SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
Saúde na Mídia: análise
das matérias de saúde em
um jornal impresso
brasiliense.
Enfermeira Iedda Carolina
Profa. Dra. Ana Valéria M. Mendonça
Estudo da Literatura
• Os veículos de comunicação em massa, como o jornal
impresso, consistem em importantes meios de divulgação de
informações de saúde para parcelas significativas da população
(CARLINI, 2012).
• Em contrapartida, ao analisar a atuação da mídia, percebe-se também
sua capacidade de formar representações sociais permeadas de
subjetividades a partir de informações truncadas, incompletas e
alarmistas,
favorecendo
a
construção
de
estereótipos
e
comportamentos aversivos no inconsciente humano e social.
• Tendência de matérias que prendam a atenção dos leitores, compondo
textos noticiosos que tendem a focar os problemas, generalizações
sobre o contexto de saúde existente.

(SODRÉ, 1977; BARTLETT et al., 2002; MORONI & OLIVEIRA FILHA, 2008; PONTES, et AL., 2001).
Metodologia
• A pesquisa consistiu em uma análise retrospectiva das reportagens
relacionadas à saúde em um período de 3 meses (junho, julho e
agosto de 2012) publicadas diariamente no jornal impresso de maior
circulação no DF - Correio Braziliense.
• Foram selecionadas as matérias do caderno “Saúde” e das retrancas
intituladas “Saúde” presentes nos demais cadernos.

Fonte: www.dasein.com.br
Metodologia
• As matérias selecionadas foram categorizadas segundo:
- Caderno em que estavam inseridas;
- Tema da saúde ao qual faziam referência;
- Enfoque de Prevenção ou Curativo;
- Referência à Pesquisa Científica, sendo esta Nacional ou Internacional;
- Manchetes de capa

- Caráter do Título, o qual foi classificado em otimista, pessimista ou
neutro.
Exemplificando: “Pronto-socorro sem socorro” trata-se de uma
divulgação com conotação pessimista; “Técnica cura lesão na
medula espinhal” possui uma conotação positiva; “Origem genética
das pernas inquietas” é um título neutro, pois não transmite
conotação positiva ou negativa.
Metodologia
• Os
dados
obtidos
com
a
coleta
foram
analisados
estatisticamente, descritos e relacionados entre si de forma a
delinear a representação que a saúde assume nesta mídia impressa
brasiliense.

• Para isso, foram utilizadas as seguintes técnicas de análise: estatística
descritiva, análise de conteúdo e nuvem de palavras
Resultados e Discussão
• O Correio Braziliense é um periódico diário composto por cadernos
organizados em ordem decrescente de relevância, onde o caderno de
“Saúde” normalmente ocupa a 7° posição dentro do jornal, ficando
posterior a cadernos como “Política”, “Brasil” e “Economia”, e anterior
aos cadernos “Cidade”, “Diversão e Arte” e “Classificados”.

• Correio divulgou 180 matérias relacionadas à saúde, com uma faixa de
1 a 4 matérias publicadas por dia.

•

Os cadernos com maior número de matérias de saúde foram: “Caderno
Saúde” (60%), “Caderno Cidade” (27,2%) e “Caderno Brasil” (11,6%).
Resultados e Discussão

