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Rene Descartes, por Jeff
Programa de Estudos
Pós-Graduados em Educação:
Psicologia da Educação
Seminário: René Descartes
Seminário Teórico-Metodológico I
Profª. Drª Mitsuko Makino Antunes
Jefferson Baptista Macedo
Abril de 2013
René
Descartes(1596 – 1650)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“Penso, logo existo.”
Filósofo, físico e
matemático francês.
Principais ideias:
• Geometria Analítica - fusão
da álgebra com a geometria.
• Plano Cartesiano - Sistema de
coordenadas que leva o seu
nome.
• Método Cartesiano ou
Ceticismo Metodológico - só
se deve considerar algo
verdadeiro, caso sua existência
possa ser comprovada com
clareza e distinção.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
O Nascimento
Descartes nasceu em 1596
em La Haye, um povoado
da província de Touraine,
a 300 quilômetros de Paris.
Atualmente a
cidade é
chamada de
Descartes.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
O pai, Joachim
Descartes, advogado e
juiz, possuía terras e o
título de escudeiro,
primeiro grau de nobreza.
Era Conselheiro no
Parlamento de Rennes,
na vizinha província da
Bretanha, que constitui o
extremo noroeste da
França.
Estátua de Descartes em La Haye-DescartesJefferson Baptista Macedo / 2013
Descartes foi o segundo
na família de dois filhos e
uma filha.
Com um ano de idade
perdeu a mãe,
Jeanne Brochard,
por complicações de seu
terceiro parto.
Casa onde Descartes nasceuJefferson Baptista Macedo / 2013
Foi criado pela avó e
por uma babá à qual ele
depois pagou uma
pensão até morrer.
Uma das salas do Museu Descartes, instalado em 1974 na
casa onde nasceu o filósofo
Quarteirão da vila onde ficada a casa de
Descartes
Jefferson Baptista Macedo / 2013
O Momento
Histórico
Lógica
modernorum
Lógica
vetus
Rompimento
com a
tradição
Crise
Transição
Humanismo
Renascentista
Retomada do ideal
greco-romano
Valorização da
ordem, simetria e
naturalismo na Arte
Sincretismo e
temáticas pagãs
Dignitas hominis x
Miseria hominis
“O homem é a medida
de todas as coisas”
Descoberta do
Novo Mundo
Descrédito do
Imago Mundi
da tradição
Perda da autoridade
da ciência antiga
Questionamento da
universalidade da
natureza humana
Michel de
Montaigne
(1533-1595)
Eventos
Sistema Feudal x
Mercantilismo
Novo modelo
Econômico
Guerra dos
30 Anos
Consolidação de
Estados Nacionais
Reforma
Protestante
Contestação de
tradições romanas
Consciência Individual
x Autoridade externa
Concepção
Agostiniana
x Tomista
Ética Protestante e
popularização do
conhecimento
Revolução
Científica
Heliocentrismo x
Geocentrismo
Matematização
das Ciências
Empirismo x
Racionalismo
Valorização da
observação e
experimentação
Ciência Ativa
episteme + techne
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A Vida e
A Obra
Em 1604, entra no
colégio jesuíta Royal
Henry-Le-Gran, em La
Flèche.
Estudou...
...gramática, poética,
retórica (Humanidades),
...Filosofia e Matemática
(Escolástica).
...até 1614.
Colégio Royal Henry-Le-Gran
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Sua saúde, nessa época era frágil,
o que fez com que ele adquirisse
um hábito que manteve
por quase toda a vida...
...permanecia
deitado em sua
cama até tarde,
meditando.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“...me encontrava embaraçado
com tantas dúvidas e erros que me
parecia não haver conseguido
outro proveito, procurando instruir-
me, senão o de ter descoberto
cada vez mais a minha ignorância.”
(Discurso do Método, p.3)
Embora admirasse a
disciplina e a educação de
La Flèche, afirmou que
estava insatisfeito e
desinteressado com os
ensinos.
Era muito religioso e
conservou a fé católica até
morrer.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Atendendo a vontade de
seu pai, ainda em 1614
entrou para a
Universidade de
Pointier, onde cursou
Direito até 1616, mas
não exerceu a profissão.
Após alguns meses com
sua família, onde se
ocupa com equitação e
esgrima (chega a redigir
um tratado de esgrima,
hoje perdido), irá rumar à
Holanda.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Decidiu abandonar os
estudos e os livros e
não mais procurar a
Ciência, mas apenas
descobrir por si mesmo no
que chamou de
“Grande livro do mundo”.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“...tão logo a idade me permitiu
sair da sujeição de meus preceptores,
abandonei o estudo das letras... e aproveitei o
resto de minha juventude para viajar, para ver
cortes e exércitos, para frequentar pessoas de
diferentes humores e condições, para fazer
variadas experiências, para pôr
a mim mesmo à prova...”
(Discurso do Método, p.5)
Em 1618, indo para
Holanda, alista-se no
exército do Príncipe
Maurício, com a intenção
de seguir carreira militar.
Mas se achava menos um
ator do que um
espectador: antes
ouvinte numa escola de
guerra do que
verdadeiro militar.
Um oficial que recusa
receber qualquer soldo.
By Jan de Bisschop
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Conheceu Isaac
Beeckman, com o qual
ocupa-se, sobretudo,
com matemática.
