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3º ano Prof.ªMarilia Pimentel 
República 
Populista 
Bóris 
Fausto
 Após Segunda Guerra 
Mundial, os ideais 
democráticos tomaram 
conta de grande parte 
do mundo ocidental. 
 No Brasil não foi 
diferente: houve 
eleições gerais no país e 
a sociedade brasileira 
viveu um período de 
grande efervescência 
política e cultural.
 A República Populista : O que 
foi o populismo 
 Período que vai de decadência do 
Estado Novo à derrubada de João 
Goulart pelo golpe militar de 1964. 
 O populismo se caracterizou-se 
pela demagogia e pelo 
assistencialismo. 
 Os governos de Vargas foram 
populistas. 
 No rol dos políticos populistas, 
além de Vargas, estavam João 
Goulart, Leonel Brizola, Jânio 
Quadros, Carlos Lacerda e 
Ademar de Barros.
 Volta da Democracia : Eleições e a 
nova Constituição 
 A renúncia forçada de 
Getúlio Vargas, em 
outubro de 1945, 
marcou o fim do 
regime autoritário do 
Estado Novo. 
 A redemocratização 
iniciou-se com a 
realização de eleições 
gerais em todo o 
Brasil, em dezembro 
desse mesmo ano. 
 Para a presidência da 
República, foi eleito o 
general Eurico Gaspar 
Dutra.
As eleições de 1945 
 Eduardo Gomes (UDN) 
 Eurico Gaspar Dutra (PSD-PTB) 
 Yedo Fiúza (PCB)
6
 GOVERNO DUTRA (1946-1950) 
conservador na política, liberal na economia 
 O General Eurico Gaspar 
Dutra, candidato à presidência 
pelos PSD, venceu as eleições 
e assumiu a Presidência em 
1946. 
 No mesmo ano, Dutra 
convocou uma Assembleia 
Constituinte para elaborar a 
quinta Constituição do país. 
 Todos os partidos políticos, 
inclusive o Partido Comunista, 
participaram da elaboração da 
nova Constituição. 
 Apesar disso, na Assembleia 
dominaram os representantes 
do liberalismo, vinculados 
aos setores rurais com 
sentido conservador (PSD). 
Influências político-partidárias: 
 PTB: de ideologia populista, 
que mantinha e reforçava a 
tradição inaugurada por 
Vargas. 
 UDN: reunia elementos 
antigetulistas e eram de 
ideologia liberal. 
 PSD: inspirado por Getúlio, 
partido do Presidente que 
apoiado pelo PTB venceu as 
eleições com a maioria 
esmagadora dos votos. 
 PCB: de base urbana, com 
penetração no meio militar e 
apoiado pelo operariado.
 A Constituição de 1946 
 Foi promulgada em 18 
de setembro de 1946, a 
quinta Constituição 
brasileira (a quarta 
republicana) que 
vigorou até 1967. 
 É considerada liberal, 
que retomava vários 
aspectos da Constituição 
de 1934 e que haviam 
sido suprimidos na 
Constituição outorgada 
de 1937.
 A Constituição de 1946 
• Princípios básicos: 
Direito de voto – voto secreto e universal para maiores de 18 
anos. Continuavam sem direito de voto analfabetos, cabos e 
soldados 
Regime político: Democracia; 
Forma de governo: República; 
Direito trabalhista – preservação da legislação trabalhista da Era 
Vargas, tendo como novidade a garantia, constitucional do direito 
de greve para os trabalhadores, mediante apreciação da Justiça do 
Trabalho. Manteve-se o controle, pelo governo, dos sindicatos de 
trabalhadores. 
Forma de Estado: Federação; 
Sistema de governo: Presidencialismo. 
Mandatos eletivos – estabelecimento do mandato presidencial 
de cinco anos, proibindo-se reeleição. Os deputados teriam 
mandato de quatro anos, e sua reeleição seria permitida. Por sua 
vez, os senadores teriam mandato de oito anos, sendo em número 
de três para cada estado da federação. 
Independência e poder do Legislativo, Executivo e 
Judiciário 
Direitos dos cidadãos – garantia constitucional de direitos 
fundamentais, como a liberdade de pensamento, de crença 
religiosa, de expressão, de locomoção e de associação de classe.
 Procurou apoiar-se em vários partidos para combater o 
crescimento do PCB e de movimentos populares; 
 Suspensão das eleições sindicais; 
 Em 1947, coloca na ilegalidade o PCB, cassando o mandato 
de seus representantes no congresso; 
 Em 1948, intervenção em todos os sindicatos de 
trabalhadores do país. 
 Na política externa, no contexto da Guerra Fria , alia-se 
com os Estados Unidos. 
 Em 1946, após Conferência Interamericana para Manutenção 
da Paz e da Segurança do Continente, ocorrida em Petrópolis, 
o Brasil rompe relações diplomáticas com a União 
Soviética. 
 Em 1948, era fundada a Organização dos Estados Americanos 
(OEA) com ampla e ativa participação do Brasil no seu 
estabelecimento. 
12
 Colocado em prática o 
primeiro plano de governo 
do país, o chamado Plano 
SALTE (Saúde, 
Alimentação, Transporte e 
Energia). 
 Pavimentação da rodovia 
Rio São Paulo e instalação 
da Companhia Hidrelétrica 
do São Francisco. 
 No plano econômico foram 
consumidos os saldos 
acumulados durante a 2ª 
GM, graças à chamada Lei 
das Importações, que 
liberou a entrada de 
produtos estrangeiros no 
país. 
 Junto com este processo 
veio também um pesado 
processo inflacionário, 
visto que, para 
acompanhar o crédito, 
cresceu assustadoramente 
a emissão de papel 
moeda. 
 Tal situação gerou uma 
forte alta dos preços no 
mercado interno, 
diminuindo bruscamente o 
poder aquisitivo da 
população, principalmente 
nos primeiros anos do 
governo Dutra. 
13
14
15
 A partir de 1948, as 
importações precisavam de uma 
licença prévia fornecida pelo 
governo, reduzindo um pouco as 
importações, favorecendo a 
indústria nacional. 
 Ao mesmo tempo, o governo 
elevou o preço do café e das 
matérias primas no mercado 
internacional, procurando 
equilibrar a balança de comércio 
brasileiro. 
 A diminuição do poder aquisitivo 
da população acabava 
favorecendo ao governo de 
Vargas, devido à comparação 
que era feita involuntariamente 
pela população entre os dois 
governos. 
16
17 
Getúlio e o retorno ao poder
Eleito pelo voto direto – “nos braços do 
povo”
 Getúlio sempre buscou realizar um governo 
nacionalista cuja característica fosse à defesa dos 
interesses nacionais. 
 Dizia que era preciso “atacar a exploração das 
forças internacionais” para que o país alcançasse 
sua tão sonhada independência econômica. 
 Vargas procurou apagar a imagem de ditador do 
Estado Novo e construiu em seu lugar, a figura de 
um estadista democrata. 
 Além disso, retomou duas características que o 
consagraram: o nacionalismo e 
 conômico e a política de amparo aos trabalhadores 
urbanos, bandeiras políticas de forte apelo popular. 
19
 A proposta nacionalista de 
Vargas era questionada e 
atacada pelo governo 
norte americano, pelas 
empresas estrangeiras 
instaladas no Brasil ou por 
representante destas 
empresas, normalmente 
membros do grupo 
economicamente 
dominante no país, visto 
que tal modelo de política 
era considerado um perigo 
para estes grupos. 
(Nacionalismo X 
Imperialismo). 
20
 Estabeleceu-se no 
Congresso Nacional e na 
Imprensa um intenso 
debate entre os grupos 
NACIONALISTAS que 
apoiavam o modelo 
varguista, e os 
ENTREGUISTAS, que 
pretendiam uma vinculação 
e uma maior exploração do 
capital estrangeiro na 
economia brasileira. 
 Um dos momentos mais 
importantes do debate 
entre os dois grupos 
ocorreu quando da 
nacionalização da 
exploração do petróleo 
no Brasil. 
 O grupo nacionalista 
defendia que a extração 
e a distribuição do 
petróleo brasileiro 
fossem feitas por uma 
empresa brasileira e 
estatal, e pregavam o 
slogan “o petróleo é 
nosso. 