• Formação de uma concepção restrita no imaginário dos leitores do
jornal sobre o conceito e a dimensão da saúde, construindo rótulos e
fortalecendo estereótipos, visto que relaciona o termo “saúde” à
ideia
de
precariedade, sofrimento, doença, hospital, remédio, ineficiê
Resultados e Discussão
• Predominância
dos
assuntos
como
doenças
contagiosas, problemáti
cas do SUS, câncer, os
quais possuem um caráter
de tendência alarmista
e
impactante,
com
maior incidência sobre a
vida da sociedade e maior
grau de consequências
possíveis
quando
comparados a assuntos
que se referem a hábitos
de higiene e alimentação
saudável,
por
exemplo, assuntos estes
que
tiveram
uma
representação midiática
insignificante.
Resultados e Discussão
• Predominância de matérias com foco intervencionista/curativo
(53,3%) em relação às de abordagem preventiva (23,3%).
• Possivelmente
seja
reflexo
do
modelo
de
assistência
médico, medicamentoso e curativo vigente que tem no hospital o
lócus de solução de todo e qualquer problema de saúde, em
detrimento do modelo de assistência à saúde multi e
interprofissional, centrado na prevenção de doenças e promoção da
saúde da família e da comunidade (COTTA et al., 2002).
• A divulgação majoritária de matérias com foco intervencionista pode
reforçar a predominância do modelo curativo no imaginário
popular, pouco colaborando para concretização do modelo preventivo
tão defendido pelas políticas da Atenção Básica.
Resultados e Discussão
• No que se refere à pesquisa científica, apenas 52.8% das matérias
do Correio faziam referência a estudos científicos.
• 73,6% destas matérias citavam pesquisas internacionais e
26,3% citavam em pesquisas nacionais. Estes dados apontam
para uma baixa divulgação e valorização das pesquisas realizadas no
Brasil.
• O caráter negativo dos títulos das notícias de saúde analisadas foi
predominante, com 44% de títulos pessimistas, 36% otimistas e
20% neutros.
• Apenas 45 matérias estamparam a capa do jornal, sendo que
55% destas matérias de capa transmitiam conotação negativa
com predominância das problemáticas do SUS.
• Reforça o argumento de que as matérias relacionadas à saúde publicadas
pelo Correio se restringem à publicação de textos noticiosos
referentes à doenças, principalmente as infecto-contagiosas; à
ações intervencionistas/medicamentosas e às problemáticas do
SUS.
Conclusão
• Os resultados obtidos reforçam o argumento de que a mídia
impressa analisada colabora para a construção de um
estereótipo negativo no pensamento coletivo, onde a concepção de
saúde veiculada é reduzida e limitada, sendo constantemente associada
à doença e tratamento.

• A imagem predominante sobre o SUS é de um serviço
precário e pouco efetivo, havendo uma reduzida divulgação dos
benefícios que o SUS promove à população e as metas já alcançadas ao
longo de sua existência.

• Este rótulo simplista e inadequado pode impactar negativamente a
utilização dos serviços de saúde (SUS) pela população, o trabalho dos
profissionais
de
saúde
e
as
decisões
políticas
governamentais, gerando resistências comportamentais e
antipatias na busca pelo serviço de saúde.
Conclusão
• A comunicação em saúde deve ser repensada para que haja uma
comunicação ética e transparente preocupada, acima dos lucros e do
sensacionalismo, em propor e colaborar com mudanças positivas no
sistema brasileiro de saúde para que a população possa utilizar o
serviço não apenas para curar suas doenças, mas também para
promover saúde e prevenir agravos.
• Devido
a importância
da
mídia
enquanto
veículo de
conscientização, formação de opinião e comportamento social, esperase que:
- Este trabalho incite a produção de outros estudos sobre representações
midiáticas da saúde.
- Possa contribuir para a criação de estratégias que favoreçam
uma comunicação em saúde cada vez mais elaborada e
consciente.
Referências
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2002.
BARTLETT, C. et al. What’s newsworthy? Longitudinal study of the reporting of medical research in two British
medical newspapers. BMJ 2002; 325:81-4.
BAZERMAN, C. Gêneros Textuais, Tipificação e Interação. São Paulo: Cortez, 2005.
CARLINI, M. Análise das notícias sobre ciência em saúde dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Revista do EDICC (Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura), v. 1, out/2012.
COTTA, R. M. M.; MORALES, M. S. V.; COTTA FILHO, J. S.; GONZÁLES, A.L.; RICOS, J. A. D. Obstáculos e
desafios da saúde pública no Brasil. Rev Hospital Clínicas Porto Alegre 2002; 22(1): 25-32.
FILHO, J. F. Mídia, estereótipo e representação das minorias. ECO-PÓS – v.7, n.2, agosto-setembro 2004, pp.45-71
LOPES, F.; RUÃO, T.; MARINHO, S.; ARAÚJO, R. Jornalismo de saúde e fontes de informação, uma análise dos
jornais portugueses entre 2008 e 2010. Derecho a Comunicar | Número 2 | Mayo – Agosto 2011 ISSN: 2007137X.
MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2006.
MAMEDE-NEVES, M. A. C., SANTIAGO, I. E. & BERTON, J. O Jornal na Ótica de Jovens Universitários.
Vertentes, São João Del Rei: FUNREI, 2004
MORONI, A. O; OLIVEIRA FILHA, E. A. Estereótipos no telejornalismo brasileiro: identificação e reforço. Intercom
– Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação– Natal, RN – 2 a 6 de setembro de 2008.
PONTES, B. S.; NAUJORKS, M. I.; SHERER, A. Mídia impressa, discurso e representação social: a constituição do
sujeito deficiente. INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - XXIV
Congresso Brasileiro da Comunicação – Campo Grande /MS – setembro 2001.
SAMPIERI, R. H.; COLLADO, C. H.; LUCIO, P. B. Metodologia de pesquisa. 3. ed. São Paulo: MacGraw-Hill, 2006.
SODRÉ, M. O monopólio da fala; função e linguagem da televisão no Br. Petrópolis: Vozes,1977.
Saúde na
Mídia
Programa Mais
Médicos

