Roma Imperial: cultura urbana e pragmática
“Os Romanos vieram ao mundo com a
espada numa das mãos e a pá na outra.”
Séneca (4 a.C. – 65 d.C.)
Império Romano
Espírito dos Romanos
•Roma alia à sua predisposição para receber
estas influências a capacidade de as
transformar, misturando-as com as suas
práticas culturais, de modo a responderem às
suas necessidades e aos seus gostos.
•Originalidade da cultura romana: uma síntese
cultural, com um cunho essencialmente urbano,
pragmático, cosmopolita e político.
•Garante e consolidação do Império: estradas;
rede escolar urbana e uniformizada às
províncias (difusão do Latim e do Direito);
exército como meio de defesa das fronteiras e
transmissor dos valores romanos, promovendo o
novo estilo de vida.
•Conjugação da tendência militarista com o sentido
prático de organização da vida.
•Carácter pragmático que os levou a aceitar e assimilar
os saberes e costumes dos povos conquistados, dando
assim origem à civilização romana:
a) Etruscos (os princípios do urbanismo, o
arco de volta perfeita e o gosto pelo realismo das suas
esculturas);
b) Grécia (modelos literários, a Filosofia, o
racionalismo, os ideais estéticos das ordens
arquitectónicas e os seus cânones escultóricos);
c) Oriente (o gosto pela monumentalidade,
pelo luxo e algumas manifestações religiosas, como o
Cristianismo).
A Urbe Romana
• A cultura romana centrou-se em cidades – urbe -,
seguindo o modelo imperial, a cidade de Roma
(o centro do Mundo).
• A Urbe era entendida como local a que
pertenciam as pessoas, local de exercício dos
direitos cívicos e onde se desenrolavam as
actividades económicas, administrativas e
culturais de interesse comum.
• Império Urbano (influência oriental), constituído
por numerosas cidades, obedecendo quase sempre
a uma planta geométrica, rectangular, racional,
de traçado perpendicular (modelo de
acampamento romano).
• O pragmatismo dos Romanos orientou-os para a
busca de soluções que melhorassem as condições
de vida dos cidadãos.
• Povo Prático, não se importou de substituir o que
não era adaptável às novas situações que iam
surgindo.
Fórum Romano
•Situado no eixo central da urbe, era a praça
pública por excelência da cidade romana (tal como
a Ágora para os Gregos).
• Centro da vida urbana, política, económica,
cultural e religiosa – o verdadeiro coração da
cidade.
•Nele situavam-se os principais edifícios
religiosos – templos aos deuses e ao Imperador -,
políticos – a Cúria (Senado), a Basílica (tribunal)
-, económicos – lojas, mercado -, cultural – as
escolas ao ar livre, bibliotecas, termas (banhos
públicos).
•Por vezes, as cidades possuíam mais do que um
fórum, tal como ocorreu em Roma, sempre de
características monumentais, para realçar a
glória imperial.
Espírito Construtor Romano
•As estradas, as pontes e os aquedutos receberam grande atenção do Estado romano, uns por serem vitais à
comunicação, os outros por assegurarem a distribuição gratuita de água.
•Todas as cidades do Império eram abastecidas por água canalizada.
• As cidades beneficiavam ainda de redes de esgotos e de abastecimento de água, como fontes e latrinas
públicas (nas Insulae) e água canalizada e latrinas privadas (nas Domus).
As HAbitAções
RomAnAs
As casas particulares podiam ser muito
requintadas, para os grupos sociais mais
as abastados:
a)Nas cidades – as Domus (recinto
habitacional de grandes dimensões,
possuindo um atrium, ou pátio interno,
vários quartos, jardins, piscinas, termas,
e estavam decoradas com mosaicos e
frescos);
b)No campo – as Villae (ou moradias
rústicas);
As casas mais simples – as Insulae –
destinavam-se aos cidadãos dos grupos
sociais mais desfavorecidos, sendo
alugas e colectivas, de construção mais
frágil e de dimensões reduzidas.
As Áreas de Lazer
•As termas, devido à sua dependência do abastecimento de água, ficavam situadas nas imediações dos
aquedutos, ou seja quase sempre na periferia das cidades, tal como os teatros, os anfiteatros e circos ou
estádios.