21
22
 A campanha do 
petróleo teve um 
final favorável ao 
grupo nacionalista e 
em 1953, foi criada a 
PETROBRÁS, 
empresa estatal 
responsável pelo 
monopólio total da 
extração e, 
parcialmente do 
refino do petróleo do 
país. 
23
 Ainda em 1953, o 
governo propôs uma 
Lei de Lucros 
Extraordinários - 
limitava a remessa de 
dinheiro das 
empresas 
estrangeiras para o 
exterior. A lei, no 
entanto, foi barrada 
no Congresso, devido 
às pressões dos 
grupos internacionais. 
 Diante das ameaças 
que a política 
nacionalista de 
Vargas passava a 
representar para o 
grande capital 
internacional e para 
os seus 
representantes no 
país, a oposição 
começou a 
articular-se. 
24
 A UDN derrotada nas eleições de 1946 (Dutra) e 
1950 (Vargas) torna-se o principal instrumento de 
contestação do governo. 
 O objetivo era articular a derrubada de Vargas do 
poder. Um dos principais líderes da oposição foi o 
jornalista Carlos Lacerda, político da UDN e diretor 
do jornal Tribuna da Imprensa (ou O Corvo). 
25
 Para as classes trabalhadoras das cidades, Vargas 
anunciava a construção de uma verdadeira 
“democracia social e econômica”. 
 Para o Presidente, democracia daria ao trabalhador 
não só os direitos políticos, mas também, o direito 
de desfrutar e beneficiar-se do progresso que ele 
mesmo criava com seu trabalho. 
 Em 1954, Vargas autorizava o aumento de 100% 
do salário mínimo, atendendo a proposta de seu 
Ministro do Trabalho João Goulart, para desta 
forma recompor o poder de compra do salário, 
corroído pela inflação do governo Dutra. 
 Tal decisão de Vargas acabou provocando uma 
enorme revolta entre o grupo patronal, que ainda 
era contra a organização da classe trabalhadora, 
estimulada pelo governo. Tal organização era vista 
como uma ameaça de esquerda aos interesses 
capitalistas. 
26
27
 A UDN e a imprensa de 
oposição continuaram a atacar 
violentamente o governo de 
Vargas, e os abusos de poder 
de outros elementos do 
governo, ligados ao Presidente. 
 Em agosto de 1954, o líder da 
oposição, Carlos Lacerda, 
acabou sendo vítima de um 
atentado de morte, ocorrido na 
porta do prédio onde morava 
em Copacabana (Atentado na 
Rua Toneleros). 
 Lacerda escapava do atentado 
ferido com um tiro no pé, mas 
seu guarda costas e também 
Major da Aeronáutica que o 
acompanhava, Rubem Vaz, 
acabou morrendo no atentado. 
28
 As investigações feitas pela Aeronáutica após o 
atentado, acabaram levando a prisão dos assassinos e 
a vinculação destes com Gregório Fortunato, chefe da 
guarda pessoal de Getúlio, criando-se desta forma, a 
relação de que a oposição precisava para pressionar 
Vargas a deixar o cargo de presidente. 
 A situação de Getúlio mostrou-se insustentável: Seus 
Ministros começaram a pressioná-lo para que se 
afastasse temporariamente do governo; os Militares, 
porém queriam que ele renunciasse definitivamente. 
 Diante de tal situação as pressões aumentaram e em 
22 e 23 de agosto surgiram manifestações militares 
exigindo a renúncia de Getúlio Vargas. 
 O presidente, entretanto, recusava-se deixar o cargo, 
mesmo denunciando as manobras oposicionistas, o 
presidente ficava cada vez mais isolado no poder. 
29
 Na noite de 23 de 
agosto de 1954, 
Getúlio teve uma 
reunião com todo o 
Ministério e, ao 
encerrá-la, afirmou: 
“como não 
chegaram a 
nenhuma 
conclusão, declaro 
que aceito a licença. 
Mas, se vierem 
depor-me, 
encontrarão o meu 
cadáver”. 
30
 Em 24 de agosto 
Getúlio recebe mais 
um ultimato, desta 
vez com a assinatura 
do Ministro de Guerra 
Zenóbio da Costa, 
exigindo seu 
afastamento. Isolado 
no palácio do Catete, 
Getúlio Vargas 
prepara seu último 
ato político, redige 
uma carta testamento 
e se suicida com um 
tiro no coração. 
 A morte de Vargas 
comoveu grande 
parte da população, 
gerando um clima de 
comoção nacional. 
 Carlos Lacerda fugiu 
do país, com medo de 
uma reação popular. 
Os diretórios da UDN 
por todo o país foram 
destruídos pelo povo. 
31
32
PTB: Com a morte de Getúlio, 
ficava sem um grande nome, 
visto que João Goulart, que 
poderia assumir a liderança, fora 
contestado em face de sua pouca 
idade e experiência política. 
UDN: Apontada como causadora 
da morte de Getúlio, estava 
desgastada e não tinha condições 
de apresentar qualquer nome, 
naquele momento, que pudesse 
ganhar as eleições. 
PSD: Partido que estava coligado 
com o PTB e que, portanto, 
poderia apresentar uma 
candidatura, o ex Governador de 
MG, Juscelino Kubitschek de Oliveira. 
 Os meses que ainda faltavam 
para completar o mandado de 
Getúlio, a sucessão da 
presidência caberia ao vice 
Café Filho, que se afastou do 
poder por motivos de saúde. 
 Pela ordem sucessória, seria 
a vez de Carlos Luz 
Presidente da Câmara dos 
Deputados, porém como era 
da UDN renuncia e assume 
Nereu Ramos, na época 
Presidente do Senado. 
 Assumindo o poder, deflagrou 
o processo de sucessão 
eleitoral, desviando para esta 
disputa a atenção da nação. 
 O quadro político, neste 
momento era bastante 
simples: 
33
34
 O período de um ano e meio que vai 
da morte de Getúlio Vargas até a 
posse do novo presidente, foi 
marcado por uma grande turbulência 
social e política. 
 Foram realizadas novas eleições 
presidenciais em 1955, com 
vencedores JK e como vice João 
Goulart. 
 Após sua vitória nas urnas, Juscelino 
teve que contar com o apoio do 
General Henrique Teixeira Lott, 
Ministro de Guerra, para sufocar dois 
movimentos de setores militares, que 
tentavam impedir a sua posse, sob a 
alegação que sua candidatura e de 
João Goulart (Vice) tinham sido 
financiadas por grupos comunistas 
internacionais. 
35
 JK orientou todo o seu 
governo para promover 
transformações radicais na 
estrutura econômica do país, 
era o nacional 
desenvolvimentismo 
substituindo o nacionalismo 
econômico de Vargas. 
 Pretendia acelerar o processo 
de desenvolvimento industrial 
brasileiro, contando com o 
chamado, Plano de Metas, 
programa de governo cujo 
slogan era: “fazer o Brasil 
crescer 50 anos em 5”. Para 
tal, era necessário à entrada 
de empresas multinacionais, 
sendo as primeiras às 
indústrias automobilísticas 
(Ford, GM, Willys, VW). 
36
37
 Os anos JK foram um período 
de euforia social e crescimento 
econômico. 
 A implantação da indústria 
automobilística, a construção 
de Brasília, o “respeito” às 
liberdades democráticas, além 
da notável habilidade do 
presidente em lidar com as 
crises políticas e as pressões 
sociais, tudo isso alimentou 
um clima de liberdade e 
progresso. 
 No entanto, houve várias 
reações a política de JK, e 
partiram de vários setores da 
sociedade: 
 As classes médias - 
insatisfeitas com a política 
desenvolvimentista, que havia 
provocado aumento da inflação 
e um endividamento do país 
com o exterior; 
 Os problemas sociais de 
fome, analfabetismo e 
desemprego não se 
resolveram, a despeito de 
medidas como a construção 
de Brasília; por um lado à 
construção da nova capital 
demandou enorme utilização 
de mão de obra, por outro, 
aumentou a inflação por 
causa dos vultosos recursos 
gastos. 
 Setores rurais não se 
beneficiaram da 
modernização, pois a política 
clientelística dos coronéis 
emperrava qualquer iniciativa 
inovadora. 
 Assim os desequilíbrios entre 
o campo e a cidade se 
acentuaram. 
 “50 anos em 5?”. 