Folha de São
Prof . Dra. Ana Valéria
M. Mendonça
Pesquisadores :

Dábyla Alkmim
Indyara Morais
Jéssica Lopes

Mariane
Sanches
Weverton Vieira
Introdução
 O Programa Mais Médicos foi lançado no dia 07
de Julho de 2013 no congresso do CONASEMS e as
inscrições já iniciaram no dia seguinte com uma
medida provisória assinada pela presidente Dilma
Roussef.

 Ele consiste em levar médicos para as regiões que
estão em carência destes profissionais como no
interior dos estados e as periferias das grandes
cidades.
Objetivos
• Analisar notícias relacionadas ao Programa Mais
Médicos e temas associados a este, no período de
três meses (Julho, Agosto e Setembro) de 2013;
• Avaliar a repercussão do Programa Mais Médicos
na mídia nacional.
Metodologia

 A pesquisa está sendo realizada de forma descritiva
com métodos qualitativos e quantitativos.
 Esta é uma análise retrospectiva do jornal Folha de
São Paulo em mídia digital dos meses de julho a
setembro de 2013.
 A busca no jornal se deu a partir das palavras-chave:
Programa Mais Médicos, Mais Médicos, Médicos
Estrangeiros ou Médicos.
 As matérias foram categorizadas em planilha do
programa da Microsoft Excel da seguinte forma:


Data de publicação



Caderno e retranca
utilizada



Página

 Caráter do título
 O jornalista
 Se possui valor notícia



Tipo de publicação

 Se é matéria de capa
ou destaque



Categoria

 É o título da notícia



Caráter da notícia
 As datas foram separadas pelos membros do grupo de
pesquisa para análise dos cadernos:
Poder, Opinião, Mundo, Cotidiano e Ilustrada.

 Estamos na fase de revisão destas quanto à categoria e
o valor notícia.

 Outro programa de análise a ser utilizado chama-se N
VIVO 10 da empresa QSR internacional. Trata-se de um
programa de análises de conteúdo
qualitativo, bastante utilizado por pesquisadores para
agrupar, categorizar, produzir tabelas e nuvens de
palavras sobre os dados pesquisados.
Resultados Parciais
 250

notícias ao total que envolvem a
temática Mais Médicos no Jornal Folha de
São Paulo.
Demonstramos os resultados referentes ao
mês de julho a setembro de 2013 e o caráter
destas notícias.
Distribuição do caráter das notícias envolvendo o
programa Mais Médicos na Folha de São
Paulo, de julho a setembro de 2013

23%
Neutra
Otimista

51%

Pessimista
26%

Neutra; 58
Otimista;64
Pessimista; 128
Quantidade

Quantitativo de publicação das
notícias envolvendo o programa Mais
Médicos na Folha de São Paulo, de
julho a setembro de 2013
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0

33%

37%

Julho
Agosto
Setembro

Julho
Total

Distribuição segundo mês de
publicação das notícias
envolvendo o programa Mais
Médicos na Folha de São
Paulo, de julho a setembro de
2013

Agosto

Setembr
o

92

76

82

30%
Distribuição da quantidade das notícias envolvendo
o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo no
meses de julho, agosto e setembro de 2013 .
60
50

50

40
37

30
20
10

41
Julho

Agosto
25

Setembro

24 23
15

18

17

0
Neutra

Otimista

Pessimista
Distribuição do caráter das notícias envolvendo o
programa Mais Médicos na Folha de São Paulo por
mês de publicação, de julho a setembro de 2013
60

Quantidade

50
40

Julho

30

Agosto
Setembro

20

10
0
Neutra

Otimista

Pessimista
Próximos Passos
 A metodologia utilizada;
 Quantidade de notícias encontradas em três meses;
 Mudança sobre o caráter da notícia;

 Comparação com o Correio Braziliense.
Obrigada!