Mas, que também
compõe um pequeno
tratado sobre música
intitulado Musicae
Compendium
(Compêndio de Música)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
É dessa época (tem cerca
de 23 anos) que data sua
misteriosa divisa
Larvatus prodeo,
(Caminho mascarado).
Esta declaração é
interpretada como uma
confissão que introduz o
tema da dissimulação.
Alguns afirmam que
também pode significar
um jovem sábio
disfarçado de soldado.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1619, viajou para a
Dinamarca, Polônia e
Alemanha.
Segundo a tradição, na
noite de 11 de novembro
de 1619, Descartes tem
um sonho que ele próprio
interpreta como uma
premunição de seu
destino: inventar uma
"ciência admirável", na
qual estariam unificados
todos os conhecimentos
humanos.
By Leon Douglas
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1621, Descartes
renuncia à carreira
militar de forma
definitiva, com o objetivo
de dedicar-se
exclusivamente às
ciências e a filosofia.
Em 1623 retornou à sua
cidade natal, onde
vendeu as terras e a
propriedade que
herdara. Com isso, pôde
manter seu conforto,
embora sem luxos.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Após a venda, viajou para
Veneza, na Itália, onde
permaneceu até 1625.
Voltando da Itália, passa
a viver em Paris, onde se
ocupa da Astronomia,
Óptica e Matemática.
Mas ele aguardará até
1628 para escrever um
pequeno livro em latim,
as Regras para a
direção do espírito
(Regulae ad directionem ingenii).
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A ideia fundamental que
aí se encontra é a de que
a unidade do espírito
humano deve permitir a
invenção de um método
universal.
Obra da juventude
inacabada na qual o
método aparece em
forma de numerosas
regras.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Entre 1629 e 1633
começa a redigir o
Tratado do Mundo, uma
obra de Física na qual
aborda a sua tese sobre o
heliocentrismo.
Porém, em 1633, quando
Galileu é condenado pela
Inquisição, Descartes
abandona seus planos
de publicá-lo por receio
da Inquisição.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1635 nasce
Francine, a filha ilegítima
que teve com uma
serviçal.
A criança é batizada em 7
de Agosto de 1635,
morrendo
precocemente em 1640,
o que causou uma grande
tristeza em Descartes.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1637, ele se decide a
publicar três tratados
científicos: a Dióptrica,
os Meteoros e a
Geometria quase não
são lidos atualmente, mas
que tem como introdução:
O Discurso sobre o
Método para Bem
Conduzir a Razão a
Buscar a Verdade
Através da Ciência.
Apresenta e o método
aplicado nos tratados.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Na Dióptrica pretendeu
mostrar que se pode
avançar em filosofia para
se chegar ao
conhecimento das artes
que são úteis à vida e
porque a invenção das
lunetas de aproximação,
é uma das mais difíceis
das que já foram
procuradas.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
No Meteoros
procurou fazer com
que se reconhecesse a
diferença entre a
filosofia que ele
cultivava e aquela
ensinada nas escolas
em que se tem o hábito
de tratar da mesma
matéria.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Na Geometria
pretendeu demonstrar as
descobertas que até o
momento eram
ignoradas e, desse
modo, fazer acreditar e
incitar, dessa forma,
todos os homens a
procurarem a verdade.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Primeira parte – Autobiografia
Segunda Parte – O Método
Terceira Parte – Moral Provisória
Quarta Parte – Cogito, ergo sum
Quinta Parte – O Mundo
Sexta parte – Justificativas
O Discurso sobre
o Método
para Bem Conduzir a Razão a Buscar a
Verdade Através da Ciência.
Portanto, meu propósito não é ensinar aqui o
método que cada qual deve
seguir para bem conduzir sua razão, mas
somente mostrar de que modo me
esforcei por conduzir a minha.
(Discurso do Método, p.2)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1641, surge uma das
obras mais conhecida: as
Meditações Sobre a
Filosofia Primeira ou
Meditações Metafísicas
com um conjunto de
objeções pondo em dúvida
toda crença que não seja
absolutamente certa.
Os autores das objeções
foram Johan de Kater;
Mersene; Thomas
Hobbes; Arnauld e
Gassendi.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Na segunda edição
incluiu-se uma sétima,
feita pelo jesuíta Pierre
Bourdin, seguida de uma
Carta a Dinet.
Nesta obra encontra-se o
mesmo sistema
filosófico cartesiano
introduzido no Discurso do
Método.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
O restante do livro, que
não difere muito do
precedente Discurso do
Método.
Contém argumentos
para a existência de
Deus e a suposta prova
do dualismo entre
mente e corpo.
Descartes também cria a
metáfora da árvore do
saber...
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“Toda filosofia
é como uma árvore,
as raízes são a
metafísica...
...o tronco
é a física...
...e os ramos
são a mecânica,
a medicina e
a moral.”
Metafísica
Física
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A metafísica tem,
portanto, papel
fundamental:
ela é a base
sobre a qual
se sustentam
todas as
outras
ciências.
Metafísica
Física
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A posição da
física na árvore
do saber
revela a visão
mecanicista
do filósofo
em relação
à realidade.