Certamente não. 
38
 Transformações 
importantes: a expansão da 
industrial, a urbanização, a 
consolidação democrática 
nos termos da constituição 
vigente. 
 O modelo 
desenvolvimentista de JK, 
porém pagou um preço 
alto: abertura total da 
economia ao capital 
estrangeiro, às grandes 
multinacionais, e a 
submissão político 
econômica à hegemonia 
norte americana. 
 O custo social interno foi 
igualmente elevado; 
descontrole inflacionário, 
pesando especialmente 
sobre os assalariados 
 Parece claro que 
crescimento econômico não 
significa desenvolvimento 
econômico. 
 No governo JK houve um 
crescimento econômico e 
uma maior concentração de 
renda nas mãos da 
burguesia nacional e 
estrangeira, das camadas 
altas e médias, não houve, 
portanto desenvolvimento 
econômico. 
39
Consequências da política 
desenvolvimentista 
 Diversificação econômica; 
 Desnacionalização da economia; 
 Inflação e dívida externa; 
 Aumento da dependência econômica; 
 Aumento das disparidades regionais; 
 Surgimento das Ligas Camponesas;
Consequências do desenvolvimentismo
Os Movimentos sociais 
www.memoriaviva.com.br 
Manifestação das Ligas Camponesas criadas por 
Francisco Julião, no município de Vitória de Santo 
Antão em 1955 em Pernambuco.
 Por fim não foi apenas no 
campo da estabilidade 
política e do crescimento 
econômico que o governo 
Juscelino foi excepcional. 
 Seu quinquênio 
correspondeu também a um 
momento de grande 
produção cultural, de novas 
propostas literárias, de 
grande politização do 
pensamento e de uma 
euforia no campo das artes 
plásticas, da música, dos 
esportes. 
 Em 1956 é publicada a obra 
de Guimarães Rosa, Grande 
Sertão Veredas, e dois anos 
depois Jorge Amado publica 
Gabriela, Cravo e Canela. 
44
 Gianfrencesco Guarnieri 
encena “Eles não usam 
Black Tie”, retratando 
aspectos da vida operária. 
 Já o cinema buscava 
romper com a linguagem 
convencional. Dentre as 
filmes de cunho social, 
podemos citar Rio 40º, de 
Nelson Pereira dos Santos, 
que retrata a população 
pobre dos morros 
cariocas. 
 A juventude se libertava 
dos bens comportados 
“bailinhos familiares”, 
desconsolava os rostos, e 
se soltava ao som de um 
novo balanço: “O Rock and 
Roll”. 
45
A cultura nos anos 1950 e 1960 no Brasil
A cultura brasileira no final da década de 50 
O Brasil mudara e os brasileiros tinham sonhos 
de consumo. Os carros nacionais, Gordini, DKW 
Vemag, Aero-Willys, o Fusquinha e os 
aparelhos eletrodomésticos, em especial os 
aparelhos de TV, eram desejados por todos. 
www.imagick.org.br 
O Brasil se projetara no exterior através da 
atriz Carmem Miranda e do personagem dos 
desenhos de Wall Disney, Zé Carioca, que 
fora inspirado no Brasil.
Anos Dourados
Início da Televisão no Brasil
Surgimento da Bossa Nova
Conquistas do futebol brasileiro
52
53 
GESTÃO BREVE E CHEIA DE SURPRESAS
 Jânio governou o país, 
num momento de forte 
crise financeira, com uma 
extensa inflação e um 
déficit na balança de 
pagamentos, 
acompanhado por uma 
crescente divida externa. 
 Para combater tal 
situação, Jânio instaurou 
uma política anti-inflacionária, 
restringindo 
os créditos, congelando os 
salários e incentivando as 
exportações. 
54
 A inflação estava 
altíssima, decorrente 
das constantes 
emissões monetárias 
e a dívida externa, a 
desvalorização da 
moeda, a falta de 
correspondência 
entre o aumento dos 
salários e do custo de 
vida. 
55
 A presença de grandes 
tensões sociais 
decorrentes desses 
fatores, culminavam em 
violentas disparidades 
regionais, e na a 
existência de bolsões de 
miséria. 
 Os constantes êxodos de 
nordestinos e camponeses 
de outros estados que 
procuravam nas cidades 
industrializadas fugir da 
miséria do campo e as 
exigências do capital 
monopolista trouxeram 
para Juscelino um 
resultado eleitoral 
inesperado nas eleições 
de 1960: a derrota de seu 
candidato Enrique Teixeira 
Lott. 
56
 Pela primeira vez, desde 1945, a 
coligação PTB/PSD perdia uma eleição 
presidencial, isto só se explica pelos 
graves problemas nacionais expostos. 
 O vitorioso Jânio da Silva Quadros, que 
já fora vereador, prefeito e governador 
de SP, possuidor de um carisma e de 
uma habilidade que lhe permitiram 
manobrar a massa trabalhadora com 
discursos e gestos populistas, e com 
promessas de salvá-los dos problemas 
mais sérios. Sua campanha tinha como 
símbolo uma vassoura, para “varrer a 
corrupção” conforme ele mesmo 
pregava. 
 Seus principais apelos políticos eram 
dirigidos às classes médias urbanas, 
que desejavam um governo dinâmico e 
honesto, com um líder carismático 
capaz de beneficiá-los 
economicamente. 
57
 Jânio Quadros assumiu a 
presidência em janeiro de 
1961, e desde os primeiros 
momentos de seu governo 
buscou colocar em prática 
as promessas feitas 
durante a campanha: uma 
austera política externa 
independente que 
preservasse a imagem do 
Brasil como nação 
autônoma, o combate à 
corrupção e a especulação. 
 A crise financeira herdada da 
gestão anterior não era de fácil 
solução. 
 Soma-se ao alto índice de 
inflação e dívida externa. De 
acordo com compromissos 
assumidos pelo governo JK, o 
Brasil teria de pagar 2 bilhões 
de dólares de dívida, durante o 
governo de Jânio, e só em 1961 
deveria ser saldado 600 
milhões. 
 Era sem dúvida uma situação 
que exigia de Jânio Quadros 
esforços extraordinários, e em 
busca de uma solução o 
presidente lançou uma política 
anti-inflacionária ortodoxa, 
sintetizada numa reforma 
cambial e no congelamento dos 
salários. 
58
 A desvalorização da moeda tinha 
por objeto principal o incremento 
das exportações que resultaria no 
aumento das reservas em moeda 
estrangeira e redução do déficit 
governamental. 
 A austeridade da política 
econômica de Jânio teve o aval do 
FMI, cuja relação com o Brasil 
havia sido interrompida no 
governo de JK. 
 Isso facilitou as novas 
negociações com os credores 
externos, resultando em um novo 
empréstimo de 2 bilhões de 
dólares. 
 Os novos empréstimos 
significavam que Jânio, no início 
de seu governo, ganhava 
confiança da comunidade 
financeira internacional, aliviada 
com a possibilidade de 
estabilização financeira que 
poderia equilibrar as contas 
estrangeiras no Brasil. 
59
 Contudo, internamente, a situação 
era diferente. 
 A política de redução do crédito 
bancário, e a retirada de subsídios, 
afetava as empresas de pequeno e 
médio porte, acostumadas com os 
“favores” cambiais do governo 
anterior. 
 As classes trabalhadoras também 
se manifestavam e protestavam 
contra o congelamento dos salários 
e os aumentos do pão e dos 
transportes, provocados pela 
retirada dos subsídios do trigo e 
dos combustíveis. 
 Com essa política Jânio começava a 
ter contra si as mesmas forças 
urbanas que o elegeram. 
 O preço político de sua ortodoxia 
econômica tornava-se alto demais. 
 E isso traria consequências 
desagradáveis a toda nação em 
curtíssimo prazo. 
60
 Em nível de 
política 
externa, o 
Ministro das 
Relações 
Exteriores, 
Afonso 
Arinos, 
procurou 
desenvolver 
uma política 
independente 
, tentando 
desvincular o 
país dos dois 
grandes 
blocos 
políticos: EUA 
e URSS. 
Restaurou as relações diplomáticas com a 
União Soviética, além de condecorar um 
dos líderes da revolução cubana, o 
argentino Ernesto “Che” Guevara. Apoiara 
o ingresso da República Popular da China 
(comunista) na ONU. 