Mais conteúdo relacionado

Destaque

Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
Nuevo presentación de microsoft office power point (5)Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
davidalejandrop14
 
20150206_AE_DeRietschootv1
20150206_AE_DeRietschootv120150206_AE_DeRietschootv1
20150206_AE_DeRietschootv1
Marcel Elswijk
 

Destaque (17)

T2 L foundation skills contextualised
T2 L  foundation skills contextualisedT2 L  foundation skills contextualised
T2 L foundation skills contextualised
 
Violencia de género
Violencia de géneroViolencia de género
Violencia de género
 
Presentación ingles 1, my memories
Presentación ingles 1, my memoriesPresentación ingles 1, my memories
Presentación ingles 1, my memories
 
Análisis filosófico de la obra teatral de martín giner titulada
Análisis filosófico de la obra teatral de martín giner tituladaAnálisis filosófico de la obra teatral de martín giner titulada
Análisis filosófico de la obra teatral de martín giner titulada
 
Todos no sofá 1
Todos no sofá 1Todos no sofá 1
Todos no sofá 1
 
Programa SINHAMBRE
Programa SINHAMBREPrograma SINHAMBRE
Programa SINHAMBRE
 
Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
Nuevo presentación de microsoft office power point (5)Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
Nuevo presentación de microsoft office power point (5)
 
Proyecto ¨drink vote¨
Proyecto ¨drink vote¨Proyecto ¨drink vote¨
Proyecto ¨drink vote¨
 
20150206_AE_DeRietschootv1
20150206_AE_DeRietschootv120150206_AE_DeRietschootv1
20150206_AE_DeRietschootv1
 
Héroes del perú (1)
Héroes del perú (1)Héroes del perú (1)
Héroes del perú (1)
 
University of Hawaii - IfA - Culture and Respect - Truth - Pono
University of Hawaii - IfA - Culture and Respect - Truth - PonoUniversity of Hawaii - IfA - Culture and Respect - Truth - Pono
University of Hawaii - IfA - Culture and Respect - Truth - Pono
 
paper 2
paper 2paper 2
paper 2
 
490final
490final490final
490final
 
Project 4
Project 4Project 4
Project 4
 
слайдшер 4
слайдшер 4слайдшер 4
слайдшер 4
 
Lyubomir Stoyanov - E-commerce overview 2016 @ eCommBlitz&Networking
Lyubomir Stoyanov - E-commerce overview 2016 @ eCommBlitz&NetworkingLyubomir Stoyanov - E-commerce overview 2016 @ eCommBlitz&Networking
Lyubomir Stoyanov - E-commerce overview 2016 @ eCommBlitz&Networking
 
Poemas para el emperador
Poemas para el emperadorPoemas para el emperador
Poemas para el emperador
 

Semelhante a Saúde na Mídia: análise das matérias de saúde em um jornal impresso brasiliense

Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
 Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat... Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
PaulaMelo127834
 
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.pptapresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
joselematoscastro
 

Semelhante a Saúde na Mídia: análise das matérias de saúde em um jornal impresso brasiliense (20)

Radis 131 web
Radis 131 webRadis 131 web
Radis 131 web
 
Aula esp saude
Aula esp saudeAula esp saude
Aula esp saude
 
Percepcoes profissionais de saúde sobre fontes informação
 Percepcoes profissionais de saúde sobre fontes informação Percepcoes profissionais de saúde sobre fontes informação
Percepcoes profissionais de saúde sobre fontes informação
 
Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
 Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat... Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
Fundamentos da Epidemiologia conceito e aplicação da epidemiologia na Estrat...
 