Metafísica
Física
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A mecânica,
moral e medicina
serão explicadas
tendo por base
os corpos e
seus
movimentos.
Note-se que a
teologia está fora do
projeto cartesiano,
marcando
definitivamente a
separação entre
ciência e religião.
Metafísica
Física
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1643, a filosofia
cartesiana foi condenada
pela Universidade de
Utrecht (Holanda) e,
acusado de ateísmo,
Descartes obteve a
proteção do Príncipe de
Orange.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1644, ele publica uma
espécie de manual
cartesiano.
Os Princípios de
Filosofia, sobre física, e
dedicado à Princesa
Elisabeth, da Boêmia, de
quem ele é, em certo
sentido, o diretor de
consciência e com quem
troca importante
correspondência até o
final de sua vida.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Ainda em 1644 fez uma
visita rápida à França,
onde encontrou Chanut, o
embaixador francês junto
à corte sueca, que o põe
em contato com a
Rainha Cristina,
da Suécia.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1647 Descartes foi
premiado pelo Rei da
França com uma pensão
e começa a trabalhar na
Descrição do Corpo
Humano.
Em 1648 entrevista
Frans Burman em
Egmond-Binnen,
resultando na
Conversa com Burman.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Também em 1648, uma
cópia manuscrita do
Tratado das Paixões da
Alma foi enviada para a
Rainha Cristina, da
Suécia, por meio do mesmo
embaixador francês.
Em 1649, frente a
insistentes convites,
Descartes foi para
Estocolmo, com o objetivo
de instruir a rainha, de 23
anos, em matemática e
filosofia.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1649, frente a
insistentes convites,
Descartes foi para
Estocolmo, com o
objetivo de instruir a
rainha, de 23 anos, em
matemática e filosofia.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
A Morte
Em 1950, acostumado a trabalhar na cama até meio-dia,
Descartes sofria com as demandas da Rainha Cristina,
cujos estudos começavam às 5 da manhã.
Contrai uma pneumonia e se recusa a ingerir as drogas
dos “charlatões” e a sofrer sangrias, prática comum na
época.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Depois de 10 dias
muito doente...
...em
9 de fevereiro de 1650,
...morre Descartes.
Como um católico em um
país protestante, ele foi
enterrado num
cemitério de crianças
não batizadas, na Adolf
Fredrikskyrkan, em
Estocolmo.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Um memorial construído
no século XVIII
permanece na igreja
sueca até hoje.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Depois, seus restos foram
levados para a França e
enterrados na Igreja de
San Genevieve-du-Mont,
em Paris.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Durante a Revolução
Francesa seus restos
foram desenterrados
a fim de serem
deslocados para o
Panthéon ao lado
de outras grandes
figuras da França.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em 1667, depois de sua
morte, a Igreja Católica
Romana colocou suas
obras no Index Librorum
Prohibitorum (Índice dos
Livros Proibidos)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Atualmente o crânio de
Descartes está exposto
no Museu de História
Natural de Paris.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
O Pensamento
Cogito, ergo sum
Ceticismo
...no que diz respeito às más doutrinas, julgava já conhecer
suficientemente o que valiam, para não mais correr o risco
de ser enganado, nem pelas promessas de um alquimista,
nem pelas predições de um astrólogo... ou arrogâncias dos
que manifestam saber mais do que realmente sabem.
(Discurso do Método, p.5)
Crítica à
falta de
critérios
Valoriza-
ção da
Raciona-
lidade
Ênfase
na
Interiori-
dade
A dúvida
como
princípio
Jefferson Baptista Macedo / 2013
...o melhor a fazer seria dispor-me, de uma vez para
sempre, a retirar-lhes essa confiança, para substitui-las
em seguida ou por outras melhores, ou então pelas
mesmas, após havê-las ajustado ao nível da razão.
(Discurso do Método, p.8)
O método
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Dúvida radical
x certeza absoluta
Razão e subjetividade
Rigor intelectual
Clareza e Distinção
Sujeito Científico
Pensar por si mesmo:
Igualdade
Raciocínio Analítico
1 2 3 4
Nunca aceitar
algo como
verdadeiro que
não se conheça
claramente como
tal.
Repartir cada
uma das
dificuldades a fim
de analisar em
tantas parcelas
quanto possível.
Conduzir o
pensamento
iniciando pelos
objetos mais
simples e mais
fáceis de
conhecer.
Efetuar em toda
parte relações
metódicas e
revisões
completas a fim
de se nada omitir.
E acreditei com firmeza em que, por este meio,
conseguiria conduzir minha vida muito melhor do que se
a construísse apenas sobre velhos alicerces.
(Discurso do Método, p.8)
O método
Jefferson Baptista Macedo / 2013
• Analisar as
diferentes ocupações
dos homens para
procurar a melhor.
• Progredir o máximo no
conhecimento da
verdade por meio do
método que
determinara.
• Ser o mais firme e
decidido possível nas
próprias ações.
• Antes modificar os
próprios desejos do
que a ordem do mundo.
• Habituar-se que não há
poder completo sobre
as coisas.
• Seguir as opiniões dos
mais sensatos.
• Não se valer para nada
das próprias opiniões
até submetê-las à
análise.
• Obedecer às leis e
aos costumes do país.
• Manter-se na religião da
infância.