Tais atitudes começaram a preocupar os 
representantes norte-americanos, assim 
como os setores brasileiros ligados 61 
ao 
capital internacional
 A postura independente 
assumida pelo presidente, 
cujo objetivo econômico era a 
ampliação dos mercados 
externos e o consequente 
aumento das exportações 
brasileiras, provocara acirrada 
campanha interna da 
conservadora oposição civil e 
militar. 
 As facções conservadoras, 
principalmente as ligadas a 
UDN, em concordância com 
grupos norte-americanos e 
europeus que atacavam a 
política econômica 
independente, na medida em 
que ela contrariava seus 
interesses político-econômicos, 
afirmavam que 
era preciso evitar a 
“esquerdização” do país e 
fazê-lo retornar à liderança 
dos EUA. 
62
 A UDN rompe 
definitivamente com 
Jânio e um de seus 
mais ferrenhos 
opositores foi o 
governador do estado 
da Guanabara Carlos 
Lacerda, que acusou o 
presidente de estar 
preparando um golpe 
de Estado. 
 Sem apoio dos setores 
populares, não restou a 
Jânio outra alternativa 
senão renunciar o 
cargo. 
63
 A renúncia faria parte 
de um plano para 
instituir um governo 
forte, pretendia que 
seus Ministros 
militares não 
aceitassem a renúncia 
e garantindo-lhe 
maiores poderes. 
Pretendia também, que os militares não 
aceitassem a entrega da Presidência ao vice 
João Goulart contra o qual havia uma 
generalizada indisposição militar. 
O Tiro saiu pela culatra. 
64
 Alegando pressões das 
chamadas “forças 
ocultas” o presidente, 
renunciou após sete 
meses de governo, 
provocando uma crise 
política, já que seu 
vice estava ausente no 
país em visita a China 
(Comunista). 
 Como solução, foi 
dada a posse ao 
presidente da Câmara 
dos Deputados, 
Ranieri Mazzili. 
65
67 
O FRACASSO DO NACIONALISMO REFORMISTA
 O passado getulista de 
Goulart, além de suas 
ligações com os sindicatos e 
sua proposta reformista e 
nacionalista, levou a 
formação de duas correntes 
de opiniões: 
Uma liderada por Carlos Lacerda / UDN, que procurou, com o apoio de 
setores e de ministros militares, e do grande empresariado, impedir a 
posse de João Goulart, alegando que o mesmo se ausentara do país sem 
autorização, logo ficando impedido de tomar posse. 
Outra defendia a legalidade constitucional, com grande parcela dos 
sindicalistas e trabalhadores, profissionais liberais e pequenos 
empresários, apoiando a posse de Goulart, já que o mesmo estava 
representando o governo brasileiro e, portanto, em condições legais para 
assumir o poder. 
68
 Diante de tal 
quadro de 
dualidade, o 
Exército acabou 
dividido entre as 
duas correntes, 
mas o apoio do 
Marechal Lopes 
comandante do III 
Exército, Jango 
acabou tendo sua 
posse garantida. 
69
 Para que a posse ocorresse, foi necessário um acordo 
político entre as duas correntes, resultando deste 
acordo à adoção do sistema parlamentarista de 
governo em setembro de 1961. 
 Por essa medida, os poderes do presidente ficavam 
limitados, sendo esta a condição negociada para 
Goulart assumir o poder. 
 Para o cargo de Presidente do conselho de Ministros, 
foi eleito pela Câmara dos Deputados Tancredo 
Neves. 
70
 Contando com um 
forte apoio popular, 
Jango convocou um 
plebiscito para 6 de 
janeiro de 1963, onde 
o povo foi consultado 
sobre a manutenção 
ou não do sistema 
parlamentarista. 
 O resultado foi à 
vitória esmagadora 
do presidencialismo, 
devolvendo assim, os 
poderes retirados em 
1961 a João Goulart. 
71
 Após o resultado do 
plebiscito, Goulart assumiu 
plenamente o poder 
presidencial, reforçando a 
partir de então, sua linha de 
governo de tendência 
nacionalista e política 
externa independente. 
 Jango tomou posse num 
momento em que crescia 
assustadoramente o déficit 
governamental, declinavam 
as receitas totais das 
exportações, aumentava 
sensivelmente a taxa de 
inflação e reduziam-se os 
empréstimos externos e os 
financiamentos. 
72
 A rápida deterioração 
da economia exigia que 
o governo buscasse 
soluções para o 
profundo impasse e 
dificuldades por que 
passava a sociedade 
brasileira. 
 O governo tinha que 
canalizar esforços que 
possibilitassem o 
aumento dos 
empréstimos externos, 
a renegociação da 
dívida externa, a 
retomada do 
crescimento econômico, 
o alívio das tensões 
sociais e o combate à 
inflação. 
 A crise econômica, no 
entanto era uma 
realidade, obrigando o 
Ministro do 
Planejamento e da 
Coordenação 
Econômica, Celso 
Furtado, a implementar 
o chamado Plano 
Trienal que havia 
sido elaborado ainda 
durante o período 
parlamentarista, para 
combater os problemas 
de ordem econômica. 
73
No entanto, exigia também uma ampla austeridade 
 A proposta do Plano Trienal acabava 
econômica e financeira. O Plano buscava: 
entrando em colisão com a política de 
mobilização popular, isto porque o plano 
econômico visava combater a inflação e 
promover o desenvolvimento da economia a 
partir do setor industrial. 
74 
Promover uma melhor distribuição das riquezas 
nacionais, atacando os latifúndios improdutivos 
para defender os interesses sociais; 
Encampar as refinarias particulares de petróleo; 
Reduzir a dívida brasileira; 
Diminuir a inflação e manter o crescimento 
econômico, sem sacrificar exclusivamente os 
trabalhadores;
 Na época as massas 
trabalhadoras 
mobilizavam-se 
cada vez mais 
contra as 
explorações das 
classes dominantes. 
 Apavorados com as 
ideias de perder 
seus lucros e 
privilégios, os 
empresários 
começavam a se 
articular contra 
Jango. 
75
A Reforma Agrária, com a divisão dos latifúndios, 
para facilitar o acesso a terra a milhões de 
lavradores que desejavam trabalhar e produzir no 
campo, controlando, com isso o êxodo rural; 
A Reforma Tributária para corrigir as 
desigualdades sociais na distribuição 
dos deveres entre ricos e pobres, 
patrões e empregados; 
A Reforma Eleitoral, para dar aos analfabetos o 
direito de votar e participar da vida pública; 
A Reforma Universitária, ampliando 
as vagas nas faculdades públicas e 
acesso de estudantes a órgãos 
diretivos educacionais. 
A Reforma Urbana, para socorrer milhões de 
favelados e moradores de cortiços nas grandes 
cidades; 
76
 Tais transformações 
ameaçavam os 
interesses dos setores 
tradicionais da 
sociedade brasileira, 
que reforçaram a 
oposição a Jango. 
 Jango deu ênfase ainda 
a sua política 
nacionalista, 
elaborando leis, 
limitando a remessa de 
lucros para o exterior, 
monopolizou a 
importação do petróleo 
e tomou posse das 
refinarias de petróleo 
particulares. 
77
 A tensão atingiu o auge quando Jango criou a 
lei implementando o 13º salário, que foi 
recusado pelo Congresso, levando os 
trabalhadores a entrarem em greve. 
 Ao mesmo tempo, os movimentos populares 
pressionavam o governo para que as reformas 
fossem concretizadas e até ampliadas. 
 Sob aplauso de trabalhadores, decretava a 
nacionalização das refinarias de petróleo e 
desapropriava terras à margem das ferrovias, 
rodovias e em regiões de irrigação de açudes. 
78
 Tais medidas atendiam aos setores 
particulares e rurais da sociedade brasileira, 
inclusive as Ligas Camponesas, que acenavam 
com perspectiva de uma revolução camponesa 
socialista, nos moldes ocorridos em Cuba. 
 A reação dos proprietários rurais e setores da 
burguesia não demorou. 
79
 Realizaram uma grande mobilização com 
400.000 pessoas, a chamada Marcha da 
Família com Deus pela Liberdade, 
demonstrando o descontentamento com o 
apoio político assumido pelo governo. 