Tr51 carolina boros
Tr51   carolina borosTr51   carolina boros
Tr51 carolina boros
 
Radis Comunicação e Saúde I Fiocruz
Radis Comunicação e Saúde I FiocruzRadis Comunicação e Saúde I Fiocruz
Radis Comunicação e Saúde I Fiocruz
 
A comunicação e a propaganda no âmbito da saúde coletiva r30 1233-1
A comunicação e a propaganda no âmbito da saúde coletiva r30 1233-1A comunicação e a propaganda no âmbito da saúde coletiva r30 1233-1
A comunicação e a propaganda no âmbito da saúde coletiva r30 1233-1
 
Sociologia da saúde e literacia digital na informação ao paciente
Sociologia da saúde e literacia digital na informação ao pacienteSociologia da saúde e literacia digital na informação ao paciente
Sociologia da saúde e literacia digital na informação ao paciente
 
Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP
Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP
Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP
 
Saúde e doença: um olhar antropológico
Saúde e doença: um olhar antropológicoSaúde e doença: um olhar antropológico
Saúde e doença: um olhar antropológico
 
Plano Ensino Epidemiologia e o que que eu te falei e que eu não vou aí ver a ...
Plano Ensino Epidemiologia e o que que eu te falei e que eu não vou aí ver a ...Plano Ensino Epidemiologia e o que que eu te falei e que eu não vou aí ver a ...
Plano Ensino Epidemiologia e o que que eu te falei e que eu não vou aí ver a ...
 
SAUDE COLETIVA
SAUDE COLETIVASAUDE COLETIVA
SAUDE COLETIVA
 
Artigo determinantes de_saúde
Artigo determinantes de_saúdeArtigo determinantes de_saúde
Artigo determinantes de_saúde
 
Trabalho conic
Trabalho conicTrabalho conic
Trabalho conic
 
Capacitação dos profissionais da rede: transformação com as PICs
Capacitação dos profissionais da rede: transformação com as PICsCapacitação dos profissionais da rede: transformação com as PICs
Capacitação dos profissionais da rede: transformação com as PICs
 
Co4221
Co4221Co4221
Co4221
 
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.pptapresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
apresentacao-analise-se-situacao-saude-go.ppt
 
Os desafios da comunicação interpessoal na saúde pública brasileira.pdf
Os desafios da comunicação interpessoal na saúde pública brasileira.pdfOs desafios da comunicação interpessoal na saúde pública brasileira.pdf
Os desafios da comunicação interpessoal na saúde pública brasileira.pdf
 
Determinantes socais e_saude
Determinantes socais e_saudeDeterminantes socais e_saude
Determinantes socais e_saude
 
Texto 3 determinantes sociais
Texto 3   determinantes sociaisTexto 3   determinantes sociais
Texto 3 determinantes sociais
 

Mais de Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS

Mais de Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS (20)

Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do SulModelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
Modelo de Distanciamento Controlado - Rio Grande do Sul
 
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
O enfrentamento da Covid-19 pela Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, Mina...
 
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à SaúdeBanners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
Banners – II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde
 
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
A introdução de novas tecnologias para o manejo das condições crônicas na UBS...
 
PIMENTEIRAS DO OESTE - RO
PIMENTEIRAS DO OESTE - ROPIMENTEIRAS DO OESTE - RO
PIMENTEIRAS DO OESTE - RO
 
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
CHECKLIST DA IMUNIZAÇÃO: um instrumento de melhoria e monitoramento do proces...
 
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
Da adesão aos resultados esperados no PlanificaSUS: um olhar sobre a importân...
 
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
INCORPORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS INOVADORAS NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO...
 
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
Melhorias na Unidade Laboratório do município de Pimenta Bueno/RO após a plan...
 
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
Guia do Pré-Natal na Atenção Básica: a Planificação da Atenção à Saúde como E...
 
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e HipertensãoJornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
Jornada Interdisciplinar em Diabetes, Obesidade e Hipertensão
 
A Segurança do Paciente na Construção Social da APS
A Segurança do Paciente na Construção Social da APSA Segurança do Paciente na Construção Social da APS
A Segurança do Paciente na Construção Social da APS
 
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DFEstratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
Estratégias de Melhoria no Processo de Planificação da Região Leste do DF
 
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicasCuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
Cuidados Paliativos no contexto do avanço das condições crônicas
 
Sala de Situação Regional de Saúde Sudoeste I
Sala de Situação  Regional de Saúde  Sudoeste I Sala de Situação  Regional de Saúde  Sudoeste I
Sala de Situação Regional de Saúde Sudoeste I
 
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de DiabetesPor um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
Por um cuidado certo - Sociedade Brasileira de Diabetes
 
O pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
O pediatra e sua presença na Assistência no BrasilO pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
O pediatra e sua presença na Assistência no Brasil
 
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à SaúdeNotas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
Notas Técnicas para Organização das Redes de Atenção à Saúde
 
Ministério Público em Defesa da APS
Ministério Público em Defesa da APSMinistério Público em Defesa da APS
Ministério Público em Defesa da APS
 
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
II Seminário da Planificação da Atenção à Saúde: “Desafios do SUS e a Planifi...
 

