - Liriomyza spp. PRAGAS E DOENÇAS
  • 47.
    46 Recomenda-se - Evitar cultivossucessivos - Incorporação dos restos culturais - Eliminar as plantas invasoras - Uso de defensivos registrados para a beterraba - Aplicações noturnas – momento de alimentação PRAGAS E DOENÇAS - COSMOPOLITAS
  • 48.
    47 COLHEITA E PÓS-COLHEITA- ETAPAS Colheita Comercialização Armazenamento Classificação Seleção Lavagem
  • 49.
    48 50 a 60dias – Semeadura direta 70 a 100 dias – Transplante de mudas Ponto de colheita - Cerca de 6 a 8 cm de diâmetro - Amarelecimento das folhas mais velhas - Pode ficar até 15 dias no solo COLHEITA
  • 50.
    49 Prática manual –maioria das propriedades Arranquio das mudas Pré-limpeza – opcional - Retirada da raíz pivotante - Retirada das folhas COLHEITA
  • 51.
    50 Lavagem - Lavar emágua potável - Secar na sombra Classificação - Danos mecânicos - Quebradas - Rachadas - Injúrias por insetos - Outras anormalidades PÓS-COLHEITA
  • 52.
  • 53.
    52 Temperatura - Ideal: 0ºC - Praticado: até 5 ºC Umidade Relativa - 95% Período – 15 dias PÓS-COLHEITA - ARMAZENAMENTO
  • 54.
    53 Maços - Juntos aparte aérea - 12 unidades ~3 a 4 kg Granel - Caixas de 20 a 25 kg COMERCIALIZAÇÃO
  • 55.