 Significava uma passeata anticomunista 
pelas ruas centrais da cidade, onde as 
pessoas rezavam para que o Brasil não fosse 
atingido pelo comunismo, pois acreditavam 
que João Goulart era comunista e que estes 
iriam desembarcar no Brasil e tomar a 
sociedade. 
80
Tal manifestação acabou marcando o início do 
movimento organizado por grupos de oficiais 
das Forças Armadas, provocando desta forma, 
81 
um movimento de confrontação entre a 
oficialidade e os sargentos marinheiros. 
Diante de tal quadro de confrontação, 
oficiais aparentemente neutros, acabaram 
por apoiar a conspiração e a derrubada do 
governo de João Goulart.
 No dia 31 de março 
de 1964, iniciou-se 
um movimento que 
acabou depondo João 
Goulart em abril do 
mesmo ano. 
 Este movimento foi 
liderado pelos 
Generais Luis Carlos 
Guedes e Olímpio 
Mourão Filho de MG, 
e Carlos Lacerda da 
Guanabara 
82
 Jango acabou sendo 
totalmente abandonado 
pelos militares legalistas. 
 A greve geral decretada 
pela CGT fracassou e as 
manifestações civis foram 
facilmente reprimidas. 
 No Rio Grande do Sul, os 
partidários do Governador 
Leonel Brizola, cunhado e 
partidário do Presidente, 
não resistiram e, João 
Goulart abandonou Brasília 
em 1º de abril de 1964, foi 
para o RS e depois se 
abrigou no Uruguai aonde 
veio a falecer anos mais 
tarde. 
 O golpe político foi muito 
bem visto pelos EUA, 
preocupados com o 
avanço de uma política 
neutralista e nacionalista 
pregada pelo governo civil 
de Jango. 
 A neutralidade defendida 
por uma política externa 
independente e a não 
intervenção nos assuntos 
internos dos países, 
entenda-se a respeito à 
soberania nacional, 
irritava os Estados Unidos, 
que desejavam a 
formação de um bloco 
anticomunista no 
continente, em função da 
posição cubana. 
83
 A reação ao golpe foi quase nula, sem proteção 
civil ou militar, o governo desmoronou. 
 O senado declarou vaga a presidência e 
empossou o presidente da Câmara, Ranieri 
Mazzili. 
84 
Chegava ao fim um governo 
democraticamente eleito e um 
regime constitucional legítimo, 
assim como chegava ao fim a 
República Populista.
85
ATÉ A PRÓXIMA AULA....

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Período democrático 1946 a 1964 - História do Brasil

  • 1. 3º ano Prof.ªMarilia Pimentel República Populista Bóris Fausto
  • 2.  Após Segunda Guerra Mundial, os ideais democráticos tomaram conta de grande parte do mundo ocidental.  No Brasil não foi diferente: houve eleições gerais no país e a sociedade brasileira viveu um período de grande efervescência política e cultural.
  • 3.  A República Populista : O que foi o populismo  Período que vai de decadência do Estado Novo à derrubada de João Goulart pelo golpe militar de 1964.  O populismo se caracterizou-se pela demagogia e pelo assistencialismo.  Os governos de Vargas foram populistas.  No rol dos políticos populistas, além de Vargas, estavam João Goulart, Leonel Brizola, Jânio Quadros, Carlos Lacerda e Ademar de Barros.
  • 4.  Volta da Democracia : Eleições e a nova Constituição  A renúncia forçada de Getúlio Vargas, em outubro de 1945, marcou o fim do regime autoritário do Estado Novo.  A redemocratização iniciou-se com a realização de eleições gerais em todo o Brasil, em dezembro desse mesmo ano.  Para a presidência da República, foi eleito o general Eurico Gaspar Dutra.
  • 5. As eleições de 1945  Eduardo Gomes (UDN)  Eurico Gaspar Dutra (PSD-PTB)  Yedo Fiúza (PCB)
  • 6. 6
  • 7.  GOVERNO DUTRA (1946-1950) conservador na política, liberal na economia  O General Eurico Gaspar Dutra, candidato à presidência pelos PSD, venceu as eleições e assumiu a Presidência em 1946.  No mesmo ano, Dutra convocou uma Assembleia Constituinte para elaborar a quinta Constituição do país.  Todos os partidos políticos, inclusive o Partido Comunista, participaram da elaboração da nova Constituição.  Apesar disso, na Assembleia dominaram os representantes do liberalismo, vinculados aos setores rurais com sentido conservador (PSD). Influências político-partidárias:  PTB: de ideologia populista, que mantinha e reforçava a tradição inaugurada por Vargas.  UDN: reunia elementos antigetulistas e eram de ideologia liberal.  PSD: inspirado por Getúlio, partido do Presidente que apoiado pelo PTB venceu as eleições com a maioria esmagadora dos votos.  PCB: de base urbana, com penetração no meio militar e apoiado pelo operariado.
  • 8.  A Constituição de 1946  Foi promulgada em 18 de setembro de 1946, a quinta Constituição brasileira (a quarta republicana) que vigorou até 1967.  É considerada liberal, que retomava vários aspectos da Constituição de 1934 e que haviam sido suprimidos na Constituição outorgada de 1937.
  • 9.  A Constituição de 1946 • Princípios básicos: Direito de voto – voto secreto e universal para maiores de 18 anos. Continuavam sem direito de voto analfabetos, cabos e soldados Regime político: Democracia; Forma de governo: República; Direito trabalhista – preservação da legislação trabalhista da Era Vargas, tendo como novidade a garantia, constitucional do direito de greve para os trabalhadores, mediante apreciação da Justiça do Trabalho. Manteve-se o controle, pelo governo, dos sindicatos de trabalhadores. Forma de Estado: Federação; Sistema de governo: Presidencialismo. Mandatos eletivos – estabelecimento do mandato presidencial de cinco anos, proibindo-se reeleição. Os deputados teriam mandato de quatro anos, e sua reeleição seria permitida. Por sua vez, os senadores teriam mandato de oito anos, sendo em número de três para cada estado da federação. Independência e poder do Legislativo, Executivo e Judiciário Direitos dos cidadãos – garantia constitucional de direitos fundamentais, como a liberdade de pensamento, de crença religiosa, de expressão, de locomoção e de associação de classe.
  • 10.
  • 11.