• Conduzir-se de acordo
com as opiniões mais
moderadas e
comumente aceitas
pelas pessoas com as
quais convivia.
A moral provisória
1
2 3 4
...para não hesitar em minhas ações, enquanto a razão
me obrigasse a fazê-lo, em meus juízos, e a fim de
continuar a viver desde então de maneira mais feliz
possível, concebi para mim mesmo uma moral
provisória, que consistia apenas em três ou quatro
máximas que eu quero vos anunciar.
(Discurso do Método, p.14)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
...observara que, no que
concerne aos costumes, é às
vezes, preciso seguir opiniões,
que sabemos ser muito
duvidosas... achei que deveria
seguir exatamente ao contrário...
e rejeitar como totalmente falso
tudo aquilo que pudesse supor a
menor dúvida.
(Discurso do Método, p.19)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Posso confiar nos meus
sentidos?
Argumento: não posso confiar nos
sentidos quando investigo coisas que
estão longe de mim.
Posso saber se estou
acordado ou
sonhando?
Argumento: todo conhecimento que
vem dos sentidos pode ser apenas o
conteúdo de um sonho.
Posso confiar nas
verdades matemáticas?
Argumento: Alguém poderoso pode
ter me enganado colocando em mim
falsas noções matemáticas.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Ceticismo
...porém, logo em seguida, percebi que, ao mesmo
tempo que eu queria pensar que tudo era falso, fazia-se
necessário que eu, que pensava, fosse alguma coisa.
E, ao notar que esta verdade: eu penso, logo existo,
era tão sólida e tão correta que as mais extravagantes
suposições dos céticos não seriam capazes
de lhe causar abalo... (Discurso do Método, p.19)
Cogito,
ergo sum
.
...julguei que poderia considera-la,
sem escrúpulo algum, o
primeiro princípio da filosofia.
(Discurso do Método, p.19)
?Solipsismo
Somente tem por certo,
inconteste, o ato de
pensar e o próprio “eu”.
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Em princípio, procurei encontrar
os princípios, ou causas primeiras,
de tudo que existe, ou pode existir, no
mundo, sem nada considerar, para tal
efeito, senão Deus, que o criou, nem
tirá-las de outra parte, salvo de certas
sementes de verdades que existem
naturalmente em nossas almas.
(Discurso do Método, p.36)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Cogito,
ergo sum
...compreendi, então, que eu era
uma substância cuja essência ou
natureza consiste apenas no
pensar... de maneira que eu, ou
seja, a alma, é completamente
distinta do corpo.
(Discurso do Método, p.20)
Alma/Mente
Res Cogitans
Corpo
Res Extensa
Deus
Res Infinitas
Factícias
AdventíciasInatas
Ideias
3Substâncias
Fazem parte da
natureza do indivíduo
(ex.: infinito e perfeição)
Têm origem na
imaginação
(ex.: unicórnio)
Têm origem na
experiência sensível.
É empírica.
(ex.: objetos, animais)
Argumento Gnoseológico (da perfeição)
Argumento Ontológico (da própria Ideia)
Argumento Cosmológico (da causalidade)
O mundo regido por leis mecânicas:
Figura, tamanho, posição
Princípio da Inércia
Movimento Retilíneo
Dualismo
Jefferson Baptista Macedo / 2013
...apesar de ser verdade que
cada homem deve procurar o bem
dos outros...é verdade também que os
nossos cuidados devem estender-se
para mais longe do tempo presente...
quando é com o propósito de fazer
outras que serão mais úteis aos
homens do futuro
(Discurso do Método, p.37)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
...suplico a todos
aqueles que tiverem
quaisquer objeções a
fazer-lhes que se dêem
ao trabalho de enviá-las
ao meu editor...
(Discurso do Método, p.41)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
...Algumas
Reflexões...
Busto em Versailles,
França
“...nos devem ser
suspeitos os juízos
de nossos amigos,
quando são a nosso
favor.”
(Discurso do Método, p.2)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Monumento em frente ao
Museu do Louvre, Paris
“As maiores almas
são capazes dos
maiores vícios, como
também das maiores
virtudes.”
(Discurso do Método, p.1)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“...realmente, quero
que saiba que o
pouco que aprendi
até agora não é
quase nada em
comparação com o
que ignoro.”
(Discurso do Método, p.37)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“...certos espíritos
imaginam aprender
em um dia tudo o
que um outro
pensou durante
vinte anos.”
(Discurso do Método, p.42)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Universidade René Descartes
de Paris, Distrito 5.
“...não se pode
compreender tão
bem uma coisa, e
torná-la nossa,
quando a
aprendemos de
outrem, como
quando nós mesmos
a criamos.”
(Discurso do Método, p.38)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Monumento na Cidade
de Tours, França
“...os que só andam
muito devagar podem
avançar bem mais, se
continuarem sempre
pelo caminho reto, do
que aqueles que
correm e dele se
afastam.”
(Discurso do Método, p.1)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
“...a respeito da
filosofia...
nela ainda não
se encontra uma
única coisa a
respeito da qual
não haja
discussão.”
(Discurso do Método, p.4)
René Descartes
(1596-1650)
Jefferson Baptista Macedo / 2013
Referências
ANDERY, Maria A. (et. al). Para compreender a ciência:
uma perspectiva histórica. 5.ed. Rio de Janeiro: Espaço e
Tempo, 1994.
