Resumo:

   A linguística é uma ciência recente e, por isso, não só é desconhecida enquanto ciência,
como é pouco conhecido o trabalho dos que nela investem.

   A definição de linguística é dada como “o estudo científico da linguagem humana e das
línguas naturais”. Para entender esta definição, é necessário desmontá-la; assim, é inevitável
definir linguagem humana, línguas naturais e estudo científico. As línguas naturais
depreendem-se como sendo línguas que podem, ou não, ser aprendidas como línguas
maternas e que surgiram espontaneamente com o Homem a partir da sua capacidade inata de
linguagem. Em oposição às línguas naturais, encontram-se as línguas artificiais que, por sua
vez, foram desenvolvidas pelo Homem em resposta às suas necessidades, num curto espaço
de tempo.

   A linguística centra-se exclusivamente no estudo da linguagem humana, ou seja, interessa-
se pela existência da faculdade de linguagem. Esta faculdade de linguagem é universal, assim
como a existência de aspectos comuns entre a gramática de todas as línguas – universais
linguísticos. Se, por um lado, existem universais linguísticos, por outro todas as línguas detêm
características próprias que evoluem.

   A explicação da linguística enquanto estudo científico está correlacionada com a
abordagem utilizada, uma vez que a sua demonstração enquanto ciência é deveras exigente e
complexa.

   O ser humano, enquanto ser capacitado de produzir linguagem, é um comunicador inato,
no entanto é frequente confundir linguagem e comunicação. Embora a função da linguagem
seja comunicar, a mesma não é sinónimo de comunicação. A comunicação é um processo
activo de trocas de informação que envolve a formulação e descodificação de um qualquer
código comum, que constitui a mensagem, aos intervenientes. Esta comunicação faz dos
humanos seres sociais, no entanto só será bem sucedida se for comum aos mesmos e coerente
com a situação vivida.

   A linguagem integra uma estrutura e propriedades específicas, não obstante as
características dos utilizadores. É num curto e determinado espaço de tempo que a aquisição
da linguagem se concretiza, no entanto aquisição difere de aprendizagem. Neste espaço de
tempo, as crianças são susceptíveis aos estímulos do meio, pelo que estes estímulos devem ser
ricos e variados, visando uma correcta apropriação por parte da criança. Os professores e
educadores são os grandes responsáveis por proporcionar às crianças estes estímulos verbais.
Aquando da iniciação das crianças à aprendizagem da sua língua no modo escrito, o professor
necessita deter e dominar um leque variado de conhecimentos e competências da língua para
que a aprendizagem dos seus alunos seja bem sucedida, assim como a resolução de problemas
adjacentes ao processo individual de aprendizagem de cada criança e à estrutura complexa
que a Língua Portuguesa apresenta. É igualmente inevitável que seja capaz de ter uma
intervenção pedagógica adequada, estar em constante formação e desenvolvimento e integrá-
las nas suas práticas. No entanto, nenhum destes factos será suficiente se o professor não
organizar e planear a sua prática pedagógica.

   Para que os professores possam realizar os factos acima referidos é necessário quebrar a
problemática das suas formações enquanto objectivas e de domínio sólido e proporcionar aos
formandos capacidades e competências que não sejam demasiado especificas de uma
profissão e que lhes permitam uma prática dinâmica, multidisciplinar e abrangente.

Resumo inesduarte

  • 1.
    Resumo: A linguística é uma ciência recente e, por isso, não só é desconhecida enquanto ciência, como é pouco conhecido o trabalho dos que nela investem. A definição de linguística é dada como “o estudo científico da linguagem humana e das línguas naturais”. Para entender esta definição, é necessário desmontá-la; assim, é inevitável definir linguagem humana, línguas naturais e estudo científico. As línguas naturais depreendem-se como sendo línguas que podem, ou não, ser aprendidas como línguas maternas e que surgiram espontaneamente com o Homem a partir da sua capacidade inata de linguagem. Em oposição às línguas naturais, encontram-se as línguas artificiais que, por sua vez, foram desenvolvidas pelo Homem em resposta às suas necessidades, num curto espaço de tempo. A linguística centra-se exclusivamente no estudo da linguagem humana, ou seja, interessa- se pela existência da faculdade de linguagem. Esta faculdade de linguagem é universal, assim como a existência de aspectos comuns entre a gramática de todas as línguas – universais linguísticos. Se, por um lado, existem universais linguísticos, por outro todas as línguas detêm características próprias que evoluem. A explicação da linguística enquanto estudo científico está correlacionada com a abordagem utilizada, uma vez que a sua demonstração enquanto ciência é deveras exigente e complexa. O ser humano, enquanto ser capacitado de produzir linguagem, é um comunicador inato, no entanto é frequente confundir linguagem e comunicação. Embora a função da linguagem seja comunicar, a mesma não é sinónimo de comunicação. A comunicação é um processo activo de trocas de informação que envolve a formulação e descodificação de um qualquer código comum, que constitui a mensagem, aos intervenientes. Esta comunicação faz dos humanos seres sociais, no entanto só será bem sucedida se for comum aos mesmos e coerente com a situação vivida. A linguagem integra uma estrutura e propriedades específicas, não obstante as características dos utilizadores. É num curto e determinado espaço de tempo que a aquisição da linguagem se concretiza, no entanto aquisição difere de aprendizagem. Neste espaço de tempo, as crianças são susceptíveis aos estímulos do meio, pelo que estes estímulos devem ser ricos e variados, visando uma correcta apropriação por parte da criança. Os professores e educadores são os grandes responsáveis por proporcionar às crianças estes estímulos verbais.
  • 2.
    Aquando da iniciaçãodas crianças à aprendizagem da sua língua no modo escrito, o professor necessita deter e dominar um leque variado de conhecimentos e competências da língua para que a aprendizagem dos seus alunos seja bem sucedida, assim como a resolução de problemas adjacentes ao processo individual de aprendizagem de cada criança e à estrutura complexa que a Língua Portuguesa apresenta. É igualmente inevitável que seja capaz de ter uma intervenção pedagógica adequada, estar em constante formação e desenvolvimento e integrá- las nas suas práticas. No entanto, nenhum destes factos será suficiente se o professor não organizar e planear a sua prática pedagógica. Para que os professores possam realizar os factos acima referidos é necessário quebrar a problemática das suas formações enquanto objectivas e de domínio sólido e proporcionar aos formandos capacidades e competências que não sejam demasiado especificas de uma profissão e que lhes permitam uma prática dinâmica, multidisciplinar e abrangente.