  • 12.  Procurou apoiar-se em vários partidos para combater o crescimento do PCB e de movimentos populares;  Suspensão das eleições sindicais;  Em 1947, coloca na ilegalidade o PCB, cassando o mandato de seus representantes no congresso;  Em 1948, intervenção em todos os sindicatos de trabalhadores do país.  Na política externa, no contexto da Guerra Fria , alia-se com os Estados Unidos.  Em 1946, após Conferência Interamericana para Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, ocorrida em Petrópolis, o Brasil rompe relações diplomáticas com a União Soviética.  Em 1948, era fundada a Organização dos Estados Americanos (OEA) com ampla e ativa participação do Brasil no seu estabelecimento. 12
  • 13.  Colocado em prática o primeiro plano de governo do país, o chamado Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia).  Pavimentação da rodovia Rio São Paulo e instalação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco.  No plano econômico foram consumidos os saldos acumulados durante a 2ª GM, graças à chamada Lei das Importações, que liberou a entrada de produtos estrangeiros no país.  Junto com este processo veio também um pesado processo inflacionário, visto que, para acompanhar o crédito, cresceu assustadoramente a emissão de papel moeda.  Tal situação gerou uma forte alta dos preços no mercado interno, diminuindo bruscamente o poder aquisitivo da população, principalmente nos primeiros anos do governo Dutra. 13
  • 14. 14
  • 15. 15
  • 16.  A partir de 1948, as importações precisavam de uma licença prévia fornecida pelo governo, reduzindo um pouco as importações, favorecendo a indústria nacional.  Ao mesmo tempo, o governo elevou o preço do café e das matérias primas no mercado internacional, procurando equilibrar a balança de comércio brasileiro.  A diminuição do poder aquisitivo da população acabava favorecendo ao governo de Vargas, devido à comparação que era feita involuntariamente pela população entre os dois governos. 16
  • 17. 17 Getúlio e o retorno ao poder
  • 18. Eleito pelo voto direto – “nos braços do povo”
  • 19.  Getúlio sempre buscou realizar um governo nacionalista cuja característica fosse à defesa dos interesses nacionais.  Dizia que era preciso “atacar a exploração das forças internacionais” para que o país alcançasse sua tão sonhada independência econômica.  Vargas procurou apagar a imagem de ditador do Estado Novo e construiu em seu lugar, a figura de um estadista democrata.  Além disso, retomou duas características que o consagraram: o nacionalismo e  conômico e a política de amparo aos trabalhadores urbanos, bandeiras políticas de forte apelo popular. 19
  • 20.  A proposta nacionalista de Vargas era questionada e atacada pelo governo norte americano, pelas empresas estrangeiras instaladas no Brasil ou por representante destas empresas, normalmente membros do grupo economicamente dominante no país, visto que tal modelo de política era considerado um perigo para estes grupos. (Nacionalismo X Imperialismo). 20
  • 21.  Estabeleceu-se no Congresso Nacional e na Imprensa um intenso debate entre os grupos NACIONALISTAS que apoiavam o modelo varguista, e os ENTREGUISTAS, que pretendiam uma vinculação e uma maior exploração do capital estrangeiro na economia brasileira.  Um dos momentos mais importantes do debate entre os dois grupos ocorreu quando da nacionalização da exploração do petróleo no Brasil.  O grupo nacionalista defendia que a extração e a distribuição do petróleo brasileiro fossem feitas por uma empresa brasileira e estatal, e pregavam o slogan “o petróleo é nosso. 21
  • 22. 22
  • 23.  A campanha do petróleo teve um final favorável ao grupo nacionalista e em 1953, foi criada a PETROBRÁS, empresa estatal responsável pelo monopólio total da extração e, parcialmente do refino do petróleo do país. 23
  • 24.  Ainda em 1953, o governo propôs uma Lei de Lucros Extraordinários - limitava a remessa de dinheiro das empresas estrangeiras para o exterior. A lei, no entanto, foi barrada no Congresso, devido às pressões dos grupos internacionais.  Diante das ameaças que a política nacionalista de Vargas passava a representar para o grande capital internacional e para os seus representantes no país, a oposição começou a articular-se. 24
  • 25.  A UDN derrotada nas eleições de 1946 (Dutra) e 1950 (Vargas) torna-se o principal instrumento de contestação do governo.  O objetivo era articular a derrubada de Vargas do poder. Um dos principais líderes da oposição foi o jornalista Carlos Lacerda, político da UDN e diretor do jornal Tribuna da Imprensa (ou O Corvo). 25
  • 26.  Para as classes trabalhadoras das cidades, Vargas anunciava a construção de uma verdadeira “democracia social e econômica”.  Para o Presidente, democracia daria ao trabalhador não só os direitos políticos, mas também, o direito de desfrutar e beneficiar-se do progresso que ele mesmo criava com seu trabalho.  Em 1954, Vargas autorizava o aumento de 100% do salário mínimo, atendendo a proposta de seu Ministro do Trabalho João Goulart, para desta forma recompor o poder de compra do salário, corroído pela inflação do governo Dutra.  Tal decisão de Vargas acabou provocando uma enorme revolta entre o grupo patronal, que ainda era contra a organização da classe trabalhadora, estimulada pelo governo. Tal organização era vista como uma ameaça de esquerda aos interesses capitalistas. 26
  • 27. 27
  • 28.  A UDN e a imprensa de oposição continuaram a atacar violentamente o governo de Vargas, e os abusos de poder de outros elementos do governo, ligados ao Presidente.  Em agosto de 1954, o líder da oposição, Carlos Lacerda, acabou sendo vítima de um atentado de morte, ocorrido na porta do prédio onde morava em Copacabana (Atentado na Rua Toneleros).  Lacerda escapava do atentado ferido com um tiro no pé, mas seu guarda costas e também Major da Aeronáutica que o acompanhava, Rubem Vaz, acabou morrendo no atentado. 28
  • 29.  As investigações feitas pela Aeronáutica após o atentado, acabaram levando a prisão dos assassinos e a vinculação destes com Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio, criando-se desta forma, a relação de que a oposição precisava para pressionar Vargas a deixar o cargo de presidente.  A situação de Getúlio mostrou-se insustentável: Seus Ministros começaram a pressioná-lo para que se afastasse temporariamente do governo; os Militares, porém queriam que ele renunciasse definitivamente.  Diante de tal situação as pressões aumentaram e em 22 e 23 de agosto surgiram manifestações militares exigindo a renúncia de Getúlio Vargas.  O presidente, entretanto, recusava-se deixar o cargo, mesmo denunciando as manobras oposicionistas, o presidente ficava cada vez mais isolado no poder. 29
  • 30.  Na noite de 23 de agosto de 1954, Getúlio teve uma reunião com todo o Ministério e, ao encerrá-la, afirmou: “como não chegaram a nenhuma conclusão, declaro que aceito a licença. Mas, se vierem depor-me, encontrarão o meu cadáver”. 30
  • 31.  Em 24 de agosto Getúlio recebe mais um ultimato, desta vez com a assinatura do Ministro de Guerra Zenóbio da Costa, exigindo seu afastamento. Isolado no palácio do Catete, Getúlio Vargas prepara seu último ato político, redige uma carta testamento e se suicida com um tiro no coração.  A morte de Vargas comoveu grande parte da população, gerando um clima de comoção nacional.  Carlos Lacerda fugiu do país, com medo de uma reação popular. Os diretórios da UDN por todo o país foram destruídos pelo povo. 31
  • 32. 32
  • 33. PTB: Com a morte de Getúlio, ficava sem um grande nome, visto que João Goulart, que poderia assumir a liderança, fora contestado em face de sua pouca idade e experiência política. UDN: Apontada como causadora da morte de Getúlio, estava desgastada e não tinha condições de apresentar qualquer nome, naquele momento, que pudesse ganhar as eleições. PSD: Partido que estava coligado com o PTB e que, portanto, poderia apresentar uma candidatura, o ex Governador de MG, Juscelino Kubitschek de Oliveira.  Os meses que ainda faltavam para completar o mandado de Getúlio, a sucessão da presidência caberia ao vice Café Filho, que se afastou do poder por motivos de saúde.  Pela ordem sucessória, seria a vez de Carlos Luz Presidente da Câmara dos Deputados, porém como era da UDN renuncia e assume Nereu Ramos, na época Presidente do Senado.  Assumindo o poder, deflagrou o processo de sucessão eleitoral, desviando para esta disputa a atenção da nação.  O quadro político, neste momento era bastante simples: 33
  • 34. 34
  • 35.  O período de um ano e meio que vai da morte de Getúlio Vargas até a posse do novo presidente, foi marcado por uma grande turbulência social e política.  Foram realizadas novas eleições presidenciais em 1955, com vencedores JK e como vice João Goulart.  Após sua vitória nas urnas, Juscelino teve que contar com o apoio do General Henrique Teixeira Lott, Ministro de Guerra, para sufocar dois movimentos de setores militares, que tentavam impedir a sua posse, sob a alegação que sua candidatura e de João Goulart (Vice) tinham sido financiadas por grupos comunistas internacionais. 35
  • 36.  JK orientou todo o seu governo para promover transformações radicais na estrutura econômica do país, era o nacional desenvolvimentismo substituindo o nacionalismo econômico de Vargas.  Pretendia acelerar o processo de desenvolvimento industrial brasileiro, contando com o chamado, Plano de Metas, programa de governo cujo slogan era: “fazer o Brasil crescer 50 anos em 5”. Para tal, era necessário à entrada de empresas multinacionais, sendo as primeiras às indústrias automobilísticas (Ford, GM, Willys, VW). 36
  • 37. 37
  • 38.  Os anos JK foram um período de euforia social e crescimento econômico.  A implantação da indústria automobilística, a construção de Brasília, o “respeito” às liberdades democráticas, além da notável habilidade do presidente em lidar com as crises políticas e as pressões sociais, tudo isso alimentou um clima de liberdade e progresso.  No entanto, houve várias reações a política de JK, e partiram de vários setores da sociedade:  As classes médias - insatisfeitas com a política desenvolvimentista, que havia provocado aumento da inflação e um endividamento do país com o exterior;  Os problemas sociais de fome, analfabetismo e desemprego não se resolveram, a despeito de medidas como a construção de Brasília; por um lado à construção da nova capital demandou enorme utilização de mão de obra, por outro, aumentou a inflação por causa dos vultosos recursos gastos.  Setores rurais não se beneficiaram da modernização, pois a política clientelística dos coronéis emperrava qualquer iniciativa inovadora.  Assim os desequilíbrios entre o campo e a cidade se acentuaram.  “50 anos em 5?”. Certamente não. 38
  • 39.  Transformações importantes: a expansão da industrial, a urbanização, a consolidação democrática nos termos da constituição vigente.  O modelo desenvolvimentista de JK, porém pagou um preço alto: abertura total da economia ao capital estrangeiro, às grandes multinacionais, e a submissão político econômica à hegemonia norte americana.  O custo social interno foi igualmente elevado; descontrole inflacionário, pesando especialmente sobre os assalariados  Parece claro que crescimento econômico não significa desenvolvimento econômico.  No governo JK houve um crescimento econômico e uma maior concentração de renda nas mãos da burguesia nacional e estrangeira, das camadas altas e médias, não houve, portanto desenvolvimento econômico. 39
  • 40. Consequências da política desenvolvimentista  Diversificação econômica;  Desnacionalização da economia;  Inflação e dívida externa;  Aumento da dependência econômica;  Aumento das disparidades regionais;  Surgimento das Ligas Camponesas;
  • 42.