Último

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
HELLEN CRISTINA
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
paulo222341
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
HELLEN CRISTINA
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 

Último (9)

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxAULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
 

Saúde na Mídia: análise das matérias de saúde em um jornal impresso brasiliense

  • 1. Saúde na Mídia: análise das matérias de saúde em um jornal impresso brasiliense. Enfermeira Iedda Carolina Profa. Dra. Ana Valéria M. Mendonça
  • 2. Estudo da Literatura • Os veículos de comunicação em massa, como o jornal impresso, consistem em importantes meios de divulgação de informações de saúde para parcelas significativas da população (CARLINI, 2012). • Em contrapartida, ao analisar a atuação da mídia, percebe-se também sua capacidade de formar representações sociais permeadas de subjetividades a partir de informações truncadas, incompletas e alarmistas, favorecendo a construção de estereótipos e comportamentos aversivos no inconsciente humano e social. • Tendência de matérias que prendam a atenção dos leitores, compondo textos noticiosos que tendem a focar os problemas, generalizações sobre o contexto de saúde existente. (SODRÉ, 1977; BARTLETT et al., 2002; MORONI & OLIVEIRA FILHA, 2008; PONTES, et AL., 2001).
  • 3. Metodologia • A pesquisa consistiu em uma análise retrospectiva das reportagens relacionadas à saúde em um período de 3 meses (junho, julho e agosto de 2012) publicadas diariamente no jornal impresso de maior circulação no DF - Correio Braziliense. • Foram selecionadas as matérias do caderno “Saúde” e das retrancas intituladas “Saúde” presentes nos demais cadernos. Fonte: www.dasein.com.br
  • 4. Metodologia • As matérias selecionadas foram categorizadas segundo: - Caderno em que estavam inseridas; - Tema da saúde ao qual faziam referência; - Enfoque de Prevenção ou Curativo; - Referência à Pesquisa Científica, sendo esta Nacional ou Internacional; - Manchetes de capa - Caráter do Título, o qual foi classificado em otimista, pessimista ou neutro. Exemplificando: “Pronto-socorro sem socorro” trata-se de uma divulgação com conotação pessimista; “Técnica cura lesão na medula espinhal” possui uma conotação positiva; “Origem genética das pernas inquietas” é um título neutro, pois não transmite conotação positiva ou negativa.
  • 5. Metodologia • Os dados obtidos com a coleta foram analisados estatisticamente, descritos e relacionados entre si de forma a delinear a representação que a saúde assume nesta mídia impressa brasiliense. • Para isso, foram utilizadas as seguintes técnicas de análise: estatística descritiva, análise de conteúdo e nuvem de palavras
  • 6. Resultados e Discussão • O Correio Braziliense é um periódico diário composto por cadernos organizados em ordem decrescente de relevância, onde o caderno de “Saúde” normalmente ocupa a 7° posição dentro do jornal, ficando posterior a cadernos como “Política”, “Brasil” e “Economia”, e anterior aos cadernos “Cidade”, “Diversão e Arte” e “Classificados”. • Correio divulgou 180 matérias relacionadas à saúde, com uma faixa de 1 a 4 matérias publicadas por dia. • Os cadernos com maior número de matérias de saúde foram: “Caderno Saúde” (60%), “Caderno Cidade” (27,2%) e “Caderno Brasil” (11,6%).
  • 7. Resultados e Discussão • Formação de uma concepção restrita no imaginário dos leitores do jornal sobre o conceito e a dimensão da saúde, construindo rótulos e fortalecendo estereótipos, visto que relaciona o termo “saúde” à ideia de precariedade, sofrimento, doença, hospital, remédio, ineficiê
  • 8. Resultados e Discussão • Predominância dos assuntos como doenças contagiosas, problemáti cas do SUS, câncer, os quais possuem um caráter de tendência alarmista e impactante, com maior incidência sobre a vida da sociedade e maior grau de consequências possíveis quando comparados a assuntos que se referem a hábitos de higiene e alimentação saudável, por exemplo, assuntos estes que tiveram uma representação midiática insignificante.