CARVALHO, Isabel C. M. de. (org.). Pensar o ambiente:
bases filosóficas para a Educação Ambiental. Brasília:
Ministério da Educação, Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2007.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução:
Enrico Corvisieri. Acrópolis. Disponível em:
http://br.egroups.com/group/acropolis/. Acesso em 16.03.13.
LAW, Stephen. Guia ilustrado Zahar. 3.ed. Rio de Janeiro:
Zahar, 2011.
MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia – dos
pré-socráticos a Wittgenstein. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar,
2007.
______. Iniciação à história da Filosofia – dos pré-
socráticos a Wittgenstein. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
PAULI, Evaldo. Enciclopédia Simpozio. Versão em
português do Original em Esperanto.
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/Megahist-
filos/Descartes/3686y000.html#indices. Acesso em
06.04.13.
REALI, Giovani; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do
humanismo à Descartes. 1.ed. São Paulo: Paulus, 2004.
WARBURTON, Nigel. Uma breve história da Filosofia.
2.ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2012.
Programa de Estudos
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  • 2. Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação Seminário: René Descartes Seminário Teórico-Metodológico I Profª. Drª Mitsuko Makino Antunes Jefferson Baptista Macedo Abril de 2013
  • 3. René Descartes(1596 – 1650) Jefferson Baptista Macedo / 2013 “Penso, logo existo.”
  • 4. Filósofo, físico e matemático francês. Principais ideias: • Geometria Analítica - fusão da álgebra com a geometria. • Plano Cartesiano - Sistema de coordenadas que leva o seu nome. • Método Cartesiano ou Ceticismo Metodológico - só se deve considerar algo verdadeiro, caso sua existência possa ser comprovada com clareza e distinção. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 6. Descartes nasceu em 1596 em La Haye, um povoado da província de Touraine, a 300 quilômetros de Paris. Atualmente a cidade é chamada de Descartes. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 7. O pai, Joachim Descartes, advogado e juiz, possuía terras e o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era Conselheiro no Parlamento de Rennes, na vizinha província da Bretanha, que constitui o extremo noroeste da França. Estátua de Descartes em La Haye-DescartesJefferson Baptista Macedo / 2013
  • 8. Descartes foi o segundo na família de dois filhos e uma filha. Com um ano de idade perdeu a mãe, Jeanne Brochard, por complicações de seu terceiro parto. Casa onde Descartes nasceuJefferson Baptista Macedo / 2013
  • 9. Foi criado pela avó e por uma babá à qual ele depois pagou uma pensão até morrer. Uma das salas do Museu Descartes, instalado em 1974 na casa onde nasceu o filósofo Quarteirão da vila onde ficada a casa de Descartes Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 12. Humanismo Renascentista Retomada do ideal greco-romano Valorização da ordem, simetria e naturalismo na Arte Sincretismo e temáticas pagãs Dignitas hominis x Miseria hominis “O homem é a medida de todas as coisas” Descoberta do Novo Mundo Descrédito do Imago Mundi da tradição Perda da autoridade da ciência antiga Questionamento da universalidade da natureza humana Michel de Montaigne (1533-1595) Eventos Sistema Feudal x Mercantilismo Novo modelo Econômico Guerra dos 30 Anos Consolidação de Estados Nacionais Reforma Protestante Contestação de tradições romanas Consciência Individual x Autoridade externa Concepção Agostiniana x Tomista Ética Protestante e popularização do conhecimento Revolução Científica Heliocentrismo x Geocentrismo Matematização das Ciências Empirismo x Racionalismo Valorização da observação e experimentação Ciência Ativa episteme + techne Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 13. A Vida e A Obra
  • 14. Em 1604, entra no colégio jesuíta Royal Henry-Le-Gran, em La Flèche. Estudou... ...gramática, poética, retórica (Humanidades), ...Filosofia e Matemática (Escolástica). ...até 1614. Colégio Royal Henry-Le-Gran Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 15. Sua saúde, nessa época era frágil, o que fez com que ele adquirisse um hábito que manteve por quase toda a vida... ...permanecia deitado em sua cama até tarde, meditando. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 16. “...me encontrava embaraçado com tantas dúvidas e erros que me parecia não haver conseguido outro proveito, procurando instruir- me, senão o de ter descoberto cada vez mais a minha ignorância.” (Discurso do Método, p.3) Embora admirasse a disciplina e a educação de La Flèche, afirmou que estava insatisfeito e desinteressado com os ensinos. Era muito religioso e conservou a fé católica até morrer. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 17. Atendendo a vontade de seu pai, ainda em 1614 entrou para a Universidade de Pointier, onde cursou Direito até 1616, mas não exerceu a profissão. Após alguns meses com sua família, onde se ocupa com equitação e esgrima (chega a redigir um tratado de esgrima, hoje perdido), irá rumar à Holanda. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 18. Decidiu abandonar os estudos e os livros e não mais procurar a Ciência, mas apenas descobrir por si mesmo no que chamou de “Grande livro do mundo”. Jefferson Baptista Macedo / 2013 “...tão logo a idade me permitiu sair da sujeição de meus preceptores, abandonei o estudo das letras... e aproveitei o resto de minha juventude para viajar, para ver cortes e exércitos, para frequentar pessoas de diferentes humores e condições, para fazer variadas experiências, para pôr a mim mesmo à prova...” (Discurso do Método, p.5)