  • 43. Os Movimentos sociais www.memoriaviva.com.br Manifestação das Ligas Camponesas criadas por Francisco Julião, no município de Vitória de Santo Antão em 1955 em Pernambuco.
  • 44.  Por fim não foi apenas no campo da estabilidade política e do crescimento econômico que o governo Juscelino foi excepcional.  Seu quinquênio correspondeu também a um momento de grande produção cultural, de novas propostas literárias, de grande politização do pensamento e de uma euforia no campo das artes plásticas, da música, dos esportes.  Em 1956 é publicada a obra de Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas, e dois anos depois Jorge Amado publica Gabriela, Cravo e Canela. 44
  • 45.  Gianfrencesco Guarnieri encena “Eles não usam Black Tie”, retratando aspectos da vida operária.  Já o cinema buscava romper com a linguagem convencional. Dentre as filmes de cunho social, podemos citar Rio 40º, de Nelson Pereira dos Santos, que retrata a população pobre dos morros cariocas.  A juventude se libertava dos bens comportados “bailinhos familiares”, desconsolava os rostos, e se soltava ao som de um novo balanço: “O Rock and Roll”. 45
  • 46. A cultura nos anos 1950 e 1960 no Brasil
  • 47. A cultura brasileira no final da década de 50 O Brasil mudara e os brasileiros tinham sonhos de consumo. Os carros nacionais, Gordini, DKW Vemag, Aero-Willys, o Fusquinha e os aparelhos eletrodomésticos, em especial os aparelhos de TV, eram desejados por todos. www.imagick.org.br O Brasil se projetara no exterior através da atriz Carmem Miranda e do personagem dos desenhos de Wall Disney, Zé Carioca, que fora inspirado no Brasil.
  • 51. Conquistas do futebol brasileiro
  • 52. 52
  • 53. 53 GESTÃO BREVE E CHEIA DE SURPRESAS
  • 54.  Jânio governou o país, num momento de forte crise financeira, com uma extensa inflação e um déficit na balança de pagamentos, acompanhado por uma crescente divida externa.  Para combater tal situação, Jânio instaurou uma política anti-inflacionária, restringindo os créditos, congelando os salários e incentivando as exportações. 54
  • 55.  A inflação estava altíssima, decorrente das constantes emissões monetárias e a dívida externa, a desvalorização da moeda, a falta de correspondência entre o aumento dos salários e do custo de vida. 55
  • 56.  A presença de grandes tensões sociais decorrentes desses fatores, culminavam em violentas disparidades regionais, e na a existência de bolsões de miséria.  Os constantes êxodos de nordestinos e camponeses de outros estados que procuravam nas cidades industrializadas fugir da miséria do campo e as exigências do capital monopolista trouxeram para Juscelino um resultado eleitoral inesperado nas eleições de 1960: a derrota de seu candidato Enrique Teixeira Lott. 56
  • 57.  Pela primeira vez, desde 1945, a coligação PTB/PSD perdia uma eleição presidencial, isto só se explica pelos graves problemas nacionais expostos.  O vitorioso Jânio da Silva Quadros, que já fora vereador, prefeito e governador de SP, possuidor de um carisma e de uma habilidade que lhe permitiram manobrar a massa trabalhadora com discursos e gestos populistas, e com promessas de salvá-los dos problemas mais sérios. Sua campanha tinha como símbolo uma vassoura, para “varrer a corrupção” conforme ele mesmo pregava.  Seus principais apelos políticos eram dirigidos às classes médias urbanas, que desejavam um governo dinâmico e honesto, com um líder carismático capaz de beneficiá-los economicamente. 57
  • 58.  Jânio Quadros assumiu a presidência em janeiro de 1961, e desde os primeiros momentos de seu governo buscou colocar em prática as promessas feitas durante a campanha: uma austera política externa independente que preservasse a imagem do Brasil como nação autônoma, o combate à corrupção e a especulação.  A crise financeira herdada da gestão anterior não era de fácil solução.  Soma-se ao alto índice de inflação e dívida externa. De acordo com compromissos assumidos pelo governo JK, o Brasil teria de pagar 2 bilhões de dólares de dívida, durante o governo de Jânio, e só em 1961 deveria ser saldado 600 milhões.  Era sem dúvida uma situação que exigia de Jânio Quadros esforços extraordinários, e em busca de uma solução o presidente lançou uma política anti-inflacionária ortodoxa, sintetizada numa reforma cambial e no congelamento dos salários. 58
  • 59.  A desvalorização da moeda tinha por objeto principal o incremento das exportações que resultaria no aumento das reservas em moeda estrangeira e redução do déficit governamental.  A austeridade da política econômica de Jânio teve o aval do FMI, cuja relação com o Brasil havia sido interrompida no governo de JK.  Isso facilitou as novas negociações com os credores externos, resultando em um novo empréstimo de 2 bilhões de dólares.  Os novos empréstimos significavam que Jânio, no início de seu governo, ganhava confiança da comunidade financeira internacional, aliviada com a possibilidade de estabilização financeira que poderia equilibrar as contas estrangeiras no Brasil. 59
  • 60.  Contudo, internamente, a situação era diferente.  A política de redução do crédito bancário, e a retirada de subsídios, afetava as empresas de pequeno e médio porte, acostumadas com os “favores” cambiais do governo anterior.  As classes trabalhadoras também se manifestavam e protestavam contra o congelamento dos salários e os aumentos do pão e dos transportes, provocados pela retirada dos subsídios do trigo e dos combustíveis.  Com essa política Jânio começava a ter contra si as mesmas forças urbanas que o elegeram.  O preço político de sua ortodoxia econômica tornava-se alto demais.  E isso traria consequências desagradáveis a toda nação em curtíssimo prazo. 60
  • 61.  Em nível de política externa, o Ministro das Relações Exteriores, Afonso Arinos, procurou desenvolver uma política independente , tentando desvincular o país dos dois grandes blocos políticos: EUA e URSS. Restaurou as relações diplomáticas com a União Soviética, além de condecorar um dos líderes da revolução cubana, o argentino Ernesto “Che” Guevara. Apoiara o ingresso da República Popular da China (comunista) na ONU. Tais atitudes começaram a preocupar os representantes norte-americanos, assim como os setores brasileiros ligados 61 ao capital internacional
  • 62.  A postura independente assumida pelo presidente, cujo objetivo econômico era a ampliação dos mercados externos e o consequente aumento das exportações brasileiras, provocara acirrada campanha interna da conservadora oposição civil e militar.  As facções conservadoras, principalmente as ligadas a UDN, em concordância com grupos norte-americanos e europeus que atacavam a política econômica independente, na medida em que ela contrariava seus interesses político-econômicos, afirmavam que era preciso evitar a “esquerdização” do país e fazê-lo retornar à liderança dos EUA. 62
  • 63.  A UDN rompe definitivamente com Jânio e um de seus mais ferrenhos opositores foi o governador do estado da Guanabara Carlos Lacerda, que acusou o presidente de estar preparando um golpe de Estado.  Sem apoio dos setores populares, não restou a Jânio outra alternativa senão renunciar o cargo. 63
  • 64.  A renúncia faria parte de um plano para instituir um governo forte, pretendia que seus Ministros militares não aceitassem a renúncia e garantindo-lhe maiores poderes. Pretendia também, que os militares não aceitassem a entrega da Presidência ao vice João Goulart contra o qual havia uma generalizada indisposição militar. O Tiro saiu pela culatra. 64
  • 65.  Alegando pressões das chamadas “forças ocultas” o presidente, renunciou após sete meses de governo, provocando uma crise política, já que seu vice estava ausente no país em visita a China (Comunista).  Como solução, foi dada a posse ao presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzili. 65
  • 66.