  • 9. Resultados e Discussão • Predominância de matérias com foco intervencionista/curativo (53,3%) em relação às de abordagem preventiva (23,3%). • Possivelmente seja reflexo do modelo de assistência médico, medicamentoso e curativo vigente que tem no hospital o lócus de solução de todo e qualquer problema de saúde, em detrimento do modelo de assistência à saúde multi e interprofissional, centrado na prevenção de doenças e promoção da saúde da família e da comunidade (COTTA et al., 2002). • A divulgação majoritária de matérias com foco intervencionista pode reforçar a predominância do modelo curativo no imaginário popular, pouco colaborando para concretização do modelo preventivo tão defendido pelas políticas da Atenção Básica.
  • 10. Resultados e Discussão • No que se refere à pesquisa científica, apenas 52.8% das matérias do Correio faziam referência a estudos científicos. • 73,6% destas matérias citavam pesquisas internacionais e 26,3% citavam em pesquisas nacionais. Estes dados apontam para uma baixa divulgação e valorização das pesquisas realizadas no Brasil. • O caráter negativo dos títulos das notícias de saúde analisadas foi predominante, com 44% de títulos pessimistas, 36% otimistas e 20% neutros. • Apenas 45 matérias estamparam a capa do jornal, sendo que 55% destas matérias de capa transmitiam conotação negativa com predominância das problemáticas do SUS.
  • 11. • Reforça o argumento de que as matérias relacionadas à saúde publicadas pelo Correio se restringem à publicação de textos noticiosos referentes à doenças, principalmente as infecto-contagiosas; à ações intervencionistas/medicamentosas e às problemáticas do SUS.
  • 12. Conclusão • Os resultados obtidos reforçam o argumento de que a mídia impressa analisada colabora para a construção de um estereótipo negativo no pensamento coletivo, onde a concepção de saúde veiculada é reduzida e limitada, sendo constantemente associada à doença e tratamento. • A imagem predominante sobre o SUS é de um serviço precário e pouco efetivo, havendo uma reduzida divulgação dos benefícios que o SUS promove à população e as metas já alcançadas ao longo de sua existência. • Este rótulo simplista e inadequado pode impactar negativamente a utilização dos serviços de saúde (SUS) pela população, o trabalho dos profissionais de saúde e as decisões políticas governamentais, gerando resistências comportamentais e antipatias na busca pelo serviço de saúde.
  • 13. Conclusão • A comunicação em saúde deve ser repensada para que haja uma comunicação ética e transparente preocupada, acima dos lucros e do sensacionalismo, em propor e colaborar com mudanças positivas no sistema brasileiro de saúde para que a população possa utilizar o serviço não apenas para curar suas doenças, mas também para promover saúde e prevenir agravos. • Devido a importância da mídia enquanto veículo de conscientização, formação de opinião e comportamento social, esperase que: - Este trabalho incite a produção de outros estudos sobre representações midiáticas da saúde. - Possa contribuir para a criação de estratégias que favoreçam uma comunicação em saúde cada vez mais elaborada e consciente.
  • 14. Referências BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2002. BARTLETT, C. et al. What’s newsworthy? Longitudinal study of the reporting of medical research in two British medical newspapers. BMJ 2002; 325:81-4. BAZERMAN, C. Gêneros Textuais, Tipificação e Interação. São Paulo: Cortez, 2005. CARLINI, M. Análise das notícias sobre ciência em saúde dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Revista do EDICC (Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura), v. 1, out/2012. COTTA, R. M. M.; MORALES, M. S. V.; COTTA FILHO, J. S.; GONZÁLES, A.L.; RICOS, J. A. D. Obstáculos e desafios da saúde pública no Brasil. Rev Hospital Clínicas Porto Alegre 2002; 22(1): 25-32. FILHO, J. F. Mídia, estereótipo e representação das minorias. ECO-PÓS – v.7, n.2, agosto-setembro 2004, pp.45-71 LOPES, F.; RUÃO, T.; MARINHO, S.; ARAÚJO, R. Jornalismo de saúde e fontes de informação, uma análise dos jornais portugueses entre 2008 e 2010. Derecho a Comunicar | Número 2 | Mayo – Agosto 2011 ISSN: 2007137X. MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2006. MAMEDE-NEVES, M. A. C., SANTIAGO, I. E. & BERTON, J. O Jornal na Ótica de Jovens Universitários. Vertentes, São João Del Rei: FUNREI, 2004 MORONI, A. O; OLIVEIRA FILHA, E. A. Estereótipos no telejornalismo brasileiro: identificação e reforço. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação– Natal, RN – 2 a 6 de setembro de 2008. PONTES, B. S.; NAUJORKS, M. I.; SHERER, A. Mídia impressa, discurso e representação social: a constituição do sujeito deficiente. INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - XXIV Congresso Brasileiro da Comunicação – Campo Grande /MS – setembro 2001. SAMPIERI, R. H.; COLLADO, C. H.; LUCIO, P. B. Metodologia de pesquisa. 3. ed. São Paulo: MacGraw-Hill, 2006. SODRÉ, M. O monopólio da fala; função e linguagem da televisão no Br. Petrópolis: Vozes,1977.
  • 16. Prof . Dra. Ana Valéria M. Mendonça Pesquisadores : Dábyla Alkmim Indyara Morais Jéssica Lopes Mariane Sanches Weverton Vieira
  • 17. Introdução  O Programa Mais Médicos foi lançado no dia 07 de Julho de 2013 no congresso do CONASEMS e as inscrições já iniciaram no dia seguinte com uma medida provisória assinada pela presidente Dilma Roussef.  Ele consiste em levar médicos para as regiões que estão em carência destes profissionais como no interior dos estados e as periferias das grandes cidades.
  • 18. Objetivos • Analisar notícias relacionadas ao Programa Mais Médicos e temas associados a este, no período de três meses (Julho, Agosto e Setembro) de 2013; • Avaliar a repercussão do Programa Mais Médicos na mídia nacional.
  • 19. Metodologia  A pesquisa está sendo realizada de forma descritiva com métodos qualitativos e quantitativos.  Esta é uma análise retrospectiva do jornal Folha de São Paulo em mídia digital dos meses de julho a setembro de 2013.  A busca no jornal se deu a partir das palavras-chave: Programa Mais Médicos, Mais Médicos, Médicos Estrangeiros ou Médicos.  As matérias foram categorizadas em planilha do programa da Microsoft Excel da seguinte forma:
  • 20.  Data de publicação  Caderno e retranca utilizada  Página  Caráter do título  O jornalista  Se possui valor notícia  Tipo de publicação  Se é matéria de capa ou destaque  Categoria  É o título da notícia  Caráter da notícia
  • 21.  As datas foram separadas pelos membros do grupo de pesquisa para análise dos cadernos: Poder, Opinião, Mundo, Cotidiano e Ilustrada.  Estamos na fase de revisão destas quanto à categoria e o valor notícia.  Outro programa de análise a ser utilizado chama-se N VIVO 10 da empresa QSR internacional. Trata-se de um programa de análises de conteúdo qualitativo, bastante utilizado por pesquisadores para agrupar, categorizar, produzir tabelas e nuvens de palavras sobre os dados pesquisados.
  • 22. Resultados Parciais  250 notícias ao total que envolvem a temática Mais Médicos no Jornal Folha de São Paulo. Demonstramos os resultados referentes ao mês de julho a setembro de 2013 e o caráter destas notícias.
  • 23. Distribuição do caráter das notícias envolvendo o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo, de julho a setembro de 2013 23% Neutra Otimista 51% Pessimista 26% Neutra; 58 Otimista;64 Pessimista; 128
  • 24. Quantidade Quantitativo de publicação das notícias envolvendo o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo, de julho a setembro de 2013 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 33% 37% Julho Agosto Setembro Julho Total Distribuição segundo mês de publicação das notícias envolvendo o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo, de julho a setembro de 2013 Agosto Setembr o 92 76 82 30%
  • 25. Distribuição da quantidade das notícias envolvendo o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo no meses de julho, agosto e setembro de 2013 . 60 50 50 40 37 30 20 10 41 Julho Agosto 25 Setembro 24 23 15 18 17 0 Neutra Otimista Pessimista
  • 26. Distribuição do caráter das notícias envolvendo o programa Mais Médicos na Folha de São Paulo por mês de publicação, de julho a setembro de 2013 60 Quantidade 50 40 Julho 30 Agosto Setembro 20 10 0 Neutra Otimista Pessimista
  • 27.
  • 28. Próximos Passos  A metodologia utilizada;  Quantidade de notícias encontradas em três meses;  Mudança sobre o caráter da notícia;  Comparação com o Correio Braziliense.