•As preocupações com a definição exacta das estruturas fundamentais de Roma, definindo bem as suas
principais ruas, para que o cidadão, em qualquer província imperial que estivesse, pudesse facilmente
alcançar o centro, o Fórum, sentindo-se em “casa”.
•Preocupação com a qualidade de vida dos habitantes da cidade – Urbanismo -, sem abranger as zonas
rurais limítrofes.
As termAs de
CArACAlA – romA – 211
A 217 d.C.
Este foi o primeiro edifício polivalente a funcionar com banhos
públicos, ginásios, zonas de negócios, biblioteca e centros de
cultura diurnos e como centro de diversão nocturna.
Esses banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as
quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades
medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e
as tardes aos homens.
As mais antigas termas romanas de que há conhecimento
datam do Século V a.C. em Delos e Olímpia, embora as mais
conhecidas sejam as de Caracala.
Ambientes
Normalmente, as termas romanas eram constituídas por
diversos cómodos ou salas:
•apodyterium - vestiário
•tepidarium - banhos tépidos
•praefurnium - local das fornalhas que aqueciam a água e o ar.
•caldarium - banhos de água quente
•palestra
•frigidarium - banhos de água fria
•Sudatorium - espécie de sauna.
Para os Romanos a prática mais elementar de higiene, o banho,
era um momento cultural, permanecendo como uma das
facetas mais civilizadas e agradáveis da vida quotidiana.
As termAs de CArACAlA –
romA – 211 A 217 d.C.
outrAs Construções Com fim utilitário
Sítios da Internet para futura consulta
• terrasdesantiago.planetaclix.pt/ruinas.htm
• http://www.conimbriga.pt
• The Roman Baths Museum
http://www.romanbaths.co.uk/
• Museu Nacional de Arte Romano (Mérida)
• http://www.mcu.es/mnar/index.htm
• Europa Romana
• http://www.europaromana.com
• De Imperatoribus Romanis - Enciclopédia online
• http://www.romanemperors.org/
• Reconstrução Virtual do Forum
• http://lsm.dei.uc.pt/forum/

Roma imperial.ppt

  • 1.
    Roma Imperial: culturaurbana e pragmática
  • 2.
    “Os Romanos vieramao mundo com a espada numa das mãos e a pá na outra.” Séneca (4 a.C. – 65 d.C.)
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    Espírito dos Romanos •Romaalia à sua predisposição para receber estas influências a capacidade de as transformar, misturando-as com as suas práticas culturais, de modo a responderem às suas necessidades e aos seus gostos. •Originalidade da cultura romana: uma síntese cultural, com um cunho essencialmente urbano, pragmático, cosmopolita e político. •Garante e consolidação do Império: estradas; rede escolar urbana e uniformizada às províncias (difusão do Latim e do Direito); exército como meio de defesa das fronteiras e transmissor dos valores romanos, promovendo o novo estilo de vida. •Conjugação da tendência militarista com o sentido prático de organização da vida. •Carácter pragmático que os levou a aceitar e assimilar os saberes e costumes dos povos conquistados, dando assim origem à civilização romana: a) Etruscos (os princípios do urbanismo, o arco de volta perfeita e o gosto pelo realismo das suas esculturas); b) Grécia (modelos literários, a Filosofia, o racionalismo, os ideais estéticos das ordens arquitectónicas e os seus cânones escultóricos); c) Oriente (o gosto pela monumentalidade, pelo luxo e algumas manifestações religiosas, como o Cristianismo).
  • 5.
    A Urbe Romana •A cultura romana centrou-se em cidades – urbe -, seguindo o modelo imperial, a cidade de Roma (o centro do Mundo). • A Urbe era entendida como local a que pertenciam as pessoas, local de exercício dos direitos cívicos e onde se desenrolavam as actividades económicas, administrativas e culturais de interesse comum. • Império Urbano (influência oriental), constituído por numerosas cidades, obedecendo quase sempre a uma planta geométrica, rectangular, racional, de traçado perpendicular (modelo de acampamento romano). • O pragmatismo dos Romanos orientou-os para a busca de soluções que melhorassem as condições de vida dos cidadãos. • Povo Prático, não se importou de substituir o que não era adaptável às novas situações que iam surgindo.