  • 67. 67 O FRACASSO DO NACIONALISMO REFORMISTA
  • 68.  O passado getulista de Goulart, além de suas ligações com os sindicatos e sua proposta reformista e nacionalista, levou a formação de duas correntes de opiniões: Uma liderada por Carlos Lacerda / UDN, que procurou, com o apoio de setores e de ministros militares, e do grande empresariado, impedir a posse de João Goulart, alegando que o mesmo se ausentara do país sem autorização, logo ficando impedido de tomar posse. Outra defendia a legalidade constitucional, com grande parcela dos sindicalistas e trabalhadores, profissionais liberais e pequenos empresários, apoiando a posse de Goulart, já que o mesmo estava representando o governo brasileiro e, portanto, em condições legais para assumir o poder. 68
  • 69.  Diante de tal quadro de dualidade, o Exército acabou dividido entre as duas correntes, mas o apoio do Marechal Lopes comandante do III Exército, Jango acabou tendo sua posse garantida. 69
  • 70.  Para que a posse ocorresse, foi necessário um acordo político entre as duas correntes, resultando deste acordo à adoção do sistema parlamentarista de governo em setembro de 1961.  Por essa medida, os poderes do presidente ficavam limitados, sendo esta a condição negociada para Goulart assumir o poder.  Para o cargo de Presidente do conselho de Ministros, foi eleito pela Câmara dos Deputados Tancredo Neves. 70
  • 71.  Contando com um forte apoio popular, Jango convocou um plebiscito para 6 de janeiro de 1963, onde o povo foi consultado sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista.  O resultado foi à vitória esmagadora do presidencialismo, devolvendo assim, os poderes retirados em 1961 a João Goulart. 71
  • 72.  Após o resultado do plebiscito, Goulart assumiu plenamente o poder presidencial, reforçando a partir de então, sua linha de governo de tendência nacionalista e política externa independente.  Jango tomou posse num momento em que crescia assustadoramente o déficit governamental, declinavam as receitas totais das exportações, aumentava sensivelmente a taxa de inflação e reduziam-se os empréstimos externos e os financiamentos. 72
  • 73.  A rápida deterioração da economia exigia que o governo buscasse soluções para o profundo impasse e dificuldades por que passava a sociedade brasileira.  O governo tinha que canalizar esforços que possibilitassem o aumento dos empréstimos externos, a renegociação da dívida externa, a retomada do crescimento econômico, o alívio das tensões sociais e o combate à inflação.  A crise econômica, no entanto era uma realidade, obrigando o Ministro do Planejamento e da Coordenação Econômica, Celso Furtado, a implementar o chamado Plano Trienal que havia sido elaborado ainda durante o período parlamentarista, para combater os problemas de ordem econômica. 73
  • 74. No entanto, exigia também uma ampla austeridade  A proposta do Plano Trienal acabava econômica e financeira. O Plano buscava: entrando em colisão com a política de mobilização popular, isto porque o plano econômico visava combater a inflação e promover o desenvolvimento da economia a partir do setor industrial. 74 Promover uma melhor distribuição das riquezas nacionais, atacando os latifúndios improdutivos para defender os interesses sociais; Encampar as refinarias particulares de petróleo; Reduzir a dívida brasileira; Diminuir a inflação e manter o crescimento econômico, sem sacrificar exclusivamente os trabalhadores;
  • 75.  Na época as massas trabalhadoras mobilizavam-se cada vez mais contra as explorações das classes dominantes.  Apavorados com as ideias de perder seus lucros e privilégios, os empresários começavam a se articular contra Jango. 75
  • 76. A Reforma Agrária, com a divisão dos latifúndios, para facilitar o acesso a terra a milhões de lavradores que desejavam trabalhar e produzir no campo, controlando, com isso o êxodo rural; A Reforma Tributária para corrigir as desigualdades sociais na distribuição dos deveres entre ricos e pobres, patrões e empregados; A Reforma Eleitoral, para dar aos analfabetos o direito de votar e participar da vida pública; A Reforma Universitária, ampliando as vagas nas faculdades públicas e acesso de estudantes a órgãos diretivos educacionais. A Reforma Urbana, para socorrer milhões de favelados e moradores de cortiços nas grandes cidades; 76
  • 77.  Tais transformações ameaçavam os interesses dos setores tradicionais da sociedade brasileira, que reforçaram a oposição a Jango.  Jango deu ênfase ainda a sua política nacionalista, elaborando leis, limitando a remessa de lucros para o exterior, monopolizou a importação do petróleo e tomou posse das refinarias de petróleo particulares. 77
  • 78.  A tensão atingiu o auge quando Jango criou a lei implementando o 13º salário, que foi recusado pelo Congresso, levando os trabalhadores a entrarem em greve.  Ao mesmo tempo, os movimentos populares pressionavam o governo para que as reformas fossem concretizadas e até ampliadas.  Sob aplauso de trabalhadores, decretava a nacionalização das refinarias de petróleo e desapropriava terras à margem das ferrovias, rodovias e em regiões de irrigação de açudes. 78
  • 79.  Tais medidas atendiam aos setores particulares e rurais da sociedade brasileira, inclusive as Ligas Camponesas, que acenavam com perspectiva de uma revolução camponesa socialista, nos moldes ocorridos em Cuba.  A reação dos proprietários rurais e setores da burguesia não demorou. 79
  • 80.  Realizaram uma grande mobilização com 400.000 pessoas, a chamada Marcha da Família com Deus pela Liberdade, demonstrando o descontentamento com o apoio político assumido pelo governo.  Significava uma passeata anticomunista pelas ruas centrais da cidade, onde as pessoas rezavam para que o Brasil não fosse atingido pelo comunismo, pois acreditavam que João Goulart era comunista e que estes iriam desembarcar no Brasil e tomar a sociedade. 80
  • 81. Tal manifestação acabou marcando o início do movimento organizado por grupos de oficiais das Forças Armadas, provocando desta forma, 81 um movimento de confrontação entre a oficialidade e os sargentos marinheiros. Diante de tal quadro de confrontação, oficiais aparentemente neutros, acabaram por apoiar a conspiração e a derrubada do governo de João Goulart.
  • 82.  No dia 31 de março de 1964, iniciou-se um movimento que acabou depondo João Goulart em abril do mesmo ano.  Este movimento foi liderado pelos Generais Luis Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho de MG, e Carlos Lacerda da Guanabara 82
  • 83.  Jango acabou sendo totalmente abandonado pelos militares legalistas.  A greve geral decretada pela CGT fracassou e as manifestações civis foram facilmente reprimidas.  No Rio Grande do Sul, os partidários do Governador Leonel Brizola, cunhado e partidário do Presidente, não resistiram e, João Goulart abandonou Brasília em 1º de abril de 1964, foi para o RS e depois se abrigou no Uruguai aonde veio a falecer anos mais tarde.  O golpe político foi muito bem visto pelos EUA, preocupados com o avanço de uma política neutralista e nacionalista pregada pelo governo civil de Jango.  A neutralidade defendida por uma política externa independente e a não intervenção nos assuntos internos dos países, entenda-se a respeito à soberania nacional, irritava os Estados Unidos, que desejavam a formação de um bloco anticomunista no continente, em função da posição cubana. 83
  • 84.  A reação ao golpe foi quase nula, sem proteção civil ou militar, o governo desmoronou.  O senado declarou vaga a presidência e empossou o presidente da Câmara, Ranieri Mazzili. 84 Chegava ao fim um governo democraticamente eleito e um regime constitucional legítimo, assim como chegava ao fim a República Populista.
  • 85. 85
  • 86. ATÉ A PRÓXIMA AULA....