Radioterapia e suas técnicas.

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A radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações ionizantes (raio-X, por exemplo), um tipo de energia direcionada, para destruir ou impedir que as células do tumor aumentem.

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Radioterapia e suas técnicas.

  1. 1. Historia da Radiologia. A HISTÓRIA DA RADIOLOGIA COMEÇOU EM 1895 COM A DESCOBERTA EXPERIMENTAL DOS RAIOS-X PELO FÍSICO ALEMÃO WILHELM CONRAD ROENTGEN. À ÉPOCA AS APLICAÇÕES MÉDICAS DESTA DESCOBERTA REVOLUCIONARAM A MEDICINA, POIS HAVIA SE TORNADO POSSÍVEL A VISÃO DO INTERIOR DOS PACIENTES. COM O PASSAR DOS ANOS, ESTE MÉTODO EVOLUIU E ASSUMIU UMA ABRANGÊNCIA UNIVERSAL NA PESQUISA DIAGNÓSTICA DO SER HUMANO. A PRIMEIRA RADIOGRAFIA FOI REALIZADA EM 22 DE DEZEMBRO DE 1895. NESTE DIA, ROENTGEN PÔS A MÃO ESQUERDA DE SUA ESPOSA ANNA BERTHA ROENTGEN NO CHASSI, COM FILME FOTOGRÁFICO, FAZENDO INCIDIR A RADIAÇÃO ORIUNDA DO TUBO POR CERCA DE 15 MINUTOS. REVELADO O FILME, LÁ ESTAVAM, PARA CONFIRMAÇÃO DE SUAS OBSERVAÇÕES, A FIGURA DA MÃO DE SUA ESPOSA E SEUS OSSOS DENTRO DAS PARTES MOLES MENOS DENSAS.
  2. 2. Radioterapia A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de DNA. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.
  3. 3. A radioterapia tornou-se uma especialidade médica que trata pacientes portadores de câncer e de outras doenças pelo uso de raios ionizantes. O objetivo é aplicar uma dose eficaz na erradicação do tumor que cause o menor dano possível aos tecidos normais em suas proximidades. A preocupação em preservar os tecidos normais resultou em um grande desenvolvimento tecnológico, incluindo estudos de dose, formato de campos de radiação e trajeto dos raios no corpo do paciente. Assim como a cirurgia, a radioterapia é uma forma de tratamento local do tumor.
  4. 4. Planejamento GTV – O volume do tumor visível, conhecido como GTV (Gross Tumor Volume), é definido como a massa palpável ou extensão visível do crescimento tumoral. CTV – Doença microscópica maligna possível é denominada volume clínico do alvo conhecido como CTV (Clinical Target Volume). PTV – O volume de planejamento do alvo. PTV (Planning Target Volume), é uma definição do volume que leva em conta o efeito de todas as variações geométricas tais como: Movimento dos órgãos, posicionamento incorreto.
  5. 5. Radioterapia 2D É a radioterapia convencional ou em duas dimensões. O tratamento é planejado com radiografia convencional. Hoje essa técnica é usada apenas em centros que não possuem tecnologia de ponta. É aceitável em tratamento paliativos e outras situações. Tudo porque essa técnica não poupa tecidos sadios, levando ao aumento de efeitos secundários. Seu uso foi abandonado nos melhores centros do mundo, porém em vários Centros Oncológicos no Brasil este método continua sendo bem utilizado.
  6. 6. Radioterapia Conformacional 3D É a modalidade de radioterapia onde o planejamento é feito através de imagens digitais captadas por um tomógrafo simulador e do mais moderno Sistema de Planejamento 3D. Esta tecnologia tem permitido aos médicos radioterapeutas aumentar a dose de radiação no tumores, e com isso melhorar os resultados dos tratamentos e reduzir a dose de radiação que atinge os tecidos normais. Como é possível aumentar a dose sem aumentar a toxidade? Isto só é possível com o planejamento tridimensional, que é executado com o Multileaf (Colimadores Multi-lâminas) que definem a dimensão e o formato exato da área irradiada (tratada).
  7. 7. Funcionamento MLC (MultiLeaf Collimator)
  8. 8. Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) A radioterapia de intensidade modulada (IMRT) é outra modalidade de radioterapia externa conformacional altamente precisa que permite a administração de altas doses de radiação no volume alvo, minimizando as doses nos tecidos normais adjacentes de forma muito eficaz. A IMRT é baseada na aceleração linear desenvolvida no final dos anos 90 que, além de permitir a conformação da radiação para o contorno da área alvo, ainda utiliza múltiplos feixes de radiação angulares e de intensidades não uniformes. Esta técnica é uma evolução temporal da 3D-RT por ser capaz de modular o feixe de tratamento, oferecendo maior intensidade de dose na área de interesse e poupando as áreas onde esta intensidade não é desejada.
  9. 9. O objetivo da IMRT é concentrar uma maior dose de radiação no volume alvo e poupar os tecidos normais. A dose de radiação é projetada para conformar a forma tridimensional do tumor pela modulação ou controle da intensidade dos subcomponentes de cada feixe de radiação. Portanto, utiliza-se alta dose de radiação no tumor alvo, enquanto se espera diminuir a exposição à radiação dos tecidos normais adjacentes, buscando a redução da toxicidade ao tratamento. Desta forma, os efeitos colaterais a curto e longo prazo são reduzidos.
  10. 10. Radioterapia guiada por imagem IGRT A radioterapia guiada por imagem (IGRT) surgiu da necessidade de localizar de forma mais precisa o tumor ou os órgãos internos, acometidos pela doença, no momento do tratamento, de modo que ocorra uma melhor correlação com as imagens de referência. O uso da IGRT é muito importante devido à distribuição precisa de dose produzida pela IMRT ou até mesmo pela radioterapia conformada, o que permite a verificação das alterações que podem ocorrer na localização e no tamanho do volume alvo durante o tratamento, gerando a necessidade de novos planejamentos. Esses novos planejamentos são conhecidos hoje como radioterapia adaptativa.
  11. 11. Radiocirurgia Estereotáxica A radiocirurgia estereotáxica é uma técnica de tratamento não invasiva, que envolve a administração de altas doses de radiação a uma determinada região do cérebro, em uma única fração de tratamento ou em poucas frações, em geral, menos de cinco. A equipe multidisciplinar responsável pela realização do tratamento é composta pelo radioterapeuta, pelo neurocirurgião e pelos físicos médicos. Alguns benefícios importantes ​​da radiocirurgia são: Não há incisões, sem pontos, e, portanto, não há necessidade de recuperação pós- cirúrgica. É realizada em regime ambulatorial, de modo que o paciente geralmente pode retornar às suas atividades normais no dia seguinte ao tratamento. O tratamento é realizado no mínimo 1 ou no máximo 5 sessões.
  12. 12. MALFORMAÇÕES ARTERIOVENOSAS A erradicação é satisfatória: “A tendência é o desaparecimento da região afetada, podendo esta ocorrer em até 03 anos após a realização do procedimento”.
  13. 13. Acredite que você pode, assim você já está no meio do caminho. Theodore Roosevelt Rodolfo Braga Técnico em Radiologia e Radioterapia r2braga@me.com

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