  • 6.
    Fórum Romano •Situado noeixo central da urbe, era a praça pública por excelência da cidade romana (tal como a Ágora para os Gregos). • Centro da vida urbana, política, económica, cultural e religiosa – o verdadeiro coração da cidade. •Nele situavam-se os principais edifícios religiosos – templos aos deuses e ao Imperador -, políticos – a Cúria (Senado), a Basílica (tribunal) -, económicos – lojas, mercado -, cultural – as escolas ao ar livre, bibliotecas, termas (banhos públicos). •Por vezes, as cidades possuíam mais do que um fórum, tal como ocorreu em Roma, sempre de características monumentais, para realçar a glória imperial.
  • 7.
  • 9.
    •As estradas, aspontes e os aquedutos receberam grande atenção do Estado romano, uns por serem vitais à comunicação, os outros por assegurarem a distribuição gratuita de água. •Todas as cidades do Império eram abastecidas por água canalizada. • As cidades beneficiavam ainda de redes de esgotos e de abastecimento de água, como fontes e latrinas públicas (nas Insulae) e água canalizada e latrinas privadas (nas Domus).
  • 10.
    As HAbitAções RomAnAs As casasparticulares podiam ser muito requintadas, para os grupos sociais mais as abastados: a)Nas cidades – as Domus (recinto habitacional de grandes dimensões, possuindo um atrium, ou pátio interno, vários quartos, jardins, piscinas, termas, e estavam decoradas com mosaicos e frescos); b)No campo – as Villae (ou moradias rústicas); As casas mais simples – as Insulae – destinavam-se aos cidadãos dos grupos sociais mais desfavorecidos, sendo alugas e colectivas, de construção mais frágil e de dimensões reduzidas.
  • 11.
  • 12.
    •As termas, devidoà sua dependência do abastecimento de água, ficavam situadas nas imediações dos aquedutos, ou seja quase sempre na periferia das cidades, tal como os teatros, os anfiteatros e circos ou estádios. •As preocupações com a definição exacta das estruturas fundamentais de Roma, definindo bem as suas principais ruas, para que o cidadão, em qualquer província imperial que estivesse, pudesse facilmente alcançar o centro, o Fórum, sentindo-se em “casa”. •Preocupação com a qualidade de vida dos habitantes da cidade – Urbanismo -, sem abranger as zonas rurais limítrofes.
  • 13.
    As termAs de CArACAlA– romA – 211 A 217 d.C. Este foi o primeiro edifício polivalente a funcionar com banhos públicos, ginásios, zonas de negócios, biblioteca e centros de cultura diurnos e como centro de diversão nocturna. Esses banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens. As mais antigas termas romanas de que há conhecimento datam do Século V a.C. em Delos e Olímpia, embora as mais conhecidas sejam as de Caracala. Ambientes Normalmente, as termas romanas eram constituídas por diversos cómodos ou salas: •apodyterium - vestiário •tepidarium - banhos tépidos •praefurnium - local das fornalhas que aqueciam a água e o ar. •caldarium - banhos de água quente •palestra •frigidarium - banhos de água fria •Sudatorium - espécie de sauna. Para os Romanos a prática mais elementar de higiene, o banho, era um momento cultural, permanecendo como uma das facetas mais civilizadas e agradáveis da vida quotidiana.
  • 14.
    As termAs deCArACAlA – romA – 211 A 217 d.C.
  • 15.
    outrAs Construções Comfim utilitário
  • 16.
    Sítios da Internetpara futura consulta • terrasdesantiago.planetaclix.pt/ruinas.htm • http://www.conimbriga.pt • The Roman Baths Museum http://www.romanbaths.co.uk/ • Museu Nacional de Arte Romano (Mérida) • http://www.mcu.es/mnar/index.htm • Europa Romana • http://www.europaromana.com • De Imperatoribus Romanis - Enciclopédia online • http://www.romanemperors.org/ • Reconstrução Virtual do Forum • http://lsm.dei.uc.pt/forum/