  • 19. Em 1618, indo para Holanda, alista-se no exército do Príncipe Maurício, com a intenção de seguir carreira militar. Mas se achava menos um ator do que um espectador: antes ouvinte numa escola de guerra do que verdadeiro militar. Um oficial que recusa receber qualquer soldo. By Jan de Bisschop Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 20. Conheceu Isaac Beeckman, com o qual ocupa-se, sobretudo, com matemática. Mas, que também compõe um pequeno tratado sobre música intitulado Musicae Compendium (Compêndio de Música) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 21. É dessa época (tem cerca de 23 anos) que data sua misteriosa divisa Larvatus prodeo, (Caminho mascarado). Esta declaração é interpretada como uma confissão que introduz o tema da dissimulação. Alguns afirmam que também pode significar um jovem sábio disfarçado de soldado. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 22. Em 1619, viajou para a Dinamarca, Polônia e Alemanha. Segundo a tradição, na noite de 11 de novembro de 1619, Descartes tem um sonho que ele próprio interpreta como uma premunição de seu destino: inventar uma "ciência admirável", na qual estariam unificados todos os conhecimentos humanos. By Leon Douglas Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 23. Em 1621, Descartes renuncia à carreira militar de forma definitiva, com o objetivo de dedicar-se exclusivamente às ciências e a filosofia. Em 1623 retornou à sua cidade natal, onde vendeu as terras e a propriedade que herdara. Com isso, pôde manter seu conforto, embora sem luxos. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 24. Após a venda, viajou para Veneza, na Itália, onde permaneceu até 1625. Voltando da Itália, passa a viver em Paris, onde se ocupa da Astronomia, Óptica e Matemática. Mas ele aguardará até 1628 para escrever um pequeno livro em latim, as Regras para a direção do espírito (Regulae ad directionem ingenii). Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 25. A ideia fundamental que aí se encontra é a de que a unidade do espírito humano deve permitir a invenção de um método universal. Obra da juventude inacabada na qual o método aparece em forma de numerosas regras. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 26. Entre 1629 e 1633 começa a redigir o Tratado do Mundo, uma obra de Física na qual aborda a sua tese sobre o heliocentrismo. Porém, em 1633, quando Galileu é condenado pela Inquisição, Descartes abandona seus planos de publicá-lo por receio da Inquisição. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 27. Em 1635 nasce Francine, a filha ilegítima que teve com uma serviçal. A criança é batizada em 7 de Agosto de 1635, morrendo precocemente em 1640, o que causou uma grande tristeza em Descartes. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 28. Em 1637, ele se decide a publicar três tratados científicos: a Dióptrica, os Meteoros e a Geometria quase não são lidos atualmente, mas que tem como introdução: O Discurso sobre o Método para Bem Conduzir a Razão a Buscar a Verdade Através da Ciência. Apresenta e o método aplicado nos tratados. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 29. Na Dióptrica pretendeu mostrar que se pode avançar em filosofia para se chegar ao conhecimento das artes que são úteis à vida e porque a invenção das lunetas de aproximação, é uma das mais difíceis das que já foram procuradas. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 30. No Meteoros procurou fazer com que se reconhecesse a diferença entre a filosofia que ele cultivava e aquela ensinada nas escolas em que se tem o hábito de tratar da mesma matéria. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 31. Na Geometria pretendeu demonstrar as descobertas que até o momento eram ignoradas e, desse modo, fazer acreditar e incitar, dessa forma, todos os homens a procurarem a verdade. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 32. Primeira parte – Autobiografia Segunda Parte – O Método Terceira Parte – Moral Provisória Quarta Parte – Cogito, ergo sum Quinta Parte – O Mundo Sexta parte – Justificativas O Discurso sobre o Método para Bem Conduzir a Razão a Buscar a Verdade Através da Ciência. Portanto, meu propósito não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas somente mostrar de que modo me esforcei por conduzir a minha. (Discurso do Método, p.2) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 33. Em 1641, surge uma das obras mais conhecida: as Meditações Sobre a Filosofia Primeira ou Meditações Metafísicas com um conjunto de objeções pondo em dúvida toda crença que não seja absolutamente certa. Os autores das objeções foram Johan de Kater; Mersene; Thomas Hobbes; Arnauld e Gassendi. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 34. Na segunda edição incluiu-se uma sétima, feita pelo jesuíta Pierre Bourdin, seguida de uma Carta a Dinet. Nesta obra encontra-se o mesmo sistema filosófico cartesiano introduzido no Discurso do Método. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 35. O restante do livro, que não difere muito do precedente Discurso do Método. Contém argumentos para a existência de Deus e a suposta prova do dualismo entre mente e corpo. Descartes também cria a metáfora da árvore do saber... Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 36. “Toda filosofia é como uma árvore, as raízes são a metafísica... ...o tronco é a física... ...e os ramos são a mecânica, a medicina e a moral.” Metafísica Física Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 37. A metafísica tem, portanto, papel fundamental: ela é a base sobre a qual se sustentam todas as outras ciências. Metafísica Física Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 38. A posição da física na árvore do saber revela a visão mecanicista do filósofo em relação à realidade. Metafísica Física Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 39. A mecânica, moral e medicina serão explicadas tendo por base os corpos e seus movimentos. Note-se que a teologia está fora do projeto cartesiano, marcando definitivamente a separação entre ciência e religião. Metafísica Física Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 40. Em 1643, a filosofia cartesiana foi condenada pela Universidade de Utrecht (Holanda) e, acusado de ateísmo, Descartes obteve a proteção do Príncipe de Orange. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 41. Em 1644, ele publica uma espécie de manual cartesiano. Os Princípios de Filosofia, sobre física, e dedicado à Princesa Elisabeth, da Boêmia, de quem ele é, em certo sentido, o diretor de consciência e com quem troca importante correspondência até o final de sua vida. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 42. Ainda em 1644 fez uma visita rápida à França, onde encontrou Chanut, o embaixador francês junto à corte sueca, que o põe em contato com a Rainha Cristina, da Suécia. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 43. Em 1647 Descartes foi premiado pelo Rei da França com uma pensão e começa a trabalhar na Descrição do Corpo Humano. Em 1648 entrevista Frans Burman em Egmond-Binnen, resultando na Conversa com Burman. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 44. Também em 1648, uma cópia manuscrita do Tratado das Paixões da Alma foi enviada para a Rainha Cristina, da Suécia, por meio do mesmo embaixador francês. Em 1649, frente a insistentes convites, Descartes foi para Estocolmo, com o objetivo de instruir a rainha, de 23 anos, em matemática e filosofia. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 45. Em 1649, frente a insistentes convites, Descartes foi para Estocolmo, com o objetivo de instruir a rainha, de 23 anos, em matemática e filosofia. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 47. Em 1950, acostumado a trabalhar na cama até meio-dia, Descartes sofria com as demandas da Rainha Cristina, cujos estudos começavam às 5 da manhã.
  • 48. Contrai uma pneumonia e se recusa a ingerir as drogas dos “charlatões” e a sofrer sangrias, prática comum na época. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 49. Depois de 10 dias muito doente... ...em 9 de fevereiro de 1650, ...morre Descartes.
  • 50. Como um católico em um país protestante, ele foi enterrado num cemitério de crianças não batizadas, na Adolf Fredrikskyrkan, em Estocolmo. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 51. Um memorial construído no século XVIII permanece na igreja sueca até hoje. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 52. Depois, seus restos foram levados para a França e enterrados na Igreja de San Genevieve-du-Mont, em Paris. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 53. Durante a Revolução Francesa seus restos foram desenterrados a fim de serem deslocados para o Panthéon ao lado de outras grandes figuras da França. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 54. Em 1667, depois de sua morte, a Igreja Católica Romana colocou suas obras no Index Librorum Prohibitorum (Índice dos Livros Proibidos) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 55. Atualmente o crânio de Descartes está exposto no Museu de História Natural de Paris. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 58. Ceticismo ...no que diz respeito às más doutrinas, julgava já conhecer suficientemente o que valiam, para não mais correr o risco de ser enganado, nem pelas promessas de um alquimista, nem pelas predições de um astrólogo... ou arrogâncias dos que manifestam saber mais do que realmente sabem. (Discurso do Método, p.5) Crítica à falta de critérios Valoriza- ção da Raciona- lidade Ênfase na Interiori- dade A dúvida como princípio Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 59. ...o melhor a fazer seria dispor-me, de uma vez para sempre, a retirar-lhes essa confiança, para substitui-las em seguida ou por outras melhores, ou então pelas mesmas, após havê-las ajustado ao nível da razão. (Discurso do Método, p.8) O método Jefferson Baptista Macedo / 2013 Dúvida radical x certeza absoluta Razão e subjetividade Rigor intelectual Clareza e Distinção Sujeito Científico Pensar por si mesmo: Igualdade Raciocínio Analítico
  • 60. 1 2 3 4 Nunca aceitar algo como verdadeiro que não se conheça claramente como tal. Repartir cada uma das dificuldades a fim de analisar em tantas parcelas quanto possível. Conduzir o pensamento iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer. Efetuar em toda parte relações metódicas e revisões completas a fim de se nada omitir. E acreditei com firmeza em que, por este meio, conseguiria conduzir minha vida muito melhor do que se a construísse apenas sobre velhos alicerces. (Discurso do Método, p.8) O método Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 61. • Analisar as diferentes ocupações dos homens para procurar a melhor. • Progredir o máximo no conhecimento da verdade por meio do método que determinara. • Ser o mais firme e decidido possível nas próprias ações. • Antes modificar os próprios desejos do que a ordem do mundo. • Habituar-se que não há poder completo sobre as coisas. • Seguir as opiniões dos mais sensatos. • Não se valer para nada das próprias opiniões até submetê-las à análise. • Obedecer às leis e aos costumes do país. • Manter-se na religião da infância. • Conduzir-se de acordo com as opiniões mais moderadas e comumente aceitas pelas pessoas com as quais convivia. A moral provisória 1 2 3 4 ...para não hesitar em minhas ações, enquanto a razão me obrigasse a fazê-lo, em meus juízos, e a fim de continuar a viver desde então de maneira mais feliz possível, concebi para mim mesmo uma moral provisória, que consistia apenas em três ou quatro máximas que eu quero vos anunciar. (Discurso do Método, p.14) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 62. ...observara que, no que concerne aos costumes, é às vezes, preciso seguir opiniões, que sabemos ser muito duvidosas... achei que deveria seguir exatamente ao contrário... e rejeitar como totalmente falso tudo aquilo que pudesse supor a menor dúvida. (Discurso do Método, p.19) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 63. Posso confiar nos meus sentidos? Argumento: não posso confiar nos sentidos quando investigo coisas que estão longe de mim. Posso saber se estou acordado ou sonhando? Argumento: todo conhecimento que vem dos sentidos pode ser apenas o conteúdo de um sonho. Posso confiar nas verdades matemáticas? Argumento: Alguém poderoso pode ter me enganado colocando em mim falsas noções matemáticas. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 64. Ceticismo ...porém, logo em seguida, percebi que, ao mesmo tempo que eu queria pensar que tudo era falso, fazia-se necessário que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, ao notar que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão sólida e tão correta que as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de lhe causar abalo... (Discurso do Método, p.19) Cogito, ergo sum . ...julguei que poderia considera-la, sem escrúpulo algum, o primeiro princípio da filosofia. (Discurso do Método, p.19) ?Solipsismo Somente tem por certo, inconteste, o ato de pensar e o próprio “eu”. Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 65. Em princípio, procurei encontrar os princípios, ou causas primeiras, de tudo que existe, ou pode existir, no mundo, sem nada considerar, para tal efeito, senão Deus, que o criou, nem tirá-las de outra parte, salvo de certas sementes de verdades que existem naturalmente em nossas almas. (Discurso do Método, p.36) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 66. Cogito, ergo sum ...compreendi, então, que eu era uma substância cuja essência ou natureza consiste apenas no pensar... de maneira que eu, ou seja, a alma, é completamente distinta do corpo. (Discurso do Método, p.20) Alma/Mente Res Cogitans Corpo Res Extensa Deus Res Infinitas Factícias AdventíciasInatas Ideias 3Substâncias Fazem parte da natureza do indivíduo (ex.: infinito e perfeição) Têm origem na imaginação (ex.: unicórnio) Têm origem na experiência sensível. É empírica. (ex.: objetos, animais) Argumento Gnoseológico (da perfeição) Argumento Ontológico (da própria Ideia) Argumento Cosmológico (da causalidade) O mundo regido por leis mecânicas: Figura, tamanho, posição Princípio da Inércia Movimento Retilíneo Dualismo Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 67. ...apesar de ser verdade que cada homem deve procurar o bem dos outros...é verdade também que os nossos cuidados devem estender-se para mais longe do tempo presente... quando é com o propósito de fazer outras que serão mais úteis aos homens do futuro (Discurso do Método, p.37) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 68. ...suplico a todos aqueles que tiverem quaisquer objeções a fazer-lhes que se dêem ao trabalho de enviá-las ao meu editor... (Discurso do Método, p.41) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 70. Busto em Versailles, França “...nos devem ser suspeitos os juízos de nossos amigos, quando são a nosso favor.” (Discurso do Método, p.2) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 71. Monumento em frente ao Museu do Louvre, Paris “As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes.” (Discurso do Método, p.1) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 72. “...realmente, quero que saiba que o pouco que aprendi até agora não é quase nada em comparação com o que ignoro.” (Discurso do Método, p.37) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 73. “...certos espíritos imaginam aprender em um dia tudo o que um outro pensou durante vinte anos.” (Discurso do Método, p.42) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 74. Universidade René Descartes de Paris, Distrito 5. “...não se pode compreender tão bem uma coisa, e torná-la nossa, quando a aprendemos de outrem, como quando nós mesmos a criamos.” (Discurso do Método, p.38) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 75. Monumento na Cidade de Tours, França “...os que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se continuarem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam.” (Discurso do Método, p.1) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 76. “...a respeito da filosofia... nela ainda não se encontra uma única coisa a respeito da qual não haja discussão.” (Discurso do Método, p.4) René Descartes (1596-1650) Jefferson Baptista Macedo / 2013
  • 77. Referências ANDERY, Maria A. (et. al). Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. 5.ed. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1994. CARVALHO, Isabel C. M. de. (org.). Pensar o ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2007. DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução: Enrico Corvisieri. Acrópolis. Disponível em: http://br.egroups.com/group/acropolis/. Acesso em 16.03.13. LAW, Stephen. Guia ilustrado Zahar. 3.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia – dos pré-socráticos a Wittgenstein. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. ______. Iniciação à história da Filosofia – dos pré- socráticos a Wittgenstein. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. PAULI, Evaldo. Enciclopédia Simpozio. Versão em português do Original em Esperanto. http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/Megahist- filos/Descartes/3686y000.html#indices. Acesso em 06.04.13. REALI, Giovani; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do humanismo à Descartes. 1.ed. São Paulo: Paulus, 2004. WARBURTON, Nigel. Uma breve história da Filosofia. 2.ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2012.
  • 78. Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação Seminário: René Descartes Seminário Teórico-Metodológico I Profª. Drª Mitsuko Makino Antunes Jefferson Baptista Macedo Abril de 2013